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Estudando com inteligência artificial

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Dado o impacto da inteligência artificial (IA) na produção textual e de conhecimento, o setor acadêmico no Brasil e no mundo se mobiliza no sentido de estabelecer regras para a tecnologiaAqui, USPUnicamp e Unesp estão criando protocolos e diretrizes, além de estruturar departamentos para coordenar pesquisas, desenvolver ferramentas e promover a formação de professores, alunos e funcionários.

No geral, a orientação é a de que o uso da IA deve ser combinado entre docentes e discentes e explicitado em pesquisas e trabalhos acadêmicos de forma detalhada, indicando não só modelos e versões mas também a interação com a ferramenta por meio dos prompts (comandos para execução de tarefas).

O guia da Unesp, por exemplo, deixa claro o que estudantes e professores podem e não podem fazer. No primeiro quesito, é permitido que a IA auxilie em atividades como tradução, revisão gramatical, elaboração de resumos e criação de roteiros e imagens. Fica proibido submeter trabalhos gerados por IA e simular resultados experimentais sem indicar o uso da tecnologia. Considerando que são instituições de excelência do ensino superior brasileiro, suas regras tendem a ser reproduzidas em outras universidades, na educação básica e até em outros setores.

Escolas já precisam lidar com a disseminação da IA. A pesquisa TIC Educação de 2025, realizada pelo centro de estudos do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), mostra que 70% dos alunos do ensino médio usam IA para fazer trabalhos, e só 32% relatam que receberam orientação sobre essa tecnologia. Ademais, não mais de 54% dos professores tiveram formação continuada para capacitar os estudantes no uso de ferramentas digitais. O Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão responsável por definir diretrizes curriculares nacionais para formações superiores, discute uma resolução que prevê incluir o ensino de inteligência artificial em cursos de pedagogia e licenciaturas.

No Piauí, uma iniciativa pioneira instituiu, em 2024, a disciplina obrigatória de IA, que combina fundamentos técnicos e reflexões éticas, no 9º ano do ensino fundamental e no ensino médio. O programa foi premiado pela Unesco.

A IA tem enorme potencial educativo e na produção de conhecimento, mas também envolve riscos. O que pesquisas e organismos internacionais indicam é que a formação para o uso consciente, ético e transparente é a melhor forma de desbravar as trilhas abertas pela ferramenta.

 

Prova de fogo para a Petrobras

Por Notas & Informações / O ESTADÃO DE SP

 

Mais rápido do que o esperado, a nova guerra no Oriente Médio fez a cotação do petróleo ultrapassar US$ 100 o barril. Oito dias depois do primeiro bombardeio de Estados Unidos e Israel contra Irã, o barril do tipo Brent, referência internacional, encostou em US$ 120, o que não era visto desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em 2022. Caiu em seguida, mas permanece rondando o patamar de US$ 100.

 

A intensidade e a rapidez com que o conflito no Golfo Pérsico, principal região produtora de petróleo do mundo, afetam o preço da commodity tendem a colocar a Petrobras, mais uma vez, ante a adoção do modo “privado” ou “estatal” na travessia da nova ordem econômica mundial. As decisões a partir de agora indicarão o quão profunda pode ser a interferência política do lulopetismo na estratégia comercial da empresa.

 

Por enquanto, como grande exportadora de petróleo cru, hoje o principal item da pauta comercial brasileira, a Petrobras está lucrando com a valorização acelerada da commodity. Mas pode zerar ou até mesmo reverter ganhos dependendo do período em que a escalada da cotação se prolongar sem repasses proporcionais aos preços domésticos dos produtos derivados, como gasolina e diesel.

 

Há pouco mais de uma década, a escolha errada foi desastrosa para a companhia. Entre 2011 e 2014, no primeiro mandato de Dilma Rousseff, o preço internacional do barril Brent se manteve sistematicamente acima de US$ 100 por motivos parecidos: a Primavera Árabe deflagrou fortes conflitos no Oriente Médio e norte da África com interrupções no fornecimento, enquanto a demanda mundial crescia. Ignorando solenemente o drástico cenário internacional, o governo petista de então manteve represados os preços internos e deteriorou sem dó o caixa da empresa, que registrou em 2015 prejuízo de R$ 34,83 bilhões, o maior da história da empresa.

 

A intenção era manter a inflação controlada, ainda que artificialmente e à custa da saúde financeira da Petrobras. Não será exagero identificar aí um padrão lulopetista em relação à empresa, mesmo com todas as medidas de blindagem da governança adotadas depois do arrasa-quarteirão da era Dilma. Um rigor que, a duras penas, conseguiu controlar o endividamento monstruoso da companhia e recolocá-la num ciclo de crescimento.

