Confusão na CPMI do 8 de Janeiro tem troca de farpas, tapa na mesa e acusação de cuspe
Por Isabella Alonso Panho / O ESTADÃO DE SP
Parlamentares protagonizaram uma confusão na sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, que ouve o ex-ministro da Justiça Anderson Torres nesta terça-feira, 8. Depois de um discurso inflamado do deputado Marco Feliciano (PL-SP), membros da comissão discutiram por causa de um tapa que ele teria dado na mesa ao responder à senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). Depois disso, o pastor acusou o senador Rogério Carvalho (PT-SE) de ter cuspido nele e a senadora pediu que “mãos bobas” e gracejos não fossem filmados durante a fala dela.
O clima na CPMI começou a ficar acalorado durante a fala de Feliciano. Ele parabenizou Torres, a quem chamou de “herói brasileiro”. O deputado fez duras críticas a “comunistas e esquerdistas”. “Se eles pudessem, matariam todos nós, conservadores. Nos colocariam em paredão de fuzilamento.”
A declaração provocou uma reação do colegiado. O presidente da comissão, Arthur Maia (União Brasil-BA), precisou intervir para pedir que os parlamentares se acalmassem. Nesse momento, Soraya questionou o pastor sobre a generalização feita no discurso. Ele respondeu: “Se a carapuça serviu...”. Neste momento, Feliciano teria batido na mesa.
Rogério Carvalho e o deputado Henrique Vieira (PSOL-RJ) se levantaram para discutir com Marco Feliciano. “Esse pessoal da esquerda, do mimimi, os mimizentos. A senadora (Soraya) pode colocar o dedo no meu nariz e eu não posso falar nada?”, questionou Feliciano.
Tanto o presidente do colegiado quanto a relatora, Eliziane Gama (PSD-MA), defenderam Soraya e passaram a palavra ao deputado Duarte Júnior (PSB-MA), que abriu o discurso repreendendo o colega. “Presidente, eu gostaria só de pedir mais calma ao pastor Marco Feliciano, que simplesmente bateu aqui na mesa. Minha solidariedade à senadora.” Ao fundo da sessão, parlamentares gritaram para ele deixar de ser “covarde”. “Tenha calma. Para que o desequilíbrio? Está com medinho do quê?”, respondeu o maranhense.
Depois que Rogério Carvalho terminou de discursar, mais adiante na sessão, Feliciano interrompeu o colega e o acusou de ter cuspido nele. “Ele cuspiu em mim e disse ‘cuspirei de novo’, seu presidente.” Maia se limitou a pedir aos parlamentares que se acalmassem, mas depois atendeu o pedido do deputado do PL para que seja feita uma perícia nas imagens da sessão.
Soraya Thronicke pediu que a TV Senado fechasse a gravação nela antes de se pronunciar, para que “mãos bobas” e parlamentares “que ficam fazendo gracejos” não aparecessem na imagem dela nos registros da CPMI. “Mãos bobas e parlamentares que ficam fazendo gracejos por trás da nossa imagem enquanto falamos, atitudes vergonhosas... Não gostaria de ter essa imagem atrelada à minha quando estou falando”, pediu a senadora.
‘Aberração jurídica’
A CPMI do 8 de Janeiro ouve nesta terça-feira Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL) e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. No depoimento, quando foi questionado sobre a minuta do golpe que foi apreendida na casa dele logo após o episódio, Torres chamou o documento de “aberração jurídica”.
Relatórios da CPMI obtidos pelo Estadão mostram que, mesmo depois de receber alertas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre a iminência dos ataques do 8 de Janeiro, Torres antecipou suas férias. Ele estava nos Estados Unidos no 8 de Janeiro, enquanto era secretário no DF.
Relator apresenta nesta terça-feira relatório da LDO
O deputado Danilo Forte (União-CE) apresenta nesta terça-feira (8) o relatório preliminar ao projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO — PLN 4/23). A reunião da Comissão Mista de Orçamento (CMO) está marcada para as 14 horas, no plenário 2, e tem outros cinco itens na pauta.
A LDO orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). A matéria deveria ter sido aprovada pelo Congresso Nacional até 17 de julho, mas ainda aguarda a definição da Câmara dos Deputados sobre o novo arcabouço fiscal (PLP 93/23). Se o projeto não for votado até 31 de agosto — data-limite para que o Poder Executivo envie ao Parlamento a proposta da LOA —, as duas proposições poderão tramitar simultaneamente.
