Renan e Jorginho Mello batem boca na CPI aos gritos de vagabundo e ladrão picareta;

A CPI da Covid voltou a registrar uma forte discussão durante sessão de depoimento, desta vez com bate-boca, ofensas e uma quase agressão física. Nesta quinta-feira, o relator Renan Calheiros (MDB-AL) chamou o governista Jorginho Mello (PL-SC) de "vagabundo", que reagiu ofendendo o relator com termos como "picareta, ladrão picareta".
A discussão começou quando Renan disse que o presidente Jair Bolsonaro negociou com empresas de pouca credibilidade, que buscavam fraudar eleições e obter vantagens.
"Por essas coisas é que aumentou a percepção de que esse governo é um governo corrupto. Porque as pessoas vem aqui e tem essa negociação aberta, conhecida em detalhes", disse Renan.
"Eles se recusam a explicar, sem transparência nenhuma. Foi essa gente, e eu digo respeitosamente, que foi escolhida pelo presidente da República para comprar vacina, quando recusava comprar vacina da Pfizer, Butantan, OMS", completou o relator da CPI.
Jorginho Mello abriu seu microfone e passou a defender o governo, dando início a uma discussão. Ele disse que Renan não tinha "envergadura" para criticar o presidente da República. "Vai para os quintos, então...", disse Mello, em resposta à fala do relator de que não aceitava ser interrompido.
Renan reagiu chamando de "vagabundo" o governista, que novamente atacou o relator, afirmando que era um "ladrão picareta". "Vai [para os quintos...] vossa excelência com o presidente, e com o Luciano Hang", atacou Renan, em relação ao fato de que Jorginho Mello costuma defender o empresário.
"Vai lavar a boca para falar do Luciano", rebateu o governista
"Vai lavar a sua, vagabundo", disse Renan.
"Vagabundo é tudo, ladrão, picareta. Ladrão e picareta, que o Brasil conhece", disse Jorginho.
Os dois precisaram ser contidos por senadores. Renan desceu da mesa principal da comissão e partiu na direção de Mello, sendo contido por Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Tentou dar a volta para chegar ao seu adversário por outro caminho, sendo novamente contido.
A CPI da Covid ouve nesta quinta-feira o empresário e diretor da Precisa Medicamentos, Danilo Trento, sócio da Primarcial Holding e Participações Ltda.
Os senadores querem questioná-lo sobre a atuação no negócio envolvendo a venda da vacina indiana Covaxin ao Ministério da Saúde e também testes para detectar a Covid-19.
Em depoimento na semana passada, o lobista Marconny Albernaz de Faria chegou a afirmar que Trento era o dono da Precisa. Por isso, os parlamentares querem saber a real ligação dele com o sócio-diretor Francisco Maximiano.
CPI da Covid: Ministro da CGU chama senadora de ‘descontrolada’ e sessão termina em confusão
Daniel Weterman e Cássia Miranda, O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA E SÃO PAULO – A audiência da Comissão Palarmentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado desta terça-feira, 21, terminou em cofusão após o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, ofender a senadora Simone Tebet (MDB-MS) ao chamá-la de “descontrolada”. Senadores saíram em defesa da colega e se aglomeraram na mesa onde o ministro prestava depoimento para cobrá-lo pela declaração, considerada desrespeitosa. Neste momento, o áudio da transmissão da TV Senado foi cortado.
O bate-boca começou quando Tebet questionou Rosário sobre o fato de ele ter ignorado suspeitas de corrupção na compra da vacina Covaxin, alvo da CPI. Neste momento, o ministro da CGU mandou a senadora "ler de novo" o relatório do órgão que tratava do assunto, insinuando que ela não havia entendido. "Com todo respeito à senhora, eu recomendo que a senhora lesse tudo de novo porque a senhora falou uma série de inverdades aqui", afirmou. A declaração provocou reação imediata de parlamentares, que cobraram respeito do ministro. Tebet rebateu e disse que o ministro estava se comportando como um "menino mimado". "Não me chama de menino mimado, eu não lhe agredi. A senhora está totalmente descontrolada. Me atacando, me atacando", afirmou o ministro em seguida.
