Alece celebra Março Roxo com foco na conscientização sobre a epilepsia
Por Samaísa dos Anjos / ALECE
- Foto: Dário Gabriel
A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará destacou, em sessão solene nesta segunda-feira (27/03), no Plenário 13 de Maio, o Purple Day (Dia Roxo) e o Março Roxo, dedicados à conscientização sobre a epilepsia.
A solene atendeu requerimento do deputado De Assis Diniz (PT), com coautoria do deputado Leonardo Pinheiro (Progressistas). Presidindo o evento, o deputado Jeová Mota (PDT) afirmou a importância da solenidade e a oportunidade de a Alece destacar o Março Roxo, que faz parte do Calendário Oficial do Estado desde o ano passado.
O evento homenageou pessoas em diferentes áreas que colaboram na conscientização sobre a epilepsia, como Maria Alice Susemihl, Jéssica Lima, Alysson Frota, Ângela Gifoni, Cícera Silva, Nívia Aparecida Ribeiro Colin, Elinete Torres da Silva, Eduardo Caminada Júnior (in memoriam) e o APOIE Epilepsia.
A neuropediatra Ângela Gifoni, especialista em Epilepsia e uma das responsáveis pelo Ambulatório de Epilepsia do Hospital Universitário Walter Cantídio, apontou que a epilepsia acomete cerca de 2% da população brasileira. No Ceará, estima-se que aproximadamente 180 mil pessoas necessitem de tratamento para a doença.
A profissional lembrou as dificuldades e desafios que a doença pode acarretar, tanto na infância quanto na vida adulta, como prejuízo no desenvolvimento neuropsicomotor e altas taxas de distúrbios psiquiátricos, como depressão, ansiedade e transtorno do déficit de atenção.
Ângela Gifoni explicou que 70% das pessoas com epilepsia podem ficar livres das crises quando são tratadas com medicações adequadas, não sofrendo assim impactos importantes decorrentes da doença a médio e longo prazo.
No Ceará, afirmou a médica, existem profissionais especializados, ambulatórios estruturados nos hospitais de referência e exames com a tecnologia adequada. É necessário, no entanto, “melhorar o acesso a esses serviços. Podemos evoluir no acesso ao serviço de saúde em seus diferentes níveis de complexidade”, comentou.
Fernanda Gomes, representando a Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), abordou como o desconhecimento faz com que muitas pessoas com epilepsia sejam excluídas da sociedade.
Ela elencou ações necessárias, como campanhas de conscientização, capacitação de profissionais de diversas áreas, constância no abastecimento dos remédios usados para prevenir as crises, proteção laboral para as pessoas com epilepsia, aposentadoria para os 30% dos casos que as crises não cessam com medicamentos, entre outras.
A representante da ABE ressaltou também o trabalho da Associação de Mulheres Empreendedoras do Estado (AME) com o projeto de busca ativa nas comunidades das pessoas com epilepsia para entender as vulnerabilidades enfrentadas por elas e buscar ações e políticas públicas eficientes.
Agentes da busca ativa de diversos bairros de Fortaleza estavam presentes na solene e tiveram a ação reconhecida e celebrada.
Jéssica Lima, embaixadora da Associação Brasileira de Epilepsia (ABE) no Ceará, agradeceu a presença de todos na solenidade, afirmando a importância de ocupar os espaços para que possam ser vistos e ouvidos, demandando políticas públicas que possam mudar a vida das pessoas.
Também compuseram a mesa da solenidade Cícera Silva, presidente da Associação de Mulheres Empreendedoras do Estado (AME); Alysson Frota, ouvidor geral externo da Defensoria Pública do Estado e advogado atuante na área; Michel Lins, vereador de Fortaleza, e Meire Costa Lima, presidente de honra do Movimento das Mulheres do Legislativo Cearense (MMLC).
