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Câmara aprova parcelamento de dívidas de micro e pequenas empresas

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 46/21, que cria um novo programa de parcelamento de dívidas de micro e pequenas empresas participantes do Simples Nacional, inclusive os microempreendedores individuais (MEI) e as empresas em recuperação judicial.

 

De autoria do Senado, a matéria foi aprovada com emendas de redação do relator, deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE), e será enviada à sanção presidencial.

 

O parcelamento é chamado de Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples Nacional (Relp). As empresas endividadas poderão aderir a ele até o último dia útil do mês seguinte ao da publicação da futura lei, devendo pagar a primeira parcela nesta data para ter o pedido deferido.

 

Pelo texto, o contribuinte terá descontos sobre juros, multas e encargos proporcionalmente à queda de faturamento no período de março a dezembro de 2020 em comparação com o período de março a dezembro de 2019.

 

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Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Deputados da bancada governista rebatem críticas de Delegado Cavalcante

Deputados da bancada governista rebatem críticas de Delegado CavalcanteFoto: Júnior Pio

 
Os deputados da bancada do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Socialista Brasileiro (PSB) solicitaram, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (16/12), direito de resposta após o deputado Delegado Cavalcante (PTB) acusar os partidos de formação de quadrilha.

Em nome da bancada do PDT, o deputado Osmar Baquit (PDT) frisou o histórico de seu partido e enalteceu a carreira política dos ex-governadores Ciro Gomes e Cid Gomes. “Ciro Gomes e Cid Gomes são exemplos de homens públicos, honrados e sérios. Poucos chegam ao nível de prestígio que eles têm. O deputado Delegado chamou um partido de homens e mulheres honrados de quadrilha, e isso não podemos admitir”, repudiou.

O deputado Marcos Sobreira (PDT) considerou as ofensas proferidas pelo colega deputado Delegado Cavalcante como atitudes de quem desconhece o histórico de seu partido. “Talvez o delegado não conheça a história do PDT, que deixou o Ceará com a melhor educação pública do País. Existem dois Cearás, um antes e outro depois do Cid. E nosso líder Ciro nunca respondeu a qualquer processo por corrupção. Não podemos aceitar que nosso partido seja atingido por um grupo em que vários de seus membros estão envolvidos em crimes. Peço respeito, pois sempre o tratamos com respeito”, cobrou.

SOLIDARIEDADE

Durante os debates, o presidente da Casa, deputado Evandro Leitão (PDT), pediu aos parlamentares que se respeitassem e repreendeu o deputado Delegado Cavalcante pela forma como reagiu à decisão da deputada Érika Amorim (PSD), enquanto presidente da sessão, de conceder o direito de resposta aos colegas deputados citados. “Me solidarizo com a deputada Érika e espero que seja a última vez que isso acontece. Não podemos admitir esse tipo de situação, o desrespeito ao deputado ou deputada que está presidindo a sessão. A população não espera isso de nós. Na verdade, o povo está cansado de tanto bate-boca, ele quer prestação de serviços. Os debates devem acontecer de forma elevada e com respeito a todos”, salientou.

A deputada Érika Amorim (PSD) solicitou questão de ordem e afirmou não ser a primeira vez que é desrespeitada enquanto preside uma sessão. “Essa atitude só demonstra a violência institucional que nós mulheres sofremos diariamente. A minha voz foi interrompida de diversas maneiras, e minha palavra enquanto presidente não foi respeitada e acatada. Quero entender que isso não aconteceu pela minha condição como mulher”, declarou.

Os deputados Salmito (PDT), Queiroz Filho (PDT) e Augusta Brito (PCdoB) se solidarizam com a colega deputada e reafirmaram que atitudes como essa não podem ser aceitas. “O que vimos aqui foi um colega retirar o crédito da deputada que está presidindo, não acatar a decisão tomada por ela baseada no regimento e sem qualquer indução, pois ela tem total capacidade para decidir o que quer. Parem de gritar ou tentar amedrontar uma mulher. Não temos medo de grito. Se a deputada se sentiu agredida, houve ofensa e agressão. Temos voz igual a qualquer parlamentar e exigimos respeito”, cobrou Augusta Brito.

