Busque abaixo o que você precisa!

Projeto inclui população em situação de rua no censo demográfico do IBGE Fonte: Agência Senado

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) apresentou um projeto de lei, o PL 4.498/2020, que determina a inclusão da população em situação de rua no censo demográfico realizado periodicamente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O senador argumenta que as informações assim obtidas devem permitir a elaboração de políticas públicas adequadas para essa população. A reportagem é de Regina Pinheiro, da Rádio Senado.

 

Fonte: Agência Senado

Chico Rodrigues: governo não pode pagar auxílio emergencial superior a R$ 300 Fonte: Agência Senado

A medida provisória (MP 1.000/2020) que prorroga o pagamento do auxílio emergencial até dezembro já recebeu mais de 260 emendas. Parte das sugestões propõem a manutenção do valor do auxílio em seu valor original, de R$ 600, enquanto a MP fixa o pagamento em R$ 300 de setembro a dezembro. Para o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), vice-líder do governo no Senado, a sociedade entende que o governo está fazendo um esforço para dar a assistência necessária durante a pandemia, com responsabilidade fiscal. Ele também citou as medidas do governo para evitar fraudes e pagamentos indevidos para quem não necessita efetivamente da assistência. Chico Rodrigues conversou sobre o assunto com o jornalista Adriano Faria. Ouça o áudio com a entrevista.​

Fonte: Agência Senado

Com popularidade em alta, Bolsonaro tenta emplacar pautas de costumes no Congresso

 
protestos por armas
BRASÍLIA

Amparados pelo aumento da popularidade injetado pelo auxílio emergencial a informais, aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiram tentar emplacar, no Congresso, pautas que buscam agradar sua base eleitoral, como flexibilização do porte de armas e educação domiciliar.

Em conversas reservadas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou que pode colocar os dois projetos em discussão, mas indicou esperar que eles sofram alterações.

Embora saibam que as propostas enfrentarão resistência da oposição e mesmo de legendas de centro, articuladores políticos do Planalto avaliam que o momento é ideal para tratar das matérias.

O diagnóstico é feito tanto pela popularidade do presidente como pelo fato de que pela primeira vez Bolsonaro tem uma base de apoio na Câmara, com deputados de partidos do chamado centrão, como PP, PL e Republicanos.

"A gente quer tocar homeschooling [educação domiciliar], armas e trânsito. É uma intenção, e estou construindo, consultando os líderes da base para avançar", afirmou o deputado Ricardo Barros (PP-PR), nomeado líder do governo na Câmara há menos de um mês.

No ano passado, a primeira tentativa do governo de aprovar o texto das armas foi desidratada pelo Congresso, que autorizou a ampliação do porte e posse de armas apenas por colecionadores, atiradores e caçadores.

Em um acordo com o então líder do governo na Câmara, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), Maia se comprometeu a colocar depois em votação a proposta para ampliar porte e posse para certas categorias de servidores públicos.

Neste ano, combinaram que o assunto voltaria à pauta quando a Câmara começasse a analisar propostas sem relação direta com a questão sanitária do coronavírus. Em julho, Vitor Hugo apresentou um requerimento de urgência.

"É preciso discutir o tema para fazer avançar a tese vitoriosa nas urnas, em 2018, com a eleição do presidente e pelo quadro caótico de segurança pública que a gente vive", disse.

O texto de armas prevê que membros das Forças Armadas e das Polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil, Militar e Legislativa, além do Corpo de Bombeiros, poderão comprar até dez armas de fogo de uso permitido ou restrito, assim como munição e outros equipamentos de proteção balística.

Caso comprovem necessidade e peçam autorização para o Comando do Exército, o limite a esses profissionais poderia ser ampliado.

O projeto inclui policiais penais e guardas municipais —independentemente do tamanho da cidade— nas exceções previstas na lei e que podem portar armas no país.

O rol também passa a contemplar peritos criminais, agentes socioeducativos e de trânsito, oficiais de Justiça, agentes de fiscalização ambiental, membros da Defensoria Pública e advogados públicos federais.

