CCJ aprova projeto que prevê ISS fixo para escritório de advocacia que optar pelo Simples Nacional
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto que faculta a adoção de alíquotas fixas para o Imposto sobre Serviços (ISS) no caso de sociedades de advogados optantes pelo Simples Nacional, na forma a ser definida por legislação municipal.
A relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), recomendou a aprovação do substitutivo da Comissão de Finanças e Tributação para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 49/15, do deputado Fausto Pinato (PP-SP). “O texto inova o ordenamento jurídico e apresenta alcance geral”, destacou Laura Carneiro.
A proposta aprovada altera o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, que prevê cálculo do ISS de acordo com o faturamento no caso da sociedade de advogados. Pela proposta, o valor fixo do ISS poderá ser definido por profissional contratado.
Segundo Fausto Pinato, a Lei Complementar 147/14 permitiu às sociedades de advogados a opção pelo Simples Nacional. “Tradicionalmente, o recolhimento é efetuado por valor fixo, mas a Tabela de Tributação do Simples Nacional inclui a alíquota de ISS, que pode alcançar 5% do faturamento”, explicou o deputado.
Tramitação
O projeto ainda será analisado pelo Plenário da Câmara dos Deputados.
Reportagem – Ralph Machado
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Agência Câmara de Notícias
CPMI do 8 de janeiro: presidente blinda sigilo de Bolsonaro e frustra base de Lula
Por Augusto Tenório / O ESTADÃO DE SP
O presidente da CPMI do 8 de janeiro, deputado Arthur Maia (União Brasil-BA), frustrou a base do presidente Lula ao deixar de fora da pauta da semana os requerimentos que pedem a quebra de sigilo bancário do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O vice-líder do governo na Câmara Rogério Correia (PT-MG) afirma que ainda vai procurar Arthur Maia para convencê-lo a pautar os pedidos.
Governistas ampliaram a defesa da quebra dos sigilos, demanda também apresentada pela Polícia Federal ao STF, após investigações descobrirem um suposto esquema de venda no exterior de joias que o ex-presidente ganhou de presente quando estava no cargo.
“Vamos solicitar amanhã um debate sobre o tema e buscar mostrar o vínculo e a importância dessa investigação [das joias] no contexto da tentativa de golpe”, disse Rogério Correia à Coluna. Até o momento, a pauta da semana prevê apenas o depoimento do fotojornalista Adriano Machado na terça-feira, 14, e do hacker Walter Delgatti na quinta-feira, 17.
A interlocutores, Arthur Maia manifesta resistência em unir a investigação do caso das joias aos trabalhos da CPMI sobre os atos golpistas.
De autoria da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), o pedido de quebra de sigilo de Michelle Bolsonaro aguarda avaliação desde 1º de agosto. Já o de Jair Bolsonaro foi protocolado pelo próprio Rogério Correia.
Procurado pela Coluna, Arthur Maia não respondeu.
Firmo Camurça repudia constrangimento sofrido por deputada Fernanda Pessoa
Deputado Firmo Camurça (União) - Foto: Junior Pio
O deputado Firmo Camurça (União) repudiou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (10/08), a atitude da deputada Federal Bia Kicis (PL-DF), em convidar a deputada federal Fernanda Pessoa (União-CE) a se retirar de uma audiência de comissão da Câmara.
A gafe aconteceu na última quarta-feira (09/08) durante a audiência da
Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara.No momento, solicitou que pessoas sem mandato parlamentar se retirassem do local durante audiência com a ministra da Saúde, Nísia Trindade. “Ontem durante uma audiência com a ministra da Saúde, nossa deputada Fernanda Pessoa foi constrangida por sua colega. A presidente de uma comissão chama a polícia parlamentar para retirar uma colega de sala, um verdadeiro exemplo de postura abusiva e falta de preparo. Por isso, apresentaremos aqui uma nota de repúdio pelo fato, em solidariedade por nossa querida Fernanda”, justificou Firmo Camurça.
