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Foto de reunião citada por Moro em depoimento mostra câmera filmando o encontro

 

 

REUNIÃO PRESIDENCIAL 22 DE ABRILO Palácio do Planalto não confirma nem nega a existência da gravação de uma reunião citada pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro em seu depoimento. Também não diz quem do governo detém o vídeo. Uma foto divulgada pelo próprio Palácio, porém, mostra que o encontro do presidente com ministros, entre eles Sergio Moro, contava com um cinegrafista que filmava a reunião. A imagem também mostra microfones na mesa no dia do evento.

 

A gravação, que Moro não detém, é uma das provas apresentadas pelo ex-ministro no inquérito que apura interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Em depoimento revelado pelo "GLOBO", Moro relatou que o presidente ameaçou demiti-lo nesta reunião do conselho de ministros.

O ex-ministro relatou que Bolsonaro declarou no encontro que, se Moro não concordasse com a substituição do Superintendente da Polícia Federal no Rio, trocaria o diretor-geral do órgão e o próprio ministro da Justiça. Moro contou que a agenda aconteceu dia 22 de abril e que foi gravada em vídeo pela própria Presidência da República, como indica a foto.

Ontem, a Advocacia Geral da União (AGU) pediu ao ministro Celso de Mello, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que reveja a decisão de determinar ao governo a entrega do vídeo sobre essa reunião citada por Moro. O prazo para a entrega da gravação termina na sexta-feira (8).

Procurada, a Secretaria Especial de Comunicação ainda não respondeu os questionamentos da reportagem sobre a existência da gravação. O GLOBO

Em resposta ao STF, Mourão diz que falta cada um saber o 'tamanho da sua cadeira'

Gustavo Porto e Elizabeth Lopes, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2020 | 12h41

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse na manhã desta quinta-feira, 7, que o que falta no País é cada um saber o "tamanho da sua cadeira". A afirmação foi uma resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de barrar a posse do diretor-geral da Polícia Federal Alexandre Ramagem. Mourão disse que a decisão do ministro Alexandre de Moraes do STF foi tomada com base na presunção de que ele é próximo da família Bolsonaro. “A Constituição é clara e coloca que os Poderes são independentes e harmônicos.”

Na live, com a participação do presidente do Instituto Brasil 200, Gabriel Kanner, Mourão disse que cada Poder tem sua responsabilidade de limites e desde outros governos há interferências do Legislativo e do Judiciário no Executivo. “Cada um tem de entender o tamanho de sua cadeira, é o que falta ao País.”

Hamilton Mourão
Mourão disse que o governo considera chineses 'parceiros estratégicos'. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil - 24/4/2019

Mourão voltou a dizer que “às vezes falta entender que o poder público exauriu sua capacidade de atender os problemas do País, pois está sem recursos”.

Ao falar do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro, o vice-presidente teceu elogios ao ex-juiz da Lava Jato. Mencionou a "aura" de competência que pairava sobre ele. “Não resta dúvida de que no imaginário da população, o trabalho do então juiz Moro foi digno”. E continuou: “Quando juiz, ele não tinha que responder a um comandante supremo. No Ministério, é preciso responder ao presidente da República.”

Mourão argumentou que houve um momento em que essa relação de o ministro ser subordinado ao mandatário não ocorreu, e a saída de Moro se concretizou. “Sua saída pode ter sido um problema pelo que ele representa para a sociedade brasileira. Mas creio que discussões no seio do governo devem continuar ali”, criticou.

Para Mourão, o ex-titular da Justiça não deveria ter levado a público as conversas com o mandatário. “Quando expõe diálogos internos do governo, isso não é bom.” 

Bolsonaro vai ao STF com ministros e empresários e faz apelo para amenizar medidas restritivas

Emilly Behnke e Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2020 | 12h13

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro atravessou a Praça dos Três Poderes em Brasília a pé nesta quinta-feira, 7, para se dirigir ao Supremo Tribunal Federal (STF). Acompanhado de ministros e empresários, Bolsonaro se reuniu com o presidente do tribunal, Dias Toffoli, e fez um apelo para que as medidas restritivas nos Estados sejam amenizadas. Ele disse que assinará um decreto para ampliar a quantidade de atividades essenciais em meio à pandemia do novo coronavírus.