Ainda que os aliados do presidente vejam espaço para retomar a articulação para votar o projeto de armas, líderes partidários e representantes da bancada evangélica, que apoia Bolsonaro, ainda mantêm resistência ao tema. O receio, de novo, é que se amplie demais o acesso às armas.

Além disso, a pandemia é apontada como um dos fatores que atrapalham a tramitação do projeto.

"Acho que é uma inversão absoluta da noção de prioridade fazer qualquer acordo para pautar tema relacionado a armas neste momento, quando a prioridade do Brasil tem de ser cuidar da vida, da saúde e do emprego das pessoas. Terá toda minha resistência", afirma o deputado Marcelo Ramos (PL-AM).

Apesar das dificuldades, o líder do governo no Congresso, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), insiste que há ambiente para a discussão de pautas que falem ao eleitorado bolsonarista.

"Leis e projetos de atendimento direto à Covid, essa demanda específica, que era única, vai diminuir, vai vir para pautas de recuperação econômica e outras coisas", afirmou Gomes. "A diminuição da discussão só sobre Covid abre espaço para votação dessas outras pautas."

Também polêmica, a pauta de educação domiciliar não agrada a oposição, mas tem chances de avançar sob o comando de Maia.

Segundo o presidente da Câmara disse a aliados, a quantidade de alunos que precisam estudar de casa em razão da pandemia evidenciou que é preciso discutir o assunto e que ele não seria restrito à pauta de costumes.

Já há requerimento de urgência para o projeto que regulamenta a proposta. Assim como no projeto das armas, a solicitação teve assinatura de líderes do chamado centrão, como Arthur Lira (AL), líder do PP, e Jhonatan de Jesus (RR), líder do Republicanos.

Na semana passada, o deputado Jaziel (PL-RR) tentou fazer o pedido de urgência ser pautado em plenário. Ele precisa ser aprovado para o texto efetivamente tramitar mais rápido.

A proposta a ser analisada é a do deputado Lincoln Portela (PL-MG), que já tem relatório da professora Dorinha (DEM-TO), e à qual foi apensado um projeto enviado pelo governo.

A proposta de Portela prevê que os sistemas de ensino admitam a opção de educação básica em casa sob a responsabilidade de pais e responsáveis, "observadas a articulação, supervisão e avaliação periódica da aprendizagem pelos órgãos próprios desses sistemas".

Uma dificuldade será a regulamentação da proposta. O relatório da professora Dorinha prevê que o aluno tenha vínculo com o sistema de ensino e integre cadastro nacional, mas esse ponto foi rechaçado por entidades pró-homeschooling.

"A família optante do homeschooling deve estar monitorada para evitar abusos, estupro e a negativa do direito de estudar pelo aluno", diz Dorinha.

Por esse modelo, a escola poderia fazer visitas e até mesmo suspender o homeschooling. Além disso, o aluno seria obrigado a participar de exames nacionais.

Congressistas de oposição criticam. "Cresce o número de mães solo, que são chefes de família. Nem a mãe nem o pai está em casa para cumprir tarefas essenciais para a educação das crianças", diz o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

"Educação em casa é uma ficção diante da trágica realidade social brasileira."

Outra prioridade para o governo, o projeto de trânsito —que dobra para 40 pontos o limite na carteira antes de a habilitação ser suspensa— deve ser a primeira pauta defendida por Bolsonaro a efetivamente sair do papel.

O texto, que também aumenta de cinco para dez anos o prazo para renovação da habilitação para motoristas com menos de 50 anos, foi aprovado no Senado no dia 3.

Ao projeto da Câmara, os senadores incluíram uma emenda que torna infração grave transportar embalagem não lacrada com teor alcoólico superior a 0,5 grau —a bebida só pode ser levada no porta-malas.

​A expectativa do governo é votar e aprovar a proposta na Câmara nesta semana e que o presidente sancione o texto ainda em setembro.

