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Firmo Camurça destaca potencial turístico de Pacatuba e sugere políticas para o setor

Por Pedro Emmanuel Goes / ALECE

 

Deputado Firmo Camurça (União) - Foto: Paulo Rocha

 

A gestão do município de Pacatuba foi alvo de críticas e sugestões por parte do deputado Firmo Camurça (União) durante o primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (22/08). O parlamentar sugeriu, em pronunciamento, que o município possui um grande potencial turístico, mas pouco valorizado e aproveitado.

A situação atual do município, conforme observou, “é precária e faz a população desejar um novo modelo de gestão”. O deputado informou que os postos de saúde carecem de medicamentos e de profissionais e que escolas funcionam de forma deficitária, pelos mesmos motivos. “Faltam zelo e compromisso por parte da atual gestão”, afirmou.

Ele explicou que Pacatuba dispõe de alguns “indutores naturais de crescimento”, tais como a população de 81 mil habitantes, um povo “acolhedor e trabalhador”; a Serra da Aratanha “de grande potencial turístico”, e a CE 060, que corta toda a cidade e pode ser, conforme observou, rota de atratividade para indústria e comércio. “Políticas voltadas para essas três vertentes são capazes de gerar desenvolvimento e emancipar o povo de Pacatuba”, disse.

De acordo com ele, algumas medidas pontuais, já propostas em outro momento, poderiam colaborar para alavancar a economia local e proporcionar melhorias na qualidade de vida. Entre elas está a expansão da linha de metrô da estação Vila das Flores até o Centro de Pacatuba. Outra medida é a implantação de um campus do Instituto Federal do Ceará, que beneficiaria não só Pacatuba, mas municípios próximos. 

Já para a gestão do município de Madalena, Firmo Camurça direcionou vários elogios. De acordo com ele, a atual gestão tem uma legítima preocupação com a população e com os servidores do município, sendo um dos poucos municípios cearenses, ainda de acordo com ele, a ter as contas equilibradas. 

Em aparte, o deputado Moésio Loiola (Progressistas) também considerou que a gestão de Pacatuba tem perdido diversas oportunidades de fortalecer a economia local ao não considerar o turismo. A Bica das Andreas, de acordo com ele, é um exemplo de recurso com capacidade de impulsionar o fluxo turístico e que não é aproveitado pela gestão.

Já o deputado Almir Bié (Progressistas) fez referência ao município de Madalena, uma de suas bases eleitorais, e reforçou os elogios à gestão. “Grandes lideranças que têm se dedicado a fazer o município se desenvolver”, disse. 

Edição: Adriana Thomasi   

Missias Dias aponta recursos do novo PAC para obras de infraestrutura no Ceará

Por Gleydson Silva / ALECE

 

Deputado Missias Dias (PT) - Foto: Paulo Rocha

 

O deputado Missias Dias (PT) apontou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta terça-feira (22/08), a destinação de recursos oriundos do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), recentemente anunciado pelo Governo Federal, para obras de infraestrutura no Estado.

No Ceará, estão incluídas no novo PAC, conforme o deputado, obras como: adequação do Anel Rodoviário de Fortaleza – BR-020; a duplicação da BR-116 até Tabuleiro do Norte; duplicação do Eixão das Águas do Ceará; a Transnordestina, com 608km no Ceará; o Cinturão das Águas do Ceará – Trecho I; o ramal do Rio Salgado; e a retomada de construção de mais de 8.200 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida, além da construção da barragem Lago de Fronteiras, em Crateús.

“Essas ações do PAC vão beneficiar não só o Estado do Ceará, mas para a população cearense, de fato. Não tinha dúvidas de que, quando tivéssemos um presidente comprometido com o seu povo, as coisas iriam melhorar. São R$ 73,2 bilhões que serão investidos nos próximos anos, no Governo Lula, no Estado do Ceará”, afirmou.

Missias Dias afirmou que os investimentos federais deverão se somar com os recursos, esforços e metas definidas pelo governador Elmano de Freitas para o Ceará. “Não tenho dúvidas que tudo isso irá melhorar a vida do nosso povo. Que volte o diálogo do Governo Federal com os Estados, para trabalharmos sempre mais para o nosso povo”, pontuou.

