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Gilmar traz julgamento de pedido de liberdade de Lula para sessão presencial da 2ª Turma do STF

Rafael Moraes Moura e Amanda Pupo/ BRASÍLIA / O ESTADO DSE SP

12 de abril de 2019 | 21h10

 

O ministro do STF Gilmar Mendes Foto: Andre Dusek/Estadão

 

BRASÍLIA – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou do plenário virtual da Segunda Turma o julgamento de mais um pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato. Ao pedir destaque nesta sexta-feira (12), Gilmar vai fazer com que o caso seja discutido presencialmente pelos ministros da turma em sessão ainda a ser definida.

Em 20 de fevereiro, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, negou o pedido de liberdade de Lula, que está preso desde abril do ano passado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. O julgamento suspenso no plenário virtual da 2ª Turma envolve um recurso de Lula contra essa decisão de Fachin.

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Juíza cobra ‘estudos técnicos’ de Bolsonaro e barra retirada de radares

Luiz Vassallo / O ESTADO DE SP

10 de abril de 2019 | 20h31

 

Foto: Rafael Arbex/Estadão

 

A juíza da 5ª Vara Federal Civel de Brasília, Diana Wanderlei, determinou que o governo federal se abstenha de retirar radares das rodovias e impôs a renovação, em caráter de emergência, de contratos com concessionárias que fornecem os medidores de velocidade. A magistrada atende a ação popular movida contra a União após declarações do presidente Jair Bolsonaro em seu Twitter. Determinou ainda a multa R$ 50 mil por unidade retirada.

Documento

“Advirto à parte ré da necessidade da conclusão de estudos técnicos realizados, a demonstração de planejamento de efetiva implementação de políticas públicas que sejam melhores do que as até então vigentes, quanto à utilização dos medidores de velocidade, em especial, em vista à diminuição da mortalidade causada por acidentes nas rodovias federais do Brasil”, escreveu.

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Cabral cita ‘tratos’ com ministros do STJ e diz: ‘corrupção é uma praga’

No depoimento em que confessou mais uma série de crimes ao juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, 4, o ex-governador Sérgio Cabral (MDB) disse ter sido “achacado por parlamentares federais” e “feito tratos” com ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Cabral não entrou em detalhes, porque a primeira instância não tem competência para apurar supostos crimes de pessoas com foro privilegiado, mas disse estar à disposição do Ministério Público Federal (MPF) para tratar do assunto.

“Eu fui achacado por parlamentares federais, tive que fazer tratos com ministros do TCU e do STJ, que eu me coloco à disposição da procuradoria e do Ministério Público. Tive que fazer, organizar, deputados e senadores, enfim, tive que atender a presidente da República para beneficiar pessoas, tive que fazer uma série de coisas”, declarou Sérgio Cabral.

Em outro momento, ele afirmou que ajudou “o entendimento de uma empreiteira com o Judiciário”.

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Toffoli fugiu de sessão que podia manter prisões

Josias de Souza

04/04/2019 12h03

ToffoliBrunoSantosFolha

Dias Toffoli, o presidente do Supremo, adiou por prazo indeterminado o julgamento das ações contra a jurisprudência que autorizou a prisão de larápios condenados em duas instâncias do Judiciário. A decisão tem a aparência de uma fuga, pois as chances de Toffoli amargar uma derrota eram reais. Farejava-se uma vitória da tranca. Em vigor desde 2016, a regra que permitiu o encarceramento de Lula deveria prevalecer no plenário da Suprema Corte pelo placar de 6 a 5.

O voto decisivo seria o da ministra Rosa Weber. Criminalistas que estudaram seus votos ruminavam o receio de que ela atuasse contra uma reviravolta, votando a favor da preservação de uma regra que já foi objeto de quatro deliberações do Supremo. Em todas elas a Suprema Corte decidiu, por maioria de votos, que a prisão em segunda instância não afronta o princípio constitucional da presunção de inocência.

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Supremo articulou pedido para adiar julgamento de prisão após 2ª instância

Ministros do STF se reúnem para decisão quanto ao Foro Privilegiado

O pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) feito ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) para adiar o julgamento sobre a prisão após condenação em segunda instância foi articulado pelos ministros da própria corte. No último fim de semana, o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, recebeu o recado de interlocutores do STF de que deveria pedir que o julgamento, marcado para dia 10, fosse postergado. A entidade é a autora de um dos pedidos de revisão do atual entendimento do STF de que condenados na segunda instância devem ir para atrás das grades.

O movimento foi capitaneado pelo presidente da corte, Dias Toffoli, e apoiado pela maioria dos integrantes do Supremo. O argumento levado a Santa Cruz é que não há clima para julgar o tema que pode culminar na soltura do ex-presidente Lula. Entre os fatos que geraram desgaste para o Tribunal está a decisão de que crimes como o de corrupção atrelados à caixa dois devem ser remetidos à Justiça Eleitoral. A avaliação dos ministros é que não é hora de comprar mais uma briga com a opinião pública.

Em paralelo, o STF trabalha para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgue o caso do tríplex o quanto antes. Isso aliviaria a pressão sobre a suprema corte.

Procurado, Felipe Santa Cruz não quis comentar o assunto. O GLOBO

"Prender com base em delação é um erro crasso", diz Gilmar Mendes sobre Bretas

Por 

Provas apresentadas por delatores não podem servir de fundamento para decretar prisões preventivas. Assim decidiu a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal ao mandar soltar o ex-secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro Régis Fitchner, que teve a prisão decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio.