AS PAUTAS DO BOLSONARISMO NO CONGRESSO

Projeto de armas
O texto de armas prevê que membros das Forças Armadas e das Polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil, Militar e Legislativa, além do Corpo de bombeiros, poderão comprar até dez armas de fogo de uso permitido ou restrito, assim como munição e outros equipamentos de proteção balística

Caso comprovem necessidade e peçam autorização para o Comando do Exército, o limite a esses profissionais poderia ser ampliado- o projeto inclui policiais penais e guardas municipais —independentemente do tamanho do município— nas exceções previstas na lei e que podem portar armas no país

O rol também passa a contemplar peritos criminais, agentes socioeducativos e de trânsito, oficiais de justiça, agente de fiscalização ambiental, membros da Defensoria Pública e advogados públicos federais

Homeschooling
Ensino de crianças e adolescentes dirigido por pais ou responsáveis legais

Eles poderão optar entre a educação escolar e a educação domiciliar

O estudante matriculado em homeschooling será submetido, para fins de certificação da aprendizagem, a uma avaliação anual sob a gestão do Ministério da Educação

O exame será aplicado a partir do 2º ano do ensino fundamental, preferencialmente em outubro

Código de trânsito
Projeto que amplia para dez anos a validade da carteira de motoristas com menos de 50 anos de idade —hoje, o código estabelece que a CNH deve ser renovada a cada 5 anos para motoristas até 65 anos, e a cada 3 anos após essa idade

Também dobra o limite máximo de pontos que um motorista pode ter sem perder a habilitação, que passará de 20 para 40 pontos

O texto prevê ainda a obrigatoriedade da cadeirinha para crianças de até dez anos que não tenham atingido 1,45 m de altura; elas deverão ser transportadas no banco de trás dos carros​

Bittar adia parecer na tentativa de incluir Renda Brasil na PEC do Pacto Federativo Fonte: Agência Senado

Está prevista para a próxima semana a apresentação do relatório à Proposta de Emenda à Constituição 188/2019, conhecida como PEC do Pacto Federativo. O relator da matéria, senador Márcio Bittar (MDB-AC), decidiu adiar a entrega do parecer, para buscar um acordo que permita acrescentar no texto o programa Renda Brasil. Ele se reuniu na quarta-feira (9) com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, para discutir detalhes do programa, que substituirá o Bolsa Família.  

Bittar havia anunciado que seu relatório incluiria o novo programa. Porém, o governo ainda não definiu a fonte de recursos para custear o Renda Brasil. Por não estarem previstas na proposta de Orçamento para 2021 (PLN 28/2020), entregue ao Congresso em 31 de agosto, as opções de financiamento do programa ainda estão sendo avaliadas, de acordo com o senador. A ideia é que o benefício passe dos atuais R$ 89 para R$ 250 ou R$ 300 por mês. O governo também calcula que, com o Renda Brasil, a quantidade de beneficiários mensais deverá aumentar de 14,2 milhões para 24 milhões de pessoas de baixa renda.

Em sua conta no Twitter, Marcio Bittar afirmou que o crescimento econômico é a melhor forma de gerar oportunidades para os mais pobres. E que o Renda Brasil será uma ajuda contínua de alívio da pobreza. Para ele, o novo programa social será “o maior de renda mínima da história brasileira”.

Austeridade

Entre outras medidas, a PEC do Pacto Federativo repassa a estados e municípios uma parcela maior do dinheiro arrecadado com royalties de petróleo. Em contrapartida, governadores e prefeitos se comprometem a não usar os recursos para despesas de pessoal. Alguns dispositivos propostos por Márcio Bittar também preveem medidas para conter gastos públicos. Salários acima do teto, despesas em câmaras municipais e contratações de pessoal são questões que, segundo o relator, devem ser melhor reguladas. 

Para o Poder Executivo, que apresentou a PEC 188/2020 como parte do Plano Mais Brasil, a aprovação dessas medidas pelo Congresso é fundamental para melhorar a situação fiscal dos entes da Federação e permitir um melhor uso do orçamento público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

O que muda com a lei das fake news? O programa 'TV Senado Live' explica Fonte: Agência Senado

FAKE NEWS

 

 

 

Curas milagrosas, acusações injustas, dados e pesquisas tendenciosas. Não é difícil encontrar fake news no mundo virtual. Mas como essas notícias falsas se espalham tão rapidamente? Quais os efeitos delas na sociedade? Essas e outras perguntas serão respondidas nesta sexta-feira (11/9) no TV Senado Live. A partir das 10h, o senador Angelo Coronel (PSD-BA), relator do projeto de lei das fake news no Senado Federal e presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito do Congresso sobre o tema, e o diretor de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas, Marco Aurélio Ruediger, tiram as dúvidas da população.

