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PEC da Anistia: Câmara aprova perdão de R$ 23 bilhões em dívidas de partidos por irregularidades

Por Levy Teles / O ESTADÃO DE SP

 

BRASÍLIA — A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira, 11, a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Anistia, que pode ser a quarta na história. Os partidos elaboram um texto que visa conceder um autoperdão a siglas que cometeram que cometeram infrações nas prestações de contas. Legendas que vão do PT ao PL apoiam a medida — organizações da sociedade civil seria uma “inaceitável irresponsabilidade” do Congresso Nacional aprovar a PEC.

 

A organização Transparência Partidária estima que a anistia chega a cerca de R$ 23 bilhões, se contadas apenas a contas pendentes de julgamento entre 2018 e 2023. O diretor do grupo, Marcelo Issa, disse que o valor pode ser muito maior. “Essa proposta é inaceitável. Não se trata apenas uma anistia financeira, mas de uma série de medidas que podem comprometer ainda mais a pouca credibilidade dos partidos políticos junto à sociedade”, disse.

 

A votação ocorreu após sucessivos recuos da Câmara, receosa do desgaste à imagem que a proposta causaria aos parlamentares. O relatório final sequer foi votado em comissão especial, passo anterior da votação em plenário. No último episódio, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), disse que apenas votaria a matéria com o apoio de todas as siglas. O PT tinha apresentado discordâncias a tópicos do texto.

 

Segundo líderes, a votação apenas aconteceria com o aval de que o Senado tramitaria a proposição. Eles dizem que a anuência já foi dada e a proposta seguirá em discussão na Casa.

 

A PEC passou com 344 votos sim, 89 votos não e quatro abstenções no primeiro turno e com 338 votos sim, 83 votos não e quatro abstenções no segundo turno. A matéria agora irá agora ao Senado.

 

Apenas o PSOL e o Novo votaram contra a PEC. “Uma autoanistia não é defensável, não é adequada e desmoraliza o instituto partido político” disse Chico Alencar (PSOL-RJ). “Ela tira uma credibilidade, que já não é muito grande das organizações partidárias. É indefensável.”

 

“O que estamos fazendo aqui é uma ampla e irrestrita anistia para partidos que não cumprem lei”, afirmou Adriana Ventura (Novo-SP). “Os partidos recebem bilhões, fazem as leis, não cumprem as leis e deixam para o povo pagar.”

 

Como mostrou o Estadão, 38 organizações ligadas à transparência e garantia de direitos eleitorais divulgaram uma nota pública na manhã desta quinta-feira, 11.

 

Elas apontam que a PEC, entre outras coisas, representa um estímulo à inadimplência e viabiliza partidos pagarem dívidas usando recursos de “origem não identificada”, o que pode ser recurso de “caixa 2″.

 

“Dessa forma, estaria autorizado utilizar recursos públicos inclusive para cumprir sanções pelo recebimento de recursos privados de origem não identificada, uma das formas do chamado ‘caixa 2′”, criticam as entidades.

 

O relator da PEC, Antônio Carlos Rodrigues (PL-SP), protocolou uma nova versão do texto pouco antes da votação. Oficialmente, é a sexta; em rascunho, foram mais de uma dezena de versões.

 

Essa anistia estabelece um prazo de até 15 anos para o pagamento de multas eleitorais, de cinco anos para obrigações previdenciárias e visa anular todas as sanções de natureza tributária aplicadas aos partidos políticos, apontam organizações ligadas à transparência partidária.

 

Se aprovado o atual texto, quaisquer sanções (mesmo as oriundas de processos administrativos e judiciais já transitados em julgado) que tenham duração superior a cinco anos serão anuladas.

Projeto de Pacheco para socorrer estados pode elevar dívida pública em R$ 462 bi

Douglas Gavras / FOLHA DE SP

 

Renegociar a dívida dos estados, conforme o projeto apresentado pelo presidente do SenadoRodrigo Pacheco (PSD-MG), elevaria a dívida pública em R$ 462,2 bilhões até 2033.

