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Covid-19: casos sobem para 21,71 milhões e mortes, para 605,1 mil

Os casos de pessoas infectadas desde o início da pandemia subiram para 21.711.843. Em 24 horas, órgãos de saúde de estados e municípios registraram 14.502 novas pessoas com covid-19. Ontem (21), a soma de casos acumulados estava em 21.697.341.

Ainda há 221.220 casos em acompanhamento, de pessoas que tiveram o quadro de covid-19 confirmado. O número subiu hoje (22) em relação a ontem, quando havia 216.663 casos ativos sendo acompanhados por equipes de saúde.

As vidas perdidas para a pandemia foram para 605.139. De ontem para hoje, as secretarias de Saúde confirmaram 460 novas mortes. Ontem, o painel de informações da pandemia marcava 604.679 óbitos.

Ainda há 3.041 falecimentos em investigação. Essa situação ocorre pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas há investigação se a causa foi covid-19.

As novas estatísticas foram divulgadas nesta sexta-feira (22), no balanço diário do Ministério da Saúde. O documento consolida informações sobre casos e mortes levantadas pelas secretarias municipais e estaduais de Saúde.

Até esta sexta-feira, 20.885.484 pessoas já se recuperaram da doença. O número corresponde a 96,2% dos infectados que contraíram a doença desde o início da pandemia. 

Os números em geral são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da redução de equipes para a manutenção dos dados. Após aos finais de semana ou feriados, em geral há mais registros diários pelo acúmulo de dados.

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (151.471), Rio de Janeiro (67.905), Minas Gerais (55.367), Paraná (40.127) e Rio Grande do Sul (35.306).

Os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.843), Amapá (1.990), Roraima (2.023), Tocantins (3.855) e Sergipe (6.025).

Boletim epidemiológico 22.10.2021
Boletim epidemiológico 22.10.2021 - Ministério da Saúde

Vacinação

No total, até o início da noite desta sexta-feira, o sistema do Ministério da Saúde marcava a aplicação de 266 milhões de doses no Brasil, sendo 152,5 milhões da  primeira dose e 113,4 milhões da segunda dose e dose única. Foram aplicados 4,6 milhões de doses de reforço. 

Edição: Valéria Aguiar / agência brasil

Ceará ocupa as 9 primeiras posições com cidades melhor avaliadas em ranking nacional de educação

Escola em Sobral

O Ceará segue sendo referência na educação para o País. No mais recente resultado do Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (Ioeb), o Estado ocupa as nove primeiras posições nacionais e representa 18 das 20 primeiras também do universo de 5.126 municípios avaliados.

Em primeiro lugar estão os municípios de Sobral e Cruz, com pontuação de 6,7. É o quarto ano consecutivo que Sobral ocupa o topo do ranking - nos últimos quatro levantamentos, o Ceará está sempre entre os três melhores resultados.

VEJA AS 9 CIDADES MELHOR AVALIADAS NO RANKING DO IOEB EM 2021:

  • Sobral
  • Cruz
  • Milhã
  • Ararendá
  • Itatira
  • Jijoca de Jericoacoara
  • Pires Ferreira
  • Martinópole
  • Quixeramobim

Na média por Estado, o Ceará tem pontuação 5,5, ocupa a primeira posição na região Nordeste e a segunda do País, atrás apenas de São Paulo. Entre as capitais, Fortaleza tem o terceiro melhor resultado.

O Ioeb é um importante indicador das oportunidades educacionais oferecidas para todas as crianças e jovens dos municípios brasileiros, em termos de acesso à educação básica. O índice reúne informações sobre a qualidade de oferta para alunos que frequentam as redes públicas e privadas, bem como os que não frequentam a escola.

O Ioeb retira o foco do resultado que as crianças e jovens produzem para jogar luz às oportunidades educacionais que estão recebendo, em cada território, entendido aqui como município ou Estado”
REYNALDO FERNANDES
Um dos idealizadores do Ioeb

Realizado a cada dois anos, o Ioeb se diferencia de outros, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), por englobar o acesso de oportunidades a todos os moradores locais em idade escolar, e não apenas para quem está efetivamente na escola.

