Heitor questiona gasto do Governo Estadual com obra do bonde elétrico
Deputado Heitor FérrerFoto: Edson Júnio Pio
De acordo com o parlamentar, a intenção inicial do Governo do Estado era um bonde que percorresse cerca de seis quilômetros, com investimento de R$ 214 milhões. Ainda segundo ele, o governador recuou, porém, pretende fazer agora pouco mais de dois quilômetros, gastando um valor similar ao projeto anterior. Cabe a gente aqui, e a base do Governo nesta Casa, repudiar esse tipo de gasto. Temos que dizer ao governador que esta obra não agrega em nada na vida do cearense. A miséria que vive o nosso povo não permite um gasto desse porte”, pontuou.
Heitor Férrer apontou o risco de a obra prejudicar o turismo da Capital. A justificativa é que o transporte reduzirá o trânsito de turistas nas ruas da cidade e a entrada dessas pessoas em estabelecimentos comerciais na região em que o equipamento passará. “Para turistas caminhar dois quilômetros é algo deleitante. O turista não vai conhecer a cidade. Isso é uma das piores concepções para o turismo”, afirmou.
O deputado citou a obra do “Acquario Ceará”, que está parada na Praia de Iracema, e recordou seu voto contrário ao equipamento. “Quando votamos contra a construção do aquário, eu já dizia que aquilo não daria certo. Hoje está em ruinas, com mais de R$ 200 milhões dos cearenses enterrados ali. E esse bondinho é apenas para inglês ver. É um aquário 2”, criticou.
Para Heitor Férrer, o Governo do Ceará deveria pensar mais nas pessoas pobres do Estado e evitar obras “faraônicas”, que “não agregam em nada na vida das pessoas”. O parlamentar citou matéria veiculada na imprensa, no começo deste ano, com o título “Com 5,1 milhões de pessoas na pobreza, CE tem 33% da população em situação extrema vivendo com R$ 89”.
O deputado repudiou ainda o patrocínio do Governo para a publicação do livro com o título “Pandemia: a luta contra o Covid-19 no Ceará”. O investimento para a publicação seria de R$ 547 mil, segundo o deputado. “A internet está cheia de informações. Não precisa se condensar um livro com um financiamento de R$ 500 mil. Isso é uma afronta ao povo cearense”, condenou. De acordo com o parlamentar, o governador recuou, por meio das redes sociais, e desistiu do financiamento da obra.
O deputado Fernando Hugo (PP), em aparte, ponderou que Heitor Férrer não conhece a destinação completa da verba a ser usada nessa obra e afirmou a importância de ouvir a liderança do governo na Casa para maiores esclarecimentos sobre a obra e sua importância para o turismo da cidade.
O deputado Júlio César Filho (Cidadania) afirmou que o objetivo do projeto é fomentar ainda mais o turismo e gerar emprego e renda nesse setor no Estado. “Esse é um dos principais indutores da nossa economia. Haverá investimentos públicos, mas também investimentos em parceria com empresas privadas”, afirmou. Segundo o parlamentar, mesmo com a pandemia, é importante manter os investimentos em outras áreas, além de que o equipamento beneficiará toda a população e não somente aos turistas.
GS/AT
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Salmito critica projeto de lei que concede autonomia ao Banco Central
Deputado SalmitoFoto: Edson Júnio Pio
O parlamentar explicou que o Banco Central e o Ministério da Economia são responsáveis pela política macroeconômica do País, sendo o BC responsável, especificamente, pela política monetária que diz respeito ao controle da inflação e à taxa de juros, que tem relação direta com o sistema financeiro, o setor produtivo e os consumidores.
“Porque quando você, meu irmão cearense, compra uma geladeira ou fogão, se comprar a prazo, você vai pagar juros trabalhado na política monetária do Banco Central. E mesmo que não pague a prazo, a empresa do comércio ou da indústria que produziu aquele fogão ou geladeira também pega crédito, que é outra competência do Banco Central”, exemplificou.