A ida do presidente ao STF não estava prevista na agenda oficial, divulgada pela Secretaria de Comunicação Social. Procurada, a assessoria do STF informou que o encontro com Toffoli foi marcado de última hora e também não estava previsto na agenda do ministro. Ao ser questionado se a visita tinha o objetivo de “pressionar” o STF, Bolsonaro pediu ao repórter que parasse de “falar besteira”. 

 Bolsonaro estava acompanhado de empresários e ministros, entre os quais Walter Souza Braga Nettoda Casa CivilFernando Azevedo e Silvada Defesa, e Paulo Guedesda Economia. Segundo Guedes, foi uma "visita de cortesia". Parlamentares também acompanharam Bolsonaro, entre os quais o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente da República, e o deputado Hélio Lopes (PSL-RJ).

Live do presidente Bolsonaro no STF
Live do presidente Bolsonaro no STF Foto: Reprodução Facebook/Jair Bolsonaro

Dados do Ministério da Saúde divulgados ontem mostram que o Brasil bateu um novo recorde de mortes por coronavírus registradas em um dia, com 615 novos óbitos, e se tornou o sexto país com mais óbitos no mundo, segundo a Universidade Johns Hopkins (EUA), que monitora dados da pandemia. Com um total de 8.536 mortes por coronavírus, o Brasil ultrapassou a Bélgica, que tem 8.339 óbitos. Os cinco primeiros países com mais óbitos são EUA (72.617), Reino Unido (30.150), Itália (29.684), Espanha (25.613) e França (25.538).

Também houve 10.503 novos casos confirmados no Brasil —o total é de 125.218. Nesse quesito, o país fica em 9º no ranking mundial.

Durante o encontro com Toffoli, Bolsonaro realizou uma transmissão ao vivo em uma rede social. Em um breve discurso de abertura da reunião, o presidente disse que a crise provocada pelo coronavírus levou "aflições" a empresários em razão do desemprego e da economia "não mais funcionar". 

Ainda no discurso, Bolsonaro disse que o efeito colateral do combate ao coronavírus "não pode ser mais danoso que a própria doença". "O objetivo da nossa vinda aqui, nós sabemos do problema do vírus, que devemos ter todo cuidado possível, preservar vidas, em especial daqueles mais em risco, mas temos um problema que vem cada vez mais nos preocupando: os empresários trouxeram essas aflições, a questão do desemprego, a questão da economia não mais funcionar. O efeito colateral do combate ao vírus não pode ser mais danoso que a própria doença", declarou.

Segundo o presidente, os empresários querem que o STF ouça deles o que está acontecendo. "Chegou a um ponto que a economia fica muito difícil de recuperar. Nós, chefe de poderes, temos que decidir. O Toffoli sabe que, ao tomar decisão, de um lado ou de outro, vai sofrer critica", disse Bolsonaro.

Ainda no encontro, Toffoli afirmou que governo e empresários levaram ao STF necessidade de planejamento para retomada da atividade econômica. O ministro também disse que é preciso coordenação nesta tarefa por meio do governo federal, em diálogo com poderes, Estados e municípios.

Toffoli declarou que as pessoas demonstram desejo de sair de casa, porém "tem que ter essa saída de uma forma coordenada". Ele repetiu a necessidade de conversa com da União com Estados e municípios.

"É fundamental isso. Talvez num comitê de crise, envolvendo a federação, os poderes, para exatamente junto com o empresariado, com os trabalhadores, pensar nessa necessidade que temos de traduzir na realidade esse anseio, de trabalhar, produzir, manter empregos", disse Toffoli.

Bolsonaro revela conversa com Moro e acusa ex-ministro de vazamentos

moro e bolsonaro reproducao tv globo

 

O presidente Jair Bolsonaro mostrou a jornalistas, na tarde desta terça-feira (5), o trecho de uma troca de mensagens dele com o ex-ministro Sergio Moro, por aplicativo de celular, para comprovar que ele não estava tentando interferir na Polícia Federal (PF). Ele também disse que o ex-ministro divulgou informações reservadas do governo para a imprensa. Moro deixou o cargo de ministro da Justiça sob a justficativa de que o presidente estaria tentando a PF com objetivos políticos.

