Zezinho Albuquerque ressalta quantidade de obras entregues e em execução pelo Governo do Estado
Por Luciana Meneses / ALECE
Deputado Zezinho Albuquerque (Progressistas) - Foto: Júnior Pio
O deputado Zezinho Albuquerque (Progressistas) ressaltou a quantidade de obras inauguradas por todo o Estado, durante seu pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (16/06).
De acordo com o parlamentar, qualquer cearense pode comprovar a quantidade de obras entregues ou em execução nos mais diversos municípios. “Se tem algo que tem dado gosto a qualquer cearense é ver quanta coisa boa está sendo entregue. Todos os municípios recebendo o programa Sinalize, com suas ruas sendo asfaltadas. Nossas estradas duplicadas, passagens molhadas, praças, açudes, saneamento”, salientou.
Zezinho Albuquerque ponderou ainda que há muito o que se fazer, mas que este governo de continuidade tem comprovado seu compromisso com a população cearense e vem quebrando recordes de obras entregues.
Edição: Lusiana Freire
Dra. Silvana defende importância de ampliar investimentos na saúde de Maracanaú
Por Giovanna Munhoz / ALECE
Deputada Dra. Silvana (PL) - Foto: Júnior Pio
A deputada Dra. Silvana (PL) defendeu, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta terça-feira (16/06), a importância de ampliar investimentos na área da saúde no município de Maracanaú.
Segundo a parlamentar, é necessário que os investimentos em ações culturais sejam acompanhados pelo fortalecimento dos serviços públicos essenciais. “Estive nas festividades de São João de Maracanaú e a estrutura é faraônica. Entendo a importância da festa, mas também entendo que a implantação de um hospital pediátrico na cidade seja essencial”, disse.
Dra. Silvana assinalou que a população infantil precisa de uma estrutura adequada para atendimento. “As crianças são atendidas em um puxadinho de um hospital adulto. Isso não está certo. É preciso que Maracanaú tenha uma unidade infantil”, apontou.
Citando indicadores socioeconômicos do município, a parlamentar defendeu maior equilíbrio na aplicação dos recursos públicos. “A renda per capita de Maracanaú é de R$ 57 mil. Aqui em Fortaleza, a renda per capita é de R$ 35 mil e temos hospital pediátrico. Vou lutar continuamente por essa unidade de saúde em Maracanaú”, afirmou.
Edição: Vandecy Dourado
Bruno Pedrosa lamenta demora na votação de projetos no Congresso
Por Ricardo Garcia / ALECE
Deputado Bruno Pedrosa (PT) - Foto: Júnior Pio
O deputado Bruno Pedrosa (PT) lamentou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta terça-feira (16/06), que pautas importantes e de interesse dos cidadãos cearenses e brasileiros não estejam sendo votadas pelo Congresso Nacional.
Para o parlamentar, é motivo de honra para qualquer ator político alcançar uma posição tão importante como a Presidência do Senado Federal, no sentido de dar a sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social do País.
“O que tem acontecido, infelizmente, é que o atual presidente do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre (União/AP), pauta qualquer coisa no Senado, menos as pautas de interesse do País, as pautas de interesse do cidadão mais simples e que precisa do Legislativo nacional”, avaliou Bruno Pedrosa.
Segundo ele, é incompreensível e inadmissível que iniciativas como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que dispõe sobre competências da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios relativas à segurança pública, e a PEC do Fim da Escala de Trabalho 6x1 não sejam pautadas no Senado.
“Como explicar para o cidadão cearense que esses projetos estão parados no Senado? É um Congresso que se pauta apenas por interesses pessoais das mais variadas condições, menos para ajudar o povo mais humilde e que mais precisa. Isso serve de alerta para que possamos escolher melhor os nossos representantes”, apontou o deputado.
Edição: Vandecy Dourado
TRE-CE revoga liminar e libera volta de propaganda do PSDB com Ciro Gomes no rádio e na TV
O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) revogou, nesta terça-feira (16), a decisão liminar que havia suspendido a veiculação de duas inserções partidárias do PSDB protagonizadas pelo ex-ministro e pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB). Conforme a denúncia feita pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, o material era exibido nas emissoras de rádio e televisão do Estado.
Por unanimidade, a Corte acolheu preliminares apresentadas pela defesa de Ciro e da Federação PSDB-Cidadania, extinguindo o processo sem resolução do mérito. Com isso, a liminar concedida anteriormente perdeu seus efeitos e as propagandas podem voltar a ser exibidas.
Em seu voto, o relator do caso, o desembargador eleitoral Wilker Macêdo Lima, defendeu o acolhimento das preliminares de ilegitimidade passiva. Na prática, a Corte entendeu que Ciro e a federação não poderiam responder à ação da forma como foram incluídos no processo, o que levou à extinção do caso sem análise do mérito.
