A guerra de versões sobre a ofensiva jurídica para garantir Renan em debate da Globo
Por Malu Gaspar / O GLOBO
A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes de obrigar a TV Globo a convidar Renan Santos (Missão) para o debate presidencial que estava previsto para a última quinta-feira (1) e acabou cancelado, ainda que o candidato não atenda às exigências previstas por lei, deflagrou uma guerra de narrativas entre a campanha do presidenciável e o partido Solidariedade sobre de quem partiu a ideia de acionar o Supremo para defender a participação do candidato do Missão.
O presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), disse à equipe da coluna que a legenda atuou a pedido de Renan. Mas, questionado, o presidenciável negou ter solicitado o favor ao parlamentar ou ao partido. “Eu nem sabia dessa possibilidade”, declarou o candidato do Missão na noite de ontem. “Ainda não estou tão versado em caos brasileiro.”
Renan admite ter buscado Paulinho da Força e advogados, mas diz que foi apenas para assuntar sobre possíveis ações a serem movidas por sua campanha para garantir sua presença no debate da Globo.
Na última semana, em outra ação, o Solidariedade acionou o ministro do STF Flávio Dino e pediu o afastamento de Kassio Nunes Marques e André Mendonça da fiscalização de propaganda no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em uma movimentação com potencial de levar o Supremo a atropelar a Corte Eleitoral.
O debate acabou cancelado pela emissora, que apontou “interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais” e nas regras previamente acordadas com a decisão de Gilmar e também em função de uma liminar da ministra do TSE Estela Aranha que proibiu a exibição de púlpito ou cadeira vazia no debate representando a ausência de Lula e suspendeu a possibilidade de os candidatos presentes formularem perguntas ao ausente.
As duas decisões foram anunciadas faltando poucas horas para o debate realizado nos Estúdios Globo, na Zona Sudoeste do Rio. A princípio, a decisão do Solidariedade de acionar o STF em defesa de Renan Santos soa no mínimo insólita: Paulinho declarou voto em outro participante do debate, Augusto Cury (Avante), embora o partido não o apoie formalmente.
Mas as conexões do deputado com integrantes do Supremo alinhados a Gilmar, autor da decisão liminar que obrigou o convite ao presidenciável do Missão, sugerem que a articulação visou esvaziar o debate. Paulinho é amigo próximo de Alexandre de Moraes, ministro que integra o mesmo grupo do decano do Supremo e de Dino.
Paulinho da Força também deve a Moraes o seu atual mandato. Ele assumiu o cargo de deputado federal em novembro de 2023, após o TSE decidir cassar Marcelo Lima por ter se desfiliado do Solidariedade sem justa causa, o que ficou caracterizado como infidelidade partidária. O julgamento na Corte Eleitoral que abriu caminho para o partido trocar de parlamentar e fez com que Paulinho retornasse à Câmara dos Deputados foi presidido por Alexandre de Moraes, que votou a favor da cassação de Lima.
Além de Flávio, até a decisão de Gilmar a favor de Renan estava prevista a participação de Cury, Ronaldo Caiado (PSD), estes por determinação da legislação eleitoral, e Romeu Zema (Novo) por ocasião de outra decisão controversa do TSE, assinada pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte.
O Missão tem apenas um parlamentar no Congresso, Kim Kataguiri (SP), enquanto a lei obriga o convite a presidenciáveis de legendas com pelo menos cinco deputados eleitos pela sigla. Ao ordenar que Renan Santos fosse convidado, Gilmar reforçaria a oposição ao candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.
Isso porque, com a ida de Renan Santos ao programa da TV Globo, o filho 01 de Jair Bolsonaro poderia ser alvo de duros questionamentos sobre temas que o senador prefere evitar, como as conexões pessoais com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o nebuloso financiamento do filme “Dark Horse” – um vespeiro no qual os outros candidatos não pretendiam mexer.
Flávio, no entanto, acabou desistindo de participar do programa, em função do que chamou de “censura imposta ao evento pelo TSE”. “A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas”, escreveu, em referência à liminar de Estela Aranha, mas sem comentar a medida de Gilmar Mendes que colocou o rival Renan Santos no programa.
Ao atender ao pedido do Solidariedade, Gilmar alegou que, na última pesquisa Quaest, Renan Santos alcançava 3% das intenções de voto, ante 1% de Zema.