Eles devem falar inclusive sobre o que deve mudar caso a lei das fake news seja transformada em lei. O Senado já aprovou este ano o Projeto de Lei 2.630/2020, que busca combater o crescimento das notícias falsas. O texto aguarda análise pela Câmara dos Deputados.

No TV Senado Live, o público terá a oportunidade de entender melhor a proposta dos parlamentares, inclusive enviando perguntas sobre o tema. Para participar, internautas e telespectadores devem enviar mensagem pelas redes sociais da TV Senado e pelo portal e-Cidadania.  Os convidados vão responder os questionamentos ao vivo.

O TV Senado Live é um programa ao vivo de entrevistas. Todas as sextas-feiras, às 10h, os jornalistas trazem um bate-papo com especialistas sobre os mais variados temas da atualidade. O programa é transmitido pela TV e pelos canais da emissora no Facebook, Twitter e Youtube.

Como enviar perguntas para o programa:

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Senadores alertam para a alta no preço dos alimentos Fonte: Agência Senado

ARROZ

 

 

 

A alta no preço dos alimentos chama a atenção dos senadores. Em pronunciamentos na sessão remota do Plenário e em publicações nas redes sociais, os parlamentares alertaram para os números divulgados na quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto o Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA) subiu 2,44% em 12 meses, a inflação dos alimentos cresceu 8,83% no período.

De acordo com o senador Paulo Paim (PT-RS), uma cesta de produtos com arroz, farinha de trigo, açúcar refinado, açúcar cristal, frango em pedaços, carne bovina, carne suína e óleo de soja acumula alta de 28,98%. Ele destaca que os principais prejudicados pela elevação dos preços são os mais carentes.

— A população está em pânico. Os mais pobres e humildes são os mais atingidos. A alta dos preços dos alimentos, somados ao preço do gás, da luz, da água estão comprometendo o pequeno orçamento familiar em tempo de pandemia. E nós não estamos falando aqui nem do aumento de combustíveis. O Brasil precisa urgentemente reorientar a sua rota. Com a atual política econômica, o Brasil terá mais desempregados, pobreza e miséria vão aumentar. Inflação também. Estamos chegando aí à carestia — disse durante sessão remota.

Nas redes sociais, os parlamentares também demonstraram preocupação com a elevação dos preços. O senador Weverton (PDT-MA) classificou como “preocupante a alta absurda dos alimentos”. “Arroz e óleo nas alturas, pesando no bolso. Mais um motivo para estender o auxílio emergencial de R$ 600 por mais tempo. A pandemia piorou a já combalida economia do país. É preciso proteger o trabalhador do desemprego e da fome”, escreveu.

Para o senador Humberto Costa (PT-PE), o presidente Jair Bolsonaro não apresentou uma razão para a alta dos preços. “Bolsonaro não explicou os R$ 89 mil na conta da esposa, não vai saber explicar nada sobre inflação também. O governo não tem rumo. Bolsonaro só tem uma missão: beneficiar os poderosos que o apoiaram. Quem sofre é o povo”, publicou.

O senador Jean Paul Prates (PT-RN) disse que o preço da cesta básica chega a quase R$ 600 em 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Ele afirmou que a redução do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300 vai impedir que famílias consigam comprar comida. “Bolsonaro condena o povo a passar fome. A economia despenca e os preços disparam. O Brasil precisa cuidar de seu povo. Bolsonaro não está à altura dessa tarefa. Com os governos do PT, o Brasil saiu do mapa mundial da fome. Bolsonaro torra dinheiro com bancos, mas não quer cuidar do povo”, escreveu.

