Por Narla Lopes
Por Narla Lopes / ALECE
Deputado Cláudio Pinho (PDT) - Foto: Paulo Rocha
O deputado Cláudio Pinho (PDT) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quarta-feira (25/06), os resultados da educação no Estado e alertou para uma realidade que, segundo ele, é bem diferente da apresentada pela propaganda oficial.
O parlamentar iniciou sua fala apresentando uma “nota de pesar” pela situação da educação cearense e destacou dados do IBGE que colocam o Ceará como o Estado com a 4ª maior taxa de analfabetismo do Brasil. “Acredito que você só pode libertar e desenvolver uma sociedade se tiver conhecimento. O conhecimento dá independência e capacidade de vencer na vida”, afirmou.
Ele mencionou reportagem publicada na imprensa apontando que cerca de 867 mil cearenses com mais de 15 anos são analfabetos. “É tudo o que nós não queremos. Vejam que, nas notícias ruins, o Ceará é campeão. E nas boas, fica entre os últimos”, pontuou. Segundo o deputado, esses dados desmentem o discurso de que o Estado é referência nacional em educação. “É o Estado real e o Estado virtual que temos na propaganda governamental”, sublinhou.
Pinho destacou ainda que a rede pública estadual tem cerca de 698 mil jovens fora da sala de aula e que o Ceará tem a terceira pior taxa do País em escolarização de jovens de 18 a 24 anos. “Qual é o futuro desses jovens sem escola, sem conhecimento? Muitos sabem apenas assinar o nome”, assinalou.
Ele também afirmou que o Ceará continua sem um plano estadual de educação atualizado. “Ele está vencido. Precisamos de um plano com o intuito de termos a juventude qualificada, para que ela possa se engajar no mercado de trabalho, crescer e vencer na vida”, defendeu.
Com base nos dados do Enem 2023 para estudantes de escolas públicas, Cláudio Pinho apontou que o Ceará ficou em 24º lugar em Ciências Humanas e também em Ciências da Natureza, 18º em Matemática, 21º em Linguagens e Códigos e 26º em Redação - à frente apenas do Amazonas. “Isto é uma vergonha para um governo que gasta uma fortuna com propaganda dizendo que o Ceará é campeão do Enem. Os resultados estão aqui para desmentir qualquer um que diga que o Ceará vai muito bem no Enem”, ressaltou.
Ainda segundo o deputado, a média geral do Estado ficou em 25º lugar entre as 27 unidades da federação. “A nossa educação não está à beira do colapso. Ela está à beira da morte ou da falência. É preciso uma transformação real”, alertou.
O parlamentar frisou que sua crítica não tem cunho partidário. “Não é porque sou oposição. Eu quero é melhorar. Estou aqui apresentando dados oficiais que mostram uma realidade que o povo não vê”, destacou.
Em aparte, o deputado Sargento Reginauro (União) reforçou as críticas feitas por Cláudio Pinho e relacionou os baixos índices educacionais ao aumento da vulnerabilidade da juventude diante do crime organizado. “Parece que os nossos jovens estão ficando três vezes mais sem oportunidade. Hoje, temos 600 mil jovens sem nenhuma ocupação. Não estudam, não trabalham, não fazem nada. Isso é a mão de obra que o tráfico está procurando”, destacou.
Edição: Lusiana Freire
Fernando Hugo pede que o Estado amplie ações de ressocialização de dependentes químicos
Por Gleydson Silva / ALECE
Deputado Fernando Hugo (PSD) - Foto: Paulo Rocha
O deputado Fernando Hugo (PSD) pediu, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quarta-feira (25/06), que o Governo do Estado amplie ações voltadas à desintoxicação de dependentes químicos e à reintegração dessas pessoas à sociedade.
O parlamentar reiterou a importância da abertura de novos hospitais e leitos no Ceará, mas pediu que o Governo crie núcleos específicos de desintoxicação, recuperação e ressocialização para atender os dependentes do Estado. “Tratando um drogadito, se salva a vida desse dependente e impede, por meio da ressocialização, que ele assalte bancos, assalte postos de saúde, mate alguém, para que, no benefício desse crime, consiga usar sua droga. Peço encaminhamentos objetivos para lutar contra esse mal”, pontuou.
