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Coronavírus: Governo do Ceará anuncia compra de 200 mil botijões de gás para famílias vulneráveis

BOTIJÃO

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), anunciou a compra de 200 mil botijões de gás para ajudar famílias vulneráveis do Estado no período de isolamento social por causa do coronavírus. Segundo Camilo, a empresa Nacional Gás irá vender os botijões ao governo a preço de custo. O chefe do Executivo Estadual anunciou a ação por meio de transmissão ao vivo em seu Facebook no fim da tarde desta terça-feira, 7.

O número de casos confirmados do novo coronavírus no Ceará chegou  a 1.152 até às 17h10min desta terça-feira, 7. O número de óbitos chegou a 40. Os números são da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). São nove mortes a mais informadas no intervalo de 24 horas. São ainda 129 casos a mais que os informados na véspera. OPOVO

 

Após reunião com Bolsonaro, Mandetta diz que fica no Ministério da Saúde

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse em entrevista coletiva na noite desta segunda-feira, 6, que não vai deixar o cargo apesar dos atritos que vem tendo com o presidente Jair Bolsonaro. “Nós vamos continuar, porque continuando a gente vai enfrentar o nosso inimigo. E o nosso inimigo tem nome e sobrenome. É a Covid-19″, disse. E repetiu uma frase que já havia usado em outras ocasiões. “Médico não abandona paciente, e eu não vou abandonar”.

Acompanhado dos principais membros de sua equipe, Mandetta revelou que havia a intenção de todos deixarem o governo caso ele saísse – os membros da mesa concordaram – e disse que hoje foi “um dia muito difícil para trabalhar” porque parte dos membros da pasta estavam “limpando gavetas”.

As declarações foram dadas após conversa do ministro com o presidente. Durante o dia, Bolsonaro chegou a decidir pela sua demissão em razão de divergências, como a questão do isolamento social para combater o coronavírus – o presidente é contra; o ministro defende -, mas foi convencido por militares, como os ministros Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Governo), a adiar a exoneração.

Os líderes do Congresso também fizeram chegar ao presidente que o Parlamento não iria aceitar a demissão de Mandetta em meio ao combate à pandemia do coronavírus. “O que precisamos é de paz”, disse Mandetta na entrevista. Ele disse que não responderia a perguntas de jornalistas.

Durante a entrevista, Mandetta recebeu o apoio de entidades como o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), por meio do presidente, Wilames Freire Bezerra, que estava no evento. A deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC), presidente da Frente Parlamentar Mista da Saúde, também se solidarizou com o ministro. “Queremos manifestar o apoio do Congresso a sua pessoa, a todos os secretários, a todos da equipe. Sabemos do trabalho e sabemos dos momentos difíceis que estamos vivendo”, disse.

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Bolsonaro decide demitir Mandetta ainda nesta segunda-feira

Gustavo Maia e Naira Trindade / O GLOBO

 

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro decidiu demitir ainda nesta segunda-feira o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em meio à crise do novo coronavírus. O ato oficial de exoneração de Mandetta está sendo preparado nesta tarde no Palácio do Planalto. A expectativa é que a decisão seja publicada em edição extra do Diário Oficial da União após reunião do presidente com todos os ministros, entre eles Mandetta, convocada para as 17h. A informação sobre a exoneração de Mandetta foi confirmada ao GLOBO por dois auxiliares do presidente da República.

O deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), ex-ministro da Cidadania, é o mais cotado para substituí-lo. Ele almoçou com Bolsonaro e os quatro ministros que despacham do Palácio do Planalto nesta segunda: Walter Braga Netto (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

Mandetta admite:  'Não sei até quando ficarei ministro'

A ala militar do governo defende o nome da imunologista Nise Yamaguchi para assumir o Ministério da Saúde. A avaliação é de que o nome dela seria aceito pela população, que hoje admira Mandetta, já que Nise tem mais de 40 anos de experiência, é médica do Hospital Israelita Albert Einstein e atuou em diversas áreas da saúde no Brasil. Há uma tendência de que o nome dela não sofra rejeição pela bagagem de conhecimento e também por ser mulher. Nise defende o uso de cloroquina em pacientes infectados pelo novo coronavírus. 

Em reunião com integrantes do Ministério Público nesta segunda-feira, o mnistro da Saúde admitiu a dificuldade que encontra no cenário político e que não sabe "até quando ficará Ministro da Saúde". A reunião pode ter sido um dos últimos compromissos de Mandetta no cargo.