Crédito adicional
A CMO também pode votar dois projetos de lei (PLNs) do Poder Executivo que abrem crédito adicional ao Orçamento deste ano. O PLN 13/23 libera R$ 22,8 milhões para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O relator é o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).
O PLN 14/23 abre crédito adicional de R$ 25,8 milhões para os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação; do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; e das Mulheres. A relatora é a senadora Augusta Brito (PT-CE).
Requerimentos
A comissão pode votar ainda três requerimentos de audiência pública. A presidente da CMO, senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), sugere um debate sobre a governança orçamentária de políticas públicas para as mulheres.
O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) propõe audiência sobre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O parlamentar requer ainda uma reunião para discutir a percepção pública sobre os investimentos em ciência.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
CPI do MST ouve depoimentos de assentados nesta terça-feira
A CPI sobre o Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST) promove audiência pública nesta terça-feira (8) para tomada de depoimentos.
A comissão ouvirá dois convidados e três convocados sobre possíveis abusos e crimes que possam estar sendo cometidos pelo MST. Os requerimentos são dos deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e Capitão Alden (PL-BA).
Foram convidados:
- o assentado da área 3, na fazenda Palmeiras, estado de Goiás, Joviniano José Rodrigues; e
- a assentada da área 3, na fazenda Palmeiras, estado de Goiás, Noemia José dos Santos.
Foram convocados:
- Benevaldo da Silva Gomes, ex-participante do acampamento Egídio Bruneto;
- o presidente do Projeto de Assentamento Rosa do Prado, Elivaldo da Silva Costa; e
- Vanuza dos Santos de Souza, ex-participante do Acampamento São João.
A reunião ocorre às 13h30, no plenário 3. Confira a pauta completa.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Desoneração da folha: relatora na Câmara pede prorrogação do regime até 2027 e urgência na tramitação
Por Victoria Abel — Brasília / O GLOBO
A relatora do projeto de lei que prorroga a desoneração da folha de pagamento, deputada Any Ortiz (Cidadania-RS), afirmou ao GLOBO que vai acatar o texto aprovado pelo Senado mantendo o benefício para 17 setores que são grandes geradores de emprego até 2027. A proposta ainda prevê que municípios com população inferior a 142,6 mil habitantes também recebam isenção na folha de funcionários.
O projeto está na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, onde deve ser votado na quarta-feira, e passa em seguida para Comissão de Finanças e Tributação e Comissão de Constituição e Justiça. Anny Ortiz disse que vai pedir urgência na tramitação e, em paralelo, vai tentar levar a matéria ao plenário, caso a aprovação seja mais rápida com o aval do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).
— Vamos tentar pedir urgência e, em paralelo as comissões. Podemos tentar a tramitação em plenário, se for a opção mais rápida. São nesses meses de agosto e setembro que as empresas fazem orçamento para o ano que vem - disse Ortiz.
A desoneração da folha de pagamento permite que os setores contemplados paguem alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de salários. Entre eles: téxtil, calçados, construção civil, call center, comunicação, empresas de construção civil, fabricação de veículos, tecnologia e transportes.
Já os municípios beneficiados continuarão com a contribuição previdenciária sobre a folha de salários, mas reduzida de 20% para 8%. A medida pode beneficiar três mil municípios, que concentram 40% da população brasileira, de acordo com os parlamentares. A emenda que acrescentou a isenção às prefeituras foi do senador Angelo Coronel (PSD-BA).
A liderança do governo no Senado se colocou contra a prorrogação, justificando que o Ministério da Fazenda vai enviar um projeto de lei exclusivamente sobre alteração na cobrança de impostos sobre folha de pagamento até o final do ano.
A relatora Any Ortiz, no entanto, defendeu ser necessário garantir a prorrogação agora para dar previsibilidade às empresas.
— Precisamos garantir a desoneração, independentemente do que o governo venha a fazer, se o governo quiser colocar mais setores, melhor. Mas as empresas precisam de previsibilidade.
Seif critica resolução que defende legalização de aborto e maconha
O senador Jorge Seif (PL-SC) condenou, em pronunciamento nesta quinta-feira (3), a resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS) que defende a legalização do aborto e da maconha no Brasil (Resolução 715, de 20 julho de 2023). O texto apresenta orientações estratégicas para o Plano Plurianual 2024–2027 e para o Plano Nacional de Saúde 2024–2027.
