Senadores pressionam Pacheco a não fatiar PEC dos Precatórios e forçar votação rápida na Câmara
06 de dezembro de 2021 | 13h31
BRASÍLIA - Senadores pressionam o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a não fatiar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios e forçar uma votação rápida na Câmara, vinculando o espaço fiscal aberto pela medida em 2022. Pacheco deve conversar com líderes partidários e com o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), ainda nesta segunda-feira, 6.
A promulgação é alvo de um impasse entre Câmara e Senado e pode alongar a implantação do Auxílio Brasil de R$ 400. A proposta é estratégica para o Executivo por abrir margem para novos gastos em ano eleitoral. O texto foi alvo de críticas por adiar o pagamento de precatórios, que são dívidas reconhecidas pela Justiça, a partir do próximo ano e por mudar a regra de cálculo do teto de gastos, a principal âncora fiscal do País.
Os senadores promoveram alterações para "amarrar" o espaço fiscal da PEC ao novo programa social e despesas da Previdência com o argumento de evitar uma "farra eleitoral" no ano que vem. Lira, por outro lado, quer adotar uma manobra para fatiar a promulgação garantindo a folga de R$ 106,1 bilhões em 2022 sem a vinculação.
Após a aprovação da PEC no Senado, o dispositivo que muda o cálculo do teto e abre espaço de R$ 62,2 bilhões em 2022 poderia ser promulgado pelo Congresso. O limite no pagamento de precatórios, por sua vez, que abre uma folga de R$ 43,8 bilhões, não poderia ir para promulgação direta antes de aprovação dos deputados, pois foi alterado. O mesmo foi feito no item que abre R$ 15 bilhões fora do teto de gastos em 2021 para custeio de vacinação, transferência de renda e ações emergenciais.
O Senado limitou o pagamento de precatórios até 2026, e não mais até 2036, e vinculou o espaço fiscal da PEC ao Auxílio Brasil e despesas obrigatórias, que precisarão ser reajustadas no Orçamento. A estratégia é evitar com que os recursos sejam usados para turbinar as verbas do orçamento secreto no próximo ano. O "carimbo" das despesas não garante a vinculação, mas, de acordo com senadores, exige um compromisso com gastos essenciais.
A estratégia dos senadores foi fazer a alteração no mesmo artigo que limitou o pagamento de precatórios, blindando a PEC de ser fatiada. "Esse fatiamento é uma gambiarra. O que queremos impedir é o governo de fazer loucuras. Nossa expectativa é que o presidente do Senado não vai fatiar. Ele assumiu isso com a gente no plenário na semana passada", disse o senador José Aníbal (PSDB-SP).
No Congresso, parlamentares discutem a possibilidade de Lira levar a PEC alterada pelo Senado direto para o plenário. Na semana passada, no entanto, ele citou o regimento da Casa para mostrar resistência a essa manobra e falou que as alterações só devem ser analisadas pela Câmara em 2022, pressionando pelo fatiamento.
"Se o Pacheco descumprir o acordo, o Pacheco não preside mais o Senado porque descumpriria o acordo com o PT, com o MDB, com o PSDB e com o Cidadania e um presidente da Casa nunca fez isso. Nem o Davi (Alcolumbre) fez isso. E o Pacheco é homem de cumprir acordos, até como jurista que é", afirmou a líder da bancada feminina no Senado, Simone Tebet (MDB-MS).
PEC da prisão em segunda instância deve ser votada esta semana
06 de dezembro de 2021 | 11h03
Parada há mais de um ano na Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que viabiliza o cumprimento imediato de pena após condenação em segunda instância deve ser votada nesta terça-feira, 7. A nova data foi anunciada na última quarta-feira, 1º, pelo deputado Aliel Machado (PSB-PR), presidente da comissão especial que analisa a proposta.
A votação do relatório estava marcada para a semana passada, mas foi adiada a pedido do presidente da Casa, deputado Arthur Lira (PP-AL), segundo Machado. A intenção do político alagoano era usar o tempo extra para tentar chegar a um consenso sobre a proposta, que segue para o plenário sem acordo.
A PEC sugere que a Constituição seja alterada para permitir a execução imediata da pena após a condenação em segunda instância. A Carta estabelece que o réu não seja considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal — isto é, a etapa em que não cabe mais nenhum recurso.
