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Comissão de Orçamento debate o PLOA com autoridades do litoral norte

Seminário regional para apresentação e discussão do projeto da Lei Orçamentária Anual, realizado no município de Camocim Seminário regional para apresentação e discussão do projeto da Lei Orçamentária Anual, realizado no município de CamocimFoto: Júnio Pio

Na manhã desta terça-feira (30/11), foi a vez do município de Camocim receber a Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa e o seminário regional para apresentação e discussão do projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2022, em tramitação na AL. No encontro desta manhã, mais de 40 autoridades dos municípios do litoral norte do Ceará, assim como do sertão de Sobral e Serra da Ibiapaba, tiveram a oportunidade de trazer suas demandas locais, bem como conferir o que já está estipulado na proposta orçamentária.

O presidente do colegiado, deputado Sérgio Aguiar (PDT), informou que o orçamento geral para 2022 será de R$ 28,5 bi, dos quais R$ 3,6 bi serão destinados exclusivamente a investimentos. Segundo ele, o Ceará será o segundo estado da federação com recursos investidos em 2022, ficando atrás apenas de São Paulo.

Sobre isso, o relator do PLOA, deputado Queiroz Filho (PDT), ressaltou que o Governo do Ceará tem se destacado durante a gestão do governador Camilo Santana como o primeiro em investimento entre as 27 unidades da federação. “O Ceará é o estado que mais investe proporcionalmente, e isso é motivo para comemorar, pois investimento é geração de emprego e renda para a população”, explicou. Segundo ele, este é “um momento muito rico, em que vamos ouvir os municípios e incrementar a proposta orçamentária conforme o caso”, disse.

De acordo com o secretário da comissão, Joaquim Garcez, o PLOA prevê para os municípios do litoral norte, em 2022, a ampliação do serviço de abastecimento de água e de esgotamento sanitário; o apoio à pavimentação de vias e espaços públicos oriundos de demandas municipais; a construção de terminais rodoviários de passageiros intermunicipais; a implantação de cisternas; a expansão dos serviços sociais por meio dos planos participativos municipais; a implantação de sistemas de energia renováveis e a implantação do Parque Urbano de Camocim. Serão R$ 107,5 milhões em investimentos para os 13 municípios que compõem a região.

Para o sertão de Sobral, estão previstos investimentos na ordem de R$ 426,7 milhões, que deverão ser utilizados para a conservação e manutenção de rodovias; a implantação do novo aeroporto de Sobral; a manutenção das unidades de atendimento ao cidadão Vapt Vupt; a requalificação dos espaços públicos urbanos; a construção da Adutora de Angicos e a estruturação do campus universitário da Universidade do Vale do Acaraú (UVA).

Já a Serra da Ibiapaba deve receber R$ 88,7 milhões para a implantação de cisternas; a modernização da gestão dos prestadores de serviços de abastecimento de água e esgoto, assim como a melhoria e ampliação do serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário; a construção de unidades operacionais e administrativas descentralizadas, além do apoio à requalificação dos espaços urbanos a partir das demandas municipais.

A prefeita de Camocim, Elizabete Magalhães, ressaltou que descentralizar a decisão sobre o orçamento estadual e abrir espaço para a demanda dos municípios é uma atitude “democrática e republicana, visto que o orçamento estadual é algo intrinsecamente ligado à vida de cada cidadão”. “Nada mais justo que os representantes dos municípios possam dar sua contribuição”, disse.

Elizabete também considerou a “sensibilidade de Camilo Santana” ao visar às áreas prioritárias, como saúde, educação e segurança pública, e reforçou a oportunidade que é dada às representações locais de apresentarem suas demandas. “Isso possibilita uma construção que é de fato coletiva e que acolhe as necessidades da população”.

Já o prefeito de Tianguá, Luiz Menezes de Lima, por sua vez, cobrou mais investimentos para Tianguá e para os municípios da região da Ibiapaba. Ele criticou o direcionamento “prioritário dos investimentos, que sempre vão para Fortaleza e Região Metropolitana, Cariri e Sobral”, segundo avaliou. “A sensação é de que na Ibiapaba nós não existimos, os investimentos que nos chegam não contemplam nossas demandas e, nesse ritmo, dificilmente nossos municípios conseguem se desenvolver”, disse.

Participaram ainda com contribuições e sugestões os representantes das prefeituras e câmaras municipais de Barroquinha, Martinópole, Ibiapina, Tianguá, Frecheirinha e Bela Cruz.

