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CPMI do 8 de Janeiro priorizará 15 requerimentos consensuais entre governo e oposição

Juliana Braga / FOLHA DE SP

 

O presidente da CPMI de 8 de janeiroArthur Maia (União-BA), está construindo um acordo para iniciar a análise de requerimentos com 15 pedidos consensuais entre o governo Lula e a oposição. Se aprovados, serão suficientes para preencher as primeiras cinco semanas de trabalho.

Segundo o Painel apurou, devem entrar na primeira leva os ex-ministros da Justiça Anderson Torres e do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) Gonçalves Dias, o GDias. Também deve estar nessa lista o atual ministro da Justiça, Flávio Dino e a cabo Marcela da Silva Morais Pinno, que foi agredida e atirada de uma altura de três metros pelos manifestantes.

Quem deve ficar de fora é o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Embora a relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), tenha afirmado em entrevista à Folha ser "absolutamente possível" surgir a necessidade de convocá-lo, Maia tem dito que só o fará se aparecer uma evidência muito forte que exija sua participação.

A CPMI se reúne nesta terça-feira (6) para aprovar o plano de trabalho do colegiado. A reunião estava prevista para a semana passada, mas foi adiada para o Senado votar a tempo a MP (Medida Provisória) da estrutura do governo. Por conta do feriado, a sessão para análise de requerimentos acontecerá na quarta-feira (8).

Mesmo com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tendo dispensando a presença física dos deputados nesta semana, em função do feriado e como uma sinalização de insatisfação com o governo, Maia decidiu não abrir o precedente de ter sessões semipresenciais na CPMI.

Ele conversou com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que concordou com a necessidade de presença física dos parlamentares no colegiado.

 

Cláudio Pinho elogia programa Costurando o Futuro de Fortaleza

Por Luciana Meneses / ALECE

 

Dep. Cláudio Pinho ( PDT ) - Foto: Júnior Pio

 

O deputado Cláudio Pinho (PDT) elogiou o programa “Costurando o Futuro”, iniciativa  da Prefeitura de Fortaleza, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta quinta-feira (01/06). 

O objetivo da proposta do Executivo Municipal é possibilitar a pessoas em situação de vulnerabilidade a utilização de espaços compartilhados e gratuitos em diversos bairros da cidade, com estrutura adequada para quem não tem máquina de costura, proporcionando inclusão produtiva à população, transformando sua arte em renda. 

O parlamentar destacou o programa, entre outras ações da gestão de Fortaleza, apontando como a Capital vem liderando a geração de emprego em renda no Estado. “No setor de serviços, Fortaleza  gerou 2.633 empregos novos, sendo 606 empregos só no comércio. Desde o ano passado a Capital vem puxando os dados de emprego do Ceará para cima. É dessa forma que construímos uma sociedade mais igualitária que pode sonhar em garantir renda para a sua família”, apontou. 

Cláudio Pinho lamentou ainda a atual relação entre Prefeitura de Fortaleza e Governo do Estado. “As gestões precisam caminhar juntas, mas, infelizmente, há uma perseguição do Estado com a Capital. Então, o que nos resta é continuar trabalhando para que Fortaleza siga crescendo e, inclusive, continue sendo a capital do Nordeste mais procurada pelos turistas”, avaliou.

Outro assunto abordado pelo deputado foi a obra de uma avenida inacabada em São Gonçalo do Amarante. De acordo com o parlamentar, enquanto gestor, garantiu por meio de emendas federais recursos no valor de quase R$ 3 milhões para urbanização, drenagem e iluminação de toda a avenida, além de licenças ambientais e licitações disponíveis. “Pois o atual prefeito enviou um ofício à Caixa Econômica pedindo a rescisão do contrato. Uma obra que só aguarda a Ordem de Serviço está sendo dispensada e ele joga a culpa em mim. Tanto eu, quanto o povo de São Gonçalo merece respeito”, relatou.

Em aparte, o deputado Sargento Reginauro (União) atribuiu o crescimento do desemprego no Ceará às medidas adotadas durante a pandemia. “Quantas pequenas e médias empresas fecharam com a teoria do fica em casa? Hoje temos mais beneficiados com Bolsa Família do que com carteira assinada. E aí corre todo mundo para o mercado informal, mas precisa de investimento, precisa de menos burocracia e, infelizmente, não vemos isso por parte do Governo. O Governo não apoia os empreendedores neste País”, criticou. 

