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Desinformação de Flávio sobre urnas exige vigilância do TSE

Por 
Edfitorial / O GLOBO

Atualizado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, demonstra dificuldade em aprender a lição dada pelas instituições brasileiras desde o início desta década. Repetidas decisões reafirmaram o caráter inegociável da democracia garantida pela Constituição. Tentativas de erodir a confiança nas urnas, sem apresentar indício algum, meramente por cálculo político em benefício próprio, são inaceitáveis. Copiando comportamento de seu pai, foi exatamente o que fez Flávio em encontro em Brasília com a presença de membros do corpo diplomático.
O senador mencionou documentos da CIA divulgados pela Casa Branca na semana passada sobre tecnologia criada pela empresa Smartmatic e usada em eleições na Venezuela. “Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, disse Flávio. É mentira. Sabe-se há anos que a afirmação é falsa. O próprio documento da CIA citado é categórico ao dizer que “nem a Smartmatic nem o governo venezuelano tinham a capacidade de manipular o resultado de uma eleição fora da Venezuela”.
Feita a introdução enganosa, Flávio pediu “que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições” e “também pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e como o Brasil pode dar eleições mais seguras e transparentes”. Usando recurso característico de Donald Trump, foi ambíguo de forma deliberada. Antes de lançar dúvidas sobre as urnas eletrônicas, disse que não estava “questionando o sistema de votação brasileiro”. Apesar da contradição, ficou evidente a tentativa de desacreditar a integridade do pleito. Em caso de derrota em outubro, a culpa será da fraude inventada. A reação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se resumiu a um desmentido.

O curioso no discurso populista é que as pretensas falhas nas urnas só existem quando as campanhas apresentam problemas ou o candidato perde uma eleição. Flávio chegou à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro em 2003 e foi reeleito três vezes antes de assumir mandato como senador em 2019. Agora, com a queda recente em pesquisas de opinião e a viabilidade da candidatura sendo contestada, decide alimentar teorias conspiratórias.

O sistema de voto eletrônico no Brasil é referência mundial e não tem antecedentes de fraudes. Apesar do histórico positivo, o TSE deve se manter sempre atento. É do interesse de todos que eventuais problemas sejam apontados. Mas o tema exige a apresentação de indícios sólidos ou provas. A irresponsabilidade nesse caso não é inócua. Denúncias oportunistas e falsas corroem a credibilidade das urnas eletrônicas, sem a qual não há democracia.

Em junho de 2023, tal entendimento serviu de base para o plenário do TSE declarar Jair Bolsonaro inelegível por oito anos pela primeira vez. Em julho do ano anterior, Bolsonaro realizara reunião no Palácio da Alvorada com embaixadores estrangeiros para atacar a integridade do processo eleitoral. O contexto da reunião de Flávio nesta semana e de Bolsonaro há quatro anos é diferente. Como presidente, Bolsonaro usou a estrutura do governo para realizar o evento e disseminar as desinformações. A mensagem de pai e filho, porém, é a mesma. Por isso o TSE precisa estar vigilante.