Também já receberam os seminários regionais de apresentação do PLOA os municípios de Redenção e Crateús. Mais dois seminários devem acontecer no mês de dezembro, com o próximo programado para segunda-feira (06/11), em Iguatu, e o último encontro, que deverá acontecer em Fortaleza, na quarta-feira (08/11).

AGÊNCIA DE NOTICIAS DA ALCE - DANIEL SAMPAIO

Comissão do Senado aprova PEC dos Precatórios, que abre espaço para Auxílio Brasil de R$ 400

Daniel Weterman , O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2021 | 15h05

BRASÍLIA - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o relatório da proposta de emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios por 16 votos a 10. O texto seguirá na sequência para o plenário da Casa. O governo quer liquidar a tramitação nesta terça-feira, 30, mas ainda busca apoio e a votação poderá ficar para quinta, 2. 

A PEC foi apresentada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro para abrir espaço ao Auxílio Brasil, programa desenhado para substituir o Bolsa Família, com um benefício mensal de R$ 400. A PEC institui um caráter permanente à transferência de renda sem a necessidade de apresentar fontes de financiamento, driblando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A regra da LRF só valerá se houver um novo aumento a partir de 2023, de acordo com especialistas (mais informações abaixo)

A proposta limita o pagamento de precatórios (dívidas da União reconhecidas pela Justiça) e altera a regra de cálculo do teto de gastos (regra que limita o crescimento de despesas à inflação do ano anterior) a partir do próximo ano, abrindo um espaço fiscal de R$ 106,1 bilhões em 2022, quando haverá eleições presidenciais. O governo foi criticado por apresentar a PEC no penúltimo ano de mandato e levantou temor de uma "farra fiscal" em período eleitoral. 

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O presidente da CCJ do Senado, Davi Alcolumbre, e o relator da PEC na Casa, Fernando Bezerra; governo foi criticado por apresentar a proposta que abre espaço para programa de transferência de renda no penúltimo ano de mandato. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado - 30/11/2021

O líder do governo e relator da PEC no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), não mexeu nos dois pontos centrais defendidos pelo Executivo: o limite do pagamento de precatórios e a alteração do teto de gastos. Para conseguir os votos necessários, no entanto, o parecer promoveu uma série de modificações. As mudanças dependem de aval da Câmara, mas a cúpula do Congresso poderá promulgar a parte principal logo após a aprovação no plenário do Senado, fatiando a proposta. 

O parecer vincula o espaço fiscal aberto com a PEC ao Auxílio Brasil; despesas com saúde, previdência e assistência social; e o cumprimento de limites individualizados do teto de gastos, como no caso do mínimo exigido para a saúde e o repasse a outros Poderes. Essa destinação, no entanto, está vinculada apenas à folga gerada pela mudança na regra do teto - cerca de R$ 62,2 bilhões -, e não ao limite no pagamento de precatórios, que pode abrir margem para 43,8 bilhões em outros gastos. 

Em uma nova alteração nesta terça, o relator retirou do parecer o pagamento de precatórios ligados ao antigo Fundef (fundo de financiamento à educação anterior ao Fundeb) do teto de gastos. A medida atende a um pedido das bancadas do PSD e do DEM e cede a uma pressão de governadores de Estados que aguardam por esses repasses, um total de R$ 16 bilhões. 

Pelo novo relatório de Bezerra, as despesas com o pagamento de precatórios do Fundef não se incluem nos limites do teto de gastos. O parecer, no entanto, mantém o parcelamento dessas despesas em três anos: 40% no primeiro ano, 30% no segundo e 30% no terceiro ano. Para 2022, a maior parte das transferências ficará garantida até 31 de agosto, ou seja, antes do período eleitoral. 

Governadores ameaçaram entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir os repasses em 2022 se a PEC fosse aprovada como estava. Técnicos e parlamentares questionaram a possibilidade de o limite para pagamento de precatórios imposto pela PEC acabar inviabilizando os repasses ligados ao antigo Fundef, com a priorização de outras despesas na fila. 

Outra alteração, que atende a uma demanda do PSD e do MDB, inclui os precatórios de natureza alimentícia na lista de prioridade de pagamento, colocando idosos, pessoas com deficiência e portadores de doença grave na frente da fila, logo após os repasses para as requisições de pequeno valor (RPV) - dívidas de até R$ 60 mil.

Outras mudanças

A CCJ promoveu uma alteração para deixar claro que o limite imposto pela PEC valerá apenas para o pagamento de precatórios, e não para a expedição de decisões judiciais - a Justiça continuará sem limites para determinar o pagamento das dívidas, mas a trava estará no Orçamento. A alteração foi solicitada pelo líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), que citou risco de o dispositivo gerar uma "fila de precatórios" no Judiciário. Com isso, os senadores querem diminuir o risco de a PEC ser derrubada no STF por interferir no volume de decisões do Judiciário.  

