Sargento Reginauro aborda necessidade de emendas impositivas no Estado
Por Ricardo Garcia / ALECE
Dep. Sargento Reginauro ( UNIÃO ) - Foto: Junior Pio
O deputado Sargento Reginauro (União) voltou a defender, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (14/06), realizada de forma presencial e remota, a adoção de emendas impositivas por parte dos parlamentares estaduais.
O parlamentar relembrou que o Ceará é o único estado nordestino a não trabalhar com as emendas impositivas de deputados, a partir de um levantamento feito em toda a Região, com os percentuais aplicados em cada local.
“Temos estados, como o Piauí, que adotam as emendas impositivas desde 2013. No Ceará, desde 2015 nós debatemos esse tema na Casa, mas o projeto não avançou. Do ponto de vista técnico e legal, não há porque o Ceará não se debruçar sobre essa questão e tratar o tema com seriedade, dando empoderamento à Casa e proteção aos mandatos dos 46 deputados”, salientou.
De acordo com Sargento Reginauro, há a intenção de articular uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), para que seja implementado 0,5% de emenda impositiva no primeiro ano de vigência do instrumento. “O nosso objetivo é de que haja progresso, para que até 2029 seja alcançado 1% de emendas impositivas”, informou.
Segundo o deputado, não se busca demarcar terreno ou mostrar a atuação da oposição com a proposta. “Queremos contribuir com todos os deputados da Casa, para que tenhamos mais respeito por parte do Poder Executivo”, assinalou.
Em aparte, o deputado Cláudio Pinho (PDT) considerou justa a demanda levantada. “Entendo ser uma proposta justa para a Casa. Nós queremos atender toda a população do Ceará, levando recursos para os municípios e trazendo mais desenvolvimento para o Estado”, pontuou.
Para o deputado Queiroz Filho (PDT), as emendas impositivas são uma forma de dar transparência aos recursos alocados para os municípios, dando mais oportunidades para os parlamentares indicarem e sugerirem verbas.
Já a deputada Larissa Gaspar (PT) comunicou que o secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, Samuel Elânio, se colocou à disposição para dialogar com os deputados da Casa sobre as questões pertinentes às pautas de políticas de segurança.
Edição: Adriana Thomasi
Felipe Mota cobra explicações sobre denúncias de tortura em presídios
Por Pedro Emmanuel Goes / ALECE
Dep. Felipe Mota ( UNIÃO ) - Foto: Júnior Pio
O uso de técnicas de tortura em presídios cearenses denunciadas pelo jornal Folha de São Paulo esta semana foi tema do pronunciamento do deputado Felipe Mota (União), durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (14/06). O parlamentar cobrou explicações dos secretários estaduais de Segurança Pública, Samuel Elanio, e de Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque.
O deputado foi além e sugeriu que o Ceará está se tornando um estado de “crimes não resolvidos”. “Casos de investigação são engavetados, mas se faz presente na hora de bater em presidiário”, disse. Ele fez alusão a várias tentativas de contato com o secretário Samuel Elanio, sem retorno.
Outro assunto abordado por Felipe Mota foi a paralisação promovida pelo SindSaúde hoje em frente ao Paço Municipal. A demanda principal é o piso salarial da enfermagem, pauta, segundo ele, já defendida por diversos municípios cearenses.
Felipe Mota também comentou sobre possíveis desvios de recursos públicos ocorridos na Prefeitura de Alto Santo. Segundo ele, já foram identificadas a existência de funcionários fantasmas, de rachadinha, gastos acima do normal em combustível, entre outras coisas. Conforme observou, o prefeito de Alto Santo “parece estar cego ou contando com uma assessoria que não lhe informa sobre o que ocorre na Prefeitura”.
Os deputados Sargento Reginauro (União), Dra. Silvana (PL), e Larissa Gaspar (PT), concordaram que as denúncias de tortura me presídios devem ser investigadas rapidamente.
Para Sargento Reginauro, a investigação é necessária pois, além de violar os direitos humanos, é “algo que fere a imagem dos agentes penitenciários, que não foram contratados para isso”. “É algo que atenta contra a imagem do Ceará, e até o momento, o secretário Mauro Albuquerque não se manifestou sobre o assunto oficialmente”, disse.