Atualmente, é possível estender os pedidos de recurso até o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF), o que pode retardar em anos o trânsito em julgado. A proposta se refere não apenas ao campo penal do Direito, mas também ao tributário, trabalhista e eleitoral.
Apresentada pelo deputado Alex Manente (Cidadania-SP), a proposta foi aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara em novembro de 2019, e desde então aguarda tramitação na comissão especial.
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A implosão dos partidos
05 de dezembro de 2021 | 03h00
A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios na Câmara expôs com clareza um aspecto deletério sobre a forma com que partidos e deputados têm atuado desde o advento das emendas de relator. Em troca de recursos para suas bases eleitorais, parlamentares ignoram a orientação de suas lideranças e chegam a se posicionar contra bandeiras históricas de suas legendas. A intensa agenda do Congresso, com textos discutidos em poucas horas mesmo durante a pandemia, é um desafio a quem se propõe a acompanhar os trabalhos do Legislativo, e a quantidade de agremiações políticas não contribui para elucidar esse cenário.
Mas a PEC dos Precatórios talvez seja o exemplo mais bem acabado do balcão de negócios em que a Câmara se transformou no governo Jair Bolsonaro. Entre o primeiro e o segundo turno de votações, apenas o PDT mudou de orientação, e somente depois que Ciro Gomes suspendeu sua pré-candidatura à Presidência da República. Ainda assim, cinco deputados mantiveram apoio ao texto.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defendeu os parlamentares do PDT, com quem havia firmado acordo para dar prioridade a professores no pagamento dos precatórios – na avaliação dele, os colegas foram tratados de forma injusta. Sob este ponto de vista, Lira tem razão. Todos os partidos, e não apenas o PDT, devem ser cobrados pelo apoio a uma proposta que representa um calote em dívidas da União a pretexto de socorrer os mais necessitados com o Auxílio Brasil. O comportamento de algumas legendas, em particular, deve ser observado com lupa. É o caso daquelas que se propõem a lançar candidaturas que representem a chamada terceira via.
Seria salutar para a democracia que os eleitores encontrassem resposta para os problemas do País fora dos extremos representados por Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. As pesquisas, no entanto, mostram escassa viabilidade para quaisquer desses nomes até o momento, e a votação da PEC dos Precatórios pode ajudar a explicar parte da descrença na política tradicional.
O PSDB, por exemplo, lançou prévias para escolher um candidato para 2022 em uma disputa entre os governadores João Doria e Eduardo Leite, disputa vencida pelo paulista. Seu partido, porém, orientou a favor da PEC e deu mais de 20 votos pela aprovação do texto nos dois turnos na Câmara.
O MDB, da pré-candidata e senadora Simone Tebet (MS), recomendou à sua bancada o voto contrário à PEC dos Precatórios, mas ao menos dez deputados ignoraram essa orientação nas duas etapas. No PSD, do senador Rodrigo Pacheco (MG), apenas cinco dos 35 parlamentares votaram contra.
Em trajetória errática, o Podemos, do ex-juiz Sergio Moro, deu cinco votos favoráveis e quatro contrários no primeiro turno da PEC. No segundo, foram três pela aprovação e seis pela rejeição. Com sete deputados, o Cidadania, do senador Alessandro Vieira (SE), deu dois votos a favor do texto. Justiça seja feita ao Novo, de Luiz Felipe d’Avila, que ficou unido pela derrubada da proposta.
No Senado, casa de três dos pré-candidatos, após muitas negociações, a PEC dos Precatórios passou com folga e mais de 60 votos a favor nos dois turnos. Somente a bancada do PDT votou contra o texto, que conseguiu unanimidade no PSD e PSDB, maioria no MDB e no PT e apoio parcial do Podemos.
A PEC dos Precatórios é a ponta do iceberg de uma gestão que não tem projeto para o País. Representado por um presidente que não está à altura do cargo que ocupa, o desgoverno mercantilizou o debate político. O modo oculto com que recursos bilionários são distribuídos, ainda que uma parte relevante deles se destine à saúde, revela acordos feitos longe do olhar da sociedade. Essa prática destrói as legendas por dentro e representa uma ameaça à democracia. A decisão liminar da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), que cobra ampla publicidade aos repasses autorizados sob essa rubrica em 2020 e 2021, pode ser o freio de arrumação de que os partidos tradicionais precisavam para refletirem sobre seus caminhos.
