No Jornal Nacional, Marina se compara a Itamar Franco e diz que fará um ‘governo de transição’
Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo
30 Agosto 2018 | 21h41
A candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, disse, nesta quinta-feira, 30, que fará um “governo de transição”, assim como o ex-presidente Itamar Franco (MDB). Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, defendeu que “liderar não é ter todo mundo embaixo do mesmo guarda-chuva” e repetiu que governará com os melhores.
“Eu vou fazer um governo de transição. Durante quatro anos, eu vou governar este País para que a gente possa combater a corrupção, fazer ele crescer e ser um País justo para todas as pessoas”, afirmou. A ex-ministra defende uma reforma política com o fim da reeleição e mandatos de 5 anos para presidentes.
Itamar Franco assumiu o País em 1992, após a renúncia do então presidente Fernando Collor em meio a um processo de impeachment. Durante sua gestão, fez um plebiscito sobre a forma de governo do País, quando então prevaleceu a república presidencialista.
Lama ocupou 62% do tempo de Alckmin no JN
Na entrevista que concedeu ao Jornal Nacional, Geraldo Alckmin tentou apresentar-se como candidato transformador pelo menos 18 vezes. Fez isso nas dez passagens em que repetiu a palavra “reforma”, seis das quais no plural. Ou nas oito ocasiões em que pronunciou os vocábulos “mudar” ou “mudanças”. A despeito do esforço, o presidenciável tucano revelou-se diante das câmeras uma novidade com aparência de pão dormido. Numa conversa de 27 minutos, a lama ocupou 62% do tempo.
Nos primeiros 17 minutos, Renata Vasconcelos e William Bonner abriram diante de Alckmin o gavetão das pendências tucanas: a companhia tóxica do centrão, com seus 41 caciques enrolados na Lava Jato; a convivência partidária com o réu Aécio Neves e o presidiário Eduardo Azeredo; a verba suja da Odebrecht, supostamente coletada pelo cunhado; o ex-secretário do governo paulista preso por desvios no Rodoanel; o operador Paulo Preto, com R$ 113 milhões escondidos no estrangeiro…
Análise: No Jornal Nacional, um Alckmin que dobra a aposta no estilo... Alckmin

O modelo entrevista-sabatina do Jornal Nacional com os presidenciáveis já se tornou um clássico das campanhas brasileiras. Todos os candidatos competitivos são duramente escrutinados em relação a fragilidades de suas candidaturas e aspectos relevantes de seus programas. Nesta quarta-feira, foi a vez de Geraldo Alckmin. E o tucano, para o mal e para o bem, fez valer sua fama de picolé de chuchu.
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Alckmin foi duramente confrontado com as acusações de corrupção contra integrantes de partidos aliados, políticos do próprio PSDB e assessores dos governos tucanos em São Paulo. Alckmin tergiversou, minimizou, usou o nada novo bordão de que há bons quadros em todas as legendas, mas o que ficou foi a frase lembrada por Renata Vasconcellos: diga-me com quem anda, que te direi quem és.
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Carta de Lula contra Alckmin e sua vice já é uma aposta: tucano iria ao 2º turno contra Haddad. Será que tal otimismo permite incendiar navios?
Por: Reinaldo Azevedo
Publicada: 29/08/2018 - 22:30

Mais do que os eventos de uma disputa eleitoral em si, o que interessa, nessa fase da corrida, é tentar entender a leitura que os contendores estão fazendo da disputa.
Lá da cadeia, Luiz Inácio Lula da Silva, ainda candidato do PT à Presidência, já faz o seu prognóstico, que até coincide com o de muitos “politicólogos”. Mas há nele boa dose de crença. Não sendo isso, pode ser coisa pior: a aposta no dilúvio. Esclareço o que quero dizer.
Em carta endereçada a rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, o líder petista desceu o sarrafo em Geraldo Alckmin, candidato tucano à Presidência, e em sua vice, a senadora Ana Amélia (PP). Pior: por caminhos tortos, ligou um episódio de violência, de que sua caravana foi vítima no Paraná, aos dois adversários. Afirmou ter sido recebido com muito carinho pelos pobres, mas com hostilidade pelas elites.
Por que o PT insiste no nome de Lula
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá julgar até amanhã se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, preso em Curitiba e, segundo a Lei da Ficha Limpa, inelegível – poderá ser apresentado como candidato na propaganda eleitoral no rádio e na TV. É provável também que já indefira a candidatura de Lula, embora tenha mais uma semana para tomar a decisão.
A partir deste fim de semana, portanto, o PT terá de encarar a realidade: seu candidato terá de ser o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad, apresentado como vice na chapa de Lula. Mesmo assim, a presidente do partido, senadora Gleisi Hoffman, insiste que Lula será o candidato.