Para Salmito, o projeto concede uma “falsa autonomia” ao BC, uma vez que, segundo ele, o projeto submete o BC aos interesses do sistema financeiro. “É o que esse País tem feito nos últimos 30 anos, inclusive nos governos do PSDB e do PT”, salientou. Ele também ressaltou que quem define os rumos da macroeconomia é o presidente da República, eleito com legitimidade pela população.
“O presidente da República se compromete com uma concepção de gerar emprego e renda numa perspectiva ou de direita, ou de centro, ou de centro-esquerda, ou de centro-direita. Se o presidente do BC, junto com a diretoria, tiver um mandato, vamos supor que se elege um presidente da República para mudar a política macroeconômica, mas o BC não vai mudar essa política. Que autonomia é essa?” explicitou.
Segundo o deputado, a política macroeconômica está massacrando o trabalhador que ganha um salário mínimo. “Quando ele compra uma geladeira, ele paga duas ou paga três”, pontuou. Ele apontou ainda que essa política massacra também a indústria. “Porque a indústria não tem mais crédito. Não compensa mais ampliar o parque industrial, porque é melhor aplicar no mercado financeiro”, frisou.
Salmito acentuou a importância de trazer esse debate para o entendimento da população. “Quando você se desespera pela falta de emprego, porque o comércio e a indústria não estão gerando emprego, o País não está gerando emprego porque não tem crédito para estimular o setor produtivo. E esse crédito é definido na política macroeconômica do BC junto com o Ministério da Economia”, salientou.
O parlamentar também chamou atenção para o fato de que o País pagou, em 2020, mais de R$ 288 bilhões em auxílio emergencial e disponibilizou R$ 1 trilhão e 200 milhões de reais para o sistema financeiro. “E esse sistema financeiro disponibilizou esse crédito para quem? Para quais empreendedores? Os empreendedores pegaram esse crédito e geraram mais emprego e mais renda?”, questionou.
Em aparte, o deputado Renato Roseno (Psol) somou-se à indignação do colega parlamentar e reiterou que o projeto submete o BC ao mercado financeiro. “Todo mundo aqui deve a banco, e banco não tem ética. O mercado financeiro é orientado ao aumento da rentabilidade. O neoliberalismo desindustrializou o Brasil e nos deixou agora reféns da financeirização”, assinalou. Roseno também informou que seu partido votou contra o projeto e vai recorrer ao STF para tentar barrar o projeto.
BD/LF
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Romeu Aldigueri quer pauta ambiental integrada às discussões políticas
Deputado Romeu AldigueriFoto: Edson Júnio Pio
Entre esses “recordes”, ele destacou a quantidade de áreas desmatadas no País. O parlamentar afirmou, utilizando matérias do portal G1 como referência, que 2020 foi o segundo ano de maior desmatamento no Brasil desde 2015, ficando atrás apenas de 2019.
Ele associou esses números à gestão do Governo Bolsonaro que, ainda de acordo com ele, “tem cumprido a meta de desmontar o País em todos os setores, com o silêncio de muitos congressistas, parlamentares, cientistas e profissionais da imprensa”.
Romeu Aldigueri também defendeu o reajuste da tarifa cobrada pelo uso das águas subterrâneas no Estado. Ele informou que o decreto que estabelece o reajuste apenas alinha o valor da tarifa ao período inflacionário.
“Um agricultor que cultiva oito hectares, o que é muito para um agricultor de subsistência, paga entre R$ 3 e R$ 8 de taxa conforme o produto que cultiva, já com o reajuste. Essa taxa é um cuidado que o Governo tem para evitar o desperdício de água, item que vai ser de fundamental importância para as gerações futuras”, informou.
Em aparte, o deputado João Jaime (DEM) lembrou que essa cobrança foi aprovada pela AL há quatro anos. “É uma cobrança necessária e que, na prática, não vai mudar muita coisa”, disse. Os deputados Heitor Férrer (SD) e Salmito (PDT) concordaram e criticaram opositores que usam do tema para fazer “politicagem”.