O cálculo foi feito pelo economista-chefe da Warren Rena, Felipe Salto, e pelo analista Gabriel Garrote, em um relatório enviado a clientes da corretora. Segundo eles, caso seja plenamente aplicado conforme foi apresentado, o projeto levará ao aumento da dívida e do déficit primário do setor público.

Na terça-feira (9), Pacheco apresentou o projeto de lei de renegociação da dívida dos estados com a União, que reverte parte dos juros economizados em investimentos nos próprios estados.

O projeto reduz o atual indexador da dívida de IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) + 4% ao ano para até IPCA + 2%, mediante a entrega de ativos por parte do estado —como empresas públicas e créditos judiciais.

Pelas estimativas da Warren Rena, a aprovação levaria a uma perda da União, com juro real zero e desconto de 20%, de R$ 33,5 bilhões, somente em 2025.

Ao longo do tempo, as perdas acumuladas vão precisar ser financiadas, o que poderia elevar a dívida pública em R$ 462,2 bilhões até 2033 —o equivalente a 2,4 pontos percentuais a mais de PIB (Produto Interno Bruto).

As projeções dos economistas apontam para uma dívida pública de 94,1% do PIB em 2033. Com o projeto aprovado, esse percentual passaria a ser de 96,5% do PIB.

"Com a nova proposta, o que se pretende é não mais pagar os juros, que atualmente são de 4% (além da correção monetária, calculada pelo IPCA). Ademais, pretende-se que a dívida possa ser abatida em até 20%, por meio da transferência de ativos", dizem.

De acordo com eles, caso as negociações pelo chamado Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados) sigam a tendência atual, o resultado final será o não pagamento da dívida estadual.

Segundo o documento, o momento atual é sensível para discutir e, sobretudo, aprovar matérias que deteriorem as contas públicas.

"Há agora grande expectativa quanto a medidas concretas direcionadas ao ajuste fiscal. Nesse contexto, trazer à baila uma nova renegociação da dívida estadual, em termos bastante favoráveis aos estados e desfavoráveis à União, tornará ainda mais delicado o atual quadro fiscal geral, diante do esperado efeito da renegociação sobre o déficit primário e a dívida pública."

Segundo eles, o aumento da dívida pública só não ocorreria em um cenário em que a renegociação levasse a uma redução da dívida estadual junto a terceiros. Mas a intenção dos estados é utilizar a folga trazida pela redução da despesa financeira no aumento da despesa primária.

"A própria proposta leva a essa direção, ao atrelar parte dos juros pagos a menos para investimentos em certas áreas. O que se esperaria, no mínimo, é que os recursos liberados fossem utilizados para quitar dívidas com terceiros, o que poderia compensar o aumento da dívida da União", segue o relatório.

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), antecipou à Folha a minuta de um projeto que será levada a Pacheco e ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Essa proposta está sendo discutida no Comsefaz (Comitê de Secretários de Fazenda dos Estados) e prevê que os recursos direcionados ao fundo de estabilização sejam do mesmo valor do perdão da dívida concedido aos estados superendividados na nova renegociação.

 

Reforma tributária: quem é o ‘pai’ da isenção da carne?

Por Alvaro Gribel / O ESTADÃO DE SP

 

BRASÍLIA - A inclusão das carnes na cesta básica com alíquota zero na reforma tributária gerou uma guerra de narrativas entre governistas e a oposição. Mas, afinal, de quem é a paternidade da proposta?

 

Pelo lado governista, a equipe econômica comandada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendia o modelo do “cashback” para focalizar o benefício a quem mais precisa, com restituição de impostos para famílias de baixa renda. Por isso, as carne foram incluídas na lista de redução de 60% do imposto. Ao mesmo tempo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dava declarações públicas a favor da inclusão das carnes na cesta básica, com alíquota zero. Pesava sobre Lula as falas, feitas ainda na campanha eleitoral, de que o brasileiro voltaria a comer picanha em seu governo.

