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Stuart Castro parabeniza população indígena

Por Luciana Meneses / ALECE

 

Deputado Stuart Castro (Avante) - Foto: Junior Pio

 

O deputado Stuart Castro (Avante) parabenizou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta quarta-feira (19/04), a população indígena pelo Dia dos Povos Indígenas. 

Celebrada em 19 de abril, a data foi destacada pelo parlamentar com ênfase nas ações dos governos Federal e do Estado. Segundo ele, com a sensibilidade do presidente Lula e do governador Elmano, foi possível reconhecer a importância desses povos e torná-los prioridade, por meio da criação de um ministério e de secretaria estadual, desenvolvendo pautas exclusivas e redimindo vários erros cometidos no passado por outras gestões.

Stuart Castro informou ainda que, de quinta-feira (20/04) a sábado (22/04), o Caminhão do Cidadão estará instalado no município de Mulungu para atender a população. “Esta é uma ação da Secretaria de Proteção Social do Estado atendendo a um requerimento nosso e da vereadora Lyziane Lima, e espero que a população aproveite para emitir documentos importantes. Desde já, aviso que também buscaremos levar esse serviço para outros municípios do Maciço”, frisou. 

O deputado também pediu o apoio dos pares na aprovação do projeto de indicação n° 254/23, de autoria dele, que cria o Centro Estadual Integrado de Medicina Digital para Atendimento Geral e Especializado à Saúde. “Nosso objetivo é usar a tecnologia de informação e comunicação para realizar consultas, diagnósticos, tratamentos e outras atividades médicas ou de demais profissionais da saúde a distância”, justificou. 

Em aparte, o deputado Lucinildo Frota (PMN) parabenizou o colega parlamentar pela iniciativa de levar o Caminhão do Cidadão para Mulungu. “Sabemos o quanto o senhor trabalha pelo seu povo daquela região e busca sempre levar o melhor”, elogiou. 

O deputado De Assis Diniz (PT), por sua vez, reconheceu os progressos da telemedicina e garantiu seu apoio ao projeto do colega deputado. “O profissional pode estar onde estiver e consegue com determinado equipamento dentro de um hospital guiar aquele procedimento. Estamos evoluindo nesse sentido e devemos sim usar essa ferramenta para o nosso serviço de saúde pública”, apoiou.

Edição: Adriana Thomasi

De Assis Diniz cobra aprofundamento do debate econômico no País

Por Ricardo Garcia / ALECE

 

Deputado De Assis Diniz (PT) - Foto: Junior Pio

 

O deputado De Assis Diniz (PT) defendeu, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (19/04), realizada de forma presencial e remota, a necessidade de aprofundar o debate sobre a situação econômica do País.

Segundo o parlamentar, é na busca de um equilíbrio financeiro e fiscal nas contas públicas que o atual Governo Federal tem procurado dialogar com diferentes bancadas para construir um grande consenso em relação à questão.

“A crise econômica não é um problema específico de um governo, é da nação, é de todos os democratas. Quando falamos em economia, falamos do arroz e feijão na mesa dos brasileiros, e não é razoável que o cidadão comum pague a conta dessa crise”, salientou De Assis.

Dados têm apontado o aumento do endividamento das famílias brasileiras e das taxas de desemprego, de acordo com o parlamentar. “São dados que merecem um olhar macroeconômico, porque afetam o poder de compra da classe trabalhadora, sendo necessária uma política de recomposição desse poder de compra”, ressaltou.

Em aparte, o deputado Stuart Castro (Avante) considerou o debate sobre a questão econômica do País como algo de responsabilidade de todos. “Não existe uma gangorra de interesses. O interesse em torno desse assunto tem que ser único. São necessárias ações para poder resgatar, recuperar e equilibrar a nossa economia, gerando oportunidades e desenvolvimento para o Brasil”, assinalou.