A deputada Dra. Silvana disse que protocolou requerimento solicitando a vinda de Mauro Albuquerque à Alece para prestar esclarecimentos, enquanto Larissa Gaspar reforçou que o governador Elmano de Freitas já determinou “rigorosa investigação e se comprometeu a responsabilizar aqueles que atentarem contra a dignidade humana”.
Edição: Adriana Thomasi
Fernando Hugo defende audiência para tratar de aumento de 9,63% nos planos de saúde
Por Gleydson Silva / ALECE
Dep. Fernando Hugo ( PSD ) - Foto: Junior Pio
O deputado Fernando Hugo (PSD) defendeu, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta quarta-feira (14/06), a realização de audiência pública para debater o reajuste de 9,63%, autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no valor dos planos de saúde individuais, além de uma possível redução de procedimentos cobertos.
A solicitação da audiência parte do deputado Cláudio Pinho (PDT) à Comissão de Defesa do Consumidor, com o envio ainda de um relatório a Câmara e Senado Federal e “todos aqueles que, direta e indiretamente, tratam de saúde no Brasil”, adiantou o parlamentar. “Antecipadamente, digo que acataremos essa solicitação de audiência pública e já posto toda a comissão de defesa do consumidor para tratar desse assunto”, disse.
Fernando Hugo alegou que a Agência Nacional de Saúde Suplementar, por muitas vezes, fica ao lado das empresas de planos de saúde, em detrimento dos direitos dos consumidores. “A ANS, vergonhosamente, por muitas vezes, posta-se mais do lado daqueles que representam os grupamentos de saúde, dessas empresas geradoras de fortunas, tirando esse dinheiro, quase sempre, dos usuários, que passam a pagar muito, e dos profissionais que lá trabalham”, pontuou
Na avaliação de Fernando Hugo, as empresas de saúde no Brasil tiram cada vez mais recursos dos usuários e ofertam menos na qualidade do serviço. Para o deputado, o percentual do reajuste aos usuários, de quase 10%, “é abusivo e inexplicável” e não refletirá em um igual percentual de aumento para seus profissionais.
O deputado Cláudio Pinho (PDT), em aparte, defendeu a realização da audiência pública e afirmou que, além do aumento nos valores dos planos de saúde, há informações de que haverá redução dos direitos dos usuários. “Nos chegou a informação de que vão repactuar uma diminuição de direitos. Se hoje o usuário do plano tem direito a X consultas e Y exames, será X menos uma consulta e Y menos um exame, e o preço ainda vai subir”, destacou o parlamentar.
A deputada Dra. Silvana (PL) sugeriu o ingresso de uma ação judicial conjunta, para que suste esse aumento do valor aqui no Ceará, até que seja avaliado o valor do percentual anunciado. “Esse aumento não foi com base de pessoa alguma, até porque funcionário algum recebeu esse aumento, nem empresa, nem funcionário público. Então, não existe a ANS ter uma regulamentação só para os planos, que quem paga é a gente”, observou.
Edição: Adriana Thomasi
Firmo Camurça destaca atrações dos festejos juninos de Maracanaú Por Vanessa Madeira
Por Vanessa Madeira / ALECE
Dep. Firmo Camurça ( UNIÃO ) - Foto: Junior Pio
O deputado Firmo Camurça (União) voltou a destacar, durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (14/06), os festejos juninos do município de Maracanaú.
O parlamentar elencou atrações do São João de Maracanaú, como a cidade cenográfica construída com a ajuda de 24 mil alunos da rede pública de ensino. Outro ponto citado foi o avião Boeing 737, que estará aberto à visitação até o dia 19 de julho.
“Vai gerar um grande impacto na economia. Em torno de 1,5 milhão de pessoas devem circular durante todo o evento, o que vai impactar na vida de cinco mil famílias”, ressaltou o deputado, se referindo aos trabalhadores que devem atuar nos festejos.
Firmo Camurça também ressaltou a parceria do São João com o projeto Ceará sem Fome, do Governo do Estado. O evento conta com entrada solidária, a partir da entrega de doações de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade.