“Em uma análise de razoabilidade que deve nortear a aplicação do princípio da igualdade de chances no processo eleitoral, não parece ser legítimo admitir a participação de candidato situado em patamar inferior em termos de intenções de voto, um termômetro importante para fins de aferição da representatividade, e negar a participação de candidato mais bem posicionado”, escreveu o decano.
Lula chama lobista amiga de Lulinha de 'Vorcaro feminino' e 'pilantra muito grande'
O presidente Lula (PT) comparou nesta quinta-feira (1º) Roberta Luchsinger a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master que é investigado por fraudes bilionárias, ao afirmar que a lobista é uma "pilantra muito grande" e teria enganado muitas pessoas.
"Pelo o que eu sei ela é uma pilantra muito grande. Ela muito se assemelha ao Vorcaro, porque o Vorcaro conseguiu enganar um monte de gente e ela também parece que enganou um monte de gente. Deve ser o Vorcaro feminino, porque ela conseguiu passar por muita gente, conversar com muita gente. Pelo o que sei de conversa no celular, mente muito", afirmou Lula.
O candidato à reeleição participou nesta noite do podcast Flow Podcast, após desistir de ir ao debate da TV Globo. A transmissão da emissora, a três dias do primeiro turno das eleições, foi cancelada depois de o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) também recuar.
Lula deu a declaração ao ser questionado sobre uma possível relação com Roberta, investigada em três inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) junto ao filho do petista, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, pelos crimes de corrupção e tráfico de influência, inclusive no gabinete presidencial.
Na entrevista, Lula repetiu que não conhece a lobista, minimizou os registros ao lado dela e disse que não poderia ser acusado por imagens em que aparecem juntos. "Nunca tive com essa Roberta. Posso ter tirado fotos com ela como tiro com um milhão de pessoas. Acho que ninguém tira mais foto do que eu nesse mundo."
Ele também negou ter oferecido cargo em seu governo à lobista, como ela teria afirmado em mensagens obtidas pela Polícia Federal, segundo reportagem da revista Veja. "Isso é próprio de malandro. Sabe aquele cara que fica contando vantagem? [...] Ela é assim", afirmou o presidente.
As investigações envolvendo Lulinha, Roberta Luchsinger e também o ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, são uma das principais fontes de desgaste para a campanha de reeleição do petista.
Um dos pontos apurados pela PF é a suspeita de que Roberta e Lulinha mantiveram uma "sociedade oculta" em negócios. A defesa dos dois nega que eles tenham cometido irregularidades.
Os inquéritos foram abertos a partir de elementos encontrados nas buscas e quebras de sigilo da operação que mira suspeitas de desvios em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) –outro caso que respinga na avaliação presidencial.
Lula disse duvidar que seu filho tenha feito lobby com ministros do governo e defendeu que retorne ao Brasil para depor sobre o caso às autoridades. Também declarou que ele vai ter sua "solidariedade", mas que "terá que prestar contas da sociedade" em relação às acusações. Lulinha mora em Madrid.
"Eu quero que o inquérito ande. Ele vai ter que vir prestar depoimento, porque ele sabe o que eu penso. Só ele sabe a verdade. se ele não fez nada de errado, crie coragem e brigue como eu briguei. Se ele fez uma coisa errada, ele pagará pelo erro que cometeu. Ele não terá proteção da Polícia Federal a meu pedido", disse.
"A minha tese é a seguinte: se você for acusado, só você sabe da verdade", completou o petista.
Professores ensinam melhor com dedicação exclusiva
É consenso em pesquisas locais e internacionais que, quanto mais tempo o professor dedica a uma só escola, maior a probabilidade de melhorar o desempenho do alunado.
O Brasil enfrenta desafios nesse setor. Segundo relatório da Fundação Carlos Chagas, em parceria com o Lemann Center e a organização D3e, com base no Censo Escolar 2023, 19% dos docentes da educação básica no país trabalhavam em ao menos duas escolas. No ensino médio, a taxa chegou a 36%, e nos anos finais do ensino fundamental, a 34%.
Os pesquisadores compararam esses dados com os da Pesquisa Internacional sobre Ensino e
Aprendizagem (Talis, na sigla em inglês) da OCDE de 2020. Considerando apenas os anos finais do fundamental, 71% dos 48 países avaliados tinham no máximo 5% dos docentes nessa situação.