Fernando Hugo apontou que “a droga é democrática” e pode atingir todas as raças, classes sociais e crenças, destruindo vidas entre jovens e mais velhos. “A droga é democrática, mas a democracia da droga é de uma unilateralidade que se divide em cemitério ou penitenciária. Não tem outro caminho”, disse.
Conforme o deputado, também é necessário fortalecer as forças de segurança para combater o tráfico de drogas, que acabam por aliciar crianças e jovens, desde cedo, para trabalhar no mundo do crime. “O Brasil precisa, e o Ceará mais ainda, combater tudo o que envolve a droga e os males que isso traz para a nossa sociedade”, ressaltou.
O deputado Cláudio Pinho (PDT), em parte, avaliou os impactos das drogas na sociedade, levando milhares de pessoas para a marginalidade, fazendo com que jovens deixem suas casas para trabalhar para o crime e elogiou Fernando Hugo pela abordagem do tema. “Precisamos debater esse tema, para que consigamos desenvolver propostas reais para conseguir diminuir o uso de drogas na nossa sociedade”, observou.
Edição: Lusiana Freire
Alece comemora o Dia do Corredor de Rua em sessão solene
Por Lincoln Vieira / ALECE
Corrida Alece 190 anos, em abril deste ano - Foto: Rodrigo Carvalho
A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) celebra, em sessão solene nesta terça-feira (24/06), o Dia do Corredor de Rua. O evento acontece às 17h, no Plenário 13 de Maio. A solenidade atende a requerimento do presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri (PSB) e dos deputados Sargento Reginauro (União), Felipe Mota (União), Carmelo Neto (PL), Queiroz Filho (PDT), Firmo Camurça (União) e Antônio Henrique (PDT).
Para o presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri, o corredor de rua representa a valorização do esporte, da saúde e da superação pessoal. Conforme o parlamentar, seja em competições oficiais ou treinamentos diários, o atleta inspira disciplina, bem-estar e qualidade de vida.
“A prática da corrida movimenta comunidades, fomenta o turismo esportivo e promove integração social. A sessão solene é um justo reconhecimento ao esforço e dedicação desses cearenses que fazem do esporte um estilo de vida”, argumentou.
O deputado Sargento Reginauro (União), também autor do requerimento da solenidade, ressaltou que a corrida de rua tem conquistado um número crescente de praticantes no Ceará. Segundo ele, além de inúmeros benefícios físicos, a prática fortalece os vínculos comunitários, incentiva a inclusão social e promove hábitos de vida mais saudáveis e sustentáveis.
“A sessão solene busca reconhecer os esforços tanto dos corredores quanto das instituições que, com dedicação e compromisso, organizam eventos e criam condições favoráveis para a prática do esporte. Comemorar esse dia é uma justa homenagem ao impacto social e comunitário dessa modalidade esportiva”, salientou.
SERVIÇO
Sessão solene em comemoração ao Dia do Corredor de Rua
Data: Terça-feira, 24 de junho de 2025.
Horário: 17h.
Local: Plenário 13 de Maio.
Endereço: Av. Desembargador Moreira, 2.807 – Dionísio Torres, Fortaleza-CE.
Financiamento de políticas públicas é tema de audiência pública nesta terça-feira
Por Narla Lopes / ALECE
- Foto: Marcos Moura
A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), por meio da Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação (COFT), realiza, na tarde desta terça-feira (24/06), a partir das 14h, no Auditório Murilo Aguiar, audiência pública para debater o financiamento das políticas públicas. A iniciativa é do deputado Renato Roseno (Psol), em resposta a uma demanda apresentada por representantes da sociedade civil.
Segundo o parlamentar, a discussão busca ampliar a compreensão sobre a distribuição dos recursos públicos e seus impactos nos direitos sociais. “É dever do poder público estadual garantir uma distribuição justa dos recursos, que assegure os direitos dos servidores públicos e atenda às necessidades da população”, afirma Roseno. Ele destaca ainda que a proposta é promover o diálogo com a sociedade e, com o apoio da Alece, construir caminhos para o financiamento adequado das políticas públicas.
