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20 vereadores perdem a vaga na Câmara Municipal de Fortaleza

O resultado do primeiro turno na Capital elegeu 43 vereadores que irão compor a partir de 2021 a 19º Legislatura da Câmara Municipal de Fortaleza (2021-2024). Dos eleitos, 23 vereadores são novos no cargo e 20 conseguiram se reeleger em Fortaleza.

Dos 43 vereadores eleitos em 2016, 35 se candidataram novamente em 2020. Destes veteranos, 18 não conseguiram se reeleger no pleito deste ano. Carlos Mesquita e Dr. Eron, que ganharam vaga via suplência, completam a lista dos políticos que perderam vaga após o pleito de 2016. Outros nomes históricos na Câmara também ficaram fora da próxima legislatura. 

Didi Mangueira é um desses nomes. O candidato à reeleição foi eleito vereador pela primeira vez em 2000, sendo eleito novamente em 2004, 2012 e 2016. Em 2008, disputou a eleição, mas não conseguiu uma cadeira na casa, mas atuou como suplente entre 2009 e 2012. Na última eleição municipal, o candidato obteve 9.010 votos, uma diferença de 1.383 votos em relação ao pleito de 2020, na qual Didi atingiu a marca de 7.627 votos. O pedetista encontra-se na lista de suplentes do partido. 

O atual líder do prefeito Roberto Cláudio na Câmara Municipal, o vereador Esio Feitosa, está na lista dos veteranos que não conseguiram se reeleger. Foi eleito pela primeira vez em 2016, com 5.466 votos. No pleito de 2020, conquistou 4563 votos, ficando na lista de suplentes do PSB.

O vereador Mairton Felix está no seu terceiro mandato consecutivo. Foi eleito pela primeira vez em 2008, pelo DEM. Em 2016, o parlamentar se elegeu com 8.323 votos pelo PDT. No pleito deste ano, o candidato obteve 5103 votos e se encontra na lista de suplentes do partido.

O ex-deputado estadual Ziêr Férrer também está na lista de suplentes na eleição 2020. O pedetista está no quarto mandato de vereador, cargo para o qual foi eleito pela primeira vez em 1996. 

O Professor Evaldo Lima também não conseguiu se reeleger. Ele foi eleito pela primeira vez em 2012, pelo PCdoB. Nos primeiros quatro anos de Legislativo, cumpriu a função de líder do Governo na Câmara Municipal. Em 2016, foi reeleito, assumindo a titularidade da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza entre 2017 e 2018.  

Outro veterano que ficou fora da 19º Legislatura da Câmara Municipal de Fortaleza (2021-2024) é Idalmir Feitosa. O vereador está no sétimo mandato consecutivo na Câmara. Em 2020, está na lista de suplentes com 3866 votos. 

Confira lista completa:

2020: 6.527

2016: 8.239

Benigno Junio

2020: 6.007 votos

2016: 9.082 votos

Carlos Mesquita

2020: 8.438 votos

Didi Mangueira 

2020: 7.627 votos

2016: 9.010 votos

Dr. Eron

2020: 5.348

Dr Porto - Portinho

2020: 5.093 votos

2016: 5.466 votos

Dummar Ribeiro

2020: 4.510 votos

2016: 3.115 votos

Esio Feitosa

2020: 4.563 votos

2016: 5.466 votos

Evaldo Costa

2020: 5.471 votos

2016: 8.586 votos

Frota Cavalcante

2020: 5.586 votos

2016: 6.228 votos

Idalmir Feitosa

2020: 3.866 votos

2016: 4.338 votos

Iraguassu Filho 

2020: 8.166 votos

2016: 12.204 votos

John Monteiro

2020: 6.207 votos

2016: 8.322 votos

Mairton Felix

2020: 5.103 votos

2016: 8.323 votos

Marilia do Posto

2020: 3.445 votos

2016: 4.639 votos

Marta Gonçalves 

2020: 5.408 votos

2016: 6.685 votos

Odécio Carneiro

2020: 2.671 votos

2016: 7.877 votos

Plácido

2020: 4.553 votos

2016: 5.804 votos

Professor Evaldo Lima

2020: 5.501 votos

2016: 8.149 votos

Zier Férrer

2020: 4.309 votos

2016: 8.134 votos

 DIARIONORDEWSTE.