“Participar do Ceará sem Fome é um momento importante para Maracanaú unir as tratativas da cidade com o Estado e para que cada um possa ser solidário e mudar a vida das pessoas”, assinalou..
Em aparte, o deputado Fernando Hugo (PSD) parabenizou o município de Maracanaú e destacou a importância dos festejos. “As festas juninas unem as pessoas, igualam os povos. Têm uma metabolização extremamente democrática. Nesse Nordeste amado, não podemos deixar de destacar Maracanaú e outros centros urbanos como realizadores de espetáculos juninos de qualidade diferenciada”, pontuou.
O deputado Almir Bié (Progressistas) também elogiou a iniciativa da prefeitura. “É um resgate da nossa cultura e das nossas origens, e um evento que gera emprego e renda”, disse.
Edição: Adriana Thomasi
De Assis Diniz comemora retomada e possível ampliação do Minha Casa, Minha Vida
Por Luciana Meneses / ALECE
Dep. De Assis Diniz ( PT ) - Foto: Junior Pio
O deputado De Assis Diniz (PT) comemorou a retomada do programa Minha Casa, Minha vida, do Governo Federal, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta quarta-feira (14/06).
Além do retorno do programa de moradias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adiantou, recentemente, que cogita a ampliação do programa para trabalhadores com renda de até R$ 12 mil. Atualmente, o benefício ajuda quem recebe até R$ 8 mil em áreas urbanas. O valor é abaixo se comparado ao limite imposto às famílias que moram em áreas rurais e tem renda bruta anual de até R$ 96 mil.
Para o parlamentar, o programa possibilita aos brasileiros de renda mais baixa a oportunidade de moradia digna, e a partir dela, o acesso à cidadania. “Estamos falando do direito a dignidade, de ter um teto. O valor de uma moradia digna ainda é algo inacessível para milhares de irmãos e irmãs brasileiras, por isso a necessidade de garanti-lo por meio desse programa”, salientou.
De Assis Diniz acrescentou ainda que o “Minha Casa, Minha vida” é apenas uma das medidas que vem sendo desenvolvidas pelo Governo Lula na melhoria de vida dos brasileiros. “O governo Lula vem anunciando ações nos mais diversos âmbitos, alinhando com a iniciativa privada, com o objetivo de mudar a vida dos brasileiros para melhor. A caminhada é longa, árdua, mas todos queremos ver nossos filhos frequentando boas escolas, fazendo um curso superior, inseridos no mercado de trabalho. E o Brasil sabe que aquele que já fez no passado vai fazer ainda melhor agora”, afirmou.
Edição: Adriana Thomasi
CPI das ONGs deve eleger presidente na quinta-feira
Está agendada para quarta-feira (14) a instalação da CPI das ONGs, a partir das 14h30h. Formada por 11 senadores, a comissão parlamentar de inquérito que vai investigar as organizações não governamentais (ONGs) deverá eleger seu presidente na mesma reunião.
A CPI nasceu a partir de iniciativa do senador Plínio Valério (PSDB-AM). Em entrevista à Rádio Senado, o senador disse que seu objetivo é abrir a "caixa preta" ligada ao financiamento de ONGs.
— Não vamos demonizar nenhuma ONG, não é esse o objetivo. Existem ONGs sérias e estas serão preservadas. O que vamos investigar são as denunciadas, que pegam dinheiro lá fora ou aqui mesmo no Brasil, não prestam contas e gastam entre si 85% do que arrecadam. Essas ONGs prestam um grande desserviço, principalmente à Amazônia - defende o senador.
No requerimento de criação da CPI, Valério apontou que outro objetivo é investigar repasses do governo a ONGs. Também deverá ser apurada a atuação de "ONGs de fachada", que receberiam repasses de recursos públicos sem realmente prestar serviços. A comissão de inquérito deverá durar por até 130 dias.
“O país passou, com frequência cada vez maior, a conviver com denúncias da existência de “ONGs de fachada”, cujos reais propósitos seriam repassar recursos a Partidos ou mesmo a particulares. Também se avolumaram as suspeitas de que, mesmo sem receber verbas governamentais, ONGs se envolvem em atividades irregulares, inclusive a serviços de empresas com sede no exterior e interesses de potências estrangeiras”, afirma Plínio no requerimento.
