Pesquisa Ibope aponta Bolsonaro como líder isolado sem Lula
Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo
20 Agosto 2018 | 18h50
A primeira pesquisa Ibope/Estado/TV Globo desde o início oficial da campanha das eleições 2018 mostra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) como líder da corrida presidencial, com 20%, no cenário em que Luiz Inácio Lula da Silva não é apresentado aos eleitores. A seguir vêm Marina Silva (Rede), com 12%, e Ciro Gomes (PDT), com 9%.
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Marketing de Alckmin testa arsenal contra Bolsonaro no horário eleitoral
Entre hoje e amanhã, a equipe de marketing de Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência da República, testa trechos do programa eleitoral e as inserções de 30 segundos com diferentes ataques ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro. A ideia é avaliar como o arsenal propondo a desconstrução do adversário será recebido pelo eleitor a partir de sábado (1º), quando começa a campanha dos candidatos à Presidência no rádio e na televisão.
O candidato à presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, participa nesta terça-feira (7), do GovTech Brasil (Foto: Aloísio Mauricio/Foto Arena/Estadão Conteúdo)
Os testes serão feitos em São Paulo e em mais três cidades do Sul e do Centro-Oeste, onde tradicionalmente o PSDB tem boa intenção de voto, e do Nordeste, região mais crítica para os tucanos a partir da eleição de 2002 (a exceção naquele ano foi Alagoas, único estado do País em que José Serra venceu Lula - desde então o PT foi vitorioso em todos os nove estados do Nordeste).
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Arrastão do Bolsonaro
Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo
28 Agosto 2018 | 03h00
Nas pesquisas sem o ex-presidente Lula, Jair Bolsonaro (PSL) lidera em todas as regiões, menos no Nordeste, e avança sobre votos que seriam naturalmente de seus adversários em três segmentos ao menos: agronegócio, evangélicos e, como mostrou o Estado, até os velhos malufistas de São Paulo. Mas, se tem 20% a seu favor, ele precisa amansar os 37% que não votam nele de jeito nenhum e disputar os incríveis 38% ainda sem voto.
Na opinião de Marina Silva (Rede), a segunda colocada, a transferência de votos para um neófito em disputas presidenciais como Bolsonaro, inclusive ou principalmente de setores evangélicos, se deve a um “populismo de extrema direita”. Ela reforça o perigo do populismo, tanto à direita quanto à esquerda, mas o difícil é o eleitor e a eleitora se darem conta disso.
‘Estadão Notícias’: Por que Lula não é a “Geni” das eleições?
Emanuel Bomfim / O ESTADÃO
28 Agosto 2018 | 06h00
A campanha eleitoral deste ano já elegeu sua “Geni”: Michel Temer. Não há quem queira estar associado ao nome do presidente, dado o patamar de sua impopularidade. Ontem (27), foi a vez do senador Romero Jucá (MDB) tentar se afastar do status de homem forte do governo. O cálculo político é um só: se viabilizar em seu Estado, Roraima – onde ele é candidato à reeleição. O ex-presidente Lula, que facilmente poderia estar neste posto de rejeição ampla da classe política e do eleitorado, vê seu nome cada vez mais ganhar força nas pesquisas. O cenário paradoxal mexe claramente com as estratégias dos postulantes ao Palácio do Planalto. Quem comenta em detalhes na edição desta terça-feira do programa é a editora da “Coluna do Estadão”, Andreza Matais.
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Companheiros golpistas
Para alguns candidatos será constrangedor e difícil explicar. Para milhões de eleitores vai ser quase impossível entender as próximas cenas da campanha eleitoral. O primeiro capítulo vai ao ar na sexta-feira, quando começa propaganda política no rádio e na televisão. Nesse dia, por coincidência, se completam dois anos do último impeachment (em três décadas de democracia, o país já derrubou metade dos quatro presidentes que chegaram ao Planalto pelo voto direto).
Em vários estados o eleitor será surpreendido com o desfile do PT de Dilma e Lula abraçado aos “golpistas” do MDB de Michel Temer. Foram parceiros no poder por 12 anos e sete meses, até o impeachment de Dilma.
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