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Romeu Aldigueri destaca atuação do Turismo no Ceará e contesta críticas

Por Waldyh Ramos / ALECE

 

Deputado Romeu Aldigueri (PDT) - Foto: Junior Pio

O líder do Governo, deputado Romeu Aldigueri (PDT), na sessão plenária desta terça-feira (16/05), ressaltou a atuação da Secretaria de Turismo do Estado para impulsionar o setor e contestou críticas ao fato de o Ceará ter perdido voos internacionais, como o recente caso do voo da KLM que deverá ir para a Bahia.

O deputado lembrou que o último voo da KLM para o Ceará foi em 2020 e, nesse período até hoje, ainda tivemos a pandemia no meio. “Verdadeiramente a Secretaria de Turismo do Ceará está trabalhando para recuperarmos esses voos e avançarmos mais ainda”, afirmou.

Romeu disse ainda que recentemente o Estado reabriu os voos para Aracati (CE), os de Brasília para Juazeiro do Norte e, além disso, lembrou que o aeroporto de Jijoca de Jericoacoara está batendo recordes de movimentação. “Se compararmos o turismo no Ceará de fevereiro de 2022 para fevereiro de 2023, o setor apresentou um crescimento de 76,19% de passageiros internacionais”, pontuou.

O deputado ressaltou que a Secretaria de Turismo do Ceará já esteve este ano em sete países fazendo a política de promoção turística do estado do Ceará. Hoje, nove em cada dez turistas que visitam o Ceará querem retornar, então “temos índices altíssimos e estamos buscando novas parcerias”.

A política estruturante que o estado do Ceará já vem fazendo há vários anos na busca do turismo sustentável, do turismo de negócio, do ecoturismo, do turismo de aventura, tanto internamente como no exterior em busca de turistas que venham a Fortaleza, também foi destacada pelo parlamentar. “Reforço que a Setur continua trabalhando em busca de novas parcerias internacionais, inclusive para voltar a parceria com a empresa KLM”, destacou.

Edição: Clara Guimarães

Missias Dias pede diálogo da Prefeitura de Crateús com professores

Por Giovanna Munhoz / ALECE

 

 

 

Deputado Missias Dias (PT) - Foto: Junior Pio

 

O deputado Missias Dias (PT) lamentou, durante a ordem do dia da sessão plenária presencial e remota da Assembleia Legislativa desta terça-feira (16/05), a falta de diálogo da Prefeitura de Crateús com os profissionais da educação.

Segundo o parlamentar, o prefeito Marcelo Machado teria cortado completamente o diálogo com os docentes da rede municipal, que estão reivindicando melhorias salariais e melhores condições de trabalho. “Faço um apelo que a prefeitura receba esses profissionais. As reivindicações deles são legítimas, e não podemos ser desrespeitosos e intransigentes com uma categoria tão importante”, assinalou.

Missias Dias explicou ainda que os profissionais da educação ocuparam a Prefeitura de Crateús em busca de negociações. “Existe um descaso com a educação nessa gestão. É preciso que o prefeito e que a Secretaria de Educação do município ouçam o que está acontecendo para buscar soluções”, afirmou.

Edição: Lusiana Freire

Carmelo Neto defende deputados do PL sobre processo de cassação

Por Vanessa Madeira / alece

 

Deputado Carmelo Neto (PL) - Foto: Junior Pio

 

O deputado Carmelo Neto (PL) defendeu, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (16/05), a bancada do Partido Liberal (PL) no processo sobre a cassação dos parlamentares, que tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).

Conforme denúncias contra o partido, houve fraude na cota de gênero, que estabelece um número mínimo de mulheres disputando as eleições. Com isso, desembargadores do TRE-CE formaram maioria para cassar as candidaturas de deputados estaduais eleitos no estado pelo PL em 2022.

“Estão usando uma lei que foi criada para incentivar a participação da mulher na política e querem cassar e tirar duas mulheres das mais votadas no Estado. Quer dizer que a lei se fere? A lei se automutila, acabando com a maior representatividade feminina desta Casa!”, pontuou Carmelo Neto.

Segundo o parlamentar, 43% dos votos obtidos pelo PL nas eleições do ano passado foram votos femininos. 

Caso a decisão do TRE seja desfavorável, Carmelo Neto afirmou que o partido irá recorrer em todas as instâncias. “São 118 mil votos que podem ser jogados no lixo por conta de uma injustiça. A vontade do povo cearense deve ser respeitada”, ressaltou. 

Em aparte, o deputado Felipe Mota (União Brasil) afirmou haver fragilidade na legislação eleitoral. “Para que as cotas se estamos matando mulheres eleitoralmente e dando vaga aos homens?”, questionou. 