“O Sergio Moro foi correndo entregar o telefone para a Globo. Inclusive, ele tinha peças de relatórios pessoais de coisas que eu passava para ele. Entregar para a Globo isso? Isso é um crime federal, talvez em curso na Lei de Segurança Nacional”, afirmou o presidente na entrada do Palácio da Alvorada, residência oficial. O presidente se referia a uma troca de mensagens revelada pelo ex-ministro ao Jornal Nacional, da TV Globo, no último dia 24 de abril. De acordo com a reportagem da emissora, o presidente teria enviado uma matéria do site O Antagonista para o ex-ministro para justificar o pedido de troca de comando da Polícia Federal. A matéria do site falava sobre a investigação, em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), de “10 a 12” parlamentares aliados do governo.

“Isso [a reportagem] realmente eu passei pra ele”, disse o presidente. Em seguida, ele mostrou parte da troca de mensagem entre os dois na qual Sergio Moro classifica como “fofoca” a notícia sobre a investigação de parlamentares aliados do presidente. “É sinal que ele teve acesso ao processo, e diz que é fofoca”, acrescentou o presidente.

Bolsonaro também disse que o ex-ministro vazava informações que poderiam ter caráter confidencial. “Eu confiava nele, tanto é que passava passava extrato de informações com chefes de Estado e com inteligência de fora do Brasil”.

Investigação no STF

Na declaração a jornalistas, na porta do Alvorada, o presidente também comentou sobre o depoimento de Sergio Moro à Polícia Federal, no último sábado (2), em que o ex-ministro teria entregado documentos para tentar comprovar a tentativa de interferência do presidente na PF. O depoimento de Moro segue sob sigilo no âmbito inquérito aberto pelo STF, mas Bolsonaro disse que poderia se reunir com o advogado, ainda hoje, para debater sobre as acusações formalizadas.

“Vou ler com atenção o processo, talvez esteja o meu advogado hoje a noite aqui, para poder responder as demais acusações. Se bem, pelo que parece, em nenhum momento ele fala que eu cometi crime. E sim, o MP [Ministério Público], o ministro do Supremo, que é o dono do inquérito, deve me investigar, ouvir ministros e outras pessoas para dizer se talvez eu cometido um crime”, afirmou Bolsonaro.

O presidente voltou a afirmar que não tentou interferir na PF. Segundo ele, na última reunião de ministros com a participação de Sergio Moro, no dia 23 de abril, ele cobrou relatórios de inteligência de todas as forças de segurança do governo, não apenas da PF.

“Eu cobrei do serviço de inteligência da Aeronáutica, da Marinha, do Exército, da Abin [Agência Brasileira de Inteligência]…cobrei da Polícia Federal, relatórios de inteligência. Eu cobrei de público, tinha uns 20 ministros presentes, mais presidentes de bancos. Cobrei relatórios de inteligência, para que eu quero relatório de inquérito? Minha vida esta aí à disposição de vocês. Não tem acusação de corrupção [contra mim]”. ISTOÉ

Fortaleza adota 'lockdown' a partir de sexta-feira para tentar conter coronavírus

SÃO PAULO. O governador do Ceará, Camillo Santana, e o prefeito de Fortaleza, Roberto Claúdio, anunciaram que a capital do estado adotará o lockdown, com proibição da circulação de pessoas, a partir da próxima sexta-feira. A população só poderá sair às ruas para buscar serviços essenciais, como atendimento de saúde, farmácias e supermercados. Também serão adotado bloqueios nas entradas da cidade. Tanto o governador como o prefeito não usaram o termo lockdown. As restrições, que valem até o dia 20, são semelhantes às determinadas na semana passada pelo Justiça para São Luís, no Maranhão, que estreou hoje o bloqueio total.