Salário mínimo

O senador Paulo Rocha (PT-PA) lembrou que a proposta orçamentária prevê um reajuste de 2% no salário mínimo. “O Índice de Preços ao Consumidor mostra que alimentação e bebida já acumulam alta de 5,78% de janeiro até agosto. O arroz já subiu mais de 16% em média. Ao mesmo tempo, o desgoverno Bolsonaro reajustou o salário mínimo para 2021 em apenas 2% e reduziu o Auxílio Emergencial”, criticou.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) destacou que a alta dos preços é apenas um dos problemas enfrentados pelo Brasil. “Inflação, desabastecimento, ameaça a jornalistas e aos meios de comunicação, autoridades querendo se perpetuar no poder, escândalos de corrupção sendo minimizados e/ou abafados. Mas o Brasil não vai virar a Venezuela, taokey?”, ironizou.

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) criticou a decisão da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, que notificou a Associação Brasileira de Supermercados para explicar a alta nos preços. Se for constatado abuso, as empresas estão sujeitas a multas que podem superar os R$ 10 milhões. O parlamentar fez “um alerta” ao presidente Jair Bolsonaro e condenou a tentativa de “controlar preço de supermercado”.

— Isso não funciona. Desde o Império Romano isso não funciona. Eu só quero fazer esse alerta e deixar esse aviso para que a gente não volte aos tempos do congelamento. Tentar brigar contra a lei da oferta e da procura é a mesma coisa que tentar brigar contra a lei da gravidade. Nós não podemos regular a lei da gravidade por obra de medida provisória ou por obra de lei — afirmou na sessão remota do Plenário.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Assembleia realiza seminários virtuais para discutir saneamento básico

Assembleia realiza seminários virtuais para discutir saneamento básico

 
A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, por meio do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos, realiza, nos meses de setembro e outubro, nove seminários regionais, dando continuidade às atividades do Pacto pelo Saneamento Básico. Essa etapa do pacto acontece de forma virtual, através da plataforma Zoom. O lançamento será no dia 18 de setembro, a partir das 14h30.

Os seminários regionais serão realizados por bacia hidrográfica, com o objetivo de apresentar e discutir os resultados preliminares do “Cenário Atual do Saneamento Básico no Ceará", assim como os desafios por eixos temáticos. Já foram definidos, em atividades anteriores do pacto, os seguintes eixos: Abastecimento de Água Potável e Esgotamento Sanitário; Gestão de Resíduos Sólidos; Drenagem de Águas Pluviais; Saneamento Rural e Educação Ambiental para o Saneamento Básico.

Os encontros vão debater as Bacias Hidrográficas Metropolitanas; Sub-bacia Hidrográfica do Salgado; Sub-bacia Hidrográfica do Banabuiú; Bacia Hidrográfica do Acaraú; Bacias Hidrográficas Serra da Ibiapaba e Sertões de Crateús; Bacia Hidrográfica do Coreaú; Bacias Hidrográficas do Curú e do Litoral; Bacias Hidrográficas do Médio e Baixo Jaguaribe e Sub-bacia Hidrográfica do Alto Jaguaribe.

Segundo a coordenadora técnica do pacto, Rosana Garjulli, a estratégia de trabalhar os seminários regionais por bacias hidrográficas se deve ao fato de que o acesso à água para abastecimento humano depende da disponibilidade hídrica de cada bacia. “A ausência de esgotamento sanitário, de destinação correta dos resíduos sólidos e de drenagem afeta diretamente a quantidade e a qualidade da água a ser disponibilizada à população residente nos municípios”, explica.

De acordo com o secretário Executivo do Conselho de Altos Estudos, Antônio Balhmann, o pacto é um processo de formatação de estratégias e de definição de políticas para apoiar governos futuros para a solução do problema do saneamento básico. “O pacto ganha ainda mais relevância nesse período de escolha dos novos gestores municipais, porque eles poderão assumir compromissos relacionados ao saneamento básico para seus municípios”, acrescenta.

Antônio Balhmann informa ainda que a próxima fase, após o processo de construção do “Cenário Atual do Saneamento Básico no Ceará”, será a de constituição do Plano Estratégico de Saneamento Básico.