O parlamentar afirmou que, durante a campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou carta às igrejas evangélicas assumindo o compromisso “com a vida plena em toda as suas fases”, além de afirmar ser “pessoalmente contra o aborto” e ressaltar que o tema não deve ser decidido pelo Executivo, e sim pelo Congresso Nacional. Segundo Seif, Lula também se comprometeu a “fortalecer as famílias para que os jovens sejam mantidos longe das drogas”.
— A Resolução 715 fere de morte valores fundamentais para a Igreja de Jesus Cristo. Não estou falando só do evangélico, estou falando de uma nação cristã, de evangélicos, de católicos e de espíritas. Essa resolução vergonhosa, que vem direto do inferno! Isso não é de Deus, isso é do demônio. Isso não pode ser de Deus. Uma ministra da Saúde que defende o homicídio de inocentes no ventre da mãe... Saúde defendendo morte? Tem coisa errada. Uma ministra da Saúde que assina uma Portaria 715, que descriminaliza droga. Saúde combina com droga?
O senador também criticou o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a descriminalização do porte de drogas para consumo próprio. Seif destacou que o assunto já foi discutido e rejeitado diversas vezes pelo Congresso Nacional.
Fonte: Agência Senado
Girão pede demissão dos ministros da Saúde e dos Direitos Humanos
Ao discursar no Plenário nesta quinta-feira (3), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) pediu a demissão da ministra da Saúde, Nísia Trindade, e do ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. Girão disse que se o governo mantiver esses ministros não agirá com coerência e estará cometendo um estelionato eleitoral com a maioria da população brasileira, que é cristã.
O senador lembrou que, durante a campanha eleitoral do ano passado, Lula lançou uma carta em que se comprometia com "a vida em todas as suas fases". De acordo com Girão, porém, o governo Lula tem tomado atitudes a favor do aborto. Uma delas seria a saída do país do Consenso de Genebra, que tem "propostas firmes em defesa da vida desde a concepção". A outra, ainda segundo o senador, seria a revogação de uma portaria que ajudaria a identificar o estuprador.
— O que nós estamos vivenciando no Brasil é o estelionato. Foi compromissado nessa Carta aos Cristãos — argumentou Girão.
Na opinião de Girão, o estado brasileiro está sendo instrumentalizado para impor uma agenda da qual “a maioria da população é totalmente contra”: aborto, drogas e erotização de crianças. O senador disse que “cabe mais uma vez ao Congresso Nacional agir em consonância com a vontade da grande maioria da população brasileira, que é pró-vida, que é contra a prática do aborto e a legalização da maconha”.
Fonte: Agência Senado
Cleitinho quer interrupção de julgamento sobre porte de drogas
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) manifestou, em pronunciamento no Plenário nesta quinta-feira (3), seu descontentamento com a retomada do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na última quarta-feira (2), sobre o porte de drogas para consumo pessoal. O julgamento foi suspenso e já conta com quatro votos a favor da descriminalização. O parlamentar entende, porém, que o Legislativo deve ter autonomia para decidir sobre a questão.
— Quem vai resolver isso aqui, quem vai legislar, somos nós [...] O presidente desta Casa, Rodrigo Pacheco, já deixou isso bem claro. Quem tem a competência para a questão da descriminalização ou legislação das drogas é o Senado, é a Câmara, é o Congresso Nacional. [...] Eu quero pedir para todos os 81 senadores que a gente assine um requerimento pedindo para acabar com esse julgamento o mais rápido possível. Quem vai legislar aqui somos nós — enfatizou.
Voto impresso
Cleitinho ainda reforçou a importância do voto auditável, o que, segundo ele, pode dar mais transparência e segurança ao processo eleitoral. O parlamentar pediu o apoio dos senadores para uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para instituir o voto impresso.
— Eu não vou questionar a urna. Eu fui eleito com quase 4,5 milhões de votos, mas é uma parcela da sociedade que quer mais segurança. [...] Eu tenho 17 assinaturas. Estão faltando ainda dez assinaturas. Eu queria pedir, aqui, a quem estiver acompanhando [...] — questionou.
O senador também pediu apoio para a votação do Projeto de Lei (PL 3.393/2023), de autoria dele, já em tramitação no Senado, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, para extinguir a cobrança de taxa para a emissão de documentos em formato digital e vedar a remoção de veículos por motivo de atraso no pagamento do IPVA ou do licenciamento.