Outra alteração beneficia diretamente Estados que não cumpriram as regras de refinanciamento de dívidas com a União. A lei para renegociação dos débitos dos governos estaduais com a administração federal foi aprovada em 2016 e exigia um teto de gastos atrelado à inflação por dois anos nos Estados, na tentativa de evitar descontrole fiscal. 

Alguns Estados, no entanto, podem não ter cumprido essa regra e são obrigados a devolver os valores com os quais foram beneficiados. Atualmente, multas equivalentes ao benefício precisam ser pagas imediatamente se houver descumprimento. O que o relatório permite é o parcelamento dessa restituição aos cofres federais ao longo do prazo contratual. Senadores esperam que a mudança beneficie aproximadamente 10 Estados, entre eles Mato Grosso.

De acordo com o relator, o parcelamento não terá impacto para a União. "Quando não cumpre determinados dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal, está sujeito a aplicação de multa e a multa teria que ser paga imediatamente. Os Estados pedem que sejam pagas ao longo do contrato. É sobre parcelamento, não existe mudança de mérito em relação a isso", disse Bezerra. A alteração foi feita após uma emenda apresentada pelo senador Carlos Favaro (PSD-MT), vice-líder do PSD no Senado. 

Lei de Responsabilidade Fiscal

A PEC garante um auxílio social permanente sem a necessidade de apontar uma fonte de financiamento, driblando a Lei de Responsabilidade Fiscal. O relator incluiu um dispositivo para deixar claro que, se houver nova mudança na lei que institui o Auxílio Brasil, a LRF deverá ser respeitada.

Mesmo com a alteração, há margem para o governo implantar o Auxílio Brasil no valor de R$ 400 de forma permanente sem apontar uma fonte de financiamento. De acordo com técnicos ouvidos pelo Estadão/Broadcast, a manobra do relatório provoca efeitos permanentes. Dessa forma, a necessidade de apontar fontes de financiamento será exigida apenas se houver uma nova proposta para aumentar o valor do benefício a partir de 2023. 

Para o analista do Senado e especialista em contas públicas, Leonardo Ribeiro, a redação dispensa a apresentação de fonte de financiamento para 2022, mas o efeito fiscal é permanente. "São gastos sem prazo determinado que serão criados sem compensação fiscal", disse. "Não será preciso apontar fonte de financiamento pois essa medida deve ocorrer no momento de criação da despesa. Uma vez criada com a LRF flexibilizada, o estrago fiscal está dado."

De qualquer forma, de acordo com especialistas consultados pela reportagem, a proposta resolve apenas a necessidade de compensar o programa pelo lado da arrecadação. A equipe econômica colocou no radar uma avaliação de que a alteração evitaria um programa populista para turbinar o benefício social em um futuro governo caso a arrecadação não cresça. 

O governo ainda precisará fazer caber a despesa dentro do teto de gastos. A PEC dos Precatórios mexe significativamente no cálculo da limitação fiscal, abrindo espaço para esse aumento a partir do ano que vem. De acordo com o líder do governo, o impasse em torno da necessidade de financiamento do auxílio permanente está "superada". Entre senadores, no entanto, ainda há questionamentos e temor de descontrole fiscal.C

Governo aceita retirar Fundef do teto de gastos para aprovar PEC dos Precatórios no Senado

Geralda Doca e Julia Lindner / O GLOBO

 

BRASÍLIA — O governo cedeu à pressão e aceitou retirar do teto de gastos, que limita o crescimento das despesas à inflação, os precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento Fundametal e de Valorização do Magistério (Fundef). A medida atende os partidos PSD e DEM e faz parte nas negociações de última hora para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos Precatórios na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta terça-feira. Ele também acatou a previsão de que os precatórios de natureza alimentícia (referente ao salário de servidores) terão prioridade nos pagamentos.

Ao retomar a sessão, após um intervalo de cerca de uma hora para a conclusão das negociações, o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que Bezerra fez as modificações para garantir a votação ainda hoje entre os senadores.

— Como se trata de uma Emenda Constitucional, se houver alterações na PEC, elas precisam ser mantidas na Câmara, porque não se pode promulgar um texto que não seja aprovado nas duas Casas — acrescentou Alcolumbre.

Os precatórios do Fundef estão entre as maiores dívidas da União e somam R$ 17,5 bilhões, sendo R$ 16,5 bilhões para os estados do Amazonas, Bahia, Ceará e Pernambuco e R$ 1,3 bilhão para um conjunto de municípios.