O parlamentar comentou ainda a participação e a importância da jornada nacional de mobilização conhecido como Macha das Margaridas, que reuniu mulheres de movimentos “que lutam por direitos, por democracia e pelo bem viver, no campo e na cidade”. “Um momento de homenagear e reconhecer a luta das mulheres, que lutam tão bem pelos seus direitos. Direitos esses não só das mulheres, mas de termos um país mais justo e igualitário, onde as mulheres possam ser respeitadas e terem seus direitos garantidos”, disse.

De acordo com o deputado, mais de 100 mil mulheres, de todo o Brasil, participaram da Macha das Margaridas, que contou com a presença do presidente Lula, parlamentares e movimentos sociais, e foi anunciado importantes medidas em proteção e apoio às mulheres.

Entre as ações do Governo Federal em prol das mulheres estão oito decretos. O deputado Missias Dias destacou alguns, como: o lançamento do Programa Quintal Produtivo; prioridade das mulheres chefes de família na reforma agrária; criação da Comissão de Enfrentamento à Violência no Campo; Criação de Grupo de Trabalho Interministerial para construir o Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural; o Programa Nacional de Cidadania e Bem Viver para as Mulheres Rurais; o Pacto Nacional de Prevenção dos Feminicídios; o Programa Bolsa Verde, e outros. “Todos esses decretos vão potencializar e fortalecer todos aqueles e aquelas que lutam por um país inclusivo, com oportunidade, emprego e renda, amenizando a fome e a miséria do nosso povo”, avaliou. 

Edição: Adriana Thomasi

Senadores pedem vistas, e projeto do Carf deverá ser votado em comissão na quarta

Victoria Azevedo / FOLHA DE SP

 

Considerado prioritário para o governo federal, o projeto de lei que muda as regras do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) deverá ser votado na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado na tarde nesta quarta-feira (23), após pedido de vistas coletivo de senadores em sessão do colegiado desta terça-feira (22).

O Carf é uma espécie de tribunal administrativo que julga disputas bilionárias entre União e contribuintes sobre o pagamento de impostos. Após ser votada na CAE, a matéria ainda terá de ser apreciada pelo plenário do Senado.

Nesta terça, o relator da matéria, senador Otto Alencar (PSD), apresentou seu relatório com a inclusão de seis emendas que fazem ajustes de redação no texto original aprovado pela Câmara dos Deputados em julho.

O senador elogiou o trabalho "muito meticuloso" feito pelos deputados na construção do texto. "Ele foi realmente feito com essa visão de respeitar os interesses do contribuinte, mas também dando à União as condições de, no conselho dos recursos fiscais, analisar essa matéria."

O projeto devolve ao Executivo o chamado voto de qualidade. O mecanismo dá ao governo federal o poder de desempate em julgamentos de litígios tributários, o que poderia assegurar parte das receitas que contribuir para o plano do ministro Fernando Haddad de zerar o déficit e reequilibrar as contas públicas.

Na sessão desta terça, senadores como Teresa Cristina (PP-MS), Izalci Lucas (PSDB-DF), Mecias de Jesus (Republicanos-RR) e Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) reclamaram que o relatório foi disponibilizado pouco antes da sessão, afirmando que isso inviabilizaria a discussão do texto com mais propriedade.

Eles chegaram a sugerir um prazo de sete dias para o presidente da comissão, mas o pedido de vistas concedido foi de 24 horas.

"Acho que o texto da Câmara pode ser melhorado. Temos que alterar o texto, sim, e ele voltar para a Câmara. Esse é o nosso papel, somos a casa revisora", disse Izalci Lucas.

Mecias de Jesus criticou o conteúdo do projeto aprovado, afirmando que ele transforma o Carf "em um tribunal arrecadador".

Líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que o governo "não está fazendo aqui nenhuma aberração" e que tanto o presidente Lula (PT) quanto Haddad não têm intenção de "querer cair em uma bobagem de irresponsabilidade fiscal".

Ele concordou com os senadores, no entanto, sobre o prazo de discussão do texto no Senado e criticou a Câmara dos Deputados. "Precisamos arrumar o regimento interno das duas Casas. Concordo que é um absurdo que aqui tudo chegue com o tempo esgotado, aos 45 minutos do segundo tempo. Essa Casa tem que ser respeitada."