Fonte: Agência Senado
Anderson Torres e Mauro Cid estão entre os primeiros convocados pela CPMI
Após mais de quatro horas de reunião, a CPMI do 8 de Janeiro aprovou nesta terça-feira (13), em blocos, a convocação inicial de 36 pessoas. Todos irão depor na condição de testemunha. Entre os convocados (veja quadro abaixo), estão nomes como os do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres, do tenente-coronel Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro), do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno e do ex-ministro da Defesa Braga Netto. A reunião foi marcada pelos primeiros embates entre governistas e oposição sobre os critérios e procedimentos a serem adotados no curso da investigação.
De acordo com o presidente da comissão, deputado Arthur Maia (União-BA), ainda não há qualquer acordo para o início das oitivas e nem sobre quem serão os primeiros depoentes.
— Eu vou me reunir hoje ainda com a Mesa para que nós definamos se, dentro dos que estão convocados ou convidados, já poderemos chamar alguém para a próxima terça-feira (20) — afirmou.
Centenas de requerimentos com pedidos de informações e acesso a imagens também foram aprovados. Entre eles, relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) com alertas sobre os riscos de ataques no dia 8 de janeiro. No total, foram colocados em votação mais de 285 requerimentos, sendo 181 de pedidos de informação e 39 de convocações.
Sob protesto da oposição, a maioria da comissão rejeitou uma série de requerimentos que solicitavam, entre outros objetos, acesso a imagens do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Itamaraty no dia do ataque. Foram rejeitados também requerimentos de convite ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, a convocação do ex-ministro do GSI Gonçalves Dias e do ex-diretor adjunto da Abin, Saulo Moura da Cunha, nomeados já no atual governo.
Eles decidiram deixar de fora desse primeiro momento da investigação o compartilhamento dos planos de segurança da viagem do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, à cidade de Araraquara, em São Paulo, no mesmo final de semana dos ataques em Brasília.
Para a oposição, a articulação dos governistas para rejeitar em bloco todos os requerimentos que, segundo eles, buscam apurar uma possível omissão federal pode prejudicar a imparcialidade do relatório.
— Nós não podemos apurar apenas os atos. Nós precisamos apurar as omissões. E para ter as omissões, vários requerimentos aqui... Eu sei que já aprovaram alguns, mas tem requerimentos aqui importantes que vão dizer que tudo isso poderia ter sido evitado no dia 8 de janeiro — disse o senador Izalci Lucas (PSDB-DF).
A relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), rechaçou as afirmações e disse que não vai se intimidar. Ela garantiu que vai apresentar um relatório justo com a “transcrição do que realmente aconteceu” no dia 8 de janeiro, incluindo toda linha cronológica dos fatos que antecederam os ataques.
— O que nós tivemos aqui foi a confirmação e a constatação de que o foco da CPMI não será desviado. Nós fizemos um plano de trabalho, e nesse plano de trabalho nós deixamos claro o alinhamento, inclusive cronológico que seguiremos para descobrirmos quem foram os autores intelectuais, quem arquitetou e quem financiou o 8 de Janeiro. Nós não abriremos mão de fazer uma investigação que ocorreu a partir do resultados das eleições do dia 30 [outubro], dia 31, do dia 12 de dezembro e também do dia 24 de dezembro. O que tem sido colocado aqui, vez por outra, é que haveria aqui uma parcialidade, que não se sustenta no mundo real. Não se sustenta por quê? Porque os fatos estão apresentados para a sociedade brasileira.
Órgão, ministérios e plataformas
Órgãos e ministérios como o da Justiça, Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), Secretaria de Segurança Pública do DF, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Polícia Militar do Distrito Federal deverão encaminhar informações e relatórios sobre, por exemplo, planos e estratégias para o enfrentamento dos ataques, bem como a quantidade de agentes públicos mobilizada e acionada para trabalhar nos dias 7 e 8 de janeiro na Esplanada dos Ministérios. Também foram solicitados à Polícia Militar do DF todos os processos administrativos disciplinares e inquéritos militares que envolvam os atos ocorridos no dia 8 de janeiro.
