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Entenda o que propõe o programa Escola Sem Partido

Mílibi Arruda, especial para o Estado, Alessandra Monnerat e Caio Sartori

13 Novembro 2018 | 05h00

 

A votação do projeto de lei sobre o Escola Sem Partido em uma comissão especial naCâmara dos Deputados, prevista para esta terça-feira, 13, levantou várias dúvidas sobre o tema. Pelo WhatsApp do Estadão Verifica, (11) 99263-7900, leitores têm perguntado sobre o assunto, evidenciando a desinformação que existe sobre a pauta. Veja abaixo uma série de perguntas e respostas sobre a proposta de legislação.

O que diz o Escola sem Partido?

O projeto de lei Escola Sem Partido (ESP) busca tratar da liberdade de crença, de aprendizagem e do pluralismo de ideias no ambiente acadêmico. Prevê a proibição do que chama de “prática de doutrinação política e ideológica” pelos professores, além de vetar atividades e a veiculação de conteúdos que não estejam de acordo com as convicções morais e religiosas dos pais do estudante. Define, ainda, os deveres dos professores, que devem ser exibidos em cartazes afixados nas salas de aula.

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Discussão de Escola Sem Partido tem bate-boca entre deputados e manifestantes

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2018 | 11h12

 

BRASÍLIA - Mais uma reunião da comissão especial da Câmara dos Deputados que debate o projeto Escola Sem Partido (PL 7180/14) foi suspensa sem deliberação. A oposição obstruiu a reunião desta terça-feira, 13, com questões de ordem e quando os trabalhos no plenário começaram a sessão teve de ser interrompida. Antes, houve bate-boca entre o público e os parlamentares. O deputado Éder Mauro (PSD/PA) chegou a debater com manifestantes. Com as mãos, ele simulou que portava uma arma e fez como se atirasse na direção dos opositores ao projeto. A reunião pode ser retomada ao fim de sessão no plenário. 

A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) liderou as manifestações. No início, com o questionamento sobre a restrição de público no plenário onde era realizada a sessão. A segurança da Câmara restringiu o número de pessoas no local e foram distribuídas senhas.

Votação do relatório do projeto Escola Sem Partido foi adiado em outras ocasiões em comissão especial da Câmara
Votação do relatório do projeto Escola Sem Partido foi adiado em outras ocasiões em comissão especial da Câmara Foto: Dida Sampaio/Estadão

Além disso, o início da sessão não estava sendo transmitido pela internet, o que também foi alvo de questionamento dos deputados. O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) defendeu o projeto. "Eles (estudantes) vão à universidade e aprendem que é Marx, Paulo Freire, que a burguesia fede e não aprendem metodologia. Se ele sabe ler e escrever e fazer as quatro operações ele saberá fazer seu juízo de valor", disse o deputado. Foi então que houve o bate-boca entre os presentes e os deputados.

Mesmo se a comissão retomar os trabalhos ainda nesta terça a expectativa é de que o projeto não seja votado. Há um acordo para que seja feito um pedido de vista, o que deve adiar a deliberação para ao menos duas sessões. 

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Após premiar o STF, Congresso debate congelamento salarial do funcionalismo

Uma semana depois de o Senado ter retirado do freezer o projeto que elevou em 16,39% os vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal e da procuradora-geral da República, uma comissão especial de deputados e senadores se reúne nesta terça-feira (13) para discutir o congelamento de reajustes que seriam pagos a diversas categorias do funcionalismo público a partir de janeiro de 2019.

O resfriamento do contracheque dos servidores consta de medida provisória enviada ao Congresso por Michel Temer. Antes de chegar aos plenários da Câmara e do Senado, a proposta tem que passar pelo crivo de uma comissão mista. O colegiado reuniu-se na quarta-feira da semana passada —mesmo dia em que os senadores enviaram o aumento do Supremo e da Procuradoria para a sanção de Temer.

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Deputados da bancada da bala batem boca em sessão na Câmara

Mariana Haubert, O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2018 | 22h30

 

BRASÍLIA – Dois deputados do Distrito Federal bateram boca e quase se agrediram fisicamente durante a sessão plenária da Câmara dos Deputados desta segunda-feira, 12. Alberto Fraga (DEM) criticou a possibilidade de o governador eleito Ibaneis Rocha(MDB) extinguir a Casa Militar. Laerte Bessa (PR) rebateu o colega ao afirmar que ele não tinha moral para falar sobre a questão, chamando-o também de ladrão.