LA/CG

Delegado Cavalcante apoia investigação sobre obras do Castelão e contesta ataques à ação da PF

Delegado Cavalcante apoia investigação sobre obras do Castelão e contesta ataques à ação da PFFoto: Júnior Pio

 
O deputado Delegado Cavalcante (PTB) destacou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (16/12), a ação da Polícia Federal na investigação sobre a obra do estádio Castelão entre anos de 2010 a 2013 e teceu criticas à reação do senador Cid Gomes (PDT) e do ex-ministro Ciro Gomes à atuação da polícia.

Segundo o deputado Delegado Cavalcante, “as informações sobre as investigações não têm nada de fake news. É o preço da impunidade no Ceará, onde esses homens, para chegar ao poder, compram mandato”.

Para ele, “Ciro e Cid querem desvirtuar e confundir a opinião pública, pagando bilhões à imprensa para massacrar o presidente Bolsonaro". 

“A Rede Globo fiscaliza o presidente, essa esquerda maldita quer acabar o País. Isso é uma organização criminosa anticristã, mas não vão conseguir, porque nós vamos pegar em armas se for preciso”, ameaçou o parlamentar. O deputado acusou partidos de esquerda de fazerem parte de “uma organização criminosa”.

Em aparte, a deputada Dra. Silvana (PL) afirmou que quem defendeu a regulação da imprensa foi o ex-presidente Lula. “Foi graças ao Governo Bolsonaro que nós, literalmente, nos desescravizamos. O fenômeno de Bolsonaro nos salvou da Rede Globo”, ressaltou.

JI/CG

Heitor Férrer pede investigação sobre denúncias envolvendo Arena Castelão

Dep. Heitor Férrer ( SD )Dep. Heitor Férrer ( SD )Foto: Junior Pio

O deputado Heitor Férrer (SD), durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (16/12), cobrou a apuração concludente das investigações sobre supostas irregularidades nas obras de ampliação da Arena Castelão para a Copa do Mundo de 2014.
O parlamentar afirmou que a operação da Polícia Federal realizada ontem (15/12), envolvendo os ex-governadores Cid e Ciro Gomes, foi uma “punição pública”, mas almeja que isso “se transforme, ou não, em algo jurídico”. “O Parlamento e a imprensa não podem deixar de acompanhar esse processo. Quem está dizendo que houve propina nas obras do Castelão foi um juiz federal. A Justiça Federal tem que trazer à luz a punição jurídica, pois eu não acredito que a Justiça faria uma busca e apreensão em um lar que não seja robusta de provas”, pontuou.
Heitor Férrer afirmou que o processo de licitação das obras foi “cheio de vícios” e que, à época, sugeriu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na AL para investigar suspeitas de corrupção. “Mesmo com o menor preço, como se fala, tem combinemos. A CPI que sugeri na época era para investigar isso. Encaminhei inclusive para o Ministério Público a solicitação de investigação. Fiz o que meu papel de parlamentar necessita”, lembrou.
O deputado sugeriu que o Parlamento cearense forme uma comissão para acompanhar o processo, pois cabia à Casa, à época, a fiscalização da obra. “Eu espero que no final haja uma punição e uma sentença. Vou eu, particularmente, acompanhar esse caso”, afirmou. 
O deputado Carlos Felipe (PCdoC), em aparte, chamou a atenção para o que acredita serem indícios de interferência política do Governo Federal sobre a Polícia Federal, sobretudo levando em consideração as intervenções e modificações que foram feitas desde o começo da gestão de Bolsonaro, como na atuação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
O deputado Sérgio Aguiar (PDT) reiterou que não está convencido da necessidade de “medidas extremas” adotadas na operação realizada pela Polícia Federal.
GS/CG

