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Cidade do Ceará abriga a maior fazenda de acerola do mundo com faturamento de R$ 160 milhões

Escrito por Luciano Rodrigues / DIARIONORDESTE

 

 

Ubajara, na Serra da Ibiapaba, integra o principal polo agrícola do Ceará, responsável por mais de 30% da produção do Estado. É nesse ambiente que está instalada a maior fazenda de produção de acerolas orgânicas do mundo.

A Fazenda Nutrilite Brasil, com 1,3 mil hectares, pertence à Amway, multinacional estadunidense de produtos de saúde e nutrição, e fatura cerca de R$ 160 milhões por ano.

Em entrevista ao Diário do Nordeste, Joaquim Duran, diretor de operações do empreendimento, explica que a produção de acerola em Ubajara não tem como objetivo o uso da fruta fresca.

As acerolas da fazenda são colhidas verdes, antes de estarem maduras. Isso acontece porque, nessa etapa do desenvolvimento da planta, ela concentra um teor maior de ácido ascórbico, comercializado como vitamina C.

 

"O carro-chefe é a acerola verde, que tem o dobro da vitamina C da madura e 80 vezes mais do que a laranja. Com a acerola madura, fazemos também polpas de fruta e cosméticos", explica. 

Como é feita a produção de acerola orgânica?

A produção de acerola, seja ela própria ou de agricultores parceiros, é feita colhendo a fruta ainda verde. Segundo Duran, o processamento é feito para que o alimento seja transformado em pó. 

Esse material é comercializado como vitamina C mastigável orgânica, carro-chefe da Nutrilite Brasil.

Os principais destinos dos produtos são Estados Unidos, China e França. Uma pequena parte vai para a Austrália ou permanece no mercado brasileiro.

Além de uma plantação própria para produzir acerola em pó, a fazenda conta com agricultores parceiros em diversas regiões do Ceará e de outros estados.

"A nossa fábrica é em Ubajara, mas compramos matéria-prima tanto do Piauí (Parnaíba), como também de Pernambuco (Petrolina) e Bahia (Sobradinho). Compramos também na região da Serra da Ibiapaba - maior parte vem daqui - e da Chapada do Apodi. Depende muito da demanda", observa Joaquim Duran. 

Mais de 10 mil empregos gerados pela produção de acerola orgânica

O diretor de operações do empreendimento afirma que a produção da fruta orgânica tem todas as certificações, incluindo religiosas, como a halal

Dos 1,3 mil hectares da fazenda, 200 são dedicados ao plantio próprio de acerola. Os demais produtores parceiros, somados aos 280 trabalhadores fixos da fábrica, totalizam mais de 10 mil empregos no período da safra.

"Investimos de R$ 6 milhões a R$ 10 milhões por ano. Neste ano, vamos investir na faixa de R$ 7 milhões na parte de produção, compra de equipamentos e frotas", projeta Duran.

O faturamento mensal gira em torno de R$ 12 milhões, valor que pode variar conforme o desempenho do plantio e da produção da vitamina C em pó.

A Nutrilite Brasil não pretende expandir a fábrica para outras cidades, mas ampliar as áreas de cultivo para garantir o que Duran chama de "homogeneidade da safra".

"Pretendemos ampliar as terras para diversificar a produção e buscar maior segurança para evitar problemas de chuva e seca", destaca.

 

25 de Maio de 2026 - 14:00
capa da noticia
Legenda: Com mais de 1,3 mil hectares, Fazenda Nutrilite Brasil é a maior produtora de acerolas orgânicas do mundo.

 

Prêmio aos golpistas

Por Notas & Informações / O ESTADÃO DE SP

 

O governo dos EUA anunciou a criação de um fundo de US$ 1,776 bilhão para compensar supostas vítimas de “perseguição judicial” durante a gestão anterior, do democrata Joe Biden. Como tudo na administração de Donald Trump, o valor do fundo tem função simbólica: trata-se de uma alusão ao ano da Independência dos EUA, que completa 250 anos agora em julho.

 

Abastecido com recursos do Tesouro, o fundo pode resultar na transferência de recursos do contribuinte americano para aliados e apoiadores de Trump. Vândalos que depredaram o Capitólio no fatídico 6 de Janeiro estão entre os potenciais beneficiados pelo chamado Anti-Weaponization Fund.

 

Paralelamente, o Departamento de Justiça anunciou, de forma discreta (ou envergonhada), um acordo segundo o qual a Receita Federal dos EUA (IRS, na sigla em inglês) fica impedida “para sempre” de prosseguir com ações fiscais contra o presidente, sua família ou suas empresas. Trump pleiteava uma indenização de US$ 10 bilhões do IRS por suposto vazamento de informações.