Ao deixar a sessão, Jaques afirmou que já era esperado que senadores pediriam vistas, por se tratar de uma matéria complexa. Ele também disse que acha difícil que o projeto seja votado em plenário ainda nesta quarta-feira. "Talvez seja mais razoável falar em semana que vem."

O governo federal projeta uma arrecadação de cerca de R$ 40 bilhões com a proposta em 2024. Como a Folha mostrou, no entanto, uma série de "jabutis" incluído pela Câmara no texto pode reduzir esse potencial.

O texto foi aprovado pelo plenário na Câmara em 7 de julho após intensa negociação da Fazenda com a Casa, que inicialmente tinha fortes resistências às modificações —o voto de qualidade havia sido derrubado em 2020 pelo Congresso.

Cristiane Leitão aponta resultados de gestão sistêmica da Alece no Conexão Assembleia

Por Pedro Emmanuel Goes / ALECE

 

Primeira-dama da Alece, Cristiane Leitão - Foto: Bia Medeiros

 

A adoção de um modelo sistêmico de gestão pela Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) tem ampliado a efetividade dos serviços ofertados pela Casa e aproximado ainda mais as pessoas do Parlamento cearense. A avaliação foi feita pela primeira-dama da Alece, Cristiane Leitão, em entrevista à jornalista Kézya Diniz no Conexão Assembleia, programa multiplataforma da rádio FM Assembleia (96,7MHz) transmitido na manhã desta segunda-feira (21/08).

Durante a conversa, ela falou um pouco dos desafios de se implantar uma gestão sistêmica no serviço público e dos resultados obtidos até o momento. Idealizadora do Comitê de Responsabilidade Social da Alece, Cristiane Leitão frisou que implantar um modelo de gestão sistêmica num órgão público foi um grande desafio. “Era algo muito novo quando iniciamos esse trabalho e, para lançar esse olhar para cada departamento, teríamos que estar dispostos a fazer as mudanças necessárias para que as três leis sistêmicas - pertencimento, hierarquia e equilíbrio no dar e no receber - fossem aplicadas e os bons resultados começassem a surgir”, disse.

Esse novo modelo, conforme observou, aumentou a efetividade do trabalho realizado pelos servidores, que puderam estar nos lugares e nas condições em que suas potencialidades verdadeiras fossem mais amplamente aproveitadas. Da mesma forma, aproximou ainda mais a população do Parlamento com a oferta de novos serviços e um retorno necessário às comunidades do entorno da Alece.

“Hoje nós temos diversas células no Departamento de Saúde da Casa, serviço que é prioritariamente destinado aos servidores e seus dependentes, mas agora dispomos 20% das vagas para os moradores das comunidades do entorno. Da mesma forma, estamos trabalhando com ações educacionais e revitalização dessas comunidades, uma contrapartida necessária, vistos os impactos e alteração do fluxo cotidiano que a presença da Alece nessa região implica”, disse, ressaltando a “sensibilidade do presidente da Casa, deputado Evandro Leitão (PDT), ao considerar esse olhar”.

O Comitê de Responsabilidade Social, que teve seu embrião na Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Mental, lançada em 2019, hoje age por meio de quatro células: Célula de Fomento à Cidadania e ao Empreendedorismo de Impacto Social, de Saúde Mental e Práticas Sistêmicas Restaurativas, de Saúde e Segurança do Trabalho e de Sustentabilidade e Gestão Ambiental.

As quatro células atuam conforme os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e alinhadas à Agenda 2030. A organização rendeu à Alece, por meio da Escola Superior do Parlamento Cearense, participação na 6ª Semana de Avaliação das Escolas de Governo (Saeg). Cristiane Leitão vai participar do evento, que deve acontecer nos dias 14 e 15 de setembro, em Genebra, Suíça.

“Seremos a única escola legislativa a participar do evento. Lá, eu devo apresentar as ações do Comitê de Responsabilidade Social da Alece e mostrar como conseguimos alinhar nossas ações às ODSs da ONU. É um grande reconhecimento de como o trabalho sistêmico que temos desenvolvido na Assembleia, uma organização pública, e portanto, muito fechada em hábitos, tem se expandido e chegado longe”, observou.