A ofensa à senadora levou os demais parlamentares a protestarem, acusando-o de ser "machista". Alguns deles saíram de suas mesas em direção ao ministro. Segundo Tebet, fora dos holofotes, Rosário pediu desculpas a ela. O presidente da CPI suspendeu o depoimento e encerrou a reunião em seguida. Antes, Aziz afirmou que o ministro passou a também figurar como investigado na comissão. Ele havia comparecido na condição de testemunha.
Rosário fez um pedido de desculpas à senadora no Twitter, no começo da noite desta terça-feira. "Reitero meus pedidos de desculpas caso minhas palavras tenham lhe ofendido", escreveu. "Às vezes, no calor do embate, somos agressivos inconscientemente. Estendo minhas desculpas a todas mulheres que tenham se sentido ofendidas."
Em entrevista à imprensa, a senadora afirmou que o assunto "estava encerrado" e que a comissão precisa se encontrar no foco da investigação.
O clima na CPI já era tenso desde o início. Ao longo do seu depoimento, Rosário desafiou senadores a provar que foi omisso na investigação do contrato da vacina indiana Covaxin e discutiu com parlamentares. A postura do ministro incomou Aziz. Em uma fala captada pelo microfone em sua mesa, o presidente da CPI chamou o chefe da CGU de "petulante do c...".
No depoimento, Rosário afirmou que o órgão não barrou a aquisição da Covaxin porque verificou que o preço das doses no site da fabricante indiana Bharat Biotech era coerente com o valor negociado com o Ministério da Saúde. Além disso, afirmou que só soube das suspeitas de irregularidades na compra do imunizante indiano em junho de 2021. A declaração foi dada durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid após o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), acusar o o ministro de prevaricação.
Wagner Rosário se ancorou no argumento de que só haveria possibilidade de superfaturamento no contrato de compra da Covaxin caso o governo tivesse efetivamente pago a despesa. "Mostre um documento que mostre que a CGU disse que o contrato era regular, tudo bem, a gente assume", disse Wagner Rosário para o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL).
O contrato do Ministério da Saúde com a Precisa Medicamentos para a compra da Covaxin é um dos principais focos da CPI. O processo de aquisição de 20 milhões de doses por R$ 1,6 bilhão foi cancelado após o avanço das investigações. A data citada por Wagner Rosário chamou a atenção do presidente do colegiado. "Só em junho de 2021?", questionou Aziz. "Sim. Se o senhor sabia antes, ótimo, mas eu... os casos apareceram na imprensa no final de junho", respondeu o ministro.
Na semana passada, Aziz acusou Wagner Rosário de prevaricação afirmando que a CGU havia acessado mensagens entre o lobista Marconny Faria com representantes da Precisa em junho do ano passado. Hoje, o ministro respondeu diretamente ao senador: "Não existe prevaricação nem minha nem de nenhum servidor da CGU".
De acordo com o ministro, a Justiça só autorizou o compartilhamento de informações da investigação com a CGU no dia 8 de julho de 2021, o que teria dado início às providências administrativas. O governo anunciou o cancelamento do contrato da Covaxin no dia 29 de julho, após análise da CGU.
A versão do ministro de que soube das suspeitas pela imprensa foi questionada por senadores logo no início do depoimento. "Pela imprensa, sim, mas pelo órgão que o senhor preside, não", disse Simone Tebet (MDB-MS).
"Não é para comprar água, não, é para comprar a vacina", disse o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), ao questionar a comparação de preços citada pelo ministro da CGU nesta terça. "O parâmetro que a CGU utilizou foi o site da empresa. Isso é uma coisa ridícula", declarou Renan Calheiros, ao criticar a atuação do órgão para verificar os aspectos da contratação.
