Girão manifesta preocupação com censura no Brasil
Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (15), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) manifestou preocupação com os brasileiros que, na opinião dele, estão sendo vítimas de censura. Para Girão, essas pessoas sofrem perseguição e não podem manifestar livremente opiniões e ideias pela "censura autoritária" no país.
— Estamos vivendo uma crise sem precedentes na história do país. E essa crise não é a econômica, não é a social, não é a política. Todas essas existem, sim, mas a mãe de todas as crises é a crise moral. É essa crise ética que a gente está vivendo no Brasil! E as pessoas de bem têm que se levantar, não têm o que esperar; é claro, sempre de forma ordeira, pacífica, respeitosa, como na história do Brasil sempre houve: não quebravam nada! — disse.
Girão ressaltou audiência na Câmara dos Deputados, no dia 11 de maio, conduzida pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), para tratar da censura no Brasil. O parlamentar apontou pessoas que estariam sendo impedidas de manifestar a livre opinião. Citou os comentaristas Rodrigo Constantino, Paulo Figueiredo e Ana Paula Henkel, que participaram da audiência, e o empresário Luciano Hang, além da youtuber Bárbara Destefani. Segundo ele, Bárbara teve seu canal do YouTube, com milhares de inscritos, “sumariamente banido”, por decisão do ministro Luis Felipe Salomão. O parlamentar ressaltou que a youtuber é alvo de investigação pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito das fake news.
O senador também criticou decisão de Moraes de suspender o Telegram, caso o aplicativo não retirasse do ar mensagem da empresa contra o PL das Fakes News (PL 2.630/2020). Além disso, o senador afirmou que a plataforma foi obrigada pelo ministro a publicar uma opinião dizendo exatamente o contrário sobre o projeto.
— Além de retirar a liberdade de expressão que essa empresa privada tem, foi obrigada a colocar algo em que ela não acredita, que, para ela, é fake news, que foi imposto goela abaixo, ou seja, expressando a opinião do próprio ministro, extrapolando a já condenável censura, para exercer uma verdadeira doutrinação ideológica só verificada em ditaduras violentas. É isso o que estamos vendo no Brasil. Vivemos um quadro feroz de implantação de uma verdadeira ditadura da toga — declarou.
Fonte: Agência Senado
Comissão de Comunicação ouve Flávio Dino sobre regulamentação da internet
A Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados recebe nesta quarta-feira (17) o ministro da Justiça, Flávio Dino, para falar sobre as ações da pasta relacionadas à desinformação e regulamentação da internet. Os deputados Filipe Barros (PL-PR) e Gustavo Gayer (PL-GO) queriam convocar o ministro, mas foi aprovado o convite, o que não obriga o ministro a comparecer.
Na avaliação dos parlamentares, o governo federal tem avançado na pauta de desinformação e defendido publicamente a regulação da internet como eixo de sua agenda. "Um dos grandes protagonistas dessa discussão e da construção de um texto do Poder Executivo para tratar do tema tem sido o ministro Flávio Dino", avaliam os deputados no requerimento em que sugerem a oitiva do ministro.
Os parlamentares querem que Dino apresente esclarecimentos sobre essas questões, em especial acerca da elaboração da minuta de texto do Poder Executivo para o PL 2630/20 (conhecido como PL das Fake News).
O debate será realizado às 14 horas, no plenário 2.
Da Redação – RL
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Presidente da Câmara concede mais 20 dias para grupo de trabalho da reforma tributária
O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira (PP-AL), concedeu mais 20 dias de prazo para o grupo da Reforma Tributária (PECs 45/19 e 110/19) concluir os seus trabalhos. O despacho autorizando a prorrogação foi publicado no Diário Oficial da Câmara nesta terça-feira (16).
Lira atendeu a um pedido do coordenador do grupo, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Ele afirmou que o colegiado vai aproveitar o prazo adicional para realizar encontros com os governadores e os prefeitos das capitais, além de um seminário com as bancadas estaduais na Câmara.
O grupo de trabalho foi criado em 15 de fevereiro com o prazo inicial de 90 dias para concluir os seus trabalhos.
O relator da proposta de reforma tributária é o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Ele deve apresentar seu parecer no dia 5 de junho.