O diagnóstico entre auxiliares do presidente é que a permanência de Mandetta no cargo se tornou insustentável após uma série de críticas do presidente à sua atuação no enfrentamento à Covid-19. Ele foi acusado por Bolsonaro de falta de humildade, em entrevista na última quinta-feira, e contrariou o presidente ao defender o isolamento e o distanciamento social para combater a disseminação da Covid-19.

No domingo, Bolsonaro havia dito, sem citar nomes, que "algumas pessoas" do seu governo "de repente viraram estrelas e falam pelos cotovelos" e que ele não teria medo nem "pavor" de usar a caneta contra eles.

Mandetta vem negando que pediria demissão e disse que só sairia do governo por decisão do presidente. Na sexta-feira, após as críticas de Bolsonaro, afirmou que não iria "abandonar o paciente".

Terra, que é médico, manteve sua posição de apoio ao governo e pela flexibilização do isolamento, o que agradou Bolsonaro.

Na última quarta-feira, o presidente teve três audiências com a participação de Terra no Palácio do Planalto, a primeira com o ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, e as outras duas com dez médicos, para discutir o uso da hidroxicloriquina no tratamento de infectados com a Covid-19. Mandetta, por sua vez, não foi convidado para as reuniões com os médicos.

Também na semana passada, o ministro da Saúde chamou Terra de "Osmar Trevas" em um grupo de WhatsApp do DEM, seu partido, após o compartilhamento de uma notícia sobre a reunião com os médicos. Foi a única vez que ele se pronunciou no grupo da sigla em toda a crise.

Crédito a pequena e média empresa para pagamento de salário começa a ser liberado nesta segunda

RIO - A linha de crédito emergencial de R$ 40 bilhões anunciada pelo governo para para financiar pagamento de salários de pequenas e médias empresas — com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 10 milhões — já está valendo.

A MP (Medida Provisória) 944, que criou o programa, foi publicada na noite da última sexta-feira, em edição extraordinária do Diário Oficial da União.  E bancos já começam a oferecer essa modalidade de financiamento a partir desta segunda-feira.

O primeiro a anunciar a medida foi o Bradesco, que informou neste domingo que vai financiar o pagamento de 1 milhão de salários.

As empresas poderão financiar até duas folhas de pagamento, com limite de crédito de dois salários mínimos (R$ 2.090) por empregado. Como contrapartida, não poderão demitir trabalhadores sem justa causa por 60 dias, contados a partir da contratação do crédito.

Renda mínima:Crise do coronavírus reabre debate sobre ajuda a vulneráveis

O Bradesco explicou que as  pequenas e médias empresas que já são clientes do  banco com crédito pré-aprovado poderão acessar o financiamento diretamente no Net Empresa ou no Net Empresa Celular. Demais clientes poderão solicitar o crédito na sua agência, por telefone. Após aprovação, o recurso será liberado nos canais digitais.

R$ 600Saiba quem pode se candidatar ao auxílio emergencial

De acordo com o banco, o prazo será de 36 meses, sendo seis meses de carência, com spread bancário zero. A taxa será fixa, de 3,75% ao ano, juro que representa o custo do dinheiro no CDI.

Segundo o governo, a linha de crédito de R$ 40 bilhões terá 85% dos recursos subsidiados pelo Tesouro Nacional e 15% de bancos comerciais. O GLOBO

Recursos liberados a bancos estão empoçados no sistema financeiro, diz Guedes

Fabrício de Castro, Eduardo Gayer e Regina Silva, BRASÍLIA e SÃO PAULO

04 de abril de 2020 | 19h10 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu neste sábado, 04, que os recursos liberados aos bancos para ampliar o crédito no País em meio à pandemia do novo coronavírus estão "empoçados no sistema financeiro". Ou seja, mesmo com medidas para estímulo ao crédito, como a redução do depósito compulsório - recursos que as instituições financeiras têm de manter no Banco Central -, esse dinheiro não está chegando a quem busca. "Começamos agora a dar dinheiro na veia, direto para as empresas", afirmou, em conversa online com líderes do setor varejista. Guedes defendeu que o dinheiro deve sair de Brasília e "ir onde o povo está".

Para isso, o ministro ressaltou que o governo deve aprofundar os programas propostos para garantir que o dinheiro chegue "na ponta". Ele ressaltou que o governo Bolsonaro está se preocupando primeiro com os mais vulneráveis em meio à crise. "Os R$ 98 bilhões do programa para informais e microempresários são mais do que o (orçamento) discricionário de 2020", afirmou.

Procurada para falar sobre o tema, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) não deu retorno até a publicação da matéria.