Entre os convidados estão especialistas e representantes de instituições como a Universidade de Brasília (UnB), a Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado do Ceará (Seplag), o Sindicato dos Assistentes Sociais do Estado do Ceará (Sasec), o Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais (Fuaspec), o Centro de Estudos do Trabalho e Ontologia do Ser Social (Cetros/Uece), além de parlamentares municipais, profissionais da assistência social e pesquisadores da área.
SERVIÇO
Audiência pública para debater o financiamento das políticas públicas
Data: Terça-feira, 24 de junho de 2025
Horário: 14h
Local: Auditório Murilo Aguiar - Assembleia Legislativa do Estado do Ceará
Endereço: Avenida Desembargador Moreira, 2.807 – Dionísio Torres, Fortaleza
Edição: Lusiana Freire
Jô Farias destaca projeto do Poder Executivo voltado para a formação de motoristas
Por Giovanna Munnhoz / ALECE
Deputada Jô Farias (PT) - Foto: Rodrigo Carvalho
A deputada Jô Farias (PT) ressaltou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), desta terça-feira (17/06), o projeto de lei do Poder Executivo que dispõe sobre o projeto popular de formação ABCDetran.
Segundo a parlamentar, o projeto de 44/25 é uma proposta de formação, educação, qualificação e habilitação profissional de condutores de veículos automotores. “Essa iniciativa repara injustiças e traz dignidade e oportunidade a quem mais precisa”, explicou.
A deputada solicitou a compreensão de todos os parlamentares na aprovação da proposta que está tramitando na Alece. “Dentro desse projeto, as pessoas vão se motivar, continuar estudando, e o nosso trânsito vai ficar mais seguro. É essencial cuidar da população que não teve oportunidade de se alfabetizar na idade certa”, assinalou.
Jô Farias salientou ainda que, em 2022, a proposta foi implementada no município de Horizonte para condutores de motos. “Em 2023, solicitei que esse projeto fosse enviado para todo o Estado. A proposta, que viabiliza meios, através da Secretaria de Educação, para que as pessoas não alfabetizadas superem a condição e consigam suas carteiras, chega para ser aprovada, incluindo também carros”, afirmou.
Em aparte, o deputado Missias Dias (PT) enfatizou também a relevância do projeto ABCDetran. “Essa proposta corrige injustiças e cuida da população do Estado, dando oportunidade de compreender as leis de trânsito, proporcionando estudos e buscando dar melhores oportunidades”, disse.
Edição: Vandecy Dourado
De Assis Diniz enaltece ações do Ministério da Educação
Por Luciana Meneses / ALECE
- Foto: Junior Pio
O deputado De Assis Diniz (PT) enalteceu as ações do Ministério da Educação (MEC), durante seu pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (17/06).
Presente na 13ª edição do “Seminário de Gestores Públicos – Prefeitos 2025”, realizado nesta segunda e terça-feira (16 e 17/06) em Fortaleza, o deputado De Assis Diniz destacou ações e anúncios feitos pelo ministro da Educação, Camilo Santana.
Para o petista, o MEC vivencia uma fase de reestruturação da educação brasileira, investindo da creche à pós-graduação. “Os desafios da educação brasileira nos foram apresentados em números que nos mostram o comprometimento do governo Lula e de toda a equipe do ministério com o futuro dos nossos estudantes”, frisou.
De acordo com De Assis, encontra-se em andamento uma tratativa com o Congresso Nacional para a emissão da Carteira de Identificação Profissional do Professor, equivalente à da Ordem dos Advogados Brasileiros (OAB), como mais uma forma de valorização da categoria.
Investimentos para a construção de mais escolas de tempo integral e a repactuação para o retorno de obras paralisadas também foram destacados pelo deputado. “Com investimento de R$ 1,4 bilhão, o número de escolas de tempo integral pelo País aumentou para 68% e foi disponibilizado R$ 1,5 bilhão para reavaliação e conclusão de obras paradas de creches e escolas. Além disso, um edital para as prefeituras no valor de R$ 13,3 bilhões também para aquisição de transporte escolar e equipamentos para escolas e creches”, comemorou.
