DEPUTADO E SENADOR BATEM BOCA NA CPMI DE 8 DE JANEIRO: CALA A BOCA É O C.......
O ESTADÃO DE SP
O deputado Rogério Correia (PT-MG) e o senador Jorge Seif (PL-SC) bateram boca na sessão da CPMI do 8 de Janeiro nesta quinta-feira, 22. Correia interrogava George Washington de Oliveira Sousa, condenado a nove anos e quatro meses de prisão por planejar um atentado a bomba próximo ao aeroporto de Brasília, no final de dezembro de 2022. O deputado afirmava que “todos os bolsonaristas” haviam abandonado George Washington, quando foi interrompido por Seif. No bate-boca, o senador retrucou “cala boca é o c...”.
“O senhor está sozinho, viu. Todos aqui te abandonaram. Todos bolsonaristas. Todos aqui disseram que o senhor é um solitário. Falaram que o senhor é um tresloucado, não foi tresloucado, esqueci a palavra que usaram”, disse Correia a George Washington.
Seif, então, pediu a palavra, que foi negada pelo deputado. “Ele está falando por todo mundo. Ele não ouviu isso de mim”, disse o senador. “Eu não dou a palavra para esse sujeito aí, cale a boca”, retrucou Correia. O senador rebateu: “cala a boca é o c...”.
Em seguida os microfones foram cortados. O presidente da CPMI, deputado Arthur Maia (União-BA), interrompeu a discussão e disse que não observou na fala de Rogério Correia ofensa a outros parlamentares e informou que Seif teria oportunidade de se pronunciar depois na sessão.
Quem é George Washington
George Washington atuou ao lado de Alan Diego dos Santos Rodrigues – condenado a cinco anos e quatro meses de prisão – para colocar uma bomba no eixo traseiro de um caminhão-tanque estacionado no aeroporto de Brasília, que estava carregado de combustível de aviação. Antes da explosão, o motorista do caminhão percebeu a presença do artefato, retirou e acionou a polícia.
Ele e Alan participaram da tentativa de invasão do invasão da sede da Polícia Federal, no dia 12 de dezembro, semanas antes do planejamento de atentado, segundo a polícia.
CPMI ouvirá o coronel Lawand, que aparece em conversa com Mauro Cid
A CPMI do 8 de Janeiro ouvirá na próxima terça-feira (27), a partir das 9h, o coronel Jean Lawand Júnior, do Exército. Ele aparece em troca de mensagens telefônicas com o ex-ajudante de ordens da Presidência da República, coronel Mauro Cesar Cid, defendendo uma intervenção militar após as eleições de 2022.
Em mensagens divulgadas pela imprensa, e depois tornadas públicas pela Justiça, Lawand e Cid conversam sobre a possibilidade de o ex-presidente Jair Bolsonaro decretar uma ação militar contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lawand pede que Cid convença Bolsonaro a "dar a ordem". Na época, Lawand era subchefe do Estado-Maior do Exército. Cid está preso.
A relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), entende que as conversas se relacionam com fatos preparatórios para os eventos do dia 8 de janeiro e merecem atenção especial da investigação. Ela é autora de um dos quatro requerimentos que embasam a convocação.
Jean Lawand Jr. falará à CPMI na condição de testemunha. Ele foi convocado para prestar depoimento, o que significa que não pode deixar de comparecer.
Fonte: Agência Senado
CPMI ouvirá nesta quinta condenado por planejar atentado em Brasília
A CPMI do 8 de Janeiro vai se reunir nesta quinta-feira (22), a partir das 9 horas, para inquirir duas testemunhas relacionadas ao atentado a bomba próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília, em 24 de dezembro de 2022. Além de George Washington de Oliveira Sousa, que foi condenado por participar do atentado, será ouvido o perito responsável pela elaboração do laudo da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Valdir Pires Dantas Filho. A convocação de ambos atende a requerimentos da relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA).
As oitivas serão realizadas no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado Federal.
Também serão ouvidos o perito Renato Martins Carrijo e o delegado Leonardo de Castro, diretor de Combate à Corrupção e Crime Organizado da Polícia Civil do Distrito Federal.