 

É bastante provável que as duas medidas prejudiquem ainda mais a popularidade do republicano, que já se encontra no nível mais baixo de seus dois mandatos – apenas 37% dos americanos aprovam a gestão do republicano, segundo pesquisa do The New York Times/Siena.A popularidade baixa limita as chances dos republicanos de manterem o controle da Câmara e do Senado nas eleições de meio de mandato, agendadas para novembro.

 

Não que Trump pareça se importar com isso. Ele acaba de dinamitar mais uma candidatura de um republicano que ousou discordar dele. Contrário às ações militares dos EUA na Venezuela e no Irã, o deputado pelo Kentucky Thomas Massie perdeu para o colega de partido Ed Gallrein a primária republicana para disputar a eleição de novembro. Gallrein recebeu endosso e apoio publicitário milionário de Trump, enquanto Massie, que também desagradou ao presidente por pressionar pela divulgação de arquivos relacionados a Jeffrey Epstein, foi taxado de “desleal”, “canalha” e “idiota”.

 

Não é de hoje que Trump humilha o próprio partido. Para o presidente, só é republicano digno do nome quem o apoia incondicionalmente. Trump esmaga qualquer um que ouse questioná-lo, mesmo que totalmente embasado na Constituição ou na racionalidade.

 

Quem se alinha incondicionalmente ao presidente também alinha-se a uma gestão que desagrada ao eleitor americano por ações como a guerra no Irã, que tem pesado cada vez mais no bolso do cidadão médio. Já quem contesta o presidente perde chance até de concorrer nas eleições parlamentares.

 

Desmoralizada pelas ações erráticas de Trump, a quem os republicanos definitivamente não conseguem controlar, a direita americana no momento parece contar com um único trunfo: a miséria do lado democrata, que até agora limitou-se a se apresentar como a antítese de Trump, sem propor aos eleitores uma visão que vá além desse embate. O resultado, por ora, é a apatia.

Havana no fio da navalha

Por Notas & Informações / O ESTADÃO DE SP

 

O indiciamento de Raúl Castro por um tribunal federal americano, três décadas após o abate de aviões civis americanos, dificilmente alterará o seu destino judicial. Aos 94 anos, protegido por um regime fechado e cercado pelo aparato de segurança que ajudou a construir, é improvável que o antigo ditador cubano acabe numa corte em Miami. Ainda assim, a decisão não pode ser reduzida a um gesto simbólico ou uma reparação tardia. Ela sugere que Washington passou a enxergar Cuba menos como um impasse histórico a ser administrado e mais como um regime vulnerável, pressionável e talvez transformável.

 

Essa mudança coincide com a crise mais aguda vivida pela ilha desde o colapso soviético. Hospitais operam sob escassez permanente. O transporte é errático. A dependência do petróleo venezuelano, durante anos um dos pilares silenciosos da sobrevivência cubana, tornou-se um passivo insustentável após a queda de Nicolás Maduro e o bloqueio promovido pela Casa Branca. O país importa cerca de 80% de seus alimentos e enfrenta dificuldade até para manter seu sistema elétrico – apagões de 20 horas são rotina.

 

A fábula da revolução igualitária foi há muito soterrada sob um sistema opaco, concentrado e predatório. O centro de gravidade da economia já não está no Partido Comunista propriamente dito, mas na Gaesa, conglomerado controlado pelas Forças Armadas que domina hotéis, portos, remessas, varejo, construção civil e parte expressiva das divisas da ilha. Enquanto a população convive com racionamentos e deterioração acelerada dos serviços públicos, uma oligarquia político-militar preserva acesso a dólares, importações e zonas protegidas da economia. Socialismo para o povo, capitalismo de compadrio para a nomenklatura.

 

A estratégia americana parece desenhada para atingir esse núcleo. As sanções recentes miram empresas ligadas à Gaesa. O bloqueio energético busca aprofundar o desgaste interno. A ajuda humanitária oferecida por Washington vem condicionada à distribuição pela Igreja Católica ou organizações independentes, contornando o Estado. Ao mesmo tempo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, filho de cubanos, dirige mensagens à população, descrevendo o Politburo como uma oligarquia que sequestrou os recursos nacionais. O tom é agressivo, mas coerente. Há uma tentativa de separar regime e sociedade.

 

A tática integra uma doutrina geopolítica. O governo Trump voltou a tratar o Caribe como área de interesse estratégico. A presença chinesa e russa aparece com frequência crescente nos discursos de Washington, assim como a preocupação com fluxos migratórios e instabilidade regional. O indiciamento de Castro se encaixa nesse ambiente de pressão hemisférica.

 

A comparação entre a Cuba castrista e a Venezuela chavista é incontornável, mas encontra limites importantes. O regime de Maduro convivia com facções rivais e estruturas paralelas de poder. Cuba preserva uma cadeia de comando mais compacta, um sistema de vigilância social muito mais antigo e uma dissidência esmigalhada por décadas de exílio, repressão e exaustão social. Não há resquícios de instituições democráticas, nem sequer um sucessor evidente, como Delcy Rodríguez em Caracas, capaz de conduzir uma abertura negociada.