Já o deputado Sargento Reginauro (União Brasil) prestou solidariedade aos parlamentares do PL e elogiou a atuação de Carmelo Neto no Legislativo. “Vereador extremamente atuante e deputado estadual mais votado, indiscutivelmente”. 

Também em aparte, o deputado Antônio Henrique (PDT) lamentou o processo de cassação e afirmou acreditar na Justiça. “Todos nós estamos aqui porque Deus permitiu através do voto popular”. 

Edição: Lusiana Freire

Sérgio Aguiar lamenta mortes de policias no município de Camocim

Por Giovanna Munhoz / alece

 

Deputado Sérgio Aguiar (PDT) - Foto: Junior Pio

 

O deputado Sérgio Aguiar (PDT) lamentou, durante a sessão plenária presencial e remota da Assembleia Legislativa desta terça-feira (16/05), a morte de quatro policiais dentro da Delegacia Regional de Camocim.

O parlamentar lembrou que os agentes de segurança Antônio Cláudio dos Santos, Antônio José Miranda, Francisco dos Santos Pereira e Gabriel de Souza Ferreira foram mortos no domingo (14/05) por um colega de profissão. 

“Minha solidariedade às famílias enlutadas. Esse crime, que não posso qualificar no momento, chocou todo o município, o Estado e o aparato de segurança pública”, apontou.

Sérgio Aguiar ressaltou ainda que todo atendimento está sendo prestado às famílias. O deputado solicitou minuto de silêncio, feito em plenário, pelas vidas dos agentes de segurança. 

Em aparte, o deputado Renato Roseno (Psol) prestou condolências às famílias e frisou que a Comissão de Direitos Humanos da Casa, presidida por ele, está realizando agenda com os profissionais de segurança pública para tratar da qualidade de formação, recrutamento, condições de trabalho e valorização da carreira. “É preciso olhar para a valorização e também atenção à saúde integral e mental desses profissionais”, disse.

O deputado Fernando Hugo (PSD) ressaltou a necessidade de o Governo do Estado criar um núcleo de atenção psicossocial e psiquiátrico para os profissionais de segurança. “O trabalho do policial civil, militar e dos bombeiros é de grande estresse. Lamentemos a tragédia, mas que possamos aprender com isso”, afirmou. 

O deputado Sargento Reginauro (União) também se solidarizou com os enlutados e explicou que muitas tragédias anunciadas já aconteceram. “É preciso olhar para a categoria para evitar essas tragédias”, apontou.

Edição: Lusiana Freire

Izalci pede para alterar MP que transfere recursos do Sesc e Senac para Embratur

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) pediu, durante pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (15), a derrubada de artigos da Medida Provisória (MPV 1.147/2022), que alterou a legislação que instituiu o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). A MP foi aprovada em abril na Câmara do Deputados. Segundo Izalci, os artigos estabelecem a transferência de 5% dos recursos do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) para a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo  (Embratur). Para ele, a mudança pode comprometer o serviço de educação profissionalizante oferecido pelas instituições.

 

O senador também demonstrou preocupação com a falta de estrutura das escolas públicas para oferecer o ensino profissionalizante, proposto na reforma do ensino médio (Lei 13.415, de 2017), que pode voltar a ser discutida. O parlamentar destacou que, apesar de cinco anos de transição, não houve investimento na estrutura das escolas, e agora querem “discutir e acabar com a reforma do ensino médio”.

 

— Será que nós vamos esperar todas as escolas do Brasil terem essa condição mínima de estrutura, que já deveriam ter há muito tempo, para começar a oferecer educação profissional para os jovens, para implantar o empreendedorismo nas escolas, que é a solução definitiva desse país?

 

O parlamentar defendeu que é importante discutir um Plano Nacional de Educação para garantir a estrutura necessária à educação profissionalizante de qualidade, aprovando uma lei de responsabilidade educacional.

 

Fonte: Agência Senado

Girão manifesta preocupação com censura no Brasil

Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (15), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) manifestou preocupação com os brasileiros que, na opinião dele, estão sendo vítimas de censura. Para Girão, essas pessoas sofrem perseguição e não podem manifestar livremente opiniões e ideias pela "censura autoritária" no país.

 

— Estamos vivendo uma crise sem precedentes na história do país. E essa crise não é a econômica, não é a social, não é a política. Todas essas existem, sim, mas a mãe de todas as crises é a crise moral. É essa crise ética que a gente está vivendo no Brasil! E as pessoas de bem têm que se levantar, não têm o que esperar; é claro, sempre de forma ordeira, pacífica, respeitosa, como na história do Brasil sempre houve: não quebravam nada! — disse.