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Paulo Guedes diz que dinheiro 'deve ir onde o povo está' Foto: Adriana Machado/Reuters

O ministro defendeu ainda que a situação inédita pela qual passa o País está recebendo as devidas respostas por parte da equipe econômica, que também estaria tomando providências inéditas. "Em pouco mais de três semanas, estamos com ajuda de mais de R$ 800 bilhões", declarou.

"Tínhamos programado transferir R$ 450 bilhões para Estados e municípios em oito anos. Transferimos o dobro disso em três semanas", ressaltou. Ele ponderou, também, que o Brasil já tem um déficit de 6% do PIB, "o que nunca havia acontecido”.

Mesmo assim, ele ressaltou que a equipe econômica ainda não fez tudo o que precisa ser feito para conter os impactos do novo coronavírus sobre o País. Segundo Guedes, se for necessário, serão liberados mais recursos, "trilhões". "Vamos liberar mais dinheiro se for o caso". Ele disse que em pouco mais de três semanas, ajuda será de mais de R$ 800 bilhões

Para o ministro, é importante erradicar a cultura da moratória e, quem tiver dificuldade, o governo rolará a dívida. "Ainda não se fez tudo", disse, sem detalhar o que mais poderia ser feito.

Armas de destruição em massa

Segundo Guedes, o governo deseja subir a linha do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para oferecer crédito a empresas que faturam até R$ 300 milhões. Ele defendeu que as medidas de estímulo anunciadas em meio à crise trazida pelo novo coronavírus, como a redução no compulsório, agora terão de ser focadas no emprego e na ampliação do capital de giro das empresas.

Sobre a questão do emprego, o ministro defendeu que a economia deve ser reativada por meio do corte de impostos, especialmente aqueles que chamou de "disfuncionais". "Atacando de frente o mais cruel imposto, o sobre emprego", destacou Guedes. Para ele, o Brasil deve resistir à tentação de fazer apenas um pequeno conserto, o que teria o potencial de destruir o futuro do País, assim como resistir a um "ativismo regulatório", que seria natural, embora desaconselhável, em momentos de crise.

Acenando aos varejistas com quem conversava, Guedes defendeu a redução de encargos trabalhistas - chamados por ele de “armas de destruição em massa de empregos” - como forma de ativar a abertura de postos de trabalho. Ele ainda criticou governos anteriores por concentração de recursos em Brasília e disse que a Lei de Responsabilidade Fiscal ainda “não pegou”. “Temos lei, mas não temos uma cultura ainda de responsabilidade (fiscal)”.

Rede de pagamentos

De acordo com o ministro, o País até pode renegociar salários e outras despesas em meio à crise, mas não é possível desorganizar por completo a rede de pagamentos. "Vamos para o teletrabalho, para o e-commerce, mas de qualquer forma temos de manter respirando e oxigenada a economia brasileira", afirmou. "Não podemos cair na atração do calote, da falta de pagamentos, isso descontinua a rede nacional de pagamentos."

Para Guedes, o País atravessará duas "grandes ondas" durante o combate à covid-19: a primeira delas, para enfrentar as questões de saúde pública; a segunda, os impactos econômicos. O ministro defendeu a atuação do governo federal neste momento de crise e agradeceu o apoio do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

"O protocolo da crise está sendo seguido, os presidentes de Poderes estão se entendendo", disse. "Trocamos nosso eixo de atuação. Nosso eixo eram as reformas estruturantes, agora são as medidas emergenciais."

Recursos médico-hospitalares

Para a área de saúde, Guedes disse que o governo está seguindo as orientações do ministro Luiz Henrique Mandetta, cuja atuação vem sendo criticada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Na esteira das explicações de medidas já anunciadas pelo Executivo, o ministro da Economia falou sobre o bloqueio da saída de recursos médico-hospitalares do País e a redução das alíquotas de importação para os mesmos produtos.

Guedes ainda disse que as vendas no comércio estão caindo e que, dessa forma, a arrecadação também será afetada.

Secretário do Ministério da Saúde diz que quem pega coronavírus desenvolve imunidade

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O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, em entrevista coletiva neste sábado (4) — Foto: Reprodução/GloboNews

 

Em entrevista coletiva neste sábado (4) no Palácio do Planalto para apresentar o mais recente balanço sobre o avanço da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no Brasil, o Secretário-Executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, afirmou que as pessoas que pegam Covid-19 desenvolvem imunidade à doença.

Ele também defendeu a aplicação de testagem maciça no país para, no futuro, liberar a circulação de quem não tiver mais a possibilidade de se infectar novamente.

Na apresentação – na qual não esteve presente o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta –, o secretário disse que "vamos ter uma parte da população que já vai estar com anticorpos e pode circular livremente pela sociedade" (veja, abaixo, outros destaques da coletiva).