Outro assunto abordado pelo parlamentar foi o desabamento de um ginásio poliesportivo em Pacatuba. Para ele, se trata do reflexo da falta de manutenção de equipamentos públicos pela gestão. “Um ginásio localizado na Avenida 25 do Jereissati II em Pacatuba desabou. E lembro aqui que o mesmo já estava inutilizado e interditado para manutenção, mas não esperávamos que chegasse a esse ponto. E esse é só um exemplo do descaso dessa gestão, mas posso citar a praça Mais Infância totalmente destruída e o funcionamento de creches interrompido a cada 15 dias”, apontou.
O deputado parabenizou o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, por mais um ano estar entre os melhores prefeitos do Ceará. “O prêmio só confirma o zelo da gestão em todas as áreas daquele município e a motivação com que nosso prefeito serve à população”, elogiou.
Em aparte, o deputado Guilherme Sampaio (PT) se associou ao colega deputado e defendeu a deputada federal Fernanda Pessoa. “Bia Kicis é conhecida por ataques ao Supremo Tribunal e outras posturas incompatíveis com a etiqueta necessária dentro de um Parlamento. Por si só, a grosseria e falta de educação, já merecia nosso repúdio. Não podemos nos calar diante da utilização indevida das prorrogativas de deputados para abusar do poder. É uma pessoa despreparada. Nossa solidariedade à deputada Fernanda”, declarou.
A deputada Dra. Silvana (PL), por sua vez, se desculpou em nome do Partido Liberal. “Peço desculpas à deputada Fernanda, minha amiga, em nome do PL. A deputada Bia é do nosso partido e tenho certeza que ela não teve má intenção. Se trata de um mal entendido e uma atitude infeliz. Que Fernanda se sinta abraçada e receba o nosso carinho”, esclareceu.
Para o deputado Alcides Fernandes (PL), a nota de repúdio é desnecessária, uma vez que a deputada reconheceu o erro e se desculpou de imediato. “Imaginem uma casa com mais de 500 deputados? São muitas pessoas e situações como essa acabam por acontecer, não de forma intencional. Mas naquele momento mesmo, a parlamentar que errou pediu desculpas. Acredito que, se houve esse pedido de imediato, deve-se passar uma borracha nisso”, aconselhou.
Luciana Meneses
Edição: Adriana Thomasi
CPI da Enel é instalada na Assembleia Legislativa do Ceará
Por Luciana Meneses e Juliana Melo / ALECE
- Foto: Paulo Rocha
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará supostas irregularidades e abusos por parte da Enel Distribuidora de Energia foi instalada na manhã desta quinta-feira (10/08) na Assembleia Legislativa do Estado Ceará.
A investigação foi aprovada de forma unânime pela Casa e teve seu colegiado anunciado durante a sessão plenária. Já a primeira reunião aconteceu após o fim da sessão e elegeu como presidente da comissão o deputado Fernando Santana (PT), com a vice-presidência do deputado Carmelo Neto (PL) e relatoria do deputado Guilherme Landim (PDT).
O presidente Fernando Santana (PT) reforçou que o objetivo da CPI é investigar de forma isenta, séria e honesta as denúncias de irregularidades cometidas pela Enel após todas as tentativas por parte da Assembleia em conseguir da Enel qualquer reparação ou melhoria em seus serviços.
“Quero frisar aqui que não se trata de uma caça às bruxas. Ministério Público e Decon seguem aplicando multas milionárias na Enel após confirmar irregularidades, mas até hoje a mesma não nos apresentou qualquer intenção ou plano de melhoria. Agora, com a comissão, temos o poder de acesso a informações inclusive da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que é quem deve regular e fiscalizar, mas não tem feito isso”, explicou.