Edição: Clara Guimarães
Solenidade na Alece destaca trajetória da Abav-CE
Por Ricardo Garcia / ALECE
Sessão solene celebra 50 anos da Associação Brasileira de Agências de Viagens do Ceará (Abav-CE) - Foto: José Leomar
Os 50 anos da Associação Brasileira de Agências de Viagens do Ceará (Abav-CE) foram celebrados em sessão solene no Plenário 13 de Maio da Assembleia Legislativa, na manhã desta segunda-feira (27/03).
O deputado Sérgio Aguiar (PDT), autor do requerimento para a homenagem, considerou a entidade como a mais representativa do turismo brasileiro. A atuação da Abav no Ceará se destaca, segundo ele, por sua credibilidade e pela força e resiliência dos seus gestores.
“Comemorar um jubileu de ouro é uma glória. Cinquenta anos não são 50 dias. Desde a sua fundação, a Abav-CE norteou o seu trabalho por ações que contribuíram para o desenvolvimento do turismo cearense, exercendo um papel transformador”, apontou.
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Foto: José Leomar
Ainda de acordo com o parlamentar, “o Poder Legislativo cearense está sempre reconhecendo e homenageando aqueles que colaboram para o engrandecimento do Estado”.
Para a deputada Marta Gonçalves (PL), que subscreveu o requerimento da solenidade, a Abav-CE merece aplausos pelos seus 50 anos de história. Ela enfatizou que pretende ser uma parceira da entidade.
“Me sinto honrada de estar aqui como presidente da Comissão de Turismo e Serviços desta Casa. Vamos lutar pelo desenvolvimento do turismo sustentável no Ceará. Parabenizo a Abav-CE pelos seus 50 anos e expresso o meu apoio para que juntos possamos superar os desafios e avançar para que o turismo do nosso Estado seja o mais desenvolvido do Nordeste e do Brasil”, salientou a deputada.
O presidente da Abav-CE, Carlos Murilo Santa Cruz, manifestou a honra de ocupar a tribuna do Parlamento cearense em um momento de celebração do jubileu de ouro da entidade. “São 50 anos de luta, conquistas, abnegação e resiliência de uma entidade que teve um papel crucial no desenvolvimento turístico do Estado nesse período. Em cinco décadas, a Abav-CE ajudou a impulsionar o desenvolvimento econômico e social do Ceará”, assinalou.
Em nome dos homenageados, Francisco Edmilson Rodrigues lembrou da história da Abav-CE, que foi fundada por um grupo de idealistas, que enxergaram a necessidade de o Estado contar com uma entidade capaz de levar o turismo cearense mais adiante.
“O objetivo da Abav-CE, mais do que impulsionar o nosso turismo, é proteger a classe dos agentes de viagens, bem como proteger os interesses de clientes e viajantes. Saúdo todos os homenageados pelo reconhecimento dos serviços prestados nesses 50 anos de história”, pontuou Francisco Edmilson Rodrigues.
Na ocasião, foram homenageados a ex-secretária de Turismo do Ceará, Anya Ribeiro de Carvalho; a sócia fundadora da Lafuente Turismo, Nellie Nasser Lafuente; o ex-presidente da Abav-CE, Francisco Edmilson Rodrigues; o diretor superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-CE), Joaquim Cartaxo Filho; o secretário de Turismo do município de Aquiraz, José Augusto Pinto Wahnon, e a relações públicas do Grupo Beach Park, Carol Motta, representando o Grupo Beach Park.
Participaram ainda da solenidade o presidente do Conselho Deliberativo de Ética, Conciliação e Arbitragem da Abav-CE, Colombo Cialdini; o presidente do Fórum de Turismo do Ceará (Fortur), Pedro Carlos da Fonseca; o presidente do Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp), João Milton Cunha, entre outras autoridades.
Edição: Adriana Thomasi
Adolescentes atendidos pelo Ciadi visitam TV Assembleia e Memorial
Por Lincoln Vieira / ALECE
- Foto: Júnior Pio
Os adolescentes de 12 a 16 anos com transtorno do espectro autista atendidos pelo Centro Inclusivo para Atendimento e Desenvolvimento Infantil (Ciadi) da Alece tiveram uma tarde diferente nesta sexta-feira (24/03). Eles tiveram a oportunidade de conhecer a redação e os estúdios da TV Assembleia e vivenciar um pouco da rotina dos profissionais que lá atuam e como é produzido o conteúdo da emissora. Os jovens visitaram também o Memorial Deputado Pontes Neto da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Malce).