Já na Assembleia Legislativa, o modelo de gestão sistêmica será tema de seminário, o I Seminário de Gestão Sistêmica do Ceará, promovido pelo Comitê de Responsabilidade Social da Casa. O evento acontece em 30 de agosto, no auditório Murilo Aguiar, e conta com intensa programação conduzida por profissionais das áreas de saúde, direito, educação, administração além de parlamentares, com troca de experiências entre os presentes. As inscrições podem ser feitas neste link.

Para assistir à entrevista completa de Cristiane Leitão à jornalista Kézya Diniz, em que ela aborda as ações desenvolvidas pelo Comitê de Responsabilidade Social e outros resultados conquistados pelo novo modelo de gestão da Alece, basta acessar este link da transmissão do programa no YouTube.

Conexão Assembleia é um programa multiplataforma da rádio FM Assembleia (96,7MHz), transmitido também pelo canal da emissora no YouTube, às segundas-feiras, a partir das 8h. A produção é veiculada ainda na TV Assembleia, às segundas-feiras, às 20h30, e fica disponível no podcast da emissora. Basta procurar o canal nas principais plataformas de áudio, como SpotifyDeezerApple Podcasts e Google Podcasts. 

Edição: Adriana Thomasi

Comissão de Viação e Transporte debate asfaltamento de CE-356 nesta terça

Por Luciana Meneses / ALECE

 

CE-356 - Foto: Portal Governo do Estado do Ceará

A Comissão de Viação, Transporte e Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) promove, nesta terça-feira (22/08), a partir das 14h, audiência pública para tratar do asfaltamento da CE-356.

Realizado no Complexo de Comissões Técnicas da Alece, o encontro atende solicitação do presidente do colegiado, deputado Antônio Henrique (PDT), e se propõe a discutir sobre a estrada estadual localizada nas proximidades do Triângulo de Aracoiaba, asfaltamento reivindicado pela sociedade civil por meio do Movimento CE-356. 

O parlamentar disse ter esperança de que durante a audiência se obtenham respostas sobre projetos e prazos para a obra. “Trata-se de uma promessa antiga que ainda não foi cumprida pelo Governo Estadual. Como parlamentar, considero inadmissível que uma rodovia tão importante para o escoamento de produtos agrícolas e para o transporte de mais de 20 mil moradores da região continue sendo negligenciada pelas autoridades competentes”, avaliou. 

Foram convidados para a audiência a senhora Vitória Vieira Inácio, líder do Movimento CE-356; o secretário das Cidades do Ceará, Zezinho Albuquerque; o superintendente da Superintendência de Obras Públicas do Ceará (Sop), Quintino Vieira; a gerente da Superintendência de Obras Públicas do Ceará (Sop), Mônica de Holanda; o secretário de Infraestrutura (Seinfra) do Ceará, Antônio Nei de Sousa, entre outros.

Edição: Adriana Thomasi

Transporte gratuito em eleição está na pauta do Plenário desta terça

Está na pauta do Plenário desta terça-feira (22) a proposta de emenda à Constituição que garante ao eleitor acesso gratuito ao serviço de transporte para votar no dia da eleição (PEC 38/2022). A PEC vai cumprir sua segunda sessão de discussão, já que começou a tramitar no Plenário na última quarta-feira (16). A previsão constitucional é que uma PEC cumpra, no Plenário, cinco sessões de discussão em primeiro turno e outras três em segundo turno. A sessão deliberativa está marcada para as 14h.

 

Com o senador Rogério Carvalho (PT-SE) como primeiro signatário e relatada pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO), a PEC acrescenta um dispositivo no texto da Carta Magna para estabelecer que “nos dias de realização de eleições, em primeiro e segundo turnos, é garantida a gratuidade dos serviços de transporte público coletivo de passageiros, urbano, semiurbano, intermunicipal e interestadual, rodoviário e aquaviário, nos termos da lei".

 

 

O objetivo da proposta é possibilitar ao cidadão que tem seu domicílio eleitoral em lugar diverso do de sua residência, ou que se encontra em dificuldades para custear seu transporte, exercer seu direito ao voto sem que para isso tenha que comprometer parte de sua renda.

Calamidades

Também consta da pauta do Plenário o projeto que garante reserva de recursos no Orçamento da União para atender calamidades públicas (PLP 257/2019). A matéria, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF), estava prevista para ser votada na quarta-feira passada, mas foi retirada de pauta a pedido do relator, senador Omar Aziz (PSD-AM).