 

Girão ressaltou audiência na Câmara dos Deputados, no dia 11 de maio, conduzida pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), para tratar da censura no Brasil. O parlamentar apontou pessoas que estariam sendo impedidas de manifestar a livre opinião. Citou os comentaristas Rodrigo Constantino, Paulo Figueiredo e Ana Paula Henkel, que participaram da audiência, e o empresário Luciano Hang, além da youtuber Bárbara Destefani. Segundo ele, Bárbara teve seu canal do YouTube, com milhares de inscritos, “sumariamente banido”, por decisão do ministro Luis Felipe Salomão. O parlamentar ressaltou que a youtuber é alvo de investigação pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito das fake news. 

O senador também criticou decisão de Moraes de suspender o Telegram, caso o aplicativo não retirasse do ar mensagem da empresa contra o PL das Fakes News (PL 2.630/2020). Além disso, o senador afirmou que a plataforma foi obrigada pelo ministro a publicar uma opinião dizendo exatamente o contrário sobre o projeto.

 

 

— Além de retirar a liberdade de expressão que essa empresa privada tem, foi obrigada a colocar algo em que ela não acredita, que, para ela, é fake news, que foi imposto goela abaixo, ou seja, expressando a opinião do próprio ministro, extrapolando a já condenável censura, para exercer uma verdadeira doutrinação ideológica só verificada em ditaduras violentas. É isso o que estamos vendo no Brasil. Vivemos um quadro feroz de implantação de uma verdadeira ditadura da toga — declarou.

Fonte: Agência Senado

Comissão de Comunicação ouve Flávio Dino sobre regulamentação da internet

A Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados recebe nesta quarta-feira (17) o ministro da Justiça, Flávio Dino, para falar sobre as ações da pasta relacionadas à desinformação e regulamentação da internet. Os deputados Filipe Barros (PL-PR) e Gustavo Gayer (PL-GO) queriam convocar o ministro, mas foi aprovado o convite, o que não obriga o ministro a comparecer.

 

Na avaliação dos parlamentares, o governo federal tem avançado na pauta de desinformação e defendido publicamente a regulação da internet como eixo de sua agenda. "Um dos grandes protagonistas dessa discussão e da construção de um texto do Poder Executivo para tratar do tema tem sido o ministro Flávio Dino", avaliam os deputados no requerimento em que sugerem a oitiva do ministro.

 

Os parlamentares querem que Dino apresente esclarecimentos sobre essas questões, em especial acerca da elaboração da minuta de texto do Poder Executivo para o PL 2630/20 (conhecido como PL das Fake News).

 

O debate será realizado às 14 horas, no plenário 2.

Da Redação – RL

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Presidente da Câmara concede mais 20 dias para grupo de trabalho da reforma tributária

O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira (PP-AL), concedeu mais 20 dias de prazo para o grupo da Reforma Tributária (PECs 45/19 e 110/19) concluir os seus trabalhos. O despacho autorizando a prorrogação foi publicado no Diário Oficial da Câmara nesta terça-feira (16).

Lira atendeu a um pedido do coordenador do grupo, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Ele afirmou que o colegiado vai aproveitar o prazo adicional para realizar encontros com os governadores e os prefeitos das capitais, além de um seminário com as bancadas estaduais na Câmara.

O grupo de trabalho foi criado em 15 de fevereiro com o prazo inicial de 90 dias para concluir os seus trabalhos.

O relator da proposta de reforma tributária é o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Ele deve apresentar seu parecer no dia 5 de junho.

 

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

Deputados aprovam PEC da anistia para crimes eleitorais que eles próprios cometeram

Por Levy Teles / o estadão de sp,

 

 

BRASÍLIA — Da oposição ao governo, partidos se uniram para aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Anistia que isenta legendas e políticos que cometeram crimes eleitorais de 2015 a 2022. O texto foi aprovado com 45 votos a favor e 10 contra na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Agora segue para discussão em uma comissão especial.

 

A PEC permite ainda que empresas paguem dívidas dos partidos contraídas até agosto de 2015, ano em que o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a doação de pessoas jurídicas. Punições passíveis de multa, como propaganda irregular ou abusiva em campanhas, assim como o descumprimento da cota de gênero e raça nos pleitos serão anulados caso a proposta seja sancionada e incorporada à Constituição.

 

A proposta avançou na Câmara mesmo com a forte pressão que parte de mais de 50 membros do próprio “conselhão” de Lula e a mobilização de organizações da sociedade civil que atuam no campo do combate à corrupção, do direito eleitoral e da participação política de mulheres e negros, que enviaram mais de uma carta aos deputados. Na próxima fase, o mérito passará por avaliação de uma comissão especial antes da proposta ir a plenário. Caso a proposta vá a Senado e seja aprovada, será a quarta anistia autoconcedida pelos partidos em 30 anos.

 

Assinaram o requerimento da PEC tanto o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), como o da oposição, Carlos Jordy (PL-RJ). Somados os valores de restituição ao erário por irregularidades na conta partidária entre 2015 e 2017, o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terá que devolver pouco mais de R$ 23 milhões. O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, terá que enviar R$ 4,7 milhões. A Justiça Eleitoral tem o prazo de até cinco anos para julgar as contas das legendas.