De acordo com a psicóloga do Ciadi, Marília Maia, a atividade foi muito importante para os adolescentes. Eles vivenciaram ambientes em que “normalmente não estariam”. “Foi uma surpresa para nós. Adoramos a receptividade de todos na redação da TV Assembleia e no Memorial, e os adolescentes adoraram, pois puderam manusear alguns instrumentos, trabalhando a inclusão”, assinalou.
Conforme a especialista, conhecer novos ambientes promove desenvolvimento de “novas experiências e habilidades sociais em diversos contextos”.
A psicóloga ressalta que o Ciadi tem como proposta trabalhar o autoconhecimento, a inclusão, o mercado de trabalho, o trabalho em grupo, vivências sociais, a autonomia e comunicação, criando estratégias para compreender e lidar com as novas demandas em ambientes pensando em cada adolescente.
Segundo ela, atualmente estão sendo trabalhadas com os jovens questões relacionadas ao mercado de trabalho e às profissões existentes. “Nesse contexto, compreendemos a importância da visita à TV Assembleia como forma de apresentar ambientes em que a comunicação se faz necessária, porque pode gerar o interesse na área e estimular a comunicação verbal e a interação social”, pontuou Marília Maia.
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O jovem Mateus Vieira interage com o jornalista Robério Lessa - Foto: Junior Pio
O adolescente Artur Melo Pereira, que participou da atividade, disse que a visita foi “muito boa” e que gostou muito dos estúdios de edição da TV Assembleia e da estrutura do Memorial Pontes Neto. O adolescente Mateus Soares Vieira reforçou a fala do colega. Para ele, a visita “foi ótima”. Além de gostar muito de conhecer a redação da TV Assembleia e conversar com o jornalista Robério Lessa, ele gostou muito das maquetes e dos objetos expostos no Memorial Pontes Neto.
CIADI
O Centro Inclusivo para Atendimento e Desenvolvimento Infantil (Ciadi) da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) atende crianças de 2 a 12 anos, adolescentes até 16 anos com transtorno do espectro autista (TEA) e crianças de 2 a 7 anos com síndrome de Down dependentes dos servidores da Casa e da comunidade do entorno.
O Ciadi desenvolve atividades com uma equipe multiprofissional com assistentes sociais, enfermeiro, psiquiatra infantil, pediatra, neuropediatra infantil, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogas, psicopedagogas, psicólogos, fisioterapeutas, educador físico e musicoterapeutas. O objetivo é desenvolver as habilidades cognitivas, sociais, emocionais e motoras das crianças e dos adolescentes.
Edição: Clara Guimarães
Presidente do IBGE visita Alece e se reúne com Evandro Leitão nesta terça
O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo, visita a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (ALece) nesta terça-feira (28/03), às 15h, e participa de reunião com o presidente do Legislativo, deputado Evandro Leitão (PDT), e com o Comitê de Estudos de Limites e Divisas Territoriais do Ceará (Celditec) da Assembleia Legislativa do Ceará
De acordo com o coordenador do Celditec, Luís Carlos Mourão, o dirigente do órgão irá conhecer o posto avançado do instituto, que está funcionando desde o início do Censo 2022/2023, na sala do comitê, e também tratará sobre a prorrogação de convênio entre IBGE e Celditec, com o presidente Evandro Leitão.
Luís Carlos Mourão informa que desde 2009 há um convênio entre a Alece, por meio do Celditec, Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceara (Ipece) e IBGE, nos estudos e levantamentos realizados sobre os limites intermunicipais e interestaduais. "Temos um trabalho muito volumoso nos territórios municipais, inclusive já concluímos o georreferenciamento de todos os 184 municípios cearenses", acentua.