Oito partidos perdem vaga na Câmara Municipal de Fortaleza

Oito partidos perderam vaga na Câmara Municipal de Fortaleza na eleição de 2020. Com a disputa de 2016, 18 partidos passaram a dividir as 43 cadeiras do legislativo. Quatro anos depois, o número de legendas que conseguiu emplacar nomes para ocupar as vagas da casa soma 17.

Os partidos que não conseguiram eleger representantes em 2020 são: PCdoB, PRTB, SD, PTC, PEN, PRP, PSDC,  MDB. Legendas como PR, PPS e PTN, que mudaram seus nomes, conseguiram manter representantes nestas eleições já com o partido reformulado. O PPL que se fundiu com o PCdoB, por outro lado, não manteve o desempenho de quatro anos atrás. 

Em relação aos que conseguiram manter vereadores, houve perdas e ganhos em relação ao número de representantes eleitos no pleito anterior. Em 2020, o PT, por exemplo, elegeu três candidatos à Câmara Municipal de Fortaleza, enquanto em 2016, a legenda havia eleito dois.

Com o resultado do primeiro turno, o PDT se tornou o partido com a maior bancada da Câmara, com dez vereadores. Na eleição anterior, em 2016, o partido elegeu 11 representantes na casa. 

PSD manteve o número de vereadores em relação a 2016, com dois eleitos em 2020. O PSL também vivencia situação semelhante, com um vereador eleito esse ano, o mesmo número da eleição passada. O cenário se repete no PSDB: em ambos pleitos, a legenda elegeu um candidato. Confira o número de vereadores eleitos por partido em 2020:

  • Republicanos: 2
  • Cidadania: 3
  • DEM: 1
  • PDT: 10 vagas
  • PP: 2
  • PL: 2
  • PSD: 2
  • PSC: 2
  • PSL: 1
  • PROS: 5
  • PT: 3
  • PMB: 2
  • PSDB: 1
  • Podemos: 1
  • Rede Sustentabilidade: 1
  • PSB: 3
  • PSOL: 2

DIARIONORDESTE.

Recado de Lula na hora do voto deixa aberta ferida no PT

Ao jogar no colo do petista Jilmar Tatto toda a responsabilidade na falta de apoio a Guilherme Boulos (PSOL) na reta final da campanha, o ex-presidente Lula não só reitera a esperança quase zero de ter o partido de volta ao comando da prefeitura de São Paulo como dá um sinal político evidente. Lula não quer colada à sua figura uma derrota que se desenha fragorosa na maior cidade do país.

Guia da eleição:confira o que levar, horário, local de votação e os cuidados com o coronavírus

Ainda que o líder petista não tenha se empenhado já na escolha de Tatto como candidato — ele tentou emplacar Alexandre Padilha — a declaração feita por Lula nesta manhã em São Bernardo do Campo, no ABC, reitera a omissão velada do principal cabo eleitoral do PT na campanha paulistana. O posicionamento do ex-presidente certamente já abriu e deixará aberta por algum tempo uma nova ferida no Partido dos Trabalhadores.

Local de votação:Confira aqui seu local de votação, zona e seção eleitorais

Se desde o início da semana passada Lula vinha atuando para colocar em prática uma estratégia política bem ao sabor das conveniências eleitorais — ao apoiar Boulos, o PT se tornaria uma espécie de avalista de eventual gestão do candidato do PSOL e ainda amenizaria a possível derrota — o ex-presidente agora sabe que é hora de ser pragmático. Com a esquerda fragmentada pelo país, o petista parece não pretender deixar escapar o seu principal capital político: sua própria figura, custe o que custar. / O GLOBO / Por 

País terá 2º turno em 57 cidades; PT disputa em 15 deles, e PSL foca interior de SP

José Marques / O GLOBO
SÃO PAULO

As duas legendas com as maiores fatias do fundo eleitoral, PT e PSL, não conseguiram eleger candidatos em primeiro turno no municípios com mais de 200 mil eleitores, mas chegam ao segundo com perspectivas diferentes.