 

A guerra atual não dá sinais de que será curta como se imaginava a princípio. Com a irresponsabilidade de sempre, o presidente Donald Trump diz que a disparada do petróleo “é um pequeno preço a pagar” diante de seus objetivos no Irã e dita os rumos da economia mundial a partir da potência econômica dos EUA.

 

No Brasil, o ano de 2026 se anuncia como a prova de fogo para a Petrobras. Num momento em que a empresa conseguiu um alinhamento razoável aos padrões internacionais e comemora recorde de produção que levou ao aumento de 200% no lucro de 2025 em relação ao ano anterior, um novo congelamento forçado de preços para segurar de forma ilusória a inflação e manter os objetivos eleitorais de Luiz Inácio Lula da Silva seria uma infeliz volta ao passado.

Um espinho entre Lula e Trump

Por Notas & Informações / O ESTADÃO DE SP

 

Um tema espinhoso promete testar a “ótima química” entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump quando o brasileiro for a Washington, possivelmente em abril, para uma visita ao americano: a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

 

Sob Trump, os EUA já categorizaram diversos grupos criminosos da América Latina como terroristas. Agora, a Casa Branca volta a fazer pressão para que PCC e CV recebam o mesmo tratamento. O governo Lula é contra – e está certo, pois se trata de organizações criminosas cujo objetivo é enriquecer seus integrantes, ainda que eventualmente suas ações aterrorizem a população.

 

A questão volta à tona praticamente no mesmo momento em que Trump anunciou uma nova iniciativa de segurança para o Hemisfério Ocidental, batizada com o retumbante nome de Escudo das Américas. À frente dessa articulação estará Kristi Noem, que se notabilizou como a face da linha dura da política anti-imigração e que acabou demitida por Trump do Departamento de Segurança Interna após uma série de polêmicas.

 

Para o lançamento da iniciativa, Trump reuniu em Miami uma dezena de presidentes latino-americanos fortemente alinhados a ele, entre os quais os da Argentina, Javier Milei, e do Paraguai, Santiago Peña. Ambos também são apoiadores de outro controvertido projeto de Trump, o Conselho da Paz, uma espécie de ONU paralela.

“Assim como formamos uma coalizão para derrotar o Estado Islâmico no Oriente Médio, agora precisamos fazer o mesmo para erradicar os cartéis aqui no nosso hemisfério”, discursou Trump, em defesa de ações militares dos EUA na América Latina.

 

Muito além do discurso de Trump, chama a atenção o fato de que os presidentes do Brasil, da Colômbia e do México, todos de esquerda, não foram convidados para o lançamento. Considerando-se que esses países são os mais relevantes na produção e no escoamento de drogas na região, fica claro que o tal Escudo das Américas é mais retórico que efetivo.

 

Pouco depois do encontro, porém, o chanceler Mauro Vieira conversou por telefone com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, para falar da reclassificação de PCC e CV como organizações terroristas. O Itamaraty teme, não sem razão, que a mudança enseje intervenções militares dos EUA em solo brasileiro, a exemplo da que ocorreu na Venezuela, resultando na prisão do ditador Nicolás Maduro.

 

Embora ninguém lamente que Maduro esteja hoje trancafiado em uma prisão de Nova York, o fato é que Trump usou uma interpretação elástica das leis americanas e do Direito Internacional para capturar o presidente de um país estrangeiro, sob o argumento de que se tratava do líder de uma organização narcoterrorista.

 

Se o histórico de intervenções militares dos EUA na América Latina já não fosse o suficiente para causar preocupação, é preciso levar em conta o comportamento errático de Trump. Não se sabe o que pode levá-lo a decidir que determinada organização criminosa é “terrorista” e ordenar uma ação em qualquer país da região que a abrigue.

Em ano de eleição presidencial, porém, parte da oposição a Lula já faz coro entusiasmado às propostas de Trump, esperando capitalizar a linha dura contra a criminalidade embutida na iniciativa americana e, ao mesmo tempo, vincular ao governo petista a imagem de defensor do PCC e do CV.

 

Já o governo Lula, cuja gestão da segurança pública é vista com desconfiança por boa parte dos eleitores, acerta ao tentar buscar entendimentos com os EUA em relação ao enfrentamento do crime organizado. Lula já sinalizou que quer trabalhar com os americanos no combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas e à lavagem dinheiro, o que faz todo sentido. As sinergias entre os dois países em áreas como a de inteligência, por exemplo, devem ser estimuladas.

 

Contudo, não será fácil convencer os EUA a não classificar PCC e CV como terroristas, porque é justamente essa classificação que deixará Trump à vontade para intervir militarmente onde bem entender. Isso deveria ser levado em conta muito seriamente por todos aqueles que, no Brasil, se deixam encantar pelo discurso linha-dura de Trump.

