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Zema faz mistério sobre apoio no segundo turno, mas descarta Lula

Editado por Fábio Zanini / FOLHA DE SP

 

Apesar dos apelos de bolsonaristas para que anuncie apoio à reeleição do presidente, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), deve manter a neutralidade no primeiro turno, pisando apenas no palanque do candidato oficial de seu partido, Felipe D´Avila.

Em evento segundo turno, Zema ainda faz mistério sobre apoiar abertamente ou não Jair Bolsonaro (PL), mas desde já descarta estar ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Temos inviabilidade de caminhar com o PT, o que não significa necessariamente apoio a Jair Bolsonaro. O PT é responsável pelo que estamos tentando corrigir há quatro anos. E é o responsável por um volume de mentiras que eu nunca vi na campanha do [Alexandre] Kalil", diz Mateus Simões (Novo), candidato a vice na chapa.

Segundo ele, a perspectiva de vitória de Zema em primeiro turno é real. Caso isso aconteça, acrescenta Simões, o governador deve naturalmente se tornar uma figura política mais presente no cenário nacional.

"Para nós seria muito bom, sobretudo porque validaria de forma muito firme nosso projeto e tornaria o governador um interlocutor nacional mais presente", afirma.

De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada no último dia 15, Zema tem 53% das intenções de voto, contra 25% de Kalil, do PSD.

Outro objetivo é construir uma base sólida na Assembleia Legislativa, para tentar superar um dos principais entraves para o Executivo nos últimos quatro anos.

Nos cálculos da campanha, serão cerca de 35 parlamentares eleitos pelos partidos da coligação de Zema, mais 10 de legendas que devem se somar à base, num universo de 77 parlamentares.

Essa situação mais confortável, diz Simões, permitirá a Zema intensificar sua agenda de liberalização da economia e desburocratização. Os temas prioritários do segundo mandato são geração de empregos e investimentos.

Em Pernambuco, Bolsonaro discursa contra Bolsa Família e exalta Auxílio Brasil

Por Izael Pereira e Lavínia Kaucz / O ESTADÃO

 

BRASÍLIA - O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) voltou a exaltar o Auxílio Brasil em contraponto ao Bolsa Família neste sábado, 17. Em discurso a apoiadores em Caruaru (PE), Bolsonaro disse que o seu governo gastou em 2020 “o equivalente a 15 anos do Bolsa Família”.

 

O presidente repetiu em seu discurso que o “PT só pensa em ajudar as pessoas na época da eleição” e que o partido votou contra o Auxílio Brasil de R$ 600 no Congresso. Apesar de vir repetindo em seus comícios de campanha que os petistas votaram contra o Auxílio Brasil, a afirmação não é verdadeira. Os parlamentares do PT tentaram barrar a chamada “PEC dos Precatórios”, que permite adiar o pagamento de dívidas reconhecidas pela Justiça, e não contra o benefício, que foi criado por meio de Medida Provisória.

Presidente Bolsonaro no Rio de Janeiro, no dia 15 de setembro.
Presidente Bolsonaro no Rio de Janeiro, no dia 15 de setembro. Foto: Bruna Prado/AP Photo

Criado pelo governo petista, o benefício do Bolsa Família foi substituído pelo Auxílio Brasil no final do ano passado. As duas campanhas, do presidente Bolsonaro e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), têm prometido manter o valor de R$ 600,00 do Auxílio em 2023. A ideia do PT, no entanto, é que o benefício seja um Novo Bolsa Família.

Bolsonaro participou de motociata por cidades de Pernambuco, Estado onde tem apenas 22% das intenções de voto, segundo pesquisa Ipec de 6 de setembro. A preferência do eleitorado pernambucano, segundo o levantamento, é do ex-presidente Lula, que lidera com 62% das intenções de voto.

Durante o discurso, o presidente voltou a criticar o fechamento dos estabelecimentos durante a pandemia da covid-19. “Repito, eu não fechei nenhuma casa de comércio no Brasil, não fechei nenhuma escola.”

Em aceno ao Nordeste, Bolsonaro disse que a região “será grande potência em energia” e que seu governo começou a instalação de cataventos na costa do Nordeste. “Geraremos energia equivalente a 50 Itaipus.”

Bolsonaro também citou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), setor aliado de Lula com força no Nordeste. Ele disse que seu governo transformou “antes integrantes da máfia do MST em cidadãos” e que “deu títulos da reforma agrária para mais de 400 mil assentados”. Destacou ainda que a maior parte dos títulos foram dados a mulheres - parcela do eleitorado que tem forte rejeição à sua candidatura.

Pauta de costumes

O presidente voltou a defender a pauta de costumes. “Nós defendemos a família de verdade. Não teremos legalização de drogas e do aborto e não admitimos ideologia de gênero aqui no Brasil”, disse.

Em aceno a evangélicos, Bolsonaro disse que “o Estado é laico, mas o presidente da República, seus ministros e candidatos são cristãos”. Também afirmou, em referência velada ao Supremo Tribunal Federal (STF), alvo frequente de suas críticas, que é preciso se preocupar com “aqueles que querem tirar liberdade no Brasil”.