Para o segundo turno, os petistas estão em uma situação mais confortável. Concorre em duas capitais (Vitória e Recife) e em outras 13 cidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Pará, Goiás e Espírito Santo.

Já o PSL estará em apenas duas cidades no segundo turno, ambas no interior de São Paulo, e em nenhuma delas o partido liderou o primeiro turno.

Neste ano, o PT ainda tenta se recuperar do baque que sofreu após a onda antipolítica dos últimos anos e de, em 2016, só ter vencido em Rio Branco entre as cidades aptas a ter segundo turno.

 

O PSL tem outro objetivo: o de se firmar no campo da direita após ter saído de legenda nanica a gigante no Congresso ao filiar Jair Bolsonaro em 2018 —e, depois, ter visto o presidente e aliados debandarem do partido.

A Justiça Eleitoral apontou 95 municípios como aptos a ter segundo turno em 2020. Fora Macapá, cuja eleição foi adiada por causa do apagão e onde a situação está indefinida, 57 deles terão uma nova rodada de votação para prefeito no dia 29 de novembro. Esse número pode aumentar, a depender de decisões da Justiça Eleitoral.

Embora tenham histórias diferentes e estejam em lados ideológicos opostos, PT e PSL tiveram direito a recursos do fundo eleitoral similares neste ano: o PT levou R$ 201 milhões, e o PSL, R$ 199 milhões.

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Ambos lançaram candidaturas fracassadas nas duas maiores capitais do país, São Paulo e Rio de Janeiro.

O PT ainda tenta se reerguer depois dos escândalos que estouraram a partir da Operação Lava Jato, que foram seguidos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e pela prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Do outro lado, o PSL passa por uma crise desde que Bolsonaro se desfiliou da legenda em 2019, depois do escândalo das candidaturas laranjas. A direção nacional do partido tenta fazer ele voltar para se candidatar às eleições de 2022.

Agora, o partido de Lula e Dilma tenta, além de eleger Marília Arraes no Recife e João Coser em Vitória, recuperar cidades da Grande São Paulo, onde havia formado o chamado "cinturão vermelho" que perdeu em 2016.

Tem como principais apostas os ex-prefeitos Elói Pietá em Guarulhos e José de Filippi Júnior em Diadema.

Na Bahia, seus candidatos disputam as prefeituras de Feira de Santana e Vitória da Conquista, respectivamente segunda e terceira maiores cidades do estado.

Em Minas Gerais lidera em Contagem, na Grande Belo Horizonte, e Juiz de Fora, na Zona da Mata.

Uma aposta do partido em cidade importante é o médico Dimas Gadelha, que concorre em São Gonçalo, segundo município mais populoso do Rio de Janeiro.

Do outro lado, o PSL tem sua disputa mais importante em Sorocaba (SP), onde a atual prefeita Jaqueline Coutinho enfrentará o candidato do Republicanos, o vereador Rodrigo Manga. Ela teve 16,6% dos votos válidos, e ele, 39,4%.

Em Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, o candidato do PSL Danilo Morgado irá às urnas contra Raquel Chini (PSDB), apoiada pelo prefeito tucano Antônio Mourão.

O PSL também tem possibilidade de chegar à Prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, com o deputado estadual e policial militar Marcelo Dino.

A cidade deu votos suficientes para eleger Washington Reis (MDB) em primeiro turno, mas a candidatura do emedebista foi anulada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e depende de decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Entre as cidades de médio porte que não têm segundo turno nas quais o PSL conseguiu prefeituras, estão São Carlos (SP), com a reeleição do prefeito Airton Garcia (ex-PSB), e Ipatinga (MG), que elegeu o vereador Gustavo Nunes como prefeito. Já o PT reelegeu o prefeito Edinho Silva em Araraquara (SP).

Nas capitais, o representante do bolsonarismo que melhor se saiu nas eleições foi o Delegado Federal Eguchi, que já foi filiado ao PSL e atuamente está no Patriota. Ele disputará o segundo turno em Belém contra Edmilson Rodrigues (PSOL).