O deputado Moisés Braz (PT) lembrou que o Governo do Estado tem concedido um tratamento diferenciado aos agricultores de subsistência, não apenas no que diz respeito às taxas de água, mas também por meio dos programas de distribuição de renda e outros. “O Governo Federal, ao contrário, só mostra sua falta de compromisso com o povo do campo quando corta os programas de convivência com o semiárido, e outros que perdemos desde que o mandato atual se iniciou”, declarou.
PE/LF
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Marcos Sobreira solicita que agências bancárias abram no Carnaval
Deputado Marcos SobreiraFoto: Edson Júnio Pio
De acordo com o parlamentar, apesar do decreto do Governo do Estado que cancela os feriados e faz recomendações a setores como comércio, transporte intermunicipal e turismo, as agências bancárias permanecerão fechadas. “Teremos barreiras sanitárias para o controle de quem entra e sai, proibição de festas e vendas de bebidas para aqueles municípios que promovem o tradicional Carnaval. Enquanto o comércio seguirá aberto, as agências bancárias fecharão”, explicou.
Para o deputado, a decisão por parte dos bancos será um transtorno para esses municípios. “Uma agência fechada numa cidade do interior é um convite para o comércio também fechar, além de levar a aglomeração no dia em que retomar as atividades. Isso pode aumentar a contaminação”, avaliou.
Marcos Sobreira ressaltou respeito às associações bancárias, mas frisou que a decisão não colabora com o enfrentamento à pandemia do Covid-19. “Ninguém vai ao banco porque quer, vai porque precisa. Pedimos a sensibilidade de vocês para que atendam a população nesses dias”, apelou.
O parlamentar destacou ainda sua visita na última semana ao Cariri, onde participou da posse da mesa diretora da Associação dos Municípios do Cariri Oeste (Amcoeste). “A associação foi fundada em 1994 pelos 11 municípios da região, mas estava desativada há algum tempo. Parabenizo aqui a nova mesa diretora, presidida pelo prefeito de Nova Olinda, Ítalo Brito. Desejo sucesso e coloco nosso mandato à disposição”, declarou.
Em aparte, o deputado Sérgio Aguiar (PDT) concordou com o colega deputado sobre o funcionamento das agências bancárias. “É incompatível com o momento sanitário que estamos vivendo. E isso nos leva à questão da ampliação de horários, como a dos restaurantes de hotéis que pode ser ampliado apenas para atender a hóspedes. São questões que podemos nos debruçar e entender cada situação em particular e pensar uma solução”, classificou.
O deputado Nizo Costa (PSB) também pediu a colaboração dos bancos, uma vez que o governador do Estado e os prefeitos estão tomando medidas duras e impopulares para conter o avanço da pandemia.
Já a deputada Dra. Silvana (PL) sugeriu não só que as agências permaneçam abertas, como também ampliem o horário de funcionamento. “Aumentem seu horário de atendimento, pois se de fato fecham as portas, a lógica é que promovam aglomeração quando retomarem as atividades”, concluiu.
O deputado Acrísio Sena (PT) lembrou ainda das demissões e fechamento de agências bancárias do Banco do Brasil. “Não bastasse o prejuízo que esses municípios terão com fechamento definitivo de agências, a população ainda será obrigada a se aglomerar quando precisar do serviço. O horário de atendimento precisa sim ser prolongado, como indicou a deputada Dra. Silvana”, opinou.
LA/LF
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Roseno defende participação da AL no debate sobre renda básica
Deputado Renato RosenoFoto: Edson Júnio Pio
Para o parlamentar, diante do quadro de extrema pobreza enfrentado por milhares de famílias cearenses, é necessário criar mecanismos mais efetivos de redução de incentivos fiscais e de transferência de renda para a população mais vulnerável socialmente.
“Podemos aqui no Estado reduzir as nossas renúncias fiscais, desenvolvendo um programa de transferência de renda que chegue aos milhões de cearenses que vivem na extrema pobreza. O tema tem que ser uma bandeira dessa Casa”, salientou.
