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Lula implodiu a esquerda

Semanas depois de anunciar sua transcendência da condição humana para a sublimidade de “uma ideia”, Lula recaiu na vida mundana. Da prisão, comandou o PT numa proeza: implodiu o agrupamento autodenominado de esquerda.

É aposta de alto risco. O resultado só será mensurável na apuração da noite de domingo, 7 de outubro. Até lá, contam-se os sobreviventes. Entre eles está Ciro Gomes, visto ontem em Brasília queixoso da vida: “É só fuxico, é só conchavo, é só rasteira, é só punhalada pelas costas.” O candidato do PDT não admite, mas é o responsável pelo próprio isolamento. Imolou-se.

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PT é avisado do risco de a indicação de Haddad minar pedido de registro de Lula

Na prática a teoria é outra indicação de Fernando Haddad (PT) a vice de Lula, com o reconhecimento público de que a vaga, na verdade, será de Manuela d’Ávila (PC do B), preocupa assessores do PT. Há o temor de que o acerto político fragilize de tal maneira a argumentação jurídica a favor do registro da candidatura do petista, hoje preso, que a ofensiva no Tribunal Superior Eleitoral ganhe ares de “causa fake”. Se o PT decidir ir à Justiça para garantir a presença de Haddad nos debates, dizem os auxiliares, pior ainda.

Natimorto Quem acompanha com atenção a batalha jurídica pela candidatura de Lula diz que o PT precisa entender que os sinais públicos de que há um plano B tendem a tirar o peso do pedido de registro do ex-presidente.

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Análise: Pressão do PCdoB fez PT mudar estratégia e lançar chapa 'triplex'

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2018 | 21h29

Pressionado pelo prazo do Tribunal Superior Eleitoral para a escolha dos candidatos a vice e pelo PCdoB, o PT foi obrigado a mudar sua estratégia original e tornar público que Manuela D’Ávila é a verdadeira escolhida para ser a companheira de chapa de Fernando Haddad nas eleições 2018.

Chapa triplex
"Chapa triplex" trata-se de uma alusão irônica ao caso do apartamento no Guarujá que levou a prisão do ex-presidente.  Foto: Adriano Machado/Reuters/Rafael Arbex/Estadão

A solução encontrada para resolver o impasse foi lançar a chapa "triplex", com Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Operação Lava Jato – na cabeça, Haddad vice e Manuela como "vice do vice".

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Rodrigo Maia ironiza Haddad como vice na chapa do PT nas eleições 2018: 'vai ser mais fácil'

Jonathas Cotrim, O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2018 | 23h12

BELO HORIZONTE - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), ironizou o registro do nome do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, como vice na chapa presidencial do PT nas eleições 2018. Ao lado candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, em Belo Horizonte, Maia disse que "vai ser mais fácil". “Com Fernando Haddad vai ser fácil comparar o que ele fez em São Paulo e o que o Alckmin fez”, disse.  

Rodrigo Maia
Maia também ironizou a aliança entre PT e PSB em nível nacional, que levou as executivas dos partidos a interferirem nas candidaturas estaduais. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Já o tucano adotou um tom mais ameno. “Nós sempre enfrentamos o PT e sempre o derrotamos em São Paulo. Vamos trabalhar para vencê-los, mas não é uma vitória de natureza pessoal contra quem quer seja”, afirmou o ex-governador de São Paulo. 

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Partidos que são feudos

O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2018 | 04h00

Recente estudo acadêmico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) indicou que a militância partidária é mais ativa e frequente do que às vezes se pensa. Por exemplo, mesmo em ano não eleitoral, os filiados participam das atividades das legendas. Em tese, esse dinamismo da militância é extremamente positivo, já que indicaria que os partidos não são meras siglas, mas vibrantes entidades, conectadas de fato com seus integrantes. No entanto, sabe-se bem que, na prática, uma conclusão assim não é cabal.

Por maiores que sejam a militância e a participação, os partidos políticos no País continuam sendo feudos, controlados por alguns poucos caciques, que atuam como se fossem seus proprietários. As recentes negociações com vistas às próximas eleições mostraram uma vez mais que eventuais coligações entre as legendas não são definidas nas convenções partidárias, com o voto dos respectivos filiados. Tudo é acertado antes pelos mandachuvas, de acordo exclusivamente com seus interesses.

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