George Washington de Oliveira Sousa foi preso horas após a polícia ter recolhido os explosivos. George Washington segue preso e é um dos três condenados pela 8ª Vara Criminal de Brasília por planejar o atentado a bomba.
Roteiro da comissão
Ouvir as duas testemunhas faz parte da linha investigatória estabelecida pela relatora no plano de trabalho, que começa pelos fatos anteriores aos ataques de 8 de janeiro contra os Poderes da República. Eliziane pretende investigar a cronologia fatos e sua correlação com os ataques.
"Tal como proposto no plano de trabalho apresentado a esta comissão, pretende-se que as nossas atividades se iniciem com a dissecação dos fatos que norteiam duas importantes datas [blitz nas rodovias federais no segundo turno das eleições e os fatos em dezembro 2022], consubstanciadas em oitivas e requerimentos de informações, a partir das quais se espera, como natural desdobramento, a investigação dos demais fatos elencados no requerimento que embasou a instauração desta CPMI", afirma a senadora.
Depoimento anterior
Na terça-feira (20), a comissão ouviu o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques. Ele negou que a instituição tenha atuado politicamente no segundo turno das eleições presidenciais para favorecer o então candidato Jair Bolsonaro, fazendo operações de fiscalização principalmente na região Nordeste, onde o candidato Lula liderava as pesquisas de intenção de voto.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Lira diz que texto da reforma tributária será entregue ainda hoje para ser aperfeiçoado
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o texto da reforma tributária será entregue na tarde desta quinta-feira para ser aperfeiçoado e debatido antes da votação pelo Plenário, na primeira semana de julho. Lira comandou reunião com governadores e representantes dos 26 estados e do Distrito Federal, além de líderes partidários e o relator do texto, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
Lira disse ainda que deve se reunir ainda com representantes de outros segmentos interessados na reforma e com prefeitos de capital em busca de uma proposta consensual. “Governadores apresentaram inquietudes regionais, vamos fazer isso com prefeitos e com o setor produtivo, também”, destacou.
“O texto será disponibilizado para que todos possam criticar, e não será o que vai ser votado. Na reunião foram feitas sugestões e eu entendo que serão acomodadas diante do texto. É um tema complexo, e o momento é agora e temos a obrigação de entregar a melhor reforma”, afirmou.
Um dos pontos em discussão é a criação de um Fundo de Desenvolvimento Regional que teria o papel de compensar o fim da guerra fiscal, que permite aos estados reduzir alíquotas de ICMS para atrair investimentos. Governadores do Centro-Oeste e do Norte reivindicam esse fundo como uma forma de diferenciar o tratamento destas regiões na reforma. A reforma cria o Imposto sobre Bens e Serviços, unificando ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins com cobrança no local de consumo do produto ou serviço, e prejudicaria estados produtores como Goiás e Mato Grosso, por exemplo.
O relator Aguinaldo Ribeiro afirmou que o encontro com os governadores demonstrou um espírito de colaboração para mudar o sistema tributário. “A partir da entrega do texto, vamos construir e aprimorar para críticas dos setores e das entidades”, disse.
O presidente do Grupo de Trabalho que tratou da reforma, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), afirmou que hoje há um alinhamento político entre Congresso, governo e uma “disposição federativa para o diálogo dos governadores”.
O governador do Piauí, Rafael Fonteles, afirmou que os chefes dos Executivos estaduais estão dispostos a fazer um esforço para buscar o consenso na maioria dos pontos da reforma.