Edição: Adriana Thomasi

Osmar Baquit avalia 100 primeiros dias do governo Elmano de Freitas

Por Pedro Emmanuel Goes/ ALECE

 

Deputado Osmar Baquit (PDT) - Foto: Junior Pio

 

Os 100 primeiros dias do governo Elmano de Freitas foram marcados por duas importantes políticas para a sociedade cearense. O deputado Osmar Baquit (PDT), em pronunciamento durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (19/04), destacou o lançamento do mutirão de cirurgias e da campanha Ceará Sem Fome como frutos do “olhar sensível do governador, e que fará diferença na vida das pessoas menos favorecidas”. 

O mutirão para realização de cirurgias eletivas, conforme Baquit, já iniciou nos municípios cearenses desde fevereiro. Ele considerou, entretanto, que as filas “não serão zeradas do dia para a noite, e que essa deve ser uma política continuada”. “É preciso um investimento e uma atenção constante nesse setor para que as filas cheguem a um nível de espera possível para os pacientes”, disse.

Sobre o Ceará Sem Fome, o parlamentar afirmou ser outro projeto que vem para dar “dignidade às pessoas menos favorecidas”. Ele lembrou que a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) também apoia o projeto, no tocante à criação das cozinhas comunitárias nos municípios, sendo essa uma grande ação com participação ativa do Poder Legislativo.

A presença de Elmano de Freitas nos municípios prejudicados pelas chuvas também foi elogiada pelo deputado. De acordo com ele, a simples ida do governador aos municípios, e estar ao lado da população no momento de dificuldade “já é uma demonstração de respeito e mostra que o Estado não está de olhos fechados para o problema”.

Osmar Baquit também criticou a política de juros instituída pelo Banco Central. Para ele, “é algo que precisa ser debatido e revisto, pois é impossível o país se desenvolver com as taxas de juros atuais”. “Muitos empresários estão quebrando por conta dessa política, enquanto os bancos continuam enriquecendo. Não podemos continuar permitindo que o Banco Central continue atuando como se não fizesse parte do Brasil”, disse.

Em aparte, o deputado De Assis Diniz (PT) também salientou que a economia, especialmente temas como a capacidade de endividamento das famílias e seu poder de compra, deve ser amplamente debatido pelo Parlamento e pela sociedade. “Se a população não entende minimamente sobre isso, não vai compreender a necessidade desse novo arcabouço fiscal que se fomenta atualmente”, observou.

Os deputados Missias Dias (PT) e Almir Bié (Progressistas) também elogiaram as políticas instituídas pelo Estado nesses primeiros 100 dias de gestão. Missias reforçou que Elmano tem se esforçado no sentido de se articular com ministros e outras representações em nível nacional, com o fim de garantir mais recursos para desenvolver o Ceará.

Já a deputada Jô Farias (PT) considerou a pressa que se tem em ver mais ações do governo sendo instituídas, mas lembrou que é preciso paciência, devido a necessidade de equilibrar a gestão e os recursos disponíveis. “Essa prioridade dada à questão das cirurgias e o combate à fome, no entanto, por impactar diretamente nos municípios cearenses de menor acesso, nos enche de esperança e desejo que tudo dê certo e que tenha continuidade”, comemorou.

Edição: Adriana Thomasi

Eduardo Bolsonaro diz que qualquer um no seu lugar consegue compreender sua atitude de partir para cima de petista

Por Luísa Marzullo / O GLOBO

 

Após partir para cima do deputado federal Dionilso Marcon (PT-RS), nesta quarta-feira, o parlamentar Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reconheceu, em vídeo, que teve "reação emotiva" ao partir para cima do petista. No entanto, o filho do ex-presidente afirmou que o colega de Casa teve uma atitude "não civilizada", ao dizer que a facada sofrida por seu pai em 2018 teria sido fake.

 

De acordo com Eduardo, qualquer um que se colocasse em seu lugar, compreenderia sua atitude:

— Qualquer um que se coloque no nosso lugar consegue compreender exatamente a atitude que eu tive. A gente não pode admitir dentro de um debate normal, chamado de democrático, pessoas que se utilizam de uma tentativa de homicídio que por muito pouco não deu certo e ouvir chacota com relação a isso. Eu não faço chacota com nenhuma pessoa assassinada pela esquerda. Foi uma reação emotiva, foi uma reação com muita energia, mas qualquer um que se colocar no meu lugar vai conseguir compreender que a gente não pode admitir que seja algo normal e natural dentro de uma casa de debate. Isso daí não é civilizado — afirmou o filho do ex-presidente.

