Deputados eleitos apontam expectativas para nova legislatura da AL
Os parlamentares ainda apontam a segurança e a educação como as duas principais áreas que devem ser priorizadas pelos próximos quatro anos. Na manhã desta terça-feira (22/01), a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa recepcionou os parlamentares que irão participar da 30ª Legislatura do Parlamento cearense.
O deputado eleito e ex-vereador Acrísio Sena (PT) considera a experiência na Câmara Municipal de Fortaleza como um fator facilitador para a apresentação de projetos estruturantes e discussão de pautas propositivas na Casa. O parlamentar considera que a alfabetização de jovens e adolescentes merece uma atenção especial.
Mesa Diretora recepciona parlamentares eleitos para a 30ª Legislatura
“Todos aqui temos pensamentos diferentes, ideologias diferentes, mas vamos transformar nossas divergências em grandes ideias que beneficiem nosso Estado, porque o povo cearense que nos elegeu para isso”, disse.
Na mesma linha, o deputado Dr. Sarto (PDT), candidato da base aliada para presidir o Poder Legislativo, ressaltou que o Brasil vive um momento muito “especial” no que diz respeito à política.
De acordo com ele, o Brasil vive um momento de intolerância e inflexão, e a Assembleia Legislativa surge como uma “trincheira democrática, onde ideias diferentes devem ser debatidas a fim de encontrar um resultado comum, que é o bem do Ceará”.
Câmara antecipa 'cotão' para deputados pagarem despesas com viagem a Brasília para posse
Plenário da Câmara dos Deputados — Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados decidiu antecipar o pagamento da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar para os deputados pagarem as despesas com a viagem a Brasília para a cerimônia de posse.
A cerimônia está marcada para 1º de fevereiro e, segundo a Câmara, o ato da Mesa Diretora não gera custo extra, somente antecipa o repasse de dinheiro que aconteceria depois da posse dos parlamentares. Esta é a primeira vez que a medida é tomada, conforme a Casa.
Pronunciamento de Simone Tebet em 19/12/2018

A SRA. SIMONE TEBET (Bloco Maioria/MDB - MS. Pela ordem.) – Obrigada, Sr. Presidente.
Fica até difícil eu falar depois dos colegas, mas a dificuldade maior é pela relação de amizade pessoal que tenho com V. Exa. Lembro-me de que, assim que cheguei, me senti acolhida por muitos colegas, e V. Exa. fez questão de demonstrar, não só em palavras, mas em atos, que eu teria aqui uma certa proteção de V. Exa., até mesmo por ser filha de um amigo de V. Exa., Ramez Tebet. E eu me senti protegida, Sr. Presidente, me senti prestigiada. V. Exa. teve um papel decisivo na minha conduta como Parlamentar – permitindo que eu pudesse aprender –, inclusive, dando apoio irrestrito para que eu pudesse virar Líder do MDB.
Simone Tebet diz que disputará indicação do MDB à presidência do Senado
Por Gustavo Garcia, G1 — Brasília

A líder do MDB no Senado, Simone Tebet (MS), afirmou nesta segunda-feira (21) que vai disputar a indicação do partido à presidência da Casa.
A parlamentar anunciou o desejo de concorrer ao posto mais alto do Senado após se reunir com o presidente do MDB, Romero Jucá (RR), em Brasília.
O partido, que contará com 12 senadores em 2019, vai se reunir para debater a sucessão de Eunício Oliveira (MDB-CE) no próximo dia 29 de janeiro.
Simone deve disputar a indicação com Renan Calheiros (MDB-AL), outro nome do partido cotado para presidir o Senado. A eleição para o comando da Casa está marcada para o dia 1º de fevereiro.
Câmara analisa regra especial de aposentadoria de policiais às guardas municipais
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei Complementar (PLP) 531/2018 que estender a aposentadoria especial às guardas municipais. Atualmente, conforme a Constituição Federal de 1988, o regime diferenciado beneficia policiais federais, civis e militares. “A razão disso é que os funcionários das guardas municipais, independentemente do nome que têm, exercem função de segurança pública”, diz a justificativa do projeto.
Conforme a proposta, do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), o servidor público de guarda municipal será aposentado, voluntariamente, com proventos integrais, independentemente da idade: após 30 anos de contribuição, desde que atue, pelo menos, por 20 anos em atividade de segurança pública, se homem; e após 25 anos de contribuição, desde que atue, pelo menos, por 15 anos em atividade de segurança pública, se mulher.
Câmara Municipal de Aratuba devolve mais de R$ 150 mil à Prefeitura