Os integrantes do grupo majoritário apontaram uma tentativa de Wagner Rosário de blindar o presidente Jair Bolsonaro no depoimento.
Outro aspecto questionado foi o sigilo imposto pelo Ministério da Saúde no processo de compra da Covaxin. Rosário negou que tenha sido decretado um sigilo de cem anos. "Quem decretou sigilo de cem anos? Você tá repetindo coisas que não tem relação com a verdade", disse o ministro a Renan. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que presidia a reunião nesse momento, chamou a atenção do depoente. "Baixe a bola!"
O requerimento de convocação de Wagner Rosário foi apresentado pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE) e aprovado em junho. Segundo o parlamentar, o órgão enviou à CPI dados sobre 53 operações especiais que apuram desvio de recursos por Estados e municípios. De acordo com Girão, o valor total do prejuízo nos contratos chega a R$ 164 milhões.
Jair Renan
Mais cedo, Omar Aziz revelou ter acionado o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para tomar providências contra Jair Renan Bolsonaro, o filho 04 do presidente Jair Bolsonaro.
Renan usou seu perfil no Instagram para provocar a comissão, mostrando um vídeo com cerca de 10 armas. "Aloooo CPI kkkkk", escreveu. Aziz conversou com Pacheco na manhã de hoje.
"Isso é uma coisa absurda, sob qualquer aspecto. Essas ameaças de um fedelho como esse não vão intimidar, de forma nenhuma, essa Comissão Parlamentar de Inquérito", disse Renan Calheiros.
Aliado de Bolsonaro, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) também classificou a postura do filho do presidente como inapropriada, mas foi contra a convocação de Jair Renan a prestar depoimento, o que chegou a ser debatido pelo colegiado.
"É algo absolutamente inapropriado. Agora, é caso de convocação à CPI esse fato? Não, não é", disse Marcos Rogério. "Embora na fala dele não vi nenhuma ameaça a quem quer que seja, apenas uma associação ali entre o que estava se falando aleatoriamente, uma imagem e um texto, mas que se encaminhe para o foro apropriado para que se faça a apuração", completou o senador.
Assembleia Legislativa volta a realizar sessões no interior após início da pandemia
A Assembleia Legislativa realizará, no próximo dia 30 de setembro, uma nova sessão itinerante, desta vez, em Itapipoca. A ação será a primeira após o início da pandemia da Covid-19.
A sessão itinerante é uma ação prevista no Regimento Interno da Casa e permite que as atividades realizadas na sede do Poder Legislativo em Fortaleza ocorram no Interior do Estado, aproximando os parlamentares da população.
A iniciativa é articulada pelo Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos da Assembleia.
PROGRAMAÇÃO
Além dos trabalhos legislativos, serão ofertados dois dias de serviços para os cidadãos em parceria com Governo do Estado, Sistema S, Sebrae, entre outras instituições.
Também será realizado no dia um festival de cultura envolvendo artistas de toda a região de Itapipoca. Em virtude da pandemia, haverá controle de entrada das pessoas e uso obrigatório de máscara nos locais do evento.
A última sessão itinerante da Assembleia Legislativa foi realizada em novembro de 2019, em Juazeiro do Norte. A próxima sessão itinerante será realizada sob o comando do presidente da Assembleia, deputado estadual Evandro Leitão (PDT).
Dia do Contador é comemorado em sessão solene na AL nesta terça-feira
“O profissional da contabilidade é de fundamental importância para o desenvolvimento da economia do País, seja na gestão de empresas, cuidando de contratos e folha de pagamentos; na auditoria, averiguando os dados dos registros contábeis; na área atuarial. Ou seja, sua atuação é indispensável em diversas áreas fundamentais para o bom funcionamento de qualquer negócio ou instituição”, salienta.
Segundo o parlamentar, a profissão faz 90 anos desde que instituída pelo patrono da contabilidade, João de Lyra. Representada pelo Conselho Federal de Contabilidade e conselhos regionais de contabilidade, a classe registra mais de 527 mil profissionais em atividade.
