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Disputa nacional contamina debate da RedeTV! para governo de SP

O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2018 | 00h30

 

segundo debate na TV entre os candidatos ao governo de São Paulo nas eleições 2018foi contaminado pela disputa nacional e marcado por ironias e embates entre os adversários. No evento realizado na noite desta sexta-feira, 24, pela RedeTV!, os temas do Estado, em diversos momentos, foram coadjuvantes diante das discussões e troca de acusações entre os postulantes ao Palácio dos Bandeirantes.

Participam do debate os candidatos Márcio França (PSB)Paulo Skaf (MDB)Rodrigo Tavares (PRTB)Marcelo Candido (PDT)João Doria (PSDB), Luiz Marinho (PT) e Professora Lisete (PSOL).

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Rivais herdeiros de Lula

Os três são ex-ministros de sua “santidade”. Dois deles, Ciro e Marina, do Norte-Nordeste como ele. Mas quem o PT quer colocar lá é o professor paulistano. Quem será o ungido da esquerda?

Políticos do PT subiram na terça-feira 21 a famosa ladeira do Curuzu, bairro popular de Salvador. Uma eleitora perguntou para outro: “Quem é aquele ali ao lado do Rui?”. O Rui, que ela conhece, é o governador da Bahia, Rui Costa, candidato à reeleição. “É o tal de Andrade”, responde o outro. “Andrade” é como o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, começa a ser chamado no Nordeste pelos que já associam que será ele, e não Lula, o candidato do PT à Presidência.

A pouco mais de um mês das eleições, no entanto, ele ainda percorre as ruas do País quase como um desconhecido. Diante da insistência do PT em esticar ao máximo a candidatura de Lula mesmo sabendo que ela é ilegal e será interrompida antes de chegar às urnas eletrônicas, Haddad carrega todos os ônus da estratégia. Como não é o candidato à Presidência, mas a vice, ele não participa de debates e não entra nos noticiários no momento de divulgação das agendas.

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Alckmin visita Nordeste pela primeira vez e tem teste no "quintal" de Lula

A primeira agenda de Geraldo Alckmin no Nordeste foi em Pernambuco, terra de Lula (PT) e onde possui 3% das intenções de voto, segundo pesquisa JC/Ibope/Rede Globo divulgada no último dia 21. Para não correr riscos no primeiro teste de popularidade, nada de ousadia. O tucano foi a Petrolina, no Sertão, recebido pelo grupo político que administra a cidade, liderado pelo senador Fernando Bezerra Coelho (MDB). Visitou fábrica de processamento de frutas da região, conferiu plantação de uvas, foi à beira do rio São Francisco e se reuniu com empresários locais.

 

(Foto: Bruno Campos/Divulgação)
À noite, participou de ato político com a militância em reduto de candidatos da família Coelho. No palanque, também estavam o deputados federais Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB), candidatos ao Senado pela chapa Pernambuco Vai Mudar. O candidato a vice-governador da coligação, Fred Ferreira (PSC), e o deputado federal Fernando Filho (DEM) também participaram.

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A Val de Flávio Dino

Com um discurso centrado no combate à corrupção e privilégios, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, vem cortando um dobrado para explicar por que tinha uma funcionária em seu gabinete, Walderice Santos da Conceição, que vende açaí na Vila de Mambucaba, em Angra dos Reis (RJ), na hora do expediente — popularmente conhecida como Wal do Açaí.

 

No Maranhão, ISTOÉ localizou outra Val, que deverá dar dor de cabeça a outro candidato, o governador Flávio Dino (PCdoB), aspirante à reeleição. Valquíria dos Santos é personagem de uma representação contra Dino que tramita na Procuradoria Geral da República (PGR). De acordo com a denúncia, Dino teria utilizado uma empresa de fachada para dissimular a destinação de R$ 1,3 milhão recebidos na sua campanha para governador em 2014.

 

As notas fiscais para justificar o pagamento foram emitidas por uma produtora de vídeo que funcionaria num modesto sobrado de um bairro da periferia de São Luís. No local, não funciona nem nunca funcionou produtora de vídeo. O que lá existe é uma pequena quitanda, que vende alimentos e onde, à noite, Valquíria, a Val de Flávio Dino, vende mingau de milho. De dia, comercializa picolés.

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Traições agravam a anemia eleitoral de Alckmin

Já debilitada pela pulverização eleitoral, a candidatura de Geraldo Alckmin enfrenta uma das moléstias mais antigas e insidiosas da política: a traição. A fuga de supostos aliados agrava o quadro de anemia que mantém Alckmin na exasperante zona de um dígito no termômetro das pesquisas.

Oportunista, a traição instala-se de mansinho. Quando a vítima cai em si, há feridas abertas em toda parte. Num único dia, quinta-feira (23), Alckmin sentiu a ponta do punhal espetar-lhe as costas um par de vezes.

Na cidade paulista de Glicério, o prefeito tucano Ildo de Souza, o Ildo Gaúcho, subiu no palanque de Jair Bolsonaro, um filho da terra. Eleito em 2016 com o apoio de Alckmin, o alcaide agora espinafra o ex-aliado.

Ildo Gaúcho ataca Alckmin por ter encostado sua candidatura nos partidos tóxicos do centrão. O jornal Valor registrou sua fala: “Cada um faz suas escolhas e coligações, mas depois colhe os votos do que plantou”, disse, em meio a elogios a Bolsonaro.

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