A Prefeitura de Aratuba, no Norte do Ceará, a 132 quilômetros de Fortaleza, poderá contar este ano com mais R$ 153 mil para investimentos no município. O dinheiro foi devolvido pela Câmara dos Vereadores, após investimentos realizados na estrutura do prédio do Legislativo, além da criação da Escola Legislativa, espaço utilizado para a inclusão social e do emprego da cidadania para a juventude.
“Nunca tirei uma diária para o meu uso e somente paguei (reembolso) aos colegas do Legislativo, quando (as notas) eram comprovadas e (os gastos) relevantes ao município”, ressaltou o vereador Tota Barbosa (PRB), durante prestação de contas, que deixou a presidência da Casa, após a conclusão do mandato à frente da Mesa Diretora.
E quando o Congresso se reunir?
Notas & Informações, O Estado de S.Paulo
20 Janeiro 2019 | 03h00
A menos de duas semanas da posse dos deputados e senadores eleitos no ano passado, o governo de Jair Bolsonaro ainda não conseguiu demonstrar que terá a necessária capacidade de articulação política para lidar com esse novo Congresso, cuja fragmentação já seria desafiadora mesmo para gente calejada nas refregas do Legislativo. Jogando neste momento praticamente sozinhos, sem uma oposição que, por enquanto, seja capaz de lhes fazer sombra, o presidente, seus operadores políticos e seu próprio partido, o PSL, parecem não se entender sobre como formar a base com a qual o novo governo espera aprovar as tantas medidas e reformas prometidas por Bolsonaro durante a campanha eleitoral.
Assembleias Legislativas de 16 Estados são alvo de investigações
Carla Bridi e Paulo Beraldo / O ESTADO
20 Janeiro 2019 | 05h00
Deputados de pelo menos 16 assembleias legislativas são ou foram alvo de investigações sobre irregularidades cometidas nos últimos 16 anos relacionadas a salários e gratificações de servidores dos gabinetes. A maioria dos procedimentos, segundo levantamento feito pelo Estado, corre sob sigilo e apura suspeitas ou denúncias de repasse de parte dos salários ou benefícios a parlamentares e da contratação de “funcionários fantasmas”.
Todos os Estados identificados (ver mapa) têm ou tiveram investigações relacionadas a atos ilícitos realizados nas últimas quatro legislaturas – são parlamentares que exerceram mandatos desde 2003. Em São Paulo, pelo menos cinco deputados estaduais são alvo de investigação por apropriação de salários.
Casos desse tipo ganharam projeção após relatório do Conselho de Controle Atividades Financeiras (Coaf), revelado pelo Estado, sobre movimentação financeira atípica de funcionários e ex-funcionários da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), entre eles Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro(PSL-RJ).
No caso da Alerj, 22 procedimentos criminais foram abertos em 2018 para apurar suspeitas de irregularidades nos gabinetes de 22 deputados. No caso de Queiroz, a investigação foi instaurada após suspeita de lavagem de dinheiro ou “ocultação de bens, direitos e valores” no gabinete de Flávio Bolsonaro.
Nacionalmente, conforme as investigações, não falta criatividade para implementar diferentes meios de desvio – casos variam da contratação da empregada doméstica do deputado como “fantasma” à solicitação de reembolso de despesas de viagens nunca realizadas.
Costuma ser recorrente o que se convencionou a chamar de “rachid” – quando um servidor público divide parte do vencimento com o chefe ou empregador. Dos 16 Estados, sete têm investigações nesse sentido.
Quando parlamentares são investigados por improbidade, a apuração se enquadra em ação civil pública. Caso comprovada a irregularidade, pode resultar em ressarcimento do valor desviado com multa, perda de direitos políticos e cassação do mandato. São poucas as ocasiões nas quais a investigação é enviada para a esfera criminal, que pode resultar em ação penal e prisão em caso de condenação.
Provas. A promotora Danielle Thomé, do Ministério Público do Paraná, disse que há seis investigações abertas contra deputados do Estado e que a prática é comum também no âmbito municipal. A reportagem ouviu relato semelhante de outras promotorias, com citações de casos envolvendo prefeitos e vereadores.
De acordo com Danielle, a obtenção de provas para esse tipo de investigação é complexa. “Quem é mantido no emprego não abre esse tipo de informação. Apenas quando é mandado embora, se revolta e fala sobre isso. É complicado demonstrar”, afirmou a promotora. Segundo ela, nem sempre o parlamentar aparece como receptor do dinheiro, que pode ser interceptado por um chefe de gabinete, por exemplo. “É muito difícil provar. Tem que pedir quebra de sigilo bancário. Às vezes, nem isso adianta.”
O promotor Silvio Marques, da área de patrimônio público do Ministério Público paulista, tem avaliação semelhante. “Muitas vezes não conseguimos traçar o caminho do dinheiro”.
Nos últimos anos, operações em vários Estados foram deflagradas com expedição de mandados de prisão. É o caso das Operações Canastra Real e Dama de Espadas, em 2015, no Rio Grande do Norte, e a Operação Rescisória, de 2016, no Amapá.
No Rio Grande do Norte, investigações encontraram casos de “servidores fantasmas” que desviaram R$ 2,5 milhões em saques advindos de “cheques fantasmas”. O esquema envolveria até funcionários de um banco.
Na Paraíba, o deputado estadual Manoel Ludgério Pereira Neto (PSD) foi denunciado por peculato sob a acusação de contratar a própria empregada doméstica – Elizete de Moura – para o seu gabinete. O salário de Elizete chegou a R$ 44 mil no período entre 2003 e 2009.
A investigação criminal concluiu que o salário era retido no gabinete do deputado. Elizete disse que foi obrigada pelo deputado e sua mulher, a vereadora Ivonete Almeida de Andrade Ludgério, a abrir uma conta para facilitar o pagamento de uma dívida que havia contraído com os patrões. Segundo o Ministério Público, um assessor do deputado também participou do esquema de desvio.
Nos autos do processo, Manoel Ludgério e a mulher negaram irregularidades. Até a conclusão desta edição, os citados não responderam ao Estado.
Também nas assembleias legislativas, um procedimento comum é solicitar parte dos benefícios dos servidores. A Operação Rescisória, no Amapá, investigou casos de servidores exonerados que eram coagidos a transferir até 50% do valor das rescisões como condição para continuar a recebê-las.
Na Assembleia Legislativa de Roraima, servidores de seis gabinetes diferentes receberam verba de diárias de viagens que nunca foram realizadas. Somente em um gabinete, foi solicitado R$ 114 mil de reembolso, pago em 2017. Ao todo, nos seis gabinetes, R$ 289 mil foram pagos em viagens fictícias entre 2016 e 2018.


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