Por fim, o parlamentar parabenizou o ministro Camilo e o governador Elmano de Freitas pelas ações conjuntas em prol da educação cearense. “Aqui, nosso governador segue no mesmo passo, investindo em creches, escolas, valorização de professores, dando continuidade a essa política que virou referência para todo o País. Tudo isso se transforma na garantia do futuro para os nossos jovens”, declarou.
Em aparte, o deputado Missias Dias (PT) também elogiou as ações do Ministério da Educação. “Escolas de primeira qualidade, professores qualificados e capacitados, preparando a meninada para o Enem e posteriormente o mercado de trabalho. O Estado brasileiro está fazendo uma revolução na educação brasileira, investindo e reduzindo a desigualdade social”, avaliou.
Edição: Vandecy Dourado
Congresso derruba veto de Lula e restabelece parte dos ‘jabutis’ que encarecem conta de luz
Por Mariana Carneiro, Pepita Ortega (Broadcast), Naomi Matsui (Broadcast) e Victor Ohana (Broadcast) / O ESTADÃO DE SP
BRASÍLIA – O Congresso Nacional derrubou nesta terça-feira, 17, trechos do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no projeto de lei que cria regras para a produção de energia eólica em alto-mar, chamado pelo jargão de eólicas offshore.
Durante a tramitação, parlamentares inseriram na proposta original uma série de ‘jabutis’ para atender a diferentes geradores de energia, o que poderia custar até R$ 17 bilhões por ano, segundo a consultoria PSR. O financiamento desses programas será cobrado de todos os consumidores – o que poderia elevar as contas em 7,5%. O presidente Lula decidiu então vetar todos os jabutis.
Nesta terça-feira, 17, o Congresso colocou parte dos vetos de Lula em votação e decidiu derrubar os vetos à prorrogação do incentivo para fontes de energia renovável, como biomassa, eólica e solar (Proinfa); o que obriga a contratação de 4,9 GW de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e a contratação de 250 MW de hidrogênio produzido a partir do etanol do Nordeste e 300 MW de energia eólica no Sul do País.
Desde maio, havia indicação para derrubada dos itens do veto relacionados ao Proinfa. Já sobre os outros trechos derrubados, o acordo foi anunciado pelo líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues (PT-AP), logo no início da sessão do Congresso.
A Frente Nacional dos Consumidores de Energia estima que os jabutis que foram restabelecidos nesta terça-feira custarão R$ 197 bilhões ao consumidores nos próximos 25 anos – valor que será cobrado dos consumidores, encarecendo as contas de luz em cerca de 3,5%.
“O Poder Legislativo, mais uma vez, demonstra desrespeito pelos princípios constitucionais e democráticos ao persistir na defesa de propostas que prejudicam a população e ao conduzir o processo legislativo ignorando os regimentos internos, impedindo que a sociedade civil tenha uma ampla e plena participação e aprovando sumariamente medidas de grave repercussão sem base técnica nem justificativa econômica”, afirma nota divulgada pela Frente.
A entidade afirma ainda que a contratação compulsória de energia dessas fontes e a prorrogação do Proinfa “são medidas desnecessárias do ponto de vista da operação do sistema elétrico e, além do alto custo, têm potencial para ampliar ainda mais a já elevada sobre oferta de energia no país, em um contexto em que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já realiza cortes significativos na geração de energia eólica e solar, o chamado curtailment”. A Frente prevê que os cortes que afetam a geração de energia renovável no Nordeste tendem a piorar e que os jabutis “instalam o caos definitivo no setor elétrico”.
Os demais pontos vetados por Lula tiveram a análise adiada em razão da negociação para um acordo sobre o tema. Parlamentares ouvidos pelo Estadão/Broadcast afirmam que, se o governo colocasse os demais jabutis em votação, corria o risco de perder em todos, haja vista o clima negativo na relação do governo com o Congresso.