Eduardo e Marcon debatiam na Comissão de Trabalho da Câmara, quando o filho do ex-presidente citou o atentado cometido contra o então candidato. Marcon afirmou que a "facada foi fake". Eduardo levantou da cadeira e precisou ser contido pelos colegas. Ele chamou Marcon de "veado" e pediu para que repetisse a frase.

– Queria me tirar do sério? Conseguiu. Decoro? Olha o que este veado está falando aqui! Não houve sangue? Desde quando a faca foi fake? Vocês tentaram matar o meu pai e agora querem me tirar do sério. Te enfio a mão na cara e perco o mandato com dignidade, seu filho da puta. Tá achando que está na internet? – disse em voz alta.

 

Facada em Bolsonaro

Em 2018, uma facada desferida por Adélio Bispo de Oliveira no então candidato à Presidência Jair Bolsonaro, durante evento eleitoral em Juiz de Fora (MG), marcou a campanha. O atentado motivou uma série de teorias, que incluíam desde ligações do criminoso com políticos adversários a conluios para que o crime fosse acobertado. Após analisar uma série de provas, a conclusão da Polícia Federal foi no sentido contrário: Adélio agiu sozinho.

E tal conclusão está amparada na análise exaustiva de imagens do dia, em mensagens e da quebra de sigilos telefônicos e bancários de Adélio e de pessoas que pudessem ter alguma ligação com o ato. Mas a investigação não encontrou qualquer elemento que indicasse a participação de mais pessoas.

Em 2019, Adélio foi considerado inimputável, ou seja, não poderia ser punido pelo crime, uma vez que uma perícia concluiu que ele tinha transtorno delirante persistente. Por ser considerado perigoso, ele foi afastado do convívio social e está até hoje, quatro anos depois, internado em um presídio federal em Campo Grande (MS) para receber tratamento. Uma nova perícia realizada em julho deste ano constatou que o transtorno persiste.

MINISTYRO DO GSI DESISTE DE IR A COMISSÃO DA CÂMARA NO DIA DA DIVULGAÇÃO DE IMAGENS DO DIA 08 DE JANEIRO

Por Julia Lindner e Mariana Carneiro / O ESTADÃO

 

 

O ministro do GSI, Gonçalves Dias, desistiu de participar de uma audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara que ocorreria nesta quarta-feira (19). Dias comunicou a presidência do colegiado, composto majoritariamente por bolsonaristas, instantes antes de a sessão começar. Ele falaria sobre os ataques à Esplanada no dia 8 de janeiro.

O GSI alegou que o ministro deixou de comparecer “em face de problemas de saúde”. Segundo seus assessores, ele teve uma crise hipertensiva.

A desistência do ministro ocorre no mesmo dia em que a CNN divulgou imagens do circuito interno de câmeras do Palácio do Planalto que mostram Dias no prédio na data dos ataques. Nas gravações, o ministro aparece caminhando por um dos corredores do Planalto ao lado de bolsonaristas. As imagens sugerem que ele e outros servidores indicam a saída aos manifestantes. O GSI ainda não se manifestou.

A oposição quer usar o material divulgado hoje para pressionar pela instalação da CPMI dos atos antidemocráticos. O deputado Marco Feliciano (PL-SP) disse que “tudo conspira a favor disso”. O requerimento de criação do colegiado deve ser lido em plenário na semana que vem.

Os oposicionistas também estudam convocar Dias para depor na Comissão de Segurança na próxima quarta. Neste caso, ele seria obrigado a comparecer.

O movimento tem apoio até mesmo de governistas, entre eles o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que defendeu que Gonçalves Dias não tem condições de continuar no cargo.

Pacheco adia CPMI do 8 de janeiro e oposição promete fazer obstrução na Câmara e no Senado

Por Levy Teles / O ESTADÃO

 

BRASÍLIA — Com gritos de “vai ter CPMI”, parlamentares da oposição marcaram presença massiva em reunião de lideranças do Congresso Nacional que aconteceu na tarde desta terça-feira, 18, exibindo o desconforto com mais um adiamento da leitura do requerimento de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar os atos extremistas do 8 de janeiro.

