Lula testa aceitação de Haddad na Fazenda em dobradinha com Persio Arida no Planejamento
Por Adriana Fernandes / O ESTADÃO
BRASÍLIA - O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva testa as resistências ao nome de Fernando Haddad para o comando do Ministério da Fazenda com a possibilidade do ex-prefeito de São Paulo fazer uma dupla com o economista Persio Arida na equipe econômica do seu terceiro mandato na Presidência.
O primeiro sinal já foi dado por Lula. Haddad foi escalado pelo presidente eleito para representá-lo no almoço anual de dirigentes dos bancos na Febraban com a presença do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O encontro será amanhã em São Paulo. A aposta de Haddad cresceu depois que ele acompanhou Lula ao Egito, na COP-17.
Mesmo com problemas ainda na voz, depois da cirurgia para retirar uma lesão na laringe, a expectativa do seu entorno é de uma sinalização mais forte de Lula. Não seria ainda uma indicação oficial, mas “gestos” para mostrar que Haddad tem todas as condições políticas e técnicas para ocupar o cargo. Lula vai colocar Haddad para fazer “conversas” com representantes do mercado nos próximos dias.
Apesar da articulação, Haddad sofre resistências do mercado financeiro e também do meio político do Congresso, inclusive de parlamentares do próprio PT. Barreiras que os apoiadores à escolha do seu nome no PT acreditam que podem ser superadas.
Com a ideia de Persio Arida na equipe econômica, esse caminho poderia ser pavimentado na avaliação dos defensores do nome de Haddad. Uma forma de diminuir as resistências com Arida no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
A grande questão é se Arida, considerado um dos economistas mais brilhantes de sua geração e um dos formuladores do Plano Real, aceitaria ser uma figura secundária numa pasta que sempre foi considerada de menos poder na Esplanada, antes da formação do superministério da Economia de Paulo Guedes, que será dividido por Lula.
Com a necessidade de reforma não só do arcabouço fiscal para substituir o teto de gastos, mas também da gestão orçamentária, o novo Ministério do Planejamento poderia ganhar outro patamar, principalmente no caso de Lula resolver tocar a reforma administrativa, de reestruturação do serviço público.
Um tema caro na agenda de Arida é a modernização da administração pública e da instititucionalização de buscas de resultados no serviço público, começando pelo processo de execução orçamentária financeira, cuja legislação é dos anos 60.
Por outro lado, é na equipe oriunda do antigo Ministério do Planejamento que se dão as negociações salariais do funcionalismo – um espeto complicado em tempos normais e muito mais difícil depois de anos de reajustes salariais congelados por Paulo Guedes. As negociações do orçamento secreto, esquema revelado pelo Estadão que consiste na transferência de verba a parlamentares sem critérios de transferência em troca de apoio político, são outra dor de cabeça para quem sentar na cadeira do Planejamento, concentrador da gestão orçamentária.
Já a possibilidade de Arida ocupar uma secretária-executiva de um ministério comandado por Haddad, que circulou nesta quinta-feira, 24, no mercado financeiro, é considerada muito difícil (ou mesmo quase zero), segundo pessoas próximas a ele.
A senha de que a definição do nome para o Ministério da Fazenda por Lula está próxima foi dada pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), que defendeu nesta quinta a indicação para facilitar a negociação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, que enfrenta dificuldades de negociação no Congresso.
O grupo de aliados de Haddad considera que o seu nome estaria se “afunilando”. Quem é contrário à indicação e tem proximidade com Lula, aconselha que o ex-prefeito deveria ser conduzido para uma ministério que conte com uma agenda positiva. O que não é o caso do Ministério da Fazenda, onde o ministro tem em boa parte do tempo que dizer não.
País registra 29,8 mil casos e 117 mortes por covid-19 em 24 horas
As secretarias estaduais e municipais de Saúde registraram 117 mortes decorrentes da covid-19 em 24 horas. De acordo com os órgãos, foram confirmados mais 29.884 novos casos da doença no mesmo período. Os dados foram divulgados hoje (23) pelo Ministério da Saúde. Não estão computadas as informações de Mato Grosso e Tocantins, que não foram disponibilizadas pelos respectivos governos.

O total de casos confirmados do novo coronavírus no país agora soma 35.082.036. Os casos em acompanhamento chegam a 187.325. O termo é usado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta e nem resultaram em óbito. O número de óbitos causados pela doença atingiu 689.272 desde o início da pandemia. Ainda há 3.171 mortes em investigação.