Na esquerda, além de Edmilson, Guilherme Boulos (PSOL) chegou ao segundo turno em São Paulo contra o prefeito Bruno Covas (PSDB).

Veja a lista das cidades que terão segundo turno e seus candidatos:

  1. Anápolis (GO) - Roberto Naves (PP) x Antonio Gomide (PT)
  2. Aracaju (SE) - Edvaldo Nogueira (PDT) x Delegada Danielle (Cidadania)
  3. Bauru (SP) - Suéllen Rosim (Patriota) x Dr. Raul (DEM)
  4. Belém (PA) - Edmilson Rodrigues (PSOL) x Delegado Federal Eguchi (Patriota)
  5. Blumenau (SC) - Mário Hildebrandt (Podemos) x João Paulo Kleinubing (DEM)
  6. Boa Vista (RR) - Arthur Henrique (MDB) x Ottaci (SD)
  7. Campinas (SP) - Dario Saadi (Republicanos) x Rafa Zimbaldi (PL)
  8. Campos dos Goytacazes (RJ) - Wladimir Garotinho (PSD) x Caio Vianna (PDT)
  9. Canoas (RS) - Jairo Jorge (PSD) x Luiz Carlos Busato (PTB)
  10. Cariacica (ES) - Euclério Sampaio (DEM) x Celia Alves (PT)
  11. Caucaia (CE) - Naumi Amorim (PSD) x Vitor Valim (Pros)
  12. Caxias do Sul (RS) - Pepe Vargas (PT) x Adiló (PSDB)
  13. Contagem (MG) - Marília Campos (PT) x Felipe Saliba (DEM)
  14. Cuiabá (MT) - Abílio Júnior (Podemos) x Emanuel Pinheiro (MDB)
  15. Diadema (SP) - José de Filippi Júnior (PT) x Taka Yamauchi
  16. Feira de Santana (BA) - Zé Neto (PT) x Colbert Martins (MDB)
  17. Fortaleza (CE) - Sarto (PDT) x Capitão Wagner (Pros)
  18. Franca (SP) - Flávia Lancha (PSD) x Alexandre Ferreira (MDB)
  19. Goiânia (GO) - Maguito Vilela (MDB) x Vanderlan Cardoso (PSD)
  20. Governador Valadares (MG) - André Merlo (PSDB) x Dr. Luciano (PSC)
  21. Guarulhos (SP) - Guti (PSD) x Elói Pietá (PT)
  22. João Pessoa (PB) - Cícero Lucena (PP) x Nilvan Ferreira (MDB)
  23. Joinville (SC) - Darci de Matos (PSD) x Adriano Silva (Novo)
  24. Juiz de Fora (MG) - Margarida Salomão (PT) x Wilson Rezato (PSB)
  25. Limeira (SP) - Mario Botion (PSD) x Murilo Felix (Podemos)
  26. Maceió (AL) - Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB) x JHC (PSB)
  27. Manaus (AM) - Amazonino Mendes (Podemos) x David Almeida (Avante)
  28. Mauá (SP) - Átila (PSB) x Marcelo Oliveira (PT)
  29. Mogi das Cruzes (SP) - Marcus Melo (PSDB) x Caio Cunha (Podemos)
  30. Paulista (PE) - Yves Ribeiro (MDB) x Francisco Padilha (PSB)
  31. Pelotas (RS) - Paula Mascarenhas (PSDB) x Ivan Duarte (PT)
  32. Petrópolis (RJ) - Rubens Bomtempo (PSB) x Bernardo Rossi (PL)
  33. Piracicaba (SP) - Barjas Negri (PSDB) x Luciano Almeida (DEM)
  34. Ponta Grossa (PR) - Mabel Canto (PSC) x Professora Elizabeth (PSD)
  35. Porto Alegre (RS) - Sebastião Melo (MDB) x Manuela D'Ávila (PC do B)
  36. Porto Velho (RO) - Hildon Chaves (PSDB) x Cristiane Lopes (PP)
  37. Praia Grande (SP) - Raquel Chini (PSDB) x Danilo Morgado (PSL)
  38. Recife (PE) - João Campos (PSB) x Marília Arraes (PT)
  39. Ribeirão Preto (SP) - Duarte Nogueira (PSDB) x Suely Vilela (PSB)
  40. Rio Branco (AC) - Tião Bocalom (PP) x Socorro Neri (PSB)
  41. Rio de Janeiro (RJ) - Eduardo Paes (DEM) x Marcelo Crivella (Republicanos)
  42. Santa Maria (RS) - Sergio Cecchin (PP) x Pozzobom (PSDB)
  43. Santarém (PA) - Nélio Aguiar (DEM) x Maria do Carmo (PT)
  44. São Gonçalo (RJ) - Dimas Gadelha (PT) x Capitão Nelson (Avante)
  45. São João de Meriti (RJ) - Dr. João (DEM) x Leo Vieira (PSC)
  46. São Luís (MA) - Eduardo Braide (Podemos) x Duarte (Republicanos)
  47. São Paulo (SP) - Bruno Covas (PSDB) x Guilherme Boulos (PSOL)​
  48. São Vicente (SP) - Solange Freitas (PSDB) x Kayo Amado (Podemos)
  49. Serra (ES) - Sérgio Vidigal (PDT) x Fábio Duarte (Rede)
  50. Sorocaba (SP) - Rodrigo Manga (Republicanos) x Jaqueline Coutinho (PSL)
  51. Taboão da Serra (SP) - Engenheiro Daniel (PSDB) x Aprigio (Podemos)
  52. Taubaté (SP) - Saud (MDB) x Loreny (Cidadania)
  53. Teresina (PI) - Dr. Pessoa (MDB) x Kleber Montezuma (PSDB)
  54. Uberaba (MG) - Elisa Araújo (SD) x Tony Carlos (PTB)
  55. Vila Velha (ES) - Arnaldinho Borgo (Podemos) x Max Filho (PSDB)
  56. Vitória (ES) - Delegado Pazolini (Republicanos) x João Coser (PT)
  57. Vitória da Conquista (BA) - Zé Raimundo (PT) x Herzem Gusmão (MDB)

