Assembleia participa de campanha de vacinação contra Covid-19
Departamento de Saúde e Assistência Social da AL particpa Campanha de vacinação contra a Covid-19Foto: José Leomar
“Temos aprovado matérias relacionadas ao combate ao coronavírus, além de pautar o assunto nas sessões da Casa. É uma satisfação poder firmar essa parceria para ajudar nesse enfrentamento de forma efetiva, cedendo profissionais qualificados que atuam diariamente na Assembleia para salvar vidas”, afirma o presidente do Parlamento Estadual, deputado Evandro Leitão (PDT).
Para o diretor do DSAS, Luís Edson Corrêa, é uma honra para a AL participar desse momento. “É uma ação de grande relevância, que visa a proteção da nossa população, então é muito bom para todos nós que estamos realizando esse trabalho participar e realizar esse gesto tão humanitário”, disse.
Segundo ele, a cessão dos profissionais para fortalecer a campanha foi iniciativa do presidente da AL, deputado Evandro Leitão (PDT), em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) e a Prefeitura de Fortaleza. “Até o momento, temos uma equipe com cinco profissionais, sendo quatro enfermeiras e um técnico de enfermagem a postos no Drive de Vacinação do Shopping Iguatemi. Nas próximas semanas, deslocaremos outra equipe para atender em outro drive de vacinação, ainda a definir”, acrescenta.
A diretora da célula de Enfermagem do DSAS, Odete Sampaio, explica que os profissionais da AL estarão à disposição até o fim da campanha de vacinação. Ela esclarece que, no momento, estão sendo vacinados idosos com mais de 75 anos cadastrados e com agendamento realizado pelo site Vacine Já (https://vacineja.sepog.fortaleza.ce.gov.br) ou pelo aplicativo Mais Saúde Fortaleza, e também aqueles idosos com mais de 90 anos que não puderam realizar agendamento. Estes, de acordo com ela, passarão por uma triagem no atendimento do drive e então direcionados para o contêiner de vacina.
A vacina foi produzida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. Conforme informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a segurança e a produção de anticorpos pelo imunizante em pessoas da terceira idade são garantidas.
PE/AT/LF
AGÊNCIA DE NOTICIAS DA ALCE - DANIEL SAMPAIO
Quarenta e oito projetos começam a tramitar na Assembleia
Leitura do expediente da sessão plenária desta quinta-feiraFoto: Edson Júnio Pio
Dentre os projetos de lei complementar, está o de n°01/21 , do Poder Executivo, que institui ação de fortalecimento do Programa de Cooperação Federativa (PCF), com transferência de recursos para municípios. O objetivo é fomentar o desenvolvimento de ações e políticas públicas que impactem em melhores condições de vida para a população no Estado.
Os de n° 02/21 e 03/21 são de autoria do Ministério Público do Ceará e alteram dispositivos da Lei Complementar Estadual n° 72 de 12 de dezembro de 2008, Lei Orgânica e Estatuto Ministério Público do Ceará.
Da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa os projetos de decreto legislativo de n° 03/21, prorroga o decreto legislativo n° 543, de 3 de abril de 2020, que reconhece para fins do disposto no art. 65 da Lei Complementar n° 101, de 4 de maio de 2000, a ocorrência do estado de calamidade pública no Estado do Ceará.
O de n° 01/21 aprova a indicação de André Luiz de Souza Costa para o cargo de conselheiro do Conselho Diretor da Agência Reguladora dos serviços delegados do Estado do Ceará (Arce); e o de n° 02/21 aprova a indicação de Rafael Duarte Sá para o cargo de conselheiro do Conselho Diretor da Agência Reguladora dos serviços delegados do Estado do Ceará (Arce).
Entre os projetos de lei, o 01/21, do Executivo, altera a Lei n.º 14.101, de 10 de abril de 2008, para fixar, nos termos da Lei Federal n.º 11.350, de 5 de outubro de 2006, novo piso salarial aos agentes comunitários de saúde vinculados ao estado do Ceará.
