Vorcaro deve ficar preso até ser julgado
Por Editorial / O GLOBO
São estarrecedoras as revelações que levaram de volta à cadeia o banqueiro Daniel Vorcaro, pivô do escândalo do Banco Master. Vorcaro havia sido preso em novembro, mas depois foi solto sob a alegação de não oferecer risco. As evidências que embasaram o novo pedido de prisão da Polícia Federal (PF), em 27 de fevereiro, demonstram que sua libertação foi prematura. A PF extraiu dos celulares apreendidos provas de diversos crimes. O ministro André Mendonça, novo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), viu — com razão — necessidade urgente de mandar prender Vorcaro e seus cúmplices. Em despacho, ele criticou a Procuradoria-Geral da República (PGR), que não viu “perigo iminente” e pediu mais tempo para analisar o caso.
Num grupo de mensagens intitulado “A Turma”, Vorcaro coordenava diversas atividades ilegais. Entre elas, o planejamento de um assalto para, nos termos do despacho, “prejudicar violentamente” o jornalista Lauro Jardim, do GLOBO. “Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes”, escreveu Vorcaro a certa altura. Em nota oficial, O GLOBO repudiou com veemência as iniciativas criminosas. “O GLOBO e seus jornalistas não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público”, afirma a nota.
As atividades do grupo envolviam vigilância, levantamento de informações, monitoramento e intimidação de personagens considerados adversários do Master. A coordenação, diz a PF, ficava a cargo de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, alcunhado “Sicário”. Numa ocasião, Vorcaro conta a ele ter sofrido ameaça de uma funcionária e ordena: “Tem que moer essa vagabunda”. Ao soldo de R$ 1 milhão mensais pagos pelo cunhado de Vorcaro, o pastor Fabiano Zettel, o grupo comandado por Mourão mantinha uma central de espionagem e suborno que chegou a invadir sistemas internos da PF e do Ministério Público para obter acesso a informações sigilosas.
Num grupo de mensagens intitulado “A Turma”, Vorcaro coordenava diversas atividades ilegais. Entre elas, o planejamento de um assalto para, nos termos do despacho, “prejudicar violentamente” o jornalista Lauro Jardim, do GLOBO. “Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes”, escreveu Vorcaro a certa altura. Em nota oficial, O GLOBO repudiou com veemência as iniciativas criminosas. “O GLOBO e seus jornalistas não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público”, afirma a nota.
As atividades do grupo envolviam vigilância, levantamento de informações, monitoramento e intimidação de personagens considerados adversários do Master. A coordenação, diz a PF, ficava a cargo de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, alcunhado “Sicário”. Numa ocasião, Vorcaro conta a ele ter sofrido ameaça de uma funcionária e ordena: “Tem que moer essa vagabunda”. Ao soldo de R$ 1 milhão mensais pagos pelo cunhado de Vorcaro, o pastor Fabiano Zettel, o grupo comandado por Mourão mantinha uma central de espionagem e suborno que chegou a invadir sistemas internos da PF e do Ministério Público para obter acesso a informações sigilosas.

