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Centrão sugeriu a Lira deixar a MP dos ministérios caducar

Por Naira Trindade — Brasília / O GLOBO

 

Entre os assuntos que tomou a atenção no jantar no escritório de Antônio Rueda, vice-presidente do União Brasil, com Arthur Lira (PP) e líderes do Centrão, na semana passada em Brasília, estava a possibilidade de deixar a MP dos Ministérios vencer na quinta-feira, o que forçaria o governo a voltar a configuração da Esplanada de Jair Bolsonaro.

 

Ou seja, se a medida provisória não for votada na Câmara e no Senado até quinta, dia 1º de junho, ela caduca e o número de pastas cai de 37 para 23. Com isso, vários ministros perderiam seus cargos, tendo de voltar ao Congresso.

 

E quem mais perderia com isso?

 

O MDB, por exemplo, perderia todas os três ministérios que ocupa na Esplanada: Transportes, Planejamento e Cidades. Lira e Renan Calheiros, do MDB no Senado, têm tido duros embates no Congresso. O PDT, de Carlos Lupi, na Previdência, também deixaria de compor a Esplanada.

 

Ministérios do Esporte, da Pesca e Aquicultura, da Igualdade Racial, da Mulher, da Gestão, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Trabalho, de Portos e Aeroportos, da Cultura, do Desenvolvimento Agrário, da Comunicação Social, dos Povos Originários e do Desenvolvimento Social também deixariam de existir no atual formato.

 

No jantar que contou também Ciro Nogueira (PP), André Fufuca (PP), Valdemar Costa Neto (PL), Altineu Côrtes (PL), Hugo Motta (Republicanos) e Marcos Pereira (Republicanos), Lira, porém, não deu sinais de que toparia acatar a sugestão de deixar MP caducar.

 

O assunto segue indefinido nesta terça-feira, já que o Planalto tem dado indicativos de que pretende não mexer no texto de Isnaldo Bulhões, aprovado na semana passada, para não correr o risco de perder toda a estrutura.

 

 

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