Redução de assassinatos é positiva, mas ainda há muito a fazer na segurança

Por 
Edfitorial / O GLOBO

Atualizado

É positiva, sem dúvida, a redução de 8,2% na taxa de assassinatos no Brasil entre 2024 e 2025, constatada pela 20ª edição do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Além de ser a menor (19,1 casos por 100 mil habitantes) desde 2012, mantém a tendência de queda dos últimos anos. Mas a boa notícia deve ser vista com ressalvas. Os números continuam em níveis inaceitáveis, especialmente quando comparados a outros países, mesmo da América do Sul. Segundo dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), no Chile, a taxa é de 4,6 por 100 mil. Parte da redução é explicada pela melhora efetiva do trabalho policial, mas parte também pelo monopólio alcançado pelas facções em algumas regiões do país e pela demografia. Há regiões com menos mortes, mas o crime organizado se expandiu.
Existem outros motivos para preocupação. Alguns tipos de crime estão aumentando. É o caso dos feminicídios, chaga que o país não consegue conter, apesar das constantes mudanças na legislação e da criação de protocolos e políticas públicas. No ano passado, 1.571 mulheres foram mortas por sua condição de gênero, alta de 4% em relação ao ano anterior e o maior patamar da década. É verdade que pode haver efeito estatístico, uma vez que esse tipo de crime não era registrado como feminicídio antes de 2015. São mais de quatro casos por dia, um dado que deveria envergonhar o Brasil. O agressor pertence quase sempre ao círculo íntimo da vítima. É inacreditável que a residência (onde ocorrem 62,5% dos crimes) continue sendo o local mais perigoso para as mulheres.
Outro ponto negativo é o aumento da letalidade policial, envolvendo principalmente jovens e negros. No ano passado, 6.602 brasileiros morreram vítimas de operações das forças de segurança, um aumento de 5,4% em relação a 2024. Nos últimos dez anos, a elevação chegou a 56%. Segundo o relatório, os números indicam que o poder público “tem sido parte do problema e não apenas da solução para a segurança nacional”. Num país convulsionado por facções criminosas, as polícias evidentemente precisam agir, mas as ações devem ocorrer estritamente dentro da lei.
Fica claro também que o Estado, com estruturas de investigação obsoletas, não está conseguindo acompanhar as mudanças na dinâmica do crime. Os estelionatos (golpes), especialmente pelos meios digitais, dispararam, consolidando-se como principal crime patrimonial. Em 2025, foram 2.261.055 registros, mais de quatro por minuto. Houve um aumento de 2,7% em relação a 2024. Parcela ínfima das ocorrências policiais (2,8%) vira processo.

Pesquisas de opinião têm mostrado que a violência está no topo das preocupações dos brasileiros. E nem poderia ser diferente. Não bastassem as grandes áreas sequestradas por facções e as guerras diárias entre quadrilhas, ninguém tem tranquilidade para sair às ruas com um simples celular (no ano passado foram roubados ou furtados mais de 830 mil aparelhos). Autoridades terão de fazer muito mais para devolver ao cidadão o sagrado direito de ir e vir.


‘Força-tarefa’ de aliados de Flávio e Michelle Bolsonaro articulou reconciliação

COLUNA DA MALU GAWSPAR / Por Rafael Moraes Moura — Brasília / O GLOBO

 

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o enteado e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL)A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o enteado e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Beto Barata/PL e Cristiano Mariz/O Globo

 

 

A reconciliação de Flávio e Michelle Bolsonaro, registrada em vídeos coordenados nas redes sociais, foi resultado de um esforço concentrado que mobilizou por uma semana aliados dos dois lados da guerra do ex-clã presidencial. O movimento coreografado ocorre dois dias antes da convenção que vai confirmar a indicação do filho 01 de Jair Bolsonaro para a corrida presidencial.

 

Segundo relatos obtidos pela equipe da coluna, a força-tarefa de “bombeiros” incluiu a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, além da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e do coordenador da pré-campanha de Flávio à Presidência, o senador Rogério Marinho (PL-RN).

 

“Foi uma luta de mais de uma semana”, resumiu um dos atores envolvidos no cessar-fogo.Conforme o roteiro traçado pelos “bombeiros”, Flávio Bolsonaro primeiro publicou um vídeo de 2 minutos e 35 segundos pedindo desculpas à madrasta, e ela postou duas horas depois um vídeo de 2 minutos e 9 segundos aceitando o pedido e se comprometendo a ajudá-lo na corrida presidencial. “Todos nós cometemos erros, isso é humano. Aceito o seu pedido, eu te desculpo”, disse Michelle, prometendo reunir um “Exército de pessoas de bem” para “resgatar o Brasil”.

De acordo com uma fonte que acompanhou de perto a articulação do armistício, “muita gente trabalhou nos bastidores, não foi obra de um só”. “A Celina convenceu a Michelle [a concordar com a gravação do vídeo] e passou o que era pro Flávio fazer. Aí entrou a turma mais próxima do Flávio, principalmente o Valdemar, que convenceu o Flávio a gravar esse vídeo.”