Para Evandro Leitão, a ciência contábil e seus profissionais evoluem cada vez mais. “Diferente do passado, quando o contador era visto como arcaico, atualmente o profissional é mais ousado, aproximando a utilidade gerencial aos seus clientes”, afirmou.
Foram convidados para a solenidade Robisson Passos de Castro Silva, presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Ceará (CRCCE), e os contadores Francisco Coutinho Chaves, Ana Flávia Alcantara Rocha Chaves, Francisco Célio Rodrigues de Alencar, Amandio Ferreira dos Santos, Sâmia Menezes de Almeida, Cleverson Gonçalves Ximenes e Francisco Leite de Oliveira Filho, membros do Conselho Regional de Contabilidade do Ceará.
PE/JI/LF
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Assembleia celebra os 79 anos da 10ª Região Militar nesta terça-feira
10ª Região MilitarFoto: Divulgação
Para o parlamentar, a homenagem à região militar se justifica por sua história. A 10ª RM foi organizada em 1942, sua área de atuação compreende os estados do Ceará e do Piauí e ela está instalada na Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção.
“Desde sua criação, tem atuado na defesa nacional, em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), em apoio às eleições com operações de Garantia da Votação e Apuração (GVA), no combate ao mosquito Aedes aegypti e na Operação Pipa. Todas são missões típicas do Exército, que mescla ações operacionais e iniciativas humanitárias”, disse.
A Fortaleza Nossa Senhora da Assunção, onde funciona a 10ª RM, é também um patrimônio cultural da cidade e do País, aberta diariamente à visitação de turistas e grupos escolares, que têm acesso a uma visita guiada para entender a relação intrínseca entre a edificação histórica e o nascimento da cidade de Fortaleza.
Foram convidados para o evento o general de Divisão André Luiz Campos Ribeiro Allão, chefe da 10ª Região Militar; o coronel Renato Assis, chefe da Sessão dos Inativos e Pensionistas; o coronel Lúcio Rodrigues, chefe do Posto de Recrutamento e Mobilização; o coronel André Cunha, chefe da Operação Carro-Pipa; o coronel Clayriston Oliveira Berlamino, chefe de Fiscalização e Produtos Controlados; o coronel Siqueira, chefe do Serviço de Assistência Social; o coronel Luiz Benício, chefe da Assessoria Parlamentar do Exército no Ceará.
PE/JI/LF
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Adiado 2º turno de PEC que isenta gestores de cumprir gastos mínimos em educação
O Senado adiou a votação, em segundo turno, do substitutivo à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 13/2021, que isenta de responsabilidade gestores públicos pela não aplicação de percentuais mínimos de gastos em educação em 2020 e 2021 devido à pandemia.
O texto seria analisado na sessão semipresencial desta quinta-feira (16), mas foi retirado da pauta por decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, diante do quórum reduzido de senadores (47). A proposta - que exige quórum qualificado e o voto de 49 senadores para a sua aprovação - voltará a ser debatida na próxima terça-feira (21), como primeiro item da pauta.
De autoria do senador Marcos Rogério (DEM-RO), a PEC 13/2021foi aprovada em primeiro turno na quarta (15), com 57 votos favoráveis e 17 contrários. O texto – que acrescenta o artigo 115 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição - prevê que a compensação financeira dos recursos não investidos em educação em 2020 e 2021 deverá ser feita até 2023.
— Quórum qualificado é complicado na quinta - comentou a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), relatora da PEC, ao ser anunciado o adiamento da votação, apoiada por alguns dos senadores presentes em Plenário.
O senador Flávio Arns (Podemos-PR), por sua vez, voltou a criticar a proposta, ao destacar que apenas 6,5% dos municípios do Brasil não aplicaram o piso constitucional de 25% na manutenção e desenvolvimento da educação básica.