Entenda o caso
A ação questionava inserções partidárias veiculadas pelo PSDB no Ceará. Em decisão liminar, publicada no sábado (13), o desembargador eleitoral Wilker Macedo Lima havia determinado a suspensão das duas propagandas. Em análise preliminar, ele entendeu que as propagandas foram usadas para "divulgação e massificação" do nome de Ciro Gomes.
Para o magistrado, aquela conduta configuraria um "desvirtuamento do objetivo da propaganda partidária" e um risco de "dano ao equilíbrio do processo democrático".
Com o julgamento do recurso pelo TRE-CE, a Corte não analisou o mérito do pedido feito pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). Os desembargadores entenderam que havia questões processuais preliminares que impediam o prosseguimento da ação, resultando na extinção do processo.

Bets e dízimo a igrejas moem pobres com fantasia de salvação mágica
No grande teatro da miséria humana, a esperança é a moeda de troca mais valiosa. O desespero, por sua vez, funciona como o ingresso VIP para um espetáculo de ilusões.
Nesse palco, atualmente no nosso país, operam duas máquinas implacáveis de moer pobre. Elas vestem fantasias distintas para encenar a mesma tragicomédia. De um lado, temos o dízimo cobrado sob a ameaça do fogo eterno e a promessa de um paraíso financeiro. Do outro lado, brilham os sites de apostas, as famosas bets, que acenam com a riqueza instantânea a um clique de distância.
Ambos os sistemas são exploradores da fé e da agonia. Eles operam sob a batuta do arquétipo do Trickster: malandro, embusteiro, vigarista e enganador. Esse trapaceiro mítico e zombeteiro nos seduz com promessas cintilantes para esvaziar os nossos bolsos e as nossas almas no apagar das luzes. É fascinante observar como os mecanismos de transferência de renda dos mais vulneráveis para os mais espertos são idênticos.
Vendem-se promessas sem qualquer garantia. Pode ser o milagre divino inquestionável ou o sorteio cego do algoritmo. O apelo emocional é sempre covarde e fisga o indivíduo pela jugular do sonho. Quem lucra de verdade são lideranças que vivem do suor alheio. Elas desfilam em jatinhos e carros de luxo e transformam o altar e a internet em palcos lucrativos. Podem ser pastores com suas roupas, relógios e carros de luxo e cintilantes ou influenciadores digitais ostentando desde a camisa do seu time do coração até jatinhos e iates caríssimos.
Quando a promessa falha, a isenção de responsabilidade é imediata e cínica. Para a igreja, a desculpa é a vontade de Deus ou a falta de fé do irmão. Para a plataforma de apostas, a justificativa é a falta de sorte naquela noite. Os números dessa falsa alquimia são estarrecedores e pintam um retrato sombrio do nosso Brasil.
Em 2025, o mercado legal de apostas online atraiu mais de 25 milhões de brasileiros e teve uma receita bruta absurda de R$ 37 bilhões. Do outro lado do balcão da fé, as cifras também assustam. Investigações apontaram que apenas a Igreja Universal do Reino de Deus movimentou cerca de R$ 42 bilhões em doações bancárias em um período de quatro anos e meio.
Não é por acaso que o Censo de 2022 revelou que o Brasil possui mais de 579 mil estabelecimentos religiosos. Esse número supera com folga a soma de todas as escolas e hospitais do país. Sob a lente da psicologia analítica de Carl Gustav Jung, percebemos a gravidade do fenômeno. Tanto o templo quanto o aplicativo funcionam como telas em branco para a projeção da nossa Sombra e do nosso anseio inato por salvação.
O indivíduo esmagado pela desigualdade e pela falta de perspectiva projeta no líder religioso ou na roleta virtual a figura do salvador mágico. Ele abdica da sua autonomia e do seu poder de agência.
Somos confrontados com a figura do Puer Aeternus. Essa criança eterna dentro de nós que recusa o trabalho árduo da realidade e implora por um resgate fantástico. As bets e a teologia da prosperidade alimentam essa fantasia infantil. Elas oferecem uma alquimia corrompida que promete transformar o chumbo do sofrimento diário no ouro da riqueza instantânea.
O resultado físico e simbólico dessa exploração é percebido pela quantidade de sintomas mentais e, consequentemente, físicos. Os corpos adoecem pela ansiedade crônica da aposta perdida. Os estômagos são corroídos pela culpa religiosa asfixiante. As mentes se fragmentam pelo endividamento, e as famílias se rompem em silêncio. Afinal, quem não aposta é excluído da roda de amigos modernos e quem não devolve o dízimo é expulso do rebanho sagrado. A exploração é normalizada sob o disfarce perverso de ajuda ou entretenimento.
