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Em quatro dias, deputados já apresentaram 339 propostas na Câmara

Plenário da Câmara dos Deputados na abertura do ano legislativo e posse dos parlamentares eleitos em 2018 (Valter Campanato/Agência Brasil)

Ano legislativo novo, vida nova. Os trabalhos na Câmara dos Deputados em 2019 mal começaram, mas, recém-empossados ou reeleitos, os parlamentares querem mostrar serviço: até as 10h desta terça-feira, 5, já apresentaram nada menos que 339 novas proposições, em uma impressionante média de 85 por dia. O levantamento foi feito a partir de dados do InteliGov, plataforma de inteligência em relações governamentais.

Há ainda uma 340ª, apresentada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) no dia 3 de janeiro, para criar institutos de educação na região amazônica. Envolvido em disputa rocambolesca pelo comando da Casa, o Senado, por outro lado, não teve uma única proposição.

Como a correlação entre quantidade e qualidade nem sempre é óbvia, mais uma vez muitos dos projetos são versões requentadas de discussões que já ocorrem ou que foram arquivadas no passado. É o caso de algumas das ideias do campeão de projetos, o ex-prefeito de Bauru e agora deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), que já encaminhou 47 projetos ao longo dos primeiros dias como parlamentar.

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Corregedoria do Senado pode investigar Renan por ataque sexista

O novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou a colegas que o corregedor geral do Senado, Roberto Rocha (PSDB-MA), está “à disposição” para tomar providências contra Renan Calheiros (MDB-AL) por causa de agressões sexistas dirigidas por ele a uma jornalista e à família da senadora Simone Tebet (MDB-MS).

BORRACHA 

Elas foram feitas no domingo (3), por meio do Twitter, um dia depois de Calheiros perder a eleição para a presidência do Senado. Com a violenta reação dos internautas, o senador apagou o post.

NADA IGUAL 

“Foi a maior hecatombe de todo o processo [eleitoral]”, diz o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), corregedor da Casa. “Nunca vi nada igual. É tão grave que merece ser examinado.”

OFICIAL 

A corregedoria só pode atuar caso algum senador faça uma denúncia contra Calheiros, o que não havia ocorrido até a segunda (4).

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Práticas 'impositivas' de 'oligarquias mandonistas' devem ser 'sepultadas', diz Alcolumbre

Por Gustavo Garcia e Fernanda Calgaro, G1 — Brasília

 

davi alcolumbre

novo presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre(DEM-AP), afirmou nesta segunda-feira (4) que as práticas "impositivas" de "oligarquias mandonistas" devem ser "sepultadas".

Alcolumbre fez a afirmação ao discursar na cerimônia de abertura dos trabalhos legislativos, no Congresso.

No último sábado, Alcolumbre foi eleito presidente do Senado ao derrotar Renan Calheiros (MDB-AL), que tentava o quinto mandato como presidente da Casa. Desde 1985, esta foi somente a segunda derrota do MDB.

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Após atrito com Renan, senadora Simone Tebet diz que deve deixar MDB

Thais BilenkyDaniel Carvalho / FOLHA DE SP
SENADORA SIMONE3
BRASÍLIA

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) sinalizou nesta segunda-feira (4) que deve deixar o MDB após atritos com Renan Calheiros(MDB-AL), na eleição para a presidência do Senado.

“Sairei de qualquer forma, se não hoje, num futuro próximo, se o MDB não se reinventar”, disse. “Não saí ainda, mas o atual MDB, infelizmente, já saiu de mim.”

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AL realiza nesta terça abertura do período legislativo com presença do governador

AL realiza nesta terça abertura do período legislativo com presença do governadorfoto : Júnior Pio

 
A Assembleia Legislativa realiza sessão solene de abertura da 1ª Sessão Legislativa da 30ª Legislatura na próxima terça-feira (05/02), às 10h, no Plenário 13 de Maio. O evento contará com a presença do governador Camilo Santana, que apresentará as metas da gestão.

De acordo com o diretor do Departamento Legislativo da AL, Carlos Alberto Aragão, conforme acontece no início de cada período, o governador passará a tropa em revista e, em seguida, irá se dirigir ao Plenário, acompanhado do 1º Secretário da Casa, deputado Evandro Leitão (PDT).

“O presidente abre a sessão e convida alguns líderes partidários para conduzirem o governador até o Plenário, onde fará a leitura da mensagem governamental com as ações para o ano de 2019”, explica.

A primeira sessão plenária ordinária está prevista para a manhã de quarta-feira (06/02), com a leitura de matérias que passarão a tramitar na Casa.

Vamos superar pauta econômica antes de discutir a de costumes, diz Maia

Marina DiasAngela Boldrini
BRASÍLIA

Eleito pela terceira vez presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou à Folha que é possível votar a reforma da Previdência até julho se o Congresso deixar a agenda de costumes em segundo plano.