Segundo Roseno, essas famílias precisam enxergar no Poder Público um aliado no combate à pobreza, miséria e desigualdade. “Devemos nos irmanar em torno do tema que é a renda básica de cidadania”, apontou.
Ainda de acordo com o deputado, a questão é uma imposição diante de um momento crucial em que a crise sem precedentes da pandemia de Covid-19 se abate criticamente sobre a população, sobretudo a mais pobre, agravando a desigualdade social.
“É fundamental se pensar em uma renda básica de cidadania em um cenário onde temos uma desigualdade gigantesca, que se ampliou com a pandemia”, ressaltou o parlamentar.
Em aparte, o deputado Salmito (PDT) se somou à defesa do colega. “Quem conhece a dor do nosso povo em tempos normais pode imaginar o que ele está passando agora nessa época de pandemia”, avaliou.
O deputado Fernando Hugo (PP) comentou que “desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, nós aprendemos com os governantes que não é só dando recursos para as famílias que se acaba com a miséria, sendo necessário enquadrar socialmente a população mais vulnerável”.
A deputada Dra. Silvana (PL) enfatizou que é hora de ajudar a população mais fragilizada. “Não posso me posicionar contra o óbvio, que as pessoas precisam receber recursos para viver e se locomover”, pontuou.
RG/AT
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Acrísio Sena alerta para riscos do Ceará perder área em litígio com Piauí
Deputado Acrísio SenaFoto: Edson Júnio Pio
O parlamentar chamou atenção para a decisão do STF, no final de 2020, sobre o litígio territorial entre o Piauí e o Tocantins, em que, segundo ele, foram usados os mesmos argumentos aos da disputa com o Ceará. O deputado apontou que nessa resolução o Piauí incorporou ao seu território uma área de cerca de 140 quilômetros quadrados. “Se o Supremo tiver o mesmo entendimento no caso de litígio com o Ceará, o Piauí ganhará uma área importante do nosso Estado, cerca de 245 quilômetros, havendo perda no espaço de representatividade das pessoas que vivem ali”, ressalta.
Acrísio Sena lembrou que, em 2017, o SFT transferiu para o Exército Brasileiro a responsabilidade em emitir parecer técnico para poder fazer a definição de limites. De acordo com o deputado o relatório do Exército traz “apenas informações técnicas e cartas históricas”. “Não podemos discutir o problema do litígio apenas pelos mapas e pela cartografia. Não podemos fazer uma análise dessa forma. É pequeno o alcance. Hoje em dia há drones e outras formas de análises. Tem o pertencimento do povo sobre o local que deve ser levado em consideração”, cobrou.
O deputado destacou a importância de uma união entre o Governo do Estado, a Assembleia Legislativa a bancada federal no Congresso para o Ceará não ser surpreendido com um relatório que prejudique o estado na disputa. Segundo ele, estudos do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) podem contribuir com relatórios que analisam com mais precisão os diversos aspectos sociais, econômicos e culturais.
O parlamentar alertou também para o que chamou de “prejuízo incalculável”, em caso de ganho de causa para o Piauí. De acordo com Acrísio o Ceará perderia seis municípios: Ibiapina, São Benedito, Guaraciaba do Norte, Carnaubal, Croatá e Poranga; além da sede de outros sete municípios cearenses.
Acrísio Sena elencou os equipamentos públicos feitos na área que está em litigio, como 290 escolas, seis centros de educação infantil, duas brinquedopraças, duas escolas indígenas, três escolas profissionalizantes, 172 unidades de saúde, 24 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Centro de Referência em Assistência Social (Creas), dois postos da Polícia Rodoviária Estadual, 733 quilômetros de estradas, o aeroporto de São Benedito, 598 torres eólicas, 117 áreas de mineração, mais de 21 mil estabelecimentos agropecuários, o Parque de Ubajara, além de 1500 poços profundos.
“Tudo que foi construído nessa área foi feito com a garra e determinação dos governos que passaram no estado do Ceará. Que esses dados sejam agregados aos estudos. Esses argumentos ratificam a necessidade de defesa desses 13 municípios pertencerem ao Ceará”, reforçou o deputado.