— Nós estamos mudando a Constituição para atender a 6,5% dos municípios do Brasil. Isso significa 300 municípios. Em todos os países do mundo e praticamente da América Latina houve aumento dos recursos e, no Brasil, estamos diminuindo. A gente precisa de educação até para sair da pandemia e nos prepararmos para o futuro. Abrir essa brecha é impensável – afirmou.
Já o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) apontou a existência de questão “puramente administrativa”, e disse ser favorável à criação de regras de qualidade que impliquem na responsabilidade de prefeitos e governadores em relação à educação.
— Critérios numéricos são muito perigosos e uma forma de negar a Federação, a forma local de cada município. Precisamos rever critérios e parar com a camisa de força que anula a Federação e a iniciativa local – concluiu.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pode ser apresentada pelo presidente da República, por um terço dos deputados federais ou dos senadores ou por mais da metade das Assembleias Legislativas, desde que cada uma delas se manifeste pela maioria relativa de seus componentes. Não podem ser apresentadas PECs para suprimir as chamadas cláusulas pétreas da Constituição (forma federativa de Estado; voto direto, secreto, universal e periódico; separação dos poderes e direitos e garantias individuais). Uma PEC é discutida e votada em dois turnos, em cada Casa do Congresso, e será aprovada se obtiver, na Câmara e no Senado, três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Projeto do novo código atualiza lista de crimes eleitorais
Em relação aos crimes eleitorais, o projeto do novo Código Eleitoral (PLP 112/21) atualiza os tipos listados no atual código, acrescentando ainda crimes como de divulgar notícias falsas (fake news) e de violência política contra as mulheres.
De acordo com o texto da deputada Margarete Coelho (PP-PI), divulgar ou compartilhar, a partir do início do prazo para a realização das convenções partidárias, fatos que sabe inverídicos ou “gravemente” descontextualizados para influenciar o eleitorado pode resultar em pena de 1 a 4 anos de reclusão para o agente, além de multa.
Estará sujeito à mesma pena quem produz, oferece ou vende vídeo de conteúdo inverídico sobre partidos ou candidatos.
Crime desse tipo cometido por intermédio da imprensa, rádio ou televisão, internet ou rede social; ou ainda se envolver menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou à sua cor, raça ou etnia implicará o aumento da pena de 1/3 à metade.
A pena aumenta também de 1/3 a 2/3 se houver uso de campanhas de anúncio ou impulsionamento, contratação de pessoal para passar as notícias falsas ou uso de software específico (robô).
Caso a intenção for atingir a integridade dos processos de votação, apuração e totalização de votos com objetivo de causar desordem ou estimular a recusa social dos resultados eleitorais, o acréscimo será de metade a 2/3 da pena padrão.
Fatos inverídicos
Outro crime correlacionado é o de produzir banco de dados para espalhar informação fora dos limites permitidos. Isso pode dar reclusão de 2 a 4 anos.
Se esse banco de dados for usado para espalhar fake news, a pena aumenta da metade a 2/3.
Por fim, resultará em multa de R$ 30 mil a R$ 120 mil a disseminação de fatos inverídicos em redes sociais e aplicativos de conversação instantânea (Whatsapp, por exemplo) nos três meses anteriores às eleições se isso impedir, causar embaraços ou desestimular o exercício do voto ou deslegitimar o processo eleitoral ou mesmo causar “atentado grave” à igualdade de condições entre candidatos no pleito.
Agravantes e atenuantes
No caso específico do uso indevido dos meios de comunicação, o exame da gravidade levará em consideração, entre outros aspectos, a natureza da plataforma envolvida, a capacidade de penetração dos veículos envolvidos, a existência de situações de monopólio ou quase-monopólio, o índice de reiteração de emissões tendenciosas e a incidência de acusações ou denúncias de última hora.
Violência política
A violência política contra mulheres pode levar à reclusão de 1 a 4 anos, aumentando-se a pena em 1/3 se o crime for cometido contra mulher gestante, maior de 60 anos ou com deficiência.