O relatório aponta causas e propõe recomendações.
É comum que as redes ofereçam cargos de 20 ou 30 horas semanais, não de 40 horas. Assim, o professor tende a buscar complementação salarial. Ademais, mesmo contratado por 20 ou 30 horas, ele pode não encontrar aulas suficientes da sua disciplina.
Em 2023, enquanto em língua portuguesa, matemática, ciências, história e geografia a taxa de docentes em múltiplas escolas era de quase 20%, em física, química, biologia e sociologia, que têm menos aulas por semana, ela subia para cerca de 40%.
Nas cinco redes estaduais analisadas, os professores temporários representavam mais de 30% do quadro do magistério; em três, superavam 50%. A instabilidade do contrato favorece a busca por trabalho adicional.
Além disso, o Censo Escolar de 2023 mostra que 76,5% dos alunos estudavam em tempo parcial (até cinco horas por dia). Por isso, entre as principais recomendações do relatório, está a expansão do ensino em tempo integral.
Docentes de disciplinas com menos demanda podem atuar em laboratórios e projetos acadêmicos. De 2018 a 2023, uma das redes analisadas reduziu em 15 pontos percentuais a quantidade de professores em múltiplas escolas após expandir a jornada.
Sobre os temporários, há um desafio estrutural para reduzir as contratações, que visam conter gastos permanentes associados ao déficit previdenciário e à estabilidade no emprego.
Apenas elevar salários e realizar mais concursos para efetivos não são políticas sustentáveis sem uma ampla reforma do regime dos servidores. Para manter professores dedicados a uma única escola, são necessárias ações articuladas em várias frentes.
Flávio Bolsonaro usa interferência em debate para pedir 'voto de revolta', e campanha de Lula mira indecisos
Às vésperas do primeiro turno da eleição, a campanha de Lula (PT) adota discurso de otimismo após a mais recente pesquisa Datafolha e mira os indecisos —que, embora sejam só 2% no levantamento estimulado, chegam a 13% no espontâneo.
Já a campanha de seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), passou a usar as decisões judiciais que levaram ao cancelamento do debate da TV Globo nesta quinta-feira (1º) em busca do voto útil de eleitores dos demais candidatos da direita, como "voto de revolta" contra a interferência do Judiciário.
Antes de a emissora cancelar o debate em cima da hora, Flávio havia anunciado que não iria participar do programa após decisão da ministra Ana Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que determinou que a Globo não mostrasse o púlpito vazio de Lula.
Em seguida, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a participação de Renan Santos, o que Flávio também não queria, por temer ser alvo do candidato do Missão.
Lula já havia decidido não comparecer ao debate. No mesmo horário, ele participou de uma entrevista no podcast Flow.
A pesquisa Datafolha desta quinta mostrou Lula somando 45% das intenções em votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, ante 40% de Flávio. Já no segundo turno, em votos totais, há empate técnico: 48% para o presidente e 45% para senador fluminense.
Interlocutores de Lula afirmam que estratégias de campanha, mais do que a polêmica em torno do caso Nossa Senhora Aparecida, têm alavancado o petista na reta final. Ao mesmo tempo, admitem haver uma disputa intensa pelos últimos indecisos e preocupação com abstenção e com um eventual segundo turno.
José Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de governo de Lula, diz que as ruas mostram uma onda de crescimento. "Neste momento está tendo um processo de decisão de quem estava indeciso. A campanha deste ano foi apolítica. Não se discutiu os problemas do país", afirma Gabrielli, acrescentando que o protagonismo de escândalos pode ter atrasado a decisão do eleitor.
Outros petistas dizem que Lula pode ter ganhado eleitores ao proibir as bets, mas deve sofrer entre evangélicos e conservadores após a campanha de Flávio ter associado uma fala do presidente sobre "toque" em mulheres a abuso sexual.
Nesta reta final, a campanha de Lula diz que a parcela do eleitor em disputa é pequena e, por isso, esse eleitorado poderia ir para qualquer um dos lados a depender do estímulo, o que faz os estrategistas medirem cada passo.
Os aliados de Lula ouvidos pela Folha divergem, porém, na estratégia. Parte viu efeito nas mobilizações de rua e no foco da propaganda do PT, nos últimos dias, em explorar escândalos de Flávio, relacionando o adversário à milícia.