CPI do Orçamento Secreto: senador pede urgência após divulgação de imagens de deputado com dinheiro
Thaís Barcellos, O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Após a divulgação de imagens de um deputado com grande quantidade de dinheiro que, segundo a Polícia Federal, resulta de desvio de emendas parlamentares, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) afirmou que vai colher “com urgência” assinaturas para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Orçamento Secreto. Dois requerimentos de criação da CPI já foram apresentados e a coleta de assinaturas começou em novembro – são necessárias 27 e um ato do presidente do Senado para a instalação da comissão.
Em sua conta no Twitter, Vieira disse que o Senado vai ajustar o requerimento diante da divulgação dos novos fatos. “Vamos ajustar o requerimento e colher com urgência as assinaturas para a CPI do Orçamento Secreto . As novas informações confirmam a gravidade dos fatos. É dinheiro público perdido para a corrupção e a falta de transparência”, disse.
Nesta sexta-feira, foram divulgadas imagens do deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA) manuseando uma grande quantidade de dinheiro. Segundo a Polícia Federal, o montante é resultado de um esquema de desvios de recursos de emendas parlamentares. Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro se filiou ao PL, partido de Maranhãozinho.
As imagens foram feitas em outubro do ano passado, por uma câmera escondida pelos agentes da PF no escritório do político em São Luís (MA), com autorização do Supremo Tribunal Federal, e incluída no inquérito da Operação Descalabro. A operação apura uma complexa engrenagem de desvio de dinheiro público direcionado pelo próprio deputado a municípios maranhenses via emendas parlamentares.
Segundo o relatório da PF, obtido pelo Estadão, o fluxo de dinheiro em espécie no escritório do político tem como origem repasses que empresas ligadas a Maranhãozinho receberam de prefeituras sob influência política do parlamentar.
O esquema do orçamento secreto foi revelado pelo Estadão em uma série de reportagens que mostraram o direcionamento de recursos públicos a parlamentares aliados do governo. O Palácio do Planalto escolhe para quem vai liberar dinheiro das chamadas emendas de relator (identificadas pelo código RP-9),e aceita que o parlamentar indique o valor e o que deve ser feito com o montante, incluindo a cidade que irá receber, sem critérios técnicos e transparência.
No início de novembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu as emendas do relator. Mas, nesta semana, o Congresso aprovou um projeto que mantém o orçamento secreto. Ontem, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), encaminhou um documento para a ministra do STF Rosa Weber indicando que vai cumprir parte da determinação da Corte para dar transparência às emendas RP-9.
Lideranças evangélicas creditam vitória de André Mendonça para STF também ao PT e a Lula
Mônica Bergamo é jornalista e colunista. / FOLHA DE SP

Lideranças religiosas que não se alinham a Jair Bolsonaro de forma ruidosa passaram a creditar a aprovação de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF) também ao PT e ao ex-presidente Lula, que não teriam feito carga contrária ao "terrivelmente evangélico" indicado por Jair Bolsonaro para a Corte.
TODO OUVIDOS
Senadores do PT, como Humberto Costa (PT-PE), e o próprio Lula conversaram com evangélicos que apoiavam a ida de Mendonça para o STF. O partido não fechou questão contra a indicação, e liberou seus parlamentares para votar como quisessem.
DIREITO DELE
O ex-presidente manifestou a religiosos, e também a senadores petistas, a posição de que um presidente da República tem o direito de fazer a indicação que acha mais apropriada. E que Bolsonaro exercia esse direito, assim como ele e Dilma Rousseff viram aprovados todos os nomes que indicaram para o Supremo.
CESTO
Pela contabilidade das lideranças evangélicas, senadores do PT seguramente votaram contra Mendonça —mas o apoio de apenas alguns poucos deles pode ter feito toda a diferença para a aprovação do nome, em um placar que estava muito apertado.
CESTO 2
Já o presidente Bolsonaro, que cumpriu a promessa de indicar um evangélico para o cargo, gerou desconfiança na reta final por não ter feito o esforço que religiosos esperavam pela aprovação de André Mendonça. Mas, apesar do ruído de última hora, tem a gratidão das lideranças.