O argumento para retirar essas obrigações da PEC é que o Fundef já está fora do teto de gastos, considerando que ele foi substituído pelo  Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Bezerra chegou à sessão da CCJ, no início da manhã, com uma série de modificações que buscavam atender aos pleitos dos senadores, mas não foi suficiente. Diante dos apelos por outros ajustes, Bezerra decidiu acatar novas alterações, após a sessão ser suspensa por cerca de uma hora.

Antes do intervalo, o líder do governo disse que faria uma "reflexão" sobre sugestões feitas por partidos como MDB, PSD e DEM para garantir a deliberação.

— Nós precisamos de urgência. Podemos ter, e temos, nossas divergências, e a divergência aqui se dá sobre como construir o espaço fiscal, porque, em relação ao tamanho do espaço fiscal e à utilização do espaço fiscal, as posições já convergem — disse Bezerra, no início da sessão.

O relator sugeriu que seria melhor discutir com os senadores "em paralelo", e não diante das câmeras da TV Senado, que transmite a sessão.

— Diante da complexidade, que eu acho que fazem com que a gente possa, de repente, respirar, ter duas horas de debates e, dentro desse contexto, tentar chegar a um consenso. Nós vamos voltar daqui a uma hora com os mesmos impasses, diante da complexidade desse tema — afirmou, antes do intervalo de uma hora ser concedido

 

Refis vira moeda de troca para a aprovação da PEC dos Precatórios

Adriana Fernandes e Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2021 | 05h00

BRASÍLIA - Parado na Câmara depois de aprovado pelo Senado em agosto, o novo Refis se transformou em moeda de troca para a aprovação da PEC dos Precatórios. A reabertura do programa para parcelamento de dívidas tributárias pode perdoar até R$ 60 bilhões em débitos, segundo apurou o Estadão.

O projeto não deverá ir a votação enquanto a PEC, que abre espaço no Orçamento para bancar o Auxílio Brasil e outros gastos, não for aprovada pelos senadores. O Refis é uma promessa do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Mas o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), segurou o projeto depois que o Senado travou a votação da reforma do Imposto de Renda. O combinado era que o Senado aprovaria o novo IR para que a Câmara desse aval ao Refis. 

Congresso Nacional
Congresso Nacional; na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a votação está marcada para esta terça Foto: Dida Sampaio/Estadão

Pressão

Lideranças do governo cobram do senador apoio à PEC e pedem a empresários que pressionem pela votação do texto nesta semana, com o argumento de que não haveria recursos para bancar a prorrogação da desoneração da folha de 17 setores que mais empregam. Em resposta, Pacheco disse na segunda que a PEC deve ser votada pelo plenário da Casa na quinta-feira.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado começa a discutir nesta terça-feira, 30, o relatório do líder do governo, Fernando Bezerra (MDB-PE). Já o relator na Câmara do Refis, deputado André Fufuca (PP-MA), chegou a prever a votação na semana passada. Ele pretende garantir regras iguais de parcelamento a todas as empresas, independentemente se houve queda ou aumento de faturamento durante a pandemia. Essas mudanças são rejeitadas pelo Ministério da Economia.

Bezerra passou o fim de semana e a segunda-feira em conversas com senadores para saber o que eles querem mudar no texto para apoiar a PEC. Senadores reclamam que o seu parecer não mexeu nos problemas principais do texto que foi aprovado na Câmara. Já governistas criticam que Senado quer fazer ajustes do texto para não carimbar apenas o projeto que veio da Câmara. 

O senador Eduardo Braga (AM), líder do MDB, apresentou emendas para deixar claro que os precatórios alimentícios terão prioridade e não haverá retenção da expedição dos precatórios. Ele também apresentou emenda para auditoria dos precatórios que chegam da Justiça.

Contrária ao texto da Câmara, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), defende que o excedente dos precatórios acima de um limite fique fora do teto até 2024 e não de forma permanente. Uma das preocupações da senadora é que a PEC deixe folga para as emendas de relator, as RP9, que são a base do orçamento secreto. “Não quero dar um canhão para fazerem emenda de relator”, disse Tebet.

PEC dos Precatórios deve passar por comissão, mas faltam votos no plenário

Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a votação está marcada para esta terça, e a tendência é de  PEC avançar, mas o governo ainda busca assegurar os 49 votos necessários para aprovar a proposta no plenário, onde há mais resistência. 

