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Marketing de Alckmin testa arsenal contra Bolsonaro no horário eleitoral

Entre hoje e amanhã, a equipe de marketing de Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência da República, testa trechos do programa eleitoral e as inserções de 30 segundos com diferentes ataques ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro. A ideia é avaliar como o arsenal propondo a desconstrução do adversário será recebido pelo eleitor a partir de sábado (1º), quando começa a campanha dos candidatos à Presidência no rádio e na televisão.


O candidato à presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, participa nesta terça-feira (7), do GovTech Brasil  (Foto: Aloísio Mauricio/Foto Arena/Estadão Conteúdo)

O candidato à presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, participa nesta terça-feira (7), do GovTech Brasil (Foto: Aloísio Mauricio/Foto Arena/Estadão Conteúdo)

Os testes serão feitos em São Paulo e em mais três cidades do Sul e do Centro-Oeste, onde tradicionalmente o PSDB tem boa intenção de voto, e do Nordeste, região mais crítica para os tucanos a partir da eleição de 2002 (a exceção naquele ano foi Alagoas, único estado do País em que José Serra venceu Lula - desde então o PT foi vitorioso em todos os nove estados do Nordeste).

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‘Estadão Notícias’: Por que Lula não é a “Geni” das eleições?

Emanuel Bomfim / O ESTADÃO

28 Agosto 2018 | 06h00

 

A campanha eleitoral deste ano já elegeu sua “Geni”: Michel Temer. Não há quem queira estar associado ao nome do presidente, dado o patamar de sua impopularidade. Ontem (27), foi a vez do senador Romero Jucá (MDB) tentar se afastar do status de homem forte do governo. O cálculo político é um só: se viabilizar em seu Estado, Roraima – onde ele é candidato à reeleição. O ex-presidente Lula, que facilmente poderia estar neste posto de rejeição ampla da classe política e do eleitorado, vê seu nome cada vez mais ganhar força nas pesquisas. O cenário paradoxal mexe claramente com as estratégias dos postulantes ao Palácio do Planalto. Quem comenta em detalhes na edição desta terça-feira do programa é a editora da “Coluna do Estadão”, Andreza Matais. 

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Companheiros golpistas

Para alguns candidatos será constrangedor e difícil explicar. Para milhões de eleitores vai ser quase impossível entender as próximas cenas da campanha eleitoral. O primeiro capítulo vai ao ar na sexta-feira, quando começa propaganda política no rádio e na televisão. Nesse dia, por coincidência, se completam dois anos do último impeachment (em três décadas de democracia, o país já derrubou metade dos quatro presidentes que chegaram ao Planalto pelo voto direto).

 

Em vários estados o eleitor será surpreendido com o desfile do PT de Dilma e Lula abraçado aos “golpistas” do MDB de Michel Temer. Foram parceiros no poder por 12 anos e sete meses, até o impeachment de Dilma.

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Arrastão do Bolsonaro

Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

28 Agosto 2018 | 03h00

 

Nas pesquisas sem o ex-presidente Lula, Jair Bolsonaro (PSL) lidera em todas as regiões, menos no Nordeste, e avança sobre votos que seriam naturalmente de seus adversários em três segmentos ao menos: agronegócio, evangélicos e, como mostrou o Estado, até os velhos malufistas de São Paulo. Mas, se tem 20% a seu favor, ele precisa amansar os 37% que não votam nele de jeito nenhum e disputar os incríveis 38% ainda sem voto.

Na opinião de Marina Silva (Rede), a segunda colocada, a transferência de votos para um neófito em disputas presidenciais como Bolsonaro, inclusive ou principalmente de setores evangélicos, se deve a um “populismo de extrema direita”. Ela reforça o perigo do populismo, tanto à direita quanto à esquerda, mas o difícil é o eleitor e a eleitora se darem conta disso.

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O eleitor como freguês

O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2018 | 03h00

 

É espantosa a facilidade com que vários candidatos à Presidência da República, à moda das eleições de antigamente, alimentam de forma descarada a ilusão de que ao eleitor basta votar em alguém que lhe resolva os problemas particulares imediatos para que tudo melhore e reine a felicidade no País.

Diante dos imensos desafios que se apresentam à Nação, nesta que se afigura a mais importante eleição presidencial dos últimos tempos, é lamentável que alguns dos principais postulantes recorram ao populismo desbragado e rasteiro, tratando o eleitor como freguês de quitanda, que se satisfaz com a bisnaga de sempre, em vez de convidarem esse mesmo eleitor a refletir sobre seu papel, como cidadão, na reconstrução do Brasil.

Para que isso acontecesse, teria de estar em vigor no País uma outra cultura política, diferente desta em que parecem ganhar pontos os candidatos que se apresentam como “antissistema”. Em sua radicalização, que até este momento tem seduzido parcela considerável do eleitorado, à esquerda e à direita, esses candidatos procuram deslegitimar as instituições democráticas, vistas como inimigas – especialmente o Judiciário, o Congresso e a imprensa. Os eleitores estão sendo incitados não a apoiar soluções racionais para o País nem a aceitar sua parcela de responsabilidade nessa empreitada, e sim a dedicar seus melhores esforços para desmoralizar os adversários, repudiar o establishment e eleger um “salvador da Pátria”.

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