 

O projeto altera a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF – Lei Complementar 101, de 2000) para garantir que sejam reservados recursos “para apoiar ações que atendam a situações de calamidades públicas, conforme regulamento”. O dinheiro poderá ser transferido para estados e municípios por meio do Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e Defesa Civil (Funcap). Caso não sejam usados até setembro de cada ano, os recursos seriam aplicados em outros imprevistos. 

 

Código Militar

O Plenário ainda deve votar o projeto que altera o Código Penal Militar (CPM – DL1.001, de 1969). O  PL 2.233/2022, que tem o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) como relator, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em maio passado e encaminhado ao Plenário. No entanto, a matéria voltou à CCJ para a análise de uma emenda apresentada pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). Depois de a emenda ser rejeitada na comissão, o projeto vai ao Plenário mais uma vez.

 

Entre as principais alterações contidas no projeto, está a retirada dos chamados “excludentes de ilicitude” — conjunto de definições extras para a legítima defesa. Também foi excluída do CPM a previsão de pena de detenção de dois meses a um ano e se o militar criticar publicamente qualquer resolução do governo. A proposta ainda acrescenta ao CPM os crimes já considerados hediondos pela Lei 8.072, de 1990, como homicídio qualificado, estupro e latrocínio.

 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

CCJ aprova proposta que responsabiliza locadora negligente por dano causado por locatário

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2464/19, que estabelece a responsabilidade solidária das locadoras de automóveis sobre danos causados pelos locatários no uso do bem, nos casos em que o locador agir com negligência, imprudência, imperícia ou dolo (intenção).  O texto altera o Código Civil (Lei 10.406/02).

 

O relator, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), recomendou a aprovação da proposta após apresentar emenda com ajuste na redação. Como o texto tramitava em caráter conclusivo, deverá seguir agora para o Senado, a menos que haja recurso para análise do Plenário da Câmara.

 

“Considerando que a legislação atual não trata de forma clara a responsabilidade dos locadores de bens móveis sobre os atos praticados pelos locatários, é necessária a inclusão de dispositivo que determine objetivamente os critérios de responsabilização solidária nesse tipo de relação jurídica”, disse Aureo Ribeiro.

 

Segundo o autor da proposta, o ex-deputado Vanderlei Macris (SP), cabe ao locador agir com cautela na locação de seus bens, devendo zelar pelo estado de conservação do mesmo, o que pode evitar danos causados pelo locatário posteriormente.

 

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Rodrigo Bittar

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Lira defende reforma administrativa e quer atenção do governo para o tema

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), defendeu o controle das despesas públicas e cobrou do governo que se debruce sobre o tema. Lira lembrou que a reforma administrativa está pronta para ser votada pelo Plenário. Para o presidente, é preciso debater o assunto para garantir um País mais justo.

 

“Temos que discutir despesas, já que não podemos aumentar impostos”, disse Lira em evento promovido pela Fiesp que debateu a reforma tributária.


“Precisamos que o governo se debruce sobre esse tema, não vamos tirar direito de ninguém, mas precisamos ter uma despesa mais controlada e um Brasil mais justo”, afirmou.

 

Sobre a reforma tributária, Lira afirmou que entende as dificuldades que o Senado vai enfrentar em relação aos interesses dos entes federativos. Segundo ele, os senadores vão aprimorar o texto. Lira destacou que o diálogo entre as duas Casas do Legislativo é importante para que haja celeridade na promulgação da matéria.


“Precisamos de um texto comum, igual, e em busca desse consenso vamos continuar conversando”, afirmou.

 

“Portanto, não adianta a Câmara se impor com estados com mais representação mais volumosa, que o Senado vai corrigir. E, se o Senado juntar ao Norte e ao Nordeste e se sobrepor ao Sudeste e ao Sul, a Câmara vai rever. Daí é a inteligência desse equilíbrio bicameral”, disse o presidente.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Líderes do Congresso dizem que não há acordo para volta do imposto sindical

Por Lauriberto Pompeu — Brasília / O GLOBO

 

Líderes da Câmara e do Senado reagiram negativamente após o governo estudar a volta do imposto sindical obrigatório. A medida foi criticada pela oposição nas redes sociais e não agradou parlamentares que se classificam como independentes. Líderes de partidos da base também evitaram assumir a defesa da ideia.