Luciana Meneses

Edição: Adriana Thomasi

ESTADÃO / ECONOMIA EDVAR RODRIGUES XIMENES ‘O arcabouço é uma narrativa ficcional e começa capenga’, diz líder da oposição no Senado

Por Mariana Carneiro e Adriana Fernandes / O ESTADÃO

 

BRASÍLIA – Líder na oposição no SenadoRogério Marinho (PL-RN) critica a proposta de arcabouço fiscal aprovada na Câmara e afirma que vai propor alterações ao texto. São pelo menos três as mudanças elencadas pelo senador, uma delas o restabelecimento de punição, passível até de impeachment, em caso de não cumprimento da meta fiscal. Para ele, a regra já começa “capenga” porque o governo não conseguirá zerar o déficit das contas públicas em 2024.

 

Na avaliação de Marinho, a regra “só fica de pé” com aumento de tributos e, nisso, diz ele, a oposição não colocará as suas digitais. “Nós também não vamos votar a favor do aumento de impostos”, diz.

 

“O discurso do ministro da Fazenda qual é? Nós vamos procurar ‘jabutis’, a expressão que ele mesmo usou, para cortar subsídios. Estamos em maio. O arcabouço já passou na Câmara. Quais são os subsídios? O que ele aponta?”, questiona o senador, que foi ministro de Jair Bolsonaro.

 

Marinho afirma que há risco, porém, de o Senado apenas chancelar a decisão da Câmara. “Me parece que o governo, da forma como se comporta, tem pedido àqueles que o apoiam que simplesmente homologuem a legislação da forma como chegou da Câmara”, afirma.

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CPI do MST: sessão é encerrada após governador de Goiás mandar deputado 'calar a boca'; mulher foi expulsa da sessão

Por Gabriel Sabóia — Brasília / O GLOBO

 

A sessão desta quarta-feira da CPI do MST foi encerrada após bate-boca entre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União) e o deputado Paulão (PT-AL). Caiado pediu respeito ao parlamentar, após pergunta sobre os seus doadores de campanha. Pouco antes, a deputada Sâmia Bomfim havia questionado o fato de doadores da campanha de Caiado terem sido, supostamente, arrolados em investigações por narcotráfico. Caiado negou a hipótese e mandou o deputado "calar a boca".

 

— Cala a sua boca que estou falando. Não faço parte das suas bandalheiras. Vim aqui para falar sobre o MST e vocês (governistas) querem falar do CPF das pessoas. Me respeite — disse o governador.

 

Parlamentares governistas levantaram das suas cadeiras e, diante do bate-boca generalizado, com direito a acusações, o presidente da CPI, Coronel Zucco (PL-RS), encerrou a sessão. O relator, Ricardo Salles, também fez apelos pelo fim. O encontro, aliás, teve embate entre parlamentares governistas e de oposição, antes mesmo do seu início.

 

Deputadas do PSOL, Sâmia Bomfim (SP) e Talíria Petrone (RJ) tiveram cinco questões de ordem indeferidas pelo presidente do colegiado, Tenente-Coronel Zucco (PL-RS), que passou o direito de fala a outros deputados.

 

Uma militante de esquerda, identificada como Líbia Bellucci, diretora do sindicato dos enfermeiros do Rio de Janeiro, se manifestou em defesa das deputadas e o presidente da CPI pediu para que seguranças a retirassem. As parlamentares se colocaram na frente e impediram a saída. Ficou acordado que ela permaneceria no plenário, desde que em silêncio. Em uma segunda manifestação, a ativista foi expulsa do plenário.

 

As duas deputadas chegaram a se levantar das cadeiras e precisaram levantar os tons de voz, diante dos microfones cortados e dos pedidos negados. Apesar dos apelos, as parlamentares não puderam versar, por exemplo, sobre pedidos acerca dos dias em que as sessões da CPI são realizadas atualmente. Durante todo o tempo, o governador de Goiás se manteve rindo sobre os apelos das deputadas (veja vídeo). Em resposta às parlamentares, Zucco disse:

 

— Caso tenha alguma consideração, se porte ao presidente da Casa, deputada. Questão de Ordem indeferida — afirmou ele, que pediu para que as Questões de Ordem apresentadas à frente fossem baseadas em artigos do Regimento Interno da Casa e se limitassem ao tema da sessão em curso.