“Há pontos de divergência que só serão superadas no momento do texto no Plenário. Essa é a grande reforma que o Brasil precisa para crescer e destravar vários investimentos”, defendeu.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ponderou que ainda precisam ser detalhadas as possíveis perdas de arrecadação dos estados produtores com a reforma e as formas de compensação dessas perdas. “Como estados que não têm estrutura de outros poderão crescer? Precisamos de outra política para termos capacidade de crescimento”, defendeu o governador.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Romeu Aldigueri destaca seminários do PPA e comemorações dos 247 anos de Granja
Por Pedro Emmanuel Goes / ALECE
Deputado Romeu Aldigueri (PDT) - Foto: Junior Pio
O Governo do Estado realiza, nesta quinta-feira (22/06), plenária do Plano Plurianual (PPA) Participativo 2024-2027, em Morada Nova, com o objetivo de ouvir as demandas dos municípios que compõem o Vale do Jaguaribe. O encontro foi citado pelo deputado Romeu Aldigueri (PDT), durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (22/06). O parlamentar também parabenizou o governador Elmano de Freitas pela “política democrática que está realizando no Estado”.
O deputado disse que a participação cidadã no processo de construção do PPA é fundamental para “aproximar o Estado das necessidades da população, promover o desenvolvimento e reduzir as desigualdades regionais”.
O primeiro seminário aconteceu no Maciço de Baturité e o seguinte deve acontecer em Granja, contemplando as demandas do Litoral Norte cearense. Conforme Aldigueri, os seminários devem ocorrer nas 14 regiões de planejamento do Estado, e Elmano de Freitas deverá comparecer a todos os encontros.
Romeu Aldigueri também comemorou os 247 anos de fundação do município de Granja, celebrados no dia 27 de junho. Ele informou que uma série de inaugurações estão programadas para a próxima semana, além de romarias e apresentação de bandas.
Entre as inaugurações, destacou o novo prédio da Secretaria de Saúde do município, assim como a entrega de uma ambulância e UTI móvel. Segundo ele, os dois equipamentos foram adquiridos por emenda de autoria dele, e já é a 14ª ambulância adquirida para Granja.
Romeu Aldigueri também destacou a inauguração de uma nova escola em tempo integral para estudantes a partir do nono ano; fardamentos para os estudantes; cinco caminhonetes para os postos de saúde, entre outras aquisições. “Há uma grande revolução acontecendo em Granja, e é momento de comemorar todos esses avanços”, disse.
Edição: Adriana Thomasi
GDias admite manipulação de relatório da Abin sobre 8/1 enviado ao Congresso
Cézar Feitoza / FOLHA DE SP

Ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) do governo Lula (PT), o general da reserva Gonçalves Dias admitiu nesta quinta-feira (22) que houve edição de relatório da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) enviado ao Congresso Nacional com os alertas disparados às vésperas dos ataques às sedes dos Poderes de 8 de janeiro.
Segundo GDias, o documento original, que mencionava o "ministro do GSI" entre os destinatários dos informes, não "condizia com a realidade".
"A Abin respondeu [a solicitação do Congresso] com um compilado de mensagens de aplicativo, em que tinha dia e tempo, na coluna do meio o acontecido e na última coluna a difusão. Esse documento tinha lá ‘ministro do GSI’", disse o ex-ministro à CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
"Eu não participei de nenhum grupo de WhatsApp, eu não sou o difusor daquele compilado de mensagens. Então aquele documento não condizia com a realidade. Esse era um documento. Ele foi acertado e enviado", completou.
A Folha revelou que, em abril, que um relatório da Abin mostrava que o ex-ministro Gonçalves Dias teria recebido uma série de informes de inteligência, por WhatsApp, às vésperas dos ataques às sedes dos Poderes.
O relatório mostra uma série de alertas enviados, de 2 a 8 de janeiro, em grupos ou diretamente para o telefone de autoridades responsáveis pela inteligência de órgãos federais e do Distrito Federal.
No caso de GDias, a Abin mostra que ele recebeu as mensagens em seu celular a partir da noite de 6 de janeiro.
A CCAI (Comissão de Atividades de Controle de Inteligência) do Congresso pediu acesso ao relatório da Abin com o compilado dos alertas enviados sobre os ataques de 8 de janeiro. O primeiro documento, enviado à comissão em 20 de janeiro, não apresentava o GDias como um dos destinatários das mensagens.
A Folha apurou que o general mandou omitir esses informes de uma minuta submetida previamente a ele, sob o argumento de que essa troca de informações não ocorreu por canais oficiais.