Quatro outros projetos de lei são de autoria do Ministério Público do Estado. O de n°02/21 transforma promotorias de Justiça na estrutura do Ministério Público do Ceará; enquanto o de n°03/21 altera a Lei Estadual n° 15 912, de 11 de dezembro de 2015, que institui o Fundo de Reaparelhamento e Modernização do Ministério.
O de n°04/21 por sua vez, altera a Lei Estadual n° 17 de abril de 2020, que dispõe sobre as medidas para contenção de gastos públicos no âmbito do Ministério Público do Estado, durante o período emergencial e de calamidade pública decorrente da pandemia provocada pelo novo coronavírus. O de n° 05/21 transforma promotores de Justiça na estrutura do Ministério Público do Ceará e atualiza o quadro.
Iniciaram tramitação também os projetos de resolução n° 01/21 do deputado Tony Brito (Pros), acrescentando o § 9° ao artigo 6ª da Resolução n° 389, de 11 de dezembro de 1996, Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Ceará; e o de n° 02/21 da Mesa Diretora que altera a resolução n° 698, de 31 de outubro de 2019, que dispõe sobre a estrutura organizacional, cargos em comissão e funções de natureza comissionada da Assembleia Legislativa do Ceará.
Entre os projetos de lei de parlamentares, o 01/21, do deputado Leonardo Pinheiro (PP) denomina Raimundo Everardo de Sousa Paulo a areninha localizada no município de Itatira.
Outros cinco são do deputado André Fernandes (Republicanos). O 02/21 dispõe sobre a responsabilização integral de condutores por danos materiais causados ao patrimônio público estadual em casos de acidente de trânsito provocado pelo consumo de álcool ou substâncias psicoativas. O 03/21 reconhece a educação como atividade essencial no Estado ainda que em períodos de emergência, calamidade, pandemia ou epidemia. O 04/21 trata da criação do cadastro estadual de homicidas de agentes de segurança pública. O 13/21 dispõe sobre a isenção do pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), exercício de 2021, como forma de amenizar os efeitos causados pela pandemia da Covid-19, que resultou no fechamento das atividades de comércio no Ceará. O 21/21, dispõe sobre a redução da remuneração do governador do Estado, vice-governador, deputados estaduais, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários estaduais, secretários municipais e seus respectivos assessores em 50%, enquanto durar os efeitos das medidas que impuseram as restrições às atividades de comércio, proibições de realização de eventos sociais.
O 05/21, do deputado Apóstolo Luiz Henrique (PP), dispõe sobre a obrigatoriedade da divulgação de informações contra o uso indevido de drogas nos eventos.
Já o deputado Marcos Sobreira (PDT) é autor de seis projetos de lei. O 06/21 estabelece medidas de controle social para assegurar a transparência do plano de vacinação contra a Covid-19 no Ceará. Outros cinco tratam de areninhas. O 11/21 nomina de Joacilo de Oliveira Bernardo a do bairro Esplanada, no município de Iguatu; o 12/21 de José Wilton Dias da Silva "pivete", a localizada no bairro João Paulo, município de Iguatu; o 14/21 denomina de Raimundo Gois Mendonça a nova areninha a ser construída no município de Jucás, o 17/21 nomina de Eliete Moisés Lima Cardoso a localizada na sede do distrito de Gadelha, município de Iguatu. O 18/21 denomina de José Josias da Silva a do sítio Roncador, município de Salitre.
O deputado Evandro Leitão (PDT) é autor do projeto de lei 07/21 que institui, no âmbito do Ceará, o alerta obrigatório de crianças e adolescentes desaparecidos pelas companhias de telefonia celular aos seus usuário; e do 08/21 que denomina de Roberto Mesquita a escola estadual de ensino profissionalizante, no município de General Sampaio.
O 09/21, do deputado Salmito (PDT) denomina de Manoel Carneiro De Figueiredo a CE-580, entre a sede do município de Quixadá e o distrito de Custódio.