 

Já pela oposição, deputados mais ligados ao bolsonarismo eram totalmente contrários à reforma tributária e pediam a derrubada completa do texto. Já a bancada do agronegócio, liderada pelo deputado Pedro Lupion (PP-PR), defendia a inclusão do item, que seria benéfico ao setor. Lupion sempre afirmou que haveria votos para a aprovação e contestava as contas da equipe econômica. O presidente da Câmara, Arthur Lira, era contra a medida, pelo impacto na alíquota-padrão. Uma emenda do deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), líder do partido na Casa, contudo, previa a inclusão.

 

Ao longo do dia da votação, as negociações para incluir as carnes na alíquota zero foram ganhando corpo, e o relator em plenário da proposta, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), disse que iria acatar a emenda. Como o texto-base já havia sido aprovado, a emenda da oposição foi para votação e saiu vitoriosa.

 

10 de julho

Dia da aprovação do texto em plenário. Pela manhã, em conversa com o Estadão, o relator de plenário do projeto de regulamentação da reforma, deputado Reginaldo Lopes, diz que não iria incluir as carnes na lista. A oposição, por sua vez, que tenta derrubar a reforma como um todo, diz que vai apresenta emenda ao texto para incluir o item. Na apresentação do texto, a carne fica de fora.

 

Ao longo do dia, a pressão do agronegócio se intensifica. O líder do governo na Câmara, José Guimaraes (PT-CE), no início da tarde, em entrevista a CNN Brasil, diz que Lula “deu aval” para a inclusão das carnes. A fala do presidente é usada por Lupion para pressionar o secretário Extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy.

 

Ao longo do dia, foi crescendo a movimentação entre deputados de que as carnes seriam incluídas. O argumento é que seria altamente impopular votar contra. A oposição apresenta destaque a uma emenda do deputado Altineu Cortez (PL-RJ) para incluir o item. Com as negociações já dando como certa a vitória da inclusão da carne, Lopes anuncia que iria incluir no texto.

 

“Estamos acolhendo no relatório da reforma todas as proteínas. Carnes, peixes, queijos e, lógico, o sal, porque o sal também é um ingrediente na culinária brasileira”, disse Lopes, no plenário. A mudança entrou no texto via destaque do PL, que foi votado pelos deputados. Foram 477 votos a favor, 3 contra e duas abstenções.

 

A inclusão das carnes na cesta básica gerou um embate entre governo e oposição pela “paternidade” da proposta. A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que discursou pelo governo, destacou que o presidente Lula havia colocado essa demanda ao Congresso. “É muito fácil a oposição, agora, dizer que foi ela que conquistou (a inclusão desses itens na cesta). Não é verdade; eles votaram contra a reforma tributária o tempo inteiro e têm nas suas costas a fila do osso sem carne para o povo brasileiro”, afirmou.

 

A parlamentar foi rebatida pelo deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS): “Vitória da oposição. Vitória do PL. Vitória da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária)”, afirmou. “Esse governo cometeu estelionato eleitoral: prometeu picanha e só entregou pé de frango. E agora, aos 45 minutos, vendo que ia perder de lavada, mudou seu voto.”

Câmara aprova reforma, adia problema para futuro e libera pauta para festa de Elmar e PEC da Anistia

Por Ricardo Corrêa / O ESTADÃO DE SP

 

Depois de mais de 30 anos de espera e debate, uma nova etapa da reforma tributária foi vencida na Câmara, com a aprovação do primeiro projeto de regulamentação dos impostos sobre consumo, que agora vai para o Senado. Para isso, a Câmara começou a sessão mais cedo que de costume, negociou o dia todo, realizou mudanças de última hora e adotou um rito acelerado, começando a votar o texto alterado enquanto os documentos subiam para o sistema.

 

Acordos garantiram uma aprovação sem sustos, com folga, e nem o texto modificado entregue de última hora foi suficiente para gerar debate que atrasasse a votação.

 

Um jeitinho daqui e outro dali, um problema empurrado para o futuro e, pronto: a pauta estava limpa para que os deputados pudessem curtir o aniversário de Elmar Nascimento, o preferido de Arthur Lira para a sua sucessão, na noite desta quarta, 10, e para a votação, na quinta-feira, 11, da ressuscitada (de novo) PEC da Anistia aos partidos políticos. Aí estava a prioridade que garantiu a velocidade que faltou em tantas outras ocasiões em que o assunto foi discutido.