Uma ala afirma que a campanha encontrou seu eixo ao colocar luz sobre as suspeitas contra Flávio e que esse esforço vai surtir efeito. Outra diz que a comunicação continua falha, que a estratégia de mirar em Flávio não engajou e que é difícil ter impacto substancial na última hora.
O receio com abstenção, que preocupa mais a campanha de Lula do que a de Flávio, cresceu com a previsão de chuvas no Sudeste no domingo (4) e com a nova escalada da crise no STF, que poderia gerar apatia no eleitor.
Em relação ao segundo turno, há o temor de que Flávio ganhe novos apoios, como o de Cleitinho (Republicanos), favorito para o Governo de Minas Gerais. O avanço de Douglas Ruas (PL) no Rio é outro ponto crítico para Lula.
Flávio, por sua vez, aproveitou o cancelamento do debate para reforçar a estratégia do voto útil. O objetivo é desidratar as intenções de votos de seus adversários na direita, como Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD), para tentar vencer no primeiro turno ou pelo menos ultrapassar o petista na primeira etapa.
O candidato do PL, que já vinha fazendo ataques ao STF e acusando ministros de interferirem no pleito para prejudicá-lo, afirmou que a vítima da vez foi a própria Globo e que ele deixou de comparecer ao debate pois não iria compactuar com censura.
"A censura no seu mais alto grau, transparente e sem vergonha que vocês já viram nos últimos tempos", disse durante uma live feita para substituir a transmissão do debate.
"Lula não só não vai ao debate como ele usa os seus amigos no Judiciário para impor a censura ao debate da Rede Globo. É muito triste, revoltante, o que está acontecendo", disse Flávio.
O senador voltou a pedir votos no primeiro turno sob argumento de proteger a democracia. Ele chegou a dizer que o voto nele seria um voto de revolta e de protesto do eleitor. "Me dê seu voto de revolta. Me dê seu voto inteligente já no primeiro turno", disse.
"Vamos resolver essas eleições agora neste domingo. Se você estava pensando em não votar, se você está pensando que essa eleição não é tão importante, olha a gravidade do que está acontecendo. A única chance de o Brasil voltar a ter uma democracia é com Flávio Bolsonaro presidente. E não vamos parcelar seu voto em duas vezes, vamos votar de uma vez só neste domingo", completou.
Aliados do senador afirmaram que as atitudes dos ministros do STF demonstram o medo de que Flávio ganhe a eleição. Eles afirmam terem ficado chocados e desanimados com as decisões.
Coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que o Judiciário mostrou parcialidade e preferência por um candidato. "A democracia está em risco, o sistema está com medo", publicou.
Políticos do centrão afirmam que o cenário segue em aberto, mas veem tendência de que Lula termine na frente no primeiro turno.
Ana Pompeu , Augusto Tenório , Caio Spechoto , Carolina Linhares e Thaísa Oliveira / FOLHA DE SP
Ceará ultrapassa Bahia e se torna segundo maior produtor de leite do Nordeste
Escrito porLuciano Rodrigues / DIARIONORDESTE
Nacionalmente, o Ceará é o 8º maior produtor de leite do País, e faz parte do seleto grupo de nove estados que produzem acima de 1 bilhão de litros de leite anualmente.
A liderança nacional fica com Minas Gerais, responsável por mais de 10 bilhões de litros em 2025, 27,4% de tudo o que foi produzido no País no ano passado, que chegou a 36,6 bilhões de litros.
Veja a lista dos principais estados produtores de leite do Brasil
- Minas Gerais: 10,07 bilhões de litros;
- Paraná: 4,8 bilhões de litros;
- Rio Grande do Sul: 4,2 bilhões de litros;
- Santa Catarina: 3,4 bilhões de litros;
- Goiás: 2,9 bilhões de litros;
- Pernambuco: 1,52 bilhão de litros;
- São Paulo: 1,5 bilhão de litros;
- Ceará: 1,29 bilhão de litros;
- Bahia: 1,22 bilhão de litros;
- Sergipe: 701,3 milhões de litros.
Morada Nova permanece em destaque
Quando são considerados os municípios, a PPM indica que Morada Nova continua sendo, por larga vantagem, a 'capital do leite' no Ceará. A produção municipal cresceu 7,8% em 2025 no comparativo com o ano anterior, chegando a 117,3 milhões de litros.