Até agora, 34.185.692 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 97,4% dos infectados desde o início da pandemia.
Segundo o balanço do Ministério da Saúde, os estados com mais mortes por covid-19 são São Paulo (176.074), Rio de Janeiro (76.023), Minas Gerais (63.930), Paraná (45.477) e Rio Grande do Sul (41.240).
Edição: Fernando Fraga / AGÊNCIA BRASIL
Ministro diz que contratos atuais já preveem vacinas atualizadas
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou hoje (23) que o atual contrato do Ministério da Saúde com os fornecedores já contempla a entrega de vacinas atualizadas contra novas cepas da covid-19. “Em breve, teremos o cronograma de envio dos lotes. As vacinas são efetivas contra as formas graves da doença e óbitos. Por isso, busquem os postos de vacinação”, escreveu em mensagem nas redes sociais.

Ontem (22), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial de duas vacinas bivalentes contra a covid-19, produzidas pela Pfizer para proteger contra as subvariantes da Ômicron do novo coronavírus. A aplicação será como dose de reforço em pessoas a partir de 12 anos de idade, 3 meses depois da última dose de reforço.
“Com aprovação da Anvisa para uso emergencial da versão bivalente da vacina da Pfizer, teremos mais um imunizante à disposição no combate à doença”, disse Queiroga.
Atualmente, a pasta tem um contrato para a aquisição de 100 milhões de doses da Pfizer a serem entregues a partir deste ano. O acordo prevê o acréscimo de 50 milhões de doses, inclusive imunizantes atualizados ou pediátricos, caso o ministério peça.
Consideradas de segunda geração, as vacinas bivalentes protegem contra a variante original do novo coronavírus, da Província de Wuhan (China), e contra as últimas subvariantes da Ômicron. Essa última é mais transmissível, porém mais branda, com o vírus se concentrando na garganta e não atingindo os pulmões. A variante original é menos contagiosa, porém mais perigosa e mais mortal.
Apelo
O ministro Queiroga também fez um apelo para que os brasileiros vacinem-se contra a covid-19. “Hoje, a média móvel de novos casos de covid-19 aumentou 161% nos últimos 14 dias. Não podemos relaxar quando temos as armas contra o vírus. Quase 70 mi não tomaram a 1ª dose de reforço e mais de 32 milhões já poderiam ter tomado a 2ª dose de reforço”, escreveu o ministro.
De acordo com o Ministério da Saúde, a média móvel de casos subiu 120% na semana de 6 a 11 de novembro em relação à semana anterior. Os óbitos aumentaram 28% na mesma comparação.
No boletim divulgado ontem (22), a pasta registrou 16.858 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas em todo o país. De acordo com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, foram confirmadas também 116 mortes por complicações associadas à doença no mesmo período.
Edição: Fernando Fraga / AGÊNCIA BRASIL
Commodities brasileiras criam colchão de proteção cambial
Por Banco Master / o globo
Artigo assinado por Paulo Gala*
Em 2022, o Brasil será o maior exportador mundial de soja, açúcar, carne bovina congelada e carne de aves. Já estamos no time de países com maiores reservas de petróleo do mundo graças à descoberta do pré- -sal. Este ano, estaremos entre as maiores produções de petróleo do planeta com quase 4% da oferta mundial.
Nosso setor de mineração segue também robusto. Os grandes projetos da Vale se concretizaram com uma das maiores capacidades produtivas do mundo. Nosso volume de exportação é enorme, além do boom de preços do minério de ferro, do níquel, do litium e do cobre.
Para os investidores estrangeiros, o Brasil se consolida como o paraíso das commodities. A moeda brasileira readquiriu seu status de “commodity-currency”: moedas que se apreciam muito em booms de commodities.
No agro, a situação também é exuberante. Só para a China exportaremos mais de US$ 3 bilhões em carnes em 2022. O setor teve um superávit de US$ 105 bilhões em 2021, compensando nosso déficit de bens tecnológicos e industriais.
Em 2021, o saldo negativo do setor industrial chegou a US$ 53 bilhões, o pior resultado desde 2015, mesmo num ano em que o superávit total da balança fechou em nível recorde.
O boom de preços de commodities decorrente da pandemia e do conflito com a Ucrânia acabou favorecendo o Brasil com alta de preços de bens agrícolas e energéticos. A alta de preços de commodities sempre nos favoreceu no passado, inclusive quando viramos grau de investimento em 2008. No cenário atual não teremos falta de dólares, e investidores estrangeiros seguirão comprando do Brasil.