São requeridas ainda as imagens de câmeras de segurança dos Palácios do Congresso Nacional, do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF).
A Procuradoria-Geral da República (PGR), a Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministério Público Militar (MPM), a Receita Federal e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também deverão repassar informações e documentos específicos à CPMI.
Outro bloco de solicitações está relacionado às plataformas digitais. A CPMI quer ter acesso às imagens e mensagens compartilhadas em cada canal e que estejam ligadas aos ataques do dia 8 janeiro.
Financiadores
A relatora voltou a indicar que uma das linhas de investigação será a identificação dos autores intelectuais, dos financiadores e dos responsáveis pelos atos que, na visão dela, traçam a linha cronológica até os ataques de janeiro.
Nessa linha, a CPMI requer eventuais relatórios produzidos pela chamada Operação Petardo da PMDF, que investigou a tentativa de detonação da bomba colocada no caminhão-tanque, no dia 24 de dezembro de 2022 em Brasília.
O senador Sérgio Moro (União-PR) e o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) pediram à relatora que a CPMI tenha responsabilidade com as pessoas que estão sendo apontadas, no plano de trabalho e nos requerimentos, como possíveis financiadoras dos ataques.
— Existem sim os nomes que são óbvios, todos nós conhecemos, mas existem alguns nomes ali de pessoas que foram colhidas, aparentemente, talvez na internet, por suposto envolvimento nesses fatos. Nós queremos esclarecer a verdade, mas vamos reconhecer que existe também um jogo político aqui envolvido. Para muitos desses indivíduos, a convocação para ser chamado numa CPMI, a aprovação pode trazer a ruína para a vida deles, ainda mais para depor aqui com toda essa exposição — disse Moro.
Eliziane explicou que o plano de trabalho aprovado já indicava que essas pessoas seriam ouvidas como testemunhas.
— Nós deveremos saber quem financiou e quem foram os autores intelectuais do 8 de janeiro. E para que a gente possa chegar lá, nós vamos perseguir informações. Eu quero dizer ao senhor que eu tenho muita responsabilidade referente à pessoas e tanto tenho que fiz o requerimento de convocação mas nem solicitei ainda a quebra de sigilo. O que nós temos referente a essas pessoas, são pessoas que já tiveram, inclusive, bloqueio de bens. Nós temos suspeitas consolidadas dessas pessoas. Eu não peguei nome aleatório — afirmou.
Nesse sentido, entre os nomes que prestarão depoimento à CPMI, estão os empresários: Edilson Antonio Piaia, Diomar Pedrassani, Argino Bedin, Roberta Bedin, Albert Alisson Gomes Mascarenhas, Ainesten Espírito Santo Mascarenhas, entre outros.
Cartões de vacina
Durante as discussões de encaminhamento, oposicionistas pediram a retirada do requerimento apresentado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE) que pede à Polícia Federal o compartilhamento de dados extraídos de celular e outras provas referentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro, na Operação Venire. A operação foi deflagrada com o objetivo de investigar fraudes nos cartões de vacinação do ex-presidente, de familiares e de assessores.
Na avaliação do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e do senador Magno Malta (PL-ES), o assunto não estaria dentro do fato determinado.
Para o Rogério Carvalho, porém, é pertinente seguir essa linha de investigação porque, segundo ele, alguns diálogos e a possível fraude nos documentos poderiam estar ligados ao que estava sendo planejado para o 8 de janeiro.
— O que nós estamos pedindo (e aqui eu retifico) são as informações da Operação Venire, que levou aos diálogos que têm conteúdos sobre o 8 de janeiro de 2023 — reforçou.
Mesmo sob protesto da oposição, o requerimento foi mantido na pauta e aprovado.
Abin
Muitos dos pedidos aprovados nesta terça-feira têm como objeto o pedido à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para o envio de todos os informes, informações e relatórios expedidos pelos órgãos os quais teriam indicado a possibilidade de manifestações violentas no dia 8 de janeiro. Os requerimentos solicitam data da expedição dos documentos, a relação dos destinatários além dos dados do protocolo de recebimento.