“Se ele insistir com essa ideia maluca, de jumento, ele pode preparar cadeia para todos os oficiais, porque ninguém vai para as ruas, ninguém vai trabalhar. Isso vai mergulhar o Distrito Federal em um caos”, disse Fraga, que é coordenador da chamada bancada da Bala.

Deputads bancada da Bala Fraga Bessa
O deputado Alberto Fraga, do DEM, empurra o deputado Laerte Bessa (de barba), do MDB, dentro do plenário da Câmara Foto: Dida Sampaio/Estadão

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Câmara conclui votação de MP que cria linha de crédito para santas casas

Por Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília

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O acerto e as dúvidas sobre a mudança na Previdência

Há aspectos positivos na mudança previdenciária aprovada ontem na Assembleia. Em todo o mundo, mexer em aposentadoria desencadeia intensos protestos. A coisa transcorre de modo relativamente tranquilo pela forma como a mudança foi feita: preservando direito adquirido.

Não foi iniciativa do governo Camilo Santana (PT). O que ocorreu ontem foi apenas completar o que já havia sido aprovado em 2013, quando o governador era Cid Gomes (PDT). Isso para adequar o Estado a mudanças feitas no plano federal. Dilma Rousseff (PT) cometeu muitos erros, erros demais. Na economia, então, caprichou. Mas, talvez uma das medidas mais acertadas nessa área foi a mudança previdenciária.

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Fernando Hugo critica inclusão de questões com temática LGBT no Enem

Dep. Fernando Hugo ( PP )Dep. Fernando Hugo ( PP )foto: Junior Pio

 
O deputado Fernando Hugo (PP) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (08/11), a inclusão de questões com a temática LGBT na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para ele, está acontecendo um “travestismo comportamental por meio da maior seleção do País”.

O parlamentar apontou duas questões com essa temática no exame, uma tratando do “dialeto LGBT” e outra que tem como base um conto chamado “Vó, a senhora é lésbica?”. Para o deputado, a inclusão de questões com essa temática “é um absurdo e não acrescenta nada aos estudantes”.

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Sérgio Aguiar elogia ações do Governo Federal

Dep. Sergio Aguiar ( PDT )Dep. Sergio Aguiar ( PDT )foto: Junior Pio

O deputado Sérgio Aguiar (PDT) enalteceu, nesta quinta-feira (08/11), durante o primeiro expediente da sessão plenária, ações realizadas pelo governo Temer nas áreas da economia e social. Segundo ele, as medidas tomadas, sobretudo em relação à pauta municipalista, possibilitaram o crescimento do Brasil. “São ações que tiveram um olhar especial por parte do atual Governo nos últimos 30 meses”, ressaltou.

O parlamentar lembrou que, ao final de 2016, quando da transição de gestões municipais, o Governo Federal fez com que a repatriação - recursos enviados de forma ilegal para fora do País - pudesse retornar ao País, desde que sua origem fosse comprovada e os impostos fossem pagos. Segundo ele, a medida fez com que muitos municípios em dificuldades fossem contemplados com a desvinculação.

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Congresso dá ‘prensa’ de R$ 6 bi em Bolsonaro

Entre a noite de quarta-feira e a manhã desta quinta-feira, o Congresso espetou na futura administração de Jair Bolsonaro uma conta de pelo menos R$ 6,1 bilhões por ano. Além de reajustar os salários dos ministros do Supremo e da procuradora-geral da República (R$ 4 bilhões), concedeu isenção fiscal a fabricantes de automóveis (R$ 2,1 bilhões). Tudo isso depois que Paulo ‘Posto Ipiranga’ Guedes, o czar da economia do próximo governo, defendeu a tese segundo a qual os congressistas precisavam de uma “prensa” para aprovar a reforma da Previdência.

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Bancada evangélica amplia agenda moral e adota 'cartilha Paulo Guedes'

Anna Virginia Balloussier
SÃO PAULO

Nem só de moral e bons costumes vive a bancada evangélica. Ao menos é a ideia vendida no manifesto “O Brasil para os Brasileiros”, uma bússola que a a frente urdiu para a próxima legislatura, quando contará com cerca de 180 congressistas entre os 513 deputados e 81 senadores.

Temas pouco associados ao grupo, como economia, encharcam as 60 páginas do documento, lançado a quatro dias da eleição que consagrou Jair Bolsonaro (PSL). A bancada o apoiou quando o capitão reformado já era disparado o favorito no pleito, e nada por acaso o texto soa como música para ouvidos bolsonaristas.

Ali se fundem o liberalismo econômico feito na medida para o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e uma das plataformas com maior apelo nas hordas conservadoras, a Escola Sem Partido.[ x ]

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