"Essa parte da população já não vai ter mais possibilidade de transmitir a doença – e não existe, até o momento, nenhuma comprovação de que possa ter uma reinfecção. Somos favoráveis a isso. Eu não sabia desse termo ['passaporte imunológico'], mas é o que estamos esperando. Elas [as pessoas] não vão nem adquirir nem transmitir a doença."

O termo "passaporte imunológico" havia sido mencionado na pergunta que motivou o comentário de Gabbardo. Era uma referência a uma ideia citada mais cedo neste sábado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em videconferência com empresários do setor varejista organizada pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL).

 

Na ocasião, Guedes afirmou: "Hoje de manhã conversávamos com um amigo na Inglaterra que criou o passaporte de imunidade. Ele faz 40 milhões de teste. Ele coloca disponíveis para nós, brasileiros, 40 milhões de testes por mês".

Segundo Guedes, a proposta já foi encaminhada ao presidente Jair Bolsonaro e aos ministros Walter Souza Braga Netto (Casa Civil) e Mandetta.

Gabbaro disse ser "totalmente favorável" à proposta do ministro da Economia. "Os testes rápidos vão servir para isso. Queremos que o profissional de saúde, se ele estiver doente, se ele estiver com sintomas, ele pode sair do isolamento um pouco mais cedo, se a gente tiver a confirmação de que ele está com segurança imunológica para sair de casa e voltar para o trabalho", explicou.

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Camilo prorroga decreto de isolamento social por mais duas semanas; medida vai até 20 de abril

governador do CearáCamilo Santana porrogou, neste sábado (4), o decreto de isolamento social em todo o Estado. Com a medida, anunciada pela conta oficial do governador no Twitter, o comércio e outros serviços não essenciais deverão permanecer fechados até o dia 20 de abril, assim como a população segue em regime de isolamento social. 

De acordo com o governador, a amplição do prazo do decreto foi tomada para garantir a segurança da população cearense e impedir o avanço da propagação da doença causada pelo novo coronavírus no Estado. 

 

"Anuncio a prorrogação do Decreto Estadual relativo às ações de enfrentamento ao coronavírus no Ceará por mais 15 dias. A medida, que visa o maior isolamento social, vai até 20 de abril. Decisão tomada com base em estudos científicos com o objetivo de proteger a vida dos cearenses", disse Camilo.

Neste sábado, o Ceará registrou o número de 744 casos confirmados de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Ao todo, a Secretaria de Saúde de Estado (Sesa) anunciou 23 mortes registradas. DIARIONORDESTE

Governo libera R$ 16 bi para estados e municípios e R$ 9,4 bi para a Saúde

DINHEIRO BOM

Governo Federal publicou cinco medidas provisórias em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 2, com o aporte de recursos para o enfrentamento da emergência de saúde do novo coronavírus (Covid-19) no País. Os atos liberam reforço de verba para estados, Distrito Federal, municípios e ministérios, dentre eles o da Saúde.

Medida Provisória 938/2020 autoriza o repasse de até R$ 16 bilhões para os fundos de participação dos estados e dos municípios num período de quatro meses. Ontem, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues explicou que os valores repetem os de 2019 apesar da queda de recursos que abastecem os fundos. "Esses impostos terão menor arrecadação e, portanto, o FPE e o FPM terão queda, mas o governo federal, diante dessa situação, vai garantir uma transferência em patamares semelhantes aos de 2019". O crédito extraordinário de R$ 16 bilhões para garantir os repasses foi aberto pela MP 939/2020.

Medida Provisória 940/2020 abre crédito extraordinário de R$ 9 4 bilhões em favor do Ministério da Saúde para ações de enfrentamento da doença.

Outras duas MPs, de números 941 e 942, também reforçam o orçamento de ministérios com crédito extraordinário para ações de combate à covid-19. A primeira destina R$ 2,1 bilhões para as pastas da Educação, da Saúde e da Cidadania. A segunda libera R$ 639 milhões para a Presidência da República e os ministérios da Educação, da Justiça e Segurança Pública, e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. DIARIONORDESTE

Bolsonaro volta a falar em ‘remédio em excesso’ de alguns governadores e prefeitos

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar governadores nesta quinta-feira, 2. Em transmissão ao vivo na sua chegada ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro citou as medidas de restrição adotadas por chefes estaduais e criticou, em especial, o governador de São Paulo, João Doria.

“Eles (governadores) acabaram com o comércio. O Doria acabou com o comércio na estrada. Não pediu para mim, não conversou comigo, para fazer aquela loucura”, declarou.

