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‘Homofobia de Bolsonaro é da boca para fora’, diz Regina Duarte

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2018 | 05h00

Tão logo postou uma foto ao lado do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), a atriz Regina Duarte viu sua página no Instagram ganhar 300 mil seguidores em apenas quatro dias. Nas ruas, é festejada e cumprimentada, tornando-se um dos raros nomes da classe artística a abraçar a candidatura bolsonarista. “Ele tem uma alma democrática”, garante Regina, que interpreta as declarações consideradas homofóbicas e racistas do candidato como frutos de um homem com um “humor brincalhão típico dos anos 1950, que faz brincadeiras homofóbicas, mas que são da boca pra fora, coisas de uma cultura envelhecida, ultrapassada”.

Regina Duarte
Regina se diz arrependida de ter revelado medo de Lula em 2002: ‘Dei a cara a tapa à toa’ Foto: Alex Silva/Estadão

A situação é diferente da vivida por ela em 2002, quando foi muito criticada ao revelar seu temor pela primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. “Eu estava completamente alienada, pois o Lula já havia ganhado”, afirma. “Não me arrependo, mas, se pudesse voltar no tempo, teria me informado melhor sobre o que estava acontecendo naquele momento. O País queria o Lula e fui dar a cara a tapa à toa.”

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E se Bolsonaro acabar fazendo, por distração, um bem ao país?

FORA FHC

E se Jair Bolsonaro (PSL) fizer, por distração, um bem ao país? “Olhem o Reinaldo a flertar com o capitão...” Calma! Não há chance de eu me deixar seduzir por pisadelas, beliscões e truculência. Todos sabem o que penso sobre a candidatura de Bolsonaro. Expus de forma um pouco mais detida, em artigo na Ilustríssima, a repulsa que me causam parte de sua agenda, o modo como ele a apresenta e os sentimentos que mobiliza. 

Não está, no entanto, em formação, observei, um movimento “fascista”. Rejeito o emprego da palavra como metáfora ou xingamento. Há, sim, valores inequivocamente fascistoides no conjunto da obra. Refuto que o candidato possa ser visto como expressão do liberalismo, ainda que o significado dessa palavra se esgotasse em uns tantos pressupostos econômicos. Gosto da ideia de que a economia, assim como a matemática, não é moral. Mas as pessoas são.

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Bolsonaro vence Haddad nos maiores colégios eleitorais do país

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) tem desempenho melhor que Fernando Haddad (PT) nos estados com maior número de eleitores no Brasil, segundo levantamento do Datafolha divulgado nesta quinta-feira (25).

Bolsonaro tem vantagem nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que são, respectivamente, o primeiro, segundo e terceiro maiores colégios eleitorais brasileiros.

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Universidades de todo o país são alvo de ações policiais e da Justiça Eleitoral

SÃO PAULO e RIO DE JANEIRO

Policiais e fiscais de tribunais eleitorais desencadearam uma série de ações em universidades públicas por todo o país que despertaram reação da comunidade acadêmica e de entidades da sociedade civil.

As medidas, na maior parte relacionadas à fiscalização de suposta propaganda eleitoral, vêm acontecendo nos últimos três dias em instituições pelo Brasil. Críticos das operações apontam censura.

No Rio de Janeiro, a Justiça ordenou que a Faculdade de Direito da UFF (Universidade Federal Fluminense) retirasse da fachada uma bandeira em que aparece "Direito UFF Antifascista". A bandeira chegou a ser removida na terça-feira (23) sem que houvesse mandado, mas depois foi recolocada por alunos.

Leia mais:Universidades de todo o país são alvo de ações policiais e da Justiça Eleitoral

General Heleno questiona e critica a nova pesquisa Datafolha

Eliane Cantanhêde / o ESTDO DE SP

25 Outubro 2018 | 22h07

Em vídeo, o general Augusto Heleno, já anunciado como futuro ministro da Defesa no futuro governo, caso Jair Bolsonaro (PSL) vença a eleição no domingo, questiona os resultados da pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 25/10, mostrando que a diferença entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT) caiu para 12 pontos, a menor distância entre os dois em todo o segundo turno. Desde o primeiro turno, a equipe de Bolsonaro, a militância da campanha na internet e o próprio candidato à Presidência lançam dúvidas sobre as pesquisas de intenções de votos, que são tradicionais e têm historicamente um alto índice de acertos. 

 

 

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