Conforme o coordenador, o convênio entre IBGE e Alece vem sendo renovado sistematicamente, em face aos levantamentos realizados a cada três anos. Ele ressalta que há uma grande quantidade de dirigentes municipais que buscam o Celditec, porque, após os levantamentos censitários, determinadas áreas que imaginavam pertencer a um município na realidade são de outro.
"O Censo 2022/2023 demonstrou isso com exatidão, porque a partir do momento em que houve o georreferenciamento, os limites ficaram tecnicamente conhecidos, não restando mais dúvidas quanto a sua territorialidade. Mas os municípios que não fizeram os ajustes após o levantamento dos limites, estão buscando o entendimento para homologação das áreas limitantes", observa.
Estão em tramitação na Alece 12 projetos de lei relativos a consensos firmados entre prefeitos que tratam sobre áreas de pequenas comunidades que pertencem a um município e eram administradas pela gestão municipal de outro. "Isso faz com que cada vez mais haja a necessidade de serem finalizados esses pequenos ajustes", observa.
AGENDA
Em Fortaleza, o presidente do IBGE, Cimar Azevedo, participa, ainda nesta terça-feira, da abertura do Encontro Nacional de Pesquisas Econômicas (Enape), que reúne 90 participantes dos 26 e estados e do Distrito Federal, no Hotel Beira Mar, a partir das 9 horas. Às 15 horas, ele visitará o posto do Censo localizado na Alece e concederá entrevista na TV Assembleia. Em seguida, está prevista reunião com Celditec, Ipece e o presidente da Alece, Evandro Leitão.
Edição: Clara Guimarães / ALECE
Senador pede ao STF inclusão de Lula no inquérito das fake news por chamar de 'armação' plano do PCC contra Moro
Por Rayssa Motta e Fausto Macedo / O ESWTADÃO
O senador Rogério Marinho (PL-RN) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja incluído como investigado no inquérito das fake news.
A representação tem como base a declaração de Lula sobre o plano articulado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para sequestrar o senador Sérgio Moro (União-PR). O presidente afirmou desconfiar de uma 'armação'.
"Quero ser cauteloso. Vou descobrir o que aconteceu. É visível que é uma armação do Moro. Eu vou pesquisar e saber o 'porquê' da sentença. Até porque fiquei sabendo que a juíza (Gabriela Hardt, da 9.ª Vara Federal de Curitiba) não estava nem em atividade quando deu o parecer para ele", disse Lula.
"Eu não vou ficar atacando ninguém sem ter provas. Eu acho que é mais uma armação e, se for mais uma armação, ele (Moro) vai ficar mais desmascarado ainda. Não sei mais o que ele vai fazer da vida se continuar mentindo como está mentindo. Mas o Moro não é minha preocupação", acrescentou.
Marinho afirma que o presidente usou o cargo para espalhar informações falsas e desacreditar a investigação da Polícia Federal (PF).
"Questionar o trabalho desenvolvido pela Polícia Federal, pelo Ministério da Justiça e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, sem qualquer embasamento e a partir de notícias sabidamente falsas, é atentar contra as instituições republicanas. O direito à liberdade de expressão do Presidente da República não é absoluto", argumenta o senador.
Na véspera da operação que prendeu nove suspeitos de envolvimento no plano de sequestro, Lula relembrou em uma entrevista o tempo que passou preso em Curitiba, por ordem de Sérgio Moro, que na época era juiz da Operação Lava Jato, e admitiu que pensava em vingança: "Só vou ficar bem quando foder com o Moro".
Pacheco apresenta projeto para uma nova lei de impeachment; veja o que muda
Por Levy Teles / O ESTADÃO
BRASÍLIA - O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apresentou nesta quinta-feira, 23, um projeto de lei para renovar a lei de impeachment no Brasil. O texto foi elaborado por uma comissão de 12 juristas, presidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, em dezembro do ano passado.