Com a decisão do Congresso, os seguintes trechos que haviam sido vetados voltam a ter validade:
• a prorrogação contratual por 20 anos de contratos de compra de energia do Proinfa, mediante a concordância dos geradores de pequenas centrais hidrelétricas e centrais a biomassa e eólicas;
• o prolongamento dos atos de outorga pelo mesmo período de vigência dos contratos prorrogados do Proinfa, ressalvando a manutenção da repactuação de risco hidrológico, bem como a possibilidade de prorrogação onerosa a cargo do titular da outorga prevista para aproveitamento de potencial hidráulico maior que 5.000 kW e inferior ou igual a 50.000 kW;
• aplicação de um preço-teto para empreendimentos sem outorga aos contratos de compra de energia do Proinfa prorrogados por 20 anos;
• em caso de prorrogação, os geradores contratados de Pequenas Centrais Hidrelétricas e centrais a biomassa e eólicas não terem direito à redução percentual, não inferior a 50%, estabelecido pela Aneel, a ser aplicado às tarifas de uso dos sistemas elétricos de transmissão e de distribuição, incidindo na produção e no consumo da energia proveniente de tais empreendimentos;
• revogação da obrigação, em caso de prorrogação de contratos de compra de energia do Proinfa, a substituição do IGPM pelo IPCA como índice de correção monetária;
• o estabelecimento dos valores em megawatts de capacidade e energia associada de centrais hidrelétricas de até 50 MW a serem contratados para as Regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste e Norte e Nordeste e os respectivos prazos de contratação e entrega;
• estabelecimento dos valores em megawatts a ser contratados de energia proveniente do hidrogênio líquido a partir do etanol na Região Nordeste e proveniente de eólicas na Região Sul, definindo os respectivos prazos de contratação e entrega;
• previsão de que diferenças dos montantes de energia poderão ser contratadas em anos posteriores aos previstos em caso de inexistência de oferta nos anos originalmente previstos, adiando-se a data de entrega; e do abatimento dos montantes de energia previamente contratados do total estabelecido para a unidade federativa.

Alece passa a divulgar atos legislativos e administrativos exclusivamente em Diário Oficial próprio
Por Juliana Melo / ALECE
Foto: Bia Medeiros
A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) passa a divulgar todos os atos legislativos e administrativos da Casa exclusivamente no seu Diário Oficial, o Doalece, a partir dessa quinta-feira (19/06). Esse é o veículo oficial de divulgação desses atos, conferindo ampla publicidade, comunicação, economicidade, transparência e divulgação dos atos do Poder Legislativo cearense, em atendimento aos princípios constitucionais.
A plataforma está disponível no site da Alece. No menu superior da página inicial, basta clicar em “Documentos e Publicações”, clicar em “Diário Oficial” e realizar a consulta por data, por texto ou de forma mais detalhada. A veiculação é gratuita e diária, exceto em feriados e fins de semana.
O presidente da Casa, deputado Romeu Aldigueri (PSB), explica que a iniciativa reforça o compromisso do Parlamento com a transparência. “A Alece é um dos parlamentos mais transparentes do Brasil, e nossa gestão caminhará, com o apoio de todos os parlamentares, no sentido de ajudá-la a ser a mais transparente do País. Vamos jogar luz sobre todos os nossos atos, para que a sociedade participe dos nossos processos, acompanhe e veja que, nesta Casa, trabalhamos cotidianamente para trazer avanços e melhorias para a população”, afirma Aldigueri.
O parlamentar acrescenta que a criação do Doalece fortalece a autonomia institucional do Legislativo, que passa a contar com seu próprio canal oficial de divulgação, a exemplo do que já acontece nos poderes Executivo e Judiciário. “Agora, a Assembleia tem um meio autônomo para tornar públicas suas ações, tornando mais dinâmico e acessível o alcance das informações legislativas”, destaca.
O coordenador de Comunicação Legislativa, Fabrício Machado, explica que o Doalece é resultado de um trabalho iniciado ainda em 2022, conforme previsto na Resolução n.º 752/2022, e que a ferramenta passou por diversas etapas de testes internos ao longo dos últimos anos.