Romeu Aldigueri destaca operação da Polícia Federal contra Ciro e Cid Gomes

Dep. Romeu Aldigueri ( PDT )Dep. Romeu Aldigueri ( PDT )Foto: Junior Pio

O deputado Romeu Aldigueri (PDT) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (16/12), realizada de forma presencial e remota, a operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de pagamento de propina por obras do estádio Castelão para a Copa 2014, envolvendo os nomes do pré-candidato à Presidência da República Ciro Gomes e do senador Cid Gomes (PDT/CE).
Para Romeu Aldigueri, a operação que aconteceu na quarta-feira (15/12) foi “uma ação política direcionada, estapafúrdia, irresponsável, indigna e desprovida de fundamentação legal, que manchou o trabalho de qualquer operador de direito desse País”.
Segundo o parlamentar, a investigação contra Ciro e Cid Gomes demonstra que o Governo Federal não tem respostas para os problemas da nação e aposta em mais tensão. “É um governo absolutamente sem talento para a gestão das tragédias sociais, da saúde pública, do meio ambiente e da educação, focando em ataques chulos, grosseiros e agora em ações imorais”, apontou.
Ainda de acordo com o parlamentar, o Governo Federal mostra que não tem a menor noção da importância das instituições democráticas. Ele também defendeu Ciro e Cid Gomes. “São pessoas no exercício de funções muito grandiosas, e não se sabe, não se tem nenhuma notícia de ações não republicanas ou não transparentes deles. São estadistas, formam líderes e proporcionam a oxigenação da governança no Ceará”, salientou.
Romeu Aldigueri comentou que ambos estão disponíveis para responder qualquer suspeita aventada entre as suas decisões governamentais, à qual qualquer gestor está sujeito. “No entanto, uma coisa é a luta do dia a dia ao qual somos submetidos nós homens e mulheres que optamos pela vida pública, outra coisa é enfrentar uma reação por meio de instrumentos repressivos, vingativos e não republicanos”, assinalou.
Em aparte, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) parabenizou o colega pelo bom senso e coerência das palavras, considerando que esse foi “o discurso mais rico durante todo o seu mandato nesta Casa”.
RG/AT

Carlos Felipe questiona ação da PF contra os irmãos Ciro e Cid Gomes

Dep. Carlos Felipe ( PCdoB )Dep. Carlos Felipe ( PCdoB )Foto: Junior Pio

 
O deputado Carlos Felipe (PCdoB) questionou, durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (16/12), a operação da Polícia Federal em processo sobre supostas irregularidades na reforma do Castelão envolvendo os irmãos e políticos Ciro e Cid Gomes.
Segundo o parlamentar, a operação acontece em um momento próximo às eleições. “Existe a possibilidade da interferência política, intervenção que o próprio juiz e pré-candidato Sérgio Moro apontou e desmascarou”, disse.
Carlos Felipe citou a coluna do Jornal o Povo, do jornalista Érico Firmo, em que destaca que os elementos apontados na decisão do juiz Danilo Dias Vasconcelos são insuficientes para deflagrar operação com tantas consequências políticas. “Ele diz ainda que, se houver elementos que provem que os irmãos Ferreira Gomes cometeram irregularidade, que tenham punição, porém a postura do Governo Federal levanta suspeitas do uso da máquina para propósitos políticos”, assinalou.
O deputado se solidarizou com o senador Cid e o irmão dele, o pré-candidato Ciro Gomes. “Tenho muito respeito pela vida pública dos ex-governadores Cid e Ciro Gomes e acredito sim na possibilidade de interferência política”, lamentou.
O parlamentar comentou sobre as ações do Executivo estadual no ano de 2021 e comemorou o avanço do Estado. “Na saúde, parabenizo o ex-secretário doutor Cabeto, que foi um gigante. Deixou um legado de Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs) construídas, hospital com obras iniciadas e deu novos indicadores ao Estado. A população ainda é muito carente, e as filas de cirurgia precisam melhorar muito, mas precisamos parabenizar os avanços”, frisou.
Já na área da segurança pública, Carlos Felipe ressaltou a necessidade de resolver os diversos conflitos com as facções criminosas. “Melhoramos também, mas muito precisa ser feito”, disse. 
O deputado lamentou ainda os cortes federais na educação brasileira. “O Governo Federal fez um desmonte na educação. Em níveis federais, tivemos grandes perdas, mas, mesmo diante desse cenário, o nosso Estado conseguiu avançar”, afirmou.
GM/AT