Segundo Bolsonaro, o “remédio” de Doria contra a crise foi superdosado e se tornou um “veneno”. “Ele tem que ter uma fórmula agora de começar a desfazer o que ele fez de excesso há pouco tempo. Não vai cair no meu colo essa responsabilidade”, declarou.

Na conversa com apoiadores, o presidente retomou o discurso indicando que os brasileiros quebrem o isolamento social e voltem ao trabalho. “A segunda onda que vem em função do desemprego vai ser terrível”, declarou.

O presidente afirmou ainda que a arrecadação do ICMS “acabou” e por isso os Estados terão dificuldade em pagar a folha de pagamentos nos próximos meses. Ele destacou que desde o início tem “apanhado” dos governadores por seu posicionamento.

“Tem uma ponte que foi destruída, que é a roda da economia, que é o desemprego proporcionado por alguns governadores”, disse. Bolsonaro fez questão de enfatizar que sua declaração se referia a chefes estaduais específicos: “Em especial de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina. E se eu não me engano, Rio Grande do Sul prorrogou (restrições) por mais 30 dias”.

O líder do Executivo sugeriu ainda que há uma competição entre os governadores para ver quem toma mais medidas de restrição. Ele criticou os chefes estaduais por não irem às ruas falar com o povo. “Duvido que um cara desses, um governador desses, um Doria da vida, um (Carlos) Moisés (governador de Santa Catarina), vai no meio do povo.” ISTOÉ

Bolsonaro diz desconhecer hospitais lotados: 'Não é isso tudo que estão pintando'

Por Guilherme Mazui e Filipe Matoso, G1 — Brasília

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (2) desconhecer "qualquer hospital que esteja lotado". Segundo ele, a crise sanitária provocada pelo coronavírus "não é isso tudo que estão pintando".

Bolsonaro deu a declaração à tarde em conversa sobre a crise do coronavírus com pastores evangélicos na portaria do Palácio da Alvorada, ao retornar para a residência oficial da Presidência.

Em vários estados, devido ao risco de que a rede hospitalar não comporte a demanda, governos locais estão instalando hospitais de campanha em estádios, ginásios de esportes e equipamentos públicos a fim de receber doentes contaminados pelo coronavírus. Segundo estimativa do Ministério da Saúde, os casos de coronavírus no país vão disparar entre abril e junho.

"Desconheço qualquer hospital que esteja lotado. Desconheço. Muito pelo contrário, tem hospital no Rio de Janeiro, o tal de Gazola, se eu não me engano, tem 200 leitos e tem 12 ocupados. Não é isso tudo o que estão pintando", afirmou o presidente.

Bolsonaro vê uma competição entre "alguns" governadores para determinar quem toma mais medidas contra a doença.

Aqui no Brasil a temperatura é diferente. Me parece que houve competição entre alguns de quem toma mais medidas para dizer que está protegendo a tua vida", declarou o presidente.

O Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari (Zona Norte do Rio de Janeiro), foi destacado pela Secretaria Municipal de Saúde como referência para casos de internação por coronavírus. Segundo a secretaria, tinha, até esta quinta-feira, 56 pacientes internados com suspeita de coronavírus, dos quais 21 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A unidade dispõe de 128 leitos dedicados exclusivamente para internação de pacientes com a doença e está sendo ampliada para abrigar 381 leitos.

Questionado sobre a declaração de Bolsonaro em uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto, o ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) disse que o presidente foi "muito feliz" porque, segundo afirmou, está "constatando" que as medidas adotadas pelo governo estão segurando a "espiral de casos".

"O presidente está constatando uma coisa muito boa porque estamos conseguindo evitar que os hospitais estejam superlotados. A partir do momento em que não estão superlotados, é uma constatação muito positiva, muito boa. A gente espera que fique assim durante todo o período", acrescentou Mandetta.

'Medinho'

Antes de dar essa declaração sobre os hospitais, o presidente também classificou de "brincadeira" alguém dizer que tem medo de contrair o novo coronavírus.

"Tá com medinho de pegar vírus? Tá de brincadeira. O vírus é uma coisa que 60% vai ter ou 70%. Não vai fugir disso. A tentativa é de atrasar a infecção para hospitais poderem atender", afirmou Bolsonaro aos pastores.

De acordo com o Ministério da Saúde, até a tarde desta quinta-feira, o Brasil tinha registrado 299 mortes por coronavírus, além de 7.910 casos confirmados.

Nesta quinta-feira, o número de contaminados em todo o mundo ultrapassou 1 milhão, segundo levantamento da Universidade John Hopkins (Estados Unidos). O total de mortos pelo novo coronavírus, de acordo com o estudo, passa de 50 mil.

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