“O Ioeb está preocupado com a contribuição do sistema educacional que foi dada ao estudante, e não com o que ele trouxe para esse sistema”, explica Reynaldo Fernandes.

 
Legenda: Na média por Estado, o Ceará tem pontuação 5,5, ocupa a primeira posição na região Nordeste e a segunda do País
Foto: Governo do Estado/Divulgação

“FRUTO DE UM TRABALHO CONSOLIDADO”, DIZ SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO EM SOBRAL

Sobral se mantém no topo no ranking do Ioeb há seis anos. Foram 6,1 (2015), 6,2 (2017), 6,6 (2019) e 6,7 (2021). Em todos eles o melhor resultado do País. O Secretário de Educação do município, Herbert Lima, diz que o resultado se deve a um trabalho consistente em vários pilares da educação, bem como o empenho dos profissionais envolvidos.

“É um motivo de muita honra para todos nós esse resultado. Ao mesmo tempo, é de muita responsabilidade. É a continuidade de um trabalho que tem duas décadas e meia. Desde 1997, Sobral tem feito reformas profundas na sua política educacional, que fez o município superar desafios”, afirma o gestor.

O secretário aponta entre os pilares a seleção pública de profissionais, mediante melhores resultados; a política formação continuada de professores, para a qual existe uma escola que oferece qualificação o ano inteiro; e as políticas de valorização do magistério, não só para o acompanhar o desempenho do professor, como criar mecanismos de valorização do seu trabalho.

“Criamos mecanismos para, ao chegar em sala, o professor tenha meios para oferecer uma aula de muita qualidade”, reforça o secretário Herbert Lima. COM DIARIONORDESTE

Covid-19: Brasil registra 451 mortes e 16.853 diagnósticos em 24 horas

As autoridades de saúde totalizaram até esta quinta-feira (21) 604.679 mortes por covid-19 em todo o Brasil. Em 24 horas, os órgãos de saúde de estados e municípios confirmaram 451 óbitos.

Ainda há 3.051 falecimentos em investigação. Essa situação ocorre pelo fato de haver casos em que o paciente morreu, mas a investigação sobre se a causa foi covid-19 ainda demandar exames.

Boletim Covid-19 de 21-10-2021
Boletim Covid-19 de 21-10-2021 - Ministério da Saúde

Os dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada nesta quinta-feira (21). O balanço consolida informações sobre casos e mortes levantadas pelas secretarias municipais e estaduais de saúde. Apenas o estado do Ceará não atualizou os dados.

Ainda conforme as secretarias estaduais e municipais de saúde, a quantidade de pessoas que contraíram covid-19 desde o início da pandemia alcançou 21.697.341. Entre ontem e hoje, foram confirmados 16.853 novos diagnósticos positivos da doença. 

Ainda há 216.663 casos em acompanhamento, de pessoas que tiveram o quadro de covid-19 confirmado. O número subiu hoje em relação a ontem, quando havia 215.205 casos ativos sendo acompanhados por equipes de saúde.

Até esta quinta-feira, 20.875.999 pessoas se recuperaram da covid-19.

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (151.386), Rio de Janeiro (67.774), Minas Gerais (55.347), Paraná (40.063) e Rio Grande do Sul (35.278).

Já os estados com menos óbitos resultantes da covid-19 são Acre (1.842), Amapá (1.989), Roraima (2.022), Tocantins (3.851) e Sergipe (6.024). Acre e Amapá não tiveram novas mortes entre ontem e hoje.

Vacinação

No total, até o início da noite desta quinta-feira (21) o sistema do Ministério da Saúde marcava a aplicação de 263,8 milhões de doses no Brasil, sendo 151,9 milhões da primeira dose e 111,8 milhões da segunda dose e dose única.

Foram aplicadas 4,4 milhões de doses de reforço. No total, foram distribuídas 320 milhões de doses a estados e municípios.

Edição: Aline Leal / agência brasil 

Novo complexo comercial em Maracanaú deve gerar 65 mil empregos

megashop EM MARACANAÚ

Um novo complexo comercial em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, pretende gerar até 65 mil novos empregos, sendo 15 mil vagas diretas e outras 50 mil indiretas.