— Muitos brasileiros, com dificuldade, não estão com esse documento em dia. Aí, sabe o que é que acontece? Vão lá e prendem o seu carro. Seu carro é apreendido, porque você não pagou os documentos. [...] Meu projeto é muito simples, muito claro. Vai acabar com isso — concluiu.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Familiares de presos em 8 de janeiro cobram individualização de condutas e negam tentativa de golpe
Familiares e advogados dos presos nos atos de 8 de janeiro, quando as sedes dos três poderes da República (Legislativo, Executivo e Judiciário) foram invadidas e depredadas, cobraram a individualização das condutas e negaram que tenha havido tentativa de golpe. Segundo eles, apenas uma minoria dos manifestantes participou dos atos de vandalismo no Congresso Nacional, no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Palácio do Planalto.
O assunto está sendo debatido neste momento na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, a pedido dos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Delegado Ramagem (PL-RJ). O presidente do colegiado, deputado Sanderson (PL-RS), também propôs o debate e informou que, se for preciso, as oitivas vão até à noite. “O objetivo é jogar luzes sobre uma situação que muitos ouvem falar apenas pela imprensa”, disse.
A advogada e presidente da Associação dos Familiares e Vítimas de 8 de janeiro, Gabriela Ritter, disse que os presos são acusados de ações muito parecidas, sem evidências do que cada um teria feito individualmente. Na visão dela, o caso demonstra que houve prisões em massa. “A ordem foi essa: prendam, algemem e coloquem nos ônibus, sem distinção. Essas pessoas estão presas há sete meses sem individualização das condutas”, afirmou Ritter, cujo pai é um dos detidos.
Depoimentos
Ritter mostrou vídeos com trechos de depoimentos de interrogatórios de presos e testemunhas de acusação que comprovariam as prisões em massa. Ela afirmou que as detenções desrespeitam convenções internacionais de direitos humanos, dos quais o Brasil é signatário. A advogada também negou que tenha havido tentativa de golpe naquele dia. “Não era vontade dessas pessoas. Pode ter pessoas que queriam algo assim, mas a grande maioria dos presos não almejava isso”, afirmou.
Outros advogados e familiares ouvidos pela comissão também relataram problemas como dificuldade de acesso aos presos, morosidade na condução das investigações e descasos com os direitos dos detidos, como os que apresentam comorbidades, nos presídios da Papuda (masculino) e da Colmeia (feminino), em Brasília.
Cerca de duas mil pessoas foram levadas pelas forças policiais pelos atos em 8 de janeiro, dos quais 1,4 mil ficaram presas por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator das investigações sobre as invasões. Desde então, a maioria foi solta e responde a processo em liberdade, mais ainda há detidos, aguardando a conclusão de procedimentos judiciais.
Situação
Para os deputados, a audiência realizada nesta quinta serve para colher informações sobre a situação dos presos. “Estamos vendo pessoas com 60, 70 anos, que nunca pisaram numa delegacia, sendo tratados como facínoras”, criticou o deputado Sanderson.
O deputado Marcel van Hattem afirmou que o Judiciário não está tendo o cuidado de individualizar as condutas dos presos. “Cada um, mesmo aqueles que depredaram, que quebraram, tem que ser tratado de acordo com a proporcionalidade dos seus atos, e não de acordo com a conveniência da cabeça de um juiz, que ao mesmo tempo tem agido como vítima e como algoz”, afirmou van Hattem, numa referência ao ministro Alexandre de Moraes.
Também criticaram a manutenção das prisões e a postura do STF os deputados Rodrigo Valadares (União-SE), Fred Linhares (Republicanos-DF), José Medeiros (PL-MT) e Sargento Gonçalves (PL-RN), entre outros. O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) cobrou uma posição do presidente do Congresso Nacional e do Senado, Rodrigo Pacheco, acerca da atuação do STF.
Ausências
O deputado Marcel van Hattem lamentou o não comparecimento de seis convidados ao debate, como o ministro Alexandre de Moraes e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Eles não teriam informado o motivo da ausência.
O ouvidor nacional de Direitos Humanos, Bruno Renato Teixeira, chegou a acompanhar parte da audiência pública como representante do Ministério de Direitos Humanos e da Cidadania, mas teve que se ausentar devido a outro compromisso. O presidente da Comissão de Segurança Pública, deputado Sanderson, afirmou que, se Teixeira quiser retornar, ele poderá ser ouvido até a noite.