Também serão reclassificado de sigilosos para públicos os relatórios de inteligência produzidos pela agência desde dezembro de 2022 e que contenham alertas e análises dos riscos relacionados aos ataques aos prédios públicos ocorridos no início do ano. Serão compartilhados ainda os relatórios de inteligência produzidos pela Abin supostamente adulterados pelo ex-ministro do GSI de Lula, Gonçalves Dias.
A pedido do senador Esperião Amin (PP-SC) e do deputado Carlos Sampaio, a CPMI terá acesso a todos os dados e inquéritos já encaminhados à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI).
STF
Os requerimentos que pedem acesso a dados sigilosos de inquéritos que estão no âmbito do Supremo Tribunal Federal e estão relacionados ao ataques do 8 de janeiro não entraram na pauta. Arthur Maia informou que vai se reunir com o ministro da Corte, Alexandre de Moraes, ainda nesta terça-feira para deliberar sobre o assunto.
Presos
Também são requeridas informações e documentos da Vara de Execução Penal (VEP) e do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), das inspeções e vistorias eventualmente existentes sobre as condições sanitárias das acomodações e da alimentação dos presos provisórios em decorrência dos fatos relacionados ao 8 de Janeiro.
Cessão de servidores
A CPMI solicitou a cessão de sete servidores de outros órgãos para auxiliar nos trabalhos de investigação. Devem ser cedidos funcionários do Banco Central, Controladoria-Geral da União (CGU), Polícia Federal, Receita Federal, Tribunal de Contas da União (TCU), Procuradoria-Geral da República e Ministério Público Federal.
CLDF
Os documentos e todo o andamento das investigações que estão ocorrendo no âmbito da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) deverão ser compartilhados com a CPMI.
Após as votações, Arthur Maia passou a presidência da CPMI ao segundo vice-presidente, senador Magno Malta, que deu sequência a lista de oradores. Oposicionistas seguiram criticando a conduta do governistas na comissão.
Fonte: Agência Senado
Relatório propõe ações para socorrer ianomâmis e garimpeiros
O senador Dr. Hiran (PP-RR) apresentou nesta terça-feira (13) o relatório final da comissão externa que tratou da crise humanitária que atingiu os indígenas ianomâmis em Roraima. Após meses de trabalhos, visitas ao estado e reuniões com autoridades federais e estaduais, Dr. Hiran apresentou um relatório que, segundo ele, está "isento de viés ideológico" e sugere ações para o governo federal em socorro dos ianomâmis, mas também dos garimpeiros que ocuparam as terras indígenas e do próprio estado de Roraima, visando evitar que a crise humanitária se repita.
Após pedido das senadoras Leila Barros (PSB-DF) e Teresa Leitão (PT-PE), o presidente da comissão, senador Chico Rodrigues (PSB-RR), concedeu vista coletiva por 24 horas e marcou nova reunião para esta quarta-feira (14), a partir das 13h, quando o texto deverá ser votado. Teresa Leitão disse que o relatório apresentado teria "partes constrangedoras" e que por isso seria necessária uma análise mais aprofundada pelo seu partido.
Medidas econômicas
Ao apresentar o relatório, Dr. Hiran destacou as dificuldades estruturais do estado de Roraima na busca por maior desenvolvimento e disse que elas devem ser levadas em conta pelo governo. O senador afirmou também que essa situação crítica já teria cerca de 50 anos e que se a União não assumir ações estruturantes, novas crises se repetirão.
— Precisamos encontrar formas de explorar legalmente as riquezas naturais de Roraima e, como manda a Constituição, regulamentar as atividades nas terras indígenas, com todas as salvaguardas ambientais precisas. O próprio representante da Secretaria-Geral da presidência da República, Jarbas Vieira, quando depôs, abordou a importância de dialogar com garimpeiros e empresas de mineração para encontrar formas de desenvolver legalmente as atividades, fora das terras indígenas e unidades de conservação. Generalizar a marginalização de garimpeiros somente acirra conflitos, quando o que precisamos é de união — pediu o senador.
Dr. Hiran disse ser preciso pensar em formas de garantir o autossustento dos indígenas e oferecer alternativas tanto aos que garimpavam irregularmente quanto aos que, no futuro, possam ser cooptados pela ilegalidade. Nas áreas sob responsabilidade federal, é preciso favorecer investimentos que compensem as restrições e encargos que Roraima suporta, opinou.
