Disputa presidencial segue rumo à polarização entre extremos ideológicos
A 23 dias da eleição, a corrida presidencial continua em aberto, mas com a tendência de uma polarização entre os candidatos que representam os extremos ideológicos.
De um lado, o líder nas pesquisas de intenção de voto, Jair Bolsonaro (PSL), representando a direita, e de outro, Fernando Haddad (PT) ou Ciro Gomes (PDT), representando a esquerda, que aparecem empatados com 13% das intenções de votos, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (14).
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Bolsonaro vai a 26%; Haddad e Ciro têm 13%, diz pesquisa
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 14, revela que Jair Bolsonaro (PSL) oscilou dois pontos porcentuais para cima e chegou a 26% das preferências na campanha presidencial das eleições 2018. Fernando Haddad (PT) avançou de 9% para 13% e ficou com a mesma taxa de Ciro Gomes (PDT), que permaneceu com o índice do levantamento anterior.
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Ideia de indultar Lula caso o PT vença as eleições permanece viva no partido
A ideia de indultar o ex-presidente Lula caso o PT vença as eleições permanece viva no partido.
DE CARA
Um dos principais dirigentes da legenda afirmou à coluna que esse deveria ser um dos primeiros gestos de Fernando Haddad (PT-SP), caso seja eleito.
É ASSIM
Lula, de acordo com esse dirigente, deveria ser convencido da proposta, a mais rápida para tirá-lo da prisão.
CÁLICE
O ex-presidente, até agora, tem afastado a hipótese de forma taxativa. Diz que quer ter sua inocência reconhecida pelos tribunais.
CÁLICE 2
Haddad já foi questionado centenas de vezes sobre o indulto. Repete sempre que Lula rechaça a ideia.
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Ódio na eleição
Bethânia cantava os versos de uma canção de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri que dizia que “um tempo de guerra” é “um tempo sem sol”. Um tempo em que a opção pela radicalização e pelo ódio obscurece qualquer possibilidade de bom senso e racionalidade. O período retratado pela canção era aquele em que, no dia 25 de julho de 1966, uma bomba explodia no Aeroporto dos Guararapes em Recife, marcando o início da opção por parte da esquerda de combater a ditadura militar pela luta armada. Uma opção que, já na sua estreia, demonstrava os grandes riscos de equívoco. O alvo era o então ministro do Exército, Arthur da Costa e Silva. Mas os que morreram foram dois inocentes: o jornalista Edson Régis de Carvalho e o almirante reformado Nelson Gomes Fernandes. Costa e Silva escapou do atentado e virou presidente, assinando mais tarde o AI-5, que mergulhou o Brasil no seu pior tempo de trevas e autoritarismo
Candidatos à Presidência declaram ter arrecadado R$ 150 milhões
No primeiro mês de campanha eleitoral, os candidatos à Presidência declararam ter arrecadado R$ 150,8 milhões. Com apenas 3% das intenções de voto, Henrique Meirelles (MDB) é responsável por quase um terço desse valor –R$ 45 milhões que tirou do próprio bolso.
Ex-ministro da Fazenda e ex-executivo mundial do BankBoston, Meirelles tem o segundo maior patrimônio declarado entre os presidenciáveis –R$ 377 milhões. O mais rico é João Amoêdo (Novo), com R$ 425 milhões, que também colocou dinheiro do próprio bolso (R$ 50 mil). Nenhum outro candidato à Presidência usou a prerrogativa do autofinanciamento.
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