Reportagem – Janary Júnior
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Deputados aprovam PEC da anistia para crimes eleitorais que eles próprios cometeram
Por Levy Teles / o estadão de sp,
BRASÍLIA — Da oposição ao governo, partidos se uniram para aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Anistia que isenta legendas e políticos que cometeram crimes eleitorais de 2015 a 2022. O texto foi aprovado com 45 votos a favor e 10 contra na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Agora segue para discussão em uma comissão especial.
A PEC permite ainda que empresas paguem dívidas dos partidos contraídas até agosto de 2015, ano em que o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a doação de pessoas jurídicas. Punições passíveis de multa, como propaganda irregular ou abusiva em campanhas, assim como o descumprimento da cota de gênero e raça nos pleitos serão anulados caso a proposta seja sancionada e incorporada à Constituição.
A proposta avançou na Câmara mesmo com a forte pressão que parte de mais de 50 membros do próprio “conselhão” de Lula e a mobilização de organizações da sociedade civil que atuam no campo do combate à corrupção, do direito eleitoral e da participação política de mulheres e negros, que enviaram mais de uma carta aos deputados. Na próxima fase, o mérito passará por avaliação de uma comissão especial antes da proposta ir a plenário. Caso a proposta vá a Senado e seja aprovada, será a quarta anistia autoconcedida pelos partidos em 30 anos.
Assinaram o requerimento da PEC tanto o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), como o da oposição, Carlos Jordy (PL-RJ). Somados os valores de restituição ao erário por irregularidades na conta partidária entre 2015 e 2017, o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terá que devolver pouco mais de R$ 23 milhões. O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, terá que enviar R$ 4,7 milhões. A Justiça Eleitoral tem o prazo de até cinco anos para julgar as contas das legendas.
Delegado Éder Mauro (PL-PA) defendeu a posição favorável do PL à PEC argumentando que ela vem para “corrigir os problemas” trazidos por uma outra PEC, incorporada à Constituição em 2022 por não ter tido um ano de antecedência para os partidos pudessem se adequar ao novo regulamento. O deputado, porém, não assinalou que a emenda aprovada pelo Congresso adiou a vigência da cota para mulheres e negros de 2020 para 2022. Parlamentares tiveram, anteriormente, dois anos para se adaptar.
O Novo e o PSOL foram os únicos partidos que se posicionaram contra. Após a votação, a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo pela suspensão da tramitação da PEC na Câmara.
”Já estamos perdendo a conta e já passamos de pedir música no Fantástico de tanta anistia que estamos pedindo para nós mesmos”, disse Tarcísio Motta (PSOL-RJ), que chamou a PEC de uma “vergonha ao Legislativo brasileiro”.
“Essa PEC é uma aberração, é constrangedora, e é o Congresso legislando em causa própria. Se faz lei para não cumprir, é melhor não fazer a lei. Mas ela existe. E a partir do momento em que ela existe, ela precisa ser cumprida”, disse Adriana Ventura (SP), líder do Novo na Câmara. Kim Kataguiri (União-SP), foi uma das poucas dissidências do seu partido e votou contra a aprovação da PEC, “É a pior proposta sendo votada pelo Congresso Nacional nesta legislatura”, afirmou.
Foram 10 os deputados que votaram contra: Alfredo Gaspar (União-AL), Deltan Dallagnol (Podemos-PR), Gerlen Diniz (PP-AC), Gilson Marques (Novo-SC), Kim Kataguiri (União-SP), Mendonça Filho (União-PE), Rosângela Moro (União-SP), Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Tabata Amaral (PSB-SP) e Tarcísio Motta (PSOL-RJ).
A deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente do PT, disse que há discordâncias do partido em relação ao conteúdo da PEC, mas disse que votará pela constitucionalidade da proposta, ainda que juristas afirmem que a medida é “inconstitucional”. Ao longo da fala, fez críticas à Justiça Eleitoral. “As multas e retenções da Justiça Eleitoral são abusivas e vem para inviabilizar os partidos políticos. Como temos multas abusivas, como essa de cotas, são inexequíveis. Por isso que temos reiteradas anistias desse parlamento.”, disse. O PT votou pela admissiblidade sob a condição de que haja emendas na avaliação do mérito.