Pressionar regimes autoritários costuma ser mais simples do que administrar sua ruína. A economia cubana se mostra cada vez menos sustentável. A legitimidade revolucionária se desintegrou há muito tempo. Mesmo assim, colapsos políticos raramente obedecem ao roteiro imaginado por quem os acelera. Eles podem produzir endurecimento repressivo, convulsões intestinas ou ondas migratórias difíceis de conter.

 

Durante décadas, Cuba permaneceu suspensa numa espécie de congelamento histórico: pobre, isolada, autoritária e surpreendentemente estável. Essa estabilidade foi devorada por dentro. A “Revolução” é só uma fachada em ruínas para um extrativismo voraz e autodestrutivo. Washington percebeu a fragilidade e decidiu testá-la. A longa disputa com o regime comunista parece se encaminhar para uma rodada final. Se Trump joga por uma transição negociada ou uma ruptura violenta, ninguém sabe – talvez nem ele mesmo.

Novos exames para recém-formados refletem deficiências do ensino superior

A sede do Ministério da EducaçãoA sede do Ministério da Educação — Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo

 

Em 2011, quando avaliou o exame da Ordem dos Advogados do Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou constitucionais as provas de qualificação elaboradas por conselhos profissionais, desde que respaldadas por lei federal. Nos últimos tempos, ganharam força tentativas de instaurar exames dessa natureza como forma de compensar a incapacidade do ensino superior brasileiro de formar profissionais com preparo adequado.

 

No ano passado, o próprio Ministério da Educação (MEC) instituiu o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), para avaliar os formados nas faculdades de medicina. Tramitam no Congresso seis projetos de lei com o objetivo de referendar exames de proficiência aplicados por entidades de classe. Neste mês, a proposta do Exame de Habilitação Profissional em Medicina Veterinária passou pela Câmara e foi remetida ao Senado. Em fevereiro, o Exame Nacional de Proficiência em Medicina foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Outros quatro projetos se destinam a enfermeiros, dentistas, biomédicos e professores.

 

O MEC deve ter a prerrogativa de autorizar e reconhecer cursos de nível superior, mas faz sentido permitir que haja exames para exercício de certas profissões. Há fartos exemplos noutros países. Nos Estados Unidos, destaca-se o exame para advogados, exigido pela Bar Association, a OAB americana. No Reino Unido, conselhos profissionais independentes avaliam estudantes de medicina britânicos e médicos formados no exterior, e a advocacia obedece a regras semelhantes. Na Alemanha, o próprio Estado submete recém-formados a testes. Venha de universidades públicas ou privadas, o estudante de medicina, Direito e de outras áreas só recebe o diploma se aprovado.

 

Mas é preciso atenção com o uso desses exames como barreira à entrada de novos profissionais no mercado. A própria regulamentação de profissões precisa ser avaliada com equilíbrio. Não pode ser demasiado restritiva nem liberal em excesso. Um caso de flexibilização sensata foi a revisão, feita pelo STF, de uma interpretação restritiva de decretos do primeiro governo Getúlio Vargas sobre oftalmologistas. No final de 2021, a Corte permitiu que optometristas com formação superior também pudessem examinar quem tem problemas de visão e receitar óculos, sem autorizá-los a fazer qualquer tipo de cirurgia ou procedimento oftalmológico. Nos Estados Unidos, o Conselho Estadual de Odontologia da Carolina do Norte tentou proibir que salões de beleza e esteticistas fizessem clareamento dental. A Comissão Federal de Comércio interveio para evitar o monopólio de dentistas nesse serviço.

 

No mundo ideal, as faculdades só formariam profissionais de alto nível. No Brasil, contudo, ainda há muito a melhorar no ensino superior, principalmente nas faculdades privadas. Exames para recém-formados se justificam como filtro em profissões de risco, como medicina ou veterinária. Mas não podem servir como instrumento de engessamento do mercado de trabalho com objetivos corporativistas.

Nós contra eles’

Por Merval Pereira / O GLOBO

 

Flávio Bolsonaro e LulaFlávio Bolsonaro e Lula — Foto: Reprodução

 

Pelas informações que circulam no meio político, o presidente Lula pretende imprimir num eventual quarto mandato uma radicalização à esquerda que não esteve presente em nenhum dos anteriores. Já havia a suspeita de que ele pudesse querer deixar essa marca durante seu governo, embora, na campanha, pudesse vender a imagem de moderado para atrair um eleitor não petista que não pretenda votar em Flávio Bolsonaro. Como sempre se soube, na política uma coisa é o que se diz na campanha, outra é o que se faz durante o governo. Mas os relatos dão conta de que Lula está animado com a queda de Flávio nas pesquisas e pretende acelerar a tática do “nós contra eles”, se apoiando mesmo nas medidas já tomadas de isenção do Imposto de Renda para os que ganham até R$ 5 mil e nos ataques aos “banqueiros e milionários” que diz se aproveitarem da desigualdade social do país para enriquecer mais ainda.