Para o deputado Carmelo Neto, vice-presidente da comissão, não é justo a Enel cometer centenas de irregularidades e simplesmente decidir vender seus ativos. “Não é possível que fechemos os olhos para o que foi causado até aqui ao consumidor cearense. Vamos realizar uma comissão realmente produtiva e que traga bons frutos”, afirmou. O deputado Guilherme Landim (PDT), enquanto relator, agradeceu a confiança e reiterou seu compromisso para trabalhar com isenção e afinco. “Vamos dar a resposta que o povo cearense merece. Uma empresa que desobedece cláusulas contratuais e decisões judiciais, que tem lucros acima de R$ 600 milhões líquidos praticamente ri de uma multa de R$ 15 milhões. E agora quer vender algo que não pode, que é a garantia da concessão por mais 30 anos. Precisamos estar juntos em prol de, no mínimo, melhorar o serviço prestado à população cearense”, avaliou.
A CPI da Enel é composta também pelos deputados Bruno Pedrosa (PDT), Agenor Neto (MDB), Romeu Aldigueri (PDT), De Assis Diniz (PT), Felipe Mota (União) e Gabriela Aguiar (PSD). Na suplência estão os deputados Antônio Henrique (PDT), Lia Gomes (PDT), Danniel Oliveira (MDB), Dra. Silvana (PL), Sargento Reginauro (União), Larissa Gaspar (PT), Guilherme Sampaio (PT) e Simão Pedro (PSD).
Após a reunião, os parlamentares fizeram coletiva de imprensa, e o presidente da CPI da Enel, Fernando Santana (PT), informou que será apresentado o cronograma dos trabalhos na próxima semana. Ele ressaltou ainda que serão realizadas reuniões no interior para ouvir a população das diferentes regiões.
"Os problemas não são enfrentados apenas pela população. Há reclamações de prefeitos de todos os municípios cearenses, e o Governo do Estado do Ceará também passou problemas com a empresa, quando tentou inaugurar escola e não conseguiu por falta de energia elétrica. O mesmo aconteceu com prefeitos que tentam inaugurar postos de saúde e não conseguem fazer isso no tempo que haviam programado, setor privado também", afirmou.
Fernando Santana lembrou que a Assembleia Legislativa de Goiás também já fez esse trabalho por meio de uma CPI e que a Enel saiu daquele estado, bem como a Assembleia Legislativa de São Paulo abre agora uma CPI contra a Enel.
"Depois que esta Casa começou a reverberar o sentimento da população, a Enel começou a dizer que quer vender seus ativos. Uma empresa que lucra milhões quer sair do Ceará? Como a empresa justifica a falta de investimento, como justifica essas milhares de denúncias e reclamações, sendo que a empresa nunca chegou a ficar no vermelho?"
Edição: Lusiana Freire
Base de Lula já planeja ‘festa’ na CPI do MST mas segue na mão do Centrão
Por Augusto Tenório / O ESTDÃO DSP
Após passar por maus momentos, a base do presidente Lula na CPI do MST respira aliviada e planeja uma manifestação festiva, com convite a celebridades de esquerda, no depoimento de João Pedro Stédile, líder sem-terra, ainda sem data marcada. A comemoração é porque o Planalto conseguiu formar maioria no colegiado e até cancelar a convocação do ministro Rui Costa (Casa Civil), com apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Mas algumas lideranças governistas, ouvidas sob reserva, pregam cautela. Alertam que o cenário não é consolidado e pode mudar caso os partidos do Centrão não se sintam contemplados na reforma ministerial.
Republicanos e PP trocaram integrantes da CPI para agradar o presidente Lula e garantir um colegiado menos oposicionista. Os dois partidos estão em meio à negociação com o governo para os deputados Silvio Costa Filho (PE) e André Fufuca (MA) serem nomeados ministros.
Até o União Brasil, que recentemente trocou Daniela Carneiro por Celso Sabino no Ministério do Turismo, fez alterações no colegiado para ficar bem com o governo. As trocas foram negociadas pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).