Já o 10/21, do deputado Fernando Santana (PT), altera dispositivos da Lei n.º 12.023, de 20 de novembro de 1992, que dispõe sobre o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), no Estado. O parlamentar é autor também do projeto de lei 15/21 que que acrescenta o artigo 50-A à Lei nº 13.094, de 18 de janeiro de 2001, dispondo sobre a isenção do pagamento de tarifa no sistema de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros aos agentes de trânsito e transportes, no Ceará.
De autoria do deputado Jeová Mota (PDT), o projeto de lei 16/21 dispõe sobre a obrigatoriedade para que em todo hospital construído ou reformado no Estado seja incluído leitos de psiquiatria.
O 19/21, do deputado Queiroz Filho (PDT), denomina de Maria das Dores Magalhães Oliveira o Centro de Educação infantil (CEI), no município de Senador Pompeu.
O 22/21, do deputado Leonardo Araújo (MDB), trata da disponibilização de passagens de ônibus intermunicipais às mulheres e dependentes vítimas de violência doméstica e familiar, durante o período do isolamento social em função da pandemia de Covid-19 no Ceará. O 23/21, do deputado Delegado Cavalcante (PSL), institui o programa de apoio fiscal aos bares, restaurantes e demais estabelecimentos similares no Estado. Já o de nº 24/21, do deputado Osmar Baquit (PDT), denomina de José Lopes Rodrigues o trecho da CE-580 que liga a sede do município de Quixadá ao distrito de Custódio.
Entre os projetos de indicação, três são do deputado André Fernandes. O 01/21; 03/21 e 04/21.
O 02/21 é do deputado Bruno Pedrosa; enquanto o 05/21 do deputado Apostolo Luiz Henrique. O 06/21, 07/21 e 08/21, do deputado Tony Brito (Pros).
O deputado Jeová Mota é autor do projeto de indicação 09/21; o deputado Acrísio Sena (PT) do 10/21; o deputado Guilherme Landim (PDT) do 11/21; e o deputado Soldado Noelio (Prós), do 12/21.
Foram lidas ainda correspondências, sendo uma com indicação do deputado Leonardo Araújo para a liderança do MDB no biênio 2021/2022; do gabinete do deputado Danniel Oliveira (MDB), comunicando manifestação da bancada do partido quanto a indicação da composição do próximo biênio; da bancada do PT, informando a indicação do deputado Elmano Freitas como líder da bancada do partido e do deputado Moisés, como vice-líder.
Também ofícios do Supremo Tribunal Federal, comunicando que o plenário do órgão proferiu julgamento colegiado nos termos da certidão de cópia anexada; da Secretaria da Fazenda, com demonstrativo da Receita Corrente Líquida, referente a novembro/2020, bem como o acumulado dos últimos 12 meses, e o de dezembro com demonstrativo da Receita Corrente Líquida, referente ao mês de dezembro/2020 e dos últimos 12 meses; ofícios da Gerência Executiva de Governo Fortaleza, comunicando crédito de recursos financeiros - orçamento- geral da União; da Secretaria de Planejamento e Gestão, informando operação de crédito/aditivo e outro cientificando à AL sobre a publicação de decreto extraordinário conforme exige a Lei de Contabilidade Pública.
Do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, encaminhando segundo termo aditivo de prorrogação de vigência do Plataforma Brasil; do Ministério Público do Ceará, enviando cópias dos demonstrativos financeiros do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos do Estado do Ceará (FDID), referentes a outubro e novembro de 2020.
Além desses, o do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com terceiro relatório quadrimestral do FSPDS 2020; do Tribunal de Justiça, enviando demonstrativos contábeis do Funseg, Fermoju e Fecdoj; da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará, informando repasse aos municípios; da Secretaria da Educação, encaminhado cópia, em mídia digital, dos documentos com informações sobre recursos financeiros repassados aos municípios do Estado do Ceará, referentes ao mês de dezembro de 2020.