LINHA
A resistência maior a Mendonça entre setores do partido se mantinha por causa da proximidade dele com a Operação Lava Jato. Promessas do futuro ministro de que será um juiz garantista, no entanto, ajudaram a amenizar o clima contrário a ele.
Heitor Férrer cobra repasse de recursos para Santa Casa de Misericórdia
Deputado Heitor FérrerFoto: Júnio Pio
A Santa Casa de Misericórdia segue a obrigatoriedade da manutenção de metas qualitativas e quantitativas contratualizadas pelos prestadores de serviço de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o que lhes garante os repasses dos valores financeiros na sua integralidade.
Conforme Heitor Férrer, devido à pandemia de Covid-19, a União suspendeu a obrigatoriedade dessas metas, mas mantendo o repasse integral às instituições. “A Prefeitura de Fortaleza entendeu que a Santa Casa não deve receber o valor integral dos repasses, repassando apenas um valor parcial”, disse o parlamentar. Ele informou que a instituição entrou com uma ação judicial e que ficou definido que a Prefeitura de Fortaleza deve fazer o repasse integral.
“A Santa Casa de Misericórdia é uma das instituições mais importantes do nosso Estado, atende todo o Ceará, conta com um corpo excelente e dedicado de profissionais que fazem o atendimento da população”, disse.
Para o parlamentar, mesmo que houvesse alguma interpretação legal que indicasse o pagamento apenas parcial dos repasses, “a Prefeitura de Fortaleza deveria ter a sensibilidade de reconhecer o relevante trabalho da Santa Casa e realizar o pagamento integral”, avaliou.
PE/LF
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Érika Amorim destaca eventos voltados para participação de mulheres na política
Deputada Érika AmorimFoto: Júnio Pio
A parlamentar informou que, no último dia 24 de novembro, esteve em Brasília para o encontro nacional do PSD. “Além do encontro, a nossa sigla participou ainda de um evento direcionado para as correligionárias mulheres após 18 meses de interação remota”, disse.
Érika Amorim, que também é presidente do PSD Mulher no Ceará, explicou que o evento, que cumpriu todos os protocolos de segurança, reuniu diversas mulheres para abordar o engajamento feminino na política e chamar a atenção para a importância das mulheres nos espaços públicos e de poder. “Dados da União Interparlamentar, com base na composição dos parlamentos de cada país na esfera federal, apresenta um ranking internacional de participação de mulheres na política: dentre 192 países, o Brasil ocupa a 142ª posição na América Latina”, afirmou.
Segundo a deputada, apesar do pequeno número de eleitas, a quantidade de candidaturas tem aumentado. “Nós somos 44% do total de filiados do PSD. É extraordinário esse número para o padrão brasileiro, e desconheço outro partido que tenha tantas militantes mulheres”, comemorou.
A parlamentar destacou ainda o lançamento do Movimento Mulheres Municipalistas no Ceará, realizado na Associação dos Municípios do Estado (Aprece), no último dia 26 de novembro. Fruto de uma mobilização da deputada Augusta Brito (PCdoB); da prefeita de Quiterianópolis, Priscilla Barreto, e demais lideranças, o evento busca ações para a maior inserção das mulheres na política e no poder. “É preciso não só querer que a mudança aconteça, precisamos de ações efetivas, e momentos como esse permitem troca, incentivo e empoderamento”, frisou.
Érika Amorim parabenizou ainda o I Encontro Estadual de Mulheres na Política, realizado na segunda-feira (29/11), na Assembleia Legislativa. A pauta trouxe uma importante mobilização para a participação feminina. “Reforço aqui o meu reconhecimento, em nome da procuradora Especial da Mulher na AL, deputada Augusta Brito, e da coordenadora da Procuradoria Especial da Mulher (PEM), Raquel Andrade, e a todos que fazem parte da procuradoria. Tenho orgulho de fazer parte desse time”, afirmou.
A deputada citou ainda encontros e pautas ligadas à infância e juventude. “Em Brasília, me encontrei com a gerente de projetos do Conselho Nacional de Justiça, Ivânia Ghesti, para tratar sobre o diagnóstico do Pacto Nacional pela Primeira Infância, iniciativa que visa reduzir a vulnerabilidade social e garantir os direitos das crianças de zero a seis anos”, explicou.