 

Aqui não vai nem lamentação pelo texto ajustado de última hora, e depois modificado com um destaque que incluiu carnes, queijos e sal na cesta básica, ter sido aprovado sem tanta discussão. Num País em que setores organizados faziam um estica e puxa daqui e dali para garantir isenções para seus produtos, encarecendo todo o resto, quanto menos tempo de debate, infelizmente, menos tempo para que a simplificação dos impostos se tornasse uma complicação ainda maior. Livramo-nos de outras isenções de ocasião e agora teremos bastante tempo para descobrir os efeitos das que entraram ao longo dos últimos dias.

 

A inclusão das carnes tende a fazer a alíquota base subir, o que era uma preocupação para a equipe econômica do governo. Mas outra, maior ainda, e mais urgente, seria entregar à oposição, de presente, os louros da inclusão deste produto na cesta básica, sobretudo após o presidente da República prometer picanha na campanha eleitoral. Como a aprovação era quase certa e até Lula já tinha feito a defesa pública da ideia, o governo a encampou de última hora. Assim, ninguém precisará se constranger ao explicar a incoerência na campanha municipal que se inicia. E, para solucionar a primeira implicação, a da alíquota, empurrou o problema para adiante.

 

Foi aprovada uma trava que exige que a alíquota não supere 26,5%. Se superar, será necessário que o Executivo formule, em conjunto com o Comitê Gestor do IBS, um projeto de lei complementar com medidas para reduzir a carga tributária. A trava passaria a valer a partir de 2033, depois do período de transição da reforma tributária, que começa em 2026. Ou seja: quem teria que resolver é o governo que estiver de plantão a partir de 2031 (depois do prazo final para os dois mandatos de Lula, caso ele seja reeleito em 2026).

 

Ainda resta um segundo projeto de regulamentação da reforma para ser aprovado, o que trata do Comitê Gestor que vai administra o IBS e a distribuição das receitas entre Estados, DF e municípios. Mas esse será votado apenas em agosto, se der tempo, em pleno início da campanha eleitoral.

 

A prioridade dos deputados era, primeiro, curtir a festa de Elmar, que varou a madrugada, tentar aprovar o drible nas multas a partidos que descumpriram cotas para negros e mulheres após duas tentativas frustradas e, depois, partir para as bases para as convenções eleitorais que já começam na semana que vem.

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Opinião por Ricardo Corrêa

Coordenador de política em São Paulo no Estadão e comentarista na rádio Eldorado. Escreve às quintas

Sargento Reginauro questiona empréstimos do Estado do Ceará

Por Narla Lopes / ALECE

 

Deputado Sargento Reginauro (União) - Foto: Junior Pio

 

O deputado Sargento Reginauro (União) alertou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta quarta-feira (10/07), realizada de forma presencial e remota, sobre possibilidade de crescente endividamento do Governo Estadual, que vem contraindo empréstimos, ressaltando que essa prática "pode se transformar em uma bola de neve".

O parlamentar citou ainda problemas enfrentados por outros estados, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, onde chegou a não sobrar dinheiro para pagar servidores. "Doze empréstimos em um ano e meio de gestão. Essa dívida será herdada pelo próximo governo", opinou. 

Ele destacou ainda que, apesar dessas contratações, o governador Elmano de Freitas não teria cumprido sua promessa para os servidores públicos, como a reposição inflacionária. “Vão dizer: ele deu reajuste acima da inflação. Isso não é verdade. Disse que honraria a data-base em janeiro, mas os servidores só receberam [o reajuste] em julho, perdendo seis meses e sofrendo uma deflação salarial”, pontuou, avaliando que a saúde também não avança no Estado, devido à falta de investimentos.