 

O líder do União Brasil no Senado, Efraim Filho (PB), declarou que o fim da obrigatoriedade do imposto sindical foi aprovado com placares confortáveis na Câmara e no Senado. Em 2017, os deputados aprovaram a reforma trabalhista por 296 a 177 votos e os senadores por 47 a 27.

– Não creio (que o Congresso irá aprovar). O tema tem uma memória muito negativa no Congresso e foi extinto com uma margem larga de votos. Dificilmente o entendimento será revertido – disse.

 

O líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões Jr. (AL), evitou fazer críticas duras à ideia, mas disse que o governo não iniciou a discussão do tema no Congresso e avaliou que não pode haver uma revogação de toda a reforma trabalhista.

 

– Como a gente vai medir o pulso do que não existe? Não há resistência nenhuma em discutir, (mas) não há nenhuma matéria tramitando nesse sentido ainda. O governo não chamou. Se houver essa discussão, que seja uma discussão pontual, não mais ampla do ponto de vista da legislação trabalhista – declarou ao GLOBO.

 

Como mostrou o GLOBO, o imposto seria vinculado a acordos de reajuste salarial entre patrões e empregados, que tenham intermediação sindical.

As críticas acontecem em meio a dificuldade de o governo estabelecer uma base na Câmara. O Palácio do Planalto já anunciou que os deputados Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) e André Fufuca (PP-MA) serão ministros, mas ainda não há acordo sobre que pastas comandarão.

O desejo do PP de comandar o Ministério de Desenvolvimento Social travou as negociações, que só serão retomadas com a volta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de uma viagem a países da África, no dia 28.

 

Enquanto isso, o governo tem dificuldades em avançar, na Câmara, com a aprovação do arcabouço fiscal e com as medidas provisórias do reajuste dos servidores, que perde a validade na próxima sexta, e as do salário mínimo e do programa de alimentos de trabalhos, que vencem na próxima segunda-feira.

 

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, classificou a ideia de retornar com a obrigatoriedade do imposto sindical como parte de "uma agenda de retrocessos". Marinho foi o relator do texto da reforma trabalhista quando era deputado.

"Os pelegos que tiveram a subtração do famigerado imposto sindical obrigatório, com a reforma trabalhista, voltam com força total na agenda de retrocessos do PT. Vamos estar vigilantes para evitar mais essa apropriação do salário do trabalhador brasileiro", disse em mensagem publicada nas redes sociais.

 

Uma minuta do projeto em avaliação pelo governo define um limite para a nova taxa de até 1% do rendimento anual do trabalhador, a ser descontada na folha de pagamento. Esse valor pode corresponder a até três dias e meio de trabalho, segundo especialistas.

Também em uma rede social, o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, partido que negocia um ministério no governo, disse que o partido fechará questão contra a ideia do imposto, caso ela chegue ao plenário.

"A volta do atraso de cobrar imposto sindical é sem dúvida uma das cláusulas pétreas que discutirei em nossa Agenda Central do Progressistas, pautas em que fecharemos questão conta por unanimidade. O atraso tem limite", disse Nogueira.

A reforma trabalhista aprovada pelo Congresso em 2017 acabou com a obrigatoriedade do imposto sindical. O ex-deputado Eduardo Jorge (PV-SP), que faz parte de um partido federado com o PT, também criticou a ideia.

"Burocracia sindical X trabalhador. Cuidado! A volta do imposto sindical multiplicado por três", afirmou.

Alece realiza audiência para apresentação de relatório do 1º quadrimestre de 2023

Por Ariadne Sousa / ALECE

 

 - Foto: Arquivo Alece
 

A Comissão de Previdência Social e Saúde (CPSS) da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), realiza, nesta quinta-feira (17/08), a partir das 14h, audiência pública para recebimento da apresentação do 1º Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) de 2023. 

O encontro atende a solicitação da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa) e visa dar publicidade ao RDQA, um instrumento de monitoramento e acompanhamento da execução da Programação Anual de Saúde (PAS), que tem seu regramento estabelecido por meio da Portaria de Consolidação nº 1, de 28 de setembro de 2017.

Na ocasião, serão apresentados os dados relativos aos meses de janeiro, fevereiro, março e abril deste ano, dando transparência e prestando conta das ações realizadas pela gestão da saúde do Estado. 

Edição: Lusiana Freire

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