Arcabouço fiscal: se texto for frouxo e flexível, partidos não votarão, diz Arthur Lira
Por Giordanna Neves / O ESTADÃO DE SP
Brasília - O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta segunda-feira, 15, que o projeto de lei do novo arcabouço fiscal deve prever algum tipo de punição caso as metas não sejam cumpridas pelo gestor. De acordo com Lira, se o texto for muito “frouxo” e “flexível”, a matéria não contará com votos de determinados partidos.
“Ajustes serão necessários, temos de construir votos no plenário (da Câmara). Determinados partidos não votarão se projeto for muito frouxo, muito flexível, se não demonstrar amarras e ‘enforcements’ (comando para cumprimento das regras) necessários para que a responsabilidade seja preservada”, disse Lira em entrevista à TV Band.
Sem antecipar o texto do relator da matéria, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), Lira disse que o projeto deve incluir “enforcements” previstos na Constituição, como a proibição de aumento de salário, de despesas e de investimentos caso as regras fiscais não sejam atingidas. “Penso que o projeto tem de ser justo, tem de ser claro, tem de ser amplo para não massacrar, nem afrouxar demais tudo que foi construído no Brasil nos últimos tempos”, afirmou.
A falta de punição foi uma das principais críticas ao texto enviado pelo governo ao Congresso. O projeto de lei determinou que o presidente da República explique os casos de descumprimento das metas fiscais, mas retirou a responsabilização por não cumprimento que existia antes na Lei de Responsabilidade Fiscal.
O presidente da Câmara reforçou que os líderes partidários vão se reunir no fim da tarde de hoje para que Cajado exponha as alterações feitas no relatório. Depois disso, o material poderá vir a público para a imprensa e para o mercado financeiro. Ele não estimou prazo de votação em plenário.
Segundo Lira, também deve haver um encontro entre líderes da base e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, principal interlocutor do tema, para discutir o arcabouço fiscal. “Espero que reuniões tragam tom de harmonia para esse projeto”, disse o presidente da Câmara, ao defender que a pauta vai além de oposição e governo. “É matéria que vai dar tom ao Brasil nos próximos anos.”
Alysson Aguiar destaca celebrações do 13 de maio na região da Ibiapaba
Por Ariadne Sousa / alece
- Foto: José Leomar
O deputado Alysson Aguiar (PCdoB) anunciou, durante a ordem do dia da sessão plenária desta quinta-feira (11/05), que a região da Ibiapaba se prepara para as festividades em homenagem ao Dia de Nossa Senhora de Fátima, comemorado em todo o País no próximo sábado, 13 de maio.
Para o parlamentar, a localidade se destaca como um dos principais pontos de mobilização para homenagens à santa. “No estado do Ceará, nós teremos diversas celebrações e homenagens, em diferentes paróquias e igrejas, com destaque para a romaria no município de São Benedito, no Santuário de Fátima da Serra Grande”, apontou.
O deputado fez um convite público a todos os fiéis, para que participem da festividade no local. “O nosso santuário comporta até 1.800 pessoas sentadas, no seu templo principal, até 5.000 em pé, tem seis capelas, sacristias, lanchonetes, um amplo estacionamento, que dá segurança para todos que forem participar”, detalhou.
As celebrações, segundo ele, têm início a partir das 05 da manhã do sábado e se seguem durante todo o dia, com a expectativa de receber cerca de 6.000 fiéis de todo o Ceará e do Brasil.
Edição: Clara Guimarães
PT define nomes para a CPI do 8 de Janeiro e exclui Lindbergh, crítico do arcabouço fiscal; saiba quem são os indicados
Por Gabriel Sabóia — Brasília / o globo
Líder do PT na Câmara, o deputado Zeca Dirceu (PR) confirmou os nomes dos indicados pelo partido para enfrentar a bancada bolsonarista na Comissão que vai apurar as responsabilidades pelos ataques às sedes dos Três Poderes. Nome dado como certo no colegiado, Lindbergh Farias (RJ) ficou de fora.