Em aparte, o deputado Cláudio Pinho (PDT) lamentou que o Estado esteja contraindo empréstimos quase todos os meses, destacando que problemas na saúde, como o tratamento de câncer, que necessitam de um maior investimento por parte do Governo, ainda persistem. Ele também criticou a quantidade de mensagens do Governo que chegam em regime de urgência para serem votadas e aprovadas na Assembleia no mesmo dia.

Edição: Lusiana Freire

Larissa Gaspar destaca serviços prestados pela Secretaria da Proteção Social

Por Ricardo Garcia / ALECE

 

Deputado Larissa Gaspar (PT) - Foto: Junior Pio

 

A deputado Larissa Gaspar (PT) parabenizou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta quarta-feira (10/07), realizada de forma presencial e remota, o trabalho desenvolvido pela Secretaria da Proteção Social (SPS) do Estado.

Segundo a parlamentar, a pasta tem avançado em muitas frentes de atuação no Ceará, citando o acesso à documentação básica pela população como um dos principais destaques. "O Estado conta com diversos Caminhões do Cidadão, levando serviços de acesso à documentação ao povo. Além disso, temos investimentos no sentido de ampliar o Vapt Vupt e a Casa do Cidadão", salientou.

Ela também ressaltou a importância de iniciativas como o programa Mais Infância. "É uma política estadual que contempla vários eixos, fortalecendo ações de acolhimento às nossas crianças e adolescentes", assinalou.

Larissa Gaspar destacou ainda a tramitação na Casa de dois projetos de lei de autoria do Poder Executivo. O 74/24, que autoriza a contratação de operação de crédito externo para financiar o Programa de Modernização da Gestão Fiscal do Estado do Ceará (Profisco III-Ceará), vai, de acordo com a deputada, ao encontro do compromisso de responsabilidade fiscal do Estado.

"O governador Elmano tem sido um exemplo nesse quesito para todo o País, gerindo um Estado com recursos disponíveis em caixa e baixos níveis de endividamento", reforçou a parlamentar.

Já a proposição 75/24 autoriza crédito especial para o pagamento de depósitos judiciais pela Secretaria da Fazenda e para a realização de concurso público para a Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo (SEAS).

"É investimento para a realização de mais um importante concurso público no Ceará, que é um dos estados que mais realiza certames, por ter um compromisso com o serviço público. É muito importante que essa matéria seja aprovada e esse concurso seja realizado o mais breve possível para fortalecer a política de atendimento aos jovens em privação de liberdade", pontuou Larissa Gaspar.

Em aparte, a deputada Jô Farias (PT) manifestou indignação com a denúncia de mais um caso de importunação sexual contra mulher no Estado, após uma vítima de 67 anos relatar ter sofrido o crime em um elevador, cometido por um ex-empresário de bandas de forró.

"Precisamos nos indignar e fazer alguma coisa para que nós mulheres possamos ter mais segurança. Lamento profundamente o que aconteceu e espero que tudo seja apurado", comentou a deputada. 

Edição: Lusiana Freire

Tomaz Holanda informa sobre projeto para reconhecer Paróquia de São Pedro em Caririaçu

Por Lincoln Vieira / ALECE

 

Deputado Tomaz Holanda (Avante) - Foto: Junior Pio

 

O deputado Tomaz Holanda (Avante) explanou sobre o projeto de lei de sua autoria que reconhece a Paróquia de São Pedro, em Caririaçu, como Monumento de Destacada Relevância Histórica, Cultural e Turística do Estado do Ceará, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quarta-feira (10/07), realizada de forma presencial e remota. 

O deputado argumenta que o projeto de lei 509/24, de sua autoria, em tramitação na Casa, propõe o reconhecimento da Paróquia de São Pedro como ponto turístico e ainda incentiva o poder público estadual a investir na infraestrutura do prédio. 

O objetivo, detalhou o deputado, é alavancar o turismo e a geração de emprego e renda no município. “A Paróquia de São Pedro de Caririaçu representa um patrimônio valioso para o turismo religioso no Estado. O Padre Cícero Romão Batista atuou como vigário em 21 de setembro de 1888 e foi a única paróquia onde o Padre Cícero atuou como pároco”, ressalta. 