- Diante da situação de Fortaleza, tomamos a decisão conjunta de implantarmos um isolamento social rígido aqui na capital, com ações mais restritivas e controle da circulação de pessoas e veículos, restringindo ambientes públicos para diminuirmos a velocidade que esse vírus tem se propagado - afirmou Camilo em uma live ao lado de Cláudio.

Camilo também anunciou que o decreto que proíbe em todas as cidades do estado o funcionamento do comércio, bares e restaurantes será prorrogado até o dia 20. Foi determinado ainda que as pessoas que saírem às ruas sejam obrigadas a usar máscaras.

Na noite de segunda-feira, 96% dos leitos de UTI de Fortaleza destinados a pacientes com coronavírus estavam ocupados. No estado, o índice era de 93%.

O Ceará o terceiro estado do país com mais casos da doença, atrás apenas de São Paulo e do Rio. O estado tem 11.256 pacientes infectados, sendo que 8.342 estão em Fortaleza. Já foram registradas no Ceará 733 mortes por causa da doença. O GLOBO

Camilo prorroga decreto de isolamento social até 20 de maio; Fortaleza terá regras mais rígidas

O governador Camilo Santana anunciou, na manhã desta terça-feira (5), a renovação do decreto estadual de isolamento social por mais 15 dias, durante os quais apenas os serviços essenciais poderão funcionar. O chefe do executivo, juntamente com o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, revelou medidas mais duras para diminiuir o contágio do novo coronavírus no Ceará. O uso de máscaras passa a ser obrigatório em todo o Estado já a partir desta quarta-feira (6).

"Quero aqui anunciar, hoje, que estamos renovando o decreto estudual que vale para todos os municípios por mais 15 dias, até o dia 20 de maio. Uma novidade: a obrigatoriedade, a partir de amanhã, do uso de máscaras para todas as pessoas que forem sair de casa", anunciou Camilo, em transmissão pelas redes sociais.

Em Fortaleza, além das regras que valem para todos os municípios, quatro medidas endurecem o isolamento social a partir de sexta-feira (8). Roberto Cláudio detalhou as novas medidas de combate à propagação do coronavírus:

  1. Fica proibida a circulação de pessoas em locais ou espaços públicos (praias, praças, calçadões), salvo quando em deslocamentos imprescindíveis para atividades essenciais;

  2. Fica estabelecido o controle de veículos particulares em vias públicas, salvo deslocamentos justificados, bem como veículos de serviços essenciais; deslocamento relacionados às atividades de segurança e saúde; transporte de cargas; serviços de transporte por taxi, mototáxi ou veículos por aplicativo.

  3. Controle de entrada e saída de Fortaleza com municípios vizinhos;

  4. As pessoas comprovadamente infectadas ou com suspeita de Covid-19 devem permanecer em confinamento obrigatório em domicílio, em unidade hospitalar ou em outro lugar determinado pelas autoridades de saúde.

Camilo detalhou, em publicação nas redes sociais, que a circulação em espaços públicos, como praias, praças, calçadões e parques, só será permitida com a devida justificativa, entre elas a busca pelos serviços essenciais.

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Cúpula militar apoia Bolsonaro em críticas a decisões do STF, mas descarta endossar ruptura institucional

 

BOLSONARO NA RAMPA

 

BRASÍLIA - Ao declarar que conta com o apoio das Forças Armadas neste domingo, durante protesto em frente ao Palácio do Planalto, o presidente JairBolsonaro se baseou em manifestações dos próprios integrantes das corporações. Na reunião que teve no Palácio da Alvorada, na véspera, com três ministros militares com cadeira no Palácio do Planalto, além do ministro da Defesa e dos comandantes da Aeronáutica, do Exército e da Marinha, Bolsonaro recebeu guarida de todos

 

Na ocasião, porém, a preocupação era mostrar apoio para manter o equilíbrio institucional entre os Poderes após recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubando atos do Executivo.

Apoio: Aliados de Bolsonaro endossaram novo ato antidemocrático, que será analisado pela PGR

A preocupação de integrantes das Forças Armadas e ministros militares que endossam as ações do governo está em como o presidente interpreta esse apoio.