 

Os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG), Coronel Chrisóstomo (PL-RO), Bia Kicis (PL-DF) e o senador Marcos do Val (Podemos-ES) lideraram a ofensiva ante o presidente do Congresso e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que postergou o ato para o dia 28 de abril.

 

A decisão foi tomada após um encontro de Pacheco com líderes partidários do governo no dia anterior, que pediram adiamento da agenda, sob alegação que o piso salarial dos enfermeiros, precisaria passar antes por parecer da Comissão Mista de Orçamento (CMO). A sessão da Casa iria avaliar vetos. A base bolsonarista cogita a obstrução ao governo para garantir a realização.

 

O descumprimento da palavra revoltou a oposição, que usa o tema como principal pauta contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A base de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pressiona desde março para que Pacheco dê início aos trabalhos da CPMI, que já tem o número mínimo de 1/3 de deputados e senadores para a abertura. Algumas pessoas gritaram “CPMI já” enquanto parlamentares falavam com a imprensa.

 

O acordo inicial definiu o dia 11 de abril como a data inaugural. A promessa foi quebrada após o presidente da Casa acompanhar a delegação de Lula para a China, em viagem oficial. Já havia, naquele momento, desconfiança de deputados bolsonaristas de que pudesse haver um novo adiamento, já que Pacheco tinha uma viagem para Londres marcada na tarde do dia 18, para participar de um evento do Grupo de Líderes Empresariais (LIDE).

 

O acordo inicial definiu o dia 11 de abril como a data inaugural. A promessa foi quebrada após o presidente da Casa acompanhar a delegação de Lula para a China, em viagem oficial. Já havia, naquele momento, desconfiança de deputados bolsonaristas de que pudesse haver um novo adiamento, já que Pacheco tinha uma viagem para Londres marcada na tarde do dia 18, para participar de um evento do Grupo de Líderes Empresariais (LIDE).

 

Os bolsonaristas chegaram cedo ao Congresso para garantir quórum para a abertura da sessão do Congresso para garantir quórum. Mesmo atendendo aos requisitos mínimos para começar a sessão, Pacheco prosseguiu com o adiamento. O governo ainda não conseguiu esvaziar as assinaturas do requerimento da CPMI. Pouco mais de uma dezena deputados e senadores optaram por retirar a assinatura do requerimento enquanto ainda outros parlamentares aderem ao movimento.

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Rogerio Marinho critica posicionamento de Lula em viagem à China

O senador Rogerio Marinho (PL-RN) fez críticas, em pronunciamento em Plenário nesta segunda-feira (17), à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China. O parlamentar ressaltou que Lula levou uma comitiva enorme, que contava com a presença do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile. Segundo o senador, Stédile aproveitou a viagem para declarar que o MST fará invasões de propriedades privadas neste mês.

— Fizeram hoje numa fazenda de Pernambuco que é um centro de pesquisa da Embrapa, a maior empresa do mundo em inovação tecnológica, o que nos coloca na vanguarda da agricultura do mundo, como invadiram também propriedades privadas, sedes do Incra, isso sob a complacência das autoridades governamentais do Ministério da Justiça, que vê um cidadão como esse anunciar o crime, perpetrar o crime e não ser impedido. Nós estamos golpeando um dos pilares da nossa democracia, que é o direito à propriedade, que é um valor intrínseco de quem nós somos, como uma sociedade que cultua esses valores desde tempos imemoriais, o que está contido inclusive na nossa Constituição.

Marinho também criticou declaração do presidente Lula em que ele diz que a guerra na Ucrânia seria culpa não apenas da Rússia, mas dos dois países. Para o senador, a posição do presidente é uma inversão de conceitos e lógica. 

O parlamentar afirmou que uma das consequências da viagem foi Lula ter passado a defender uma posição pró-Rússia, instando a Europa e os Estados Unidos a parar de vender armas à Ucrânia para que ela possa se defender. Para Marinho, o que o presidente pede é que a comunidade internacional deixe o país à míngua e desarmado para ser dominado pela potência agressora.