Nosso grande desafio continua sendo, entretanto, gerar empregos de qualidade para 90 milhões de pessoas. Sem a recuperação de nossa indústria, não conseguiremos tamanha façanha. O atual boom de commodities resolve nosso problema de divisas e ajuda no controle da inflação ao contribuir para a apreciação da moeda brasileira. Fica faltando ainda a essencial retomada de nosso desenvolvimento industrial e tecnológico.
A situação brasileira de contas externas hoje é muito melhor do que nas crises dos anos 1970, 1980 e 1990. Temos reservas internacionais robustas, e nossa dívida externa pública é muito baixa. O déficit externo em conta-corrente de 2021 fechou próximo de 1,75% do PIB, abaixo do volume que entrou de investimento direto externo.
O superávit da balança comercial do último ano foi de US$ 61 bilhões, muito beneficiado pela explosão do preço de commodities que continua em 2022. Temos hoje US$ 320 bilhões de reservas cambiais.
A grande acumulação de reservas entre 2004 e 2013 acabou aumentando a potência de intervenção do BC no mercado de câmbio via swaps ou leilões reversos para domar a trajetória do real. Essa posição robusta de reservas e a utilização de um regime de câmbio flutuante administrado provaram-se muito mais eficientes para nos proteger de crises.
Hoje, nossa taxa de câmbio ainda está na posição mais desvalorizada dos últimos 20 anos quando levamos em consideração o que aconteceu com as outras moedas e com a inflação no Brasil e no mundo. É aquilo que os economistas chamam de “câmbio real efetivo”. Pelo padrão histórico, a tendência é que a moeda brasileira ganhe valor ao longo dos próximos anos.
O Brasil está bem melhor do que países emergentes frágeis. Nos últimos 20 anos, os governos brasileiros trocaram o passivo externo público de dólares para reais. Ou seja, trocaram a dívida externa por dívida interna.
O custo da dívida interna hoje subiu muito e deve passar dos 10% ao ano, mas ainda assim será sempre financiada em reais e não em dólares. O problema de ter muita dívida externa pública é que, sem reservas e com fuga de capitais, o dólar dispara e leva junto a inflação.
O grande risco de déficits em conta-corrente está na necessidade de financiamento externo para fechar a conta de dólares. Se nosso comércio externo não é capaz de gerar dólares para pagar as contas de rendas, sobra para a conta capital fazer o financiamento do balanço de pagamentos. Ou seja, passamos a depender de fluxos de capitais estrangeiros que vêm para a Bolsa e para títulos brasileiros para ajudar a fechar esse gap externo.
O problema dessa estratégia é que são dólares emprestados que vêm e vão, voláteis. A atração de capitais aumenta nosso passivo externo, e passamos a dever mais para os estrangeiros. Enquanto estão otimistas, há financiamento farto. Mas, no caso de uma reversão de humor, o estrago é grande.
A boa notícia é que hoje, apesar de termos mais de US$ 100 bilhões de swaps, estamos ainda com uma posição externa bastante sólida, e o boom mundial de commodities nos ajuda muito.
Quadro fiscal não é de ‘terra arrasada’, diz Ministério da Economia
Com a aproximação da troca de governo e o envio ao Congresso da chamada PEC da Transição, que libera gastos sem lastro de R$ 200 bilhões em 2023, voltou a prosperar a narrativa de que o País vive uma situação de “terra arrasada” na área fiscal, que foi propagada no auge da pandemia, mas não foi confirmada pelos números.
Essa narrativa está sendo usada não para brecar novos gastos, mas para reforçar a ideia de que o País ficará “ingovernável” se não for concedida ao novo governo uma “licença para gastar” além do que o Orçamento permite e dos limites estabelecidos pela legislação.
O próprio presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, segundo a “Coluna do Estadão”, pediu ao marqueteiro Sidônio Palmeira, que trabalhou na campanha petista, para elaborar um plano de comunicação destinado a reforçar uma suposta “herança maldita” a ser recebida do governo Bolsonaro, numa tentativa de ressuscitar a estratégia adotada no início de seu primeiro mandato, em 2003, contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a gestão tucana.
