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Lava-Jato investiga venda de outros imóveis pela Bancoop

Condomínio Altos do Butantã, onde Vagner Freitas tem imóvel - Marcos Alves

SÃO PAULO - Além do condomínio Solaris, no Guarujá, onde o ex-presidente Lula já teve um apartamento, a força-tarefa da Lava-Jato investiga outros empreendimentos que eram da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) e foram assumidos pela OAS. Os investigadores apuram crimes de sonegação e ocultação patrimonial, além de indícios de que parte dos imóveis tenha sido usada para repasse de propina. Um dos apartamentos investigados é o do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, dono de imóvel registrado em nome da empreiteira OAS em bloco do Residencial Altos do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo.

O apartamento tem área total de 100,6 metros quadrados e está situado no segundo andar do bloco B do residencial, no bairro Butantã. Por meio de sua assessoria, Freitas negou qualquer crime e disse ter comprovantes de quitação do imóvel. Ele disse que, apesar de ter pagado pelo apartamento "há três ou quatro anos", ainda não tomou providências para alterar o registro em cartório. Diante da divulgação do caso, disse que pretende fazer a transferência de registro nesta segunda-feira.

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Silvinho Pereira ganhava ‘cala boca’ de R$ 50 mil mensais de empreiteiros, diz delator

Fernando Moura, réu na mesma ação em que é acusado ex-ministro José Dirceu, afirmou a procuradores que os pagamentos começaram quando petista cumpria pena alternativa imposta no mensalão

O ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira. Foto: Jamil Bittar/Reuters

O ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira. Foto: Jamil Bittar/Reuters

O empresário ligado ao PT Fernando de Moura, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou aos procuradores da força-tarefa, na quinta-feira, 28, que Silvio Pereira, ex-secretário-geral do PT, recebia “um cala boca” de dois empreiteiros denunciados no esquema de corrupção na Petrobrás. “Teve o processo todo do mensalão, quando ele cumpriu pena de serviço comunitário. Me parece que o Silvio recebia da OAS e da Ultratec, que (hoje) é a UTC”, afirmou Moura, interrogado pelo Ministério Público Federal em um procedimento para apurar quebra do acordo de delação premiada. Ele diz ter ouvido que os pagamentos ocorreram quando Silvio Pereira, conhecido no PT como Silvinho, cumpria pena alternativa. Os pagamentos teriam durado até recentemente. “Parece que o Silvio estava recebendo, que era o Leo (Pinheiro, da OAS) e o Ricardo (Pessoa, da UTC).

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Em carta, lobista preso cita ‘ligação’ com Lula como facilitadora de negócio

Uma carta apreendida pela Polícia Federal na Operação Zelotes indica que o lobista Mauro Marcondes Machado, preso em Brasília, usava de sua suposta proximidade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para vender seus serviços a potenciais clientes. 

Em texto enviado ao ex-presidente da Scania para a América Latina Sven Harald Antonsson, Marcondes se colocou à disposição da companhia para ajudá-la em função de sua “ligação com o presidente da República, vários ministros de Estado e instituições ligadas à indústria”. A mensagem não é datada, mas, segundo a investigação, coincide com a vinda do executivo ao Brasil, o que ocorreu em 2008, no segundo mandato de Lula.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Marcondes está preso desde outubro do ano passado e responde a ação penal por participação em esquema de lobby e corrupção para viabilizar a edição, pelo governo, e a aprovação, pelo Congresso, de medidas provisórias de interesse do setor automotivo. Ele atuava como lobista de montadoras em diversas frentes, fazendo chegar pedidos a Lula e ministérios. 

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Prédio de tríplex reformado pela OAS para Lula teve uso irregular de FGTS, diz auditoria

Gerente da empresa panamenha Mossack Fonseca no Brasil, Renata Pereira foi acordada pela Polícia Federal na última quarta-feira na Operação Triplo X, o nome da 22ª fase da Operação Lava Jato. Havia um mandado de prisão temporária contra ela. De casa, na Zona Sul de São Paulo, Renata foi levada para a sede da empresa, na Avenida Paulista, onde foi obrigada a destravar quatro computadores e liberar o acesso dos policiais a documentos de uma das mais famosas criadoras de offshores do mundo. Arrumar os papéis para a criação de empresas em paraísos fiscais, o trabalho da Mossack, facilita a vida de terroristas, políticos corruptos e empresários interessados em ocultar bens e lavar dinheiro. No escritório, os policiais coletaram milhares de dados sobre muitos desses filhotes, alguns usados para corrupção, paridos pela Mossack nos últimos anos.