Os selecionados foram: Rubens Pereira Jr (MA), Rogério Correia (MG) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que serão titulares. Caberá a Arlindo Chinaglia (SP), Carlos Veras (PE) e Delegada Adriana Accorsi (GO) a suplência. As recentes críticas de Lindbergh em relação ao Arcabouço Fiscal, tema tido como prioritário entre os governistas, foram decisivas para que ele ficasse de fora. Já a escalação de Adriana Accorsi se deve ao fato de se tratar de uma policial.
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O Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro, também definiu os nomes que indicará para compor as vagas na CPI: a legenda terá, como titulares, André Fernandes (CE) — autor do pedido de criação da comissão —, Eduardo Bolsonaro (SP) e Alexandre Ramagem (RJ), como já havia sido antecipado pelo GLOBO. Nikolas Ferreira (MG), o pastor Marco Feliciano (SP) e Felipe Barros (PR) serão suplentes.
Enquanto isso, o União Brasil, que vive uma crise com o governo por não entregar votos em pautas relevantes, apesar de ter indicado três ministros, definiu que Kim Kataguiri (SP) será o suplente de Arthur Maia (BA), que é tido como favorito para ocupar a presidência do colegiado. Integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim é opositor do Palácio do Planalto e protagonizou embates com o ministro da Justiça, Flávio Dino, durante depoimento à Comissão de Segurança da Câmara. Como suplente, ele terá direito à fala em sessões.
Sérgio Aguiar destaca ações nos municípios de Barroquinha e Camocim
Por Gleydson Silva / ALECE
Deputado Sérgio Aguiar (PDT) - Foto: Junior Pio
O deputado Sérgio Aguiar (PDT) destacou, durante a ordem do dia da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta quarta-feira (10/05), ações que estão sendo executadas nos municípios de Barroquinha e Camocim.
De acordo com o parlamentar, Barroquinha faz aniversário de emancipação política nesta quinta-feira (11/05), com diversos eventos para celebrar a data, entre eles a entrega de novos equipamentos para a população, como o Centro de Educação Infantil. “Amanhã será a inauguração do novo CEI, e teremos ainda a programação social, como missa, bolo e festa de emancipação política”, informou.
Já no município de Camocim, Sérgio Aguiar apontou os investimentos da gestão municipal, como um projeto de asfaltamento de ruas. “A prefeitura municipal tem feito um grande trabalho, conduzido com seriedade e, acima de tudo, procurando valorizar cada vez mais a participação popular”, disse.
Edição: Lusiana Freire
Cláudio Pinho aborda visita a hospital em Itapipoca e cobra funcionamento integral
Por Gleydson Silva / ALECE
Deputado Cláudio Pinho (PDT) - Foto: Junior Pio
O deputado Cláudio Pinho (PDT) ressaltou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta quarta-feira (10/05), a visita ao Hospital Regional de Itapipoca, que, segundo ele, funciona apenas com dez leitos. Na avaliação dele, o funcionamento integral iria auxiliar a saúde do Ceará e ajudaria ainda a desafogar os hospitais de Fortaleza.
O parlamentar contestou argumentos de que o hospital não foi concebido com recursos do Estado, mas por emendas parlamentares. Na avaliação do deputado, a partir do momento que o Estado desapropria, esse passa a ter a responsabilidade. “O Estado desapropriou o Hospital Leonardo Da Vinci e ele está funcionando até hoje salvando vidas, cumprindo o seu papel. É isso que queremos que o hospital de Itapipoca faça: cirurgias, e traga um novo alento para a gente do interior”, enfatizou.
O pleno funcionamento da unidade hospitalar, para Cláudio Pinho, iria possibilitar maior acesso à saúde da população da região de Itapipoca, envolvendo diversos municípios, além de desafogar os hospitais de Fortaleza, que estão com sobrecarga de pacientes vindos do Interior. “O sonho da sua fundação foi de ajudar a população. Isso há 30 anos. Mas isso ainda é o que queremos até hoje”, disse.
O hospital, conforme o deputado, está pronto, mas cabe agora ao Estado colocá-lo para funcionar plenamente. Para Cláudio Pinho, o Parlamento serve justamente para fiscalizar, propor a construção de alternativas para resolver os problemas que atingem a propulação.
