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Com novas pesquisas, agregador Estadão Dados mostra 44% para Lula e 34% para Bolsonaro

Por Daniel Bramatti / O ESTADÃO

 

O agregador de pesquisas eleitorais do Estadão Dados já está atualizado com os dados divulgados em 12/09 pelas empresas Ipec e FSB. Segundo a Média Estadão Dados, calculada pelo agregadorLuiz Inácio Lula da Silva tem 44% das intenções de voto e Jair Bolsonaro, 34%.

 

Considerando-se apenas os votos válidos, ou seja, sem contar brancos, nulos e indecisos, Lula tem 49% e Bolsonaro, 37%.

 

O agregador é uma ferramenta interativa (clique aqui) cujos gráficos mostram o cenário mais provável da corrida presidencial nos últimos seis meses, segundo nossa metodologia. Nele, além de consultar a Média Estadão Dados, é possível ver de forma separada as estimativas das pesquisas presenciais e telefônicas.

 

A Média Estadão Dados, que tem atualização diária, não é a simples soma dos resultados e divisão pelo número de pesquisas. O cálculo considera as linhas de tendência de cada candidato (se estão estáveis, subindo ou caindo) e atribui pesos diferentes às pesquisas segundo sua “idade” (a data de realização) e metodologia (consideramos que, na média os resultados são mais precisos quando os eleitores são entrevistados de forma presencial, em vez de por telefone).

 

Os gráficos do agregador mostram 87 pesquisas sobre a corrida presidencial divulgadas nos últimos seis meses, mas nem todas são consideradas nos cálculos. Atualmente, entram na Média Estadão Dados os números das empresas que divulgaram pelo menos um levantamento nos últimos 14 dias. Essa janela de inclusão vai diminuir com o tempo. O objetivo é evitar que resultados desatualizados afetem os números do agregador. Também há salvaguardas para evitar que os chamados outliers ou “diferentões” puxem a média para cima ou para baixo. O agregador automaticamente reduz o peso de pesquisas que mostrem resultados muito distantes da média geral ou da média de Datafolha e Ipec, empresas que consideramos o “padrão ouro” por sua tradição e metodologia.

Ipec: Lula tem 46%; Bolsonaro, 31%

Por Levy Teles / O ESTADÃO

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 46% das intenções de voto e mantém a liderança entre os presidenciáveis segundo a nova pesquisa Ipec (ex-Ibope) divulgada nesta segunda-feira, 12. Ele é seguido pelo presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), que tem 31%.

Os dados do atual levantamento — os primeiros após os atos bolsonaristas no 7 de Setembro — apontam estabilidade. O petista oscilou dois pontos para cima em relação ao levantamento anterior, feito na semana passada, enquanto o atual chefe do Executivo manteve o mesmo número.

Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) ocupam as terceira e quarta posição com 7% e 4%, respectivamente. O pedetista aparecia com 8% na mesma pesquisa da semana anterior e a emedebista manteve a mesma pontuação. Soraya Thronicke (União Brasil) e Felipe D’Avila (Novo) têm 1%.

Brancos e nulos somam 6% e 4% não sabem ou não responderam. Os demais candidatos não atingiram 1%.

Contratada pela TV Globo, a pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 11 de setembro e entrevistou 2.512 eleitores presencialmente em 158 municípios. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01390/2022. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança estimado em 95%.

Pesquisa: Instituto Veritá traz Bolsonaro à frente de Lula no 1º turno

Por: Elói Naves /

 

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Pesquisa Instituto Veritá para presidente 2022.
Pesquisa Instituto Veritá para presidente 2022.

O Instituto de Pesquisas Veritá divulgou levantamento de intenções de voto para presidente em 1º turno. Segundo o Veritá, o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece à frente nas intenções de voto, com 43,6%. Em segundo lugar aparece o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), com 41,9% das intenções de voto. Tecnicamente, é considerado empate técnico devido à margem de erro. Em terceiro lugar aparece Ciro Gomes, do PDT, com 5,5%, seguido por Simone Tebet, do PDT, com 3,6%.

Pablo Marçal (PROS) e Roberto Jefferson (PTB) tiveram suas candidaturas negadas, porém aparecem na pesquisa com menos de 1%, assim como: Felipe D’Ávila (NOVO), Soraya Thronicke (União Brasil), José Maria Eymael (DC), Vera (PSTU), Sofia Manzano (PCB) e Léo Péricles (UP). Os votos brancos e nulos representam 1,3%. Já os que não sabem ou não responderam representam 2,2%.

A pesquisa foi feita entre os dias 27/08 a 02/09, com amostra de 21.019 eleitores e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A realização é do Instituto Veritá por iniciativa própria, a um custo de R$ 138.060,00 Reais. O registo no TSE é sob o protocolo TSE - BR - 01060/2022.

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VOTO ÚTIL DIFICILMENTE DARÁ VITÓRIA A LULA NO PRIMEIRO TURNO

Silvio Cascione / O ESTADÃO

 

Na semana passada, Lula disse que nunca teve uma chance tão boa de ganhar uma eleição em primeiro turno, e que seus apoiadores não deveriam ter vergonha de admitir isso. Foi a primeira vez desde o início da campanha que o ex-presidente falou abertamente sobre buscar a vitória já no início de outubro.