O Pacto pelo Saneamento Básico foi lançado em dezembro de 2019. Entra agora na fase de consolidação do "Cenário Atual do Saneamento Básico no Ceará", que, por meio dos seminários regionais, irá estabelecer uma interlocução com os municípios de cada bacia hidrográfica, com o objetivo de identificar os desafios específicos para cada um dos eixos temáticos no nível municipal, os quais irão subsidiar a identificação de estratégias, programas e projetos que irão compor o plano estratégico, próxima etapa a ser cumprida. As inscrições para o lançamento poderão ser feitas a partir do dia 10 até 17 de setembro, pelo link.  

A coordenação técnica do Pacto pelo Saneamento Básico congrega as secretarias estaduais das Cidades; do Meio Ambiente; da Saúde; do Desenvolvimento Agrário; dos Recursos Hídricos; Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece); Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh); Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce); Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece); Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae); Autarquia de Regulação, Fiscalização e Controle dos Serviços Públicos de Saneamento Ambiental (ACFor); Fundação Nacional de Saúde (Funasa); Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar); Articulação do Semiárido (ASA) e Associação Brasileira de Engenharia Sanitária (Abes), além da Assembleia Legislativa, por meio do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos.

            Seminários Regionais por Bacias Hidrográficas

EVENTO

 DATA 

PERÍODO DE INSCRIÇÃO

LANÇAMENTO DOS SEMINÁRIOS pelo ZOOM

18/09/20 - 14h30

Início 10/09

Seminário Regional da Sub-bacia Hidrográfica do Salgado

22/09/20 - 14h

14/09 a 21/09

Seminário Regional das Bacias Hidrográficas Metropolitanas

24/09/20 - 14h

16/09 a 23/09

Seminário Regional da Sub-bacia Hidrográfica do Banabuiú

29/09/20 - 14h

21/09 a 28/09

Seminário Regional da Bacia Hidrográfica do Acaraú

01/10/20 - 14h

23/09 a 30/09

Seminário Regional das Bacias Hidrográficas Serra da Ibiapaba e Sertões de Crateús

06/10/20 - 14h

29/09 a 05/10

Seminário Regional da Bacia Hidrográfica do Coreaú

08/10/20- 14h

01/10 a 07/10

Seminário Regional das Bacias Hidrográficas do Curú e do Litoral

13/10/20- 14h

06/10 a 12/10

Seminário Regional das Bacias Hidrográficas do  Médio e Baixo Jaguaribe

15/10/20- 14h

08/10 a 14/10

Seminário Regional da Sub-bacia Hidrográfica do Alto Jaguaribe

20/10/20- 14h

13/10 a 19/10

AL aprova criação do Programa de Parcelamento de Créditos Tributários

Votação durante a sessão plenária desta quinta-feiraVotação durante a sessão plenária desta quinta-feiraFoto: Dário Gabriel

A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou, em votação na sessão plenária presencial e remota desta quinta-feira (10/09), doze projetos de autoria do Governo do Estado e de parlamentares, sendo quatro de lei e oito de indicação.

O projeto de lei 47/20, do Poder Executivo, institui o Programa Especial de Parcelamento de Créditos Tributários, relativo ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e ao Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), que trata da anistia e remissão de créditos tributários estaduais. De acordo com o Governo, a medida visa reduzir os impactos econômicos em virtude dos efeitos advindos do período de isolamento social decorrente da situação de emergência pública causada pela pandemia da Covid-19.

A medida envolve, na concessão da anistia e remissão de créditos tributários, as multas aplicadas em razão do descumprimento de obrigações acessórias por contribuintes inscritos no Cadastro Geral da Fazenda (CGF), sob o regime do Simples Nacional. Outra situação de anistia diz respeito às multas punitivas aplicadas em razão do descumprimento da obrigação acessória relacionada à utilização do Módulo Fiscal Eletrônico (MFE), observando o limite de 80% para o estabelecimento do perdão da multa. A matéria foi aprovada com duas emendas aditivas, de autoria dos deputados Bruno Pedrosa (PP) e Augusta Brito (PCdoB).