À CPI Gonçalves Dias afirmou que "os alertas [da Abin] não chegavam a mim pelos canais oficiais estabelecidos". "Naquela primeira semana, eu seguia usando meu aparelho celular pessoal e meu aplicativo pessoal de WhatsApp", disse.
O ex-ministro não deixou claro, no entanto, se recebeu os alertas da Abin diretamente em seu celular.
"Eu não fiz parte de nenhum grupo de WhatsApp. Desse compilado de mensagens, eu não participei do grupo. Se alguém participou do grupo [pelo] Gabinete de Segurança Institucional, os processos vão chegar à conclusão. Eu não participei. Eu troquei mensagens particulares com o doutor Saulo [Cunha, diretor-adjunto da Abin]", disse o general, sem esclarecer.
Segundo o relatório da Abin, a primeira mensagem a GDias, enviada às 19h40 do dia 6, já dizia que havia o "risco de ações violentas contra edifícios públicos e autoridades", a intenção de invadir o Congresso e o deslocamento de pessoas potencialmente armadas.
"A perspectiva de adesão às manifestações contra o resultado da eleição convocadas para Brasília para os dias 7, 8 e 9 jan. 2023 permanece baixa. Contudo, há risco de ações violentas contra edifícios públicos e autoridades", dizia a mensagem, enviada a GDias —como o ex-ministro é conhecido— e também ao Ministério da Justiça.
"Destaca-se a convocação por parte de organizadores de caravanas para o deslocamento de manifestantes com acesso a armas e a intenção manifesta de invadir o Congresso Nacional. Outros edifícios da Esplanada dos Ministérios poderiam ser alvo das ações violentas."
Na manhã de 7 de janeiro, novo informe foi enviado ao ex-ministro e à pasta de Dino. O texto, repassado às 10h30, alertava para a chegada de 18 ônibus de outros estados para o acampamento em frente ao Quartel-General do Exército para "participar das manifestações".
"Mantêm-se convocações para ações violentas e tentativas de ocupações de prédios públicos, principalmente na Esplanada dos Ministérios", dizia trecho da mensagem.
Um informe ainda destacava que "caminhões tanque que transportam combustível não acessam a distribuidora de combustíveis anexa à refinaria (REVAP) de São José dos Campos-SP". "Há presença de manifestantes autointitulados ‘patriotas’ no local", completava.
Na manhã dos ataques, de acordo com o documento da Abin, GDias recebeu o primeiro aviso às 8h53 diretamente em seu celular. O texto dizia que cerca de cem ônibus haviam chegado a Brasília para "os atos previstos na Esplanada". A mensagem foi enviada somente para o ex-ministro e não aos demais órgãos.
Gonçalves Dias pediu demissão do governo Lula em 19 de abril após a divulgação de imagens que colocavam em dúvida a atuação do GSI durante os ataques golpistas.
As imagens mostravam a falta de comando e o baixo efetivo de militares na defesa do Palácio do Planalto. Diante da crise, o Planalto mudou de estratégia e passou a defender, no Congresso, a instalação de uma CPI mista para investigar a invasão aos prédios públicos.
No depoimento à CPI, GDias disse que havia cerca de cem pessoas na segurança do Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro. O número aumentou ao longo do dia, quando militares do Exército foram convocados para conter a invasão à sede do Executivo.
O ex-ministro afirmou que o plano de segurança foi definido na sexta-feira, 6 de janeiro, com base nas informações que a pasta havia trocado com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.
GDias ainda contou que ligou às 14h do dia 8 para o então secretário-executivo do GSI, general Carlos José Penteado, para saber da situação do Palácio do Planalto diante da chegada de manifestantes bolsonaristas à Esplanada dos Ministérios.
"Ele me disse que estava tudo normal e que eu não precisava ir ao Palácio do Planalto. Mas eu permaneci inquieto e fui ao palácio", disse o ex-ministro, destacando que Penteado estava no cargo desde a gestão do general Augusto Heleno.
Quando chegou ao prédio, diz Gonçalves Dias, havia falhas no esquema de segurança montado na antevéspera dos ataques.