 

 

O envolvimento de Flávio com o ex-banqueiro trambiqueiro Daniel Vorcaro, colocando o escândalo do Banco Master no colo do bolsonarismo, seria outra oportunidade para explorar a pretensa perversidade dos ricos contra os pobres, confirmada pelo desvio de verbas da Previdência para investimentos inseguros de vários estados, como o Rio de Janeiro. No pacote, pode até mesmo voltar o imposto sobre grandes fortunas, que já causou problemas em diversos países da Europa e em estados dos Estados Unidos.

 

Fazendo isso, o candidato Lula contradiz sua própria experiência, pois sempre que foi para o centro político ganhou a eleição. Se radicalizar, dará razão aos que temem justamente esse estado de coisas, acusando-o de ser um esquerdista perigoso. Flávio ficaria reforçado em sua posição antagônica e provavelmente ganharia novamente apoio do mercado financeiro e dos eleitores de centro-direita que se decepcionaram com sua aproximação de Vorcaro.

 

A mais recente pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República — BTG/Nexus — mostra o mesmo resultado do Datafolha, com queda de Flávio depois da divulgação dos áudios com Vorcaro. Na verdade, o resultado ainda mostra empate técnico, na margem de erro, com vantagem numérica ampliada de Lula. Foi um estrago pequeno para Flávio, mas outros fatos podem aparecer neste mesmo episódio, porque ainda há muita coisa mal explicada. Se for descoberto que parte do dinheiro do filme sobre Jair Bolsonaro foi desviado para sustentar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, ou se Mário Frias teve algum tipo de remuneração além do devido, se ficar provado que o dinheiro não era apenas para o filme, aumenta a crise para Flávio.

 

Há ainda as delações premiadas, em que pode aparecer muita coisa, inclusive sobre Lula. Teremos de esperar. Nenhum candidato da direita se mostrou viável até agora para substituir Flávio e, se não surgir nada definitivo contra ele, será o candidato desse campo no segundo turno. Muitos que agora se desiludiram e não votam em Lula acabarão votando nele mesmo. Apenas algo muito grande e escandaloso que retire Flávio da disputa pode mudar o quadro.

 

Do jeito que vai, Lula e os Bolsonaros têm apoio cego dos eleitores. Nada os abala. Lembremos que Lula ganhou uma eleição no auge do mensalão. Se bem que pediu desculpas, disse que foi traído, mas era uma crise imensa, e ele conseguiu superar. Não será surpresa, porém, se Bolsonaro conseguir superar esta crise. Os dois são líderes populistas, carismáticos, que têm apoio firme de grande parte do eleitorado próprio. A disputa prosseguirá até o fim da campanha. Não acredito que Bolsonaro troque um filho por Michelle. Ele prefere perder com Flávio a ganhar com qualquer outro. Qualquer um que não fosse de sangue passaria a ser o líder da direita, e ele perderia a importância.

Redução da fila joga luz sobre alta do gasto do INSS

A redução da fila do INSS foi negligenciada nos três primeiros anos de mandato. Depois de um recorde de 3,1 milhões de requerimentos em fevereiro, o número caiu para 2,3 milhões em maio. Houve uma redução de 8% em apenas 15 dias, segundo o Ministério da Previdência.

A ineficiência do INSS é crônica. Em outubro de 2025, quase metade dos 18,8 mil servidores (46%) ainda trabalhava em regime remoto integral ou parcial. Agências operavam com 70% dos postos fechados ao público.

A infraestrutura física também está sucateada por falta de verbas, o que talvez impeça, de acordo com o próprio instituto, o necessário retorno de maior contingente ao trabalho presencial. Casos urgentes não são priorizados por falta de tecnologia e gestão, gerando sofrimento e judicialização desnecessária.

É inevitável constatar que, em quatro anos de mandato, o governo Lula não investiu seriamente em modernização e cruzamento de dados para distinguir fraudes de demandas reais. Os improvisos eleitoreiros revelam agora a extensão do descaso.

Expõem com mais clareza, ainda, a trajetória alarmante de expansão de gastos com aposentadorias e BPC que, impulsionados pela demografia, vão retirando espaço orçamentário de serviços e investimentos públicos.

 

Nos cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI, ligada ao Senado), só os gastos previdenciários do INSS devem saltar do equivalente a 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB), no ano passado, para 9,1% até 2030. Tal cenário demanda reformas e ajustes cujo debate está sendo adiado, como de costume, para depois das eleições.

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