Ainda em Brasília, a parlamentar esteve com a coordenadora da Frente Parlamentar Mista da Primeira Infância na Região Nordeste, deputada Tereza Nelma (PSDB/AL), em conversa sobre a inclusão da proteção à primeira infância como prioridade no Plano Plurianual (PPA) de 2020/ 2023.
“Estive ainda na Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, onde fomos recebidos pela diretora do Departamento de Promoção e Fortalecimento dos Direitos da Criança e do Adolescente, Luciana Dantas, que também faz parte Grupo de Trabalho para a construção da Política Nacional de Qualificação de Conteúdo para a Criança e o Adolescente. JÁ na AL, a Comissão da Infância e Adolescência realizou audiência pública para debater e buscar mecanismos que melhorem as condições de trabalho dos conselheiros tutelares do Ceará. As crianças merecem atenção preferencial na sociedade”, assinalou.
GM/LF
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AL prorroga ponto facultativo até dia 17 e define exigência de comprovante de vacina
A medida leva em conta “o quadro de excepcional emergência na saúde pública, que exige medidas de natureza mais restritiva para conter a propagação e infecção humana pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). O documento se apoia no artigo 12 do ato da Mesa Diretora nº 01/2021, que dispõe sobre os procedimentos para fins de prevenção à infecção e propagação do novo coronavírus no âmbito da Assembleia Legislativa do Ceará.
Entre as novas exigências, o ingresso de servidores, estagiários e prestadores de serviços nas dependências da AL fica condicionado à aprovação de uma das seguintes condições: imunidade ou adoecimento por Covid-19 há mais de 30 dias, que já tenha tomado as duas doses da vacina, decorridos, no últim o caso, três semanas da última aplicação; teste de Covid-19 realizado pelo menos 24 horas antes da data de realização do evento; comprovante de vacinação, que pode ser apresentado em meio digital ou físico e deve atestar que seu portador completou o esquema vacinal contra Covid-19 para sua faixa etária.
A exigibilidade da apresentação do comprovante de vacinação não dispensa o cumprimento pela Assembleia Legislativa das outras medidas exigidas em protocolo sanitário, notadamente a de uso obrigatório de máscaras. O comprovante de vacinação não será exigido como condição de acesso apenas daqueles que, por razões médicas reconhecidas em atestado, não puderam se vacinar.
A decisão mantém as considerações do que está disposto no Decreto 34.418, de 27 de novembro de 2021, que conservou, no estado do Ceará, medidas de isolamento social em razão da pandemia de Covid-19.
A portaria estabelece ainda que os ocupantes de cargos de direção e chefia devem administrar a continuidade dos trabalhos por meio remoto, estando facultada a convocação de servidores para expediente presencial, quando for indispensável o comparecimento físico.
De acordo com o documento, fica autorizado o retorno ao trabalho dos servidores acima de 60 anos ou com fatores de risco da Covid-19 que tenham comprovação de risco de imunidade ou de adoecimento há mais de 30 dias ou que já tenham tomado as duas doses da vacina contra a doença, decorridas, neste último caso, três semanas da última aplicação.
Na data em que for designada sessão plenária, deverá ser organizada equipe de trabalho com o mínimo de servidores necessários, observadas as regras do Ato da Mesa Diretora nº 01/2021.
O funcionamento da Casa permanece de segunda a sexta, das 8h às 13h, exclusivamente para receber documentos originais ou autênticos que sejam exigidos por expressa disposição legal. Os demais protocolos deverão ser realizados por meio digital, através do endereço.
A Comissão de Licitação da Assembleia fica autorizada a realizar certames de modo presencial, desde que cumpridas todas as exigências sanitárias decretadas pelo Poder Executivo.
O documento assegura o atendimento dos órgãos de promoção à cidadania da Assembleia Legislativa, Programa de Orientação, Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Assembleia), Escritório de Direitos Humanos e Assessoria Jurídica Popular Frei Tito de Alencar, Comitê de Prevenção e Combate à Violência, Centro Inclusivo para Atendimento Desenvolvimento Infantil, além do Departamento de Saúde e Assistência Social e da Procuradoria Especial da Mulher, com atendimento de forma híbrida, presencial e virtual. Os órgãos de promoção à cidadania deverão funcionar previamente agendado pelo usuário, e o horário estabelecido fica das 8h às 12h e das 13h às 17h.