Haverá aumento de pena também (1/3 à metade) se o crime for cometido na presença de várias pessoas ou por meio que facilite a divulgação da ofensa; por intermédio da internet ou de rede social ou com transmissão em tempo geral.
O texto considera violência política contra a mulher toda ação ou omissão com a finalidade de:
- impedir, dificultar ou restringir os direitos políticos da mulher;
- fazer qualquer distinção, exclusão ou restrição no reconhecimento, gozo ou exercício de seus direitos e de suas liberdades políticas fundamentais em virtude do sexo;
- assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar, por qualquer meio, candidata ou detentora de mandato eletivo com o fim de impedir ou de dificultar a sua campanha eleitoral ou o desempenho de seu mandato eletivo.
Caixa dois
A proposta também criminaliza o chamado “caixa dois”, que são recursos não contabilizados usados nas campanhas eleitorais próprias ou de terceiros.
Pratica esse crime aquele que doa, recebe ou utiliza os recursos, sob pena de 2 a 5 anos de reclusão.
Entretanto, o texto permite ao juiz deixar de aplicar a pena ou reduzi-la de 1/3 a 2/3 se a omissão ou irregularidade na prestação de contas se referir a valores de origem lícita vindos de doador autorizado pela legislação eleitoral e que não tenham passado dos limites legais de doação ou do limite para gastos do respectivo cargo.
Boca de urna, transporte de eleitores, propaganda e comícios ou carreatas no dia das eleições não são mais considerados crimes eleitorais.
Sistema de votação
Quanto aos crimes relacionados ao sistema de votação, são propostas penas diferenciadas para três casos principais. Atualmente, sujeita-se à pena de reclusão de 5 a 10 anos quem obter acesso indevido ao sistema de tratamento de dados da Justiça Eleitoral; desenvolver ou inserir programas com a intenção de alterar os resultados; ou danificar as urnas.
Para o ato de acessar indevidamente urna eletrônica ou sistema eletrônico de votação, a pena passa para reclusão de 4 a 8 anos. A destruição de urna resultará em reclusão de 3 a 6 anos.
Já o crime de falsificar resultado da votação, ainda que alterando ou suprimindo dados, continua a ser punido com 5 a 10 anos de reclusão.
Confira outras penalidades:
- abuso do poder econômico pelo uso desmedido de patrimônio “que acarrete vantagem eleitoral indevida”: multa de R$ 10 mil a R$ 200 mil e cassação de registro, diploma ou mandato;
- abuso de poder político pelo uso de forma eleitoreira de estrutura do Estado ou de prerrogativas do cargo; fraude à cota de gênero; e tratamento discriminatório de candidatos por emissoras de rádio e TV: multa de R$ 10 mil a R$ 200 mil.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Sérgio Aguiar cobra mais investimentos em fontes de energia renovável no País
Deputado Sérgio AguiarFoto: Paulo Rocha
De acordo com o parlamentar, na contramão das termelétricas, a produção de energia pelas hidrelétricas foi a menor desde 2002, ocasionada, sobretudo, pela escassez de chuvas. O acionamento das termelétricas, no entanto, gera maiores custos e impacta no orçamento dos consumidores. “Vinte anos se passaram; tivemos, no final do século passado, a história dos apagões; ao longo de quase 30 anos horário de verão, para haver economia da energia elétrica, mas a grande matriz energética do País continuou sendo as hidrelétricas”, disse.
A termelétrica do Ceará também será acionada. Conforme Sérgio Aguiar, o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, comunicou, em sessão da Câmara dos Deputados, que, a partir de outubro, será necessário o acionamento do equipamento que fica no Porto do Pecém. “Para quem não sabe o que é, é aquele navio regaseificador que fica no porto, que deve ser utilizado em riscos de desabastecimento energético. O resultado é a famosa bandeira vermelha tarifária, que afeta o bolso do cidadão”, pontuou.