MegaShop Moda Nordeste tem lançamento previsto para o próximo sábado (23) e pretende atrair investimentos e movimentar o mercado têxtil do todo o Nordeste. 

De acordo com Cláudio Mesquita, presidente do MegaShop, a escolha da localização se deu pela acessibilidade para quem vem de outros estados (perto do Quarto Anel Viário) e pela quantidade de oficinas de costura e indústrias de tecido em Maracanaú.

"A cidade de Maracanaú é uma grande detentora de oficinas de costura. Tivemos o cuidado de fazer esse levantamento e observamos que a moda faz parte da renda do maracanauense. Além disso, a cidade concentra oito das 20 maiores indústrias têxteis do Brasil", detalha Mesquita.

O presidente do MegaShop pontua que o empreendimento está em contato com representantes dessas indústrias para poderem vender tecido a um preço subsidiado para os permissionários do MegaShop, ampliando a lucratividade dos negócios de moda.

O empreendimento é composto por 2.088 lojas e 8.300 boxes e tem 77 mil metros quadrados (m²) de área locável. As vendas já começaram e cerca de 25% já foi comercializado. Os valores vão de R$ 15 mil (box) a R$ 135 mil (megaloja).

As obras estão 65% concluídas, e a entrega do MegaShop será feita em duas etapas: a primeira até julho de 2022 e a segunda em dezembro do próximo ano.

 

Quando o complexo estiver todo implantado, o valor circulante de recursos será em torno de R$ 2 bilhões.

O empreendimento de moda tem foco no atacado, mas também contará com operações de varejo.

ESTRUTURA

O MegaShop terá academia, salão de beleza, estúdio fotográfico, coworking e rede bancária. A ideia é concentrar sistemas que unem serviços e comércio num mesmo espaço, oferecendo ainda a possibilidade de hospedagem no complexo, com hotel 3 estrelas com capacidade para 648 hóspedes.

O complexo industrial oferecerá creche aos funcionários, com capacidade para receber 700 crianças. O equipamento será administrado pela prefeitura de Maracanaú.

A estrutura oferece 2.029 vagas de estacionamento e outras 300 vagas para ônibus com alojamento para motoristas e guias.

O empreendimento também terá usina própria com produção de 5 Megawatts de energia, com capacidade acima do consumo do complexo. O restante será dado como crédito à companhia de energia elétrica Enel. COM DIARIONORDESTE.

Presidente inaugura obras de integração do São Francisco na Paraíba

O presidente Jair Bolsonaro inaugurou hoje (21) as obras do trecho final do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco. A inauguração aconteceu em São José de Piranhas, na Paraíba, durante evento da Jornada das Águas.

Com isso, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), as obras físicas necessárias para garantir o caminho das águas dos eixos Leste e Norte estão concluídas. O trecho tem oito quilômetros de extensão, entre os reservatórios Caiçara, em São José de Piranhas, e Avidos, em Cajazeiras, também na Paraíba. O investimento federal na estrutura foi R$ 49,7 milhões.

À tarde, Bolsonaro estará em Sertânia, em Pernambuco, para a inauguração do Ramal do Agreste, obra que também faz parte da transposição das águas do São Francisco. Com investimento de R$ 1,67 bilhão, o empreendimento atenderá, juntamente às duas etapas da adutora do Agreste, mais de dois milhões de pessoas.

Além disso, o governo federal também vai inaugurar, na Barragem de Campos, a captação definitiva do Ramal de Sertânia, estrutura da Adutora do Pajeú. Com isso, serão atendidas 37 mil pessoas da cidade de Sertânia. O investimento federal na obra é de R$ 10 milhões.

Jornada das Águas começou na segunda-feira (18), em São Roque de Minas, no norte de Minas Gerais, região da nascente do Rio São Francisco, e vai terminar em Propriá, em Sergipe, no dia 28 de outubro.