De acordo com um estudo elaborado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), cujos dados foram mencionados recentemente pelo ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, o presidente Jair Bolsonaro deixaria para seu sucessor um rombo fiscal astronômico, estimado em R$ 430 bilhões – quase três vezes o custo anual do Auxílio Brasil, de R$ 156 bilhões, conforme números oficiais, considerando o pagamento de um benefício de R$ 600 por mês para 20 milhões de famílias, como acontece hoje.
Pelas contas do Ministério da Economia, porém, a real situação fiscal do País está muito longe do quadro catastrófico traçado por acadêmicos, analistas de mercado e políticos aliados a Lula, tanto em relação a 2022 quanto a 2023. “O País pode fazer uma coisa muito ruim achando que já está tudo arrombado mesmo”, disse o ministro Paulo Guedes nesta terça-feira, 22, em Brasília. “Não existe isso. Não acreditem em fakes, não acreditem em mentiras. O grande problema é seguir a mentira e acreditar na mentira. Partindo do diagnóstico errado, você comete erros grosseiros.”
Neste ano, conforme as estimativas mais recentes do ministério, as contas públicas deverão fechar com um superávit primário – o primeiro desde 2013 – de cerca de R$ 90 bilhões ou quase 1% do PIB (Produto Interno Bruto). Somado ao resultado de Estados e municípios, que também deverão fechar as contas no azul, segundo o órgão, com cerca de R$ 250 bilhões em caixa, equivalentes a 1,5% do PIB, o superávit do setor público como um todo ficará em torno de 2,5% do PIB – bem acima do que indicavam as previsões de muitos economistas até pouco tempo atrás.
Ao mesmo tempo, a dívida pública bruta deverá cair para 74,3% do PIB, 4,8 pontos abaixo de 2021 e um ponto abaixo de 2018, no fim do governo Temer – um cenário também mais róseo do que as projeções feitas pela própria equipe econômica e por boa parte dos analistas.
Covid-19: Brasil registra 116 mortes e 16,8 mil casos em 24 horas
As secretarias estaduais e municipais de Saúde registraram 16.858 novos casos de covid-19 na últimas 24 horas em todo o país. De acordo com os órgãos, foram confirmadas também 116 mortes por complicações associadas à doença no mesmo período. 

Os dados estão na atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta terça-feira (22), com exceção das informações do Mato Grosso e Tocantins, que não foram atualizadas pelos respectivos governos estaduais, segundo a própria pasta federal, que sistematiza os registros.
Com as novas informações, o total de pessoas infectadas pelo novo coronavírus durante a pandemia já soma 35.052.152.
O número de casos em acompanhamento de covid-19 está em 187.325. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta e nem resultaram em óbito.
Com os números de hoje, o total de óbitos alcançou 689.155, desde o início da pandemia. Ainda há 3.166 mortes em investigação. As ocorrências envolvem casos em que o paciente faleceu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demanda exames e procedimentos complementares.
Até agora, 34.175.672 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 97,7% dos infectados desde o início da pandemia.
Aos sábados, domingos e segundas-feiras, o número registrado diário tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais de Saúde. Às terças-feiras, o quantitativo, em geral, é maior pela atualização dos casos acumulados nos fins de semana.
Estados
Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (176.037), Rio de Janeiro (76.010), Minas Gerais (63.916), Paraná (45.471) e Rio Grande do Sul (41.239).
Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (2.029), Amapá (2.165), Roraima (2.175), Tocantins (4.208) e Sergipe (6.444).
Vacinação
Até este sábado, o vacinômetro do Ministério da Saúde apontava que um total de 491.400.146 doses de vacinas contra covid-19 foram aplicadas no país, desde o início da campanha de imunização. Destas aplicações totais de vacina, 180,7 milhões são primeira dose, 163,2 milhões são segunda e 5 milhões são dose única.
A dose de reforço já foi aplicada em mais de 100,7 milhões de pessoas e a segunda dose extra ou quarta dose, em pouco mais de 36,8 milhões. O painel registra ainda 4,8 milhões de doses como "adicionais", que são aquelas aplicadas em quem tinha recebido o imunizante da Janssen, de dose única.
Edição: Maria Claudia / agência brasil
Estrada, açude e cinturão das águas: os projetos estruturantes do Ceará que Elmano levará a Lula
Inácio Aguiar / DIARIONORDESTE
Em meio aos trabalhos da transição de governos, o governador eleito Elmano de Freitas (PT) prepara três projetos estruturantes do Estado que devem ser levados à primeira reunião dos governadores com o presidente eleito Lula, no início de dezembro.