Bolsonaro exaltou ainda a melhora na economia no seu governo e disse que o Brasil está com “combustível lá embaixo, desemprego lá embaixo, o PIB lá em cima”. A melhora nos indicadores econômicos foi puxada pela retomada das atividades no cenário pós-pandemia. Já a queda nos preços dos combustíveis é resultado da diminuição da cotação do barril de petróleo no mercado internacional e da redução de impostos forçada pelo governo em ano de eleições.

Em crítica ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder das intenções de voto no Nordeste, Bolsonaro disse que “falta escolhermos pessoas adequadas para compormos nosso parlamento, a presidência da República, para sairmos da situação de 3° mundo” e que “não queremos a volta dos escândalos que tínhamos no passado”.

De Caruaru, o atual chefe do Executivo segue para Garanhuns (PE), cidade natal de Lula, para participar da “Marcha para Jesus”. Depois, segue para Recife, onde embarca para a Inglaterra, para participar do funeral da Rainha Elizabeth II, na segunda-feira, 19.

Lula diz que Forças Armadas ‘não tinham que estar preocupadas em fiscalizar urna’

Por Rubens Anater /  O ESTADÃO

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que caso eleito, “as Forças Armadas brasileiras vão voltar a ter o papel nobre que tinham na Constituição”. Em discurso em Curitiba (PR) neste sábado, 17, o petista afirmou que os militares “não tinham que estar preocupadas em fiscalizar urna. Quem tem obrigação de fiscalizar é a Justiça Eleitoral, os partidos e os candidatos”.

 

A fala faz menção à pressão que as Forças Armadas têm feito junto ao Tribunal Superor Eleitoral (TSE), exigindo, inclusive, a realização de um novo teste de integridade que contará com a biometria de eleitores em 18 Estados e no Distrito Federal.

 

Segundo Lula, a função dos militares seria proteger as fronteiras e “garantir a soberania do país contra possíveis inimigos externos”.

 

O ex-presidente disse, ainda, que seu principal rival na corrida eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro (PL), só entende “de fake news e de mentir para a sociedade brasileira”. Ele afirmou que “não tem explicação para nossa pobreza” e que, caso seja eleito, “o País vai voltar a gerar os empregos necessários e a respeitar as pessoas”.

 

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) também esteve presente no evento e disse que Bolsonaro está retirando o auxílio creche. “É roubar o nosso futuro”, afirmou. Lula a saudou como “a mulher mais injustiçada deste País”. Na maioria dos discursos do dia, o evento pediu que os apoiadores de Lula redobrassem os esforços para conquistar mais votos, com o objetivo de terminar a disputa no primeiro turno.

Leia mais:Lula diz que Forças Armadas ‘não tinham que estar preocupadas em fiscalizar urna’

O BRASIL TOTALITÁRIO

J.R. Guzzo / O ESTADÃO

 

As classes que mandam no Brasil estão preocupadíssimas com os perigos que a democracia estaria correndo e com a necessidade de medidas extremas para se salvar as “instituições”, a Constituição e o “estado de direito”. Soltam a polícia em cima de um grupo de empresários que, segundo o STF, poderiam estar querendo dar um golpe de Estado pelo WhatsApp. Um dos seus ministros chefia há mais de três anos um inquérito perpétuo, ilegal e sem freios contra o que declara “atos antidemocráticos” – ou aquilo que lhe desagrada.

 

Bombardeiam os cidadãos com bloqueios de contas, quebras de sigilo, assédio policial, operações de busca e apreensão, penas de prisão, prisões sem pena, censura nas redes sociais, “desmonetização”. Tudo isso, asseguram os atuais vigilantes da democracia, para salvar o Brasil do “autoritarismo”, do “populismo”, do “direitismo” e de outras doenças fatais.

 

É esquisito, nessas condições, que um dos candidatos à Presidência da República nas próximas eleições seja claramente autorizado, e incentivado pelos marechais de campo do “campo democrático”, a buscar a implantação de um regime totalitário no Brasil. É isso, ou algo o mais próximo possível disso, que o ex-presidente Lula diz que quer fazer se ganhar a eleição – e não poderia haver demonstração mais clara do que ele está planejando para o País do que sua postura pública na campanha eleitoral, suas exigências e suas promessas de governo.

 

Um fato, mais talvez que qualquer outro, tira qualquer dúvida sobre o assunto: Lula exigiu, e foi prontamente atendido pelo TSE, o braço eleitoral do STF, que fosse proibida a divulgação das imagens das maciças manifestações populares em favor do seu adversário no dia 7 de setembro. Não havia ali nenhuma ofensa pessoal a ele. Não era, obviamente, uma “fake news”, dessas que assombram o STF, a suprema esquerda e as “agências de checagem”.

 

Era, pura e simplesmente, a imagem da realidade. Lula proibiu sua exibição para os eleitores brasileiros. É essa a estima que tem pela liberdade de informação.