O deputado Fernando Hugo (PP), em aparte, sugeriu ao deputado Acrísio Sena uma reunião com o governador Camilo Santana, a procuradoria Geral do Estado, prefeitos dos municípios atingidos, e encaminhe uma audiência pública para discutir o assunto. “Até hoje não estávamos sendo apáticos, mas com essas informações fica evidente, ainda mais, a importância dessa discussão”, disse.
A deputada Dra. Silvana (PL) ressaltou que a população que vive na localidade que pode ser afetada precisa ter sua cultura e sentimento de pertencimento ao Ceará respeitado.
O deputado Bruno Pedrosa (PP) observou que o litígio acontece há cerca de 200 anos, ganhando força nos últimos três anos. O parlamentar enfatizou que as pessoas que vivem na localidade disputada pelos dois estados “se sentem cearenses” e isso precisa ser defendido e respeitado.
O deputado Salmito (PDT) afirmou que essa é uma questão que não se resolve com a burocracia, mas com a antropologia e com um estudo sociólogo das pessoas que ali vivem.
GS/AT
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Prorrogação do estado de calamidade pública no Ceará é aprovado na AL
Votação durante a sessão plenária desta quinta-feiraFoto: Edson Júnio Pio
De autoria da Mesa Diretora da Casa, o projeto 03/2021 prorroga o decreto legislativo n° 543, de 03 de abril de 2020, que reconhece a ocorrência de Estado de Calamidade Pública no Ceará.
A extensão da vigência até junho se justifica como uma medida de combate aos efeitos da crise sanitária provocada pela Covid-19. A proposta foi aprovada com uma emenda do deputado Renato Roseno (Psol).
Também foi aprovado o projeto de lei 01/21, de autoria do Poder Executivo, que propõe o novo piso salarial aos Agentes Comunitários de Saúde vinculados ao Estado do Ceará, estabelecendo o valor de R$ 1.550.
RG/AT/LF AGÊNCIA DE NOTICIAS DA AL/CE - DANIEL SAMPAIO
Assembleia anuncia composição das Comissões Técnicas
A Comissão de Constituição, Justiça e Redação tem como membros titulares os deputados Romeu Aldigueri (PDT), Salmito (PDT), Julio César Filho (Cidadania), Elmano Freitas (PT), Bruno Pedrosa (Progressistas), Leonardo Araújo (MDB), Osmar Baquit (PDT), Augusta Brito (PCdoB) e Fernanda Pessoa (PSDB). Foi eleito para presidir o colegiado deputado Romeu Aldigueri e na vice o deputado Salmito Filho.
Na Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação os titulares são os deputados Sérgio Aguiar (PDT), Elmano Freitas (PT), Walter Cavalcante (MDB), Bruno Pedrosa, Queiroz Filho (PDT), Augusta Brito, Júlio César Filho (Cidadania), Nizo Costa (PSB) e Delegado Cavalcante (PSL). Para presidir a comissão foi eleito Deputado Sérgio Aguiar e na vice, Elmano Freiras.
Por sua vez, a Comissão de Fiscalização e Controle tem como titulares os deputados Agenor Neto (MDB), Bruno Pedrosa, Moisés Brás (PT), Júlio César Filho, Marcos Sobreira (PDT), Queiroz Filho, Sérgio Aguiar, Osmar Baquit e Tony Brito (Pros). Foram eleitos como presidente e vice do colegiado os deputados Agenor Neto e Bruno Pedrosa.
A Comissão de Defesa do Consumidor tem como titulares os deputados Fernando Hugo (Progressistas), Guilherme Landim (PDT), Jeová Mota (PDT), Elmano Freitas, Leonardo Araújo (MDB), Nizo Costa e Élvilo Araújo (Patri). Para a presidência foi eleito o deputado Fernando Hugo e para a vice Guilherme Landim.
Na Comissão de Educação estão os deputados Queiroz Filho, Acrísio Sena (PT), Augusta Brito, Bruno Pedrosa, Guilherme Landim, Salmito e David Durand (REP). A presidência do colegiado ficou com Queiroz Filho e a vice com Acrísio Sena.