A PEC abre um espaço de R$ 106,1 bilhões no teto de gastos em 2022, ano de eleições presidenciais. O governo insiste na manutenção de duas propostas centrais criticadas por parlamentares e especialistas: a mudança na regra de cálculo do teto de gastos, a regra que impede que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação, e a limitação do pagamento de precatórios – dívidas que o governo é obrigado a pagar depois de condenações judiciais – a partir do próximo ano.

A votação na quinta representa um adiamento em relação à expectativa inicial do Executivo, que era de liquidar a votação no Senado nesta terça. “Aprovando na Comissão de Constituição e Justiça, eu levarei imediatamente na pauta do Senado Federal, acredito que quinta-feira, após as sabatinas que nós temos”, disse Pacheco, durante um evento com empresários em Curitiba. 

Clima

Articuladores do Palácio do Planalto avaliam que há um clima favorável para aprovar a PEC na CCJ. São necessários 14 votos favoráveis para aprovar a medida na comissão. O governo calcula ter entre 16 e 17 votos assegurados. 

Pelo menos três alterações devem pesar nas negociações ainda na CCJ: vincular todo o espaço fiscal da PEC para o Auxílio Brasil e despesas obrigatórias, e não apenas parte da folga; retirar os precatórios do antigo Fundef do teto de gastos em 2022; e deixar claro que o limite da proposta é para o pagamento de precatórios no Orçamento, e não para a expedição de decisões judiciais. 

Defesa

O presidente do Senado defendeu os pontos centrais da proposta apresentados pelo governo. “A equação não é simples. Quando eu vejo a IFI, a Instituição Fiscal Independente, que é do Senado Federal, fazer as críticas, eu respeito todas elas, mas também não apresenta solução”, disse o senador. 

CRA: pauta tem projetos sobre crédito e assistência técnica rural

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado se reúne na quinta-feira (2), a partir das 8h. Há cinco itens na pauta de votações do colegiado. Um dos projetos é o que prevê que pelo menos 2% dos recursos dos programas do governo federal para a agropecuária sejam destinados à assistência técnica aos produtores rurais (PLS 790/2015). De autoria do então senador Donizeti Nogueira (PT-TO), a matéria tem como relator o senador Jayme Campos (DEM-MT).

 

Quando apresentou o projeto, Donizeti observou que, no Censo Agropecuário de 2006, a maioria dos 4,4 milhões de agricultores familiares identificados pelo levantamento havia declarado que recebeu pouca ou nenhuma assistência técnica do governo federal. Sua proposta, portanto, seria uma forma de assegurar uma fonte mínima de recursos a esses produtores.

 

Em seu relatório, Jayme Campos afirma que a proposta pode ampliar o financiamento da prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural públicos, a fim de torná-los “gratuitos para os pequenos produtores rurais (os agricultores familiares) que os acessarem”.

 

“O Estado tem se mostrado incapaz de promover a universalização do acesso gratuito a tais serviços aos atuais mais de 3,9 milhões de estabelecimentos de agricultura familiar. Os governos estaduais têm se mostrado indispostos ou incapazes de aportar os recursos necessários à ampliação da capacidade de atendimento das entidades estaduais. O projeto prevê a obrigatoriedade da instituição, no âmbito da política de crédito rural, de linhas de financiamento para a contratação pelos produtores rurais, diretamente no mercado, de provedores privados desses serviços (profissionais autônomos, empresas de assistência técnica, ONGs, etc). O PLS prevê, ainda, subsídios a essas linhas de crédito, quando concedidas a agricultores familiares, como juros zero e rebates no pagamento das parcelas”, destaca o relator.

 

A decisão da CRA será terminativa: se o projeto for aprovado na comissão e não for apresentado recurso para votação no Plenário do Senado, o texto seguirá para análise na Câmara dos Deputados.

 

Marajó

Outro projeto que está na pauta da CRA é o PL 486/2020, projeto de lei que inclui, entre os princípios da Política Nacional de Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais, o de redução das desigualdades sociais e regionais. Além disso, o texto determina que o governo dê tratamento especial aos agricultores familiares da região do Marajó (PA) no que se refere a linhas de crédito e em serviços de assistência e extensão rural.

 

A previsão é que essa matéria também receberá decisão terminativa da CRA.

 

O autor do projeto, senador Zequinha Marinho (PSC-PA), elogiou os avanços do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), mas, segundo ele, a distribuição dos recursos destinados ao crédito rural continua privilegiando as regiões mais desenvolvidas. “Sentimos a falta de ações específicas para os agricultores familiares da região Norte, em especial para a região do Marajó, que é uma das mais carentes do país.”