 

Delegado Éder Mauro (PL-PA) defendeu a posição favorável do PL à PEC argumentando que ela vem para “corrigir os problemas” trazidos por uma outra PEC, incorporada à Constituição em 2022 por não ter tido um ano de antecedência para os partidos pudessem se adequar ao novo regulamento. O deputado, porém, não assinalou que a emenda aprovada pelo Congresso adiou a vigência da cota para mulheres e negros de 2020 para 2022. Parlamentares tiveram, anteriormente, dois anos para se adaptar.

 

O Novo e o PSOL foram os únicos partidos que se posicionaram contra. Após a votação, a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo pela suspensão da tramitação da PEC na Câmara.

 

”Já estamos perdendo a conta e já passamos de pedir música no Fantástico de tanta anistia que estamos pedindo para nós mesmos”, disse Tarcísio Motta (PSOL-RJ), que chamou a PEC de uma “vergonha ao Legislativo brasileiro”.

 

“Essa PEC é uma aberração, é constrangedora, e é o Congresso legislando em causa própria. Se faz lei para não cumprir, é melhor não fazer a lei. Mas ela existe. E a partir do momento em que ela existe, ela precisa ser cumprida”, disse Adriana Ventura (SP), líder do Novo na Câmara. Kim Kataguiri (União-SP), foi uma das poucas dissidências do seu partido e votou contra a aprovação da PEC, “É a pior proposta sendo votada pelo Congresso Nacional nesta legislatura”, afirmou.

 

Foram 10 os deputados que votaram contra: Alfredo Gaspar (União-AL), Deltan Dallagnol (Podemos-PR), Gerlen Diniz (PP-AC), Gilson Marques (Novo-SC), Kim Kataguiri (União-SP), Mendonça Filho (União-PE), Rosângela Moro (União-SP), Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Tabata Amaral (PSB-SP) e Tarcísio Motta (PSOL-RJ).

 

A deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente do PT, disse que há discordâncias do partido em relação ao conteúdo da PEC, mas disse que votará pela constitucionalidade da proposta, ainda que juristas afirmem que a medida é “inconstitucional”. Ao longo da fala, fez críticas à Justiça Eleitoral. “As multas e retenções da Justiça Eleitoral são abusivas e vem para inviabilizar os partidos políticos. Como temos multas abusivas, como essa de cotas, são inexequíveis. Por isso que temos reiteradas anistias desse parlamento.”, disse. O PT votou pela admissiblidade sob a condição de que haja emendas na avaliação do mérito.

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Arcabouço fiscal: se texto for frouxo e flexível, partidos não votarão, diz Arthur Lira

Por Giordanna Neves / O ESTADÃO DE SP

 

Brasília - O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta segunda-feira, 15, que o projeto de lei do novo arcabouço fiscal deve prever algum tipo de punição caso as metas não sejam cumpridas pelo gestor. De acordo com Lira, se o texto for muito “frouxo” e “flexível”, a matéria não contará com votos de determinados partidos.

 

“Ajustes serão necessários, temos de construir votos no plenário (da Câmara). Determinados partidos não votarão se projeto for muito frouxo, muito flexível, se não demonstrar amarras e ‘enforcements’ (comando para cumprimento das regras) necessários para que a responsabilidade seja preservada”, disse Lira em entrevista à TV Band.

 

Sem antecipar o texto do relator da matéria, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), Lira disse que o projeto deve incluir “enforcements” previstos na Constituição, como a proibição de aumento de salário, de despesas e de investimentos caso as regras fiscais não sejam atingidas. “Penso que o projeto tem de ser justo, tem de ser claro, tem de ser amplo para não massacrar, nem afrouxar demais tudo que foi construído no Brasil nos últimos tempos”, afirmou.

 

A falta de punição foi uma das principais críticas ao texto enviado pelo governo ao Congresso. O projeto de lei determinou que o presidente da República explique os casos de descumprimento das metas fiscais, mas retirou a responsabilização por não cumprimento que existia antes na Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

O presidente da Câmara reforçou que os líderes partidários vão se reunir no fim da tarde de hoje para que Cajado exponha as alterações feitas no relatório. Depois disso, o material poderá vir a público para a imprensa e para o mercado financeiro. Ele não estimou prazo de votação em plenário.

 

Segundo Lira, também deve haver um encontro entre líderes da base e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, principal interlocutor do tema, para discutir o arcabouço fiscal. “Espero que reuniões tragam tom de harmonia para esse projeto”, disse o presidente da Câmara, ao defender que a pauta vai além de oposição e governo. “É matéria que vai dar tom ao Brasil nos próximos anos.”

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