Por enquanto, o foco governista é garantir que as convocações já aprovadas na CPI ocorram com o menor desgaste possível para o Planalto. Nesta quinta, 10, a oitiva será com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira.
Oposição tenta reação
Enquanto isso, o presidente da CPI, Luciano Zucco (Republicanos-RS), afirmou a aliados que vai procurar o presidente da Câmara, Arthur Lira, e os líderes para tentar contornar a situação e devolver a força da oposição no colegiado. O grupo quer manter o cronograma de convocações. Além dos depoimentos, os bolsonaristas querem manter a agenda de diligências: a próxima será nesta sexta-feira, 11, em Alagoas.
Presidente da CPI do MST diz que deixará Republicanos caso o partido entre no governo Lula
Por Luísa Marzullo / O GLOBO
Apoiador ferrenho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente da CPI do MST Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS) não observa com bons olhos a aproximação de seu partido com o governo Lula (PT). Atualmente, o Republicanos negocia para que o deputado Silvio Costa Filho (PE) comande um ministério.
Em entrevista ao GLOBO, Zucco afirmou ser "100% contra" a qualquer ação junto ao governo vigente:
— Eu sempre falei desde o início que não acredito que seja positiva qualquer tipo de ação junto ao governo vigente. Vou manter a minha posição contrária a qualquer entrada e aí logicamente vamos dialogar com o partido para mostrar que realmente o Republicanos não ganha nada com a entrada no governo Lula.
Caso haja uma insistência por parte do Republicanos, o deputado disse que prefere migrar para outro partido:
---- Eu não acredito que o Republicanos vai fazer parte do governo, mas caso assim o faça, não tenho dúvidas que inúmeros apoiadores vão preferir migrar para outra legenda. Caso faça parte, vou entrar em contato com a legenda. Realmente não está na minha vontade estar num partido alicerceado com o governo Lula.
Nesta quarta-feira, como noticiou o GLOBO, o partido do presidente da CPI do MST contribuiu para o esvaziamento do colegiado. Sete parlamentares da oposição foram retirados da comissão ---- o Republicanos pediu a substituição do titular Messias Donato (ES) e do suplente Diego Garcia (PR).
---- Me gerou decepção. Foi muito negativo para os parlamentares que foram afetados: tanto eu na presidência, como os outros dois que souberam dos seus desligamentos pela imprensa. Foi desnecessário, algo que a gente acredita que não deveria ocorrer.
CPI pode acabar mais cedo
Diante da remoção dos setes deputados, a oposição ---- antes maioria no colegiado ---- passou a estar em desvantagem diante do governo. Neste contexto, Zucco tenta reverter o cenário junto ao líder da bancada ruralista, Pedro Lupion, e o presidente da Câmara, Arthur Lira. Caso os parlamentares não retornem aos seus postos, a CPI pode terminar mais cedo.
A hipótese, no entanto, desagrada o presidente da CPI que ainda deseja manter as oitivas do líder do MST, João Pedro Stédile, e do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
---- Ficou claro que os partidos movimentaram parlamentares defensores da pauta do agro e que querem investigar as invasões de propriedade. O esvaziamento é extremamente negativo, pode se criar uma narrativa contrária. Se não tivermos a maioria para apresentar requerimentos, relatórios, continuar o trabalho efetivo, vamos acelerar o relatório.
Sobre as invasões recentes do Abril Vermelho, Zucco é categórico: acredita que o governo Lula se omitiu e pode ter sido até conivente com o movimento social.
Roubo de cabos de eletricidade, telefonia e internet tem pena aumentada na CCJ
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (9) projeto que aumenta as penas para crimes de furto, roubo e receptação de fios, cabos ou equipamentos usados no fornecimento de energia elétrica, telefonia ou transmissão de dados (PL 4.997/2019). A proposta seguirá para a análise da Câmara dos Deputados, a menos que haja um recurso pedindo uma nova análise pelo Plenário do Senado.
