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O Brasil precisa de seus eleitores

Numa eleição tão fundamental para o destino do Brasil, pesquisas apontam que os votos brancos e nulos lideram a preferência dos eleitores. É uma posição compreensível diante de tudo o que vimos e vemos na política. Mas é também muito triste e traz alto risco.


Não podemos abdicar das urnas e desistir da luta. Mais do que nunca, o Brasil precisa dos nossos votos.
Não há nada mais cruel que o desemprego, a pessoa querer trabalhar e não conseguir. É desesperador não ter acesso à assistência médica ou se sentir diariamente ameaçado pela violência. As notícias sobre a corrupção e os privilégios são revoltantes.

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Alckmin terá 44% da TV; líderes, Bolsonaro e Marina dependerão da internet

Ranier BragonBruno Boghossian
BRASÍLIA

Líderes na corrida eleitoral nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e a ex-ministra Marina Silva (Rede Sustentabilidade) terão, juntos, menos de 5% do espaço da propaganda de TV e rádio, que começa no próximo dia 31.

em perspectiva de alianças relevantes e também com palanques fracos nos estados, os dois candidatos serão obrigados a tentar suprir na internet a fragilidade estrutural de suas campanhas.

Em cada bloco do horário eleitoral, Bolsonaro terá direito a apenas 7 segundos, menos de 1% do total.

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Sem outsider, antiga polarização PSDB e PT volta a ter hegemonia

Gilberto Amendola e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2018 | 05h00

A sedimentação das articulações partidárias para a disputa peloPalácio do Planalto manteve em campos hegemônicos a polarização que nos últimos 24 anos domina as eleições presidenciais no Brasil. PSDB e PT saem das convenções que oficializaram as candidaturas liderando seus respectivos campos ideológicos: o da centro-direita e o da centro-esquerda.

Doze anos depois de disputar a Presidência contra Luiz Inácio Lula da Silva, o tucano Geraldo Alckmin teve o seu nome novamente confirmado como o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto na convenção realizada neste sábado, 4, em Brasília. A exemplo de 2006, Alckmin disse acreditar que o PT será o seu principal adversário na disputa deste ano

Na capital paulista, o PT oficializou Lula, condenado e preso na Lava Jato, como candidato. Porém, a cúpula do PT passou a discutir a possibilidade de um 'Plano B' - o ex-presidente está potencialmente inelegível com base na Lei da Ficha Limpa.

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‘O PT tem esse sentido exclusivista de partido’, afirma presidente do PSB

Pedro Venceslau e Renan Truffi/BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2018 | 05h00

Na convenção marcada para hoje, em Brasília, o PSB vai referendar o acordo de neutralidade na eleição presidencial proposto pelo PT. Mas o termo não deverá aparecer no ofício que será apresentado pelo presidente nacional do partido, Carlos Siqueira. Em vez de neutralidade, Siqueira deve dizer que o PSB optará pela “não coligação”. “Penso que o ideal seria ter um candidato de outro partido com apoio de toda a esquerda, mas isso não foi possível. Temos de trabalhar isso para o futuro”, disse ele, em entrevista ao Estado. Ao afirmar que foi voto vencido nessa questão, o dirigente criticou o “sentido exclusivista” do PT e defendeu uma “reciclagem” no campo da esquerda.

Como o sr. avaliou a estratégia do PT de trabalhar contra o apoio do PSB ao PDT?

Não é de hoje que o PT tem esse sentido exclusivista de partido, o que é um aspecto negativo. Seria o momento agora, como poderia ter sido em 2014 com o PSB, de apoiarem uma candidatura fora do âmbito do PT. Vejo o PT como o partido que sempre vai querer manter a hegemonia na esquerda. Ocorre, entretanto, que política é força. Ou você tem ou não tem. Quem não tem o suficiente vai ter de estar junto dos que demonstram maior força. Mesmo com o candidato do PT preso, o ex-presidente Lula tem a maior intenção de voto do País. Goste ou não do Lula, ele é a única liderança popular do País. 

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Larga o osso, Lula!

Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2018 | 05h00

Fecha-se o tabuleiro presidencial hoje, com aquela peça disforme e mal colocada que segura o jogo e imobiliza o próprio lado: Lula, preso há 100 dias, sem conseguir dar o sinal verde para Fernando Haddad parar de fingir que não é candidato e para Manuela Dávila parar de fingir que é.

Com a avalanche de convenções no fim de semana, vai se fechando a escolha dos vices com dois focos claros, resultados não de amor ou de saudável afinidade ideológica, mas do puro pragmatismo. Daí a preferência por mulheres e/ou nomes do Rio Grande do Sul.

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