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Presidente do Senado diz que desejos das ruas terão protagonismo

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O presidente Jair Bolsonaro cumprimentou hoje (2) o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) por sua eleição para a Presidência do Senado. Em sua conta no Twitter, Bolsonaro disse que Alcolumbre tem o desafio de transformar os sentimentos de mudança da população em ações.

 

“Senador Davi, meus cumprimentos pela indicação de seus pares ao comando do Senado. O senhor tem como desafio transformar em ações o sentimento de mudanças que a população expressou nas últimas eleições. O governo está pronto para também cumprir a sua missão. O Brasil tem pressa!”, disse Bolsonaro.

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Governo atuou por Alcolumbre e modificou cenário para Renan, diz Maranhão

O senador José Maranhão (MDB-PB) atribuiu à atuação do governo junto aos senadores a vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a presidência do Senado neste sábado, dia 2. Para o senador, que foi o responsável por conduzir, como presidente da sessão, todo o trabalho eleitoral, alguns partidos também querem aderir ao governo, mas, de acordo com ele, “não querem chegar de mãos vazias”.

 

“Acho que há duas semanas a candidatura de Renan Calheiros estava muito mais forte. Mas quando o governo resolveu entrar diretamente contra, modificou. O governo concentrou todo um esforço em favor de Davi”, disse.

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Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado 2

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Com 42 votos, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi eleito hoje (2) em primeiro turno presidente do Senado. O principal opositor de Alcolumbre, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), retirou a candidatura na tarde de hoje.

 

Renan Calheiros teve 5 votos. Espiridião Amin (PP-SC) ficou com 13 votos, Ângelo Coronel (PSD-BA) teve 8 votos, Reguffe recebeu (sem partido-DF) 6 votos e Fernando Collor (Pros-AL) ficou com 3 votos

Senador de primeiro mandato, Alcolumbre teve uma atuação discreta nos primeiros quatro anos de mandato no Senado. Na disputa pelo comando da Casa, revelou-se um hábil articulador, congregando os adversários de Renan Calheiros e os aliados do governo federal.

O novo presidente contou com o apoio do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também filiado ao DEM.

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Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado

davi alcolumbre senado

 

O senador Davi Alcolumbre, do DEM do Amapá, foi eleito em primeiro turno neste sábado o novo presidente do Senado Federal. Apoiado por opositores de Renan Calheiros (MDB-AL) e por parte da base do governo Jair Bolsonaro, o parlamentar derrotou o cacique, que desistiu de última hora e terminou o pleito com apenas 5 votos. Renan acusou o processo de não ser “democrático” e de ter virado um “constrangimento”. Alcolumbre vai cumprir um mandato de dois anos no comando da Casa.

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Girão e Tasso exibiram voto em Davi Alcolumbre no Senado

GIRÃO E TASSO NO VOTO

 

Ignorando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a votaçãodeveria ser secreta, os senadores cearenses Luis Eduardro Girão (PROS) e Tasso Jereissati (PSDB) declararam publicamente o voto no senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), eleito por 42 dos 81 senadores, na tarde deste sábado (2). O senador Cid Gomes (PDT) foi o único da bancada cearense a não divulgar o voto.

 

Mais cedo, Luis Eduardo Girão lançou um movimento nas redes sociais chamado #MOSTRAOVOTO, incentivando os demais colegas do Senado a também revelarem o voto para presidente do Senado. 

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gigantesca-rejeicao-a-renan-deu-vitoria-a-davi - JOSIAS DE SOUZA

Davi Alcolumbre, até ontem um inexpressivo membro do baixíssimo clero parlamentar, foi guindado ao comando do Senado pela exclusão, não pela preferência. A maioria dos seus 42 eleitores votou nele para evitar a vitória de Renan Calheiros. Resta agora saber se Davi terá dimensão para se converter de vencedor em presidente.

 

Para presidir com a grandeza que o momento requer, Davi terá de superar dois desafios imediatos: 1) Pacificar o Senado, devolvendo funcionalidade à Casa; 2) Provar que consegue distinguir os papeis de presidente do Poder Legislativo e de amigo do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), seu correligionário do DEM.

 

Renan transformou-se no principal cabo eleitoral de Davi porque confiou na sua invulnerabilidade. Para um oligarca que sobreviveu às urnas de 2018 mesmo estando encrencado em múltiplos inquéritos criminais, isso não chega a surpreender. Mas Renan exagerou.

 

O coronel do MDB reelegeu-se escorado no prestígio de Lula entre os alagoanos. Depois, autoproclamou-se um "novo Renan". E passou a flertar com o antipetista Jair Bolsonaro.

 

Renan revelou-se a favor de tudo e contra qualquer outra coisa, desde que o acomodassem pela quinta vez no comando. Não se deu conta de que o plenário do Senado, remoçado pela presença de 46 novos senadores, deixou de ser um pedaço de sua Alagoas hipertrofiada.

Feitiço de Toffoli virou-se contra feiticeiro Renan... - JOSIAS DE SOUZA

Ao candidatar-se à presidência do Senado pela quinta vez, Renan Calheiros livrou a instituição de um mito que arruinava sua imagem: a esperteza da velha raposa de Alagoas. Em má fase, Renan demonstrou que, entre o certo e o errado, há sempre espaço para mais erros na política.