 

Derrotar Bolsonaro no primeiro turno sempre foi o sonho dos petistas. Mas esse objetivo foi mantido com discrição por muito tempo para evitar o clima de “já ganhou” na campanha, e também não constranger candidatos como Simone Tebet, do MDB, de quem Lula espera receber o apoio em um eventual segundo turno.

 

As chances de uma vitória de Lula em primeiro turno, porém, continuam baixas. Ela depende de uma combinação bastante improvável de dois fatores nessas próximas três semanas.

 

Lula precisa, em primeiro lugar, que eleitores de Ciro Gomes, Simone Tebet e outros candidatos decidam apoiá-lo já no primeiro turno. Sabendo que a maioria dos eleitores desses candidatos rejeita Bolsonaro, Lula tem aumentado o apelo ao “voto útil”, antecipando o segundo turno. Lula, de fato, já conquistou uma parte do antigo eleitorado de Ciro, que não consegue repetir nas pesquisas o desempenho que teve nas últimas eleições (12,5% dos votos totais).

 

Mas, em segundo lugar, Lula precisa que Bolsonaro se enfraqueça daqui até o primeiro turno – e não há sinais de que isso esteja ocorrendo. É verdade que os comícios de 7 de Setembro não elevaram significativamente as intenções de voto no presidente. Mas também é verdade que a base bolsonarista tem ficado cada vez mais convicta de sua decisão, e que a melhora da economia tem lentamente favorecido o atual mandatário, que cresce pouco a pouco nas pesquisas.

 

Se Bolsonaro não se enfraquecer em setembro, Lula precisará de uma quantidade muito grande de “voto útil” para vencer no primeiro turno – uma verdadeira onda, com Ciro e Simone caindo significativamente na reta final. Não é uma missão impossível. Mas, provavelmente, ainda teremos sete semanas de campanha, tempo para que Bolsonaro continue competitivo e com chances de virada.

 

Lula precisa do apoio de eleitores de Ciro e Tebet para tentar vitória no primeiro turno

 

ELEIÇÃO SEM POVO

J.R. Guzzo Jornalista  / O ESTADÃO

 

A comemoração dos 200 anos de independência do Brasil no dia 7 de setembro, para dizer as coisas como elas são, foi um gigantesco comício nacional em favor da candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição – as maiores demonstrações de massa que o Brasil já teve desde o 7 de Setembro de 2021, quando multidões equivalentes já tinham ido para a rua com o mesmo propósito. Não houve, desta vez, as tentativas de usar fantasias sobre a quantidade de pessoas presentes para anular as realidades visíveis a olho nu. As fotos e os vídeos, feitos de todos os ângulos e perspectivas, substituíram as “análises políticas” sobre o que as pessoas estavam vendo – ficaram presentes, apenas, as imagens e o fato indiscutível de que a praça transbordou no dia 7 de setembro. Foi muita coisa. Em poucos lugares no mundo, na verdade, pode acontecer algo parecido hoje em dia.

 

J.R. Guzzo: 'Em poucos lugares no mundo pode acontecer algo parecido hoje em dia'.
J.R. Guzzo: 'Em poucos lugares no mundo pode acontecer algo parecido hoje em dia'.  Foto: Estadão

A tempestade enfurecida de rancor, de despeito e de ressentimento que as manifestações despertaram junto ao ex-presidente Lula, à sua campanha e à esquerda em geral é o certificado mais instrutivo sobre a vitória que a candidatura de Bolsonaro teve no 7 de Setembro. Não deu para dizer que o público não foi para a rua. O público foi acusado, então, de ir para a rua. “Deprimente”, “dia triste para o Brasil”, “motivo para chorar”, “retrocesso político”, “ato contra a democracia”, “reunião da Ku Klux Klan”, segundo disse Lula – e por aí se vai, numa condenação explícita à liberdade das pessoas em manifestar sua opinião, apoiar o seu candidato e fazer as suas escolhas políticas. Mas não deveria ser exatamente assim, numa democracia de verdade? Qual é essa tragédia toda que estão vendo no fato de mais de 1 milhão de pessoas, possivelmente, ter participado de manifestações de massa em todo o País sem violência, sem incidentes, sem provocar um único BO policial? A ira contra o que aconteceu no dia 7 de setembro – essa, sim, é trágica. Ela diz muito, ou diz tudo, sobre o que a esquerda nacional realmente acha do povo brasileiro: uma massa de gente desqualificada e sem vontade própria, que não se comporta como prescrevem os analistas políticos, totalitária e incapaz de votar corretamente numa eleição para presidente da República.

Por que a esquerda, em vez de ficar odiando a multidão que foi à rua para dizer que quer votar em Bolsonaro, não faz uma manifestação igual? Esta é a questão que continua sem resposta. Estão querendo uma eleição sem povo – só com os ministros Moraes, Barroso e Fachin, advogados com influência no TSE, briguinhas no horário eleitoral e mais do mesmo. O 7 de Setembro veio para atrapalhar.

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