O prédio e seus condôminos: o ex-presidente Lula, que desistiu do apartamento, o ex-tesoureiro João Vaccari Neto e o segurança petista Freud Godoy (Foto: Paulo Whitaker/Reuters, Fábio Motta/Estadão Conteúdo, Rodrigo Félix Leal/Futura Press, JF Diorio/Estadão Conteúdo)

Entretanto, a 90 quilômetros dali, estava o alvo mais poderoso da Triplo X. A força-tarefa da Lava Jato investiga se os apartamentos do Condomínio Solaris, na Praia das Astúrias, em Guarujá, foram utilizados pela OAS como moeda para pagamento de propina no esquema de corrupção da Petrobras. O conjunto de 112 unidades é o prédio da companheirada. Abriga um tríplex destinado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e apartamentos do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, hoje preso em São José dos Pinhais por coletar propina de contratos da Petrobras, e de Freud Godoy, um ex-segurança de Lula que, entre outras coisas, teve uma empresa que recebeu dinheiro de Marcos Valério, operador do mensalão. No despacho que autorizou a operação, o juiz Sergio Moro disse que a OAS “teria utilizado o empreendimento imobiliário em Guarujá para repasse disfarçado de propina a agentes envolvidos no esquema criminoso da Petrobras”. Até a semana passada, Vaccari era um desses agentes. Lula, ainda não.

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O novo elo de Bumlai com a Petrobras - ISTOÉ

No final de novembro, nove meses depois de ISTOÉ revelar em primeira mão a ligação do pecuarista José Carlos Bumlai com o esquema do Petrolão, a Polícia Federal deflagrou a Operação Passe Livre, 21ª fase da Lava Jato, destinada a prender o amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dono de trânsito livre no Planalto durante a gestão do petista. Ouvido pelos agentes federais, Bumlai negou, num primeiro momento, o envolvimento com as irregularidades. Bastaram mais duas semanas de confinamento numa cela em Curitiba para que o pecuarista capitulasse e decidisse fazer uma confissão. Bumlai reconheceu aos policiais que contraiu um empréstimo de R$ 12 milhões junto ao Grupo Schahin que serviria para irrigar campanhas do PT. O grupo mantinha negócios com a Petrobras. O dinheiro, ao menos parte dele, também foi usado para calar o empresário Ronan Maria Pinto, que ameaçava envolver Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho no nebuloso episódio do assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. Posteriormente, narrou o pecuarista, ele atuou para que a Petrobras contratasse o Schahin por US$ 1,6 bilhão para operar a sonda Vitoria. Foi a solução encontrada para quitar o débito.

BUMLAI-IE.jpg NOVO INDÍCIO Para a Lava Jato, José Carlos Bumlai  pode ter ajudado a Marítima

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Lava-Jato apura suposta propina a presidente da CCJ, Arthur Lira

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Arthur Lira. O deputado nega envolvimento e culpa o assessor: “O erro foi dele, não foi meu” - André Coelho/06-02-2012

BRASÍLIA — Um dos inquéritos da Operação Lava-Jato em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) investiga suposto pagamento de propina em espécie ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL). Já houve, inclusive, um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) de condução coercitiva do ex-assessor parlamentar Jaymerson José Gomes de Amorim, que foi o responsável pelo transporte do dinheiro.

O STF autorizou a quebra de sigilo de dois celulares e um tablet do ex-auxiliar do deputado. Quando foi detido pela Polícia Federal no aeroporto de Congonhas em São Paulo com R$ 106,4 mil nos bolsos do paletó, em fevereiro de 2012, o então assessor de Arthur Lira declarou aos policiais que o dinheiro se destinava ao deputado, conforme documento enviado pela PGR ao STF.