Além de especificar os crimes de responsabilidade, a proposta delimita um prazo de 30 dias úteis de análise para cada pedido apresentado no Congresso. Hoje, não há um prazo para a avaliação pelo presidente do Senado ou da Câmara dos Deputados. No caso de um pedido de impeachment do presidente da República, a decisão cabe ao presidente da Câmara e não há prazo para a decisão.
Pela proposta de Pacheco, passado o prazo de 30 dias, a autoridade competente pode arquivar a denúncia, submeter à deliberação da mesa diretora, onde pode ser indeferida ou aprovada e enviada a uma comissão especial.
A comissão tem até 20 dias úteis para analisar e poder enviar a matéria para a Casa avaliadora. Caso a denúncia seja rejeitada, um terço de cada Casa — isto é, 171 deputados ou 27 senadores, respectivamente — ou líderes partidários que, juntos, totalizem o número, podem apresentar em recurso em até 10 dias úteis. O pedido então será incluído em pauta de reunião em até 30 dias úteis para deliberar sobre o tema.
Continuarão sendo precisos dois terços — 342 deputados ou 54 senadores — para que a proposta avance em plenário. O processo seguirá então para análise por 180 dias.
A nova proposta prevê como crimes de responsabilidade para o presidente da República e o vice atentar contra a soberania nacional, contra a democracia, contra o exercício dos direitos e garantias fundamentais, contra a probidade na administração e contra a lei orçamentária. São capazes de apresentar uma denúncia por crime de responsabilidade a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), cidadãos e entidades de classes ou organizações sindicais.
O texto oficializa a separação da votação final do Senado em caso de impeachment do presidente, assim como aconteceu com Dilma Rousseff, em 2016. “Cometeu a autoridade acusada o crime que lhe é imputado e deve ser condenada à perda do cargo?”, questionará o presidente. Após a pergunta, que pode ser respondida com sim ou não, uma nota votação será realizada para consultar os senadores sobre a inabilitação para o exercício de cargo público num prazo de até oito anos.
Lewandowski, presidente da comissão elaboradora do projeto, foi também o presidiu o processo de impeachment de Dilma no STF. Pacheco justifica que a atual lei é de 1950 e “foi pensada para um outro contexto social político e constitucional que não o nosso”.
“Tanto assim, que, nos dois processos de impeachment de presidentes da República, foi necessária a judicialização do tema, a fim de que o STF fixasse um ‘rito’ do processo por crime de responsabilidade”, argumenta.
Na proposta, estão sujeitos à cassação o presidente e o vice-presidente da República, os ministros de Estado, os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, os Ministros do STF, os membros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o procurador-geral da República, o advogado-geral da União, os ministros dos Tribunais Superiores, do Tribunal de Contas da União, os chefes de missões diplomáticas de caráter permanente.
Ainda podem sofrer impeachment os governadores e vice-governadores estaduais e do Distrito Federal, os Secretários dos Estados e do Distrito Federal, os juízes e desembargadores dos Tribunais de Justiça estaduais e do Distrito Federal, os juízes e membros dos Tribunais Militares e dos Tribunais Regionais Federais, Eleitorais e do Trabalho os membros dos Tribunais de Contas dos estaduais e Distrito Federal e os membros do Ministério Público da União, dos Estados e do Distrito Federal.
Izalci defende desoneração da folha para pagar o piso da enfermagem
O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) disse que o Congresso Nacional precisa resolver a questão que envolve o pagamento do piso da enfermagem. Em pronunciamento no Plenário, informou que participou, nesta quinta-feira (23), de uma palestra sobre o assunto. Afirmou que a matéria contém um erro de origem, "apesar de [a PEC42/2022] ter sido aprovada por unanimidade com todo o apoio, porque o reconhecimento do trabalho dos enfermeiros, dos técnicos, dos auxiliares, dos parteiros é total e meritório". Ele explicou que a emenda resultante (EC 127) gerou uma despesa, sem identificar no orçamento federal de onde viria a receita.