Sérgio Aguiar comemora crescimento do PIB do Ceará no terceiro semestre

Dep. Sérgio Aguiar ( PDT )Dep. Sérgio Aguiar ( PDT )Foto: Junior Pio

O deputado Sérgio Aguiar (PDT) comemorou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, realizada pelo sistema híbrido, nesta quinta-feira (16/12), o crescimento do Produto Interno Bruto do Ceará (PIB) no terceiro trimestre, com um avanço de 4,78%, em relação ao mesmo período do ano passado.
O parlamentar lembrou dados divulgados pelo governador Camilo Santana que apontam crescimento do Ceará maior que o registrado nacionalmente, que foi de 4% no mesmo período. Segundo o deputado, os números são do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), que registram também crescimento da indústria cearense em 8,45%, o que justifica o resultado. 
“O Ceará registra esse crescimento mesmo em um período tão difícil que atravessamos. Esses dados mostram o crescimento da indústria, aquecimento dos serviços, fortalecimento da economia, e o mais importante, gerando emprego e renda para os cearenses”, constatou.
Ao comparar com o trimestre anterior de 2021, o deputado afirmou que o crescimento no Estado foi de 3,25%, resultado bem superior ao do Brasil, que recuou -0,1%. Os destaques são os setores de Indústria (5,04%) e Serviços (1,34%). 
“Nós, aqui no Ceará, passamos a ser atrativos de investimentos”, disse o deputado. Sérgio Aguiar afirmou que, assim como a empresa Amazon, que instalou centro de distribuição na Região Metropolitana de Fortaleza, outras grandes empresas devem abrir e ampliar estruturas semelhantes a partir do próximo ano, assim como a expansão de cabos marítimos, que devem gerar emprego e renda, além de ampliar os serviços no setor de tecnologia no Estado. 
O deputado Sérgio Aguiar falou ainda sobre a entrega do troféu relativo aos 25 anos da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, “fazendo referência aos filiados a essa instituição representativa dos parlamentares estaduais de todo o Brasil”. Os troféus foram entregues ao presidente da Assembleia Legislativa e a demais parlamentares.
O deputado Carlos Felipe (PCdoB), em aparte, corroborou com a importância do crescimento econômico do Ceará, pois isso gera emprego e renda. O parlamentar, no entanto, afirma que é possível aumentar o desempenho se comparada a população com a participação cearense no PIB nacional. “O Ceará possui cerca de 4% da população do Brasil, frente a uma participação no PIB de 2%. Podemos melhorar. E devemos, além disso, reduzir as desigualdades sociais que se acentuaram nos últimos anos. É necessário avançar ainda mais também no campo social”, observou.
Os deputados Tony Brito (Pros), Delegado Cavalcante (PTB) e Nelinho (PSDB) parabenizam o trabalho de Sérgio Aguiar como secretário regional da Unale e agradeceram a homenagem que receberam do parlamentar em comemoração aos 25 anos da instituição.
GS/AT

Congresso promulga PEC dos Precatórios e permite governo gastar mais R$ 106 bi em 2022

Manoel Ventura e Fernanda Trisotto / O GLOBO

 

BRASÍLIA — O Congresso Nacional promulgou, na tarde desta quarta-feira, a segunda parte da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios. Com isso, as novas regras estabelecidas pela Emenda passam a valer, e o governo terá R$ 106 bilhões a mais para gastar no próximo ano.

A maior parte do dinheiro será usado para pagar o Auxílio Brasil de R$ 400. O programa substituto do Bolsa Família é a principal aposta do presidente Jair Bolsonaro para recuperar sua popularidade e tentar a reeleição em 2022.

Entenda:  Saiba mais sobre a  PEC dos Precatórios, aprovada pelo Congresso, que libera Auxílio Brasil de R$ 400

Aprovada após meses de articulações do governo federal, a PEC surgiu depois de o governo se ver obrigado a pagar R$ 89,1 bilhões em precatórios (despesas decorrentes de decisões judiciais), o que impediria o pagamento do Auxílio Brasil na dimensão desejada por Bolsonaro.

— A parte que hoje promulgamos abre ainda mais espaço fiscal para a implementação dos programas sociais que garantirão uma renda para as famílias mais pobres. Também incorpora a sugestão feita pelo Senado Federal de afirmar o direito a uma renda básica e de confirmar o caráter permanente de um programa de transferência de renda que realize esse direito — disse o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) , disse que os parlamentares podem se orgulhar da Emenda.

Refis:Governo admite que Câmara deve aprovar dois projetos, com impacto de R$ 50 bi

— A Emenda torna o programa de transferência de renda um assunto de Estado. Criamos democraticamente importantes avanços institucionais — afirmou Lira.

Aprovado nesta semana pela Câmara e já validado no Senado, o trecho promulgado nesta semana coloca um limite para o pagamento dessas despesas, abrindo um espaço de R$ 44 bilhões.