A Comissão de Agropecuária tem como titulares os deputados Moisés Braz, Guilherme Landim, Agenor Neto (MDB), Leonardo Pinheiro (Progressistas) e Salmito . Para presidir foi escolhido o deputado Moisés Braz e na vice Guilherme Landim . Já na Comissão de Ciência, Tecnologia e Educação Superior estão os deputados Osmar Baquit, Carlos Felipe (PCdoB), Bruno Pedrosa, Nizo Costa e Romeu Aldigueri. O escolhido para presidir o colegiado Osmar Baquit e Carlos Felipe na vice-presidência.
A Comissão de Defesa Social tem como membros os deputados Elmano Freitas, Guilherme Landim, Queiroz Filho, Júlio César Filho e Tony Brito (Pros). Os deputados Elmano Freiras e Guilherme Landim foram eleitos presidente e vice, respectivamente. Na Comissão de Direitos Humanos e Cidadania estão os deputados Renato Roseno (Psol), Augusta Brito, Bruno Pedrosa, Marco Sobreira e Elmano Freitas. Renato Roseno foi eleito presidente e Augusta Brito para a vice-presidência.
A Comissão de Indústria, Comércio, Turismo e Serviço tem como suplentes os deputados Nelinho (PSDB), Sérgio Aguiar, Júlio César Filho, Queiroz Filho e Moisés Braz . Na presidência o deputado Nelinho e na vice, Sérgio Aguiar.
A de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Semiárido conta com os deputados Leonardo Pinheiro, Acrísio Sena, Renato Roseno, Walter Cavalcante (MDB) e Romeu Aldigueri . Leonardo Pinheiro foi eleito para a presidência e Acrísio Sena para a vice-presidência.
A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público tem como membros os deputados Jeová Mota, Elmano Freitas, Agenor Neto , Augusta Brito e Júlio César Filho. Jeová Mota e Elmano Freiras foram eleitos presidente e vice, respectivamente. A de Viação, Transportes e Desenvolvimento Urbano tem como membros os deputados Nizo Costa, Moisés Braz, Bruno Pedrosa, João Jaime (DEM) e Oriel Nunes (PDT). O deputado Nizo Costa foi eleito presidente do colegiado e Moisés Brás o vice.
A Comissão da Infância e Adolescência é composta pelos deputados Delegado Cavalcante (PSL), Aderlania Noronha (SD), Elvilo Araújo (Patri), Elmano Freitas e Queiroz Filho. Delegado Cavalcante e Aderlânia Noronha foram eleitos presidente e vice, respectivamente. A de Juventude, pelos deputados Leonardo Araújo, Queiroz Filho, David de Raimundão (MDB), Bruno Pedrosa e Augusta Brito. Leonardo Araújo foi eleito presidente e Queiroz Filho como vice.
Na Comissão de Cultura e Esporte estão como titulares os deputados Marcos Sobreira, Acrísio Sena, Nelinho, Nizo Costa e Oriel Nunes. Marcos Sobreira vai presidir o colegiado e Acrísio Sena é o vice. Já a de Desenvolvimento Regional, Recursos Hídricos, Minas e Pesca tem como membros os deputados Acrísio Sena, Fernanda Pessoa (PSDB), Leonardo Pinheiro, Walter Cavalcante e Romeu Aldigueri. Para presidência e vice da comissão, respectivamente, os deputados Acrísio Sena e Fernanda Pessoa.
Já para a Comissão de Seguridade Social e Saúde foram indicados os deputados Dra. Silvana (PL), Augusta Brito, Guilherme Landim, Lucílvio Girão (Progressistas), Elmano Freitas, Agenor Neto e Fernanda Pessoa. O presidente e vice ainda serão eleitos.
Confira aqui a composição de todas as comissões com respectivos suplentes.