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Termos de adesão a tríplex contestam defesa de Lula

SÃO PAULO — Quando assinou contrato com a Bancoop para obter um apartamento no Residencial Mar Cantábrico, atual condomínio Solaris, no Guarujá, a mulher do ex-presidente Lula, Marisa Letícia, sabia que unidade estava comprando. Dois termos de adesão ao empreendimento obtidos pelo GLOBO, assinados por outros compradores do mesmo edifício, mostram que o número de cada apartamento constava dos registros iniciais de comercialização. Nos últimos dias, a defesa do ex-presidente tem sustentado que a família de Lula não teria adquirido um apartamento, mas cota do empreendimento, que somente “ao final da obra” passaria “a equivaler a uma unidade”. Os documentos mostram que no caso do edifício do ex-presidente, quem aderia ao empreendimento já sabia a que apartamento teria direito.

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Presidente da Andrade Gutierrez negocia delação e pode entregar segredos de Lulinha

É POR ALÍ! - A Procuradoria da República quer saber por que a Andrade Gutierrez, do empreiteiro preso Otávio Azevedo, repassou 5 milhões de reais à empresa de Fábio Luís, o filho mais velho de Lula
É POR ALÍ! - A Procuradoria da República quer saber por que a Andrade Gutierrez, do empreiteiro preso Otávio Azevedo, repassou 5 milhões de reais à empresa de Fábio Luís, o filho mais velho de Lula(Sérgio Lima/Folha Imagem)

O ex-presidente Lula tem uma espécie de dupla identidade. No mundo da fantasia, ele é a viva alma mais honesta do Brasil, não está sob investigação das autoridades nem tem responsabilidade sobre o petrolão e o mensalão. O líder messiânico, o novo pai dos pobres, seria a representação da virtude e da nobreza de propósitos. Já no mundo real, onde os fatos se sobrepõem a versões, emerge uma figura bem diferente - e bastante encrencada. A Procuradoria da República no Distrito Federal investiga se Lula fez tráfico de influência em favor da Odebrecht, que contratou a peso de ouro suas palestras enquanto atacava os cofres da Petrobras. O Ministério Público de São Paulo decidiu denunciar Lula por ocultação de patrimônio depois de colher evidências de que a OAS bancou a reforma de um tríplex no Guarujá que pertence à família do ex-presidente. Agora, é a vez de a Lava-J­ato chegar ao petista. Delegados e procuradores têm "alto grau de suspeita" de que a OAS, a fim de quitar propinas, deu imóveis a políticos. O caso do tríplex de Lula será esquadrinhado nessa nova etapa da operação, que foi batizada, devido ao seu DNA incontestável, de Triplo X.

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‘Os seus pecados Zé Dirceu admitiu’, diz advogado sobre depoimento a Moro

José Dirceu chega para seu interrogatório na Lava Jato - 29/01/2016 - Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press

José Dirceu chega para seu interrogatório na Lava Jato – 29/01/2016 – Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press

O ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu ‘admitiu suas culpas’ em depoimento na tarde desta sexta-feira, 29, ao juiz federal Sérgio Moro. Réu em ação penal por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, Dirceu está preso desde 3 de agosto. Nesta sexta ficou frente a frente com o juiz que mandou prende-lo. Respondeu a todas as perguntas na audiência. “Esclareceu tudo, disse que é verdade que o Milton Pascowitch (lobista e delator) pagou a reforma do seu apartamento e da sua casa”, contou o advogado Roberto Podval, defensor de Dirceu, após o depoimento.

Dirceu negou ter indicado o engenheiro Renato Duque para a Diretoria de Serviços da Petrobrás. Duque, apontado como cota do PT na Petrobrás, também é réu da Lava Jato porque sob seu controle teria operado um dos principais focos de corrupção na estatal petrolífera.

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OAS gastou R$ 380 mil com mobília para cozinha e quarto de tríplex que Lula diz não ser dele

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A construtora OAS pagou até mesmo eletrodomésticos da cozinha de um tríplex do Guarujá, no litoral de São Paulo, que pertenceria ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo investigadores, a empresa adquiriu geladeira, no valor de R$ 10 mil; microondas (R$ 5 mil); tampo de pia de resina americana que tem design moderno (R$ 50 mil), e forno elétrico (R$ 9 mil), do imóvel que está sob investigação da Operação Lato e do Ministério Público de São Paulo por suspeita de ter sido usado como pagamento de propina.