Fonte: Agência Senado

Chico Rodrigues crítica líder do MST por induzir invasões no " Abril Vermelho"

O senador Chico Rodrigues (PSB-RR), em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (17), classificou como graves as declarações do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, que teria anunciado uma série de invasões a serem realizadas neste mês, conhecido como “Abril Vermelho”. Para o parlamentar, as falas demonstram “um profundo censo de irresponsabilidade cívica e desrespeito ao patrimônio alheio”.

— Esse personagem esquece que invadir terras no Brasil é crime e deve ser tratado dessa forma pelas autoridades. Seu argumento, cheio de falácias, alega que as mobilizações ocorrerão em todos os estados, por meio de marchas, vigílias e ocupações de terras que são, via de regra, invasões de propriedades privadas. Diz que é para pressionar o governo para que a lei e a Constituição sejam aplicadas e que latifúndios improdutivos sejam desapropriados e entregues às famílias acampadas. 

Rodrigues ressaltou que a questão ideológica não deveria permear os debates sobre a reforma agrária, pois o Brasil é um país continental, com milhares de hectares de terras que ainda não estão em processo de produção e que poderão servir àqueles que queiram produzir alimentos e fomentar a economia agrícola. O parlamentar afirmou que o Congresso Nacional pode, efetivamente, debater um projeto viável de reforma agrária e de ocupação legítima e produtiva de terras, mas nunca para aquelas propriedades que promovem o desenvolvimento do país.

Para o senador, o Parlamento não tem reagido com a veemência necessária contra os atos do MST, devendo investigá-los. Rodrigues também pede que Stédile seja responsabilizado por ameaçar não somente a ordem pública, mas por induzir invasões criminosas de propriedades produtivas.

Fonte: Agência Senado

Governo encaminha projeto da LDO de 2024 ao Congresso

O governo encaminhou ao Congresso Nacional o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024 (PLN 4/23) nesta sexta-feira (14) com a previsão de um salário mínimo de R$ 1.389, que seria a correção pelo INPC do valor de R$ 1.320, que deve vigorar a partir de maio. Novas regras para o aumento real do mínimo serão anunciadas posteriormente, o que deve elevar esse valor.

A LDO também traz um resultado equilibrado das contas públicas para 2024, ou seja, receitas iguais às despesas, exceto as despesas com a rolagem da dívida pública. Para 2023, é previsto um déficit de R$ 100 bilhões.

A LDO ficará condicionada à aprovação do novo arcabouço fiscal que deverá ter o projeto de lei complementar enviado na semana que vem. De acordo com a assessoria da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, cerca de R$ 172 bilhões em despesas dependem da aprovação do novo arcabouço. Se ele não for aprovado, essas despesas não obedecem à regra anterior do teto de gastos.
Segundo a assessoria, essa autorização de despesas viabilizará a recomposição e a execução das políticas públicas prioritárias para o País, o funcionamento da máquina e os investimentos da União.

O novo arcabouço deve prever que as despesas podem crescer em até 70% da receita líquida verificada em 12 meses passados. O total de despesas e receitas previstas no Orçamento de 2024 é de R$ 2,149 trilhões.

Parâmetros
Os parâmetros macroeconômicos considerados nos cálculos se baseiam em uma queda da taxa básica de juros de 13,75% ao ano, hoje, para 11,08%, em média, em 2024. A inflação medida pelo IPCA ficaria em 3,52% e o crescimento da economia, em 2,34%. O governo prevê um crescimento ainda maior em 2025, de 2,76% e uma queda em 2026, ano de eleição, para 2,42%.

A LDO é apenas uma orientação para a elaboração do Orçamento de 2024, que será enviado para o Congresso em agosto. O projeto da LDO será analisado agora pela Comissão Mista de Orçamento e, em seguida, pelo Plenário do Congresso.

 

Reportagem - Sílvia Mugnatto
Edição - Geórgia Moraes

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Lira prevê votação rápida para projetos de combate às fake news e do novo arcabouço fiscal

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse em entrevista ao Canal Livre, programa da Band que foi ao ar neste domingo (16), que o projeto que trata do combate às fake news e regulação das redes sociais (PL 2630/20 e apensados) deve ser votado ainda neste mês. O assunto ganhou evidência nas últimas semanas após o ataque a escolas em São Paulo e Blumenau (SC), que teriam desencadeado uma onda de ameaças de novas ações nas redes sociais.