O deputado destacou que o Nordeste produz e envia energia para as regiões Sudeste e Centro-Oeste, pela produção de energia eólica, desde 2020, por meio do sistema interligado nacional. “Mais linhas de transmissão ajudariam no envio de mais energia. Em 2021, em meio a uma crise hídrica, a transferência ganhou destaque e conferiu à região protagonismo, que vai muito além das belezas das praias e turismo. Pouca gente sabe, mas é importante dizer que é difícil aumentar essas linhas de transmissão, pois têm alto custo. É preciso investimentos conjunto para isso”, afirmou.
A alternativa para o Brasil, segundo o parlamentar, é fortalecer a produção de energia solar e eólica, reduzindo o acionamento das termelétricas, o que encarece a conta. “Não será com o encarecimento da energia, através das termelétricas, que vamos ter a solução. Será com a produção de energias alternativas e limpas. Só assim iremos estimular a gradual substituição das matrizes energéticas do País”, observou.
Sérgio Aguiar ressaltou ainda que participou, no último final de semana, dos encontros regionais do PDT com lideranças, realizados nos municípios de Barbalha e Brejo Santo. Segundo ele, outros eventos como esses serão promovidos ao longo deste ano e no primeiro semestre de 2022.
O deputado Carlos Felipe (PCdoB), em aparte, afirmou que o cuidado com o meio ambiente está em pauta no mundo, e investimentos em energias renováveis são necessários. O parlamentar criticou ainda a falta de planejamento para evitar uma nova crise energética no Brasil e de investimentos em alternativas para a matriz energética nacional.
A deputada Dra. Silvana (PL) reiterou a urgência em pautar a aplicação de energias sustentáveis e sugeriu ações do poder público, como a instalação de placas de geração de energia solar para abastecimento de prédios públicos, em comunidades mais isoladas e em grandes residenciais.
O deputado Daniel Oliveira (MDB) afirmou que é importante a isenção de impostos sobre equipamentos geradores de energia renovável para possibilitar o acesso da população. “Imposto não é para ser sobre energia limpa, é para haver incentivos. No Ceará, temos que aproveitar esse potencial do sol e do vento”, pontuou.
GS/CG
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Carlos Felipe questiona foco da CPI das Associações Militares
Deputado Carlos FelipeFoto: Paulo Rocha
Para o parlamentar, a CPI deveria ser chamada de CPI do Motim, e não CPI das Associações Militares, por entender que há um risco de que a ação da Assembleia seja interpretada como uma retaliação a uma instituição tão séria quanto a Polícia Militar do Ceará.
“A CPI deveria focar a sua atuação em investigar aquela coisa absurda, ilógica, impensada e criminosa de policiais militares usando balaclava, pedindo para comércios fecharem, sequestrando e furando pneus de viaturas. E se, durante essas investigações, fosse identificado que determinada associação financia ou fomenta essas ações criminosas, isso poderia ser incluído na CPI”, considerou Carlos Felipe.
Ainda segundo ele, seguindo essa lógica, “daqui a pouco a Assembleia pode fazer a CPI do Sindicato dos Médicos”, em uma investigação que, na sua opinião, deve ser conduzida pelos médicos. “No caso aqui em questão, é algo relacionado aos policiais. Cada ente no seu espaço”, apontou.
Em aparte, o deputado Marcos Sobreira (PDT) comentou que integra a CPI das Associações Militares, defendendo a atuação da comissão. “Temos que entender que há indícios de desvio de finalidade dos recursos dos policiais militares destinados a algumas associações. Há registros de associações que recebem R$ 800 mil por mês, e nós precisamos averiguar esses indícios”, salientou.