Durante café da manhã na residência oficial, neste domingo (3), o deputado avaliou que um debate acalorado sobre temas como o Escola sem Partido —apoiado pelo governo Jair Bolsonaro— cria “um ambiente de guerra no plenário” que pode prejudicar a votação de reformas.

O presidente da Câmara relativizou sua má relação com o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), articulador do Planalto que trabalhou contra sua reeleição, e disse que seu partido, o DEM, deve observar o cenário político pulverizado para não “fracassar” no comando das duas Casas.

Para ganhar o comando da Câmara —com 334 dos 513 votos— Maia contou com uma ajuda extra à costura política: pediu que o alfaiate colocasse uma medalhinha de Nossa Senhora no forro do terno que usou na sessão de sexta (1º).

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Senado cedeu ao clamor popular 02

José Nêumanne

02 Fevereiro 2019 | 21h05

 

Alcolumbre encarnou o anti-Renan e, com a desistência do alagoano, teve votos necessários no primeiro turno. Foto: Dida Sampaio/Estadão

 

Eleição de Davi Alcolumbre, do DEM, para presidente do Senado, sepultou as pretensões do alagoano Renan Calheiros de voltar ao posto pela quinta vez. Além deste perderam feio o presidente do STF, Dias Toffoli, que mandou José Maranhão dirigir uma votação secreta, a senadora Katia Abreu, que furtou a pasta com documentos de votação de 50 a 2 em favor da eleição aberta e deveria ter sido presa por punga por um delegado de bairro e o veterano emedebista paraibano, que meteu os pés pelas mãos na direção da sessão em que, felizmente, Senado cedeu ao clamor popular. Direto ao assunto. Inté. Só a verdade nos salvará.

O homem certo, na hora certa - NOBLAT

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) (Pedro França/Agência Senado)

Davi ou David com “d” no fim? De sobrenome Alumbre, Alcolumbre ou algo parecido? Quem dava bola para David Samuel Alcolumbre Tobelem, que mais tarde se passaria a chamar apenas Davi Alcolumbre, um senador do baixo clero eleito pelo DEM do Amapá em 2014, e que no ano passado disputou e perdeu o governo do seu Estado?

O Amapá está em 25º lugar na lista das 27 unidades da federação quando se leva em conta a participação relativa no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. É o 26º em número de habitantes. Entre seus colegas do Senado, Alcolumbre era avaliado apenas como um sujeito simpático, muito falante, cujo suplente, o irmão, é igualmente simpático e falante.

Comerciante de profissão, com curso superior incompleto de ciências econômicas, antes de debutar no Senado se elegera vereador em Macapá e duas vezes deputado federal. Passou pela Câmara sem chamar atenção. Até que como senador, empregou no seu gabinete a assessora parlamentar Denise Veberling, senhora Onyx Lorenzoni desde o final do ano passado.

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Ocaso dos caciques

O senador Renan Calheiros durante sessão preparatória destinada à eleição do presidente do Senado Federal para 56ª Legislatura - 01/02/2019 À bancada, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado (Marcos Oliveira/Ag. Senado)

O que será do Senado sob a gerência de Davi Alcolumbre só o tempo e as circunstâncias poderão dizer. Fato consumado, contudo, é que não só a derrota em si, mas a maneira pela qual Renan Calheiros foi limado do processo sucessório da Casa representa o fim de uma dinastia de caciques que já havia sido em larga escala dizimada pelas urnas.

Ainda que um ou outro siga com mandato a mudança de ares teve o condão de lhes cortar as asas e as cordas vocais. Quem acredita que Calheiros terá garantido espaço de destaque como um grande líder de oposição ao atual governo, se esquece do derretimento de gente como Jader Barbalho que já deu as cartas na República, presidiu o Senado, voltou depois de ter sido obrigado a renunciar e de cumprir um mandato como deputado federal, mas nunca mais teve a mesma influência, hoje é mais um entre os 81 senadores e nada mais.

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Eleição de Davi Alcolumbre no Senado alça o DEM ao topo do Congresso Nacional

SENADO NA ELEIÇÃO

 

Com apenas 29 deputados federais e seis senadores, o DEM é o partido dos dois nomes que comandarão o Congresso Nacional na gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Enquanto na Câmara dos Deputados o Palácio do Planalto abraçou a candidatura já fortalecida de Rodrigo Maia, no Senado o nome de Davi Alcolumbre, um jovem parlamentar do baixo clero, ganhou força após aproximação com o governo, apoiado pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

A aposta do governo é que o DEM - ex-PFL e braço direito dos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) - lidere no Congresso as articulações para a aprovação da reforma da Previdência, além de coordenar a tramitação de medidas polêmicas tratadas na campanha eleitoral, que envolvem assuntos relacionados à segurança e educação.

Logo após vencer a eleição que durou dois dias, com 42 votos, Alcolumbre se adiantou, ontem, e defendeu um Senado democrático e sem revanchismo.

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