A viagem de dez dias, liderada pelo ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho, percorrerá os nove estados do Nordeste com anúncios e entrega de obras de infraestrutura, preservação e recuperação de nascentes e cursos d’água, saneamento, irrigação, apoio ao setor produtivo e aos municípios, além de ações de governança, com propostas de mudanças normativas no setor.

Edição: Denise Griesinger / AGÊNCIA BRASIL

Vacina de reforço tem eficácia de 95,6%, diz Pfizer-BioNTech

Uma dose de reforço da vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo consórcio Pfizer/BioNTech é eficaz em 95,6% dos casos sintomáticos da doença, mostra estudo feito pelos dois laboratórios e publicado hoje (21).

O ensaio clínico de fase 3, realizado em "10 mil pessoas com mais de 16 anos", demonstra "eficácia de 95,6%" e um "perfil de segurança favorável", de acordo com comunicado.

"São os primeiros resultados de eficácia de um ensaio amplo para testar o reforço da vacina contra a covid-19", disseram as duas empresas.

O estudo foi feito no período em que a variante Delta se tornou a principal a circular.

"Esses resultados demonstram, mais uma vez, a utilidade dos reforços para proteger a população contra a doença", afirmou Albert Bourla, diretor-geral da Pfizer, citado no comunicado.

A idade dos participantes ficou em torno dos 53 anos.

Os resultados serão submetidos às autoridades de regulação "logo que seja possível", acrescentaram as fontes.

Vários países já autorizaram a administração de uma dose de reforço contra o novo coronavírus para estimular a imunidade das pessoas vacinadas, que costuma baixar ao fim de vários meses, conforme estudos.

Nos Estados Unidos, os peritos da Agência de Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) defenderam, no final de setembro, uma terceira dose da Pfizer/Biontech para determinadas populações de risco, como os maiores de 65 anos.

"Os dados disponíveis sugerem imunidade em baixa em algumas populações inteiramente vacinadas", justificou a chefe interina da FDA, Janet Woodcock.

Na Europa, a Agência dos Medicamentos (EMA) aprovou, no início do mês, de forma mais ampla, o princípio de uma terceira dose da Pfizer/Biontech para os maiores de 18 anos, deixando aos estados a escolha mais precisa sobre as populações elegíveis.

A França, por exemplo, começou a administrar essa dose de reforço a alguns grupos da população: aos mais idosos (seis meses após a vacinação) e a pessoas com sistema imunológico frágil.

Outros governos estão indo mais longe: em Israel, a terceira dose está disponível a partir dos 12 anos de idade, cinco meses após a vacinação.

O tema da terceira dose reacendeu, entretanto, a questão das desigualdades entre países ricos e pobres, quando o acesso à primeira dose da vacina continua muito limitado em algumas regiões do mundo, especialmente na África.

Em Portugal, depois de o país ter atingido a meta de 85% da população totalmente vacinada, em 9 de outubro, está sendo administrada a terceira dose da vacina contra a covid-19, com prioridade para idosos com 80 anos ou mais e moradores de abrigos que necessitam de cuidados contínuos, abrangendo, nesta fase, as pessoas com 65 anos ou mais.

Na segunda-feira, foi iniciada a aplicação simultânea das vacinas contra a gripe e a covid-19 em Portugal continental, com a previsão de vacinar cerca de 2 milhões de pessoas. AGÊNCIA BRASIL

Bolsonaro escolhe Nordeste para atacar CPI, vender Auxílio Brasil e enfrentar Lula

Região é considerada celeiro de votos do PT, que ignora teto de gastos e pede mais para Bolsa Família turbinado

Vera Rosa, Brasília

21 de outubro de 2021 | 14h56

Em campanha pelo segundo mandato, o presidente Jair Bolsonaro vestiu o figurino de garoto propaganda do novo “Auxílio Brasil”, de R$ 400, e escolheu o Nordeste para divulgar o programa justamente no dia da leitura do relatório final da CPI da Covid. Sob críticas de aliados do Palácio do Planalto, o parecer pediu o indiciamento do presidente por crime contra a humanidade em um rol de nove acusações. A incursão de Bolsonaro pelo Nordeste, porém, não terminou. A estratégia foi planejada para inaugurar obras em dez Estados, mesmo não concluídas, na maratona batizada pelo governo de “Jornada das Águas”.