Dos projetos de iniciativa parlamentar, o 185/20, da deputada Fernanda Pessoa (PSDB), considera de utilidade pública a instituição Desafio Nova Vida, sediada no município de Maracanaú.

203/20, do deputado Marcos Sobreira (PDT), considera de utilidade pública a Federação das Associações Comunitárias do município de Piquet Carneiro.

Da deputada Augusta Brito, o projeto 115/19 dispõe sobre a fixação de cartazes em ônibus, vans e metrôs que integram o sistema de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros divulgando a Lei Federal 13.104/2015 (Lei do Feminicídio) e a Lei Federal 13.642/2018 (Lei Lola).

Entre os projetos de indicação, o 161/19, do deputado Queiroz Filho (PDT), trata da criação do Cadastro Estadual de Condenados por Pedofilia no âmbito da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará.

207/19, da deputada Érika Amorim (PSD), propõe a criação da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca) na macrorregião do sertão central do Ceará. A proposta foi aprovada com uma emenda redacional de autoria da própria autora.

Do deputado Bruno Pedrosa, o 252/19 dispõe sobre a implantação do Grupo Militar de Policiamento Ostensivo do Raio, no município de Nova Russas.

364/19, do deputado Nizo Costa (PSB), contempla a implantação de uma base da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) em Iguatu.

384/19, do deputado Jeová Mota (PDT), disciplina o transporte de passageiros em compartimento de carga em linhas regulares nos municípios cearenses com trânsito municipalizado.

Dois projetos de indicação são de autoria do deputado Guilherme Landim (PDT): o 09/20 estabelece como infração administrativa a divulgação de informação falsa, enquanto o 78/20 dispõe acerca da instituição do Programa Remédio em Domicílio.

107/20, do deputado Delegado Cavalcante (PSL), trata do uso de equipamentos de proteção individual e instrumentos de menor potencial ofensivo pelo agente socioeducativo.
GS/AT

Sérgio Aguiar destaca crescimento industrial do Ceará com a retomada da economia

Deputado Sérgio AguiarDeputado Sérgio AguiarFoto: Paulo Rocha

O deputado Sérgio Aguiar (PDT) destacou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (10/09), os índices de crescimento industrial do Ceará, resultados da flexibilização das atividades econômicas.

O parlamentar apontou que a reabertura do setor produtivo proporcionou um crescimento de 34,5% da produção industrial em julho, em comparação ao mês anterior. O deputado ressaltou também que as ações do Governo estadual, no início da pandemia, proporcionaram maior controle da Covid-19, possibilitando maior flexibilização das atividades no Ceará e o alcance dos bons índices. “Aos poucos, estamos retomando o ritmo de crescimento. E iremos recuperar nosso Produto Interno Bruto (PIB)”, disse.

Sérgio Aguiar observou que a retomada do crescimento do setor produtivo tem feito com que alguns insumos para a indústria estejam em falta no mercado, e isso pode ocasionar em dificuldade para maior avanço. O deputado apontou ainda que ações conjuntas de federações, como a do Comércio e a da Indústria, com o Estado e o município foram importantes para a recuperação. “Essa parceria foi vital para melhorar a vida da população, a partir da recuperação da nossa indústria, gerando oportunidades de trabalho e geração de emprego e renda no nosso Ceará”, afirmou.

O deputado comentou ainda sobre a aprovação, na última quinta-feira (03/09), das contas apresentadas pelo governador do Estado alusivas ao exercício de 2019. Sérgio Aguiar foi relator da matéria na Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação da AL.

O parlamentar destacou pontos do seu relatório apresentado na Comissão, como os mais de 9,5 mil postos de trabalho gerados; a destinação de mais de R$ 3,1 bilhões para a segurança pública, que, segundo ele, resultou na redução da violência no Ceará; a aplicação de 26,11% da receita de impostos em educação, acima dos 25% indicados pela Constituição Federal; a destinação de 13,44% da arrecadação para a saúde pública e a execução do que estava previsto no orçamento do ano passado.