Por ocasião da disponibilização do Doalece no site oficial da Casa, Fabricio Machado esclareceu que “a ferramenta já vinha sendo testada internamente. Somente em 2025, realizamos 56 testes, totalizando mais de 300. Agora, com a assinatura do ato de criação da plataforma pelo presidente, entramos na fase de testes abertos à população, que se estenderá por 30 dias. Após esse período, o Doalece passará a ser o canal exclusivo de publicação oficial do Poder Legislativo cearense”, destacou
A Coordenadoria de Comunicação Legislativa é responsável por coordenar, supervisionar e exercer o controle final das publicações do Diário Oficial da Assembleia Legislativa. Já à Coordenadoria de Tecnologia de Informação cabe a manutenção dos sistemas informatizados, bem como a responsabilidade pelas cópias de segurança.
Confira o passo a passo para acessar o Doalece:
INFORMAÇÕES DO DOALECE
De acordo com o Ato Normativo n.° 360/2025, que regulamenta a resolução n.º 752/2022, que instituiu o Doalece, a publicação traz na íntegra: as emendas à Constituição do Ceará; leis promulgadas pelo presidente ou vice-presidente da Casa (nas hipóteses do art. 65, § 7°, da Constituição Estadual); resoluções; decretos legislativos; atos normativos, deliberativos e demais atos da Mesa Diretora; relatório de gestão fiscal; além de publicações obrigatórias por lei ou pelo regimento interno.
O Diário Oficial da Alece traz ainda publicações dos atos de natureza administrativa, tais como atos relativos a pessoal, procedimento licitatório, extrato de convênios, contratos e outros instrumentos semelhantes.
O Doalece substitui a versão impressa e eletrônica das publicações da Assembleia Legislativa no Diário Oficial do Estado do Ceará e produzirá os seus mesmos efeitos.
Nos recessos parlamentares, a circulação do Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará ocorrerá de acordo com a demanda de publicação e divulgação dos atos do Poder Legislativo.
Edição: Clara Guimarães
Exposição “Alece 190 anos: a Casa do Povo” será aberta em 17 de junho
Por ALECE /
- Arte: Núcleo de Publicidade da Alece
A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), por meio do Memorial Deputado Pontes Neto (Malce), inicia, nesta terça-feira (17/06), a exposição “Alece 190 anos: a Casa do Povo”, com solenidade de abertura às 9 horas.
A mostra procura apresentar a história do Poder Legislativo estadual sob diversas perspectivas, tanto a institucional como a da sociedade, com suas discussões, seus anseios e necessidades. A proposta é a de um olhar que entrelaça os agentes envolvidos, evidenciando a capacidade de a Alece atender às demandas que chegam aos representantes da sociedade cearense, possibilitando a discussão dos principais problemas e buscando contribuir para as melhores soluções.
Nesse sentido, a exposição procura refletir como se deram esses processos em relação a fatos que foram marcantes em nossa história, a exemplo da Abolição da Escravatura no Ceará e do período da Ditadura Civil-Militar brasileira (1964/1985), como também em relação ao cotidiano, destacando as demandas sobre temas contemporâneos, como o meio ambiente e os direitos da infância e da adolescência.
Assim, procura-se relatar aspectos sociais, políticos, patrimoniais e o compromisso da Assembleia Legislativa e de seus integrantes, deputados estaduais e servidores, no sentido de construir uma democracia mais sólida e representativa, sob a ótica do Parlamento aberto.
A exposição, construída com diversas parcerias, como a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade Estadual do Ceará (Uece), disponibilizará peças táteis em alguns elementos expográficos e textos em braille para a acessibilidade de pessoas com deficiência visual.
Dentre os elementos que compõem o cenário da mostra, serão apresentadas peças que fazem parte do acervo do Museu do Ceará, do Instituto do Ceará e do próprio Malce, além de reprodução de obras raras da Biblioteca do Estado do Ceará.