AGÊNCIA DE NOTICIAS DA AL/CE - DANIEL SAMPAIO
Após cinco meses parada, reforma administrativa deve começar a andar
Por Alessandra Azevedo, de Brasília para exame
A reforma administrativa, parada há mais de cinco meses no Congresso, deve começar a avançar nesta terça-feira, 9, segundo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Enviado pelo governo em setembro de 2020, o projeto que muda as regras do funcionalismo público deve ser encaminhada para o primeiro passo da tramitação: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
Durante a campanha pela presidência da Câmara, Lira elencou a reforma administrativa como uma das prioridades da gestão dele, se fosse eleito. A meta, segundo ele, é votar a matéria no plenário ainda no primeiro trimestre. “Estarei encaminhando amanhã (9/2) para a CCJ a reforma administrativa como o primeiro pontapé para a discussão dessa matéria. Estou me comprometendo a fazer a discussão e levar para o plenário”, escreveu Lira, no Twitter, nesta segunda-feira, 8.
O texto sofre resistências desde que chegou à Câmara. Parlamentares, principalmente da oposição, alegam que as regras propostas ferem direitos e abrem caminho para perseguições a servidores. Um dos pontos mais criticados é o fim da estabilidade para quase todas as carreiras. Pelo texto do governo, apenas servidores de carreiras típicas de estado poderão manter a estabilidade. A lista de quais carreiras se enquadram nesse critério ainda será enviada.
O projeto também propõe revisão de benefícios, como licença-prêmio e progressão de carreira baseada apenas em tempo de serviço. As regras valerão apenas para novos servidores, depois de promulgado o texto. Outro foco de críticas é o fato de parlamentares, ministros de tribunais superiores, promotores e juízes não serem afetados pelas novas regras. O assunto deve ser discutido durante a tramitação.
Próximos passos
A CCJ, porém, é apenas a primeira fase de tramitação. Depois de ter a constitucionalidade aprovada pelo colegiado — ou seja, se a comissão entender que a matéria não fere a Constituição —, a reforma precisa passar por uma comissão especial, que discutirá o mérito. Lá, o relator apresenta um parecer, que pode sugerir mudanças no texto enviado pelo governo. Só depois, a matéria vai para o plenário. Em seguida, passa pelas mesmas fases de tramitação no Senado.
A CCJ está parada desde março, devido à pandemia do novo coronavírus. Para retomá-la, é preciso aprovar uma resolução no plenário. Lira pautou a votação da resolução para esta terça-feira. A comissão deve voltar a funcionar em março, depois do carnaval. Os deputados ainda precisam decidir quem comandará a CCJ. A deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) é a mais cotada, mas é alvo de resistência entre os parlamentares.
Como a reforma foi enviada na forma de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o processo é demorado. Os deputados e senadores precisam aprovar o texto em dois turnos de votação, com três quintos dos votos em cada Casa. Ou seja, para que a reforma seja aprovada, são necessários 308 votos de deputados e 49 de senadores. Depois, a PEC não precisa ser sancionada pelo presidente da República, ela vai direto para promulgação e passa a fazer parte do texto constitucional.
O governo ainda prometeu duas outras fases da reforma administrativa, que serão enviadas em outros projetos. A próxima leva tratará de gestão de desempenho, diretrizes de carreiras e cargos, funções e gratificações. O terceiro projeto será sobre direitos e deveres, estrutura remuneratória e organização das carreiras. O governo ainda não deu data para enviar as próximas etapas.
Congresso quer auxílio emergencial fora do teto e sem corte de despesas
09 de fevereiro de 2021 | 05h00
BRASÍLIA - O comando do Congresso sinalizou ontem que quer uma via expressa para a retomada do auxílio emergencial. Os gastos com o benefício devem ficar de fora do limite do teto de gastos, a regra que proíbe que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação. Além disso, ao contrário do que defende o ministro da Economia, Paulo Guedes, a nova rodada do auxílio não deve prever contrapartidas, como a aprovação de medidas de controle de gastos.