O projeto, do senador Lucas Barreto (PSD-AP), impõe penas de 3 a 8 anos aos crimes de furto; aumenta em um terço até a metade a pena imposta no caso de roubo, que pelo Código Penal inicialmente deve ser entre 4 a 10 anos de reclusão; e determina penas mais graves à receptação desses itens.
O relator, senador Cid Gomes (PDT-CE), destacou o impacto social que a disseminação do furto e do roubo de fios e cabos de eletricidade, telefonia e internet tem causado. Ele incluiu, como relator, o endurecimento das penas de receptação dos materiais furtados.
— Esses crimes não ficam circunscritos aos danos à empresa ou ao patrimônio público, mas atingem toda a coletividade que depende destes serviços. É um mercado ilegal, tratando-se na maior parte das vezes de receptação qualificada, e não simples. Por isso proponho penas de 2 a 8 anos de reclusão em casos de receptação simples, ou 6 até 16 anos de reclusão em receptações qualificadas. O roubo e o furto só ocorrem porque tem mercado paralelo pra isso — expôs Cid Gomes, cuja emenda foi aprovada.
O senador Esperidião Amin (PP-SC) reconheceu o crescimento de roubos e furtos de fios e cabos de eletricidade, telefonia e internet.
— Isso é uma praga que está se espalhando, com todas as implicações para a segurança pública, porque é em túnel, rodovias, pontes, avenidas. Em rodovias, onde há falta, por exemplo, dos cabos para o monitoramento de um túnel. E o receptador é a vitamina, o fermento da massa infame, é lógico! Se não houvesse mercado, não haveria o atrativo do negócio — concordou o senador.
Empresas receptadoras
Outra emenda de Cid Gomes determina sanções penais e administrativas para empresas concessionárias e seus dirigentes que usarem, em suas atividades, equipamentos obtidos por meio criminoso. Os detentores de concessão, permissão ou autorização de serviço de uso de radiofrequência e exploração de satélite que usarem em suas atividades fios, cabos ou equipamentos de telefonia ou transferência de dados que saibam ou devam saber ser produto de crime ficarão sujeitos a sanções (de advertência, multa, suspensão temporária das atividades, caducidade e até declaração de inidoneidade) aplicáveis pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), sem prejuízo de outras sanções penais e civis.
Cid Gomes também incluiu emenda, igualmente aprovada, segundo a qual, quando o agente, além de subtrair ou danificar fios, cabos e equipamentos, interromper ou perturbar a prestação de serviços, haverá a incidência desse crime, que também é tipificado.
Empresas vítimas
Outra alteração acrescentada pelo relator determina a incidência de atenuantes, e mesmo da extinção da punibilidade das infrações administrativas das empresas do setor de telecomunicações que vierem a ser responsabilizadas na esfera regulatória por deficiências na prestação de serviços decorrente de crimes de furtos de cabos e fios "que, em última medida, deveriam ser evitados pelo próprio poder público". Nesse caso, para Cid, "as vítimas não devem ser responsabilizadas por atos ilícitos que são obrigadas a suportar pela ineficiência dos órgãos de persecução penal. Também os indicadores de qualidade do setor devem desconsiderar as consequências advindas desses atos criminosos alheios", apontou Cid Gomes no relatório aprovado.
Atenuante
Também foi aprovada uma emenda do senador Fabiano Contarato (PT-ES) resguardando que, nos casos do criminoso ser primário, e a coisa furtada for de pequeno valor, o juiz poderá trocar a pena de reclusão pela de detenção e diminuí-la entre um terço e dois terços, ou aplicar apenas uma multa.
Fonte: Agência Senado
Câmara aprova projeto que torna qualificado o homicídio praticado contra juiz ou promotor de Justiça
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (9) projeto de lei que torna qualificados os crimes de homicídio ou lesão corporal dolosa praticados contra membros do Ministério Público ou da magistratura em razão do exercício da função ou em decorrência dela. A proposta será enviada ao Senado.