 

O deputado Abílio Brunini (PL-MT) se colocou na frente das deputadas, impedindo que elas vissem a sessão e tivessem contato visual com Zucco e Caiado. A manifestante que acompanhava as parlamentares se manifestou e teve uma ordem, vinda de Zucco, para que fosse retirada por seguranças da CPI. Sâmia e Talíria se colocaram na frente e impediram que os seguranças a retirassem.

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CPI do 8 de Janeiro terá ajuda da PGR e conta com quebras de sigilo para avançar nas investigações

Por Karolini Bandeira — Brasília / O GLOBO

 

O presidente da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, deputado Arthur Oliveira Maia (União/BA), informou ter pedido reforço da Procuradoria-Geral da República (PGR) para a investigação. Maia e a relatora senadora Eliziane Gama (PSD-MA) estiveram reunidos nesta quarta-feira com o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco, para alinhar detalhes burocráticos da CPI, que terá trabalhos iniciados amanhã.

 

De acordo com Maia, o encontro com Pacheco foi meramente protocolar, com foco nos espaços que serão ocupados por uma assessoria técnica da CPI no Senado Federal.

 

— Estamos requerendo pessoas da PGR, inclusive já conversamos sobre nomes com Aras para ajudar a gente — complementou o deputado.

 

Segundo a relatora da comissão, há relatórios que já serão aprovados na reunião de amanhã. Gama, que irá apresentar o plano de trabalho da CPI nesta quinta-feira, também afirmou que leva em consideração sugestões dos senadores.

 

— A CPI tem vários instrumentos que podemos e vamos buscar. Quebra de sigilo e mandado de busca e apreensão são instrumentos que vamos utilizar no sentido do aprimoramento. Nesta primeira tarde vamos ter aprovação de requerimentos para oitivas — disse a relatora.

 

Instalada na última quinta-feira, a comissão que vai apurar os ataques golpistas do dia 8 de janeiro recebeu, até ontem, 467 requerimentos com quebra de sigilo, acesso a documentos e gravações dos prédios dos Três Poderes e depoimento de possíveis envolvidos.

 

A maioria é pedido de convocação e convite de depoentes, e o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias, desponta como o campeão de pedidos para ser ouvido no colegiado, citado em 12 requerimentos. Em segundo lugar, está o ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, com 11. O ministro da Justiça, Flávio Dino, aparece apenas em terceiro lugar, com oito.

 

Os parlamentares também querem ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro, o general Júlio César Arruda, ex-comandante do Exército, e os aliados de Bolsonaro: o ex-ministro do GSI general Augusto Heleno e Mauro Cid. Cid está preso por suspeita de ter participado de um esquema de falsificação de comprovantes de vacinação.

 

A ideia inicial era que as sessões da CPI ocorressem às quintas-feiras pela manhã, mas o presidente da comissão já sugere que isso pode mudar. Ele acredita que a investigação irá demandar dois ou mais encontros dos parlamentares por semana.

 

— Vai ser necessário mais de uma reunião por semana porque tem um volume grande de pessoas a serem ouvidas. Tem reuniões temáticas que demandarão tempo, então certamente teremos mais de uma reunião por semana. Semana que vem teremos apenas uma reunião e a partir daí uma ou duas reuniões semanais.

Evandro Leitão destaca importância da produção do H2V e o protagonismo do Ceará

Presidente da Alece, Evandro Leitão (PDT), abre sessão especial sobre hidrogênio verde e ressalta apoio do Parlamento cearense na implantação do projeto - Foto: Junior Pio

 

O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado Evandro Leitão (PDT), abriu, na manhã desta sexta-feira (26/05), a sessão especial para debater “Hidrogênio Verde: inovação e energia limpa no Ceará.” “Uma pauta extremamente importante para o futuro do nosso Estado que irá impactar a vida dos cidadãos cearenses na economia e no meio ambiente”, assinalou.