— Além disso, se a União ajudar a desatar os nós burocráticos e lacunas regulatórias que dificultam a livre iniciativa e inibem investimentos, será uma grande ajuda para que todos, indígenas e não indígenas, possam prosperar. Hoje o desenvolvimento é encurralado por restrições, fragilidades na infraestrutura e indisponibilidade de terras — afirmou Dr. Hiran.
Na área econômica, o relatório propõe ao governo aprimorar a gestão e fazer investimentos em ciência e tecnologia em Roraima, para favorecer a abertura, migração e desenvolvimento econômico de empresas que dinamizem a economia local, permitindo acesso aos recursos de financiamento de pesquisas sobre uso de mercúrio na extração mineral junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
— Roraima tem mais da metade do território sob afetação indígena e ambiental, sob responsabilidade da União. E só metade das despesas de Roraima com os imigrantes venezuelanos foi reconhecida com direito a ressarcimento pela União, e só o fez após determinação do STF [SUpremo Tribunal Federal], mas o cumprimento não ocorreu — continuou Dr. Hiran.
Mercúrio
Ainda em relação ao uso de mercúrio pelos garimpeiros, que provoca envenenamento dos rios, o relatório aponta que já há tecnologias para retirar a substância do ambiente e tratamentos para as pessoas afetadas. O texto também sugere ao governo a estruturação de programas de incentivo à agricultura familiar indígena, para reforçar a segurança alimentar e a renda das comunidades.
Dr. Hiran ainda solicita a criação de programas de incentivo ao turismo nacional e internacional à região, visando a redução de custos para ampliar o acesso por vias terrestres, fluviais e aéreas.
— Também precisamos retomar a discussão sobre a regulamentação da exploração das riquezas das terras, como manda a Constituição, de forma séria, com a garantia de participação das comunidades, com as salvaguardas ambientais e medidas indenizatórias. Outra ação é agilizar a análise de pedidos de licença represados na ANM [Agência Nacional de Mineração] — sugeriu o senador.
Saúde para os indígenas
O relatório também recomenda uma série de ações para o incremento dos serviços de saúde na terra ianomâmi. A curto prazo, o texto pede ao governo manter as ações emergenciais de assistência já em curso "enquanto for necessário", especialmente no combate à malária e à desnutrição.
O texto propõe que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) seja consultada sobre os critérios adotados na composição das cestas básicas enviadas às famílias ianomâmis durante a Operação Yanomami, incompatíveis com seus hábitos alimentares, segundo depoimentos dos próprios indígenas à comissão.
— O governo ainda precisa contratar novos profissionais de saúde, principalmente médicos, incluindo adicionais financeiros para os médicos e equipes de saúde que compõem as equipes. Também é preciso estar atento ao reabastecimento dos estoques de medicamentos. Tem trabalhadores custeando, do próprio bolso, insumos e outras despesas — alertou Dr. Hiran.
O relatório ainda recomenda ao governo enviar "imediatamente" uma equipe de saúde para a comunidade Polapê na região de Auaris.
Outra recomendação é a realização de investimentos na formação de agentes de saúde indígena, preferencialmente da própria etnia, para o combate à malária e outras endemias. Outra ação proposta é o aumento de repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para os ianomâmi.
Fronteira
O relatório ainda pede ao governo que entre em acordo com a Venezuela para a realização de ações de combate a traficantes de armas e drogas que estariam atuando na fronteira.
Fonte: Agência Senado
CPI do MST ouve ex-presidente do Incra
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) realiza nova audiência pública nesta terça-feira (13). Desta vez os deputados convidaram o ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) Francisco Graziano para falar sobre a atual proposta de reforma agrária para o País e os casos de invasões promovidas pelo MST e pela Frente Nacional de Luta, Campo e Cidade.
Segundo a deputada Caroline de Toni (PL-SC), que propôs o convite a Graziano, a história acadêmica, política e literária evidencia o conhecimento dele sobre a questão agrária no Brasil. "O histórico demonstra que ele reúne conhecimento técnico e experiências adequadas para falar sobre as invasões de terra e atual situação agrária no País."