O novo chefe do Executivo estadual tem as propostas na cabeça, mas está ouvindo o setor produtivo para complementar os projetos prioritários. Em conversa com este colunista, o governador elencou as ideias, embora tenha deixado claro que ainda está debatendo o assunto
Junto a isso, a conclusão do Cinturão das Águas é outro projeto que precisará de mais investimentos federais.
ENERGIAS RENOVÁVEIS
Outra proposta prioritária para Elmano de Freitas foi apresentada ainda na campanha eleitoral. Ele quer criar um projeto de incentivo à geração de energia solar em todo o Estado para pequenos produtores rurais.
“Esse é um projeto que eu considero fundamental e é prioridade”, diz o governador.
Obras estruturantes exigem um grande volume de recursos públicos e, geralmente, são viabilizadas com recursos do governo federal.
Uma delas é a duplicação da estrada do algodão, que passa pelo Sertão Central, Centro-Sul e chega ao Cariri. O projeto seria fazer uma rodovia federal, duplicada, que pudesse ligar o Cariri à Região Metropolitana de Fortaleza, passando pelo Sertão Central.
No novo modelo, além de facilitar a circulação de pessoas pelo Estado, haveria foco no setor produtivo e no transporte de mercadorias. “Com isso, nós poderíamos criar dois portos secos: um no Cariri e outro no Sertão Central”, detalha Elmano.
Além disso, a estrada traria à Grande Fortaleza e viabilizaria a integração, por meio do arco metropolitano, diretamente ao Porto do Pecém. Pelo alto custo, somente um investimento federal viabilizaria a obra.
AÇUDE LONTRAS
Outro projeto que enche os olhos do governador eleito é o Açude Lontras, com foco na região da Ibiapaba. Uma obra grandiosa que seria, nas palavras dele, fundamental para a garantia hídrica no Interior do Estado. A estimativa de cerca de R$ 600 a 700 milhões também torna a obra difícil de execução, necessitando de investimentos federais.
Comissão da Assembleia Legislativa aprova contas do governo Camilo relativas a 2021
As contas de 2021 da gestão de Camilo Santana (PT) no Executivo Estadual foram aprovadas nesta terça-feira (22) na Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE). A análise baseou-se em relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O documento indicava a aprovação das contas do ex-governador com ressalvas. A recomendação da Corte, contudo, foi ignorada pelo colegiado, que deu aval integral ao relatório.
De acordo com o líder do governo na Casa, Júlio Cesar Filho (PT), a matéria vai para análise do plenário na quarta-feira (23). "Apesar das dificuldades enfrentadas por conta da pandemia da Covid-19, Camilo Santana adotou ações para minimizar os impactos financeiros e sociais para a população de baixa renda", comentou o deputado.
O relatório das contas no TCE foi votado no fim do mês de outubro, com 4 votos favoráveis e 3 contrários à aprovação. DIARIONORDESTE
Anvisa aprova venda de Paxlovid para tratar covid-19
A venda do Paxlovid (nirmatrelvir + ritonavir), utilizado no tratamento da covid-19, para farmácias e hospitais particulares do país foi aprovada, hoje (21), em Brasília, por unanimidade, pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa).

A decisão “levou em consideração a venda do medicamento ao mercado privado em outros países com autoridades internacionais de referência, como Estados Unidos e Canadá", informou a Anvisa, em nota. O texto acrescenta que "a medida também considerou o cenário epidemiológico atual, com a circulação das novas subvariantes da Ômicron e o aumento de casos da doença no país”.
A agência autoriza o fornecimento do medicamento para o mercado privado, com a rotulagem e bula em português de Portugal e em espanhol. A agência também aprovou a ampliação da validade do medicamento de 12 meses para 18 meses.
A venda em farmácias deve ser feita sob prescrição médica, com dispensa e orientação pelo farmacêutico ao paciente sobre o uso correto do medicamento. A autorização da Anvisa prevê ainda que o fabricante deve manter e priorizar o abastecimento para o programa do Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo a diretora relatora, Meiruze Freitas, a venda no mercado privado irá aumentar a facilidade de acesso ao tratamento da Covid-19, visto que o remédio deve ser tomado dentro de cinco dias após o início dos sintomas da doença.
“O diagnóstico precoce e o tratamento ambulatorial, quando necessários, são importantes para evitar a progressão da doença para casos graves”, afirmou a diretora. Ela reiterou que o tratamento não substitui a vacinação, que “continua sendo a melhor estratégia para evitar a Covid-19, as hospitalizações e os óbitos”, acrescentou Meiruze.