O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), para o o Projeto de Lei 996/15, de autoria do ex-deputado Roman (PR). O substitutivo lista medidas para garantir a proteção pessoal dessas autoridades, como uso de colete balístico, carro blindado ou uso de escolta.
No Código Penal, o homicídio qualificado prevê pena de reclusão de 12 a 30 anos, que poderá ser aplicada ainda quando o crime for cometido contra cônjuge, companheiro ou parente, inclusive por afinidade, até o terceiro grau, em razão dessa parentalidade com membros do Ministério Público ou da magistratura.
Já a lesão dolosa terá aumento de pena de 1/3 a 2/3 nas mesmas situações.
O texto também considera crime hediondo o homicídio qualificado, a lesão corporal gravíssima e a lesão seguida de morte contra essas pessoas.
Segundo o Código Penal, são consideradas lesões de natureza gravíssima aquelas das quais resultam incapacidade permanente para o trabalho; enfermidade incurável; perda ou inutilização de membro, sentido ou função; deformidade permanente; ou aborto.
Condenados por crimes considerados hediondos não podem contar com anistia, graça e indulto ou fiança, devendo o apenado começar a cumprir pena inicialmente em regime fechado.
“O comportamento do infrator atinge diretamente o correto funcionamento do aparelho estatal de Justiça, afrontando os Poderes constituídos, por isso é essencial tornar qualificado esse homicídio”, afirmou Rubens Pereira Júnior.
Medidas
Ao considerar as atividades estatais desses profissionais como de risco permanente, o texto define medidas a serem usadas para garantir a segurança deles, além de apontar como diretriz a garantia da confidencialidade de suas informações cadastrais.
A proteção especial deverá ser solicitada à polícia judiciária por meio de requerimento instruído com a narrativa dos fatos e eventuais documentos pertinentes.
O processo sobre esse pedido tramitará com prioridade e em caráter sigiloso, devendo as primeiras providências serem adotadas de imediato.
Crime organizado
Na lei sobre procedimentos de processos relativos a crimes praticados por organizações criminosas, já existem alguns parâmetros para a proteção pessoal de membros do Ministério Público e da magistratura e de seus familiares.
O substitutivo de Pereira Júnior inclui na lei um trecho especificando medidas que podem ser adotadas para essa finalidade:
- reforço de segurança orgânica;
- escolta total ou parcial;
- colete balístico;
- veículo blindado; ou
- trabalho remoto
Será possível ainda ocorrer a remoção provisória, a pedido do próprio membro do Poder Judiciário ou membro do Ministério Público, asseguradas a garantia de custeio com a mudança e transporte e de vaga em instituições públicas de ensino para seus filhos e dependentes.
No caso da escolta, sua concessão será submetida à apreciação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ou do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
O reforço de segurança e o uso de colete balístico, quando pedidos e negados, poderão ser objeto de recurso ao superior hierárquico.
Proteção de dados
Na Lei Geral de Proteção de Dados, o texto aprovado prevê que, no tratamento de dados pessoais de membros do Poder Judiciário e do Ministério Público, sempre será levado em consideração o risco inerente ao desempenho de suas atribuições.
Qualquer vazamento ou acesso não autorizado desses dados que possa representar risco à integridade de seu titular será comunicado à Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que deverá adotar, em caráter de urgência, medidas cabíveis para reverter ou mitigar os efeitos do incidente.
A Lei Geral de Proteção de Dados estipula ainda multas diárias ou simples pelo descumprimento das suas regras. O PL 996/15 determina o cálculo em dobro dessas multas quando se tratar de dados pessoais das pessoas tratadas pelo texto.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Fernando Hugo lembra os 17 anos da Lei Maria da Penha e cobra punições mais efetivas
Por Gleydson Silva / ALECE
Deputado Fernando Hugo (PSD) - Foto: Junior Pio
O deputado Fernando Hugo (PSD) cobrou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta quarta-feira (09/08), maior efetividade nas punições legais a agressores de mulheres e lembrou os 17 anos de criação da Lei Maria da Penha (11.340, de 7 de agosto de 2006).