Reportagem – Janary Júnior
Edição - Rodrigo Bittar
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Lira entrega a Pacheco texto da reforma tributária aprovado na Câmara
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), fez a entrega simbólica ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, do texto da reforma tributária (PEC 45/19) aprovado pelos deputados no final do semestre passado.
Rodrigo Pacheco afirmou que o Senado dará celeridade à tramitação da proposta para que a matéria seja aprovada e possa ser promulgada ainda neste ano.
“É importante como um pilar estrutural da economia brasileira e do desenvolvimento da nossa nação”, defendeu Pacheco.
A proposta de emenda à Constituição da reforma tributária será encaminhada à CCJ do Senado, onde será relatada pelo líder do MDB naquela Casa, senador Eduardo Braga (AM), informou Pacheco.
A proposta simplifica impostos sobre o consumo, prevê a criação de fundos para o desenvolvimento regional e para bancar créditos do ICMS até 2032, e unifica a legislação dos novos tributos.
Lira destacou o empenho dos deputados na aprovação do texto e afirmou que a proposta é fruto de muito diálogo entre todos os setores. “É importante para o País, para as duas Casas, para as novas gerações, que tenhamos um sistema simplificado, desburocratizado e com segurança jurídica. Entregamos um texto num clima de muita responsabilidade”, disse Lira em entrevista coletiva após a entrega.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Fernando Hugo critica julgamento para liberação de drogas por STF
Por Luciana Meneses / ALECE
Deputado Fernando Hugo (PSD) - Foto: Junior Pio
O deputado Fernando Hugo (PSD) criticou o julgamento da constitucionalidade de um dispositivo da Lei de Drogas que considera adquirir, guardar e transportar entorpecentes para uso pessoal, durante pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta quinta-feira (03/08).
A votação, por hora suspensa, conta com quatro votos a favor até o momento, porém, não abordará a questão da venda de drogas, que seguirá como ilegal.
Para o parlamentar, a pauta não deveria sequer estar sendo apreciada pela Corte. “O STF está votando pela descriminalização da maconha no Brasil, e pasmem, com um placar de quatro votos favoráveis. Enquanto vida eu tiver, questionarei tamanho absurdo. É beirar a insensatez completa despenalizar todo e qualquer tipo de porte de maconha”, bradou.
Enquanto médico, Fernando Hugo alertou ainda para os efeitos de entorpecentes no organismo no ser humano. “Nós todos sabemos das consequências físicas psicológicas do uso de drogas. O usuário vai perdendo a memória e capacidade cognitiva, então imaginem um profissional de saúde realizando uma cirurgia sob efeito de maconha? Um profissional da construção? Se coloquem no lugar dos pais que lutam diariamente pela recuperação de seus filhos viciados. Das famílias que estão sendo destruídas por entes viciados”, cobrou.
Em aparte, o deputado Carmelo Neto (PL) parabenizou o colega deputado pela pauta e reclamou da atitude do STF. “Muito me revolta assistir ao supremo legislando mais que qualquer Casa legislativa desse País e tratando de forma vergonhosa esse assunto”, classificou. Já o deputado Sargento Reginauro (União) frisou que já houve uma experiência parecida na Suécia e não foi exitosa. “Algum magistrado realmente acredita que se comprará maconha com nota fiscal nesse País? O traficante não vai pagar imposto. Ou seja, é um atentado contra nossas famílias”, avaliou.
O deputado Alcides Fernandes (PL) relatou sua experiência enquanto pastor ao lidar com famílias que sofrem com usuários de drogas. “São 31 anos trabalhando na igreja e vendo pessoas se libertando das drogas, após chegarem ao fundo do poço, muitas vezes protagonizando episódios de violência. Sinceramente, o STF deveria estar empenhado em criar mais clínicas de recuperação e não a liberação das drogas. Depois que Lula assumiu a nação, parece que as portas do inferno foram abertas”, afirmou.
O deputado Antônio Henrique (PDT) também discordou da pauta e acrescentou que a juventude brasileira precisa ser cada vez mais protegida. “Tudo se inicia numa brincadeira e depois sabemos o que acontece. Não é momento para se liberar algo assim no País. Temos que nos empenhar em proteger nossa juventude”, frisou.
Edição: Adriana Thomasi