Nessa cruzada ao celeiro de votos do PT, Bolsonaro tenta virar o jogo com o anúncio de dinheiro para distribuir, mesmo sem fonte de recursos para custear o novo programa que vai substituir o Bolsa Família. A manobra política do bolsonarismo para driblar a crise, no entanto, já foi dissecada pela oposição, tanto que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dobrou a aposta.

Jair Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro participa de inauguração de trecho final do Eixo Norte da Transposição do São Francisco, em São José de Piranhas (PB) Foto: Isac Nóbrega/PR

O Nordeste lidera o ranking de beneficiados pelo Bolsa Família, programa que substituiu o então Fome Zero em 2003, no primeiro ano do governo Lula, e à época teve o nome escolhido pelo publicitário Duda Mendonça, morto em agosto. Dados do Ministério da Cidadania indicam que a região abriga 7,19 milhões de famílias assistidas pelo programa, praticamente a metade do total dos que recebem os repasses do governo.

Como o auxílio emergencial de R$ 300 termina no próximo dia 31 e Bolsonaro tenta a todo custo arrumar um programa social para chamar de seu, em busca da reeleição, tudo foi feito para juntar essas pontas e não deixar a campanha presidencial sem discurso. Acuado pela CPI da Covid, com a popularidade em queda livre e na tentativa de desesperada de criar um fato positivo para enfrentar a tempestade perfeita, Bolsonaro comprou briga com a equipe econômica – contrária ao valor de R$ 400 – e disse que quem manda é ele.

Nessa ofensiva, o presidente assumiu os riscos de furar o teto de gastos e de promover estripulias fiscais para por de pé o Auxílio Brasil. Para tanto, apesar das divergências com o ministro da Economia, Paulo Guedes, teve apoio do Centrão e do principal partido do bloco, o Progressistas (PP) – legenda que o abrigou durante 11 anos e para a qual ele deve retornar em breve. Detalhe: o complemento do auxílio, para chegar aos R$ 400, termina em dezembro de 2022, “coincidentemente” depois da eleição.

Com o diagnóstico de que o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), trabalha “para Lula”, Bolsonaro disse nesta quinta-feira, 21, na Paraíba, que o termo “vagabundo” é “elogio” para o senador. “Não há maracutaia no Brasil que não tenha o nome de Renan”, afirmou.

Ficou evidente ali o intuito de fazer um aceno na direção do também ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), que era aliado do Planalto e hoje, no comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tem segurado a sabatina de André Mendonça, indicado para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao mesmo tempo em que fustigava o relator da CPI da Covid, Bolsonaro era só elogios a Alcolumbre. Até agora, Renan tem respondido aos ataques com ironia: “Não sou especialista em anatomia, mas é preciso examinar se depois da facada não costuraram o intestino (dele) direto na garganta”.

Enquanto o inquilino do Planalto se diz “perseguido” pelo sistema e tenta reembalar um pacote de bondades para tirar votos do PT, principalmente no Nordeste, Lula vai dando a senha dos próximos capítulos da disputa. A ordem no PT é não criticar os R$ 400 do Auxílio Brasil, mas, sim, sustentar que é preciso muito mais.

“Nós reivindicamos um aumento do Bolsa Família de R$ 600, um auxílio emergencial de R$ 600. Vamos esquecer as eleições de 2022. O povo precisa comer, o povo precisa trabalhar, precisa ser respeitado”, discursou Lula, na noite desta quarta-feira, 20, ao abrir a 16.ª plenária nacional da CUT. “Ele pode dar R$ 600, R$ 700, R$ 800 porque não é ele que está dando. É o dinheiro do povo que está sendo devolvido (...) e depois esse dinheiro volta como imposto outra vez para a economia do Estado.”

Ao lado de outros adversários do governo, o PT já se posiciona na praça para fazer barulho no Congresso, sob o argumento de que o novo auxílio deve ser, no mínimo, de R$ 600. A crítica, agora, será pela redução do número de pessoas atendidas.