Do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com transferência de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, na modalidade fundo a fundo - exercício 2020; da Secretaria das Cidades, enviando mídia digital contendo demonstrativo de repasses de recursos financeiros aos municípios cearenses, no período de dezembro de 2020; do Tribunal de Contas do Estado do Ceará, com relatório referente ao 4.º trimestre de 2020 dos contratos, convênios, acordos de cooperação, termos de cessão de uso, protocolos de intenção e de entendimento do tribunal de contas do Estado; do Gabinete da Presidência, encaminhando relatório de Gestão Fiscal do Tribunal de Contas do Estado do Ceará, relativo ao 3.º quadrimestre de 2020.
Após a leitura em plenário, as matérias serão analisadas pela Procuradoria da AL e pelas comissões técnicas da Casa. Se aprovadas, serão encaminhadas para votação em plenário. No caso de projetos de indicação, por se tratar de sugestão, cabe ao Governo do Estado, se acatar, enviar mensagem para deliberação da Assembleia Legislativa.
AGÊNCIA DE NOTICAL DA AL/CE - DANIEL SAMPAIO
AL aprova urgência para votação de estado de calamidade pública no Ceará
O decreto legislativo Nº 03/21 prorroga o decreto legislativo de abril de 2020, estendendo sua vigência até junho de 2021. A medida visa combater os efeitos da crise sanitária provocada pela Covid-19 que “assola todo o Brasil, e em especial o Ceará”, justifica o decreto.
Foi aprovada tramitação em regime de urgência ainda para o projeto de lei nº 01/21, de autoria do Poder Executivo, que estabelece novo piso salarial dos agentes comunitários de saúde no Ceará; e para o projeto de lei complementar 01/21, também do Executivo, que trata sobre o Programa de Cooperação Federativa (PCF). A iniciativa visa o fortalecimento de ações no âmbito do Programa, criando-se uma nova modalidade de transferência de recursos para os municípios no interior do estado.
LV/CG / AGÊNCIA DE NOTICIAS - DANIEL SAMPAIO
Centrão quer afrouxar punição para improbidade e lavagem de dinheiro
Bruno Góes e Natália Portinari / O GLOBO
BRASÍLIA - Fora da lista de projetos citados como prioritários pelo presidente Jair Bolsonaro, em um documento direcionado a deputados e senadores, uma pauta “oculta” deverá ganhar corpo no Congresso, impulsionada pela ascensão do centrão. Aliados do presidente da Câmara, Arhur Lira (PP-AL), e até integrantes da oposição enxergam o novo momento como propício para o avanço de propostas que afrouxam a punição para crimes associados ao mau uso de dinheiro público e à corrupção. Fazem parte dessa agenda não propagandeada a limitação da punição em casos de improbidade administrativa e lavagem de dinheiro, além da proibição de buscas em escritórios de advocacia.
Leia: Baleia Rossi abre portas do MDB para Rodrigo Maia
Na outra ponta, duas Propostas de Emenda à Constituição — a da prisão após a condenação em segunda instância e a que extingue o foro privilegiado — seguirão a passos lentos, na mesma toada da gestão do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Uma das prioridades do centrão é um projeto que diminui o alcance da lei de improbidade administrativa e elimina a forma “culposa” — sem intenção — do ato. De acordo com o relatório do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), já entregue, as violações que não gerassem prejuízos ao Erário ou enriquecimento ilícito deixariam de ser enquadradas como improbidade.
— Essas matérias não estão na lista de prioridades do governo, então podem entrar na pauta caso os líderes (partidários) queiram. Pessoalmente, sou a favor de mudar a lei de improbidade, para incluir só o que causa prejuízo ao Erário. Hoje, qualquer coisa é improbidade, e as penas são muito altas — diz o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).
Zarattini frisa que, com as mudanças, a lei vai continuar a permitir o bloqueio de bens e suspensão de direitos políticos daqueles que cometem improbidade:
— A lei não pode ser tão ampla. Há casos em que há condenações mesmo sem ter havido irregularidades.