Em termos regionais, Morada Nova é o 3º município que mais produz leite no Nordeste, atrás de Itaíba (PE) e Poço Redondo (SE). Nacionalmente, a cidade cearense fica na 11ª posição.
Morada Nova produziu mais leite ordenhando menos vacas, segundo a PPM. Em 2024, o município ordenhou 42,6 mil cabeças; já em 2025, esse número teve leve queda, chegando a 41,8 mil, refletindo a maior eficiência operacional das técnicas de manejo.
Na contramão do município, o Ceará ordenhou mais vacas, saindo de 732,1 mil cabeças leiteiras em 2024 para mais de 757 mil no ano passado, alta de 3,4%.
As primeiras colocações do ranking nacional dos municípios produtores ficam com cidades paranaenses e mineiras, refletindo a disputa pelo topo assim como na pesquisa estadual.
Confira a lista dos principais municípios produtores de leite do Brasil:
- Castro (PR): 532,7 milhões de litros;
- Carambei (PR): 306,7 milhões de litros;
- Patos de Minas (MG): 249,2 milhões de litros;
- Patrocínio (MG): 178,6 milhões de litros;
- Lagoa Formosa (MG): 161 milhões de litros;
- Coromandel (MG): 150,2 milhões de litros;
- Orizona (GO): 138 milhões de litros;
- Arapoti (PR): 137,2 milhões de litros;
- Itaíba (PE): 133,6 milhões de litros;
- Poço Redondo (SE): 130,5 milhões de litros;
- Morada Nova (CE): 117,3 milhões de litros;
Como é a produção de leite no Ceará?
Todos os 184 municípios do Ceará constam no levantamento do IBGE como produtores de leite. Enquanto Morada Nova é a maior produtora, Guaramiranga é a menor, com produção de apenas 32 mil litros do alimento.
As regiões do Sertão Central, Centro-Sul e Vale do Jaguaribe concentram a maior parte dos municípios produtores de leite.
No Sertão Central e Centro-Sul do Estado, concentram-se, conforme a PPM, três dos cinco maiores produtores. São eles, em ordem: Quixeramobim, Iguatu e Acopiara. Milhã, um dos destaques do Ceará na produção de leite, também apresenta crescimento expressivo.

Veja a lista dos municípios que mais produzem leite do Estado:
- Morada Nova: 117,3 milhões de litros;
- Quixeramobim: 80,1 milhões de litros;
- Iguatu: 59 milhões de litros;
- Acopiara: 44,6 milhões de litros;
- Jaguaretama: 42,1 milhões de litros;
- Jaguaribe: 41,5 milhões de litros;
- Quixelô: 37 milhões de litros;
- Milhã: 36,6 milhões de litros;
- Icó: 32,5 milhões de litros;
- Alto Santo: 28,6 milhões de litros;
Lei que impede prisão de eleitores já está em vigor; veja exceções
Como medida assegurada em lei, os eleitores não poderão ser presos a partir desta terça-feira (29). Conforme o Artigo 236 do Código Eleitoral, Lei nº 4.737/1965, a proibição vale em todo território nacional, começando cinco dias antes do primeiro turno das Eleições 2026 e seguindo até 48 horas após o encerramento das votações.
Essa medida busca proteger os eleitores de possíveis abusos de autoridade ou constrangimentos ilegais que possam impedir a participação nas votações, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.
Nesse período, se houver uma detenção, o preso deve ser encaminhado ao juiz competente para verificar a legalidade da prisão. A prisão será relaxada se o juiz não constatar as exceções previstas em lei.
- Flagrante delito: quando a pessoa comete um crime ou logo após a infração penal;
- Cumprimento de sentença criminal condenatória por crime inafiançável: nos casos em que uma decisão judicial definitiva é aplicada a delitos graves;
- Desrespeito a salvo-conduto: quando eleitor desobedece uma ordem judicial ou afeta o livre exercício do direito de voto de outra pessoa.
A medida do cumprimento de sentença criminal se aplica para casos de tortura, racismo, crimes hediondos, tráfico ilícito de entorpecentes, entre outros.
Além disso, as condutas ilegais praticadas no dia da votação também podem resultar em prisão em flagrante. A regra vale para casos de:
- Compra de votos;
- Boca de urna;
- Transporte irregular de eleitores;
- Promoção de comícios.
Essas restrições também se aplicam no segundo turno das Eleições 2026.

