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O início do fim da era progressista no Brasil

Um dos maiores medos dos progressistas é ver uma ascensão ao poder de conservadores de maneira propositiva e organizada. Na leitura de alguns desses progressistas, como a base majoritária da sociedade brasileira é conservadora, uma vez que o vínculo entre eleitorado conservador e seu eleito conservador se restabelece, ficará difícil rompê-lo de maneira naturalO resultado das últimas eleições denota o início do fim da era progressista no Brasil.

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Vingança dos irmãos Gomes mostra ao PT que empulhação eleitoral tem limites

Igor Gielow / FOLHA DE SP

Se vingança é um prato que se come frio, é bom alguém do PT lembrar que talvez os irmãos Gomes sejam apreciadores de sashimi para pronta entrega.

Ciro se picou para a Europa, e Cid usou toda a elegância típica do clãpara enterrar de vez o cadáver natimorto da tal "frente democrática" —a predileção do PT pelo monopólio da moral pública enquanto exerce prestidigitação é comovente.

Nada mais previsível. Mesmo quando, lá em 1815, Ciro e Fernando Haddad se encontraram para uma conversa que acendeu esperanças naqueles desejosos de ver algo que não fosse visto como uma candidatura teleguiada da cadeia por Lula, o teatro era ilusório.

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ANÁLISE: Crescimento de Bolsonaro é mais vigoroso que ritmo de Haddad

Rodrigo Augusto Prando*, O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2018 | 05h00

A primeira pesquisa Ibope/Estado/TV Globo do segundo turno das eleições 2018, divulgada na segunda-feira, 15, indica Bolsonaro com 59% e Haddad com 41% dos votos válidos, ou seja, excluindo os votos nulos, brancos e indecisos. Uma vantagem enorme para Bolsonaro, cuja força política foi sentida ao final do primeiro turno, não apenas, aqui, na disputa presidencial, mas, especialmente, na força do PSL, elegendo a segunda maior banca da Câmara.

Na votação para o segundo turno, há os seguintes recortes: sexo, idade, escolaridade e renda familiar. Nestes dois últimos, Haddad tem maior intenção de votos entre os mais pobres – que ganham até 1 salário mínimo –  e entre os menos escolarizados –  que cursaram até a quarta série. Contudo, mesmo nestes recortes, Bolsonaro ganha de Haddad em todos os outros segmentos de renda e de escolaridade. O ex-capitão, também, lidera nos recortes sexo e idade. Com isso, pode-se depreender que o ritmo do candidato do PSL é mais vigoroso que o ritmo do petista, até mesmo no “potencial de voto” e na “certeza do voto”. Bolsonaro tem um eleitor mais convicto e Haddad, por sua vez, já é mais rejeitado que Bolsonaro. 

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A eleição delirante

Bolsonaro não é fascista, e sua eleição não imporá um regime de exceção. Isso é confortável delírio na boca de perdedor nunca capaz de compreender o adversário, e desespero sem vergonha de quem, representante de um partido para cujo projeto de permanência no poder pilhou-se o Estado, ora se apresenta como merecedor de um voto moralmente superior. Aliás, a pregação do deputado como nazistão serve de gatilho libertador para que muitos constrangidos com a roubalheira lulopetista possam agora votar no PT maquiados de “ele não” e olhar desde cima a forma como os bárbaros, os que não votam no cavalo de presidiário, jogam o país na incerteza.

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A prepotência petista - O ESTADO DE SP

As análises estatísticas do primeiro turno da eleição presidencial mostram aquilo que todos já sabem: o PT continua a reinar soberano nos remotos grotões do País, onde eleitores sustentados pelo assistencialismo do Bolsa Família idolatram o chefão petista Lula da Silva. Foi basicamente esse clientelismo que impulsionou a transferência de votos de Lula para seu preposto na eleição, Fernando Haddad, levando o ex-prefeito paulistano para o segundo turno contra Jair Bolsonaro (PSL).

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