O parlamentar ressaltou que a Alece foi eleita uma das casas legislativas mais transparentes do Brasil, sempre buscando debater pautas que parecem distantes, mas que influenciam as relações econômicas e sociais do Estado, como o hidrogênio verde e o potencial do Ceará na produção da fonte de energia. 

Segundo Evandro Leitão, o Ceará teve visão revolucionária, desde 2021, ao trabalhar na implantação de um hub para produção e comercialização de hidrogênio verde no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). “Nosso Estado caminha para ser um dos grandes produtores desse tipo de combustível no mundo, contribuindo para a transição energética, com a produção de um combustível a partir de fontes limpas e renováveis, assim como também gerando emprego e renda”, disse.

Sessão especial para debater “Hidrogênio Verde: inovação e energia limpa no Ceará” / Foto Junior Pio

O deputado lembrou que, em 2021, foi implantado na Casa o Comitê de Responsabilidade Social, que organiza no Parlamento Cearense as práticas ambientais, sociais e de governança (ESG). “Além de voltados para os critérios ESG, nossa gestão está relacionada aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pelo Pacto Global”, explicou. 

Para o presidente da Casa, é preciso levantar questões relativas à legislação, função primária do Parlamento, e também escutar e debater com lideranças, técnicos e convidados capacitados os impactos do hidrogênio verde no Ceará e no Brasil, por conta do alto volume de investimentos, novos postos de emprego, além da responsabilidade na redução da degradação do planeta. 

“A Casa está de portas abertas para realizar o que for preciso em ações que vão desde a aprovação de projetos para dar garantia jurídica aos investidores que têm interesse em participar da implantação dos parques de produção eólica e solar e da construção do Hub de Hidrogênio Verde no CIPP até a oficialização de políticas públicas que respeitem os direitos dos cidadãos cearenses e visem à sustentabilidade do nosso planeta”, apontou.

O parlamentar explicou ainda que a Assembleia está atenta com a regulamentação, produção, exploração e comercialização do hidrogênio como combustível e destacou a proposta n°86/23, de autoria dos deputados Marcos Sobreira (PDT) e Bruno Pedrosa (PDT), que institui a Política Pública Estadual do Hidrogênio Verde, no sentido de estimular o seu uso como combustível.

“Além do PL, em fevereiro deste ano, criamos a Frente Parlamentar de Energias Renováveis, presidida pelo deputado Bruno Pedrosa, que tem por objetivo fortalecer a vocação do estado do Ceará como gerador de energia em matrizes energéticas renováveis”, salientou. 

Edição: Clara Guimarães

Ex-MST convocada por opositores é liberada pela presidência da CPI antes que governistas fizessem perguntas

Por Gabriel Sabóia — Brasília / O GLOBO

 

Deputados governistas pediram a anulação da sessão desta terça-feira da CPI do MST. O motivo da solicitação foi a presença de Nelcilene Reis, ex-integrante do MST que participou do encontro do colegiado. Entretanto, embora tenha sido convidada, Nelcilene se portou como testemunha e foi questionada pelos deputados oposicionistas como se estivesse em um depoimento. Quando foi a vez de os governistas fazerem perguntas à ex-ativista, ela foi liberada pela presidência da CPI — o que gerou revolta dos governistas.

 

Sem prestar juramento ou apresentar provas, Nelcilene fez acusações contra lideranças do MST e disse ter visto práticas análogas ao trabalho escravo e extorsão. Ela também afirmou que era tratada como "massa de manobra".

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Centrão sugeriu a Lira deixar a MP dos ministérios caducar

Por Naira Trindade — Brasília / O GLOBO

 

Entre os assuntos que tomou a atenção no jantar no escritório de Antônio Rueda, vice-presidente do União Brasil, com Arthur Lira (PP) e líderes do Centrão, na semana passada em Brasília, estava a possibilidade de deixar a MP dos Ministérios vencer na quinta-feira, o que forçaria o governo a voltar a configuração da Esplanada de Jair Bolsonaro.

 

Ou seja, se a medida provisória não for votada na Câmara e no Senado até quinta, dia 1º de junho, ela caduca e o número de pastas cai de 37 para 23. Com isso, vários ministros perderiam seus cargos, tendo de voltar ao Congresso.

 

E quem mais perderia com isso?