 

Celina é uma das lideranças políticas mais próximas de Michelle e conta com o apoio da ex-primeira-dama em sua campanha para seguir no comando do Palácio do Buriti.

 

Já Michelle deve disputar uma cadeira no Senado pelo Distrito Federal, tradicional reduto bolsonarista onde a sua vitória é dada como certa. Lá, Jair Bolsonaro obteve 58,81% dos votos válidos no segundo turno das eleições de 2022, ante 41,19% de Lula.

 

“Celina e Damares foram as grandes responsáveis. Elas fizeram acontecer”, afirmou ao blog um aliado de Michelle que pediu para não ser identificado. No vídeo de resposta a Flávio, ela fez questão de agradecer nominalmente às duas, “que se empenharam dia e noite para que esse momento de reconciliação pudesse acontecer”.

 

Depois do desfecho, um interlocutor de Flávio chegou a brincar que a governadora do DF “merece o prêmio Nobel da Paz”.

 

‘Ninguém é perfeito’

No vídeo desta quinta-feira (23), Flávio fala em “evitar qualquer divisão”, elogiou o “grande trabalho” de Michelle à frente do PL Mulher e pregou união no campo da direita para impedir a reeleição do presidente Lula.

 

“Ninguém é perfeito, eu não sou perfeito e, mais uma vez, peço desculpas por alguns momentos que causaram desconforto. Como somos pessoas públicas, isso acaba sendo explorado pelos nossos opositores", declarou o pré-candidato do PL.

 

“Nunca foi minha intenção desrespeitar ninguém, ainda mais a esposa do meu pai. Também faço um pedido à militância: para a gente olhar para frente nesse momento, focar no objetivo principal, que é resgatar o nosso Brasil.”

 

“Celina e Damares foram as grandes responsáveis. Elas fizeram acontecer”, afirmou ao blog um aliado de Michelle que pediu para não ser identificado. No vídeo de resposta a Flávio, ela fez questão de agradecer nominalmente às duas, “que se empenharam dia e noite para que esse momento de reconciliação pudesse acontecer”.

 

Depois do desfecho, um interlocutor de Flávio chegou a brincar que a governadora do DF “merece o prêmio Nobel da Paz”.

 

Logo após a postagem, Michelle curtiu a publicação de Flávio no Instagram, antes de publicar o próprio vídeo.

Em meio à guerra no clã Bolsonaro, Flávio busca uma mulher para compor a chapa e tem feito acenos ao eleitorado feminino – na semana passada, lançou um programa de governo voltado às mulheres, o “Brasil por Elas”, com proposta de zerar a fila de creches e incentivar o empreendedorismo.

 

Mas com os atritos públicos com a madrasta e os desdobramentos das investigações do caso Banco Master, que ganharam um novo capítulo com a abertura de inquérito para investigar o financiamento do filme “Dark Horse”, Flávio não só se viu isolado e com dificuldades para angariar apoio de outras legendas, como também deve deixar para depois da convenção deste sábado o anúncio de quem vai ser a sua companheira de chapa.

 

Pesquisas

O impacto da guerra intestina no clã Bolsonaro foi medido pela mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada no último dia 15. Para 45% do total de entrevistados, Michelle acertou ao divulgar o vídeo com críticas a Flávio em suas redes sociais, enquanto 38% avaliam que a ex-primeira-dama cometeu um erro.

 

Mas a percepção do episódio variou substancialmente nos diferentes espectros políticos dos entrevistados, mostrando maior apoio a Michelle na esquerda do que na própria direita.

 

Entre os lulistas, 62% acham que Michelle acertou, enquanto 26% avaliam que ela errou ao divulgar o vídeo. No universo bolsonarista, a situação é diametralmente oposta: só 20% acham que ela acertou, enquanto 64% consideraram a postura da ex-primeira-dama um equívoco.

 

Autocracias avançam na América Latina

Em uma América Latina que superou o autoritarismo e reconstruiu o Estado Democrático de Direito há pouco mais de três décadas, nada se mostra mais nefasto do que a degradação institucional da Nicarágua e da vizinha El Salvador. Ambas as nações centro-americanas empenham-se em abolir a alternância de poder.