Para Izalci, esse foi um dos motivos que fizeram com que a iniciativa privada acionasse o Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu liminar suspendendo o pagamento do piso salarial da enfermagem. A decisão, acrescentou, deixou esses profissionais da saúde aguardando por uma definição.
— No final do governo passado, conversei com suas lideranças. Fui informado de que tudo estava bem encaminhado, tendo até entrado na pauta o projeto de desoneração [parcial da folha de pagamento, que viabilizaria o piso]. Não temos condições de exigir o pagamento de tudo isso sem fornecer a fonte de recursos. E o que encontramos foi essa desoneração, que está no projeto apresentado. Nós precisamos resolver essa questão. É inadmissível criar a expectativa sobre o piso, aprová-lo por unanimidade e não ter a solução — declarou, acrescentando que já fez contato com alguns líderes do atual governo, inclusive o senador capixaba Fabiano Contarato, autor do Projeto de Lei 2.564/2020 que deu origem à lei do piso ( Lei 14.434/2022). Contarato é o líder do PT na Casa.
Fonte: Agência Senado
Câmara aprova projeto que favorece réu quando houver empate em julgamento
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) projeto de lei que prevê a adoção da decisão mais favorável ao réu nos julgamentos de todas as matérias penal ou processual penal quando houver empate. A proposta será enviada ao Senado.
Segundo o Projeto de Lei 3453/21, do deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), é assegurada também a expedição de habeas corpus, de ofício, por juiz ou tribunal ainda que sem o conhecimento da ação ou recurso contra coação ilegal.
O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Elmar Nascimento (União-BA). A proposta determina a proclamação imediata da decisão mais favorável no caso de empate, mesmo que o julgamento tenha ocorrido sem a totalidade dos integrantes do colegiado em razão de vaga aberta a ser preenchida, impedimento, suspeição ou ausência de membro.
As mudanças ocorrerão no Código de Processo Penal e na lei que institui normas procedimentais para determinados processos apresentados perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF), como crimes de ação penal pública, habeas corpus e recursos.
Habeas corpus
Quanto ao habeas corpus, o texto especifica que qualquer autoridade judicial, no âmbito de sua competência, poderá emiti-lo de ofício. O instrumento poderá ser de natureza individual ou coletiva e emitido no curso de qualquer processo quando a autoridade judicial verificar que alguém sofre ou se acha ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção por violação ao ordenamento jurídico.
Segundo o autor, o projeto não atende ninguém especificamente. “Nós temos de trazer a impessoalidade para este debate. Se a presunção de inocência vale para habeas corpus, como nós vamos justificar que não vale para recursos em matéria penal e processual penal? Todos os modelos são válidos, mas, no meu entendimento, o modelo que está em conformidade com a Constituição Federal é só este do projeto”, disse Rubens Pereira Júnior.
Princípio constitucional
Já o relator, Elmar Nascimento, destacou que o texto fecha lacunas. Ele ressaltou que, ao virar lei, o projeto impedirá o “congelamento” da proclamação da decisão por falta do voto de um dos membros de turma da magistratura.
“O primeiro princípio estudado no direito penal é o in dubio pro reo. Nesta Casa, há representantes de todos os segmentos, sabemos do intuito punitivo do Ministério Público de colocar todos sob a mesma régua, mas o projeto procura preservar um princípio constitucional”, afirmou.
Debate
Favorável ao projeto, o deputado Merlong Solano (PT-PI) criticou fragilidades da estrutura judiciária. “Nós precisamos colocar na lei aquilo que já está na jurisprudência do STJ e do STF. Para atingir objetivos políticos, principalmente de tirar o presidente Lula da eleição, a Lava Jato considerou normal o então juiz Sergio Moro orientar os promotores na construção das peças de acusação de um cidadão”, disse.
Contrário ao texto, o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) criticou o Supremo. “Todos sabem do nosso posicionamento a favor da punição severa a quem comete crimes. Mas temos um superpoder da República que age atropelando a legislação. Hoje temos vários parlamentares respondendo a notícias crimes, inclusive eu. Como votar uma medida para fortalecer o Judiciário em um momento como este?”, questionou.