EXPEDIENTE
Evento – Alece 190 anos: a Casa do Povo
Abertura oficial em 17 de junho de 2025, às 9h
Em cartaz de 17 de junho a 17 de agosto de 2025
Local – Espaço Expositivo do Palácio Adauto Bezerra
Curadoria – Miguel Francisco dos Santos
Coordenação – Paulo Roberto Nunes
Da Redação/Com Assessoria
Derrubar veto a ‘jabutis’ no PL das Eólicas seria acinte
Por Editorial / O GLOBO
É insondável o que farão os parlamentares, na sessão conjunta do Congresso Nacional marcada para hoje, em relação aos vetos impostos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos “jabutis” incluídos no Projeto de Lei (PL) que regula a instalação de usinas eólicas em alto-mar. Um fato, contudo, precisa ficar claro: a sociedade não tolerará a derrubada dos vetos. No conjunto, a coleção de “jabutis” representa um aumento de 9% na conta de luz de todos os brasileiros — ou R$ 545 bilhões até 2050, pelas contas de associações do setor. Em troca do quê? De preservar mercado cativo ou subsídios a fontes de energia obsoletas, poluentes ou, quando limpas, que poderiam muito bem sustentar-se sem ajuda.
Depois de aprovado na Câmara e no Senado, o texto chegou à mesa de Lula no fim de 2024, e ele acertadamente vetou os trechos desarrazoados. Era o caso da extensão do prazo para contratação de usinas a carvão, forma de energia que mais contribui para a emissão de gases de efeito estufa (custo de R$ 92 bilhões ao contribuinte até 2050). Da obrigação de pagar por energia de térmicas a gás, ainda que o preço seja desvantajoso (custo de R$ 155 bilhões), ou de pequenas centrais hidrelétricas (R$ 140 bilhões). Ou da manutenção dos subsídios à energia solar, injustificáveis dado o avanço tecnológico (R$ 101 bilhões). E de outras regalias, enxertadas num texto cujo objetivo era apenas regular as eólicas em alto-mar.
Nos labirintos do Congresso, grupos de interesse que competem no mercado aproveitaram o PL para tentar gravar na lei benesses ecumênicas. Agora tentam fazer os parlamentares derrubar os vetos de Lula. Com a seriedade que o assunto demanda, o Parlamento deveria manter tudo o que foi vetado. Do contrário, dará as costas aos brasileiros. Os “jabutis” só servem para lesar o bolso do consumidor.
A aberração mais óbvia é o carvão, geração de energia mais suja que existe, com papel irrelevante no Brasil. Enquanto o país se prepara para sediar a conferência da ONU sobre mudança climática, seria vergonhoso o Congresso se acoelhar diante dos desafios impostos pelo aquecimento global e dar sobrevida ao segmento.
O “jabuti” das térmicas a gás traz problemas mais sutis, mas não menos graves. Para preservar a robustez do sistema elétrico e evitar apagões, é preciso haver geração de energia que possa ser acionada mediante demanda e não dependa de fatores naturais como sol, vento ou água. É por isso que as usinas a gás, embora poluentes, são essenciais. Mas não da forma como estipulado pelo Congresso, com contratação compulsória. Ligadas por mais tempo, além de encarecer a eletricidade, elas poluiriam mais. Por isso estima-se que, ao todo, os “jabutis” elevariam em 25% as emissões de gases do setor energético.
Subsídios para a geração solar já fizeram sentido. Com o barateamento da tecnologia, porém, tornaram-se desnecessários. Beneficiar fabricantes de placas solares em detrimento do consumidor seria um desserviço.
Os efeitos negativos da energia mais cara transcendem a conta de luz. Estão no preço do pão assado em forno elétrico, do leite e da carne, do cimento e do automóvel, de remédios e transporte urbano. Energia é custo para o setor produtivo. Energia mais cara é inflação e, invariavelmente, tira a competitividade do país. O Congresso não pode deixar que um pequeno grupo de interesse ponha a mão no bolso dos brasileiros de modo tão descarado.
Turbinas eólicas no Mar do Norte na costa de Teesside, Reino Unido — Foto: Ian Forsyth/Bloomberg