Sobre o remédio
O Paxlovid, usado no tratamento da covid-19, teve seu uso emergencial aprovado no Brasil em 30 de março deste ano. Composto por comprimidos de nirmatrelvir e ritonavir embalados e administrados juntos, o medicamento é indicado para o tratamento da doença em adultos que não requerem oxigênio suplementar e que apresentam risco aumentado de progressão para covid-19 grave. O medicamento é de uso adulto, com venda sob prescrição médica.
Como usar
O Paxlovid é composto por comprimidos de nirmatrelvir e ritonavir embalados juntos, que também devem ser administrados juntos. A posologia recomendada é de 300 mg de nirmatrelvir (dois comprimidos de 150 mg) com 100 mg de ritonavir (um comprimido de 100 mg), todos tomados juntos por via oral, duas vezes ao dia, durante cinco dias. O medicamento deve ser administrado, assim que possível, após o resultado positivo do teste diagnóstico para o Sars-CoV-2 e avaliação médica, e no prazo de cinco dias após o início dos sintomas.
Orientação
O medicamento deve ser dispensado exclusivamente pelo farmacêutico, que deve informar ao usuário que o remédio é de uso individual e exclusivo ao paciente que passou por avaliação médica e que recebeu a prescrição.
Portanto, o Paxlovid não deve ser usado por pessoas sem a devida avaliação médica. Cumpre ao farmacêutico também proceder as demais orientações quanto à posologia, ao modo de uso e interações, ou seja, informações quanto ao uso correto do medicamento.
Restrições
Segundo a Anvisa, o Paxlovid não está autorizado para tratamento de pacientes que requerem hospitalização devido a manifestações graves ou críticas da Covid-19. Também não está autorizado para profilaxia pré ou pós-exposição para prevenção da infecção pelo novo coronavírus. O remédio não está autorizado para uso por mais de cinco dias.
Além disso, como não há dados do uso do Paxlovid em mulheres grávidas, recomenda-se que seja evitada a gravidez durante o tratamento com o medicamento e, como medida preventiva, até sete dias após o término do tratamento. O Paxlovid não é recomendado para pacientes com insuficiência renal grave ou com falha renal, uma vez que a dose para essa população ainda não foi estabelecida.
Edição: Kleber Sampaio / AGÊNCIA BRASIL
São Paulo distribui 1 milhão de máscaras em 32 terminais de ônibus
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) começou hoje (21) a distribuição de um milhão de máscaras descartáveis contra covid-19 em 32 terminais de ônibus da cidade. Na ação, são dadas orientações de prevenção contra a doença, além de dicas para conscientizar a população sobre os cuidados de prevenção e combate à disseminação do novo coronavírus. A campanha vai até a próxima sexta-feira (25).

Durante esse período, também haverá vacinação contra a covid-19 para a população maior de três anos de idade em seis terminais da cidade, um em cada região. São eles: Terminal Santo Amaro, Vila Nova Cachoeirinha, Sacomã, Parque D. Pedro, Itaquera e Pinheiros.
Cada região reunirá equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Vigilância em Saúde (Uvis) e profissionais de zoonoses do território dos terminais, para apoio das atividades educativas e abordagem da população.
"Essa é mais uma iniciativa da gestão municipal no enfrentamento ao coronavírus na cidade de São Paulo. Realizar ações de saúde em locais de grande circulação de pessoas contribui na sensibilização sobre os cuidados e os riscos com a doença”, disse o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco.
Uso de máscaras
Em virtude do aumento do número de casos de covid-19 na capital paulista nas últimas semanas, a prefeitura voltou a recomendar que todos as pessoas usem máscara de proteção em ambientes fechados e em aglomeração, como transportes públicos (ônibus, metrô, trens, carros por aplicativos e nas estações). “As máscaras servem como uma barreira de proteção para evitar a propagação do vírus que pode ser liberado por indivíduos infectados”, informou a prefeitura.
Acrescentou que incentiva a imunização da população contra a covid-19, em especial envolvendo doses de reforço para completar o ciclo vacinal indicado para cada idade. A vacinação ocorre em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas de segunda a sexta-feira, e, aos sábados, nas AMAs/UBSs Integradas, das 7h às 19h. Os endereços das unidades podem ser consultados no link do Busca Saúde.
Edição: Kleber Sampaio / AGÊ NCIA BRASIL