 

É difícil, quando se deixam de lado a hipocrisia e a trapaça mental, identificar um exemplo concreto de totalitarismo tão potente quanto esse – impedir que o povo veja com os seus próprios olhos o que acontece na rua. É coisa de ditador. Era assim que se fazia na ditadura comunista da antiga Rússia: as imagens proibidas pelos chefões eram raspadas, à força, de fotos e filmes.

 

A eliminação do 7 de Setembro, na verdade, é puro Lula – combina, com perfeição, com a sua promessa de criar o “controle social da mídia”, nome de fantasia para a censura. É uma amostra do Brasil que ele quer.

Motim, 'cooptação' e polêmica: veja os bastidores do debate entre os candidatos a governador

Luana Barros, Alessandra Castro, Felipe Azevedo, / DIARIONORDESTE

 

Um dos destaques do PontoPoder Especial Debate, nesta sexta-feira (16), foi o embate entre os três candidatos ao Governo do Ceará. Capitão Wagner (União Brasil), Elmano de Freitas (PT) e Roberto Cláudio (PDT) trocaram farpas sobre assuntos como a paralisação das forças de segurança no Estado em 2020 e recentes acusações sobre suposta 'cooptação de prefeitos' com ajuda da máquina pública. 

Os candidatos e aliados que os acompanharam nos estúdios do Sistema Verdes Mares comentaram a respeito dos principais pontos levantados durante o debate e também sobre tópicos alvos de críticas dos adversários. 

 

Além de assessores, os candidatos chegaram acompanhados de aliados ao Debate PontoPoder. O candidato ao Senado, Camilo Santana (PT), acompanhou Elmano de Freitas. Já Capitão Wagner foi acompanhado pelos candidatos a vice, Raimundo Gomes de Matos (PL), e ao Senado, Kamila Cardoso (Avante). 

Roberto Cláudio, por sua vez, chegou junto com o ex-secretário de Conservação e Serviços Públicos da Prefeitura de Fortaleza, Ferruccio Feitosa. 

CONFIRA A REPERCUSSÃO ENTRE CANDIDATOS E ALIADOS SOBRE ASSUNTOS TRATADOS DURANTE O DEBATE PONTOPODER.

ACUSAÇÃO CONTRA O GOVERNO DO CEARÁ

Durante o terceiro bloco do Debate, a ação contra o Governo do Estado movida pelo PDT por suposta utilização da máquina pública para cooptação de prefeitos foi mencionada pelos adversários de Elmano de Freitas.

Capitão Wagner perguntou a Roberto Cláudio a respeito do assunto, que foi caracterizado pelo deputado federal como uma denúncia "grave". Já Roberto Cláudio afirmou que o Ceará já passou pela "época dos coronéis". Em direito de resposta, Elmano afirmou que não imaginava "em uma combinação de pergunta e resposta (de Roberto Cláudio) com Capitão Wagner". 

Wagner, após o debate, negou qualquer 'dobradinha' com o candidato pedetista ao tratar do assunto. Ele afirmou que vem recebendo perguntas de eleitores sobre o assunto e que deu "oportunidade para os dois se explicarem". 

"É um fato que está na mídia e precisa ser esclarecido, e quem deve esclarecer são os dois. Eu não me envolvi, não fui eu quem denunciei, eu não tenho nada a ver com isso".
CAPITÃO WAGNER
Candidato ao Governo do Ceará

Já Roberto Cláudio ressaltou que é um assunto que "afeta a minha candidatura e a do Wagner". O candidato reafirmou as acusações sobre o "uso da máquina pública" e de convênios para "perseguir prefeito que não apoia o candidato Elmano".

"É algo muito grave que precisa ser denunciado, investigado e, se confirmado, ter as devidas punições", disse após o debate.
ROBERTO CLÁUDIO
Candidato ao Governo do Ceará

Ao rebater os adversários, Elmano de Freitas afirmou que a combinação entre os outros dois candidatos ocorreu para "falar de uma coisa que ambos sabem que não existe". Ele ressaltou que o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) "reconheceu erro" em diligência feita, no início da semana, na Superintendência de Obras Públicas do Ceará.

"Eu lamento que a pessoa saber que informação não procede e querer usar isso em um debate político", completou.  
ELMANO DE FREITAS
Candidato ao Governo do Ceará

MOTIM DE POLICIAIS EM 2020

A declaração de Capitão Wagner de que havia mudado de posicionamento sobre a paralisação de agentes de segurança também foi alvo de questionamentos, dessa vez de Elmano de Freitas. O petista perguntou a opinião do adversário a respeito da anistia a agentes de segurança envolvidos no motim. 

"O grupo liderado pelo Capitão Wagner, quando foi votar a proibição de anistia, o grupo dele votou contra, defendeu a impunidade aos policiais. (...) Eu não quero um governador que diz uma coisa para a tropa e outra para a sociedade", disse Elmano durante o debate. 

Em resposta, Wagner lembrou ao adversário que "em 2012, foi ele que me levou ao (então) presidente Lula (PT), foi ele que me levou ao governo federal para garantir a anistia dos policiais daquele movimento". "Fale a verdade para o cearense que está assistindo", completou. 

Leia mais:Motim, 'cooptação' e polêmica: veja os bastidores do debate entre os candidatos a governador

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