Alece celebra Março Roxo com foco na conscientização sobre a epilepsia
Por Samaísa dos Anjos / ALECE
- Foto: Dário Gabriel
A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará destacou, em sessão solene nesta segunda-feira (27/03), no Plenário 13 de Maio, o Purple Day (Dia Roxo) e o Março Roxo, dedicados à conscientização sobre a epilepsia.
A solene atendeu requerimento do deputado De Assis Diniz (PT), com coautoria do deputado Leonardo Pinheiro (Progressistas). Presidindo o evento, o deputado Jeová Mota (PDT) afirmou a importância da solenidade e a oportunidade de a Alece destacar o Março Roxo, que faz parte do Calendário Oficial do Estado desde o ano passado.
O evento homenageou pessoas em diferentes áreas que colaboram na conscientização sobre a epilepsia, como Maria Alice Susemihl, Jéssica Lima, Alysson Frota, Ângela Gifoni, Cícera Silva, Nívia Aparecida Ribeiro Colin, Elinete Torres da Silva, Eduardo Caminada Júnior (in memoriam) e o APOIE Epilepsia.
A neuropediatra Ângela Gifoni, especialista em Epilepsia e uma das responsáveis pelo Ambulatório de Epilepsia do Hospital Universitário Walter Cantídio, apontou que a epilepsia acomete cerca de 2% da população brasileira. No Ceará, estima-se que aproximadamente 180 mil pessoas necessitem de tratamento para a doença.
A profissional lembrou as dificuldades e desafios que a doença pode acarretar, tanto na infância quanto na vida adulta, como prejuízo no desenvolvimento neuropsicomotor e altas taxas de distúrbios psiquiátricos, como depressão, ansiedade e transtorno do déficit de atenção.
Ângela Gifoni explicou que 70% das pessoas com epilepsia podem ficar livres das crises quando são tratadas com medicações adequadas, não sofrendo assim impactos importantes decorrentes da doença a médio e longo prazo.
No Ceará, afirmou a médica, existem profissionais especializados, ambulatórios estruturados nos hospitais de referência e exames com a tecnologia adequada. É necessário, no entanto, “melhorar o acesso a esses serviços. Podemos evoluir no acesso ao serviço de saúde em seus diferentes níveis de complexidade”, comentou.
Fernanda Gomes, representando a Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), abordou como o desconhecimento faz com que muitas pessoas com epilepsia sejam excluídas da sociedade.
Ela elencou ações necessárias, como campanhas de conscientização, capacitação de profissionais de diversas áreas, constância no abastecimento dos remédios usados para prevenir as crises, proteção laboral para as pessoas com epilepsia, aposentadoria para os 30% dos casos que as crises não cessam com medicamentos, entre outras.
A representante da ABE ressaltou também o trabalho da Associação de Mulheres Empreendedoras do Estado (AME) com o projeto de busca ativa nas comunidades das pessoas com epilepsia para entender as vulnerabilidades enfrentadas por elas e buscar ações e políticas públicas eficientes.
Agentes da busca ativa de diversos bairros de Fortaleza estavam presentes na solene e tiveram a ação reconhecida e celebrada.
Jéssica Lima, embaixadora da Associação Brasileira de Epilepsia (ABE) no Ceará, agradeceu a presença de todos na solenidade, afirmando a importância de ocupar os espaços para que possam ser vistos e ouvidos, demandando políticas públicas que possam mudar a vida das pessoas.
Também compuseram a mesa da solenidade Cícera Silva, presidente da Associação de Mulheres Empreendedoras do Estado (AME); Alysson Frota, ouvidor geral externo da Defensoria Pública do Estado e advogado atuante na área; Michel Lins, vereador de Fortaleza, e Meire Costa Lima, presidente de honra do Movimento das Mulheres do Legislativo Cearense (MMLC).
Edição: Clara Guimarães