No ano passado, a Câmara de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal classificou as alterações pretendidas como “um dos maiores retrocessos no combate à corrupção e na defesa da moralidade administrativa”.
Em 2020, a Câmara criou ainda uma comissão de juristas para discutir a tipificação da lavagem de dinheiro. Nos primeiros debates, advogados fizeram sugestões para amenizar as punições previstas na lei e tornar mais difícil a condenação por lavagem, que passaria a exigir um crime antecedente.
Aliados de Lira ouvidos pelo GLOBO avaliam que esse tema deve caminhar mais lentamente — ainda não há previsão de quando o colegiado vai voltar a se reunir —, mas que há boas chances de avanço. Quando os encontros forem retomados, é provável que o número de pessoas envolvidas no debate seja reduzido, o que facilitaria o andamento.
Também no fim do ano passado, a Câmara aprovou a urgência da proposta que impõe obstáculos a mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia. O projeto, portanto, pode ir a plenário a qualquer momento.
O texto torna praticamente inviolável o escritório ou local de trabalho do advogado. Não poderão ser expedidas buscas com fundamento em indício, depoimento ou colaboração premiada, sem a presença de provas periciadas e validadas.
— Não agrada 100% a todos, mas tem espaço para consenso e votação. É preciso buscar o que a Constituição já estabelece para proteger o exercício da advocacia, mas não é respeitado — diz o deputado Paulo Abi Ackel (PSDB-MG).
Atuação anti-moro
Crítico da Lava-Jato e réu em duas ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF) — ele nega os crimes —, Lira sempre foi um dos parlamentares mais empenhados no Congresso a impor obstáculos à pauta do ex-ministro Sergio Moro. Em 2019, atuou para aprovar a Lei do Abuso de Autoridade e para modificar pontos do pacote anticrime, proposto por Moro. Agora, a avaliação no Congresso é que há consenso para a aprovação de uma quarentena eleitoral para juízes, integrantes do Ministério Público e policiais. Para o cientista político Carlos Pereira, professor da FGV, o pacote de intenções do centrão não necessariamente encontrará apoio majoritário entre os parlamentares.
— É fundamental lembrar que a situação do governo com o centrão não é majoritária, nada garante que a última vitória será reproduzida e convertida em políticas concretas no Parlamento. Acredito ser muito mais fácil a progressão de pautas econômicas, alinhadas à centro-direita, do que temas sobre costumes ou mesmo conectados com a Lava-Jato.
(Colaborou Filipe Vidon) domingo 07.02
Lira exonera cerca de 500 funcionários comissionados da Câmara
Natália Portinari / o globo

BRASÍLIA - O novo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), assinou um ato neste fim de semana exonerando cerca de 500 funcionários comissionados da Casa. São 27% do total de cargos de natureza especial (CNE), de livre nomeação pelo presidente da Câmara.
Foram assegurados os cargos apenas daqueles nomeados pelos gabinetes das lideranças partidárias, da estrutura das comissões permanentes, das mulheres gestantes e dos funcionários que estão de férias.
De acordo com a assessoria da presidência da Câmara, “os cargos deveriam ter sido exonerados na gestão anterior. Ato regular e administrativo”. A Câmara dos Deputados tem 1.841 cargos de livre nomeação, segundo documento enviado ao GLOBO via Lei de Acesso à Informação (LAI).
No ato de Lira, há uma brecha para que o comissionado volte em até 30 dias sem apresentar nova documentação. Isso foi visto como indicativo de que Lira já antecipa recontratar boa parte dos exonerados e deve receber um “beija-mão” de deputados nos próximos dias.
Leia:Liberação das armas e escola em casa: veja quais são os projetos prioritários de Bolsonaro
Parlamentares foram pegos de surpresa pela medida. Interpretaram as exonerações como uma forma de calibrar o poder do novo presidente. Deputados aliados ou de oposição deverão negociar para manter seus indicados nos postos.
Para Marcelo Ramos (PL-AM), vice-presidente da Câmara, trata-se de uma “questão administrativa”, corriqueira numa mudança de gestão.
