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Mano Brown pôs o dedo na ferida do PT

POR BERNARDO MELLO FRANCO

 O GLOBO

Haddad e Manuela ouvem Mano Brown na Lapa

Num palanque com Chico e Caetano, o centro das atenções foi Mano Brown. O rapper fez o discurso mais forte do ato dos artistas com Fernando Haddad. A fala surpreendeu o candidato e a plateia, que encheu a Lapa na noite de terça-feira.

O líder dos Racionais começou reclamando do clima de festa. “Não tá tendo motivo pra comemorar”, disse. Na contramão dos petistas que prometiam uma “virada”, ele admitiu que não acreditava em vitória no domingo. “Não estou pessimista. Sou realista”, justificou.

Brown criticou quem estigmatiza os eleitores de Jair Bolsonaro, que recebeu 46 milhões de votos no primeiro turno. “Não consigo acreditar que pessoas que me tratavam com tanto carinho se transformaram em monstros”, disse. Ele também detonou a comunicação da campanha do PT. “Se não tá conseguindo falar a língua do povo, vai perder mesmo”, sentenciou.

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Discurso para governar

William Waack, O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2018 | 03h00

 

Tem um discurso para ganhar eleição e tem um discurso para governar. Dizem que a frase é de Tancredo Neves. Diante de uma eleição que as pesquisas de intenção de voto apontam como decidida já desde o primeiro turno, resta saber que outro discurso Jair Bolsonaro está disposto a empregar. O de ganhar a eleição deu certo.

Talvez alguns gestos de quem – se as pesquisas estão certas – vai ser o novo presidente brasileiro permitam vislumbrar que ele sabe a diferença entre realidade e retórica. A intenção por ele manifestada de preservar alguns quadros da atual equipe econômica, por exemplo. Faz supor que reconhece a existência de funcionários públicos que servem ao Estado e não ao governo da vez.

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Sem internet, comunidades rurais dependem de rádio para definir voto

João Pedro PitomboLalo de Almeida FOLHA DE SP
 
SALVADOR

Sentado em uma cadeira de plástico, o agricultor aposentado Raimundo Nonato da Silva, 63, aperta os olhos e aproxima-se da tela de um computador da Folha na qual aparece uma foto do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

"Sei quem é não", diz ele, que minutos depois repete a mesma frase ao deparar-se com uma foto de Fernando Haddad (PT), adversário de Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial que será definida neste domingo (28). 

Numa campanha eleitoral marcada pela difusão de informações sobre a eleição em redes sociais online, comunidades rurais do sertão nordestino ainda dependem da televisão e do rádio para acompanhar os candidatos e definir seus votos.

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Segundo dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 35,2% da população acima de dez anos do país não eram conectadas à internet no final de 2016, o que dá cerca de 63,3 milhões de brasileiros.

Raimundo Nonato é um deles --não sabe o que é um meme, não usa o WhatsApp, nem recebeu notícias falsas pelo telefone celular. 

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O ego de Lula

O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2018 | 05h00

 

Por mais que o PT tenha se esforçado para fingir que seu candidato à Presidência, Fernando Haddad, não é um mero preposto de Lula da Silva, há algo que nenhum truque de marketing será capaz de mudar: o PT sempre foi e continuará a ser infinitas vezes menor do que o ego de Lula. Na reta final da campanha eleitoral, justamente no momento em que Haddad mais se empenha para buscar apoio fora da seita lulopetista, o demiurgo de Garanhuns, decerto inquieto na cela em que cumpre pena por corrupção, resolveu divulgar uma carta para exigir - a palavra adequada é essa - que todos reconheçam a inigualável grandeza de seu legado como governante e que votem no seu fantoche se estiverem realmente interessados em salvar a democracia brasileira, supostamente ameaçada pelos “fascistas”.

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Joice diz que PT se mostrou uma quadrilha, não um partido

Para deputada federal mais votada da História do Brasil, STF tem dívida eterna com povo brasileiro, que não suporta mais sustentar privilégios da casta do funcionalismo público

José Nêumanne

24 Outubro 2018 | 19h40 O ESTADO DE SP

Para Joice, “sem a Lava Jato nosso país permaneceria nas mãos da quadrilha petista.” Foto: Acervo pessoal

A mais votada deputada federal na História do Brasil, Joice Hasselmann (PSLSP) não tem papas na língua quando o assunto é PT: “Eles mentiam durante a campanha, mentiam na imprensa, mentiam para o mercado, mentiam para o povo e faziam negócios usando o governo como um inesgotável balcão. Defendi ininterruptamente a extinção do PT, que se mostrou uma quadrilha, e não um partido”. Protagonista da série Nêumanne Entrevista no blog, ela também rasga todas as sedas para Sergio Moro, que biografou, e policiais e procuradores federais sob a égide dele: “A Lava Jato tirou as escaras dos olhos do povo e provou que ninguém, nem mesmo o presidente de um país, está acima da lei”

 

Aécio Neves, que será seu colega na Câmara, recebeu dela diagnóstico duro: “Ninguém decente e com autoridade moral sai de uma campanha presidencial com 50 milhões de votos, assiste às aves de rapina voltarem ao poder e resolve ‘tirar férias’ a partir daí. Aquela postura do Aécio me parecia muito mais que fraqueza, preguiça, frouxidão. Quando ele apareceu sujo com a mesma lama em que o PT chafurdava, tudo fez sentido”.Prometeu ajudar na Câmara dos Deputados o projeto reformista de Bolsonaro, caso ele passe pelo teste definitivo das urnas. Segundo ela, “o povo não aguenta mais esse engessamento, esse monte de mentiras, essa ostentação cafona dentro da política”.

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