Resultados de 2020 terão impacto nas disputas para governador em 2022

Os resultados das eleições municipais podem até não dar um indicativo fiel do quadro para a corrida presidencial em 2022, mas em alguns estados o que acontece agora vai ter reflexos em 2022 na disputa pelos governos estaduais.

Apuração em tempo real: Acompanhe a apuração das eleições em todo o Brasil

O exemplo mais visível é em Salvador, onde ACM Neto (DEM) conseguiu fazer com que seu vice, Bruno Reis (DEM), disparasse para ter condições de vencer a eleição em primeiro turno. Assim, ACM Neto já é um nome forte para a disputa do governo do estado em 2022, ainda mais porque Rui Costa (PT), já reeleito, não poderá disputar um novo mandato.

No Paraná, Rafael Greca (DEM) tem um histórico próprio como prefeito de Curitiba, mas o apoio e a grande aliança montada pelo governador Ratinho Júnior (PSD) o transforma em fraco favorito para buscar a reeleição daqui dois anos.

Eleições 2020:Acompanhe ao vivo comentários de colunistas e editores do GLOBO

Em Belo Horizonte, a votação consagradora que deve lhe conceder um segundo mandato dá a Alexandre Kalil (PSD) também o status de candidato a governador de Minas, ainda que ele tenha tempo para decidir se abandonará o mandato de prefeito no meio.

Em Alagoas, há uma eleição no interior que impactará mais os rumos da política estadual para 2022 do que a da capital. Vice-governador, Luciano Barbosa (MDB) decidiu disputar a prefeitura de Arapiraca, segunda maior cidade do estado. O governador Renan Filho e seu pai, o senador Renan Calheiros, não concordaram e chegaram a expulsar Barbosa do MDB. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porém, entendeu que o registro do candidato está regular.

Se o vice for eleito, Renan Filho terá dificuldades caso queira deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado, pois terá de deixar o governo na mão do presidente da Assembleia, cargo hoje ocupado por Marcelo Victor (Solidariedade), aliado do deputado Arthur Lira (PP-AL), rival dos Calheiros.  O GLOBO / 

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