— Nós precisamos identificar quem é quem. Aqueles que forem mantidos vão sendo recontratados. Não precisa nem mandar novos documentos. Substituições são naturais quando há uma mudança de gestão — diz Ramos.
As exonerações serão publicadas no Diário Oficial da Câmara dos Deputados de segunda-feira.
Os cargos comissionados foram alvo de polêmicas durante a campanha para a presidência da Câmara em janeiro. Aliados de Lira acusaram o então presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) de exonerar seus aliados.
Lira foi eleito presidente da Câmara na última segunda-feira. Na reunião de líderes, na quinta-feira, ele determinou o retorno das sessões presenciais depois do carnaval. Haverá um sistema “híbrido” para que deputados do grupo de risco não tenham que participar.
Nas próximas semanas, serão definidos os titulares das principais comissões da Câmara. A mais importante é a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em que a indicada é a deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF). Seu nome enfrenta resistência de líderes.
Comissão Mista de Orçamento deve ser instalada na próxima terça, diz Pacheco Fonte: Agência Senado
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que a Comissão Mista de Orçamento (CMO) poderá ser instalada na próxima terça-feira (9). Ele apontou a instalação da CMO como uma das prioridades neste momento.
— É uma expectativa. Vamos fazer todos os alinhamentos com os líderes partidários e, eventualmente, podemos fazer na terça-feira — disse Pacheco nesta quinta-feira (4).
No ano passado, a comissão não foi instalada por falta de acordo entre os partidos que compunham a comissão. Por isso, a CMO ainda terá de analisar o Orçamento de 2021 e somente mais adiante, o de o 2022.
Nesta manhã, Pacheco reuniu-se com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, para discutir sobre a reforma tributária.
— Foi uma reunião muito boa, inclusive com os relatores da matéria no Senado e na Câmara — disse o presidente do Senado.
Economia
De acordo com o Pacheco, ele deve se reunir, ainda na terça-feira, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para tratar da reforma tributária e também a assistência social.
— Eu acredito muito que todos no Brasil estão convencidos de que é preciso assistir as pessoas que estão nesse momento de vulnerabilidade social. As condições econômicas do país para se fazer que é uma discussão mais profunda e técnica para que se alcance o objetivo — afirmou o presidente do Senado, informando que a reunião com Guedes deve ocorrer após a sessão que discute sobre a adesão do Brasil ao Covax Facility, iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) para distribuição de vacinas contra a covid-19 a países emergentes.
Ana Lídia Araújo sob a supervisão de Paola Lima
Fonte: Agência Senado
Girão defende 'tratamento precoce', vacina e medidas de proteção contra a covid-19 Fonte: Agência Senado

Em pronunciamento nesta quinta-feira (4), o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) defendeu a administração de medicamentos como hidroxicloroquina, cloroquina e e ivermectina no chamado tratamento precoce contra a covid-19.
— Nós não podemos fechar os olhos para os medicamentos que viraram realmente uma celeuma grande, uma briga ideológica, uma cegueira política, o que não é justo com a população. Se há estudos que mostram a eficácia desses medicamentos, por que não falarmos sobre isso? Já existem estudos profundos no Brasil e no exterior com resultados práticos — declarou.
Eduardo Girão afirmou ser "a favor da vacina". Entretanto, disse que não deve ser obrigatória e que cada cidadão deve decidir tomar ou não. Acrescentou também que, mesmo com o "tratamento precoce", todas as medidas protetoras contra o vírus não devem ser deixadas de lado pela população. O senador disse ser importante o uso de máscaras protetoras e de álcool em gel, além do distanciamento social, como métodos de prevenção contra a disseminação do novo coronavírus.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Comissão Mista de Orçamento pode ser instalada na próxima terça-feira Fonte: Agência Câmara de Notícias
A Comissão Mista de Orçamento (CMO) poderá ser instalada na terça-feira (9), disse o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG). A ideia é acelerar a análise da proposta do Poder Executivo para o Orçamento de 2021.