“A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) de 2019 estimou uma receita de R$ 31,13 bilhões, e foram executados R$ 28,80 bilhões, ou seja, 94% do previsto inicialmente no orçamento. Um bom desempenho, por esse motivo apresentei meu relatório favorável que foi aprovado aqui em plenário", pontuou Sérgio Aguiar.
GS/LF

Carlos Felipe frisa necessidade de combate à violência e exploração sexual de crianças

Deputado Carlos FelipeDeputado Carlos FelipeFoto: Paulo Rocha

 
O deputado Carlos Felipe (PCdoB) ressaltou, no primeiro expediente da 32ª sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (10/09), realizada pelo sistem remoto e presencial, a necessidade de fortalecer o combate à violência e exploração sexual de crianças e adolescentes.

Segundo o parlamentar, de janeiro a abril de 2020, 418 crianças e adolescentes foram vítimas de crimes sexuais no Ceará. Uma média de três a quatro ocorrências no estado a cada dia, conforme levantamento da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Das vítimas, 241 estão na faixa etária de zero a 11 anos de idade. As outras 177 são adolescentes.

Carlos Felipe informou que está com duas proposições tramitando na Assembleia sobre o tema. O projeto de lei n° 248/20 dispõe sobre a obrigatoriedade do registro de violência praticada contra criança e adolescente no prontuário de atendimento médico. “Ao constatar que aquele paciente foi vítima de violência, acredito que se agilize a prisão e punição do agressor com o registro feito pelo médico”, apontou.

Já o projeto de indicação n° 140/20, também de autoria do deputado, cria a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente no município de Crateús.  “Qutrocentas e dezoito crianças foram vítimas de crime sexual este ano. Agressão essa que não pode ficar impune. Crianças de zero a 11 anos de idade que levarão sequelas para a vida toda. Precisamos promover ações para que esse tipo horrendo de crime acabe”, alertou.

O parlamentar compartilhou ainda que ouviu da esposa dele, assistente social, diversos relatos sobre ruas na Capital e em Maracanaú, onde as pessoas não conseguem dormir a noite por conta de gritos de crianças sendo estupradas. “O problema é que nem sempre os vizinhos denunciam. Precisamos denunciar. Omissão é crime. Temos um código para as mulheres que chegam até a farmácia e demonstram que estão sendo violentadas. Temos que pensar em algo assim para nossas crianças”, sugeriu.

Carlos Felipe registrou ainda sua tristeza com o número de mortes causados pela Covid-19 no Ceará, entre elas, dois amigos seus de Crateús. “Quero registrar minha tristeza com a imensa quantidade de mortos no nosso Estado, beirando a faixa de um morto para mil habitantes. Perdi dois amigos em minha terra, Crateús. Esta tem o maior índice de mortalidade entre 30/40 cidades no seu entorno. Lamento e me solidarizo com as famílias e afirmo que esta Casa tem feito o possível para apoiar ações de combate, fiscalizado essas ações e criando projetos para colaborar. Não podemos abrir a guarda. A economia é importante, mas a vida é mais”, ponderou.

Em aparte, a deputada Dra. Silvana (PL) relembrou uma denúncia feita por ela na tribuna da Assembleia, onde sete crianças de um município eram exploradas sexualmente por um homem, e o criminoso contava com o apoio da comunidade. “Existe uma cultura que coloca a criança como culpada. Alguém de oito anos considerada a prostituta da cidade. E graças a denúncia, em menos de 15 dias, esse homem foi preso. Precisamos falar mais desse assunto, pois a violência sexual contra crianças é uma realidade e a criança não tem consciência de que está sendo abusada”, salientou.

O deputado Acrísio Sena (PT) concordou que esta é uma realidade nada animadora e que precisa ser enfrentada. O parlamentar defende a presença de uma equipe multidisciplinar nas escolas para dar atenção psicossocial, analisando caso a caso. "Rendimento baixo, evasão, assédio e violência sexual. Essa equipe faria essa articulação nas próprias escolas e nos ajudaria a reconhecer situações suspeitas”, frisou.
LA/AT

Compartilhar Conteúdo

444