Chegamos então ao ápice da hipocrisia estrutural. O mesmo fiel que condena a aposta como um jogo de azar pecaminoso senta-se na primeira fileira do culto da prosperidade. Ele espera que os seus R$ 50 se multipliquem magicamente por obra do Espírito Santo. Um deposita na conta do pastor pela promessa de cura e riqueza. O outro deposita no site sediado em um paraíso fiscal pela promessa de retorno financeiro imediato.
Ambos saem mais pobres e sangrados por uma indústria do vício. Essa máquina usa algoritmos e bônus de boas-vindas ou se blinda com isenções fiscais e absoluta falta de transparência. A igreja na sua defesa ainda oferece o amparo social de uma cesta básica e o calor de uma oração compartilhada. A plataforma de apostas te deixa apenas com o brilho frio da tela do celular na madrugada.
A diferença real é que uma usa Deus como fiador inquestionável da ilusão e a outra usa o acaso matemático. A saída para esse labirinto não é escolher qual explorador tem a melhor lábia ou a melhor interface. O buraco é muito mais profundo. O problema central não é a dicotomia entre igreja e aposta. A verdadeira engrenagem é um país profundamente desigual e carente de educação financeira e de letramento teológico.
É preciso dizer que Malaquias 3:10 nunca foi um recibo de depósito bancário com garantia de salvação e prosperidade, apesar da ameaça de que reter os recursos de dízimos e oferendas equivale a roubar a Deus. Precisamos de reflexão crítica e de uma regulação séria. É urgente acabar com a farra da isenção fiscal para templos que operam como corporações financeiras. Também é fundamental impor limites draconianos às casas de apostas que lucram com o vício.
A pergunta que deveria ecoar na nossa autoconsciência não é a quem devemos entregar o nosso dinheiro suado. A verdadeira questão é: por que tantos brasileiros ainda precisam acreditar, desesperadamente, em milagres financeiros comprados a prestação?
Enquanto não tivermos educação universal e de qualidade que incentive o pensamento crítico, o autoconhecimento e a autonomia e enquanto não houver salários dignos e uma distribuição de renda menos criminosa, os mercadores de ilusão continuarão prosperando. Enquanto escolas e hospitais perderem de goleada para templos e cassinos virtuais, sempre haverá um espertalhão vendendo um pedaço do céu para quem já vive no inferno da sobrevivência diária.
A conta das universidades não fecha, de novo
Pelo terceiro ano consecutivo, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bloqueia verbas do Ministério da Educação para as universidades federais.
Por mais que a expansão contínua dos gastos promovida pela atual gestão petista gere desarranjo fiscal e restrições orçamentárias, como a que ora atinge o MEC, o fato inescapável é que o modelo de financiamento estatal dessas instituições de ensino superior precisa ser revisto.
Foram bloqueados R$ 1,6 bilhão em gastos discricionários (como manutenção, assistência estudantil, equipamentos, contas de luz e água, limpeza, segurança e terceirizados) e R$ 1 bilhão em emendas parlamentares.
Segundo o MEC, o montante das despesas discricionárias previsto para 2026 é de R$ 10,9 bilhões, similar aos R$ 10,8 bilhões do ano passado e longe do pico de mais de R$ 14 bilhões em 2014.
A verba total das universidade é de mais de R$ 70 bilhões anuais, mas cerca de 85% estão engessados com pagamento de servidores ativos e inativos, prejudicando custeio e investimentos.
Em maio de 2025, o governo limitou a liberação de verbas discricionárias às instituições de ensino superior federais em 61%. Tanto lá como agora, reitorias informam que têm dificuldades para pagar por serviços básicos, como energia elétrica, e que a medida pode inviabilizar o funcionamento das universidades.
Greves nacionais se repetem, como a dos docentes em 2024 e a dos servidores no começo deste ano, enquanto emendas parlamentares são cada vez mais usadas para pagar as despesas. Entre 2014 e 2025, as verbas das instituições destinadas por deputados e senadores subiram de R$ 148 milhões, em valores corrigidos pela inflação, para R$ 571 milhões.
A esta altura, já deveria restar claro que tal formato de financiamento é insustentável, além de iníquo, devido à gratuidade universal. Mas ideologia retrógrada e corporativismo embotam o debate numa comunidade acadêmica cega para o problema.
Alunos de estratos mais ricos deveriam contribuir com recursos. Além de parcerias público-privadas, que já vigoram em saúde e infraestrutura, é preciso flexibilizar a contratação de funcionários para conter uma estabilidade descabida que pressiona gastos obrigatórios, deixando pouca margem de manobra no Orçamento para investimentos.
Considerando que o Estado brasileiro se aproxima de uma crise fiscal incitada pela política econômica perdulária de Lula, a busca de alternativas para o financiamento das universidades públicas torna-se um imperativo.