“Há uma previsão de que seja instalada na próxima terça-feira”, afirmou o presidente do Senado nesta quinta-feira (4). Segundo ele, isso depende dos líderes partidários das duas Casas. “Mas temos pressa”, continuou.
Pacheco reuniu-se pela manhã com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que apoia a aprovação urgente do texto do Executivo. A medida está entre as prioridades do governo no Congresso.
“Iremos instalar a CMO na próxima terça-feira. Precisamos aprovar urgentemente o Orçamento. O Brasil precisa do Orçamento para combater a pandemia”, disse Lira, por meio de suas redes sociais, após a reunião.
Votação pendente
Pela Constituição, o texto (PLN 28/20) deveria ter sido aprovado em dezembro. Um impasse político impediu em 2020 a instalação da CMO, colegiado formado por deputados e senadores que faz a análise inicial da proposta orçamentária.
O Congresso adotou rito sumário para temas orçamentários durante o estado de calamidade pública em razão da Covid-19. Embora houvesse a possibilidade de votar a proposta orçamentária sem parecer da CMO, isso não aconteceu.
Deputados aprovaram apenas a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a fim de evitar a paralisia da máquina pública já em janeiro. Na ausência de Orçamento aprovado, a LDO autoriza o pagamento de despesas urgentes.
Mas a LDO não é suficiente diante da falta de recursos para parte das despesas obrigatórias neste ano. Sem Orçamento aprovado, começará a faltar dinheiro para o Fundeb, além de benefícios previdenciários e salários de militares e civis.
Composição
A CMO é composta por 40 titulares (30 deputados e 10 senadores), com igual número de suplentes. O cálculo para preenchimento das vagas considera o tamanho dos blocos parlamentares e das legendas em cada uma das Casas.
Em 2020 houve disputa pela presidência, reservada à Câmara no ano passado. Um grupo apoiou Elmar Nascimento (DEM-BA); outro, Flávia Arruda (PL-DF). Na época líder do PP na Câmara, Lira questionou a proporcionalidade das vagas.
Em outubro, os líderes partidários da Câmara e do Senado indicaram nomes para a CMO. Caso o colegiado seja instalado, esses parlamentares cumprirão mandato até 30 de março. Pelas regras, ficarão impedidos no período seguinte.
Reportagem – Ralph Machado
Edição – Natalia Doederlein
Com informações da Agência Senado
Fonte: Agência Câmara de Notícias
A lista de prioridades do governo na Câmara e no Senado Fonte: Agência Câmara de Notícias

O presidente Jair Bolsonaro entregou na quarta-feira (3) aos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), uma lista de iniciativas legislativas prioritárias para o governo.
Na Câmara, estão em tramitação 19 propostas. São elas:
PEC 45/19 - Reforma tributária: simplifica o sistema tributário nacional pela unificação de tributos sobre o consumo;
PEC 32/20 - Reforma administrativa: altera dispositivos sobre servidores e empregados públicos e modifica a organização da administração pública;
PLP 19/19 - Autonomia do Banco Central: define mandatos fixos de quatro anos para os diretores e regras para nomeação e demissão;
PL 191/20 - Mineração em terras indígenas: regulamenta a exploração de recursos minerais, hídricos e orgânicos em reservas;
PL 2633/20 - Regularização fundiária: estabelece critérios para a legalização de imóveis da União, incluindo assentamentos;
PL 2646/20 - Debêntures: cria instrumento para financiar projetos de infraestrutura e de produção intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação;
PL 3780/20 - Aumento de pena em caso de abuso de menores cometido por sacerdotes, profissionais de saúde e ensino ou pessoa com confiança da vítima;
PL 3877/20 - Depósitos voluntários: autoriza o Banco Central (BC) a receber depósitos voluntários remunerados das instituições financeiras;