Outro trecho da PEC, que muda o teto de gastos (a regra que impede o crescimento das despesas da União acima da inflação), abrindo uma margem de R$ 62 bilhões no Orçamento de 2022, foi promulgado na semana passada.

A PEC é cercada de polêmicas porque limita o pagamento de dívidas já reconhecidas pela Justiça e muda o teto de gastos, movimentos vistos por especialistas como um drible nas regras fiscais para aumentar gastos em ano eleitoral.

Cálculos da IFI

A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, tem uma previsão de abertura de espaço orçamentário de R$ 117,9 bilhões, maior que as previsões do governo. A diferença de R$ 11,8 bilhões ocorre porque a IFI trabalha com uma inflação de 10,4%, enquanto o governo projeto um IPCA de 9,7%.

De acordo com fontes do Executivo, o governo não pedirá para subir a previsão da inflação de 9,7%. Por isso, a tendência é que o Orçamento seja analisado pelo Congresso considerando a folga de R$ 106 bilhões.

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Os cálculos da IFI apontam que, depois de contabilizadas as destinações para o Auxílio Brasil, os efeitos da inflação mais alta sobre as despesas obrigatórias e outros gastos, deve sobrar R$ 35,5 bilhões em espaço para aumento de despesas primárias no ano que vem.

Essa diferença para a projeção do governo é explicada pela alocação dos recursos. A IFI prevê gastos menores com os benefícios vinculados ao salário mínimo, como a correção da Previdência, so Benefício de Prestação Continuada (BPC) e abono-salarial. É por isso que haveria uma folga de R$ 35,5 bilhões para outros gastos.

"A destinação desse espaço dependerá de como a peça orçamentária será modificada", aponta o relatório.

A IFI alerta que caso o Congresso decida revisar os efeitos da inflação sobre os gastos obrigatórios, poderá abrir espaço para aumento de despesas, via emendas de relator-geral, por exemplo.

"A IFI destaca a perda de credibilidade associada às mudanças do teto de gastos e do regime de precatórios como ponto central a explicar a deterioração do quadro prospectivo. Não se trata de um cenário de insolvência, mas de fragilidade das regras fiscais”, afirma nota da entidade.

Destinação do dinheiro

O dinheiro da PEC tem destino certo, segundo o Ministério da Economia.

Do valor total, R$ 48,7 bilhões serão consumidos por despesas obrigatórias, como Previdência e Saúde, que crescem junto com a inflação.

Reajuste:Governo deve pedir R$ 2,5 bi no Orçamento de 2022 para reajuste de policiais

O Auxílio Brasil de R$ 400 custará R$ 54 bilhões a mais (R$ 88 bilhões no total), se for considerado um universo de 17,9 milhões de famílias atendidas. O espaço orçamentário aberto pela PEC também será usado para compensar a desoneração da folha de pagamento das empresas em R$ 5,3 bilhões.

As empresas beneficiadas com a desoneração da folha não deixam de pagar imposto, mas a forma como a regra foi desenhada prevê a transferência de recursos do Tesouro Nacional para o Regime Geral da Previdência Social. Na prática, o governo transfere dinheiro para ele mesmo.

No fim das contas, falta dinheiro. Mesmo com a PEC, há um buraco de R$ 2,3 bilhões, que virá do restante do Orçamento. 

 

 

Projeto de Refis para pequenas empresas na Câmara propõe renegociar cerca de R$ 50 bi em dívidas

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2021 | 05h00

BRASÍLIA - Em um mutirão de votações de fim do ano, a Câmara analisa hoje o Refis (parcelamento de débitos tributários) para as empresas do Simples e os Microempreendedores Individuais (MEIs) afetados pelos efeitos econômicos da pandemia de covid.

A estratégia do presidente da Casa, Arthur Lira (Progressistas-AL), é fazer uma “dobradinha” com outro projeto que beneficia também médias e grandes empresas. A votação dos dois textos, já aprovados no Senado, estava na geladeira à espera de uma solução para a PEC dos Precatórios - cuja votação se encerrou ontem.

Ao Estadão, o relator do projeto, deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP), antecipou que cerca de R$ 50 bilhões em dívidas dos pequenos negócios deverão ser renegociados. Os empresários poderão pagar a entrada, que precisa ser dada em até oito vezes, e terão depois mais 180 meses (15 anos) para quitar o restante da dívida.