 

O MDB, por exemplo, perderia todas os três ministérios que ocupa na Esplanada: Transportes, Planejamento e Cidades. Lira e Renan Calheiros, do MDB no Senado, têm tido duros embates no Congresso. O PDT, de Carlos Lupi, na Previdência, também deixaria de compor a Esplanada.

 

Ministérios do Esporte, da Pesca e Aquicultura, da Igualdade Racial, da Mulher, da Gestão, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Trabalho, de Portos e Aeroportos, da Cultura, do Desenvolvimento Agrário, da Comunicação Social, dos Povos Originários e do Desenvolvimento Social também deixariam de existir no atual formato.

 

No jantar que contou também Ciro Nogueira (PP), André Fufuca (PP), Valdemar Costa Neto (PL), Altineu Côrtes (PL), Hugo Motta (Republicanos) e Marcos Pereira (Republicanos), Lira, porém, não deu sinais de que toparia acatar a sugestão de deixar MP caducar.

 

O assunto segue indefinido nesta terça-feira, já que o Planalto tem dado indicativos de que pretende não mexer no texto de Isnaldo Bulhões, aprovado na semana passada, para não correr o risco de perder toda a estrutura.

 

 

Governo Lula, em semana decisiva no Congresso, avalia decreto até para salvar programa social

Thiago Resende / FOLHA DE SP

 

Com dificuldades na articulação política, o governo Lula (PT) corre o risco nesta semana de ver expirar a validade da estruturação de seus ministérios desenhada na transição e uma proposta na área social, uma das prioridades para o presidente.

A MP (medida provisória) que garante os pagamentos de um extra de 50% no programa Auxílio Gás precisa ser votada até quinta-feira (1º), mas o projeto não avançou nenhuma etapa desde que foi apresentado, no dia 2 de janeiro, ao Congresso.

Sem a garantia de que o texto passará por todo o processo e será aprovado em tempo exíguo pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, integrantes do governo já trabalham numa solução que não depende do Congresso. A ideia é que Lula inclua as regras do adicional do programa em um decreto.

O governo já enfrenta nesta semana votações decisivas para o futuro das pastas de Marina Silva (Meio Ambiente) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas). O centrão quer tirar poder delas e fortalecer outros ministros da Esplanada.

Em reunião na sexta-feira (26), o presidente Lula (PT) disse às ministras que precisará buscar alternativas para reverter o desmonte ambiental, admitindo que está sem força no Congresso. Uma solução é usar portarias ou decretos para reduzir as perdas das pastas.

Essas medidas à revelia do Congresso, no entanto, podem gerar desgaste com parlamentares, principalmente do centrão.

No caso do esvaziamento da área de Marina, a maior dificuldade é política, na avaliação de articuladores do governo, pois o Planalto ainda não formou uma base sólida e encontra no Congresso um grupo de aproximadamente 300 deputados ligados às questões do agronegócio.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, disse neste domingo (28) que a sinalização do Congresso sobre a pauta do meio ambiente nesta semana pode ser ruim para o comércio exterior.

Ela acredita que ainda há espaço para o diálogo e a situação não está perdida. "Eu fui senadora durante 16 anos e sei que o jogo só termina quando o juiz apita, o juiz é o plenário. Até chegar ao plenário existe espaço do diálogo", disse.

Já no caso do risco de interromper pagamentos ao Auxílio Gás, houve um cochilo da ala política do governo, segundo aliados de Lula. Há a previsão de pagamento do adicional de 50% do valor de um botijão agora em junho, mas, para isso, a proposta precisa ser convertida em lei.

Auxiliares de Lula conseguiram colocar esses dispositivos do valor extra no programa na MP do Bolsa Família, mas não há previsão para esse texto ser aprovado e, depois, sancionado.

Procurado, o Ministério do Desenvolvimento Social disse que, para evitar que 5,7 milhões de famílias tenham o valor do Auxílio Gás reduzido, a pasta vai tentar salvar a MP nesta semana e, caso não seja possível, "os procedimentos administrativos para publicação do decreto seguem em curso".

A principal disputa do governo nesta semana no Congresso deverá ser sobre a MP que reestrutura a Esplanada dos Ministérios. Líderes que representam a maioria dos parlamentares apoiam a versão do texto que desidrata as pastas de Marina e Sônia.