Além de presidir o Incra, Graziano também já foi secretário do Meio Ambiente e da Agricultura de São Paulo e deputado federal. Como escritor publicou vários livros sobre reforma agrária.
A audiência será realizada a partir das 14 horas, no plenário 2.
No fim do mês passado, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, sugeriu à CPI que investigue a origem dos recursos do MST e sugeriu que o dinheiro que financia o movimento poderia vir do narcotráfico.
MST
A CPI, instalada no último dia 17, vai investigar as invasões do MST. O colegiado é presidido pelo deputado Tenente Coronel Zucco (Republicanos-RS) e tem como relator o deputado Ricardo Salles (PL-SP), ex-ministro do Meio Ambiente no governo Bolsonaro.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Lira quer votar reforma tributária na primeira semana de julho
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), pretende colocar o texto da reforma tributária (PECs 45/19 e 110/19) em votação no Plenário na primeira semana de julho, antes do recesso parlamentar. Lira disse que, embora não se possa garantir a aprovação do texto, seu compromisso é tratar com firmeza para que a Câmara alcance o número mínimo para a aprovação da PEC (308 votos).
“Queremos uma reforma que simplifique, que traga segurança jurídica, uma melhor qualidade nos gastos nas empresas, e tratamento de igualitário sem aumento de impostos”, afirmou o presidente em entrevista à Globonews nesta segunda-feira (12).
Governabilidade
Lira voltou a dizer que a Câmara não foi obstáculo para nenhuma votação do governo, mas ressaltou que o desenho imaginado pelo Executivo para formação da base parlamentar não teve o rendimento esperado.
“Não há interesse velado meu em nenhum outro objetivo a não ser fazer um bom papel para o País, o governo tem que construir sua maioria. Eu sou um facilitador”, disse Lira, reforçando que o Planalto tem que se esforçar para construir uma base parlamentar sólida.
O presidente da Câmara elogiou o papel de articulador do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “O que o Haddad faz? Conversa, negocia texto e é franco nas conversas, isso é articulação”, disse Lira. A política, continuou, é a arte de conversar e negociar, e quando falta a conversa, tem-se dificuldades na articulação.
Segundo o presidente, os deputados não vão votar nenhuma matéria que inquiete o País ou cause desconforto fiscal. “O Congresso é conservador, liberal e o governo é progressista de esquerda”, ponderou.
Emendas
Lira também criticou o que chamou de narrativa sobre emendas e cargos no governo. De acordo o presidente da Câmara, não se pode chegar no dia de uma votação importante (como a votação da MP da reestruturação administrativa do governo), o governo liberar mais de R$ 1 bilhão em emendas e se fazer uma narrativa de que o Congresso votou porque as emendas foram liberadas.
“As emendas eram impositivas e obrigatórias”, afirmou. “Achar que é achaque, é troca, essa narrativa está errada e não faz bem para o governo, não faz para o Congresso, para o País”, criticou Lira.
Operação da PF
O presidente também foi questionado sobre a operação da Polícia Federal que investiga a compra de kits de robótica entre 2019 e 2022 para mais de 40 municípios alagoanos. “Não acho que a operação tenha sido contra mim”, disse Lira aos jornalistas.
O presidente disse ainda esperar que a investigação chegue ao fim sem vazamentos maliciosos, sem imputação de culpabilidade e que quem cometeu ilícitos seja responsabilizado.
Arcabouço fiscal e Carf
Arthur Lira afirmou que aguarda o Senado votar o texto final sobre o arcabouço fiscal. Um dos pontos que está sendo discutido pelos senadores trata do fundo constitucional do Distrito Federal. Segundo Lira, se o Senado alterar essa questão, mostrando uma base de cálculo justa, a Câmara pode manter as mudanças.
De acordo com o texto aprovado pelos deputados no mês passado, esse fundo fica sujeito às limitações de crescimento de despesa que são criadas pelo arcabouço fiscal.
Lira adiantou ainda que pretende colocar em votação na próxima terça-feira (20) o Projeto de Lei 2384/23, que retoma o voto de qualidade no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).
O texto está em regime de urgência constitucional e tranca a pauta do Plenário a partir do dia 21.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Agência Câmara de Notícias