 

Relator da proposta, o senador Paulo Rocha (PT-PA) afirma que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) na região do Marajó é inferior à média registrada pelos municípios do semiárido. Para ele, o projeto contribui para a “promoção de políticas públicas focadas no atendimento às necessidades específicas de agricultores familiares dessa região”.

 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Deputados aprovam medidas de transparência e limitam emendas de relator a R$ 16 bi em 2022

Os deputados aprovaram, em sessão do Congresso Nacional, as medidas de transparência na apresentação, aprovação e execução de emendas de relator-geral do Orçamento, classificadas como RP9. Os senadores votarão a proposta em seguida.

 

O texto aprovado é o substitutivo do senador Marcelo Castro (MDB-PI) ao Projeto de Resolução do Congresso Nacional (PRN) 4/21, que determina um teto para o valor das emendas de relator equivalente à soma das emendas impositivas individuais e de bancada. Isso vai representar R$ 16,2 bilhões no ano que vem, valor próximo das emendas de relator deste ano, com uma dotação de R$ 16,8 bilhões.

 

Transparência
As indicações e as solicitações que fundamentaram as emendas RP9 serão publicadas individualmente e disponibilizadas em relatório em sítio eletrônico da Comissão Mista de Orçamento somente a partir de agora, e não retroativamente. As indicações deverão ser compatíveis com o Plano Plurianual (PPA) e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e estar de acordo com a legislação aplicável à política pública a ser atendida.

A votação é uma resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu a execução das emendas de relator. O STF alega que é necessário dar publicidade e transparência à distribuição dos recursos com base em demandas de parlamentares.

 

Marcelo Casto entende que o relatório atende 100% a decisão do STF. "O passado não está na resolução. A resolução não tem poder para isso", ponderou. O senador observou que o Ato Conjunto das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado 1/21 já decidiu, na sexta-feira, ser impossível estabelecer retroativamente um procedimento para registro das emendas.

 

O líder da oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), afirma que o projeto não garante transparência para as emendas de relator, nem no passado nem no futuro. "Além da transparência, é necessário ter isonomia e critérios para distribuição dos recursos", declarou.

 

O deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) rebateu as acusações da oposição. "Secretos eram os bilhões de reais desviados das estatais, conforme descobriu a Operação Lava Jato."

Laranjinhas
De acordo com o texto aprovado, o parecer preliminar do projeto de lei orçamentária deverá especificar o limite financeiro total, assim como o rol de políticas públicas passível de ser objeto de emendas. O relator-geral poderá indicar a execução das programações a partir de solicitações recebidas de parlamentares, além de agentes públicos ou da sociedade civil.

 

O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) criticou este dispositivo, por temer que as indicações de agentes públicos ou da sociedade civil sejam utilizadas para ocultar sugestões de outros parlamentares. "Temos um 'laranja' como relator do Orçamento. A decisão cria 'laranjinhas' que poderão servir de indicação. É impossível identificar quem indicou o quê", afirmou.

 

Obras
Marcelo Castro alertou para a ameaça de paralisação de obras por causa da decisão do STF. Neste ano, foram empenhados R$ 9,3 milhões em emendas de relator, sendo que quase a metade foi para Saúde. Além disso, R$ 7,6 bilhões de emendas ainda não foram empenhados. As autoridades responsáveis têm até sexta-feira (3) para indicar os montantes dos cronogramas de pagamento que serão utilizados ainda neste ano.

 

O deputado Giovani Cherini (PL-RS) reclamou dos recursos da oposição ao STF depois de perder decisões no Congresso. "A oposição está desesperada porque não sabe perder e não aprendeu que a democracia é da maioria", afirmou.

O deputado Paulo Ganime (Novo-RJ) afirmou que as emendas de relator tiram recursos de ministérios para fazer políticas públicas. "O Parlamento tem de participar da definição do Orçamento, mas estamos oficializando algo que é ilegal, imoral e inconstitucional."

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Reportagem – Francisco Brandão
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara de Notícias

I Encontro Estadual de Mulheres na Política da AL acontece nesta segunda-feira

I Encontro Estadual de Mulheres na Política da AL acontece nesta segunda-feira

 
A Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará realiza, nesta segunda-feira (29/11), a partir das 8h, o I Encontro Estadual de Mulheres na Política. O evento acontece no auditório João Frederico Ferreira Gomes, 6º andar – anexo II da Assembleia Legislativa.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Evandro Leitão (PDT), e a procuradora Especial da Mulher, deputada Augusta Brito (PCdoB), reforçam o compromisso de políticas públicas prioritárias e igualitárias para as mulheres de todo o Ceará, fortalecendo a interiorização da Procuradoria Especial da Mulher.   