Em conversas reservadas, os militares tentam esclarecer que não participarão de rupturas institucionais e que não é esse o tipo de sustentação que dão ao presidente. Segundo interlocutores da cúpula militar, um dos problemas está apenas na forma como o presidente manifesta publicamente o apoio que recebe das Forças Armadas. Há uma avaliação de que Bolsonaro se expressa mal na forma como se comunica. 

Diálogos:  Moro entregou à PF conversas dos últimos 15 dias com Bolsonaro

No sábado, estiveram com Bolsonaro por mais de uma hora no Alvorada os ministros Braga Netto (Casa Civil); Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo); Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional); e Fernando Azevedo (Defesa). Estiveram presentes ainda os comandantes do Exército, Edson Pujol; da Aeronáutica, Antonio Carlos Bermudez; e da Marinha, Ilques Barbosa Júnior. Lá, compartilharam o entendimento do presidente de que o STF havia exagerado ao intervir em atos do governo. 

Incomodou ao grupo as últimas ações dos ministros do Supremo Celso de Mello, (nas investigações do caso do ex-ministro Sergio Moro), e Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso (nas questões sobre a nomeação na Polícia Federal e também sobre os funcionários do consulado da Venezuela). 

A cúpula militar fez questão de lembrar uma frase proferida pelo general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército, há pouco mais de dois anos numa resposta à questionamentos sobre eventual intervenção militar: "Não existe atalho fora da Constituição”. 

Novas diligências:   PGR pede cópia de vídeo em que Bolsonaro ameaçou Moro de demissão e novos depoimentos

Segundo aliados, o ministro Augusto Heleno definiu que o Brasil está vivendo a "ditadura do judiciário" e argumentou que não serão tolerados "excessos" de outros Poderes.

Ao GLOBO, um general da reserva afirmou que as Forças Armadas jamais apoiarão golpe e pediu que governantes deixem de lado “assuntos paralelos” e foquem no combate o novo coronavírus.

Ministro da Saúde visita Comando Militar da Amazônia e hospitais para debater medidas de enfrentamento à Covid-19

Por Eliana Nascimento, G1 AM

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Ministro Nelson Teich visita Comando Militar da Amazônia, em Manaus — Foto: Eliana Nascimento/G1

O ministro da saúde, Nelson Teich cumpre agenda em Manaus durante esta segunda-feira (4). Logo pelo início da manhã, Teich visitou o Comando Militar da Amazônia para se reunir com autoridades da Marinha, Aeronáutica e Exército Brasileiro e definir ações de enfrentamento à Covid-19 no Amazonas. Em seguida, o ministro seguiu para visitar hospitais da capital.

No primeiro encontro do dia, a pauta principal foi um debate sobre o apoio logístico que está sendo empregado pelas Forças Armadas no combate ao coronavírus.

"A vinda foi para conhecer o CMA, ver toda a parte de logísitica e planejamento que do que vai ser usado para ajudar a gente no auxílio às pessoas, na melhora da atuação do sistema, para que a gente consiga acelerar o cuidado que a gente está oferecendo para as pessoas", disse Teich na saída do comando.

Após passagem pelo CMA, Teich visitou o hospital de retaguarda Nilton Lins, adaptado pelo governo para atender exclusivamente pacientes de Covid-19.

"O que vemos aqui é um local de potencial muito grande. Onde a gente vai ajudar como Ministério, é ajudar na capacidade cuidar de pessoas. Vai ter necessidade de recursos humanos e aparelhagem, e a gente vai trabalhar para ajudar nisso. É um hospital amplo, com espaço para crescer e ser utilizado. O que é importante agora é fazer com que ele consiga entregar a capacidade de cuidar das pessoas", afirmou Teich.

Em Manaus desde a tarde deste domingo (03), Teich cumpre ainda extensa agenda de reuniões e visitas a hospitais de campanha e retaguarda da capital amazonense. Neste domingo, o ministro se reuniu com o prefeito Arthur Neto e o governador Wilson Lima

O Amazonas vive cenário preocupante com mais de 6,6 mil casos confirmados de Covid-19 e 548 mortes confirmadas. O sistema de saúde está à beira de um colapso, com quase 90% dos leitos de UTI já ocupados. Também há colapso no sistema funerário, que lida com uma média de 100 enterros por dia há mais de uma semana.