“Esse é um assunto que assombra e preocupa a todos. Mas essa questão terá uma definição agora entre o dia 26 e 27 no Plenário”, afirmou. Lira disse também que a polarização no Congresso Nacional tem por pano de fundo “as likes, as curtidas, as lacrações” nas redes sociais. O PL 2630/20 é relatado pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que deverá se reunir com os partidos nos próximos dias para discutir o texto que vai à votação no Plenário.

Outra matéria que deve ser votada rapidamente, segundo o presidente, é o projeto do novo arcabouço fiscal do País. O texto está sendo finalizado pelo governo, e a previsão é de que seja enviado ao Congresso Nacional ainda neste mês.

“A nossa expectativa é que o texto, chegando, designaremos o relator rapidamente, e que duas ou três semanas, no máximo, estaremos votando o texto em Plenário”, disse Lira. O novo arcabouço fiscal vai substituir o regime de teto de gastos, em vigor desde 2016.

A entrevista ao programa Canal Livre tratou de outros assuntos. Veja abaixo os principais pontos da participação do presidente da Câmara:

Reforma tributária - O presidente disse que a matéria deverá ser votada na Câmara ainda no primeiro semestre. “Estamos tentando diminuir arestas de pontos específicos”, afirmou. O objetivo, segundo ele, é entregar uma reforma que simplifique a vida das empresas.

Base do governo na Câmara - De acordo com Lira, a verificação do apoio ao governo dentro da Câmara só será possível na votação de matérias mais polêmicas, como a desoneração de folha e a revisão de incentivos fiscais de determinados setores. “Não tivemos ainda um teste duro. As matérias mais complicadas chegarão agora, depois das comissões instaladas”, disse.

Impostos - Lira afirmou que não há possibilidade de o Congresso aprovar aumento de impostos. O assunto ganhou espaço após a apresentação do novo arcabouço fiscal pela equipe econômica, que dependerá de uma elevação na arrecadação para ser viabilizado. “Não há de jeito algum. Isso nem o governo quer nem nós aprovaremos”, disse.

Medidas provisórias - O presidente da Câmara negou que haja “guerra” com o Senado. O que a Câmara procura é uma “proporcionalidade adequada” na formação das comissões mistas de análise das MPs. Hoje, há número igual de deputados e senadores nesses colegiados, e Lira defende o modelo da Comissão Mista de Orçamento, onde a presença de deputados é maior.

Marco legal do saneamento - Há um clima de insatisfação na Câmara em relação aos decretos do governo Lula que regulamentaram pontos da lei do marco legal do saneamento (Lei 14.026/20), segundo Lira. Para ele, o governo terá que negociar mudanças, se não a Câmara pode aprovar um projeto de decreto legislativo (PDL) anulando os decretos. “O clima não é de satisfação e a possibilidade de se votar um PDL, ela existe. Mas sempre antes de PDL eu tenho por hábito exaurir a discussão ao máximo, para que o governo possa rever os exageros do decreto”, disse.

Taxa de juros - Para Lira, não pode haver redução de juros artificial. “Precisamos entender que o Banco Central independente é uma conquista do País”, disse.

Embates na Câmara - O presidente afirmou que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar deve ser instalado nesta semana e vai analisar as trocas de ofensas entre parlamentares que têm ocorrido em algumas comissões da Câmara. Para ele, os casos mais graves devem ser punidos. “Eu entendo que esse processo de polarização exacerbada só vai parar com as punições adequadas, que eu não tenho dúvida que virão”, disse Lira.

Reforma administrativa - A reforma administrativa está pronta para ser votada no Plenário da Casa, segundo Lira, mas ainda é preciso que a discussão esteja “solidificada” por envolver quórum constitucional (308 votos para ser aprovada). “A reforma administrativa está pronta para Plenário, mas não há de se colocar matéria de quórum constitucional sem ter isso solidificado”, disse.

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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