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Lava Jato teme reação de PMDB e PSDB contra investigações

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Investigadores avaliam que a Lava Jato, sob o comando do juiz Sérgio Moro, está chegando ao ápice do núcleo político, revelando o envolvimento de praticamente todos os partidos no esquema de corrupção, e acreditam que a retaliação do Legislativo está em curso e será inevitável; a expectativa é que, se confirmando a hipótese de impeachment de Dilma Rousseff, o PMDBde Michel Temer conduza uma aliança com a atual oposição para promover alterações legislativas que enfraqueçam o poder de atuação do Ministério Público. BRASIL 24-7

Alvo da Promotoria, cúpula da Bancoop sai em debandada

Diretor presidente Vagner de Castro e diretora financeira Ana Érnica, denunciados pela prática de 2364 crimes de estelionato, renunciaram; Assembleia Extraordinária é convocada para 19 de abril Alvo de denúncia do Ministério Público de São Paulo ao lado do ex-presidente Lula, o primeiro escalão da Cooperativa Habitacionbal dos Bancários (Bancoop) renunciou. A debandada inclui os membros da diretoria e dois integrantes do Conselho Fiscal. Deixaram seus cargos o diretor presidente Vagner de Castro e a diretora administrativo-financeira Ana Maria Érnica, ambos acusados pela Promotoria da prática de 2364 crimes de estelionato na gestão da cooperativa.

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Acesso a Lula elevava ‘preço’ de lobista, diz Procuradoria

Em alegações finais, procuradores da República pedem condenação de 14 réus por suposta 'compra' de medidas provisórias; participação de políticos é investigada em inquérito paralelo

Mauro Marcondes. Foto: Divulgação

Mauro Marcondes. Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou ontem, terça-feira, 29, alegações finais em ação penal sobre a suposta “compra” de medidas provisórias no governo federal, esquema investigado na Operação Zelotes, e pediu a condenação de 14 réus por organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e extorsão. Na peça de 274 páginas, os procuradores da República no Distrito Federal sustentam que o principal lobista implicado no caso, Mauro Marcondes Machado, tinha “livre trânsito” com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, o que tornava mais alto o valor de seus serviços.

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Delatora diz que recebeu R$ 6,1 mi ilegalmente da campanha de Dilma

Presidente Dilma Rousseff comparece em reunião com juristas contra o impeachment, no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta terça-feira (22)
Presidente Dilma Rousseff comparece em reunião com juristas contra o impeachment, no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta terça-feira (22)(Evaristo Sa/AFP)

Em depoimento prestado no âmbito de seu acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal (MPF) e o STJ, a publicitária Danielle Fonteles, sócia da Agência Pepper, admitiu ter recebido 6,1 milhões de reais ilegalmente da empreiteira Andrade Gutierrez por serviços prestados à campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A revelação de Danielle, uma das investigadas na Operação Acrônimo, confirma o trecho da delação premiada de Otávio Azevedo, ex-presidente da empreiteira, em que ele relata pagamentos ilegais de 6 milhões de reais à agência de publicidade por meio de contratos simulados.

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Janot diz que nomeação de Lula é legal, mas que processos devem ficar com Sérgio Moro

BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou, em parecer, que a nomeação de Lula na Casa Civil pela presidente Dilma Rousseff teve o objetivo de influenciar as investigações sobre o ex-presidente na primeira instância da Justiça Federal, mais especificamente na 13ª Vara Federal em Curitiba, onde o juiz Sérgio Moro conduz os processos da Lava-Jato. No documento enviado ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF), Janot classificou de “inegavelmente inusual”, “circunstância anormal” e “desvio de finalidade” a decisão de Dilma de apressar a posse de Lula no ministério. A indicação do procurador-geral no parecer é que a nomeação do ex-presidente no cargo seja mantida, mas sem foro privilegiado junto ao STF para as suspeitas investigadas na Lava-Jato. Assim, conforme o parecer, os processos contra Lula devem ser mantidos na primeira instância.

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José Melo segue como governador do AM até decisão do TSE, diz TRE

Governador José Melo anunciou projeto nesta quinta (19) (Foto: Nathalie Brasil / Divulgação)Governador José Melo se mantém no cargo
(19) (Foto: Nathalie Brasil / Divulgação)

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) negou, nesta segunda-feira (28), o recurso da Coligação "Renovação e Experiência" e manteve o governador José Melo (Pros), e o vice, Henrique Oliveira (SD), no respectivos cargos. Eles tiveram os mandatos cassados e recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O processo, agora, deve seguir para o TSE.

A coligação pedia a posse imediata de Eduardo Braga (PMDB) como governador e de Rebbeca Garcia como vice. O pedido foi feito há uma semana, no dia 21 de março. Braga é atualmente ministro de Minas e Energia no governo Dilma Rousseff, enquanto Garcia é titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Os dois ficaram em segundo lugar nas eleições de 2014.

"Mantenho o governador no cargo, acompanhando a firme jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral e deste Regional, entendo que a alternância do poder neste momento traz insegurança, intranquilidade e descontinuidade do serviço público, nós não precisamos de mais crises, nosso povo precisa de paz", disse a presidente do TRE, desembargadora Socorro Guedes.

Ainda segundo a presidente do TRE, o processo deve seguir seu curso legal para o TSE. "Todos os recursos já foram por mim recebidos, o processo agora segue seu curso legal para o TSE", declarou. 

cassação do mandato de Melo e o vice-governador Henrique Oliveira foi decidida em julgamento no TRE-AM em janeiro deste ano e mantida no julgamento dos embargos de declaração, por seis votos a zero. Melo é acusado de participar de um esquema de compra de votos nas eleições de 2014.

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STJ nega pedido de Richa e mantém testemunhas em investigação

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Três pessoas apresentaram denúncia contra richa por crime de responsabilidade pelo confronto em 29 de abril no Centro Cívico (Foto: Orlando Kissner/Divulgação/ ANPr)Beto Richa é investigado pela PGR por três crimes
(Foto: Orlando Kissner/Divulgação/ ANPr)

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido da defesa do governador Beto Richa (PSDB) para dispensar o depoimento de três testemunhas na investigação que apura se a campanha do tucano recebeu dinheiro de propina do esquema de corrupção na Receita Estadual do Paraná.

A defesa do governador havia pedido para que Luiz Abi Antoun, parente de Richa, Márcio Alburquerque, ex-chefe da Receita em Londrina, e Luiz Antônio de Souza, auditor fiscal, não depusessem. Todos são réus em ações derivadas da Publicano.

A alegação da defesa é de que eles já haviam prestado declarações no âmbito da Operação Publicano, que deu origem à investigação de Richa pela Procuradoria-Geral da República. No entendimento do ministro do STJ João Otávio de Noronha, porém, apesar de já terem prestado depoimentos, as testemunhas devem ser ouvidas novamente para esclarecerem fatos da investigação.

A assessoria do governador informou que não comentaria a decisão. Richa é investigado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Anulação
Mais cedo, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) do Paraná informou que pediu na Justiça a nulidade da delação premiada do auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, que denunciou o esquema de pagamento de propina para a campanha à reeleição do governador Beto Richa (PSDB). A PGE questiona o acordo feito entre delator e Ministério Público, que deu origem a investigação autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça.

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Plenário do STF decidirá na quinta se confirma decisão de Teori sobre Lula

O ministro Teori Zavascki decidiu submeter ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) sua decisão, na semana passada, que determinou que o juiz Sérgio Moro remeta todas as investigações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Corte. O caso deverá ser analisado pelos 11 ministros na próxima quinta-feira (31). 

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