PL 4476/20, antigo PL 6407/13 - Lei do Gás: prevê autorização, em vez de concessão, para transporte de gás natural e estocagem em jazidas esgotadas;
PL 5518/20 - Concessões florestais: confere maior celeridade ao processo licitatório, flexibilidade aos contratos e atratividade ao modelo de negócio;
PL 2401/19 - Homeschooling: regulamenta a educação domiciliar no Brasil e exige formalização da escolha dos pais junto ao Ministério da Educação. Na lista do governo é citado o PL 1776/15, que transforma pedofilia em crime hediondo;
PL 5387/19 - Marco legal do mercado de câmbio: autoriza bancos a investir no exterior recursos captados no País e facilita o uso do real em transações internacionais;
PL 5877/19 - Privatização da Eletrobras, de forma que a União fique com menos de 50% das ações da empresa;
PL 6093/19 - Documento único de transporte: obrigatório em todo o País, para caracterizar o transporte de mercadorias em qualquer modal;
PL 6125/19 - Normas aplicáveis a militares em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO): prevê a chamada excludente de ilicitude;
PL 6438/19 - Registro, posse e porte de arma de fogo para diversas categorias de servidores e agentes públicos;
PL 6726/16 - Teto remuneratório: regulamenta o valor máximo da remuneração no serviço público, hoje em pouco mais de R$ 39 mil;
PL 3515/15 – Superendividamento: estabelece medidas para prevenir e solucionar problemas dos consumidores no mercado de crédito; e
PL 3729/04 - Licenciamento ambiental: confere padronização aos processos de licenciamento e estabelece ritos simplificados.
No Senado, estão em tramitação 15 propostas. São elas:
PEC 186/19 - PEC Emergencial: prevê mecanismos para redução de gastos públicos, como salários de servidores, e veda novas despesas obrigatórias;
PEC 187/19 - PEC dos Fundos Públicos: libera recursos de 248 fundos públicos infraconstitucionais a fim de abater a dívida pública;
PEC 188/19 - Pacto Federativo: descentraliza, desindexa e desvincula recursos orçamentários em favor dos estados, do Distrito Federal e dos municípios;
PLP 137/20 - Uso de fundos públicos para combate da pandemia: libera cerca de R$ 167 bilhões para ações de saúde e mitigação de efeitos econômicos;
PLP 146/19 – Startups: marco legal para incentivar as empresas que atuam na inovação aplicada a produtos, serviços ou modelos de negócios;
PL 4199/20 - Cabotagem (ou “BR do Mar”): libera o uso de navios estrangeiros na costa sem a obrigação de construção de embarcações em estaleiros locais;
PL 5191/20 - Fundo de investimento agrícola: amplia instrumentos de financiamento privado e reduz a dependência em relação a recursos públicos;
PL 3178/19 - Partilha do petróleo e gás natural: acaba com a preferência da Petrobras e permite a licitação no pré-sal se esse regime for mais vantajoso;
PL 3723/19 - Porte de armas: regulamenta as atividades de atiradores esportivos, caçadores e colecionadores;
PL 7843/17 - Eficiência administrativa (GovTec): amplia os serviços públicos informatizados, com validação de documentos por meio de assinatura eletrônica;
PL 1023/11 (PLC 8/13 no Senado) - Cobrança de pedágio: concede isenção de pagamento para morador de município onde está localizada a praça;
PL 1057/07 (PLC 119/15 no Senado) - Estatuto do Índio: prevê o combate a práticas tradicionais nocivas e estabelece proteção aos direitos fundamentais de crianças indígenas;
PLS 261/18 (sem numeração na Câmara) - Ferrovias: novo marco regulatório permite à iniciativa privada a construção e a operação de ferrovias próprias;
PLS 216/17 (sem numeração na Câmara) - Lei de Drogas: define como crime a corrupção de menor de 18 anos em caso de infração relacionada ao tráfico; e
PLS 232/16 (sem numeração na Câmara) - Modernização do setor elétrico: prevê mercado livre e possibilidade de portabilidade da conta de luz.
Reportagem – Ralph Machado
Edição – Ana Chalub
Fonte: Agência Câmara de Notícias