O deputado frisou que o líder religioso atraiu grande número de seguidores através de sua influência e carisma. Tomaz Holanda observou ainda que a participação do sacerdote contribuiu para consolidar o município de Caririaçu como um importante centro de devoção religiosa. 

“A presença de seu séquito, bem como a concentração de fiéis nas proximidades da Serra, evidencia a relevância espiritual e histórica. A Paróquia São Pedro foi a única capela onde ele foi pároco, não foi em Juazeiro e nem no Crato. Ele celebrou missas, como pároco, só em Caririaçu”, enfatizou. 

Ainda na tribuna, Tomas Holanda parabenizou o 1º sargento do Comando de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio) da Polícia Militar do Ceará (PMCE), Guilherme dos Santos Melo, pelo reconhecimento do Departamento de Polícia do Estado da Geórgia, nos Estados Unidos, pelos relevantes serviços prestados a corporação local. 

O parlamentar ressaltou que o PM viajou aos Estados Unidos para ministrar aulas em um seminário sobre técnicas e táticas de condução e algemação para os policiais do estado da Geórgia. “Eu, junto com o presidente da Alece, deputado Evandro Leitão (PT), solicitamos um título de cidadão cearense através do projeto de lei 505/24, para reconhecer o trabalho do sargento Guilherme dos Santos Melo. Ele merece porque leva o Estado do Ceará no coração. Ele nasceu no Pará, mas constituiu esposa, filhos e raízes no Ceará”, acentua. 

Edição: Vandecy Dourado

Simão Pedro ressalta benefícios para o Ceará com conclusão de ferrovia da Transnordestina

Por Luciana Meneses / ALECE

 

Deputado Simão Pedro (PSD) - Foto: Junior Pio

 

O deputado Simão Pedro (PSD) salientou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta quarta-feira (10/07), os benefícios para a população cearense com a conclusão da Ferrovia Transnordestina que ligará os estados do Piauí, Pernambuco e Ceará. 

A conclusão das obras da ferrovia está prevista para dezembro de 2026, ligando o município Eliseu Martins, no Piauí, ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará, e o Complexo do Suape, em Pernambuco. “Com extensão de mais de 1.200 Km e passando por 53 municípios no Piauí, Ceará e Pernambuco, vai possibilitar o escoamento da produção e a redução do custo logístico. A ferrovia será responsável pelo transporte de minérios, fertilizantes, grãos e combustíveis, reforçando a competitividade dos produtos brasileiros no exterior”, ressaltou o parlamentar.

De acordo com Simão Pedro, o governador Elmano de Freitas sugeriu ainda que a ferrovia seja utilizada também para o transporte de passageiros da capital para o Cariri cearense. 

O deputado destacou ainda a 14ª Mostra Meu Santarém, realizada do dia 24 a 29 de junho no município de Orós, promovida pela ONG Realeza Nordestina. O evento promove apresentações culturais de teatro, dança, cinema, música e outras linguagens artísticas, priorizando a criação de renda e geração de emprego por meio da economia da cultura e economia criativa. 

“Esse evento abre caminho para jovens, mulheres e a comunidade rural, contando com a participação popular na construção da programação artística, mais uma vez mostrando o poder transformador da cultura, promovendo inclusão, sustentabilidade e geração de renda”, elogiou.

O parlamentar acrescentou ainda que apresentou na Alece o projeto de lei n° 64/24 declarando de utilidade pública o Centro de Preservação da História e Cultura Popular Realeza Nordestina, com sede no distrito de Santarém, município de Orós. “É uma forma de reconhecer o magnífico trabalho que a ONG vem realizando durante todos esses anos e que tem dado tanto orgulho a todos nós, filhos de Orós”, assinalou. 

Edição: Lusiana Freire

Romeu Aldigueri destaca medidas do Governo do Estado para melhorar índices da segurança pública

Por Narla Lopes / ALECE

 

Deputado Romeu Aldigueri (PDT) - Foto: Junior Pio

 

O deputado Romeu Aldigueri (PDT) destacou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta terça-feira (09/07), realizada de forma presencial e remota, diversas medidas do Governo do Estado na área da segurança pública para combater a criminalidade.