A estratégia do governo passa por intensificar as negociações com o centrão para reverter essas ações. Mas alguns aliados de Lula admitem que são baixas as chances de isso dar certo, visto que a relação com a bancada ruralista é conturbada e esse grupo poderia inclusive derrubar eventual veto do presidente.

Ministros de Lula tem rejeitado a ideia de recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar manter a estrutura ministerial definida pelo governo em janeiro.

Mas isso não é consenso. O ministro da Justiça, Flávio Dino, defende a possibilidade de acionar o tribunal.

"Minha opinião técnica é que essas exacerbações devem ser podadas e até ações judiciais, mas esse é um debate posterior", disse Dino em entrevista à TV 247 neste fim de semana.

Marina, neste domingo, também falou de modo crítico ao atual comportamento do Congresso na relação com o governo.

Após dias turbulentos para o Palácio do Planalto, em particular diante do avanço do texto que retira poderes de Marina, o presidente foi aconselhado a reagir. Além da reunião com Marina e Sônia, na sexta o presidente abriu as portas do Palácio da Alvorada para um churrasco pela noite, nos moldes do que se via no Lula 1 e Lula 2.

Participantes disseram que a confraternização oscilou entre momentos de descontração entre ministros e de comentários sobre a conjuntura política.

O encontro reuniu aproximadamente 30 pessoas na residência do presidente –alguns ministros levaram familiares. Os ministros do STF, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do ministro aposentado Ricardo Lewandowski, estiveram lá.

Marina não compareceu, mas foi assunto em rodas de conversas de ministros e do presidente. Segundo integrantes do governo, a conversa de Lula com Marina e Sônia baixou a temperatura e mostrou que há capacidade de reação do governo para evitar danos à pauta ambiental, apesar da pressão, principalmente da bancada ruralista da Câmara.

Ao fim do encontro, Lula, segundo aliados, disse que pretende voltar a fazer churrascos e encontros com mais frequência. Uma dos objetivos é aumentar agendas com aliados e nomes de todos setores da sociedade.

Isso, na avaliação de ministros, também passará a imagem de um governo mais unido e integrado.

Nesta semana, também há outras cinco MPs que perdem validade, além das duas principais (a do Auxílio Gás e a das mudanças na Esplanada).

O governo deve deixar todas caducarem após negociação com o Congresso. Os dispositivos sobre tributação de combustíveis e que tratam da exclusão do ICMS da base de cálculo dos créditos da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins já foram incorporados a outra medida provisória que passou pelo Congresso. Portanto, não precisam ser votados novamente.

No caso da MP que transfere o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para o Ministério da Fazenda, o governo já cedeu. O Congresso quer manter o órgão no Banco Central e, por isso, o Palácio do Planalto desistiu da ideia inicial.

Também deve caducar a MP com regras para a proclamação de resultados de julgamentos do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), que julga disputas bilionárias entre empresas e a União sobre pagamento de impostos. O Congresso rejeitou o texto por medida provisória, e o governo enviou um projeto de lei —que precisa de aval dos parlamentares para ter validade.

Além disso, a MP que extingue a Funasa deverá caducar. Em acordo com o relator da reestruturação da Esplanada, foi colocado um dispositivo para que o governo declare o fim do órgão por ato do Executivo, como decreto ou portaria.

Sargento Reginauro destaca necessidade de investimentos na polícia

Por Giovanna Munhoz / ALECE

Deputado Sargento Reginauro (União) - Foto: Junior Pio

 

O deputado Sargento Reginauro (União) destacou, durante a sessão itinerante, sediada no município de Icapuí, nesta quinta-feira (25/05), a necessidade de investir em segurança pública.

Segundo o parlamentar, investir no policiamento investigativo é essencial, por exemplo. “Precisamos cobrar do governador Elmano de Freitas mais investimentos na inteligência policial, mais efetivos na polícia e demais investimentos”, assinalou.

Sargento Reginauro salientou a importância da sessão itinerante para aproximar o povo do Parlamento cearense e frisou a necessidade de o cidadão buscar participar da política. “O povo precisa entender como é importante se aproximar do Legislativo, acompanhar a política do seu país e estado, assistir às sessões plenárias e cobrar suas demandas”, disse.

Edição: Lusiana Freire

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