O deputado Felipe Mota (União), em aparte, avaliou que denúncias como as que foram feitas sobre o hospital de Itapipoca incomodam gestores. Ele questionou ainda porque o incômodo, se o objetivo é proporcionar uma saúde de qualidade para as pessoas. O parlamentar questionou ainda o processo de desapropriação do hospital, o não pagamento para a fundação então proprietária, e constatou a necessidade de ampliar as fiscalizações.
De acordo com o deputado Antônio Henrique (PDT), o trabalho de fiscalização é importante para mostrar os problemas dos equipamentos públicos e cobrar o correto funcionamento das unidades. “Se era de uma fundação, é o que menos nos interessa. O que queremos é que o Estado assuma a responsabilidade, pois o que o povo quer é o acesso à saúde”, pontuou.
Para o deputado Missias Dias (PT) não se pode dar a entender que a culpa da não entrega do hospital seja do prefeito de Itapipoca. “É preciso reconhecer o esforço do prefeito que, em meio à pandemia, abriu leitos na unidade, depois de 30 anos”, pontuou.
Edição: Adriana Thomasi
Romeu Aldigueri anuncia visita de presidente Lula e Ministro Camilo
Por Luciana Meneses / ALECE
Deputado Romeu Aldigueri (PDT) - Foto: Junior Pio
O deputado Romeu Aldigueri (PDT) anunciou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta quarta-feira (10/05), a vinda do presidente Lula da Silva e do ministro da Educação Camilo Santana ao Ceará, na próxima sexta-feira (12/05), para o lançamento de programa e Pacto pela Educação.
O presidente e o ministro, conforme explicou o parlamentar, o estarão pela manhã no Centro de Eventos de Fortaleza para lançar o programa Escolas de Tempo Integral, seguindo para o Crato, onde devem anunciar o Pacto Nacional pela Retomada de Obras Escolares. “A vinda de Lula para lançar duas importantíssimas ações para a educação do Brasil; o programa nacional de Escolas em Tempo Integral e ainda a retoma de obras escolares em todo o País, independente dos partidos de prefeitos ou governadores. Isso só mostra o prestígio e exemplo do nosso ministro com o presidente”, enalteceu.
O líder do governo na Casa lembrou que o Ceará já adotou a política do ensino em tempo integral na grande maioria das suas escolas e ainda carrega o título de melhor educação pública da América Latina, segundo o Banco Mundial. “Não é fácil, enquanto estado pobre, manter todo esse investimento em educação, mas sabemos que não há outro caminho para uma sociedade mais igualitária. E, por isso, seguimos construindo mais escolas, creches, centros de educação infantil e programas como o Escola Nota 10, onde comprovamos a qualidade do ensino ofertado e alcançamos reconhecimento como de 87 escolas cearenses entre as 100 melhores do País”, elogiou.
O deputado defendeu ainda o Governo do Estado das acusações a respeito de sobrecarregar os hospitais terciários da Capital. “Há uma tentativa de culpar o governo pela situação da gestão de saúde de Fortaleza. Quero lembrar aqui que a gestão primária da saúde é dos municípios. O Estado entra como gestão secundária. Se as emergências municipais não estivessem fechadas, como Gonzaguinhas e Frotinhas, os postos de saúde sem funcionar, não estavam afogando os hospitais regionais. O Estado é transparente e mostra os custeios. Agora o que esperamos é que o Governo Federal colabore com o necessário, pois há seis anos o repasse não condiz com as reais necessidades”, cobrou.
Em aparte, o deputado Leonardo Pinheiro (Progressistas) se disse contemplado com a fala do colega parlamentar a respeito da saúde pública. “A verdade é que temos um subfinanciamento do SUS, pois a tabela não é reajustada há 20 anos. Não dá para ter saúde de qualidade sem recursos. O Estado coloca mais recursos do que a União e não é o correto”, lamentou.
Já o deputado Dr. Oscar Rodrigues (União) afirmou que existem denúncias sobre o rendimento escolar dos alunos cearenses. “Corre na internet uma denúncia de que os alunos são divididos em três grupos, onde os que têm bom rendimento fazem as provas daqueles que não são tão bons e dos outros ditos incapazes. Então seria bom investigar de perto até para limparmos o nome do nosso Estado de uma vez por todas”, sugeriu
Edição: Adriana Thomasi

