Felipe Mota aborda pagamento do piso nacional da enfermagem
Por Ricardo Garcia / alece
Dep. Felipe Mota ( UNIÃO ) - Foto: Junior Pio
O deputado Felipe Mota (União) demonstrou preocupação, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (13/06), realizada de forma presencial e remota, com o pagamento do piso nacional para os profissionais da enfermagem.
O Ministério da Saúde, segundo o parlamentar, já publicou portaria com os critérios da divisão dos recursos para o benefício, após o presidente Lula já ter sancionado lei que viabilizou o pagamento do piso nacional. Na avaliação do deputado, porém, a portaria não vai ser capaz de atender o piso da enfermagem por completo.
“Só vão ser atendidos com os recursos oriundos da portaria os profissionais concursados. Os profissionais da enfermagem terceirizados, os que estão em cooperativas e institutos não estão contemplados pela portaria do Ministério da Saúde”, apontou Felipe Mota.
De acordo com ele, é necessário pensar em alternativas para solucionar essa questão. “No setor público, o Governo Federal vai repassar R$ 7,5 bilhões aos estados e municípios, que só dá para pagar os concursados. No setor privado, vai acontecer a precarização dos serviços e demissões em massa, porque não vai ser possível pagar os profissionais”, alertou.
Ainda na avaliação do deputado, essa realidade precisa ser encarada pelo governador do Ceará, Elmano de Freitas. “É uma grande preocupação, porque já estamos em um estado onde a saúde não vai nada bem, com filas nos hospitais atormentando famílias da Capital e do Interior. Esse é um problema da sociedade cearense”, assinalou.
Em aparte, o deputado Sargento Reginauro (União) exaltou o papel dos profissionais da enfermagem e cobrou valorização da categoria. “Nós passamos dois anos e meio na maior crise sanitária da história da humanidade, em que os profissionais da enfermagem foram considerados heróis da saúde. Não entendo porque ainda estamos com esse tipo de discussão até hoje, com esses profissionais sofrendo na mão da boa vontade política”, ressaltou o parlamentar.
Edição: Adriana Thomasi