A Assembleia Legislativa deverá permanecer fechada ao atendimento de público externo, no período indicado pela portaria, ressalvado o disposto em casos excepcionais, assim definidos pela Presidência, Primeira Secretaria ou Diretoria-Geral.
LS/AT
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AL aprova recondução de Elizabeth Chagas à frente da Defensoria Pública
Votação durante sessão plenáriaFoto: Júnio Pio
O projeto de decreto legislativo 29/21, da Mesa Diretora, trata da indicação da defensora pública Elizabeth das Chagas Sousa para assumir o cargo de defensora pública geral do estado do Ceará, reconduzida por 2 anos, de acordo com o art.147 da Constituição do Estado do Ceará. A defensora foi a escolhida de uma lista oriunda da eleição presidida pela Comissão Eleitoral da Defensoria Pública do Estado.
Elizabeth Chagas é defensora pública estadual desde 2006. Atualmente é titular do Núcleo de Habitação e Moradia da Defensoria Pública do Ceará, agente de integração no Conselho da Governança Fiscal do Estado e membro do conselho deliberativo do Instituto Maria da Penha. Sua atuação já foi reconhecida nacionalmente pelo prêmio Innovare, com o projeto "Mulheres Agrárias: Autonomia Já", em 2014, e pelo Prêmio Fórum de Justiça pelo Projeto Mulher sem Medo, 2015.
Do Governo do Estado, foi aprovada a proposta de emenda constitucional 10/21, autorizando o Metrofor a prorrogar, excepcionalmente, os contratos de seus servidores temporários, celebrados nos termos do inciso IX do art. 37 da Constituição Federal. A propositura justifica a medida alegando a necessidade de manutenção, em todo o Estado, da operação dos serviços de transporte coletivo de passageiros, atividade essencial por definição constitucional.
AGÊNCIA DE NOTICIAS DA ALCE - DANIEL SAMPAIO
Senado aprova medida provisória que cria Auxílio Brasil
O Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (2), a Medida Provisória (MP) 1061/2021 que cria o Auxílio Brasil. A MP havia sido enviada pelo governo em agosto e já tinha sido aprovada, com alterações, pela Câmara dos Deputados no último dia 25. A matéria tinha até o dia 7 para ser aprovada, sob o risco de perder sua eficácia. O agora PLV 26/2021, segue para sanção do presidente da República, Jair Bolsonaro.

O novo projeto de lei cria também o programa Alimenta Brasil, que substituirá o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), destinado a agricultores familiares.
Auxílio Brasil
O programa Auxílio Brasil, substitui o Bolsa Família e já vinha sendo pago desde 17 de novembro a cerca de 14,5 milhões de famílias brasileiras.
O programa prevê três tipos de benefícios: o Benefício Primeira Infância, que será pago para famílias com crianças de até 3 anos de idade; o Benefício Composição Familiar, destinado a famílias que tenham, em sua composição, gestantes, nutrizes ou pessoas com idade entre 3 e 21 anos de idade incompletos; e o Benefício de Superação da Extrema Pobreza, pago às famílias em situação de extrema pobreza, cuja renda familiar per capita mensal, mesmo somada aos benefícios financeiros anteriores eventualmente recebidos, seja igual ou inferior ao valor da linha de extrema pobreza.
Além desses benefícios, o programa também institui os auxílios Esporte Escolar; Bolsa de Iniciação Científica Júnior; Criança Cidadã; Inclusão Produtiva Rural e Inclusão Produtiva Urbana, classificados como “incentivos ao esforço individual e à emancipação”.
PEC dos Precatórios
O financiamento do programa se dará graças à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, também aprovada nesta quinta-feira. Isso porque, como a PEC adia o pagamento dos precatórios o governo passa a ter uma folga financeira para financiar o Auxílio Brasil.
O Auxílio Brasil deve ter pagamento de parcelas com valor médio de R$ 400. Já ficou definido pela matéria que o teto nesse valor do benefício terá caráter permanente e não temporário. A expectativa é que o programa atenda 17 milhões de famílias.
*com informações da Agência Senado
Edição: Bruna Saniele / AGÊNCIA BRASIL