“O governador Elmano de Freitas está fazendo a sua parte, trabalhando diuturnamente, reunindo diversas esferas do Poder Público e Judiciário para melhorar a sensação de segurança da população e os índices no Estado”, pontuou o deputado.

Entre as ações, o parlamentar mencionou o anúncio de novos concursos, a convocação de mais de 2.700 policiais civis e militares, e peritos forenses, efetivação do cadastro de reserva, ganhos históricos para as forças de segurança, como melhoria da remuneração, aumento das diárias e do valor de apreensão de arma em 50% e inclusão do policial penal nessas gratificações. Além disso, destacou a compra de novas viaturas e a abertura de novas delegacias.

“Agora vai anunciar os tablets para que se possa efetivar os flagrantes de forma digital, possibilitando que o policial civil e militar esteja mais próximo e mais presente nas comunidades rurais e urbanas para realizar os flagrantes”, disse.

Tudo isso, pontuou o parlamentar, se reflete em números como a diminuição de 14,4% nos Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs) em junho deste ano, com 3.003 ocorrências contra 3.509 no mesmo mês de 2023.

O deputado também destacou os investimentos em inteligência no Estado, além das medidas implementadas para apreender celulares roubados e colocar mais policiais nas ruas nos locais onde há mais furtos. Isso resultou na retração de 9,7% nos dados de Fortaleza, com 2.162 registros contra 2.393 ocorrências em junho do ano passado.

“Já na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), os roubos caíram 25,7%, com 455 ocorrências no sexto mês de 2024 contra 612 em 2023. A maior redução ficou com o Interior Sul, onde os crimes reduziram 47,3% no período, com 136 roubos contra 258 em junho de 2023”, detalhou o deputado.

Ele acrescentou que o reforço do trabalho ostensivo foi incrementado por 860 novos policiais militares e o reforço nas investigações com a posse de 428 novos policiais civis. “É o começo de um ciclo de bons resultados no Estado”, assinalou.

Edição: Lusiana Freire

Lira acelera votação da reforma, anima o mercado, mas deixa setores apreensivos

Adriana FernandesVictoria Azevedo / FOLHA DE SP

 

O presidente da Câmara dos DeputadosArthur Lira (PP-AL), acelerou a tramitação da regulamentação da reforma tributária na Casa às vésperas do recesso parlamentar. Numa tentativa de realizar uma força-tarefa para analisar os projetos de lei, Lira suspendeu as reuniões das comissões temáticas da Casa até quinta-feira (11) e pautou para esta terça (9) a votação em plenário do requerimento de urgência do primeiro texto enviado pelo Executivo.

requerimento foi aprovado por 322 votos favoráveis e 137 contrários, além de três abstenções. Agora, os deputados deverão apreciar o mérito da proposta no plenário da Casa na quarta-feira (10), com sessão começando pela manhã e se estendendo ao longo do dia. A iniciativa gerou incômodo em deputados, que se queixaram à reportagem pela velocidade da tramitação de uma matéria considerada complexa.

O movimento de Lira, no entanto, teve respaldo do governo federal. Na terça, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com o presidente da Casa e lideranças partidárias para apresentar cálculos do impacto das mudanças no projeto na alíquota média de referência dos novos impostos.

A regulamentação da reforma tributária é considerada a principal prioridade do Executivo na Câmara neste semestre. O governo também tem pressa para aprovar esse tema num momento em que o mercado sinaliza positivamente ao andamento da reforma tributária.

 

Além da aposta em corte de juro em setembro nos Estados Unidos e melhora do ambiente fiscal, depois que o presidente Lula assumiu compromisso com o arcabouço fiscal, fortalecendo Haddad, a aceleração da votação da reforma animou o mercado financeiro.

Para os analistas, é importante o andamento da agenda de reformas que terão impacto no crescimento do país.