Escárnio

Por Notas & Informações / O ESTADÃO DE SP

 

 

Há explicações que podem convencer um juiz. Outras talvez satisfaçam um cliente. E há as que não parecem destinadas a convencer ninguém – apenas a testar até que ponto o público tolera ser tratado como idiota. Após três meses de silêncio, a nota divulgada pelo escritório da mulher e dos filhos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para explicar o contrato com o Banco Master pertence a essa categoria.

 

O Estadão consultou 13 advogados de bancas de elite e demonstrou que o contrato de R$ 129 milhões do Barci de Moraes Advogados, que teria vigorado entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 a uma remuneração mensal entre R$ 3,6 milhões e R$ 5,8 milhões, é absolutamente incompatível com o mercado. Mesmo adotando os preços do topo, o conjunto de atividades descritas na nota – reuniões, pareceres, revisão de políticas internas – dificilmente ultrapassaria R$ 7,8 milhões, no total.

 

Honorários superiores a R$ 100 milhões são raros e normalmente estão associados a disputas fiscais ou operações societárias bilionárias envolvendo batalhões de advogados e múltiplos escritórios. Os especialistas questionaram ainda o gabarito técnico da banca dos Moraes nas áreas contratadas. Segundo apuração de O Globo, nunca desmentida, apenas entre 2023 e 2024 o patrimônio da mulher do ministro aumentou 232%, de R$ 24 milhões para R$ 79,7 milhões. Um fenômeno.Ou Viviane de Moraes se transformou repentinamente na mais disputada advogada do Brasil, quiçá do mundo, ou todos os brasileiros estão autorizados a suspeitar que o contrato comprou serviços inconfessáveis.

 

O negócio compõe um mosaico de indícios: encontros pessoais entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e Alexandre de Moraes; mensagens interceptadas pela Polícia Federal tratando de interesses do banco (incluindo no dia da prisão do banqueiro); e contatos institucionais sensíveis, como com o Banco Central. Nada disso, tomado isoladamente, é crime. Mas, no conjunto, esses indícios compõem uma base objetiva que demanda investigação imediata. O mesmo vale para os vínculos do ministro Dias Toffoli com estruturas financeiras ligadas a Vorcaro, e suas decisões judiciais enquanto relator do caso Master.

 

Se fossem aplicados nesse caso os mesmos critérios que Moraes usou em processos recentes, o ministro estaria agora em sérios apuros. Moraes, por exemplo, já tratou o apagamento de mensagens em celular como ocultação de provas. Agora, há indícios de que o ministro tenha feito o mesmo com as mensagens trocadas com Vorcaro.

 

Uma vez que os próprios ministros Moraes e Toffoli se recusam a expor tudo às claras, a responsabilidade de dissipar – ou confirmar – as suspeitas caberia, antes de tudo, ao Ministério Público. Mas também aqui os princípios são elásticos. Em outros episódios, o procurador-geral, Paulo Gonet, amigo e apadrinhado de Moraes, já demonstrou um zelo incomum – como no caso do empresário ostensivamente investigado após supostamente hostilizar Moraes em um aeroporto, ou do ex-assessor de Moraes que, após expor evidências de manipulações processuais pelo ministro, ao invés de ser ouvido como testemunha, foi convertido em réu. Compare essa urgência fulminante com a paciência quase geológica no caso Master.

 

A percepção é de que a aplicação da lei pode variar, entre sonolenta e draconiana, conforme a posição institucional de quem está sob suspeita. Pela lógica constitucional, o poder emana do povo, aqueles que o exercem estão a seu serviço e, como bons funcionários, devem prestar contas de seus atos. Mas as autoridades togadas invertem essa lógica e tratam o poder como se fosse coisa sua, e os cidadãos como seus serviçais.

 

Pior do que uma explicação implausível é a sensação de que ela foi formulada na expectativa de que ninguém ousará questioná-la. Quando autoridades acreditam poder oferecer versões que desafiam a aritmética e o senso comum sem sequer enfrentar uma investigação, algo está profundamente pervertido na ordem republicana. O ministro Alexandre de Moraes já demonstrou inúmeras vezes que seu respeito pela lei é seletivo. Poderia ao menos respeitar a inteligência alheia.

Retrocesso trabalhista

EDITORIAL DO GRUPO FOLHA DE SP

As empresas brasileiras desembolsaram no ano passado o montante inaudito de R$ 50,7 bilhões em ações trabalhistas em 2025 —cifra que supera todo o orçamento da Justiça do Trabalho (R$ 30 bilhões) e marca um patamar inédito de custo.

O que chama a atenção não é apenas o valor absoluto, noticiado pelo jornal O Estado de S. Paulo, mas também o fato de que esse ônus supera, em termos reais de impacto sobre a atividade produtiva, os picos verificados antes da reforma trabalhista de 2017.