"Essa pauta da violência contra a mulher tem sido muito pertinente em todo o Brasil, infelizmente. Na Assembleia, temos buscado fazer nossa parte para atenuar esse grave problema. Ampliamos o serviço e fortalecemos a Procuradoria Especial da Mulher. Realizamos algumas parcerias, como com a Defensoria Pública e o Poder Judiciário, para que possamos receber essas demandas e dar os devidos encaminhamentos. É uma bandeira de todos nós dizer não à violência contra a mulher", destacou Evandro Leitão. 

A programação contempla cinco mesas com diferentes temáticas e tem como objetivo ampliar e fortalecer as políticas públicas para mulheres. A mesa 1, com início às 8h30, trata do tema “Participação da Mulher na Política no interior do Ceará: desafios e perspectivas”. Para o debate, foram convidadas a deputada Érika Amorim (PSD); a prefeita de Quiterianópolis e médica, Priscilla Barreto, e a presidente da Câmara Municipal de Iguatu, Eliane Braz.

A partir das 9h40, a mesa 2 começa com o tema “Violência Política Contra a Mulher”. O assunto será debatido pela procuradora Especial da Mulher na AL e deputada, Augusta Brito (PCdoB); pela ex-deputada federal e jornalista Manuela D’avilla e pela deputada estadual Isa Penna (Psol/SP).

Já às 11h40, a mesa 3 vai abordar “Cotas de Gênero e Raciais nas Eleições de 2022”, com a participação da coordenadora da Procuradoria Especial da Mulher na AL, Raquel Andrade; a covereadora pela Mandata Coletiva Nossa Cara Louise Santana e a desembargadora e juíza eleitoral do TRE Kamille Castro.

Na parte da tarde, a partir as 15h10, a mesa 4 aborda o tema “Pobreza Menstrual”. As participantes são a prefeita de Paraipaba, Ariana Aquino; a secretária da Fazendo do Estado, Fernanda Pacobahyba, e a deputada federal Marília Arraes (PT/PE).

Às 16h10, a mesa 5 debate “Marketing Político para Mulheres”, com a participação da presidente da Câmara Municipal de Fortim, Kath Anne; especialista em marketing político, a jornalista Adriana Saboya, e a professora mestra em Comunicação Social Zoralde Nunes.

AL realiza terceiro seminário para discussão da LOA 2022 em Camocim

AL realiza terceiro seminário para discussão da LOA 2022 em Camocim

 
Dando prosseguimento à série de seminários regionais no interior do Estado, a Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação (COFT) da Assembleia Legislativa do Ceará realiza, na próxima terça-feira (30/11), às 8h30, em Camocim, o terceiro seminário para apresentação e discussão do projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2022.

O evento acontece na Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) Monsenhor Expedito da Silveira de Sousa, localizada na rua Kleber Pessoa Navarro Veras, S/N.

Os seminários atendem determinação da Constituição Estadual, na qual está prevista a interiorização das discussões das peças orçamentárias. O terceiro encontro, no município de Camocim, tem como objetivo apresentar os investimentos previstos para as regiões do litoral norte do Ceará, da Serra da Ibiapaba e do sertão de Sobral.

A ideia do presidente da Comissão, deputado Sérgio Aguiar (PDT), é ouvir o maior número possível de sugestões para a democratização do projeto governamental. Ao todo, serão 40 municípios participantes, um recorde em se tratando de audiência pública sobre a proposta orçamentária para 2022 do Estado do Ceará.
Nos seminários anteriores, realizados nos municípios de Redenção e Crateús nos dias 10 e 22 de novembro, respectivamente, foram discutidos os investimentos estipulados para as regiões do Maciço de Baturité, sertão de Crateús e sertão de Inhamuns.

PROJETO DA LEI ORÇAMENTÁRIA

O projeto da Lei Orçamentária Anual 2022 foi entregue à Assembleia Legislativa no dia 15 de outubro, pelo secretário de Planejamento e Gestão (Seplag), Mauro Filho. O projeto, que prevê um orçamento de R$ 28,5 bilhões, foi lido no plenário da AL e está em análise na Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação, devendo ser votado pelos deputados até 22 de dezembro.

AGÊNCIA DE NOTICIAS DA ALCE - DANIEL SAMPAIO

Pacheco defende proposta do governo de adiar pagamento de precatórios e mudar regra do teto

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2021 | 17h14

BRASÍLIA - O presidente do SenadoRodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu os pontos centrais apresentados pelo governo na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios e disse não ver outra solução para abrir espaço no Orçamento ao Auxílio Brasil no próximo ano. 