Poucas dúvidas restavam de que o regime de Daniel Ortega, no comando graças a sucessivas reeleições desde 2006, constituía uma ditadura consolidada na Nicarágua. No domingo (19), o líder demoliu a última delas ao anunciar o fim das eleições presidenciais —a ser levado a cabo por um Legislativo subserviente.

Em El Salvador, a formalização da candidatura a um terceiro mandato em 2027 do presidente Nayib Bukele, que governa sob regime de exceção, acentua sua tendência autocrática. A principal diferença entre os dois regimes está na forte aliança de Bukele com os EUA de Donald Trump e no isolamento de Ortega diante do resto do mundo.

Em duas décadas, a ditadura de esquerda de Ortega demoliu a oposição e a perseguiu até o exílio de suas lideranças. O autocrata capturou o Legislativo e o Judiciário e acumulou vítimas: defensores dos direitos humanos, jornalistas, intelectuais, sindicalistas e sacerdotes da Igreja.

Bukele construiu sua política de combate ao crime organizado com a abolição dos direitos individuais. Amparado pela Assembleia Legislativa, onde seu partido Novas Ideias detém maioria, e por sua elevada popularidade, o líder de 44 anos instaurou repressão tão dura como a da nação vizinha e dominou o Judiciário.

As penitenciárias detêm atualmente cerca de 110 mil salvadorenhos, entre os quais menores de idade e 90 mil capturados sem evidências suficientes de envolvimento em crimes. O direito ao devido processo legal tornou-se inacessível para a maioria, preventivamente presa por dois anos.

Em quatro anos de regime de exceção, cerca de 470 pessoas morreram sob custódia do Estado, conforme levantamento da Anistia Internacional.

A rigor, Bukele aboliu as regras dos Acordos de Paz, por meio dos quais se extinguiu a guerra civil de 1979 a 1992. Os partidos estruturados na redemocratização foram arruinados por sua ascensão.

Ortega, por sua vez, há muito omite a aversão à autocracia expressa pela Revolução Sandinista, que liderou. O crescimento econômico em ambos os países também está longe de indicar condições favoráveis de vida —muito menos de compensar a ausência de direitos básicos da cidadania.

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Homicídios caem, mas violência persiste

A taxa de mortes violentas intencionais no país em 2025 foi a menor da série histórica iniciada em 2012, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado na quinta-feira (23).

Foram 19,1 mortes por 100 mil habitantes —pela primeira vez, o indicador ficou abaixo de 20. O total chegou a 40.775 vítimas, queda de 8,2% em relação ao ano anterior.

Apenas 7 das 27 unidades da Federação registraram aumento desse tipo de crime, com destaque para o Rio Grande do Norte (19,6%). Santa Catarina apresentou a menor taxa do país, de 7,6 mortes por 100 mil habitantes.

Os dados representam um avanço. Ainda assim, o número absoluto de vítimas permanece elevadíssimo, e outros indicadores seguem preocupantes.

A categoria de mortes violentas intencionais reúne homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes violentas de policiais e mortes decorrentes de intervenções de agentes de segurança. Destas, apenas a última apresentou alta.

Foram 6.602 mortes provocadas por policiais em 2025, aumento de 5,9% em relação a 2024 e o maior patamar da série histórica. O dado reforça a necessidade de medidas para conter abusos no uso da força, como fortalecimento das corregedorias, treinamento adequado e adoção de câmeras corporais.

Só dez estados reduziram esse tipo de ocorrência. Amapá (17,1 mortes por 100 mil habitantes) e Bahia (10,6) registraram as maiores taxas, muito acima da média nacional, de 3,1. Em números absolutos, a Bahia foi o único estado a superar mil mortes (1.570).

A violência também continua distribuída de forma desigual. Os feminicídios —assassinatos de mulheres motivados por questões de gênero— atingiram novo recorde da série iniciada em 2016: foram 1.571 vítimas, alta de 4,5% em relação ao ano anterior.