Para o deputado Deltan Dallagnol (Pode-PR), o Supremo tem maioria para decidir no sentido contrário ao projeto. “Nós vamos aprovar um projeto que vai colocar bandido nas ruas, em um sistema já altamente injusto, onde sempre que o Ministério Público ganha não pode recorrer? Existe uma decisão do Supremo que já está tomada sobre isso. Seis ministros entendem que a divisão, o empate, não deve favorecer o réu”, ponderou.
Segundo o deputado Guilherme Boulos (Psol-SP), a aprovação do projeto garantiu e reforçou a presunção de inocência prevista na Constituição. “Lamentavelmente, ainda há gente que gostaria de condenar por Power Point, que gostaria de condenar sem provas. E um dos pilares do Estado Democrático de Direito é a presunção de inocência e o respeito ao devido processo legal”, declarou.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Lira anuncia esforço concentrado na semana que vem para votar 13 medidas provisórias
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciou nesta quinta-feira (23) que na semana que vem o Plenário votará 13 medidas provisórias do governo Bolsonaro (da MP 1141/22 à MP 1153/22). As votações ocorrerão de segunda-feira à noite (28) até quinta-feira (30).
Quanto às medidas provisórias do governo Lula, o impasse sobre o rito para a análise das MPs permanece. Segundo Lira, os líderes partidários da Câmara não concordam com a proposta do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de voltar a criar comissões mistas (de deputados e senadores) para analisar as MPs antes que elas sejam enviadas para o Plenário da Câmara e depois para o Plenário do Senado.
Lira destacou que não se trata de uma decisão unilateral e ele nega querer gerar crise institucional. Conforme o presidente, a posição é quase unânime entre os líderes partidários na Câmara – os líderes do Psol e do PL discordariam apenas de parte do encaminhamento –, e inclusive os líderes do governo e do PT defendem o rito atual.
Desde 2020, a partir do Ato Conjunto 1/20, as MPs são analisadas diretamente no Plenário – primeiro na Câmara (90 dias), depois no Senado (30) –, permitidas as emendas. Esse ato, adotado em razão das medidas emergenciais na pandemia de Covid-19 e ainda em vigor, eliminou a fase de comissões mistas.
“Não tem como nós retroagirmos [em relação a mudanças trazidas pela pandemia], como no caso da votação pelo sistema Infoleg. Hoje, os deputados dão presença no Plenário fisicamente e votam pelo celular. Uma votação que demorava uma hora e meia hoje demora 15 minutos, não tem como retroagir”, afirmou.
Em nota à imprensa, o presidente da Câmara defendeu o modelo atual de análise das MPs por ser mais "célere, dinâmico e eficiente". Confira a íntegra da nota.
Divergências com o Senado
Em relação às MPs, Lira apontou que a Câmara em mais de 90% dos casos entregou-as no prazo, para que o Senado tivesse 30 dias para analisá-las. Ainda segundo ele, só houve problemas de prazo no caso das eleições e só houve um problema de divergência de texto. “Era de se esperar bom senso por parte do Senado para permanecer que o estava funcionando”, disse.
“O Senado silenciou as conversas desde a eleição da Mesa Diretora até meio-dia de ontem. Não tivemos qualquer conversa e não foi por minha causa”, acrescentou. Apenas ontem, informou, voltou a se reunir com Rodrigo Pacheco, quando foi acordada votação das 13 MPs do governo Bolsonaro.
Na visão de Lira, “há dificuldade em se entender quem manda ou quem dirige o Senado”. Para ele, "posicionamentos políticos locais não deveriam interferir na dinâmica do Brasil”. Disse ainda: “Lamento que a política regional de Alagoas interfira no Brasil. O Senado não pode ser refém da política de Alagoas e nem do Amapá”. Para o presidente da Câmara, “o maior interessado na vigência das MPs é o Senado, porque foram eles que indicaram ministros, são eles que têm ministérios”.