A judicialização, que a reforma pretendia conter, voltou a subir em custos, mesmo com número de ações ainda inferior ao período anterior. Em 2024, a Justiça do Trabalho recebeu 2,134 milhões de novas ações; em 2025, o total saltou a 2,321 milhões, com alta de 8,5%. Para efeito de comparação, o pico histórico ocorreu em 2016, com 2,756 milhões.

Além de flexibilizar contratos de emprego, as mudanças buscaram desincentivar a litigância predatória ao prever que o perdedor arcasse com honorários periciais e de sucumbência.

Em outubro de 2021, porém, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a prática inconstitucional e determinou o limite de renda de 40% do teto dos benefícios do INSS ou ausência de condições materiais como critérios para acesso a gratuidade. Já o Tribunal Superior do Trabalho (TST) consolidou a concessão automática por mera autodeclaração.

Ocorrem, assim, ações em tribunais diferentes, sem prova documental e com pedidos abusivos, sem consistência de decisões e aderência à jurisprudência.

A enxurrada judicial se dá mesmo com o emprego em patamares recordes —de acordo com a pesquisa do IBGE, a taxa de desocupação ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro último, menor patamar da série histórica iniciada em 2012.

Enquanto isso, o debate sobre pejotização —a contratação como pessoa jurídica para serviços especializados— segue pendente no Supremo. O julgamento pode legitimar novas modalidades de relação de trabalho não celetista, tendo em vista a realidade do trabalho por aplicativos.

É imperativa a necessidade de proteção efetiva ao trabalhador. Combater contratos fraudulentos que disfarçam vínculo empregatício é correto. Também é preciso reconhecer que o mundo do trabalho passa por inovação tecnológica, num contexto em que os próprios trabalhadores demandam flexibilidade.

O equilíbrio é possível e já tarda. A reforma de 2017 foi um avanço, mas ficou pela metade. O STF tem, agora, nova oportunidade de recalibrar a gratuidade, exigindo prova objetiva de insuficiência econômica, sem fechar as portas a quem precisa. A Justiça do Trabalho deve assimilar que direitos se defendem com regras claras, previsíveis e adaptadas ao novo mundo do trabalho.

Datafolha parece esvaziar dilemas de Tarcísio e Haddad

EDITORIAL DO GRUPO FOLHA DE SP

A mera passagem do tempo, ao que tudo indica, se encarregou de resolver para Tarcísio de Freitas (Republicanos) o dilema que ele tinha diante de si. A questão do governador de São Paulo era saber se deveria disputar a Presidência da República ou buscar uma recondução quase certa no comando paulista.

Os dois cenários, é bom que se diga, ainda se descortinam à sua frente. Mas é notável a diferença entre as fotografias registradas pelo Instituto Datafolha em abril de 2025 e em março de 2026, pelo menos no que diz respeito ao embate no âmbito nacional.

Quase um ano atrás, não havia, no campo da direita, candidato tão forte quanto Tarcísio para enfrentar Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Assim, embora as pesquisas indicassem a perspectiva de reeleição do governador de São Paulo, não faltavam argumentos para ele concorrer ao Planalto.

O levantamento mais recente do Datafolha, contudo, esvaziou um dos pressupostos dessa discussão. Agora, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que há pouco nem confirmava a intenção de manter sua candidatura, aparece com cacife suficiente para substituir Tarcísio no pleito federal.

Com isso, pode-se calcular que o governador de São Paulo, com menos sentimento de culpa e menor pressão dos aliados, se voltará para a eleição estadual, onde desponta com vantagem significativa sobre todos os adversários considerados pelo Datafolha.

Mesmo no cenário mais complicado para Tarcísio, sua dianteira é de 13 pontos percentuais: ele lidera com 44% das intenções de voto, seguido por Fernando Haddad (PT), com 31%, pelo ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), com 5%, pelo deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil), com 5%, e pelo comentarista Felipe D’Avila (Novo), com 3%.

Haddad, ministro da Fazenda de Lula, deverá deixar a Esplanada na próxima semana —antes do que se imaginava— para concorrer ao Governo de São Paulo. A pesquisa Datafolha decerto contribuiu para essa decisão, já que o petista mostrou ter acumulado algum capital eleitoral.

No pleito paulista, os demais nomes testados na pesquisa têm desempenho inferior ao do petista no primeiro turno. Quem mais se aproxima dele é o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), com 26% das intenções de voto —em um quadro sem Haddad e no qual Tarcísio chega a 46%.

Nas simulações de segundo turno, o governador de São Paulo mantém a folga e derrotaria qualquer oponente com pelo menos 11 pontos de dianteira.

Convém lembrar que os postulantes não estão definidos e que os humores do eleitorado podem mudar, mas, ao que parece, os jogadores principais começaram a pôr cartas na mesa em São Paulo.

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