"O general Penteado foi ao meu encontro, perguntei por que o bloqueio na frente do Palácio do Planalto, que deveria ter sido montado pela Polícia Militar, não havia sido montado. Cobrei dele, com um palavrão, o motivo de o plano escudo não ter sido feito. Ele saiu para montar o bloqueio de proteção porque eu ordenei", completou.
GDias, no entanto, disse que não houve complacência do GSI no dia 8 de janeiro e que atuou de forma a evitar a entrada de vândalos no gabinete presidencial.
"Preservamos todo o quarto andar, as salas do gabinete presidencial, a sala do presidente e os anexos do Palácio. E, repito, sem nenhuma gota de sangue. Foram presos 182 invasores, que estavam nos corredores. Todos foram presos a partir de minhas determinações", defendeu-se.
REFORMA TRIBUTÁRIA: SAÚDE, EDUCAÇÃO, TRANSPORTE E AGRICULTURA DEVEM PAGAR METADE DA ALIQUOTA CHEIA
Por Adriana Fernandes, Mariana Carneiro e Anna Carolina Papp / O ESTADÃO DE SP
BRASÍLIA - A tributação reduzida para os setores de saúde, educação, transporte e agricultura deverá corresponder a 50% da alíquota cheia do novo imposto que será criado na proposta de reforma tributária. O aceno foi feito ontem pelo relator da proposta de reforma tributária na Câmara dos Deputados, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), de acordo com representantes da área de educação, que participaram da reunião. O porcentual ainda está sujeito a debate, de acordo com relatos obtidos pelo Estadão.
Ribeiro acenou também que o substitutivo poderá ser apresentado ainda nesta semana, possibilidade ainda não totalmente certa. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tem cobrado do relator a apresentação do relatório.
Na reunião, segundos relatos, Ribeiro reconheceu que haverá grande movimentação de setores que buscarão se enquadrar na alíquota diferenciada. Não está, portanto, descartada a inclusão de novos setores nessa previsão, a depender, inclusive, de negociações para aprovação do texto.
A proposta deve manter em 0% a tributação de determinados bens que atualmente não são tributados, como medicamentos, como tratamento de câncer, e, possivelmente, os livros.
Aguinaldo Ribeiro também colocou para os participantes da reunião que haverá um período de transição para a implementação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) que vai unificar os impostos federais, a chamada Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) -- bem mais curto, porém, que a transição do IVA dos Estados e Municípios, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
Além dos benefícios de ICMS, se estuda também uma transição para benefícios locais de ISS (imposto dos municípios) até 2032. Uma forma de enfrentar as resistências dos prefeitos.
Os relatos dos participantes também apontaram que o relator ainda demonstrou grande resistência na concessão de alíquotas reduzidas para setores que fornecem insumos ou prestam serviços para outras empresas, sob o argumento que haveria a concessão do crédito, sem prejuízo a esses setores.
Alece suspende sessão pelo falecimento do ex-deputado Everardo Silveira Por Ricardo Garcia
Minuto de silêncio em virtude do falecimento do falecimento do ex-deputado estadual Everardo Silveira - Foto: Junior Pio
A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) suspendeu a sessão plenária desta quarta-feira (21/06) em virtude do falecimento do ex-deputado estadual Everardo Silveira, ocorrido na terça-feira (20/06), aos 88 anos de idade. O levantamento da sessão atendeu a requerimento do deputado Fernando Hugo (PSD). Na ocasião, também foi prestado minuto de silêncio em homenagem póstuma.
No documento, o parlamentar prestou condolências aos familiares do ex-deputado e destacou o legado deixado no município de Quixadá, de onde foi prefeito nos anos de 1971 a 1972. “Foi um homem público exemplar e uma figura que deixará saudades imensas em todos que conviveram com ele”, salientou Fernando Hugo.
O deputado Sérgio Aguiar (PDT), que presidia os trabalhos da sessão, lembrou que Everardo Silveira foi companheiro de mandato do seu avô e do seu pai, em seus períodos como deputado estadual. “Era um grande amigo, que teve laços fraternos com a minha família. Toda a minha solidariedade ao povo de Quixadá, terra onde ele tanto militou”, registrou.