A população negra segue como a principal vítima das mortes violentas. Representou 79,7% dos casos de homicídio doloso e 82% das mortes decorrentes de intervenção policial.

Em 2025, os registros de racismo cresceram 13%, enquanto os de injúria racial aumentaram 9,2%. O avanço pode refletir maior conscientização sobre a gravidade desses crimes e maior disposição para denunciá-los às autoridades.

Os dados retratam um país ainda marcado pela violência, apesar dos avanços observados. Políticas de segurança precisam levar em conta as diferentes dinâmicas criminais e concentrar esforços na proteção dos grupos mais vulneráveis, como negros e mulheres.

Uma política de segurança pública eficaz exige respaldo em evidências, fortalecimento da inteligência policial e mecanismos de controle da atividade policial. Leis de caráter meramente punitivista e grandes operações que resultam em abusos não bastam para enfrentar um problema tão complexo.

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Quinta fábrica de calçados encerra atividades em Pentecoste

Escrito por Paloma Vargas / DIARIONORDESTE

 

Mais uma fábrica de calçados, no município de Pentecoste, no interior do Ceará, foi fechada neste ano. A informação foi confirmada, na manhã desta quarta-feira (22), pela prefeitura da cidade.

A VS Sport, localizada no bairro São Francisco, é a quinta fábrica do empresário Alexandre Becker a encerrar as atividades no município. Há exatamente um mês, o próprio empresário comunicou os colaboradores do fechamento da Valenti Calçados, Serrota Calçados, Pentecoste Calçados e WS Calçados. Na ocasião, 528 funcionários foram demitidos.

O Diário do Nordeste tentou entrar em contato com Alexandre Becker e com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados de Pentecoste (Sindipast), mas não obteve sucesso. O espaço segue aberto e a matéria será atualizada quando houver respostas.

Em nota, a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) afirmou que "o governador Elmano de Freitas informou, nesta terça-feira (21), que, nos próximos dias, será anunciada a empresa que ocupará os galpões industriais de Pentecoste".

Além disso, a entidade revela que o galpão mencionado na matéria também integra a "estratégia do Governo do Ceará de atração de novos investimentos para o município, com o objetivo de retomar as atividades produtivas, gerar empregos e fortalecer a economia local".

Mais uma fábrica de calçados, no município de Pentecoste, no interior do Ceará, foi fechada neste ano. A informação foi confirmada, na manhã desta quarta-feira (22), pela prefeitura da cidade.

A VS Sport, localizada no bairro São Francisco, é a quinta fábrica do empresário Alexandre Becker a encerrar as atividades no município. Há exatamente um mês, o próprio empresário comunicou os colaboradores do fechamento da Valenti Calçados, Serrota Calçados, Pentecoste Calçados e WS Calçados. Na ocasião, 528 funcionários foram demitidos.

O Diário do Nordeste tentou entrar em contato com Alexandre Becker e com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados de Pentecoste (Sindipast), mas não obteve sucesso. O espaço segue aberto e a matéria será atualizada quando houver respostas.

Em nota, a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) afirmou que "o governador Elmano de Freitas informou, nesta terça-feira (21), que, nos próximos dias, será anunciada a empresa que ocupará os galpões industriais de Pentecoste".

Além disso, a entidade revela que o galpão mencionado na matéria também integra a "estratégia do Governo do Ceará de atração de novos investimentos para o município, com o objetivo de retomar as atividades produtivas, gerar empregos e fortalecer a economia local".

 

Em junho deste ano, o empresário afirmou que a única fábrica que seria mantida era a VS Sport. Na época, a unidade fabril contava com 306 funcionários que continuariam trabalhando.

"A VS Sport continua, faz o calçado do início ao fim. Nessa unidade, a gente tem a expectativa de crescimento, e pretende ficar em Pentecoste, crescer, gerar empregos", disse Becker, em junho.

A VS Sport ocupa a mesma estrutura onde funcionava a empresa calçadista Paquetá, fechada em 2024.

 

 

 

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