Os petistas vão bater na tecla de que o Auxílio Brasil não passa de um “paliativo” sem planejamento para continuar depois das eleições, mas não pretendem entrar na história de rompimento do teto de gastos, um assunto de difícil compreensão para o eleitor mais humilde. Ao contrário: tudo será feito para enquadrar Bolsonaro no momento de sua maior fragilidade política. A ideia é carimbar as atitudes do presidente como “estelionato eleitoral” de quem quer vender terreno na lua. Ou seria na terra plana?

Bolsonaro anuncia benefício a caminhoneiros que deve pagar R$ 400 e custar R$ 4 bi

Idiana Tomazelli, Amanda Pupo e Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2021 | 15h26
Atualizado 21 de outubro de 2021 | 17h11

BRASÍLIA - No dia em que o governo acertou um acordo para modificar a regra do teto de gastos, o presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira, 21, criação de um benefício para caminhoneiros, sem porém, informar a fonte dos recursos. "Números serão apresentados nos próximos dias, vamos atender aos caminhoneiros autônomos. Em torno de 750 mil caminhoneiros receberão ajuda para compensar aumento do diesel", afirmou o presidente durante evento em Sertânia (PE) - mais uma vez, sem dar detalhes sobre a medida.

Segundo apurou o Estadão/Broadcast com duas fontes do governo com conhecimento sobre o tema, a ajuda deve ser de R$ 400 a ser paga de dezembro de 2021 a dezembro de 2022.

Via Dutra / Rodovia
Segundo o presidente, 750 mil caminhoneiros vão receber o novo benefício. Foto: Tiago Queiroz/Estadão - 9/9/2021

Embora Bolsonaro tenha citado o potencial de 750 mil beneficiários, a reportagem apurou que o público final ainda está sendo refinado e vai depender do número de caminhoneiros autônomos ativos no cadastro da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Esse número varia entre 700 mil e 850 mil.

O custo estimado pelo governo com o programa é de cerca de R$ 4 bilhões. O valor final da ajuda mensal ainda vai depender de negociações com o Congresso Nacional e da disponibilidade no Orçamento.

Como mostrou o Estadão/Broadcast mais cedo, o governo terá uma folga de R$ 83,6 bilhões no Orçamento de 2022, graças a uma mudança na correção do teto de gastos acertada entre as equipes política e econômica do governo. O teto é a regra que limita a variação das despesas à inflação.

A avaliação dentro do governo é que o auxílio diesel é uma solução melhor do que uma eventual alteração na política de preços da Petrobras, o que representaria, segundo uma fonte, "intervenção" do governo na estatal.

A ajuda aos caminhoneiros, porém, não terá relação com o Auxílio Brasil, que também deve pagar R$ 400, até dezembro de 2022. Na área econômica, técnicos foram pegos de surpresa com o anúncio.

A defesa do programa inclui o argumento de que os caminhoneiros são um elo importante da cadeira produtiva do País, e um peso excessivo do preço dos combustíveis no bolso desses profissionais poderia gerar risco de desabastecimento no País.

No sábado, 16, caminhoneiros decidiram declarar estado de greve diante do cenário de alta sucessiva do preço dos combustíveis. Entidades prometeram parar o País a partir de 1.º de novembro caso o Planalto não atenda às reivindicações da categoria, que exigem cumprimento do frete mínimo, aposentaria especial e nova política para o diesel. Internamente, por sua vez, integrantes do governo encararam a mobilização como mais uma tentativa de greve que não deve se materializar nas estradas.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, fontes comparam a organização a outros esforços que fracassaram na adesão de transportadores autônomos. Mais uma vez, a avaliação é de que as forças que paralisaram o Brasil em 2018 não estão no jogo, como as transportadoras e o agronegócio.

Apesar de não haver temor de uma nova grande paralisação, há um entendimento dentro do governo de que a categoria é importante eleitoralmente para o presidente Bolsonaro, que se elegeu em 2018 com o apoio dos caminhoneiros. Lideranças que se dizem representantes da classe já afirmaram que os transportadores autônomos se sentem traídos nessa relação.