A cozinha e o quarto teriam custado à empreiteira R$ 380 mil. Oficialmente o imóvel está em nome da OAS, mas a Promotoria vê indícios de que pertence ao ex-presidente e sua mulher, Marisa Letícia. Os advogados de Lula afirmam que o ex-presidente não é dono do tríplex.

O promotor de Justiça Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, intimou o casal Lula para prestar depoimento ‘como investigados’ sobre o tríplex no próximo dia 17. O promotor já tomou depoimentos de testemunhas que revelaram a presença de Marisa supervisionando a obra. Todo o apartamento foi reformado pela construtora em obra que teria custado R$ 777 mil, segundo um sócio da Talento Engenharia, contratada pela OAS, empreiteira alvo da Operação Lava Jato sob a acusação de ter repassado propina a políticos e dirigentes da Petrobrás.

 

Os eletrodomésticos da cozinha do tríplex, segundo investigadores, foram adquiridos pela OAS na loja Kitchens na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Um sítio em Atibaia, interior de São Paulo, que também pertenceria ao ex-presidente Lula, recebeu cozinha da mesma marca que custou R$ 180 mil.

A contratação da Kitchens pela OAS para mobiliar o apartamento 164-A foi revelada pelo site O Antagonista. O site também informa que a cozinha do sítio foi bancada pela mesma empreiteira e, nesse caso, paga em dinheiro vivo.

Lula e Marisa. Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

Lula e Marisa. Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

A reforma no tríplex foi realizada entre abril e setembro de 2014, quando Lula já havia deixado a presidência. Se comprovado que o petista omitiu o imóvel de sua declaração de bens, o próximo passo é saber a razão. Uma das hipóteses é a necessidade de encobrir suposto pagamento por tráfico de influência, uma vez que Lula teria renda para comprar o imóvel. O ex-presidente tem reiterado que após deixar o governo sua única atividade remunerada é a de palestrante. Ele também nega fazer lobby para empresas.

No total, as cozinhas do tríplex e do sítio custaram R$ 312 mil. Incluindo os armários do tríplex, a conta chega a R$ 560 mil. Segundo uma fonte com acesso aos dados relacionados à compra, a Kitchens vendeu ainda para o apartamento, armários do dormitório, lavanderia e banheiro. Com a entrada da OAS em recuperação judicial, a empresa Kitchens ficou no prejuízo e não recebeu a última parcela de R$ 33 mil referente à cozinha do tríplex. A loja vai tentar receber o valor na Justiça.

Documentos obtidos pelo Estado revelam que a OAS também financiou outros itens do apartamento comprados no mercado de luxo. Uma escada caracol custou R$ 23.817,85. Outra, que dá acesso à cobertura, R$ 19.352.

O porcelanato para as salas de estar, jantar, TV e dormitórios foi estimado em R$ 28.204,65.

O rodapé em porcelanato, R$ 14.764,71. O deck para piscina, R$ 9.290,08. O elevador comprado oferece a possibilidade de ser personalizado, com acabamento à escolha do cliente, e custou R$ 62.500.

O Estado tentou contato com a OAS na sexta-feira por telefone e e-mail, mas não houve resposta.

O ex-presidente Lula tem sustentado que não é dono do tríplex nem do sítio em Atibaia. Seus defensores são enfáticos. “Lula nunca escondeu que sua família comprou, a prestações, uma cota da Bancoop, para ter um apartamento onde hoje é o edifício Solaris. Isso foi declarado ao Fisco e é público desde 2006. Ou seja: pagou dinheiro, não recebeu dinheiro pelo imóvel. Para ter o apartamento, de fato e de direito, seria necessário pagar a diferença entre o valor da cota e o valor do imóvel, com as modificações e acréscimos ao projeto original. A família do ex-presidente não exerceu esse direito. Portanto, Lula não ocultou patrimônio, não recebeu favores, não fez nada ilegal. E continuará lutando em defesa do Brasil, do estado de direito e da democracia.”

 

   
 
 
 
 
 

 

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