Médico formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e natural de Baturité, Everardo Silveira nasceu em 1935. Além de ter sido prefeito de Quixadá, foi vice-prefeito do município de Ibaretama, de 2001 a 2004.
Na Assembleia Legislativa, cumpriu mandato nas legislaturas de 1979/82, 1983/86, 1987/90 e 1991/94, pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Na elaboração da Constituição do Estado do Ceará, em 1989, atuou como relator geral e presidiu a Comissão de Sondagem e Propostas.
Edição: Adriana Thomasi
Girão diz que Marcos do Val é 'vítima do sistema'

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) se solidarizou com o senador Marcos do Val (Podemos-ES), que pediu licença do cargo devido a problemas de saúde. Em pronunciamento nesta quarta-feira (21), Girão afirmou que o colega está sendo “vítima do sistema” e sofrendo uma “enorme pressão” após operação de busca e apreensão determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Para o parlamentar, a decisão do ministro teve “quatro arbitrariedades”. Entre elas, Girão destacou o fato da busca e apreensão ter ocorrido no gabinete do senador no Congresso Nacional, ambiente que é “protegido pela Constituição como um Poder completamente independente em relação ao STF e ao Poder Executivo”.
— A segunda arbitrariedade foi o bloqueio de todas as suas redes sociais. Ele não pôde nem se justificar perante seus eleitores, que o trouxeram com milhões de votos. Ele não pôde justificar o que aconteceu, censura! E a terceira foi a apreensão pela segunda vez do celular, inclusive funcional, do Senado da República. Ainda tem a quarta arbitrariedade, que é a própria fundamentação central que justificou a decisão do ministro, quando alega estar havendo obstrução das investigações sobre o dia 8 de janeiro e faz a enumeração de quatro possíveis crimes. A gente não pode se calar diante disso: divulgação de informações sigilosas, atentado à soberania, tentativa de deposição de governo e organização criminosa.
Girão disse que a atitude do ministro causa “grande perplexidade”, pois todos os crimes estão relacionados a publicação feita por Marcos do Val de trechos de documentos sigilosos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) informando sobre a possibilidade de ações violentas com invasão de prédios públicos na Esplanada dos Ministérios.
— É muito difícil atribuir obstrução a alguém que publicamente foi um dos primeiros parlamentares a chegar aqui para acompanhar e cobrar as devidas investigações sobre o dia 8 de janeiro. Ele interrompeu o recesso parlamentar, estava aqui! Além disso, também foi um dos primeiros senadores, acho que o primeiro senador, que falou da suposta omissão do governo federal nesses atos.
Fonte: Agência Senado
Para Lira, reforma só será aprovada se alguns setores forem tratados com especificidade

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que a reforma tributária (PECs 45/19 e 110/19) precisa levar em consideração especificidades de setores para ser aprovada pelos parlamentares. Entre esses setores, ele citou os de saúde, educação, serviços e o agronegócio. “Temos a bancada [ligada ao agronegócio] com mais de 320 membros. Se não tivemos um texto claro que dialogue com esse setor, a reforma nem começa", disse Lira.
"É importante que todos saibam que todos temos uma reforma ideal, mas nosso objetivo é uma reforma tributária possível, que simplifique, que desburocratize e traga segurança jurídica”, acrescentou Lira durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo grupo Esfera Brasil.
Lira destacou ainda que todos que têm interesse na reforma podem discutir suas prioridades com o Parlamento. Para ele, é lícito que todas as categorias e setores se sintam e façam esforços para ser contemplados na reforma.
Ele ressaltou, no entanto, que não é possível fazer a reforma de uma categoria. “O importante é a capacidade de articulação e dos líderes na condução de suas bancadas para que os líderes fechem questão e não permitam alterações mais radicais nos textos de última hora”, ponderou o presidente da Câmara.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição - Natalia Doederlein
Fonte: Agência Câmara de Notícias