A deputada Augusta Brito (PCdoB) também reforçou que a CPI está sim investigando as causas do “motim”, e, por isso mesmo, as associações de militares entram nesse contexto. “Não estamos condenando as associações, pois estamos investigando justamente os indícios de que existem associações patrocinando coisas ilícitas”, pontuou. Já a deputada Dra. Silvana (PL), endossando as palavras do parlamentar, parabenizou o “discurso com rumo” do colega.
RG/CG
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Tony Brito cobra maior fiscalização em empresas de água adicionada de sais
Deputado Tony BritoFoto: Paulo Rocha
Conforme o parlamentar, locais que não atendem as determinações exigidas pelas autoridades sanitárias podem ter o produto contaminado, o que prejudica, sobretudo, os consumidores finais. Por essa razão, segundo o deputado, a Associação Cearense das Indústrias de Águas Adicionadas de Sais (Aceagua) iniciou campanha com oito outdoors pedindo aos clientes atenção para que a água consumida tenha selo fiscal emitido pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz).
“O produtor representado por essa associação está ali para investir, tomar todos os cuidados; aí vem alguém e pega uma fonte clandestina e acha que tem o mesmo direito de comercializar a água. Estamos falando de o risco dessa água contaminar as pessoas e defender aqueles produtores que cumprem a lei e obedecem a todas as especificações exigidas”, pontuou o deputado.
De acordo com Tony Brito, seu mandato possui três projetos de indicação na AL que versam sobre esse tema e “se mostram relevantes e essenciais”, tanto para a saúde dos consumidores quanto para a isonomia e equidade em processos licitatórios. “Não é justo que as pessoas que cumprem a lei e têm cuidado com a saúde das pessoas tenham seus negócios em risco por um concorrente que não obedece, barateando a água, prejudicando empregos, negócios e levando um produto de qualidade para a população”, afirmou.
Os projetos destacados pelo parlamentar foram: o 338/21, que sugere a criação de um programa de políticas de conscientização educativa a respeito do risco de consumo de águas de fontes irregulares no Ceará; o 343/21, que cria um disque-denúncia para que a população possa denunciar as fontes ilegais de águas adicionadas de sais no Estado, e o outro que, segundo ele, será apresentado, trata da permissão para que empresas de água adicionadas de sais possam participar de licitações do Governo do Estado.
“Atualmente só é permitido água mineral, o que é um erro. A Anvisa já aprovou e regulamentou a qualidade do produto, assegurando que o consumo de água adicionada de sais não gera problema à saúde. Esse setor é importantíssimo, abrange 180 empresas regulares no Ceará, o que gera em torno de nove mil empregos diretos, sem contar com os indiretos das micro e pequenas empresas que revendem os produtos”, apontou Tony Brito.
O parlamentar pediu também atenção do poder público ao acesso à Cidade Alfa, no Eusébio. Segundo ele, o acesso ao local através do quarto anel viário é ruim e sem retornos próximos. Ainda de acordo com ele, a área é escura e insegura. “Segurança Pública não é só polícia. É cuidar da iluminação pública, ocupar espaços, educação e melhorar vias de acesso. Faço esse apelo, farei requerimentos nos órgãos competentes, e à Secretaria de Segurança Pública para fortalecer a segurança”, disse.
O deputado comentou ainda sobre as manifestações no último dia 7 de setembro. Segundo ele, foram manifestações de “amor à pátria”, sem atos que violassem os direitos das pessoas. “Ouvi várias críticas, e respeitamos. Há a liberdade de manifestação, mas esse direito deve ser para todos, de direita e esquerda”, enfatizou.
Tony Brito reiterou ainda o seu posicionamento como oposição ao Governo do Estado e afirmou a importância do diálogo para o bom funcionamento das relações. “A oposição é extremamente necessária para o estado democrático de direito. Somos servidores públicos e devemos atender as vontades da população”, ponderou.
O deputado Soldado Noelio (Pros), em aparte, ressaltou o relatório do Tribunal de Contas do Estado sobre as contas do Governo e criticou a redução de R$ 500 milhões nos investimentos na segurança pública no Estado.
GS/CG