Questionado sobre a situação do Amazonas, o ministro afirma que a visita ao estado é "fundamental" para que o governo entenda a real situação da pandemia no estado.

"As conversas, levantamentos e dados é que me permitem enxergar isso. O que eu vi foi estar perto das pessoas, ouvir melhor. Você falando direto com as pessoas é sempre muito diferente. Sentir o local, o momento. A vinda é fundamental para isso, para a gente poder entender o que está acontecendo", afirmou.

O Amazonas é o primeiro estado a ser visitado por Teich desde que ele assumiu o Ministério da Saúde.

Teich desembarcou na cidade no fim deste domingo e seguiu para a sede do governo do estado. Lá, ele e o secretário-executivo do Ministério da Saúde, general Eduardo Pazuello, se reuniram com o governador Wilson Lima e outras autoridades do estado e da prefeitura de Manaus.

Por volta de 17h está prevista ainda uma coletiva de imprensa do ministro na capital amazonense. Logo depois, às 18h, ele deve se reunir com parlamentares e outras autoridades do Estado.

''Brasil conta comigo''

Amazonas começa a receber nesta segunda-feira (4) as equipes que atuarão nos hospitais como parte do programa do governo federal “Brasil conta comigo”. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Eduardo Pazuello,novas contratações poderão ser feitas.

O "Brasil conta comigo" possui uma versão que prevê a contratação de profissionais de 14 áreas diferentes, como medicina, biologia e serviço social, para atuarem no combate à Covid-19 após fazerem capacitação. Eles precisam fazer um cadastro para serem convocados. Outra versão do programa estabelece a contratação de estudantes de medicina do 5º e do 6º anos, e do último ano dos cursos de enfermagem, fisioterapia e farmácia também para atuarem no combate à doença.

A capital amazonense é a primeira cidade do estado a ter integrantes do programa. “Isso vai fazer com que a a gente atenda o mais rápido possível o estado e municípios do interior. Outras contratações podem seguir nas sequências e, com isso, a gente vai atendendo todas as demandas de pessoal que se fizer necessário”, disse Pazuello.

Perdido na pandemia, ministro da Saúde completa 20 dias no cargo

Na quarta, Nelson Teich completa vinte dias no comando do Ministério da Saúde. Nesse período, a única mudança visível na condução da pasta, em relação ao antecessor Luiz Henrique Mandetta, foi na área da comunicação.

O ministério de Teich deixou de liderar a política de isolamento social para conter o avanço da crise, para ser governado pelos fatos. Colocado no cargo por Jair Bolsonaro para tirar o ministério da rota defendida pela Organização Mundial da Saúde, o ministro ficou no meio do caminho.

Não criticou abertamente o isolamento nem usou o poderoso instrumento de comunicação que o seu cargo lhe assegura para passar confiança aos brasileiros, ao revelar detalhes da rotina diária do combate ao vírus. Mas teve coragem de pedir ajuda aos governadores, coisa que Bolsonaro jamais cogitaria.

Enquanto o presidente da República vai a festas, participa de manifestações golpistas e realiza visitas de helicóptero a postos de gasolina de beira de estrada, o ministro terá a inglória missão de representar Bolsonaro no front da pandemia. Visitará os hospitais lotados do Amazonas. Não terá vida fácil. VEJA

Camilo Santana define hoje novo período da quarentena no Ceará

O governador Camilo Santana (PT) vai reunir, de forma remota, o comitê estadual de enfrentamento da covid-19, e definir o novo período do isolamento social.

A quarentena termina nesta terça-feira e é um dos principais remédios adotados pela gestão para evitar maior proliferação da doença no Estado.

Camilo voltou, inclusive, às redes sociais, nas últimas horas, para desmentir fake news dando conta de que farmácias, postos de combustíveis, padarias e supermercados, serviços essenciais, iriam ser fechados quando da prorrogação da quarentena.

"São pessoas querendo provocar o pânico na população", desabafou o governador Camilo Santana (PT), voltando a apelar para que se evite a difusão das fake news. OPOVO

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