Na avaliação do parlamentar, é alarmante pensar que, mesmo após a criação da Lei Maria da Penha, há 17 anos – reconhecida como uma legislação que revolucionou o combate à violência contra as mulheres –, os números desse tipo de crime continuam altos, com diversos registros por dia. “É indispensável que nós, em todas as câmaras do Brasil, não deixemos em minuto algum de suplicar punições mais fortes contra esses que usam sua força para agredir”, sugeriu.
Fernando Hugo apontou também que os crimes não se restringem somente às populações socioeconomicamente mais vulneráveis ou nas periferias, mas há uma dissipação generalizada do crime, e alerta para fortalecimento do suporte às vítimas. “A mulher que apanha não apanha só fisicamente. Há uma violência psicológica forte. Ela é uma paciente que precisa de um acompanhamento psicológico, precisa de qualificação profissional para se emancipar economicamente”, destacou.
A deputada Larissa Gaspar (PT), em aparte, ressaltou a importância da Lei Maria da Penha como uma das melhores legislações do mundo no combate à violência de gênero. De acordo com ela, antes da lei, as agressões contra as mulheres eram tidas como um crime de menor potencial ofensivo, assim como a condenação era serviço à sociedade ou doação de cesta básica. “A lei trouxe ainda o fortalecimento de toda uma rede de combate e amparo às mulheres vítimas de violência, como abrigos, a Casa da Mulher Brasileira e a Casa da Mulher Cearense, que tem uma grande atuação no interior”, disse.
Já a deputada Jô Farias (PT) alertou que o combate à violência contra as mulheres não deve ser uma luta somente feminina, mas também dos homens. A parlamentar chamou a atenção ainda para o impacto familiar desse tipo de violência. “Esses crimes destroem as famílias. Há estatísticas que mostram que, para cada mãe assassinada pelo companheiro, três crianças ficam órfãos. Que a punição seja firme para evitar a continuidade desse ciclo”, pontuou
Edição: Adriana Thomasi
Sérgio Aguiar ressalta redução da taxa Selic e comenta desempenho da economia brasileira
Por Gleydson Silva / ALECE
Deputado Sérgio Aguiar (PDT) - Foto: Junior Pio
O deputado Sérgio Aguiar (PDT) ressaltou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta quarta-feira (09/08), a redução da taxa Selic, de 13,75% para 13,25%, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), na última semana, e comentou o cenário econômico do Brasil.
Na avaliação do parlamentar, a redução é uma forma de fazer com que a “diminuição do custo do dinheiro no Brasil possa servir para incentivar o processo produtivo e fazer com que a economia possa voltar a crescer”.
Para Sérgio Aguiar, este é um momento de buscar a retomada do crescimento do País, com investimentos em infraestrutura e no desenvolvimento social. Ele também apontou iniciativas do Governo Federal que incentivam esse crescimento.
“O Minha Casa, Minha Vida, sem dúvida alguma, será uma das áreas que terão maior injeção de capital, com o dinheiro ficando mais barato, para que possamos empregar um maior número de pessoas, com a construção civil, e também fazer com que o déficit habitacional possa diminuir”, apontou Sérgio Aguiar.
O deputado ressaltou ainda a importância do programa Desenrola Brasil, que busca dar condições para a população negociar dívidas e “limpar o nome”, possibilitando assim o acesso ao crédito. “Dentro dessa visão, o Governo Federal consegue, dentro deste programa, promover melhores condições para virmos a ter crédito, através de dinheiro novo, na economia brasileira sendo negociado”, disse.
Edição: Adriana Thomasi