Enquanto o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), acenou com a possibilidade de o Congresso abrir uma “excepcionalização temporária” do Orçamento para garantir o pagamento de novas parcelas do auxílio, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), foi além. Disse que não é possível condicionar a concessão do benefício a medidas de ajuste fiscal, com o argumento de que a emergência e a urgência da situação não podem esperar. Em entrevista à GloboNews, Pacheco disse que o cenário pode ser diferente em três ou quatro meses, com o aumento da imunização, mas agora ele é urgente.
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Bolsonaro fala em volta do auxílio para 'ontem', depois de afirmar que nova rodada quebraria o País
“Só temos duas saídas: ou votamos rapidamente o Orçamento ou o governo federal vai procurar alguma forma de o Congresso excepcionalizar temporariamente (o pagamento), até que tenhamos Orçamento para votar um projeto de novo de inclusão mais acessível para a população e que traga as pessoas que estão numa situação muito difícil”, disse Lira em entrevista em Alagoas.
Na prática, as falas dos presidentes da Câmara e do Senado sinalizam que o governo e o Congresso negociam uma forma de incluir as despesas da nova rodada do auxílio no que os economistas chamam de “extrateto de gastos”. Ou seja, fora da contabilização do limite do teto.
Essa “excepcionalização” poderia ser feita por meio da edição de um crédito extraordinário do Orçamento. Esse tipo de crédito só o governo pode editar. A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública. Há dúvidas, porém, se os gastos com o agravamento da covid-19, como os de agora, podem ser incluídos na categoria de imprevisíveis.
Outra possibilidade é abrir uma exceção na emenda do teto de gastos, como foi feito na distribuição dos recursos obtidos no leilão da exploração do pré-sal para Estados e municípios. Nesse caso, o caminho de tramitação exige uma mudança na Constituição.
Se adotada a via expressa , o novo auxílio poderá ser concedido antes da aprovação do Orçamento, que deve prever um novo programa social. Uma definição sobre o socorro financeiro do governo aos mais vulneráveis se arrasta há meses mesmo diante da piora da pandemia.
Meta fiscal
Lira e Pacheco não deram detalhes de como essa brecha orçamentária se daria, mas as discussões avançam na área técnica do Ministério da Economia depois que Guedes aceitou a nova rodada de auxílio com valor em torno de R$ 200 e por mais três meses, segundo apurou o Estadão. Bolsonaro, que publicamente negava a necessidade do auxílio, ontem disse que a discussão para uma nova rodada do benefício é para “ontem” (mais informações nesta página).
O impasse está no teto de gastos, mas a necessidade de cumprimento da meta fiscal de 2021 é outro obstáculo a ser superado para a concessão do auxílio. Mesmo que as despesas para o seu pagamento fiquem de fora do limite do teto de gasto – o cenário hoje mais provável devido à urgência da pandemia – o governo teria de compensar o gasto extra por meio de aumento da arrecadação ou mudar a meta fiscal, que prevê um rombo de R$ 247,1 bilhões.
Pela legislação brasileira, a despesa entra no cálculo do resultado primário (as receitas com a arrecadação de impostos menos as despesas, antes do pagamento de juros). Em 2020, com o chamado orçamento de guerra, as regras fiscais foram suspensas e o governo não precisou cumprir a meta fiscal e pode ampliar os gastos.
A edição de um crédito extraordinário é considerada a saída mais pragmática, mas tem ainda pontos de dúvidas em relação à exigência de imprevisibilidade para esse tipo de crédito ser aberto pelo governo. A dúvida a ser esclarecida é: a prorrogação do auxílio era ou não previsível?
Guedes tem defendido atrelar o auxílio a medidas de corte de despesas e também à aprovação de uma cláusula de calamidade que permitiria que as regras fiscais fossem suspensas enquanto ela estiver em vigor.
Para o coordenador do Observatório Fiscal da Fundação Getúlio Vargas, Manoel Pires, é possível fazer o auxílio por crédito extraordinário. “Algumas pessoas entendem o mecanismo de forma mais restritiva, mas deve prevalecer o entendimento mais flexível. A questão da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) é que o programa tem de obedecer à meta fiscal. A compensação se daria por acréscimo de receita ou corte de despesa.”