Procurado, o Ministério da Infraestrutura afirmou que o assunto não tem relação com as atribuições da pasta, e sugeriu contato com os ministérios da Economia e de Minas e Energia. Questionado, o Ministério da Economia declarou que a demanda deveria ser tratada com o Ministério da Infraestrutura. Já o Ministério de Minas e Energia não respondeu à reportagem até a publicação deste texto.

O presidente da Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, deputado federal Nereu Crispim (PSL-RS), disse que a Frente ainda não foi informada oficialmente sobre o auxílio. "Ainda não tivemos nenhum retorno sobre os ofícios enviados com as pautas (da categoria)", afirmou Estadão/Broadcast, logo após o anúncio de Jair Bolsonaro. No início da semana, a Frente notificou o governo federal e autoridades legislativas sobre as reivindicações dos caminhoneiros e aviso de paralisação da categoria para 1.º de novembro.

Crispim disse que, mesmo desconhecendo a medida, entende que os caminhoneiros não querem nenhum tipo de "auxílio esmola". "Eles querem resolver a pauta que é ampla e passa pela política de preços para combustíveis da Petrobras", afirmou. O deputado relatou que vai procurar as lideranças dos caminhoneiros para entender se a medida atende à categoria e se manterão os pedidos feitos às autoridades e o estado de greve. / COLABOROU ISADORA DUARTE

Covid-19: Brasil registra 15.609 casos e 373 mortes em 24 horas

A soma de pessoas infectadas pelo novo coronavírus subiu para 21.680.488. Em 24 horas, autoridades de saúde confirmaram 15.609 diagnósticos positivos de covid-19. 

Ainda há 215.205 casos em acompanhamento, de pessoas que tiveram o quadro de covid-19 confirmado.

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra a evolução da pandemia de covid-19 no Brasil.
Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra a evolução da pandemia de covid-19 no Brasil. - Ministério da Saúde

Já o total de pessoas que perderam a vida para a doença está em 604.288. Entre ontem e hoje, secretarias estaduais e municipais de saúde confirmaram 373 mortes. 

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde no balanço diário desta quarta-feira (20). A atualização sistematiza as informações sobre casos e mortes levantadas pelas secretarias municipais e estaduais de saúde.

Até esta quarta-feira, 20.861.055 pessoas haviam se recuperado da covid-19.

Estados

São Paulo é o estado que mais registrou casos de covid-19, com 4.393.050

diagnósticos, seguido de Minas Gerais (2.172.199) e Paraná (1.539.756). São Paulo também é o estado com mais mortes, com 151.297 pessoas mortas pela doença, seguido de Rio de Janeiro (67.697) e Minas Gerais (55.281).

Vacinação

No total, até o início da noite desta quarta-feira (20) o sistema do Ministério da Saúde marcava a aplicação de 262,7 milhões de doses no Brasil, sendo 151,7 milhões como primeira dose e 110,9 milhões da 2ª dose e dose única.

Foram aplicadas 4,3 milhões de doses de reforço. No total, foram distribuídas 320 milhões de doses a estados e municípios, tendo sido entregues 313,8. 

Edição: Aline Leal / AGÊNCIA BRASIL

Bolsonaro “realiza mais uma pesquisa Data Povo” em Baraúna (RN), e o resultado é impressionante!

BOLSONARO NO NE

Jair Bolsonaro tomou gosto por fazer paradas surpresas e se juntar ao povo, a cada vez que realiza uma viagem oficial pelo país.

Depois de causar uma correria de moradores para bater uma foto com ele, em Tapira, no interior de Minas Gerais, desta vez foi o município de Baraúna, no Rio Grande do Norte, o local escolhido para um pouso de helicóptero, com o objetivo de dar aquela “paradinha estratégica” para um lanche e um refrigerante.

Mas o presidente foi supreendido por uma verdadeira multidão, à beira do campo de futebol onde a aeronave pousou, e acabou “literalmente” carregado nos braços do povo.

Desta vez, sobrou até para o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, que acompanhava Bolsonaro.

E o Data Povo, mais uma vez, mostra que no Nordeste, Jair Bolsonaro segue na frente!

Veja o vídeo:

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