Conforme Lira, a Câmara “se sente sub-representada nas comissões mistas, e o Senado está super-representado”. A Câmara tem 513 deputados e 13 integrantes nas comissões mistas. O Senado tem 81 senadores e também tem 13 integrantes nas comissões.
Além disso, de acordo com o presidente, nas comissões mistas são incluídos nas MPs os chamados jabutis, que são matérias estranhas ao texto das medidas. “As comissões mistas são antidemocráticas, são infrutíferas e palco de negociação de matérias que sempre trouxeram dúvidas e névoas nas medidas provisórias”, avaliou.
“Se o Senado insistir numa decisão draconiana em fazer unilateralmente a instalação das comissões mistas e unilateralmente a indicação (o presidente do Senado só pode indicar líderes e vice-líderes da Câmara, e os líderes da Câmara estão contra), instala-se, não se delibera e isso pode derrubar as medidas provisórias do governo”, ressaltou. “Na comissão mista truculenta, não vão andar as matérias de medida provisória.”
Proposta do presidente
Arthur Lira defende a construção de uma PEC, seja para aumento proporcional dos deputados nas comissões mistas, seja para mudança do rito das medidas provisórias.
Ele afirmou ainda que os líderes partidários são contra a Câmara abrir mão de suas prerrogativas e deixar de ser a Casa que inicia a análise das medidas provisórias, alternando com os senadores.
Copom e novo arcabouço fiscal
Questionado pela imprensa sobre a decisão do Banco Central de manter a taxa básica de juros, Lira afirmou que a definição do Comitê de Política Monetária (Copom) é mais técnica. “O Copom não pode ficar longe da meta de inflação, se a meta de inflação está distante da régua e ele baixa juros, a gente corre o risco de ter um processo inflacionário, que custa muito mais caro do que o efeito danoso do aumento de juros”, opinou.
Ainda segundo ele, o Copom não pode tomar decisão sobre os juros com base em especulação sobre o texto do novo arcabouço fiscal. No entanto, com o texto apresentado e votado, Lira acredita que o Copom terá base para tomar decisão de baixar juros de forma responsável.
“O ministro Fernando Haddad [da Fazenda] tem comportamento de muita coerência e tem respaldo da Câmara com relação ao texto do arcabouço, tem tido dificuldades de um lado e do outro e tem transitado com muita serenidade para tentar chegar a um texto equilibrado”, acrescentou.
Reportagem - Lara Haje
Edição - Wilson Silveira
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Marcha das Margaridas é tema de audiência pública na Alece nesta sexta
Por Bárbara Danthéias / ALECE
A Comissão de Agropecuária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) realiza, nesta sexta-feira (24/03), às 14h, audiência pública para dialogar sobre a “7ª Marcha das Margaridas – Pela Reconstrução do Brasil e Pelo Bem Viver”, prevista para agosto de 2023. De iniciativa do deputado De Assis Diniz (PT), o debate acontece no Auditório Murilo Aguiar da Alece.
A Marcha das Margaridas é uma manifestação realizada desde 2000 por mulheres trabalhadoras rurais do Brasil. Neste ano, elas marcharão contra a fome e pela reconstrução do País.
O evento tem o objetivo de dialogar com a sociedade sobre o trabalho realizado pelas mulheres rurais, sobretudo “após dois anos de pandemia e quatro anos de um governo que desestruturou políticas públicas essenciais e agravaram as condições materiais de vida”, aponta o deputado De Assis Diniz.
Segundo o parlamentar, a audiência pública pretende debater sobre o fortalecimento da agricultura familiar e segurança alimentar, a soberania e participação das mulheres na política, o acesso à terra e melhores condições de vida, levantando questões ligadas à inserção, manutenção e previdência da trabalhadora do campo.
Participam do debate representantes da Casa da Mulher Brasileira (CMB); Central Única dos Trabalhadores (CUT/CE); Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará (Fetraece); Secretaria de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), entre outras entidades.
Edição: Clara Guimarães