Pacheco fez questão de reforçar a limitação no pagamento dos precatórios (dívidas que o governo é obrigado a pagar depois de decisões judiciais) e a alteração no cálculo do teto de gastos, que atrela o crescimento das despesas à inflação, a partir de 2022. Essas medidas podem abrir um espaço fiscal de R$ 106,1 bilhões no ano que vem.  

Rodrigo Pacheco
Rodrigo Pacheco; presidente do Senado defendeu os pontos centrais apresentados pelo governo na PEC dos Precatórios.  Foto: Dida Sampaio/Estadão - 5/8/2021

Esses dois pontos são alvos de críticas de especialistas e alguns parlamentares, que apontam "calote" nas dívidas judiciais e abertura para uma "farra fiscal" em ano eleitoral, mas são medidas que o governo não abre mão de mexer no conteúdo. 

Rodrigo Pacheco criticou a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão do próprio Senado, que levantou críticas à PEC. "A equação não é simples. Quando eu vejo a IFI, a Instituição Fiscal Independente, que é do Senado Federal, fazer as críticas, eu respeito todas elas, mas também não apresentam solução", disse o senador. 

"Como é que a gente paga precatórios dentro do teto de gastos com espaço fiscal para o Bolsa Família? Eu quero uma resposta que seja convincente nisso porque até agora eu não tive. Essa que está substanciada na PEC é a solução encontrada por todos os personagens envolvidos como solução possível", disse o presidente do Senado. 

Mais cedo, a IFI do Senado emitiu um alerta para os riscos com a aprovação da PEC limitando o pagamento de precatórios e mexendo no cálculo do teto. "As duas medidas afetam fortemente o teto de gastos, representam o fim da regra como concebida ainda que na letra da Constituição deva continuar a existir", disse o diretor-executivo da IFI, Felipe Salto, ao Estadão

No último dia 22, Salto apresentou uma alternativa durante audiência pública no Senado. De acordo com a apresentação feita aos senadores na ocasião, é possível retirar os precatórios ligados ao antigo Fundef (fundo de financiamento à educação anterior ao Fundeb) do teto de gastos, cortar gastos discricionários previstos no projeto de Orçamento de 2022 e direcionar emendas parlamentares temporariamente para o financiamento do gasto social. De acordo com a IFI, essas três possibilidades poderiam dobrar o orçamento atual do Bolsa Família. 

Romeu Aldigueri elogia ações do Governo do Estado para os municípios cearenses

Deputado Romeu AldigueriDeputado Romeu AldigueriFoto: Júnio Pio

 
O deputado Romeu Aldigueri (PDT) elogiou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, realizada de forma híbrida, nesta quinta-feira (25/11), os investimentos do Governo do Estado para os municípios cearenses, incentivando o retorno da economia e das atividades. 

O parlamentar ressaltou a importância de realização de concursos pelo Governo do Estado. “O governador já realizou diversos concursos públicos, gerando oportunidade de acesso ao serviço público e fortalecendo as instituições democráticas. Esses dias, Camilo anunciou que lançará novos concursos para a Superintendência Estadual do Meio Ambiente, para a Procuradoria-Geral do Estado, para a Universidade Estadual do Ceará, para a Secretaria de Desenvolvimento Agrário”.

Romeu Aldigueri elogiou ainda a construção do Hospital Universitário do Ceará. De acordo com o Governo do Estado, a unidade contará com 654 leitos de internação, distribuídos em três torres (clínica, cirúrgica e materno-infantil), sendo 184 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). 

“É com grande responsabilidade que o nosso governador avança na modernização da saúde com esse equipamento. Hoje a obra gera 400 empregos diretos e mil indiretos e, no futuro, fortalecerá o Sistema Único de Saúde no Ceará, atendendo pacientes de todo o Estado para procedimentos de alta complexidade”.

O deputado destacou, durante o pronunciamento, a importância da obrigatoriedade do Passaporte de Vacinação. “É um mecanismo importante para a retomada responsável e segura das atividades econômicas e culturais em nosso Estado”, pontuou. 

O parlamentar comemorou ainda a formação da primeira turma do Nordeste de especialistas em enfrentamento à violência contra a mulher. “Esse curso é mais do que um título, é uma prova do progresso que vive o nosso Estado, mesmo em meio às trevas do Governo Federal. Todos os profissionais certificados pelo curso já estão atuando no acolhimento de mulheres em situação de violência e trabalhando para a prevenção desse problema”. 

O curso teve estrutura modular composta por unidades didáticas de aprendizagem, e a formação tem carga horária de 460 horas. 29 profissionais concluíram a primeira turma.

JI/AT

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