Marco Bertaiolli
Marco Bertaiolli quer que mais firmas paguem menos impostos. Foto: Gabriela Biló/Estadão - 15/12/2021

O valor da entrada e dos descontos de multas, juros e encargos legais vai variar de acordo com uma tabela vinculada ao faturamento da empresa de março a dezembro de 2020 em relação a 2019, antes da pandemia. Quanto maior a queda do faturamento, maiores deverão ser os descontos e o perdão da dívida.

Segundo Bertaiolli, a ideia é que as regras do Refis do Simples sejam semelhantes às do programa das médias e grandes empresas, que tem como relator o deputado André Fufuca (PP-MA).

Pelo parecer de Bertaiolli, os empresários que tiveram queda de faturamento acima de 80% poderão pagar uma entrada de 1% e receber desconto de 90% da multa e juros e de 100% dos encargos legais. Essa é a condição mais vantajosa para as empresas que sofreram mais durante a pandemia. 

Simples e MEI

A correção da tabela de enquadramento das empresas no Simples e no MEI também está no pacote de medidas em pauta na Câmara para dar fôlego aos pequenos negócios em 2022. Uma grande mobilização empresarial já está marcada para o mês de janeiro para pressionar os parlamentares a votar o projeto na volta dos trabalhos legislativos.

O de Bertaiolli eleva de R$ 4,8 milhões para R$ 8,3 milhões o teto de faturamento anual das empresas de pequeno porte para se enquadrarem no Simples, sistema menos burocrático de pagamentos de tributos. Pelo parecer, o limite para as microempresas sobe de R$ 360 mil para R$ 415,8 mil. Do MEI passa de R$ 81 mil para R$ 138,6 mil.

O projeto seria votado ontem na comissão de Finanças e Tributação da Câmara, mas o governo mobilizou a base para obstruir a votação. Se passasse, poderia ir para o plenário junto com uma pauta extensa de projetos que serão votados antes do recesso.

Rejeição

A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, é contrária à mudança nas regras de faturamento, mas o relator disse que não tem dúvidas que o projeto tem ampla aceitação no Congresso e será aprovado no início do ano. Segundo ele, as mudanças poderão entrar em vigor em 2022 com a aprovação em fevereiro. 

“São dois pilares fundamentais para a geração de empregos e que vão permitir às empresas tocarem a vida em frente”, disse Bertaiolli, que contesta a avaliação da Receita contrária à mudança. “Tem empresa que não quer vender para não ficar fora do enquadramento. Isso não é bom”, disse. Segundo ele, 95% dos empregos no País nascem dos pequenos micro e pequenos negócios. O Brasil tem hoje 11,5 milhões de MEIs e 4,5 de microempresas de pequeno porte.

Fisco

A Receita considera que a nova regra se enquadraria em renúncia tributária e vê risco para as contas públicas. Durante a negociação da reforma do Imposto de Renda, o ex-secretário da Receita, José Tostes, comprou briga com as microempresas ao falar que depois da votação do projeto haveria a necessidade de uma revisão das regras do Simples e do MEI para acabar com a distorção dos dois regimes de tributação que garantem condições mais vantajosas para os contribuintes na hora de pagar os tributos

AL aprova resolução que amplia sessões itinerantes e mais 29 matérias

AL aprova resolução que amplia sessões itinerantes e mais 29 matérias

 
A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou, nesta quarta-feira (15/12), em sessão realizada de forma presencial e remota, projetos da Mesa Diretora, do Governo do Estado e de parlamentares. Entre eles, um resolutivo que trata da realização de assembleias itinerantes no interior do Estado, no próximo ano.

A Mesa Diretora é autora de dois projetos de resolução. O 24/21 altera a redação do §4º do art. 1º da Resolução nº 389, de 11 de dezembro de 1996, do Regimento Interno da Assembleia Legislativa, possibilitando a realização das itinerantes em todas as sessões legislativas.

Já o 23/21 disciplina o acesso à informação no âmbito do Poder Legislativo do Estado. A matéria foi aprovada com emenda do deputado Renato Roseno (Psol).