Delação premiada não justifica prisão preventiva, decidiu Gilmar Mendes.
Nelson Jr. / SCO STF

"Prender provisoriamente com base em delação é violador da lei e da Constituição. Isso é um erro crasso, um erro crasso. Isso não pode ocorrer. Tem que se ensinar aos meninos que não é isso que se faz", disse Gilmar, em seu voto, nesta terça-feira (2/4). Ele foi acompanhado pelos ministros Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. Os ministros Luiz Edson Fachin e Cármen Lúcia ficaram vencidos.

Segundo Gilmar, a decisão de Bretas apenas repetiu decreto anterior, já cassado pelo Supremo. "Os únicos elementos pretensamente inovadores são declarações de colaboradores, que devem ser analisados com ressalva", disse, durante a leitura do voto.

"Da leitura dos fundamentos expostos [na decisão de Bretas], resta claro que o decreto prisional parte de indevidas presunções, ilegítimas em um processo penal que se pauta pela presunção de inocência. Ou seja, não aponta qualquer elemento consistente e concreto para justificar a restrição", criticou Gilmar.

Além disso, o ministro afirmou que a prisão preventiva só se justifica quando medidas cautelares alternativas não forem suficientes. E, no caso de Fichtner, estas bastam para preservar as investigações. Assim, Gilmar proibiu que o ex-secretário deixe o Rio e fale com outros acusados, ordenou que entregue seu passaporte e compareça periodicamente em juízo. O ministro ainda manteve Fichtner suspenso do cargo de procurador.

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Barroso prevê crise se Supremo revisar prisão após 2º grau

Altamiro Silva Junior, André Ítalo Rocha, Amanda Pupo, Daniel Weterman, Fausto Macedo, Marcelo Godoy, Mateus Fagundes, Pedro Venceslau, Ricardo Galhardo e Carla Bridi

01 de abril de 2019 | 22h50

 

Ministro Luís Roberto Barroso durante evento do ‘Estado’

 

O ministro Luís Roberto Barroso afirmou que o Supremo Tribunal Federal pode perder sua legitimidade e provocar “uma crise institucional” caso a Corte “repetidamente” não consiga “corresponder aos sentimentos da sociedade”. A afirmação foi feita quando o ministro defendeu já existir decisão definitiva e vinculante no tribunal sobre a prisão de réus após condenação em 2.ª instância.

“Acho que nós precisamos ter isso em conta porque as instituições são os pilares da democracia. Portanto, não podemos destruir as instituições nem as instituições podem se autodestruir”, afirmou. O STF deve voltar a analisar a matéria no dia 10 de abril. Réus, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em 2.ª instância e preso pela Lava Jato, serão soltos caso o tribunal mude a orientação que vigora desde 2016.

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STJ, O TRIBUNAL ESCONDIDO, SE PREPARA PARA (NÃO) JULGAR LULA

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é um tribunal enorme — mas, ao mesmo tempo, consegue se esconder muito bem. Criado para ser a última instância da Justiça Federal, o tribunal tem 33 ministros, ocupa 140 mil metros quadrados no coração de Brasília e, ainda assim, não costuma ganhar destaque no noticiário. O primo mais famoso, o Supremo Tribunal Federal (STF), costuma monopolizar as atenções, por ser a mais alta Corte do Judiciário e ter papel político de maior relevância no país.

 

Mas outro fator colabora para o STJ ficar mais à sombra: os ministros de lá não gostam de dar entrevista, têm restrições para divulgar decisões, mesmo de processos públicos, e têm aversão de que as sessões sejam transmitidas — ainda que seja pela TV Justiça. É esse tribunal que julgará o recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex, em data ainda não agendada.

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Judiciário dá início na segunda-feira a ofensiva contra conteúdo falso nas redes sociais

O Judiciário começa na semana que vem uma reação contra ataques a magistrados e decisões judiciais em uma ofensiva que prevê postagens nas principais redes sociais contra a propagação de conteúdo falso, as chamadas "fake news".

Em outra frente, os tribunais de todo o país também usarão as redes sociais para apresentar dados positivos sobre a Justiça.

Projetos para melhorar a comunicação do Judiciário com a sociedade estão em gestação desde o ano passado, quando um comitê de comunicação foi instituído no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A motivação foi a eleição de 2018, quando magistrados passaram a ser duramente questionados nas redes sociais e também ser alvos de perfis falsos.

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Barroso defende prisão em segunda instância

Fábio Grellet/RIO / O ESTADO DE SP

29 de março de 2019 | 19h14

 

O ministro Luís Roberto Barroso. Foto: Dida Sampaio/Estadão

 

BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso afirmou nesta sexta-feira (29) que a eventual revogação, pelo STF, da possibilidade de prisão após condenação em segunda instância será “um passo atrás” no combate à criminalidade. “Torço para que não haja essa decisão”, afirmou.

Em outubro de 2016 o STF decidiu, por 6 votos a 5, que a pena pode começar a ser cumprida após condenação em segunda instância, mesmo que a decisão não tenha transitado em julgado. Naquela ocasião, Barroso já votou a favor da prisão, decisão que sempre apoiou. No próximo dia 10 de abril o STF deve apreciar novamente o tema.

Barroso fez uma palestra no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), durante evento promovido pela Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj). Além de se manifestar sobre a prisão após condenação em segunda instância, Barroso criticou o que chamou de “cultura arraigada” de corrupção em negociações envolvendo o poder público. “As pessoas naturalizaram o (comportamento) errado”, lamentou.

 

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