Na véspera da votação, a Câmara ficou repleta de lobistas de setores apreensivos com o risco de não terem sido atendidos, mas também com esperança de emplacar ainda mudanças no parecer final que será levado à votação do plenário. Outros querem se certificar de que foi decidido no parecer inicial seja mantido.

Assim como ocorreu na tramitação da PEC (proposta de emenda à Constituição) da reforma tributária na Câmara no ano passado, a expectativa é que os pontos considerados polêmicos sejam resolvidos no momento em que o texto for discutido no plenário.

inclusão das carnes na cesta básica nacional com imposto zero é o mais polêmico, mas outros pleitos, se atendidos, podem ter impacto na alíquota média do IBS e CBS de 26,5%, calculada pela Fazenda com base no projeto do Executivo que foi enviado ao Congresso.

O valor da alíquota segue indefinido e foi o principal tema da reunião de líderes com Haddad nesta terça. Lira indicou que vai calibrar as alterações finais com base no impacto da alíquota.

Setores de medicamentos, saneamento, alimentos, mineração, petróleo, automóveis elétricos, armas de fogo, construção civil, livros, igrejas, bets (jogos de azar) e refrigerantes atuam fortemente nos bastidores.

Por outro lado, outros setores querem garantir o texto do primeiro parecer do grupo de trabalho, divulgado na semana passada. É o caso da indústria de armas, que ficou fora da lista dos produtos que terão incidência do Imposto Seletivo, mas seguem ameaçados. As montadoras do Nordeste também querem manter o texto do relatório, que ampliou os benefícios concedidos a elas.

Os setores que garantiram a imunidade tributária (não pagam o imposto) na emenda constitucional, como as igrejas, pressionam para recuperar os créditos das cadeias anteriores. É o caso também da indústria do livro.

Técnicos do governo estão sem dormir fazendo as contas a pedido do grupo de trabalho da regulamentação da forma de seguem sem saber até agora qual será o impacto da alíquota. O primeiro parecer praticamente não alterou a alíquota média porque a flexibilização das regras para a construção (a com maior impacto) foi compensada pela inclusão dos jogos de azar (bets) e dos carros elétricos no IS, mais conhecido como imposto do pecado.

O setor de medicamentos é uma dos mais inquietos na expectativa de conseguir mudanças nesta reta final da votação na Câmara. Cinco entidades do setor (Acessa, Alanac, Febrafar, Grupo FarmaBrasil e PróGenéricos) fazem uma ofensiva na Câmara para garantir alíquota reduzida para todos os medicamentos.

A proposta é que haja duas faixas apenas de alíquota: desconto de 60% e 100% (zero). Eles querem eliminar a lista do projeto que contém medicamento com pagamento integral (alíquota cheia), sem desconto. Pelos cálculos do setor, o projeto deixa de contemplar 56% dos medicamentos, principalmente aqueles de uso popular, como antigripais e para o tratamento da diabetes.

"Estamos num processo de aguardar o que vai sair. A causa é muito justa. Estamos conversando com os líderes", disse à Folha o presidente do Grupo Farma Brasil, Reginaldo Arcuri.

O presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás), Roberto Ardenghy, também conta com mudanças no projeto para garantir que ele seja aprovado prevendo alíquota zero do imposto do pecado, garantindo também que não haja tributação das exportações.

Ele considera que a inclusão do petróleo e mineração na lista do IS é um ponto fora da curva da reforma. "É uma maneira equivocada de se tratar o imposto seletivo, que, por definição, em todos os lugares do mundo, inclusive no Brasil, no passado, sempre foi [cobrado] no consumidor final. É o sujeito que vai comprar um maço de cigarro ou vai beber uma dose de alguma bebida alcoólica e ele vai pagar, como consumidor final, aquela onerosidade por um hábito que a gente quer desestimular", disse.

Para o setor, a cobrança é inconstitucional e, se aprovada, vai levar à judicialização da reforma. " Tem também outro efeito negativo. Ele é inflacionário e vai diminuir a competitividade do Brasil, porque o petróleo brasileiro vai ficar mais caro e ainda vai reduzir a arrecadação dos estados e municípios", diz ele.

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