 

De todos os equívocos que produziram a derrota de Renan o despacho noturno do amigo Dias Toffoli foi a macumba mais surpreendente. A raposa e seu séquito celebraram efusivamente a anulação judicial da votação na qual 50 senadores haviam instituído o voto aberto na escolha do comandante do Senado. Enxergaram uma luz no fim do túnel. Era pus.

 

Há no Senado 81 senadores. Ao restabelecer o voto secreto, Toffoli tornou-se uma espécie de 82º senador, mais poderoso que os demais. Sua presença invisível no plenário transformou a eleição do novo presidente da Casa numa espécie de teatro de bonecos —do tipo em que o boneco é manipulado por pessoas vestidas de preto dos pés à cabeça.

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Aliados de Alcolumbre montam grupo para protegê-lo em embates no Senado

Painel / FOLHA DE SP

À luta com escolta Senadores de longa trajetória que trabalharam pela vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP) na tumultuada disputa pela presidência do Senado vão organizar um grupo para auxiliar o parlamentar de 41 anos na condução da Casa. O gesto é não só um reconhecimento da inexperiência do eleito, mas também do potencial bélico dos adversários que foram abatidos no caminho —Renan Calheiros (MDB-AL) à frente. Tasso Jereissatti (PSDB-CE) convocou reunião na terça (5) para tratar do assunto.

Entre os dedos A adesão de Tasso à candidatura de Davi foi decisiva para emparedar os possíveis apoiadores de Renan no PSDB. Tido como favorito, o alagoano colocou a conta da derrota nas defecções dos tucanos e do PSD.

Foram-se Renan calculava ter cinco votos no PSD, de Gilberto Kassab, quatro no PP e ao menos dois no PSDB. No meio da segunda votação, contabilizou apenas um apoio na primeira sigla. Sergio Petecão (PSD-AC) acertou com Alcolumbre que ficaria com a Primeira-Secretaria do Senado.

Balão de oxigênio Num primeiro momento, a vitória de Alcolumbre inflou a cotação do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), que estava na mira do MDB e não é unanimidade em seu partido, o DEM.

Fênix A ascensão do senador do Amapá também coroa o triunfo de ACM Neto no comando do DEM. O presidente da sigla trabalhou exaustivamente pelo colega nas 48 horas que antecederam o pleito.

Meu pequeno milagre Às 14h45 deste sábado (2), assim que Alcolumbre terminou o discurso em que apresentou sua candidatura, Neto disparou mensagem a pessoas próximas: “Ele foi perfeito. Estou vibrando. Anote, escreva: Davi vai ser presidente do Senado”.

Vento levou A súbita ressurreição do DEM no governo Jair Bolsonaromudou a configuração do mapa histórico do poder em Brasília. É a primeira vez desde o governo José Sarney, em 1985, que o MDB não tem o comando de nenhuma Casa do Congresso.

Vento levou 2 Só houve um momento nos últimos 33 anos em que a sigla viveu situação semelhante: em 2007, quando Renan renunciou ao comando do Senado para evitar a cassação de seu mandato.

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Senado cedeu ao clamor popular

José Nêumanne / O ESTADO DE SP

02 Fevereiro 2019 | 21h05

 

Alcolumbre encarnou o anti-Renan e, com a desistência do alagoano, teve votos necessários no primeiro turno. Foto: Dida Sampaio/Estadão

 

Eleição de Davi Alcolumbre, do DEM, para presidente do Senado, sepultou as pretensões do alagoano Renan Calheiros de voltar ao posto pela quinta vez. Além deste perderam feio o presidente do STF, Dias Toffoli, que mandou José Maranhão dirigir uma votação secreta, a senadora Katia Abreu, que furtou a pasta com documentos de votação de 50 a 2 em favor da eleição aberta e deveria ter sido presa por punga por um delegado de bairro e o veterano emedebista paraibano, que meteu os pés pelas mãos na direção da sessão em que, felizmente, Senado cedeu ao clamor popular. Direto ao assunto. Inté. Só a verdade nos salvará.

 

Onyx comemora vitória de Davi com passagem bíblica

Redação, O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2019 | 19h53

 

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, usou uma passagem bíblica para comemorar a vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a presidência do Senado “Davi respondeu: - Você vem contra mim com espada, lança e dardo. Mas eu vou contra você em nome do Senhor Todo-Poderoso, que você desafiou”, postou Onyx, no Twitter, trecho do primeiro livro de Samuel, do Antigo Testamento. A histórica bíblica conta que Davi, um jovem pastor de ovelhas, venceu o gigante Golias, com quase três metros de altura, por ter fé em Deus.

Onix Lorenzoni
Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni comemora vitória de Davi Alcolumbre no Senado. Foto: Romério Cunha/VPR Foto: Romério Cunha/VPR

Onyx fez campanha para Alcolumbre, enquanto a equipe econômica preferia Renan Calheiros (MDB-AL), por considerar que ele teria mais capacidade para negociar as reformas econômicas, principalmente a da Previdência.

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