O Poder Executivo também é autor de dois projetos. O 31/20 altera a Lei nº 16.847, de 6 de março de 2019, a fim de, entre outras mudanças pontuais, compatibilizar com o disposto na Lei 16.880, de 23 de maio de 2019, que, fundindo os antigos Departamento Arquitetura e Engenharia (DAE) e Departamento Estadual de Rodovias (DER), criou a Superintendência de Obras Públicas do Estado (SOP), encarregada da construção das rodovias estaduais. A proposta recebeu duas emendas modificativas e uma aditiva dos deputados Elmano Freitas (PT) e Marcos Sobreira (PDT), além de outra modificativa de plenário de autoria do próprio Governo.

Também do Governo do Estado, o PL 172/21 denomina de Escola de Gastronomia e Hotelaria do Estado do Ceará o imóvel localizado na rua Senador Jaguaribe, nº 324, no Bairro Moura Brasil, em Fortaleza.

Foram acatados também pelo Plenário 26 projetos de iniciativa parlamentar, sendo 15 de lei e 11 de indicação. Entre os de lei, o 331/21, da deputada Augusta Brito (PCdoB), modifica os anexos LV (Ererê) e CXL (Pereiro) da Lei n° 16.821/2019, que descreve os limites intermunicipais.

Do deputado Marcos Sobreira (PDT), o 31/21 denomina de Francisco Luzardo Silva do Carmo a areninha a ser construída no município de Quixelô. A matéria recebeu emenda do próprio parlamentar.

O 228/21, do deputado Leonardo Pinheiro (Progressistas), reconhece o município de Alto Santo como a terra da poesia.

Dois projetos são de iniciativa do deputado Guilherme Landim (PDT): 403/21 denomina de Raimundo Pio a areninha a ser construída na sede do município de Missão Velha  e  o 442/21 denomina de Josué Saraiva de Freitas a areninha a ser construída no município de Saboeiro.

Outros dois são do deputado Audic Mota (PSB). O 405/21, inclui a festa de Nossa Senhora da Conceição no município de Mauriti e a Romaria da Mãe e Rainha no Calendário Oficial de Eventos do Estado e o 487/21 considera como de grande destaque histórico e cultural do Ceará o monumento de Nossa Senhora de Fátima localizado no Mosteiro dos Jesuítas em Baturité. A matéria recebeu emenda do próprio autor e uma subemenda do deputado Júlio César Filho (Cidadania).

O 416/21, do deputado Davi de Raimundão (MDB), dispõe sobre a obrigação de petshops, clínicas veterinárias e estabelecimentos congêneres fixarem cartazes que facilitem e incentivem a adoção de animais.

Do deputado Fernando Santana (PT), o 419/21 reconhece como de destacada relevância histórico-cultural do Estado a Banda de Música Filarmônica São José, do município de Barbalha.

O 440/21, dos deputados Leonardo Araújo (MDB) e Delegado Cavalcante (PTB), reconhece o município de Morada Nova como a terra do vaqueiro, no Ceará, abençoado pelo Divino Espírito Santo.

Ainda do deputado Leonardo Araújo, o 479/21 institui, no Ceará, a Semana Estadual do Migrante e do Refugiado.

Do deputado Sérgio Aguiar (PDT), o 460/21 considera de utilidade pública estadual a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Meruoca (Apae).

O 471/21 denomina de Sérgio Gonçalves de Lima a estrada CE-060, que liga a sede do distrito Nova União à localidade de Cajazeiras dos Ivos, no município de Mombaça.

Do deputado Queiroz Filho (PDT), o 489/21 denomina de Iracema Uchoa o trecho da rodovia CE-354 que liga a BR 222, na localidade de Oiticica, no município de Umirim, ao município de Pentecoste.

Foi aprovado também o 516/21, do deputado João Jaime (DEM), que nomeia de Francisco das Chagas Carvalho Citó a rodovia que liga a CE-187 à sede de Flores, no município de Tauá.

Dos projetos de indicação, o de n°279/2021 é do deputado Soldado Noelio (Pros); o 366/2021 e o 393/2021 são do deputado Tony Brito (Pros); o 374/2021, do deputado André Fernandes (Republicanos); o  394/2021, da deputada Augusta Brito (PCdoB); os 397/2021 e  418/2021, do deputado Leonardo Araújo (MDB); os 399/2021  e  410/2021, do deputado Oriel Nunes (PDT); o 404/2021,  do deputado Antônio Granja (PDT), e o 420/2021, do deputado Marcos Sobreira (PDT).

AGÊNCIA DE NOTICIAS DA ALCE / DANIEL SAMPAIO

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